Emperor Of Thorns

Emperor Of Thorns Mark Lawrence


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Resenhas - Emperor of Thorns


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Queria Estar Lendo 22/09/2015

Resenha: Emperor of Thorns
A primeira coisa que eu quero dizer nessa resenha de Emperor of Thorns é que esse é um livro maldito! Foi o primeiro que eu escolhi para a Maratona Literária de Inverno (lá em julho) e ele me jogou em uma ressaca mórbida. E ainda por cima, tive que me obrigar a sair dela, o que deixou um gosto amargo sobre os livros que li depois.

A verdade é que Emperor of Thorns foi um banho de água fria pra mim. Ele foi tudo que eu queria, ao mesmo tempo em que foi tudo que eu menos esperava. Quando eu li na sinopse que o final seria imprevisível, eu duvidei muito. Afinal, seria imprevisível pra mim, que estava acompanhando a trilogia e me batendo com cada teoria nova que surgia na minha cabeça, ou imprevisível para quem estava lendo e não se envolvendo tanto?

Quando cheguei na metade do livro eu decidi que ele seria previsível pra mim, porque tudo estava caminhando exatamente como eu queria. Tão acostumada a nunca ganhar as coisas como eu quero - especialmente em fantasias - eu estava ficando mimada, acho, quando o Mark deu aquela guinada legal e me jogou pelo parabrisa do carro.

Mas a parte mais tensa, ainda, foi descobrir o final antes de chegar lá. Veja bem, eu li toda a trilogia sem qualquer spoiler - apenas uma única possibilidade de spoiler chegou até mim - e ai, em uma conversa com um amigo, ele falou uma coisa que todoooos os leitores da trilogia falavam sobre o Jorg. Mas eu não entendi, então quando ele explicou eu concordei e continuei lendo, porque parecia só uma observação boba. Eis que chego em um determinado diálogo que usam exatamente a mesma frase que meu amigo usou e o Jorg explica logo abaixo o que isso quer dizer e tem NADA A VER COM O QUE EU E MEU AMIGO TÍNHAMOS FALADO E EU FIQUEI O QUE É ISSO PORQUE ESTOU JOGADA NO CHÃO E CHORANDO?

Foi o spoiler que resumia o final do livro - e eu sei porque depois de ler a explicação do Jorg eu liguei o foda-se e fui ler o epílogo do livro e fiquei me balançando em posição fetal pelo resto da noite.

(E o que aprendemos com isso, crianças? Ler livros sem spoilers pode ser lindo, mas também pode ser uma morte horrível!)

Emperor of Thorns também se divide em 2 anos atrás e no presente - além de incluir a história da Chella, que costuma ter pouquíssimas páginas, mas ser bem legal.

Chegou o ano do vigésimo aniversário do Jorg e ele precisa ir para Vyene para votar na Centena, na busca por um novo imperador e, paralelamente, acompanhamos mais um pouco de sua vida na corte do avô materno.

A estrada até Vyene pode ser perigosa e Jorg tem tantos inimigos que é difícil manter aqueles que ele ama a salvo enquanto tenta provar que as profecias não são verdadeiras. Esse é o livro que mais lança uma luz sobre o que aconteceu com o mundo, quem são os Construtores e como o Jorg se tornou o que é.

"Não espere que eu o salve. Não pense que eu não usarei você. Corra se você for esperto. Reze se você tiver uma alma. Fique se você for corajoso. Mas não me siga. Siga-me e eu partirei seu coração."

Jorg sempre foi o peso central disso tudo, os outros personagens sempre pairaram em volta dele. Com exceção de um ou outro personagem, como Gorgoth, Chella e Katherine, ele é o único que realmente se desenvolve e é reconstruído ao longo das páginas.

Jorg é um reflexo da sociedade e das condições do mundo dele - o que eu acho incrível. Ele procura por redenção, mesmo sem saber. Por perdão e uma forma de fazer as coisas certas, não faz sentido para ele que ele tenha sobrevivido, quando William e a mãe não. Ele não foi forte o suficiente para se livrar da roseira brava e salvar os dois - ou morrer com eles. Ele não era o filho que deveria ter sobrevivido, ele não era forte o suficiente e agora ele era um monstro. Tudo pelo que ele passou foi como uma escada para levá-lo até onde ele está agora.

Na realidade, se você prestar atenção, a trilogia é uma história sobre redenção. Sobre como Jorg passou anos na estrada, viajou por diversos reinos, sempre em busca de algo, sempre em busca daquilo que o colocaria no trono do Império, mas só porque ele tinha que continuar em movimento.

" Sem meio termo. Algumas coisas você não pode partir ao meio. Você não pode amar alguém pela metade. Não pode trair pela metade, viver pela metade."

Jorg quer fazer as coisas certas, ele quer perdão pelo seu maior crime - ter traído William, deixado ele morrer sozinho. Tudo que ele fez depois disso, todos os crimes e todos os jogos, nada disso importa. Tudo teve a mão dos bruxos dos sonhos, da violência praticada contra ele; era como retribuição. Jorg não pode é se perdoar pelo crime de ter sobrevivido a noite que matou sua mãe e seu irmão.

De certa forma, tudo que ele fez entre aquele dia na estrada e agora, ao portão Gilden, é sua jornada por essa redenção, esse perdão. Jorg não pode mudar quem ele é - ou não quer - porque é como se ele estivesse vivendo uma sobrevida. Só o suficiente para fazer certo pelo irmão e pela mãe. Só o suficiente para ver os culpados pela morte deles, mortos. E ai ele vai poder seguir como a pessoa que deveria ter sido.

" Não podemos viver presos pelo medo. Uma vida vivida entre essas paredes é apenas uma morte lenta."

Acho extremamente interessante como Jorg nos é apresentado como alguém capaz de tudo para vencer esse jogo de poder que vai sentar alguém no trono do império, mas que a partir do momento em que ele se libera do toque do Corion, ele consegue enxergar as coisas por outro angulo. Ele passa a ver que, afinal, não está disposto a sacrificar tudo pelo trono do império, especialmente se esse sacrifício for das pessoas que ele ama. Mesmo sabendo que o amor destrói e enfraquece, ele não pode evitar amar elas - afinal, ele não é o pai.

Ele já fez isso antes e a decisão assombra ele pra sempre. Ele não quer repetir.

O menino que conhecemos em Prince of Thorns não é o homem do qual nos despedimos em Emperor of Thorns - por mim ele podia estar em todos os spinoffs do Mark! - e isso é feito de uma maneira consistente, desconstruindo as ações dele, deixando-o mais próximo de nós.

Eu entendi seus desejos e o que moveu sua cede de vingança - ou justiça? Eu entendi como o amor queima dentro dele e os medos dele. Jorg teme pouca coisa na vida e condenar aqueles que ele ama é a maior dessas. Jorg tem um senso de justiça bem "8 ou 80" também. "Ou tudo ou nada. Salve todas as crianças ou nenhuma."

"É uma ironia dos nossos tempos que homens que buscam por paz precisem fazer guerra."

Esse livro me lembrou muito um quote do booktrailer de Princesa Mecânica, da Cassandra Clare. Nele a Tessa pergunta: você condenaria o mundo inteiro para salvar aqueles que ama? E assim como a Tessa, o Jorg faria. Ele condenaria o mundo todo e ele mesmo se isso fosse salvar todos que ele ama. E isso meio que me parte ao meio. Eu não esperava pelo final, eu não esperava esse brilho de esperança e de felicidade (ao menos na medida possível para uma dark fantasy) que chegou.

Eu não esperava por nada disso, e ao mesmo tempo eu esperava. Eu odeio esse final, e ao mesmo tempo eu amo. A parte racional briga com a emocional, ele dói e é uma dor bonita, se é que isso faz sentido para vocês.
DézyBrauner 06/04/2016minha estante
Adorei sua resenha, acabei de terminar de ler e entendo perfeitamente o que você quer dizer quando diz que ficou chorando em posição fetal :(
O final foi tão incrível, tão bem escrito e trabalhado e ao mesmo tempo tão doloroso...
Fechou com chave de ouro, mas tá me dilacerando :/




Leitor Sagaz 30/01/2015

Simplesmente sensacional!
Resenha publicada no blog Leitor Sagaz.

Neste livro chegamos ao grande final, a jornada finalmente se mostrará exitosa ou não. Rei Jorg irá enfim se tornar imperador? Conseguirá ele destruir o Rei Morto e salvar o mundo do colapso? Te garanto amigo leitor que tudo isso é exposto neste livro.

Como sempre temos acontecimentos do presente e do passado, no presente Jorg marcha com seus irmãos para a cidade de Vyene, para a reunião da centena que finalmente votara para eleger o novo imperador ou não! E cinco anos antes acompanhamos o jovem Jorg em sua jornada para Afrique, o olho dos construtores exibe um ponto vermelho nestas terras e a curiosidade de Jorg falou mais auto.

Nessa jornada iremos conhecer a terra do fogo que queima sem ver (isso nos remete a algo nuclear) mais de uma vez iremos ver nosso protagonista escapando da morte, e sem dúvida nenhuma não hesitará em cortar a cabeça até mesmo de seus aliados, se isso for necessário para que ele siga em frente com seus planos.


No presente Katherine mostra seus poderes dos sonhos, todas as noites ela vem invadindo e perturbando o sono de Jorg, mas uma noite ele resolve lutar e como arma ele usa suas próprias experiências, vai mostrar para ela uma de suas terríveis aventuras, um dos traumas afligidos a ele em sua infância.

Essa parte é muito interessante e mostra como Jorg se tornou forte, contra tudo e todos, ele sempre perseverou! Só mesmo ele seria capaz de suportar a sua vida, inimaginável pensar em outra pessoa em seu lugar.

Pasmem, mas a esposa de Jorg, Miana, está esperando um bebê e mesmo assim devido a alguns acontecimentos sinistros, ela vai viajar com ele rumo ao encontro com a centena.

Outro ponto crucial é entender e perceber todos os detalhes da sua viagem para Afrique, as pessoas que ele conhece, principalmente seus inimigos. Veremos mais uma vez que nem tudo que previram sobre ele é de fácil compreensão, os “matemágicos” entenderam enfim que Jorg é uma conta muito complexa.

Neste livro poderemos finalmente entender os desejos do Rei Morto, descobrir quem ele é e o que o levou a tentar dominar o mundo. Uma coisa eu digo, vocês irão ficar desconcertados ao lerem está revelação, guardem muito bem isso que eu digo.

Estou me esforçando para não contar a história toda, acho que é de tamanha grandiosidade que cada leitor deve adentrar esse mundo sozinho. Vamos falar do mundo criado por Mark e sentimentos ao ler o livro.

Tudo indica que a história se passa em um tempo distante pós terceira guerra mundial, um ponto onde a humanidade evoluiu muito e acabou quebrando os conceitos da física e isso mudou o entendimento das coisas que conhecemos, tornou o poder do “querer” muito mais forte. Neste mundo pós-guerra ainda é possível encontrar resquícios das tecnologias perdidas (Os Construtores), toda essa situação implícita é muito enriquecedora, faz com que o leitor mergulhe mais a fundo na história e tente compreender por vários ângulos o que o autor quis nos mostrar.

Senti uma alegria imensa ao me deparar com este mundo, as ambientações, diálogos e lutas são muito bem construídos, me vi imaginando perfeitamente todo o cenário e as feições dos personagens.

O final desta história me deixou boquiaberto, não queria acreditar que havíamos chegado ao fim, todo o caminho percorrido não poderia levar até aquele ponto! Mas passado o momento inicial de euforia, percebemos que o autor fez bem em terminar aqui, não seria necessário prolongar esta jornada.

Finalizo a resenha dizendo que a Trilogia dos Espinhos faz parte daqueles livros que você deve ler antes de morrer, algo indispensável para os amantes de fantasia e aventura. Se você ainda não conhece algum anti-herói, venha conhecer e viajar com Jorg de Ancrath.

Agradeço a oportunidade de ser parceiro da DarkSide Books, o acabamento e detalhes do livro são perfeitos, são livros que faço questão de mostrar e recomendar para meus amigos. Muito obrigado e que em 2015 tenhamos mais edições primorosas como esta.

Diego de França

site: http://www.leitorsagaz.com.br/2015/01/resenha-emperor-of-thorns-darksidebooks.html
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MPFFMH 28/04/2016

Fim
O final da trilogia foi uma verdadeira facada no coração.

Comecei EOT não gostando muito e, isso mudou conforme lia. Quanto mais lia e chegava ao fim, menos queria que acabasse. Não se acha livro igual a este.
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Caroline 29/05/2016

‘Emperor of Thorns’: um desfecho em grande estilo para a ‘Trilogia dos Espinhos’
E chega ao fim a Trilogia dos Espinhos! O fim das tramoias e maldades de Jorg de Ancrath! Em Emperor of Thorns, Mark Lawrence dá a essa grande narrativa o seu desfecho épico.
Como não quero correr o risco de dar algum spoiler, serei breve na apresentação do enredo do livro.
Nesse terceiro e último volume, nosso cruel, sarcástico e nada heroico Honório Jorg de Ancrath narra o auge de sua busca pelo poder, pelo trono e pelo título de Imperador. Em Emperor of Thorns, o leitor embarca numa ampla teia de viagens para terras distantes, alianças políticas e traições; um grande jogo que Jorg parece controlar para alcançar seus objetivos. Nesse livro, descobrimos, enfim, porque os mortos espreitam nosso protagonista complicado. Descobrimos quem é o Rei Morto!
Como estamos no fim da trilogia, as pontas soltas são atadas, os mistérios, desvendados – descobrimos também porque existe a mágica nesse mundo, o qual realmente acaba se tornando familiar ao nosso. Pelo mapa apresentado em todos os três livros, é possível notar certa semelhança com o continente europeu. E o tempo depois dos Construtores mudou tão drasticamente que suas tecnologia e sabedoria passam a ser conhecidas como mágica. Acredito que muitos elementos descritos como mágicos no livro serão cientificamente reconhecidos pelo leitor.
Novamente, temos o nosso Jorg ambicioso, egocêntrico, cruel e irônico, como o conhecemos. Mas, como eu esperava e torcia desde o início, ele cresceu! E, apesar de suas atitudes drásticas resultarem em muito derramamento de sangue – de fato, percebi que, nesse terceiro livro, Jorg demonstra uma inclinação a matar qualquer um que se ponha em seu caminho ou se mostre uma ameaça de maneira um tanto quanto chamativa e preocupante. Mas, dessa vez, ele o faz por uma causa que pode até ser considerada justa.
Se quiser saber qual é, sugiro novamente que leia o livro.

site: http://www.vailendo.com.br/2015/08/14/emperor-of-thorns-de-mark-lawrence-resenha/
Diogo 19/12/2016minha estante
Certa semelhança com o continente europeu? É o continente europeu.




Gabii 14/01/2015

O derradeiro final – sempre quis escrever isso – da saga de Jorg Ancrath é cheio de sangue, mortes, política, e redenção.

É difícil descrever o sentimento de ler o ultimo livro de uma saga, é uma sensação de felicidade e tristeza: felicidade por que, se tem um momento em que as coisas dão certo, é esse; e tristeza por que nós aprendemos a entender e compreender aquele personagem – ou aqueles – que acompanhamos durante tanto tempo, andamos sobre seus caminhos, vimos como e o quanto eles se transformaram, conhecemos ele, e o final significa que você vai ficar um bom tempo sem ter contato com ele, é como deixar de ver um amigo. E esse é o final.

Jorg mais uma vez mostra por que chegou tão longe, mesmo contra todas as expectativas – e acredite, neste livro fica bem claro que Jorg sempre foi o azarão –, e novamente a narrativa de seu “diário” se alterna entre “flashs” do passado e momentos do presente, fora que desta vez acompanhamos mais de perto a estória de uma personagem em especial. Esse livro se passa praticamente todo na estrada, Jorg esta indo a Vyene, para se prostrar diante da Centena e “conquistar” o trono de imperador, e durante seu caminho ele passara por poucas e boas para proteger as pessoas que ele ama – sim, neste livro Jorg com toda certeza ama muito, incondicionalmente e com todas as suas forças pelo menos uma pessoa. Sem dar mais detalhes da estória, se faz necessário dizer que novamente, vocês leitores vão constatar a perspicácia e inteligência de Jorg, a sua habilidade de tornar inimigos em aliados – ou homens mortos – e situações desfavoráveis em trunfos mais uma vez se fazem presentes, e até o fim desse livro vemos uma série de reviravoltas e “coisas” totalmente inesperadas.

Eu confesso que demorei um pouco para concluir esse volume, a cada choque eu parava por algumas horas, e ainda eu não aguentei e fui “fuçar” o fim do livro pra saber o final, e por isso eu hesitei um pouco em continuar – é gente, eu trapaceei, mas não aguentava mais!


Sobre o final: SURPREENDENTE e consideravelmente satisfatório, eu só não esperava algumas partes da “solução” final – olha Mark Lawrence conseguindo me surpreender – e eu confesso que bem la no fundo eu fiquei contente com a conclusão da estória. Acredito que todos vão ficar!

site: http://embuscadelivrosperdidos.blogspot.com/2015/01/emperor-of-thorns-mark-lawrence.html
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May 01/10/2015

Emperor of Thorns é o último livro da Trilogia dos Espinhos e, como o próprio nome do livro sugere, mostra Jorg a caminho de ser coroado imperador do Império Destruído. O livro começa um pouco depois dos eventos de King of Thorns (que eu não resenhei). Jorg está indo para o Congresso para tentar usar de sua influência e votos para realizar sua vontade de virar imperador.

Eu dei 2 estrelas para os dois livros anteriores e para esse não foi diferente. A maioria dos meus problemas apareceu mais uma vez nesse terceiro livro e algumas outras coisas novas também me incomodaram.

site: https://sobresonhoselivros.wordpress.com/2015/10/01/resenha-emperor-of-thorns/
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kk 06/03/2016

Bom, mas o pior dos três
A trilogia dos espinhos teve uma história interessante aonde descobrimos q o mundo atual é apenas um reflexo destruido e podre do antigo mundo dos construtores.
Achei a jornada de jorg maravilhosa, mas o autor não se aprofundou como deveria nesse universo maravilhoso q criou, deixando assim muuuuuitas questões sem resposta, e um mundo mal explorado.
Como eu disse a jornada foi boa mas o final deixou muito a desejar.
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Bela Lima 25/04/2016

"Há caminhos difíceis e há os caminhos mais difíceis."
Em Emperor of Thorns, ultimo livro de uma trilogia que comecei a ler sem nenhuma expectativa, temos o que esperávamos desde que conhecemos o Príncipe Honório Jorg Ancrath: a votação que ira definir quem governara o Império Destruído. Quem irá ser o Imperador?

"Há caminhos difíceis e há os caminhos mais difíceis."

Seguindo o estilo dos livros anteriores, vamos do presente ao passado intitulado Cinco anos atrás, e nesse também temos uma narração bônus, sendo essa agora sobre a perspectiva de Chella, ao invés da tia Katherine, e denominada A Historia de Chella. (Prefiro Chella à titia...)

O passado (fugindo dos sempre quatro anos atrás) nos mostrou o que aconteceu quando Jorg estava nas terras do seu avô materno, a Costa Equina; como ele conseguiu a arma que tirou a vida de Egan; e como foi a primeira votação da Centena que ele participou tendo apenas 16 anos e Renar sobre o seu domínio.

No presente, Jorg, em seu aniversario de 20 anos, vai à Vyene, a maior cidade de todos os reinos, para a Centena, conferência que acontece a cada quatro anos para decidir o Imperador. Depois que venceu Orion/Egan, todas as terras que ele tinha passaram a pertencer a Jorg, por cada uma em seu domínio, ele tem direito a um voto e o poder de levar um conselheiro.

No meio da viagem, algumas coisas acontecem, porque nada com Jorg é do jeito mais fácil. O Rei Morto começa a andar sobre a terra, destruindo tudo e todos ao seu redor, querendo também ser o Imperador. (Você pode até não acreditar, mas eu já sabia quem era o Rei Morto desde o segundo livro sem spoiler. Ninguém me disse nada e eu adivinhei. Eu juro!) Percebi muitas insinuações a quem era o Rei Morto que só fizeram minha certeza de está certa aumentar.

"Há verdades que você sabe, mas não diz. Nem para si mesmo, no escuro, onde estamos todos sós. Há lembranças que você vê, mas não vê. Coisas separadas, que se tornaram abstratas e desprovidas de significado. Algumas portas, quando abertas, não podem ser fechadas de novo."

Achei esse o livro que me fez menos desejar virar a pagina, poucas coisas acontecem durante a viagem, algumas explicações a respeito da magia/ciência, dos Construtores, do que ouve no Dia dos Mil Sois foram dadas, contudo não houve muitas lutas. Teve sangue derramado? Teve, mas não o tanto que eu esperava já que estamos falando de Jorg. Apenas na reta final, já na Centena, é que senti uma emoção, o desejo de virar o capitulo, de saber mais, querer mais.

"Ouvir dizer que os Construtores pegaram o que era real, antes de incendiarem o mundo, e mudaram. Tudo. Eu, você, o mundo, o que é real. Eles fizeram o mundo ouvir um pouco mais o que está nas cabeças das pessoas. Eles tornaram os pensamentos e os medos importantes, fizeram com que eles pudessem mudar o que está a nossa volta."

Jorg foi de Príncipe de Ancrath a Rei de Renar, de criança sociopata a adulto sociopata, acompanhamos sua luta por vingança e sede de poder desde... Que foi jogado nos espinhos ou mantido lá? Apesar de está mais maduro, com 20 anos, a personalidade de Jorg não mudou muito, ele diminuiu as matanças sem motivos e por prazer, tomou consciências por suas ações, mas continua não se importando... (Por que eu o amo mesmo?)

"Um homem que não pode fazer sacrifícios já perdeu antes de começar. Houve um tempo que eu podia despender a vida daqueles a minha volta sem me preocupar. Agora, às vezes, eu me importo. Às vezes dói. Mas isso não significa que eu não possa e não vá sacrificar absolutamente tudo, em vez de permitir que isso me domine, em vez de fazer com que seja um modo de perder."

Outra coisa que não gostei foi que a historia foi muito focada em Jorg, não descobrir nada vital sobre nenhum outro personagem, apesar de também ser contada por Chella. Chella saiu uma personagem melhor do que Katherine. E não teve tantas partes da Miana quanto desejei. Ela é a personagem que mais gosto, depois de Jorg é claro. Ela é forte, tem opinião, não deixa seu marido enganar-la ou ser dobrada ao seu capricho.

"Nunca é uma boa ideia provocar uma mulher perto de dar a luz e raramente era uma boa ideia provocar Miana em qualquer circunstância, a menos que queira uma resposta pior do que a que você já deu."

As profecias que deram, os números mágicos também, foi o que me fizeram ficar pensando, até no final teve algumas coisas que fiquei sem saber quem era, o que era. No segundo livro, o matemágico diz a Jorg que três pessoas o amarão e, nesse livro, ele diz que duas mulheres possuirão seu coração. Quem são elas? Não entendi muito bem. (Se alguém quiser me dizer, estou à disposição...)

Eu sabia o que iria acontecer (recebi muitos spoiler), mas tenho que bater palmas pelo autor ter me surpreendido. Não esperei por esse final. E tenho que concordar com a opinião do autor, ele foi corajoso, Mark pode se arrepender (e ter perdido uma fortuna) e ter nos feito odiá-lo um pouquinho, entretanto não podemos reclamar do final e da razão do autor quanto a isso. Ele está certo. Espero que Jorg venha a aparecer em outros livros, Mark pode não querer lançar um quarto livro e tornar Trilogia dos Espinhos em Saga dos Espinhos, mas quem sabe um complemento? Por favor...

"Para tudo há o tempo certo. Tempo de nascer. Tempo de morrer."

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2016/04/resenha-emperor-of-thorns-trilogia-dos.html
Jaíne @literariafarofa 14/05/2016minha estante
Me senti exatamente assim quando terminei. Gostei da história, gostei da ideia central, não achei o final ruim e principalmente, gostei muito do Jorg. Mas realmente senti falta de mais, senti falta de conhecer os outros personagens, senti falta de algumas explicações a respeito do Império em si. Espero que em Prince of Fools tenha algo pra suprir essa necessidade de informação que restou.
Ótima resenha, parabéns!




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André Ivo 25/12/2015

Vai deixar Saudade!
Após 03 livros, acompanhando a história de Jorg Ancrath e seus irmãos, só poderia dizer que o sentimento que vai ficar após este terceiro livro é SAUDADE e aquele gosto de quero mais.
Durante essa trilogia vimos Jorg amadurecer, e ficar mais responsável, porém, nunca deixando de resolver os problemas a sua maneira. Os personagens são excelentes e o final pode ser difícil de digerir, porém, eu gostei da forma "inesperada" como Mark encerrou essa trilogia.

Com certeza vai ser muito difícil encontrarmos um personagem tão cativante quanto Honório Jorg Ancrath, esse sim é um personagem que merece ser revisitado de tempos em tempos.
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Fabio Ferreira 11/12/2016

Confuso
A história é boa, a ideia excelente, mas me perdi diversas vezes. Principalmente com os pensamentos de Jorg. As vezes não sabia se era presente, passado ou futuro. Eu achei muito confuso e não curti como queria.
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Duuda Mendes 14/01/2016

A Despedida de um Imperador
[...] Emperor of Thorns começa 5 anos depois dos acontecimentos de King of Thorns, Jorg agora é Rei de 7 reinos e esta se preparando para ir a conferencia da Centena para votação do novo Imperador. O livro já começa com uma surpresa - acho que ninguém (ou a maioria) esperava, e esse spoiler eu vou me conter - fiquei quase em estado de choque, eu pensei: Serio mesmo? Jorg não tem nem uma capacidade para isso haha, mas enfim, passado meu choque, continuei com a leitura fui percebendo que agora ficou mais fácil de visualizar os acontecimentos dos Construtores, o que eles eram e o que eles fizeram.

O livro, como todos os outros tem muitos flash back, dos acontecimentos que ocorreram até o presente da estoria, o que sempre da uma angustia pois nunca sabemos que o Jorg vai fazer, porque ele nunca tem planos - bem, tem planos, mais nunca quase os diz - as coisas acontecem de uma forma que posso dizer bizarra as vezes, e os flash back é para explicar o porque e como Jorg esse a ideia ou como ele descobriu tal coisa. Esse método sempre me deixava frustada, com raiva e depois com uma sensação de euforia, Mark Lawrence consegue fazer cada pagina uma montanha russa. [...]

Continue lendo em Sonhos do Inverno, te espero lá ;)

site: http://sonhosdo-inverno.blogspot.com.br/2015/12/livro-emperor-of-thorns-trilogia-dos.html
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Whebson 26/03/2018

Um ótimo final para a saga de Jorg de Ancrath!
Aqui á leitura é adulta, recheada de crueldade e violência, nada de romance meloso, a trologia tem um final surpreendente que faz todo o sentido. E digo ainda, o final é chocante, diferente e brutal hahahaha Mark Lawrence é genial!
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fabiodardes 04/09/2015

Para sempre um eco!
Quem chegou até o terceiro e último livro da Trilogia dos Espinhos sabe que não foi nada fácil. Entre sentimentos de ódio e amor, aprendemos a compreender a perturbada mente de Jorg de Ancrath.
Em Emperor of Thorns nós finalmente conhecemos o Rei Jorg por inteiro. Entre viagens no passado e desafios do presente, percebemos que o Império Destruido só será salvo do temido Rei Morto caso Jorg consiga realizar o seu sonho de ser Imperador e nós, leitores, torcemos para isso aconteça (mesmo que signifique morte e tripas para todos os lados).
É também no último livro que conhecemos mais sobre o maravilhoso mundo pós-apocalíptico recheado de magia, tecnologia e mais dos cruéis e peculiares costumes medievais que Mark Lawrence criou, preparando o terreno para a Trilogia da Rainha Vermelha.
Mesmo depois da última página, o que resta é um eco.
Vida longa à Jorg!
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