Gonzaguinha e Gonzagão

Gonzaguinha e Gonzagão Regina Echeverria




Resenhas - Gonzaguinha e Gonzagão


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Ademar (Demas) 17/11/2010

Revisão e edição preguiçosas
A história emocionante desses dois ícones da música brasileira merecia uma cotação melhor, mas foi prejudicada por - digamos assim -questões técnicas. Faltou mais cuidado com a revisão do livro. E a edição preguiçosa tira o brilho de muitas passagens e deixa algumas partes confusas, sem que se saiba quem está narrando a história (se a autora ou algum dos entrevistados).
Tulane 04/02/2017minha estante
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Mad Jr 14/12/2009

Uma História REALMENTE brasileira
Quem nunca ouviu o seguinte refrão:

"Minha vida é andar
Por este país
Pra ver se um dia
Descanso Feliz..."

Ou então esse outro:

"Viver....
E não ter a vergonha de ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz..."

Pois é, esse é um livro biográfico, que começa sua trajetória ao pé da Serra do Araripe, município de Exu, Pernambuco, pelos anos de 1900 onde Januário conheceu Santana e onde nasceu o Gonzagão, e termina numa rodovia do Paraná em 1990 com morte do seu filho (de paternidade duvidada até hoje) Gonzaguinha.

Esse livro, além de nos fazer conhecer um pouco mais da arte musical de pai e filho, mestres no que fizeram por toda a vida (que foi cantar e encantar o Brasil, como fez o Gonzaguinha, e o mundo como fez o Gonzagão!), ele nos relata os difíceis caminhos de um filho até chegar ao coração de seu pai.

Com a história inventada pela Dona Helena (madrasta de Gonzaguinha) de que o Gonzagão era estéril (quando na verdade, era ela que não podia ter filhos), fez com que uma sombra pairasse sobre ambas cabeças: de pai e filho.

Além da história de pai e filho, Regina Echeverria soube aglomerar valores de época, como que cantores estavam nas paradas de sucesso a tal época, e também uma mescla com o mundo político, outra das diferenças de pai e filho (o pai apoiava o regime militar e o filho apoiava a esquerda).

Muito recomendado e certamente muito revelador.

Agora, quero que me digam: alguém aí sabe a origem da música "Paraíba" do velho Lua, e a quem ele realmente canta?

Link da música: http://www.luizluagonzaga.com.br/discografia/78_rotacoes/1952/04.htm

Quem não souber, o melhor a fazer é ler essa biografia =D

Um detalhe dessa biografia é a lista discográfgica ao fim do livro:
Um capricho!!!Tudo que um fã gostaria de saber...

E pra quem gosta deles, esses sites são ultra-recomendados pra ouvir as músicas, baixar letras e conhecer mais da história de ambos:

www.luizluagonzaga.com.br
www.gonzaguinha.com.br
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Adriana F. 14/12/2009minha estante
Resenha muito bem escrita. Eu não fazia ideia de que havia essa dúvida sobre a paternidade do Gonzaguinha. Não sou fã da música regional (apesar de achar o baião um tanto interessante), mas tenho um grande respeito pelo "véio Lua" e reconheço a importância dele e do filho para nossa cultura. Gostei mesmo da resenha! Instiga a leitura.


Ademar (Demas) 17/11/2010minha estante
Há uma passagem no livro em que é explicado que "Paraíba" não é uma canção dedicada a uma pessoa e sim ao estado nordestino.




Rafael Revadam 13/01/2013

Gonzaguinha & Gonzagão: Sanfona, violão e equívocos
Uma das principais lições dadas nos cursos de Comunicação Social (Jornalismo, Rádio e TV, Publicidade e Propaganda, entre outros) é que cada veículo de comunicação tem sua forma própria de transmitir os fatos e informações. Um texto de rádio, por exemplo, não atende a televisão, os jornais ou a internet. Trata-se da personalidade do meio comunicacional, que afeta seu modo de contar algo e seu público envolvido. Aliás, é nesse aspecto que Gonzaguinha & Gonzagão - Uma história brasileira já começa pecando: seu formato é de um livro, sua linguagem não.
Tanto Luiz Gonzaga quanto Gonzaguinha têm histórias de vida inacreditáveis. O primeiro saiu da distante cidade de Exu, nordeste brasileiro, fugindo de casa e prometendo voltar somente quando fosse alguém na vida. Foi para o exército, onde permaneceu durante nove anos, desenvolveu sua paixão pela música, conheceu os ritmos latinos nos morros cariocas e aprendeu a dar valor aos xotes nordestinos. Viveu de altos e baixos, mulherengo assumido e adorador do sertão, a quem sempre agradeceu por sua fama.
Já Gonzaguinha, mesmo sob as costas do Rei do Baião, viveu com a ausência paterna e com a perda precoce da mãe. Crescido nos mesmos morros do Rio de Janeiro pelo qual Gonzagão passara e construiu amizades, não teve nenhum vínculo com o sertão, foi cuidado por terceiros e rejeitado por sua madrasta. Se envolveu em mobilizações políticas, lutou pelas Diretas Já, pela Lei dos Direitos Autorais e pelo reconhecimento e amor de seu pai.
Com uma história envolvente, Gonzaguinha & Gonzagão erra exatamente por não ser aquilo que se propõe. Com autoria da jornalista Regina Echeverria, é incontestável a qualidade de pesquisa que a obra possui. Dispondo de acervos de veículos de comunicação, depoimentos de pessoas envolvidas na trajetória dos artistas e gravações que o próprio Gonzaguinha fez sobre seus pensamentos e conversas que teve com seu pai, o livro tinha o material perfeito para a criação de um produto final impecável, o que não ocorre.
No decorrer da obra, poucas linhas são escritas pela autora. Todo o livro é uma mesclagem de falas de seus protagonistas, depoimentos das pessoas próximas e recortes de entrevistas. Essa quebra entre a narração de um fato e inserção de opiniões faz com que a leitura perca seu ritmo, tornando-se algo cansativo, exagerado e mais opinativo do que descritivo. Trata-se de uma linguagem perfeita para um documentário, não para um livro.
Outro aspecto negativo é que a obra não segue uma ordem cronológica, gerando uma confusão ao descrever os fatos e repetindo muitas vezes informações já citadas. Além disso, muitos capítulos contêm informações desnecessárias, enquanto alguns fatos importantes das carreiras de ambos os cantores são mostrados como meras ocorrências, trechos de uma linha e só.
Dentre os poucos pontos positivos, é válido destacar o capítulo que narra a morte de Gonzagão, no qual há todo um relato de Gonzaguinha sobre a perda do pai e seus questionamentos da vida e objetivos futuros. Também se destaca o trabalho de Paulo Vanderley Tomaz, que catalogou toda a discografia de ambos os artistas, colocada como anexo desta obra.
Por fim, o livro é um descontentamento, um apanhado de informações mal colocadas num contexto histórico. O consolo de tudo é saber que esta obra inspirou o filme Gonzaga – De Pai pra Filho, que mesmo inserindo uma boa dose de ficção e omitindo alguns fatos importantes, assume o papel de homenagem merecida a esses dois gênios da música popular brasileira.

http://criticoteca.wordpress.com/2013/01/13/gonzaguinha-gonzagao-sanfona-violao-e-equivocos/
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lucas 10/10/2010

Perfeito a maneira como a vida dos dois foi retratada... Mais perfeito ainda, e o melhor do livro, os detalhes dessa relação complicada e bonita de pai e filho que foi sendo construída ao longo da vida.
Rocelma 02/05/2017minha estante
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Rafaela 09/07/2014

Só por se tratar de um dos clãs mais talentosos da música a obra de Regina Echeverria vale a pena. A autora teve acesso a um vasto material gravado cedido pela família Gonzaga e o reproduz fartamente ao longo do livro. Paradoxalmente, esse recurso acaba por empobrecer um pouco a biografia, uma vez que autora parece se abster de fazer análises mais profundas em cima do depoimento dos personagens.

A controversa questão da paternidade de Gonzaguinha está presente já nas primeiras páginas.

Interessante a forma como Gonzagão de posicionava politicamente durante a ditadura militar. Se por um lado era simpatizante e defensor do regime, por outro cogitou candidatura pela oposição (MDB). Demonstrava contrariedade ao ver o filho envolvido com militantes de esquerda, mas esteve envolvido na campanha pelas Diretas.

A tentativa de desvendar a personalidade soturna de Gonzaguinha é uma das partes mais instigantes da obra. Nesse ponto, as diferenças entre pai e filho saltam aos olhos.




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Luana 05/02/2010

Universos que se encontram:
Todos sabemos que cada ser humano é único. Ao ler essa obra de Regina Echeverria, essa sensação fica ainda mais forte.



Essa obra é encantadora, por revelar ao leitor dois universos distintos e surpreendentes. Nela, é possível conhecer duas trajetórias marcadas por dificuldades e brilhantismo.



Ao entrelaçar as histórias de pai e filho, a autora revela um Luís Gonzaga que poucos conhecem. Pai e filho tem personalidades fortes e vidas marcantes.



O velho Lua, teve de enfrentar a vida desde rapazote, para vencer na vida e mostrar ao pai que poderia ir muito mais longe do que ele imaginava. Sendo assim, ao fugir de casa, o músico vai para o sudeste em busca da vitória e torna-se militar. Tem uma trajetória dentro do Exército capaz de honrar a si e aos seus. Dentro dessa jornada, inicia seu sonho de conhecer e desvendar o Brasil.



Missão cumprida, é hora de ir em busca de outro sonho, sua verdadeira vocação: a música. Ao se reformar como militar, Luis Gonzaga conquista o instrumento que o levaria ao mundo: o acordeão. Através dele, sua vida dá uma guinada e muitas pessoas cruzam seu caminho, inclusive Odaléia, cantora da noite, futura mãe de seu filho Luizinho.



O relacionamento dos dois é um romance, do qual surge um rebento. Após a morte de Odaléia, o menino é criado pelos padrinhos, no Morro de São Carlos, suburbio carioca, tendo pouca convivencia com o pai, mas mesmo à distancia, herda muito da personalidade forte do pai.



A ascensão e o sucesso de Gonzaguinha, ao contrário do que muitos pensam, é totalmente mérito seu, de sua busca, força de vontade e talento. O menino do morro, ganha o mundo através da persistencia e da coragem.



Há o momento em que essas duas vidas se cruzam. Há muita emoção na história real, que é envolvente, capaz de levar o leitor a admirar esses dois homens que fizeram a diferença em seu tempo.



Sobre o primeiro, é preciso dizer que ninguém é rei por acaso. Sobre o segundo, cada um tem o seu lugar ao sol. Portanto, viva o Rei do Baião. Salve Gonzaguinha!!!
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