A Garota Que Você Deixou Para Trás

A Garota Que Você Deixou Para Trás Jojo Moyes




Resenhas - A Garota Que Você Deixou Para Trás


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Camila 07/03/2017

Todos os livros que li da Jojo começaram "devagar". Ao longo da leitura, eu não conseguia desgrudar. Em "A garota que você deixou para trás", eu realmente deixei ela para trás. Não consegui.

Antes eu insistia em leituras que para mim eram cansativas, como um compromisso, sabe-se lá com o que, de pelo menos finalizar. Hoje opto por deixar para lá. A minha história com esse livro já de cara não fechou, eu deixava ele sempre para depois.

Eu até tentei, de verdade, tentei. Insisti. Mas não houve afinidade, nem com a história, nem com as personagens. Achei que faltou um "que" que não consegui nem chegar ao final para descobrir se melhorava. Achei cansativo, especialmente, a segunda parte.

Desculpa Jojo, nos encontraremos em outra oportunidade!

Aria 21/04/2017minha estante
A parte 1 com a história de Sophie estava mais interessante e a leitura tinha um ritmo bom!!
Ao chegar na parte 2, parece que estava lendo Depois de você novamente. Liv e Louisa perderam alguém que amavam e as duas parecem arrastar suas vidas após a perda. E eu que vou me arrastar pra tentar terminar esse livro!!




Marcos.Söllinger 07/03/2017

Ai como eu choro com a Jojo
Eu terminei de ler esse livro à luz de velas, porque deu temporal e ficamos sem luz. E como não podia ser menos, no final todinho eu estava com lágrimas nos olhos. Você viaja entre o passado e o presente constantemente, e tem partes que são de fato surpreendentes. O mais legal, é que tem uma riqueza de detalhes tão grande que parece o tempo todo que você está na história, seja no passado ou no presente. Indispensável.
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Paula (Blog Moleca de 20) 02/03/2017

A garota que você deixou pra trás divide a narrativa entre dois momentos e duas protagonistas cujas histórias, inicialmente, parecem não ter relação alguma. No entanto, Jojo Moyes mostra sua genialidade costurando as pontas de mais uma história encantadora.

Sophie Lefèvre vive em um cenário nada favorável, em plena França da Primeira Guerra Mundial. Seu marido, Édouard Lefèvre, foi para a batalha enquanto ela, ao lado de sua irmã Hélène, administra o Le Coq Rouge, que em outra época já foi um hotel aconchegante, mas no momento da história mal serve os moradores ansiosos. As coisas só pioram quando a moça descobre que Édouard virou um prisioneiro de guerra.

Tudo pode estar prestes a mudar em sua vida quando um novo comandante alemão chega a cidade e fica impressionado com um quadro pintado por Édouard, e Sophie resolve arriscar tudo que lhe resta para tentar salvar o marido.

Enquanto isso, Liv Halston vive na Londres de 2006 e acabou se tornando uma mulher triste e solitária após a morte prematura de David, seu marido. Sua situação só tende a piorar por não conseguir sustentar as dívidas da casa maravilhosa que o casal dividia antes da tragédia. A única coisa que lhe traz alguma paz é "A garota que você deixou pra trás", um quadro que ela e David compraram em um dia feliz.

O que Liv não imagina é que lhe custará muito manter essa lembrança, visto que o quadro foi pintado nada mais nada menos que Édouard Lefèvre, um pintor francês que ganhou fama no cenário artístico. Agora seus descendentes querem o quadro de volta, alegando que o mesmo foi roubado do Le Coq Rouge pelos alemães.

À princípio, comprei o livro pela capa e porque era da Jojo, sem saber absolutamente nada sobre ele. Comecei a ler e, confesso, não me apeguei ao enredo, mas conforme foram passando os primeiros capítulos fiquei cada vez mais encantada com Sophie e Liv, cada uma à sua maneira.

Apesar de ser um pano de fundo triste, livros sobre a Primeira Guerra Mundial sempre ganharam meu coração. A garota que você deixou pra trás me fez viajar para dois lugares totalmente diferentes, onde duas mulheres fortes tentam superar seus dilemas pessoais e levar a vida da melhor forma possível. Além disso, a pitada de mistério que envolve o quadro e como ele foi parar nas mãos de Liv é eletrizante, fazendo o leitor folhear o livro incessantemente.

site: http://www.moleca20.com.br
Érica 02/03/2017minha estante
Esse é um dos meus favoritos da autora!




Luísa.Passos 01/03/2017

Incrivelmente emocionante!
Um livro que com certeza me prendeu do início ao fim. Com uma alternância entre o passado e o futuro ( e praticamente todos os livros dela tem essa alternância), faz com que a narrativa flua de um jeito bom sem atrapalhar a história. Sophie é um grande exemplo de perseverança e de como somos capazes de tudo em busca do verdadeiro amor.
Esse livro é o meu romance favorito, recomendo todos a lerem
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Marina.Machado 01/03/2017

Minha experiência
Os fatos que se passam na época do nazismo são tão bem descritos que não conseguimos largar o livro. Quando o livro avança para os dias atuais achei que a leitura ficou um pouco cansativa. A autora demorou a fazer a conexão!
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Raiza 01/03/2017

Sophie minha heroína
O livro é muito bom, porém achei a leitura um pouco arrastada. Mas a emoção esta lá, o sofrimento esta lá, o romance esta lá. Se o livro fosse somente contando a história da Sophie em busca do seu amado seria perfeito pra mim, no mas, vale com certeza a leitura.
A Sophie é um exemplo, a garra, a força dessa personagem, fiquei apaixonada!
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Gabriela.Dutra 27/02/2017

Comovente A gente não quer parar de ler ?
Completando mais um para lista de lidos, e preciso ser verdadeira em dizer que Jojo Moyes me ganhou nesse livro de corpo, alma e coração. Para mim este é um livro especial, uma história que poderia ser verdadeira. Com uma profundidade de escrita e fatos históricos me senti transportada para uma época cinza de nossa história e me colacada em situação de questionamento e reflexão, ainda mais pensando em como hoje ja nos evoluímos socialmente.

Este livro me ganhou mais que Como Eu Era Antes de Você, sendo meu favorito da autora.
Recomendo a leitura sem pensar duas vezes. Livro tão bom quanto Toda a Luz Que Não Podemos Ver de Anthony Doerr que também se passa em cenários de guerra.

A Garota que Você Deixou para Trás é um romance de cunho histórico, mas que demonstra força, a luta e o que fazemos e ate que ponto chegamos pelo amor, independente dos séculos que nos separam.

SINOPSE:
Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo ? a família, a reputação e a vida ? na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.
Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo.
Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.
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Aline.Silva 21/02/2017

Mais um livro apaixonante da Jojo!
Com certeza entrou no meu top 3 de livros preferidos desta autora, as críticas não são boas, reclamam de ser cansativo, talvez por ter um pouco de história da primeira guerra mundial. Eu particularmente AMEI o livro, é envolvente, lindo, apaixonante. E o final é SURPREENDENTE, nos deixa de queixo caído e com vontade de chorar de felicidade. Amei, sou jojolover com certeza, recomendo para ter pra sempre na estante.
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César 21/02/2017

Uma história autêntica e cheia de reviravoltas
A garota que você deixou para trás chegou até mim por acaso, estava indo na livraria à procura de outro livro, que estava em falta, quando esse me chamou atenção pelo título e pela autora, que já havia me surpreendido com seu livro mais famoso, Como eu era antes de você. Demorei algumas semanas pra enfim começar a ler, e nas primeiras páginas a história já tinha me conquistado.
O livro possui duas partes, uma em 1916, em meio à Primeira Guerra Mundial, e a outra nos anos 2000. Nessa primeira fase conhecemos a história de Sophie Lefrève, que após seu adorado marido ser recrutado pra lutar no front, decide morar com sua irmã na pequena cidade francesa de St Pérone para ajudá-la com os filhos e seu irmão mais novo, já que o marido de Hélène também fora convocado pelo exército, como a maioria dos homens. Sophie e sua irmã sobrevivem com pequenas porções de comida, e tentam tocar o restaurante da família, que assim como a maioria das casas e estabelecimentos, fora saqueado pelos alemães. Com uma rotina de sobrevivência diária em meio ao caos, ela muitas vezes se refugia contemplando um autorretrato feito por seu marido Édouard antes da guerra, o qual registrava uma Sophie deslumbrante e cheia de vida antes de tudo aquilo acontecer. Tal quadro começa a chamar a atenção do novo comandante alemão, um homem diferente dos outros militares inimigos, que a trata com certa cordialidade e manifesta determinado interesse no trabalho de Édouard, e na arte em geral. Com essa sutil aproximação, Sophie vê no comandante uma oportunidade de trazer seu marido de volta para casa. Só que nada é tão fácil quanto parece ser, e nos depararemos com inúmeros obstáculos e incertezas na vida de Sophie, que tem como único consolo a constante esperança desse reencontro.
Na segunda parte do livro, quase 100 anos depois, Liv Halston é uma viúva de um brilhante arquiteto, que se vê afundada em divídas e com dificuldades pra seguir a vida. Quando quer matar a saudade do marido, ela contempla o quadro de uma garota bela e radiante que David lhe presenteara numa viagem à Barcelona, e que ela considera seu único bem de valor inestimável. Na noite de aniversário da morte de David, Liv decide ir a uma boate pra evitar se entristecer com a lembrança do ocorrido, quando sua bolsa é roubada e Paul McCafferty, um ex-policial que trabalha em casos de recuperação de obras roubadas em guerras mundiais, acompanha tudo e decide ajudá-la. Os dois passam um tempo conversando e nisso surge algo maior. Encontrando-se quase diariamente, Liv finalmente se vê com esperanças de seguir sua vida, quando numa noite que Paul passa na sua casa, ele repara no quadro presenteado por David e reconhece-o como a obra requisitada por um de seus clientes, descendente de Édouard Lefèvre, e uma luta na justiça pela posse do quadro se desencadeia.
Autenticidade é a palavra certa pra descrever os romances de Jojo Moyes. Cada livro possui uma história distinta, com fórmulas totalmente únicas. A garota que você deixou para trás é um livro cheio de reviravoltas, o qual a gente só descobre o desfecho nas últimas páginas. Tanto a parte de Sophie quanto a de Liv são encantadoras, e se interligam de forma surpreendente no fim. É um livro que vale muito a pena ler, e me agradou muito.


site: https://www.facebook.com/NicholasSparksLivrosBr/
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LÉO MAGALHÃES 15/02/2017

Amei!!!!
Sinceramente o livro me prendeu do início ao fim
Só tenho uma palavra: PERFEITO!!!!
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Stella 12/02/2017

Daqueles livros pra perder o sono
A autora me ganhou em "como eu era antes de você". Quem não leu, leia.
Em "a garota que você deixou pra trás", nos é apresentado algo totalmente novo, são duas estórias com mulheres protagonistas. A primeira, se passa durante a sofrida primeira guerra, numa cidade francesa ocupada por alemães. A segunda, em anos recentes. Quando a primeira termina, mil dúvidas surgem, além da inquietação e você sofre. Quando a segunda se desenrola e começa a cruzar com a primeira, você fica tão inquieto pra saber o desenrolar que devora o livro. É envolvente, é surpreendente.
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Gladys 10/02/2017

Excelente!
Já li outros livros da autora e este foi o que mais me agradou.
A parte da guerra é de doer na alma...
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Cláudia 08/02/2017

A Garota Que Você Deixou Para Trás
Bom, o que dizer de um livro que ficou mais de um ano na minha estante olhando para mim e eu ignorando total... rsrsrs.
Tava cheia de receios, apesar de só ouvir coisas boas sobre ele. Resolvi lê-lo depois de MUITA insistência da Carol.
Devo confessar que foi uma tamanha surpresa.
"A Garota Que Você Deixou Para Trás", de Jojo Moyes, Editora Intrínseca, é uma história de uma poesia impressionante, uma história de amor, paixão, ressentimentos, perdas, determinação e um pouco de suspense.
O livro conta duas histórias em épocas diferentes que no final se encontram.
Obrigada a cozinhar para soldados alemães que ocupam St. Péronne, na França, durante a Primeira Grande Guerra, Sophie Lefèvre mantém exposto no restaurante da família o quadro pintado por seu marido, o artista Édouard Lafèvre. O comandante responsável pela ocupação da cidade fica completamente envolvido pela imagem de Sophie na tela, e parece também se sentir atraído por ela. Quando chega a notícia de que Édouard foi enviado para um campo de prisioneiros, Sophie propõe uma troca arriscada na tentativa de garantir a liberdade de seu grande amor.
Quase cem anos depois, o retrato de Sophie tem agora lugar de destaque no quarto de Liv Halston, uma jovem viúva que mora numa casa com paredes de vidro. Presente de David, seu falecido marido, um arquiteto renomado, o quadro A Garota Que Você Deixou Para Trás tornou-se símbolo de todas as boas lembranças de seu breve casamento. Quando Liv decide sair do luto e se abrir para a vida, os herdeiros de Édouard Lefère aparecem para reivindicar a posse da obra, alegando que o quadro fora roubado pelos alemães.
A história toda é envolta de muita poesia e delicadeza. Não tinha lido nada da autora antes, mas me conquistou de tal forma que, com certeza, já virei fã, Tinha muitas dúvidas, pois como não sou muito fã de romances, o livro tem que ser "O LIVRO", e não somente "MAIS UM" livro. E esse com, certeza, é A HISTÓRIA. Já estou pronta para o próximo livro de Jojo Moyes, Como Eu Era Antes de Você.
Se tiverem a oportunidade, essa é uma excelente sugestão. "A Garota Que Você Deixou Para Trás" é uma história comovente que merece ser "vivida" junto com suas protagonistas.
Leitura pra lá de recomendada.

site: http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com.br/2015/06/resenha-garota-que-voce-deixou-para-tras.html
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Juliana 05/02/2017

História do passado e do presente que se encontram
A história é dividida em duas partes. Uma se passa em St. Péronne, durante a Primeira Guerra Mundial e a outra em Londres, nos anos 2000.

Édouard Lefèvre, um artista e marido de Sophie Lefèvre, é convocado para a guerra e ela fica responsável pela administração do hotel Le Coq Rouge, junto com sua irmã. O hotel era suntuoso, mas na ocasião os alemães, que ocuparam a França, recolhiam tudo que havia de valioso, tornando o lugar bem decadente.

Havia uma peça de grande valor sentimental para Sophie, um retrato seu pintado por Édouard, intitulado A Garota Que Você Deixou Para Trás, que chamou a atenção de um comandante alemão que frequentava o bar do hotel.

Ele desenvolveu um interesse pelo quadro e por Sophie, enquanto Sophie só queria Édouard de volta. Esse contato entre o Kommandant e Sophie gera tensão na vida da família Lefèvre, visto que quem era suspeito de colaborar com os alemães era hostilizado pelos cidadãos locais.

Esse quadro é o que faz a ligação da história com os tempos atuais. Liv Halston, um jovem viúva, possui o quadro, que ganhou de presente de casamento, em sua casa moderna feita praticamente de vidro pelo marido arquiteto.

A trajetória do quadro e seu impacto na vida das duas mulheres serve como enredo para o desenrolar do livro. Tentar descobrir a verdadeira história dos personagens, que durante muitos anos ficou desconhecida, o percurso do quadro desde quando estava no hotel na França até chegar à Casa de Vidro na Inglaterra, tudo isso vai acontecendo enquanto a autora mescla o presente com o passado.

Apesar de fictício, o livro é tão bem narrado que parece mesmo um registro real do período da Guerra. É uma história cheia de reviravoltas, do tipo que você não consegue parar de ler até descobrir cada detalhe do que aconteceu.

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Luciane 26/01/2017

A cada livro Jojo Moyes surpreende mais. São histórias únicas, sem repetição, com temas diferentes, mas que envolvem sentimentos, amor e superação.

A garota que você deixou para traz mescla passado – primeira guerra mundial – e presente. Tudo gira em torno do quadro de Sophie. É uma história de grandes perdas, recomeços e a luta para seguir em frente, independentemente da situação que se apresenta.

“Aquela garota, a garota com quem Éduouard se casara, me olhava com uma expressão que já não reconhecia. Ele vira isso em mim muito antes de todo mundo: aquele sorriso expressava conhecimento, satisfação dada e recebida. Orgulho. Quando seus amigos parisienses descobriram o inexplicável amor dele por mim – uma vendedora de loja -, ele se limitara a sorrir, porque já via essa expressão em mim.
Eu nunca soube se ele entendia que ela só existia por causa dele.”

“Eu mal o ouvi. Aproximei mais seu rosto do meu. O mundo evaporava à nossa volta. Senti nas palmas da mão a aspereza de sua barba, o calor do seu hálito na pele. Seus olhos estudavam os meus, com muita seriedade. Juro que até aquela hora era como se ele tivesse me vendo pela primeira vez.”

“[...] Não preciso de fotografia para evocá-la, Sophie: basta eu fechar os olhos para recordar seu rosto, sua voz, seu cheiro, e você não tem ideia de quanto me conforta.
Saiba, minha querida, que marco cada dia, não do mesmo modo que meus companheiros, grato por ter sido mais um a ter sobrevivido, mas agradecendo a Deus pelo fato de cada um significar que seguramente devo estar vinte e quatro horas mais perto de voltar para você.”

“Mas ele não fez nada. Cantarolava, me abraçava de leve e rodava sem parar em volta da mesa da cozinha. E só por uns minutos fechei os olhos, e era uma garota, viva, livre da fome e do frio, dançando na véspera de Natal, com a cabeça meio atordoada pro causa de um bom conhaque, aspirando um aroma de especiarias e comida deliciosa. Eu vivia como Édouard vivia, deliciando-se com cada pequeno prazer, permitindo-me ver beleza naquilo tudo. Fazia dois anos que um homem não me abraçava. Fechei os olhos, relaxei e me entreguei às sensações do momento, deixando o meu par me conduzir pela cozinha [...]”

“Acorda pensando nele, em seu jeito de se inclinar para a frente quando ouve, como se determinado a não perder uma palavra do que ela diz, no seu cabelo prematuramente grisalho nas têmporas, em seus olhos azuis, azuis. Ela já esqueceu como é acordar pensando numa pessoa, querer estar fisicamente junto dela. Sentir-se meio tonta ao se lembrar do cheiro da pele dela.”

“ – Então, você tem um encontro!
[...]
- Ele só... Não quero dar muita importância a isso, pai.
- Mas é maravilhoso! Você é uma moça linda! É a lei natural. Você devia estar saindo, agitando essas plumas, desfilando essa gostosura!
- Eu não tenho plumas, pai. – Ela toma um gole de chá – E não estou cem por cento convencida da gostosura.”

“Dessa vez, não anda em silêncio. Algo se soltou entre eles, talvez por causa do que ele disse ou da sensação de alívio que de repente ela sentiu. Quase tudo que ele fala a faz rir. Vão desviando dos turistas, se metem ofegantes num táxi, e quando, ao se sentar no banco traseiro, ele estica o braço para acomodá-la, ela corresponde, aspirando seu perfume limpo e másculo, e fica meio tonta com aquela sorte inesperada.
[...]
Liv está profundamente consciente da presença dele no espaço fechado, do aroma penetrante de sua loção pós-barba, da impressão do braço dele em volta dos seus ombros. Olha para baixo e de repente deseja que não tivesse trocado de roupa e escolhido aquela saia careta com o sapato baixo. Ela queria estar com os sapatos de borboleta.”

“Ele encosta o nariz no dela. A parte superior de seus lábios se tocam. Ela sente o peso dele contra o seu corpo. Acha que talvez suas pernas tenham começado a tremer.
- Sim, está bem. Quero dizer, não estou apavorada. Mas de um jeito bom. Eu... acho que...
Ela sente nos lábios as palavras dele, as pontas dos dedos dele lhe descendo pelo pescoço, e não consegue falar.”

“Ele a está abraçando. Ela ouve a própria respiração.
- Liv?
Um tremor residual é liberado.
- Você está bem?
- Desculpe. Estou. Faz... muito tempo.”

“Liv fica olhando incrédula para o espaço que ele ocupou, suas falsas palavras de incentivo ecoando pela casa silenciosa. O vazio se insinua no espaço que Paul McCafferty de alguma maneira abriu dentro dela.”

“Nunca conheci a verdadeira felicidade até encontrar você.”

“ – Sabe de uma coisa? Acho que isso não tem nada a ver com o quadro. Acho que tem a ver com sua incapacidade de seguir em frente. Abrir mão do quadro significa deixar David no passado. E você não consegue fazer isso.
- Já segui em frente! Você sabe que segui! Que diabo acha que foi esta noite?
Ele olha pra ela.
- Quer saber? Não sei. Não sei mesmo.
Quando ela se desvia dele para passar, ele não tenta impedi-la.”

“Ela pega o celular ao lado da cama. Fica olhando para a pequena tela à meia luz.
Não há novas mensagens.
A solidão bate nela com uma força quase física. As paredes ao seu redor parecem imaterais, não oferecem proteção contra o mundo hostil para além delas.”

“- Sabe, vou lhe contar uam coisa sobre ter sido casada cinco vezes. Ou ter tido cinco maridos e continuar amiga dos ex que ainda vivem. – Ela faz uma contagem nos dedos nodosos – São três.
Ele espera.
- Isso ensina tudinho sobre o amor.
Paul começa a sorrir, mas ela ainda não terminou. A força com que segura seu braço é surpreendente.
- O que isso ensina à gente, Sr. McCafferty, é que na vida há coisas mais importantes do que vencer.”

“Às vezes a vida é uma série de obstáculos, uma questão de colocar um pé na frente do outro. Às vezes, de repente ela se dá conta, é simplesmente uma questão de fé cega.”

““Não me importo com o trabalho”, dissera ele baixinho, envolvendo a mão dela. “Só sei que quando não estou com você, fico chato e irritado com tudo.”
- Não – diz ela e vê que está sorrindo. – Ele se limitou a perceber que estava do lado errado.”

“Achei que o mundo tivesse realmente acabado. Achei que nunca mais poderia acontecer nada de bom. Pensei que qualquer coisa poderia acontecer se eu não estivesse vigilante. Eu não comia. Não saía. Não queria ver ninguém. Mas sobrevivi, Paul. Para minha surpresa, consegui superar. E a vida... bem, aos poucos vou conseguindo viver de novo.
Ela chega mais perto dele.
- Então isso... o quadro, a casa... Percebi quando ouvi o que aconteceu com Sophie. São só coisas materiais. Eles poderiam levar tudo, francamente. Tudo o que importa são as pessoas. – Ela olha para as mãos dele, e sua voz fica embargada. – Só o que importa mesmo é quem a gente ama.”

Recomendo muito!!
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