King Of Thorns

King Of Thorns Mark Lawrence




Resenhas - King of Thorns


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Queria Estar Lendo 15/07/2015

Resenha: King of Thorns
Se essa resenha de King of Thorns não fizer sentido em algum momento, eu preciso dizer que não faz nem vinte minutos que terminei de ler ele e já estou escrevendo isso daqui. Por isso, ainda pode ser que apareçam surtos fangirl sobre um livro que me deixou no chão.

Deixem-me começar dizendo que: eu estou apaixonada pelos personagens desse livro. Lembra quando eu li E o Vento Levou e gritei para quem quisesse ouvir que a Margaret Mitchell era a deusa do desenvolvimento de personagem? Pois então, o Lawrence é o deuso da desconstrução de personagem. Eu vejo muito desenvolvimento no Jorg, apenas, mas ainda assim, foi uma surpresa tão boa e tão instigante que estou apaixonada, completa e totalmente!

Assim como o primeiro livro da trilogia, Prince of Thorns, King of Thorns se divide em dois tempos, o presente e o passado. O presente é denominado Dia do Casamento, que como o próprio nome diz, envolve um casamento, mas também uma grandiosa batalha que pode determinar o fim ou a ascensão de Honório Jorg Ancrath.

"Mas eu não sou ele [o Jorg de quatro anos atrás]. Eu não sou ele porque nós morremos um pouco todo dia e gradualmente nascemos outra vez, homens diferentes, homens mais velhos com as mesmas roupas, com as mesmas cicatrizes."

Já a outra parte acontece quatro anos no passado, apenas alguns meses após Jorg tomar o Assombrado, e conta sobre uma longa jornada que ele faz com os irmãos, Gog e Gorgoth, em busca de um mago do Fogo. E como estamos falando de Jorg, nada realmente acontece como deveria e ele acaba encontrando mais problemas do que respostas.

O Mark costurou muito bem os acontecimentos do passado com o presente e eu percebi uma jogada meio Martin ali no meio, com ele acabando algum capítulo do Dia do Casamento com você querendo desesperadamente saber mais e te jogando em uns três ou quatro capítulos quatro anos atrás e ai quando esses capítulos acabavam e você queria saber mais ele te levava de volta para o dia do casamento e foi um loop infinito que me deixou na beirada da cadeira o tempo todo!

Também foi ótimo ter essa discrepância de tempo porque pode mostrar muito do crescimento do Jorg - como desenvolvimento de personagem e como, de fato, deixando de ser uma criança. Com o fim de Prince of Thorns nós descobrimos que usaram o desejo do Jorg em se tornar Imperador como um desvio para tirar a atenção dele da vingança por sua mãe e irmão. Mas em King of Thorns nós descobrimos que o buraco é BEM mais embaixo.

Eu me senti meio mal, enquanto lia e encontrava desculpas para o comportamento do Jorg. Tenho ciência de que ele é sim um sociopata e ele também tem ciência das coisas que fez e que não se arrepende. Mas conforme ele vai entendendo a influência que os bruxos tem sobre a grande maioria das pessoas que estão jogando a Guerra Centenária e passa a entender que muitas de suas atitudes podem ter sido influenciados por sonhos manipulados, mais ciente ele fica de quem ele é e de quais são seus verdadeiros desejos.

Vejo muita gente criticando o comportamento do Jorg e quem gosta dela, mas preciso dizer que não julgo ele pela mesma moral que uso no meu dia a dia, na minha realidade. A realidade em que ele vive é infinitamente pior que a minha, o perigo, a morte e a desgraça estão a cada curva e com o próprio pai querendo se ver livre dele, tem poucas atitudes do Jorg que eu considero imperdoáveis.

Ainda mais se você considerar que ele era uma criança, vivendo no meio de homens sem qualquer tipo de honra, irmãos de estrada que só conheciam a morte, a dor e o perigo. Jorg não cresceu em um ambiente propicio para boas pessoas - e tudo que ele tinha de bom morreu junto da mãe e do irmão, anos atrás.

Aliás, esse livro me passa a sensação de que, quando eu chegar ao fim de Emperor of Thorns vamos descobrir que tudo foi um sonho causado pelos espinhos da roseira brava e o Jorg ainda é uma criança, convalescendo em um quarto no Castelo Alto.

"Para crianças há um pavor em descobrir as limitações daqueles que você ama. A hora em que você descobre que sua mãe não pode protegê-lo, que seu tutor cometeu um erro, que o caminho errado precisa ser tomado porque os adultos não tem força para tomar o correto... cada um desses momentos é o roubo de sua infância."

O livro dois está cheio de reviravoltas, plot twist e mortes que eu, sinceramente, não esperava. Também me encheu de amor por personagens como Gog e Gorgoth, especialmente o primeiro. Gog é só uma criança, mas tão cheia de poder! E você pode pensar que o Jorg está inteiramente interessado em controlar esse poder do Gog, mas a verdade é que o mais novo é como uma segunda chance para ele, a chance de salvar alguém tão inocente quanto o William era. Uma chance de redenção e salvação.

"Quero ser grande e forte. Para fazer o Jorg feliz. E eu quero ser feliz, para fazer o Gorgoth ser menos triste."

Ele também reacendeu meu amor pelo Makin, que se desenvolve aos poucos, sem pressa, deixando a gente saber do passado dele e da pessoa que ele é, bem devagar. A vida dele pode não ter sido metade da tragédia que foi a do Jorg, mas eu ainda consigo ver certa semelhança entre eles.

"Em outra questões sir Makin também é quase. Quase honrado, quase honesto. Sobre sua amizade, porém, não há quase."

Mas nada, nunca, irá superar o plot twist no fim do livro. Confesso que não sei se posso chamar de plot twist porque, uma vez que foi revelado, eu logo juntei as peças e percebi que realmente era inevitável. Mas me deixou de queixo no chão. Eu tenho uma palavra para repetir a cada reviravolta desse livro: genial. Ele não é nada como os "livros do meio" costumam ser!

Aqui também conhecemos alguns personagens novos, como a Miana, que acabou se tornando um xodó pra mim e ME DIGA QUE TEMOS MAIS DELA (mentira, não me diga nada, quero spoiler nenhum!) e a família da mãe do Jorg.

Os capítulos em que ele está na Costa Equina, preciso dizer, foram os meus preferidos. Mostrou tanta vulnerabilidade por parte do Jorg que não foi difícil lembrar que ele era só uma garoto de 14 anos solto em um mundo tão violento e perigoso. Porque no Império você pode morrer a qualquer momento, uma fraqueza, deixar a pessoa errada viver, e isso pode lhe assombrar pelos próximos quatro anos - o Jorg bem sabe!

Foi bom ver um lado vulnerável do rei que não envolvesse o Gog.

"Mas às vezes é mais fácil amar alguém que tem defeitos que você pode perdoar em troca do perdão pelos seus."

Nós também nos aprofundamos na relação do Jorg com o pai, que não é nem uma flor que se cheire, o maldito; descobrimos profecias e um pouco mais sobre o mundo no qual essa história se desenvolve e também ganhamos um POV diferente: o da Katherinezzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.

Não, ela realmente não ficou melhor. No livro um ela parecia estar ali só para ser o objeto de obsessão do Jorg e no livro 2 isso só se confirmou. Ela não fez nada que realmente influenciasse na história, nada que outro personagem não pudesse ter feito. E isso me deixa triste, porque eu estou louca para ver toda a energia que o Mark coloca nos Irmãos e no Jorg e nos inimigos dele, em uma personagem feminina.

Aqui eu percebi que elas são muito "8 ou 80", ou elas são horrendas malditas como a Chella ou são sem graça, sem vontade de viver, sem nada que nem a Katherine. Acho que por isso a Miana tenha me conquistado, mesmo aparecendo tão pouco. Ela fez mais pela história em um capítulo do que a Katherine fez em dois livros.

Humpf.

Mas tirando essa parte que eu não perdoo o Mark, King of Thorns acabou de ganhar o lugar de preferido na trilogia. Diferentemente do começo de Prince of Thorns, que eu tive que me empurrar pela leitura até pegar o jeito, King of Thorns foi tiro, porrada e bomba desde o começo e eu não conseguia largar nem na hora do almoço - sério, eu achei que ia derramar comida em cima dele algumas vezes.

Já pode correr parar agarrar Emperor of Thorns e começar a ler? Já pode começar a rezar para o final não ser como eu estou pensando que vai ser? E se você já leu a trilogia, não me dê spoilers! Mas vamos chorar juntas em cima da maravilhosidade desse livro e como eu abracei ele e quis chorar no ônibus de volta pra casa e como eu poderia rolar em cima dele de tanto amor?
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Dayane 05/06/2020

Rei dos espinhos
O príncipe que se torna rei, o livro é exatamente isso, um menino impulsivo cheio de raiva que começa aos poucos a amadurecer, e isso não significa nenhum pouco que ele fica mole, esse livro nos traz a evolução do personagem e a consolidação de seu poder, antes era um aspirante agora ele tem o trono e precisa mante-lo. A fantasia toma um pouco mais de espaço nesse livro, e algumas feridas do personagem sangram.
Xabriel 05/06/2020minha estante
Interessante sua resenha, fiquei interessado no livro agora.




andy 15/05/2020

Jorg, Jorg
Eu já disse que amo a escrita poética dessa escritor? Que eu amo odiar o Jorg?
Eu acho incrível os mecanismos usados pelo o autor para construir o universo, como ele alterna do passado e o presente. Acho genial.
Blur @13lurmore 15/05/2020minha estante
Ótima trilogia!




Vexvee 22/10/2020

Esse segundo livro te presenteia com muitas respostas as questões que ficaram pendentes do anterior, mas no meio dessa bagunça toda os eventos acontecem de forma tão rápida que você se perde no enredo. Gostei muito de deixar algumas coisas nas entrelinhas para o leitor se esbaldar nas teorias e usando a imaginação, mas quero muito que no próximo livro as inquietações que vem desde o primeiro momento que você começa a acompanhar o jovem Jorg sejam finalmente respondidas.
É o protagonista mais cara de pau e realista que eu já me deparei. O cara é todo fudido, traumatizado, perde, luta, aprende, é impulsivo, chora, é gado e ainda escuta os mais velhos.
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Alexandre Nabhan 13/09/2020

Incrivel
Que livro é incrível a começar pela diferença entre a narrativa dele em relação ao primeiro que é muito grande. O autor aparenta ter evoluído muito de um para o outro, ele consegue fazer o desenrolar da história aqui ser ainda mais fluido, com "mini arcos" muito empolgantes.

Mas eu acho que o maior tesouro deste livro é nós presenciarmos o amadurecimento de Jorg, provavelmente a galera vai conseguir se conectar muito mais com ele neste livro, quem sabe até se identificar kkkk se é que isso é possível. Aqui nós vamos ver um pouco mais das dores do Jorg, e não, isso ainda não justifica nada do que ele já fez, mas desta vez sabemos o motivo de tudo, ele realmente compete com o Guts de Berserk sobre quem tem a vida mais ferrada kkk Mas Guts ainda Ganha facil. Mas ainda sobre o protagonista nós vamos ver ele mais maduro até mesmo mais "sentimental" se bem que essa é uma palavro forte de mais pra ele mas foi a que me veio aqui, de qualquer forma é muito interessante ver esses momentos onde até mesmo o Jorg se questiona sobre o que esta acontecendo com ele. E se ele vai se tornar uma pessoa melhor ao final deste livro eu deixo essa pergunta para a leitura de vocês.

O livro também vai ser dividido em duas linhas do tempo, a atual Jorg está com 18 anos no seu dia de Casamento, onde se formos compara número de mortos, Game OF Thrones Perde o titulo de casamento vermelho por o que rola aqui senhor. A outra linha do tempo é quase que exatamente após o final do primeiro livro.

E nós vamos ter uma outra cereja no bolo entre essas duas narrativas de Jorg que são os Diários de Katherine. Cara esse diários são de mais, eu realmente ficava muito mais empolgado quando chegava um deles, eles vão nos mostrar como ela vê todas essas situações e vão complementar alguns fatos que nós não tínhamos como ver através da visão do Jorg, além de me fazer torcer mais ainda pela personagem.

O final deste livro me impactou muito, na verdade não ocorre nada de mais, só que eu me deixei iludir ao decorrer do livro e esqueci qual livro eu estava lendo kkkk, de qualquer forma já estou indo para o terceiro, vamos ver o que Jorg de Ancrath nos trás nos cap finais de sua história.
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spoiler visualizar
Volpi 22/10/2015minha estante
um baita estouro diga-se de passagem, KKK'.




Leandro Matos 11/08/2014

KING OF THORNS | VIDA LONGA AO REI!
Em King of Thorns, segundo livro da Trilogia dos Espinhos, o escritor americano Mark Lawrence entrega mais uma fantasia medieval regada a muito sangue, traições e reviravoltas.

Honorious Jorg Ancrath narrador da saga prometeu ainda criança vingar-se do pai por ter se mantido omisso, no assassinato brutal que ceifou a vida da sua mãe e de seu irmão mais novo e principalmente, daqueles que participaram diretamente com o ocorrido. Na adolescência empreende uma jornada e aos poucos vai cumprindo essa promessa. E agora como um homem, percebe que existem outras coisas a se preocupar, além da busca incessante por vingança. Em King of Thorns, temos o mesmo padrão que foi tão bem recebido pelos leitores brasileiros. Uma trama visceral e intensa, sem espaços para clichês ou suposições durante a leitura. E dessa vez conhecemos uma nova faceta do até então adolescente sociopata de Prince of Thorns.

Eu sempre vi não como um desafio e não uma resposta.

Jorg Ancrath agora é Rei, mas não do lugar onde pretendia. Se passaram quatro anos após os eventos que foram relatados no primeiro livro. Ele está mais velho e enfrenta dificuldades nesse processo de amadurecimento. Sua personalidade é falha e complexa, e seus problemas agora são outros. Ele agora enfrenta dentre muitas outras coisas, um cerco ao seu castelo vindo do Reino de Arrow e ainda tem que lidar com o presunçoso e carismático Príncipe Orrin, que chega ao seu reino exigindo a cooperação de Jorg, na sua autopromoção como futuro Imperador que trará a união e a paz aos pequenos reinos do Império Destruído. Além disso, Jorg está prestes a se casar com uma princesa, fato esse conflitante com um antigo e conturbado sentimento que ele alimenta por sua tia Katherine Ap Scorron. E ainda sofre o tormento de uma estranha entidade e mantém um mórbido interesse em uma misteriosa caixa de cobre e seu curioso conteúdo.

Muitos homens não aparentam o que são. A sabedoria pode estar por trás de um sorriso bobo, a bravura pode espiar de olhos que choram de medo.

Outro grande atrativo do livro além da história claro, é a qualidade das subtramas que vão atribuindo profundidade a história. São enredos que vão aparecendo durante a leitura, que complementam o contexto retratado e levantam novos questionamentos. A narração do anti-herói é traçada em presente e passado a todo momento, o que a deixa mais ativa e instigante. Um destaque nesse segundo livro é a inserção do diário de Katherine, que traz uma nova perspectiva diante de alguns fatos. Ela serve de contrapeso ao relato niilista de Jorg. A proposta observada desse segundo volume é ilustrar alguns mistérios que antes foram apenas insinuados na narrativa anterior. É necessário uma leitura atenta, para que certas passagens e acontecimentos do livro, não passem despercebidos. O que antes eram, referências ou dicas, agora é explicitado. A magia é outro ponto bastante explorado e que encontra um embate interessante com a descoberta de alguns artefatos numa câmara sob o castelo do Rei. Em Prince of Thorns, fatos do passado eram motivações para ações no presente, em King of Thorns, as duas linhas temporais são exploradas e convergidas em um ponto de interseção fenomenal.

Somos todos feitos de contradições, todos nós. São essas forças opostas que nos dão força, como um arco, cada bloco pressionando o outro. Mostre-me um homem cujas partes estão todas alinhadas, em consonância, e eu lhe mostrarei a loucura. Nós percorremos um caminho estreito, cercados de insanidades. Um homem sem contradições para se equilibrar se desviará em breve.

A edição da DarkSide Books é um elogio à parte. O padrão de qualidade da editora é primoroso. E com esse tomo não poderia ser diferente. São mais de 500 páginas em uma edição em capa dura, com arte de capa em alto relevo e acabamento de luxo.

Não resta dúvida da habilidade que o autor Mark Lawrence possui em seu ofício. Ele escreveu um romance sobre o crescimento de seu principal personagem, lhe deu empatia e consciência, o que deixou a história mais crível, mas pautada no seu desenvolvimento e na construção dos fatos que virão a seguir. Foi uma leitura curiosamente diferente e estranhamente familiar.

Que venha o Imperador e uma nova saudação!

Leia mais no link abaixo

site: http://nerdpride.com.br/literatura/king-of-thorns-vida-longa-ao-rei/
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darla 12/04/2020

Algumas partes foram um pouco óbvias (os primeiros relatos de Katherine), mas depois não tão óbvias e aí você se pergunta ?ué, foi ou não foi??.
Gosto de histórias assim.
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Bianca - @ZumbiLiterário 06/03/2020

Favoritado
Descobri um novo autor predileto! Estou amando ler esse livro e indico mto q leitura com algum amigo ou amigos. As teorias, dúvidas, surtos estão fazendo a diferença para amarmos esse universo.
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Júlio 21/10/2020

Falar de Kings Of Thorns, pra mim é muito fácil, um dos melhores livros do gênero que já li e mais tive reações durante a leitura.
Incrível como Mark Lawrence conseguiu criar um personagem como Jorg. Um cara que ao mesmo tempo que te faz torcer por ele, te faz também ter todo o ódio possível de suas atitudes. Se no primeiro livro tínhamos um personagem mais imaturo e inconsequente dos seus atos, neste segundo livro, temos um personagem mais frio e com o mesmo sangue nos olhos com a vontade de atender e conquistar aquilo que é apenas de seu interesse.
Nesse segundo livro fiquei totalmente envolvido em como a história discorre e como as coisas são realizadas. A escrita totalmente mais madura, muito pela idade mais velha de Jorg, ao qual, está mais velho que no primeiro livro.
Uma história que quebra o estigma do herói bonzinho, como é dito muitas vezes pelo mesmo e entrega um anti herói totalmente frio e calculista. Conforme fui lendo mais queria ler e não queria parar e o livro ainda tem alguns pensamentos e frases que nos permite trazer um pouco para os dias atuais para algumas reflexões da sociedade como um todo.
Se você gosta de fantasia, assim como o primeiro, King of Thorns é um prato cheio e simbora pro terceiro.
oLola 21/10/2020minha estante
Mark Lawrence acabou de subir na minha lista




Tamirez | @resenhandosonhos 13/08/2018

King Of Thorns
Quando eu li Prince of Thorns, apesar de ter gostado da história, ainda não havia sido suficiente para que eu me apaixonasse por ela. Jorg não é o típico protagonista e tudo em volta dele cheira a estranhamento. Ele é um garoto jovem mas sanguinário, tem pouca empatia e parece carregar um peso enorme nas costas. E, acima de tudo, busca por vingança. Acho que dentre todos esses aspectos, a idade foi o que mais pesou pra mim num primeiro momento, mesmo sabendo que seria completamente possível.

Em King of Thorns o personagem finalmente me cativou e ganhou a confiança para que eu fosse a frente com essa história. Nesse livro temos a trama acontecendo em duas linhas temporais. A primeira é logo após o fim do primeiro livro com Jorg saindo em uma peregrinação; aqui vários dias e semanas vão se passar e é realmente uma jornada do personagem. Já a segunda acontece 4 anos após sua conquista, no dia do seu casamento e quando o exército de Arrow bate a sua porta. Nessa parte a narrativa se desenvolve em muito pouco tempo.

Além desses dois momentos também temos algumas entradas do diário de Katherine e ele ajuda a dar um tom diferente ao emaranhado de informações. Por vezes receberemos informações no presente que só verdadeiramente se desenrolarão mais ao fim do livro no passado. Ou entradas do diário contando o resultado de coisas que ainda não aconteceram, tecendo algo que o leitor apenas imagina o que possa ter. Eventualmente todos as linhas se encontram e revelam o mix total da história.

“Eu não sou ele porque nós morremos um pouco todo dia e gradualmente nascemos outra vez, homens diferentes, homens mais velhos com as mesmas roupas, com as mesmas cicatrizes.”

Outro ponto diferente desse livro é o próprio Jorg. Ele está mais velho aqui e o peso das coisas que ele fez já lhe cerca, junto com a neuromância que também cobra seu preço. Ele tem momentos de empatia, solidariedade e até paixão, surpreendendo quem aguardava que ele mantivesse o mesmo ar arisco do primeiro livro. A sensação que eu tenho é que ele parece mais confortável “com o leitor” para se abrir e assim é possível que criemos um elo mais forte com ele do que anteriormente. Ele também parece mais cansado, e com um entendimento melhor de que não é somente vontade que é necessária pra vencer.

Achei interessante ver a relação dele aqui com Katherine e como a coisa ficou ainda mais intensa e platônica. Já Miana, a sua noiva, mesmo nova acaba se mostrando bem inteligente e decidida, sendo um par até perfeito para estar ao lado do teimoso e resoluto Ancrath. É certamente uma relação que evolui de forma diferente do que o esperado e não vem a atrapalhar ou tomar o centro da história, mesmo sendo importante para o andamento da coisa. Também conheceremos melhor o fiel escudeiro de Jorg, Makin, o avô e sua importância na trama, outras coisas “mágicas” e a presença da caixa de Pandora.

Algo que eu não tinha reparado com Prince of Thorns é que a história se entrelaça com o nosso mundo antigo, no período da inquisição, e do poderio católico e religioso sobre o mundo. A princípio tinha visto o mundo de Lawrence como algo novo, mas ele recria em cima de algo real, algo pós-apocalíptico, o que também ajuda o leitor a se aproximar mais da trama.

Para quem não tinha se empolgado muito com o primeiro volume, digo que esse segundo realmente vale a pena e segura a história, dando mais profundidade aos personagens e ao mundo que o cerca. Para aqueles que já haviam se apaixonado por Jorg em um primeiro olhar, não há o que temer aqui. Mark Lawrence lapida sua trama e nos entrega algo grandioso e sombrio.

site: http://resenhandosonhos.com/king-thorns-mark-lawrence/
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AndyinhA 13/09/2015

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

Durante a leitura do primeiro livro, muitas pessoas me questionaram que não estavam se empolgando com a leitura do mesmo, que a narrativa e a própria história não estava despertando a atenção e/ou curiosidade e sempre pedia para insistir. Já nessa sequência, simplesmente não sei o que aconteceu, pois, uma série que tinha gostado, achei um P.O.R.R.E e fiz muita força para chegar até o final.

O principal motivo foi o estilo de narração, enquanto no primeiro livro, era em ordem cronológica, neste segundo o autor intercala o presente com acontecimentos de quatro anos antes (que seria exatamente a continuação do anterior) e isso foi muito chato para mim, principalmente que a quantidade de capítulos que narravam os fatos de quatro anos atrás eram muito maiores do que os do presente e só servia para confundir, visto a quantidade de personagens apresentada neste livro, sinceramente não me ajudou e só deixava mais cansativo ficar trocando.

As revelações e surpresas que deveriam ser mostradas para nós dessa forma, acabaram para mim não surtindo o efeito desejado. Acredito que se a narrativa tivesse sido na ordem direta, ou seja, contando exatamente como foi que Jorg continuou seus passos depois dos acontecimentos e situações do livro anterior e aos poucos fosse mostrando sua evolução, seria bem mais interessante.

A história perdeu um pouco do foco. Antes a gente sabia exatamente onde e o quê o protagonista queria, mas aqui, as alternativas começaram a se abrir e ficou um pouco confuso e até desorientado de certa forma. Existe sim um objetivo geral que vem desde o primeiro livro, mas ele ficou em segundo plano, visto que outros assuntos apareceram, alguns eram interessantes e deixava o livro mais ágil, mas outras situações eram chatas e só servia para eu ter certeza de que deveria abandonar a leitura.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2015/08/poison-books-king-of-thorns-mark.html
Fausto 22/12/2015minha estante
até que enfim me identifiquei com alguma resenha desse livro. também fiquei empolgado com o primeiro volume, porém estou quase abandonando a leitura da continuação (king of thorns). insisti até chegar a 70% do livro, mas o estou achando simplesmente confuso e desinteressante.




lune | @herfleursbooks 13/04/2020

'Com fogo e sangue eu os farei se curvarem...blá blá blá
Não estou surpresa por não gostar desse segundo livro da trilogia sendo que odiei o primeiro, então não é uma novidade nenhumas das críticas porque elas apenas se repetem nesse livro.

Eu não tenho certeza se eu falo sobre o personagem ou sobre o autor, é realmente difícil saber sobre qual falar porque é... muito ruim!

Nesse livro se descobre (não realmente) mais detalhes sobre o Império, sobre os Construtores, sobre o Sol e esses detalhes que eram uma confusão (e continuam). Do nada surge peças na história que nos mostra sobre a civilização que foram os Construtores e é incrível! Uma pena que existe 0 desenvolvimento, Mark solta esse detalhes: a placa, os hologramas, os satélites e diversos outros e simplesmente segue em frente! Não existe relevância, sendo que existe porque o Jorg usa dessas peças para conseguir as coisas!

O livro tem mais de 500 páginas onde se divide entre flashbacks, presente e diários de Katherine, eu sinto que foi completamente irrelevante tudo, porque como sempre na batalha o plano de Jorg simplesmente aparece na hora, com coisas que deveriam ter si mostrado relevantes e não foram.

As viagens de Jorg são um desperdício de páginas, a cena mais patética do livro é quando ele rosna para um cachorro enquanto tem um Príncipe que ele poderia ter duelado e etc, é de dar risada e querer jogar o livro no chão.

Os poderes dele surge do nada, um momento é uma coisa que esfria a pele dele no outro ele está com total controle e competindo de frente com uma necromante (aquela que só aparece para oferecer sexo pra ele).
Durante o Presente ele fica abrindo a caixa sendo que esta acontecendo uma batalha e fica tendo mais flashback, é completamente sem sentido ele fazer aquilo, ele entra em estupor quando descobre quem é a criança sendo que é óbvio quem ela é o tempo inteiro.

Chega uma parte onde o holograma simplesmente tira uma memória dele e coloca na caixa que foi um mago que fez(?) Como isso acontece? como isso é possível? Não existe explicação sobre nada! Nem Jorg expressa curiosidade sobre nada que descobre.

É cansativo, não se sente empatia por ninguém, morrem não sei quantos e não faz a mínima diferença é tudo simplesmente vazio.

Sempre que chega no final é Jorg falando que "não é o mesmo"... Existe 0 jogos políticos e os planos de batalha (uma só) surge do nada, ele tira informações de lugar nenhum (que como leitor se descobre, mas ele não deveria saber e nem é mostrado como ele poderia saber).

Enfim, é uma tomada do Império cheia de buracos, misturando magia, necromantes e tecnologia só que sem desenvolvimento, com um personagem sem graça e fraco.

Lembrei de outro ponto, não sei se foi erro da tradução ou não mas algumas vezes Jorg usa a palavra "lanterna" e outras usa "lâmpada" o que é muito estranho porque ele não deveria conhecer essas palavras. Eu também não entendo como tantos livros sobreviveram, a religião e tudo mais, mas não as construções as tecnologias...
Rhe 14/04/2020minha estante
Eita ?


Kai 15/04/2020minha estante
Totalmente coerente e lúcida, amo demais




sky 26/06/2020

Completamente imersivo e surpreendente! Jorg é completamente inescrupuloso e sem tantos conceitos morais, mesmo assim é impossível não ama-lo.
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Fernanda 10/04/2020

Gosto de alguns personagens, mas a historia.....ficou meio meh
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