Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo Benjamin Alire Sáenz




Resenhas - Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo


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Robson 19/04/2014

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é um drama adolescente/familiar que definitivamente veio para impactar desde o publico jovem, até o publico adulto
Ahhh, aquela velha sensação de que você não vai conseguir transmitir nem metade da sua opinião sobre um livro em uma resenha. Sim, o culpado de eu estar sentindo isso é o recém-recrutado para a lista de queridinhos Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, do renomado Benjamin Alire Sáenz. Eu tenho tanto para dizer sobre o livro, que essa resenha acabará sendo mais emocional do que propriamente crítica e, por enquanto, posso dizer que é o melhor Young Adult realista que eu já li em toda a minha vida.

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo foi, com toda a certeza desse mundão, o livro que mais me impactou e me fez refletir sobre o que eu fiz da vida até o presente momento. O autor é mestre ao retratar as dificuldades que um garoto em plena puberdade enfrenta, detalhando dignamente suas batalhas internas e, com isso, me emocionando facilmente. Essa é uma parte extremamente pessoal, mas durante as poucas horas de leitura (sim, eu não consegui largar o livro), eu tive aquela sensação maravilhosa e extremamente emocionante de que o autor, na verdade, estava escrevendo a minha vida ali, era como se Aristóteles me desse as rédeas de sua história e ela se tornasse minha. Eu acho que nem preciso dizer o quão profundamente isso me emocionou, não é? Mas eu vou dizer mesmo assim. Eu praticamente morri desidratado de tanto chorar com o livro, recordando momentos bons e ruins que eu passei e sabendo que já havia enfrentado as mesmas guerras internas que Ari e Dante estavam enfrentando.

Dito isso, eu preciso dizer a vocês que Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é um daqueles livros que terá um significado diferente para cada pessoa. E não, isso não é uma coisa ruim, afinal, para cada pessoa ele trará uma lição diferente e sentimentos mais diversificados ainda, conquistando um publico bem diversificado. Se este ano a editora Seguinte tem uma aposta e essa aposta dará certo, com toda certeza esse livro é Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo.

Benjamin Alire Sáenz narra a história dos garotos, Ari e Dante, de maneira simples, impactante e completamente envolvente. Além de ter recebido uma narrativa impecável em primeira pessoa, pude ter a honra de ler um livro em que o personagem era o real narrador, se é que vocês me entendem. Em momento algum me pareceu uma história imaginada por um autor, mas sim um garoto real narrando suas angustias, seus medos, seus sentimentos e suas dúvidas. Isso tornou a coisa bem natural, me surpreendendo ainda mais.

Em momento algum o enredo tecido por Benjamin se torna tedioso, ele narra competentemente as transições de Ari para a vida adulta e as batalhas enfrentadas por ele. O autor foi tão fiel ao seu personagem, que eu simplesmente me emocionava a cada cena, a cada frase reflexiva que surgia na mente de Ari e por isso, acabei quotando o livro praticamente inteiro. O brilho textual de Benjamin simplesmente honra todos os prêmios que ele recebeu e eu quero deixar claro aqui, eu quero que ele ganhe muitos outros prêmios.

Aristóteles e Dante são dois personagens únicos, Benjamin deve ter passado noites e mais noites em claro para chegar ao resultado final destes dois garotos. Enquanto Aristóteles é um garoto inseguro, deslocado e completamente questionador, Dante é inteligente, seguro de si e totalmente amigável. A amizade dos dois acontece de uma forma bem inusitada e convincente e a partir deste momento, os dois começam a descobrir mais sobre si mesmos (daí que vem o termo segredos do universo) e começam a perceber que podem ajudar um ao outro a vencer suas batalhas internas. Eu não tenho nem mesmo uma vírgula para falar mal dos dois e posso afirmar que me identifiquei muito com eles.

Antes de mais nada, tenho que avisar para vocês que o livro levanta questões sobre homossexualidade e eu simplesmente achei lindo a editora Seguinte expandindo ainda mais o assunto dentro do mercado editorial brasileiro. O romance por trás de todos os assuntos discutidos durante o caminhar do plot é emocionante, convincente e arrebatador. Sim, eu chorei litros com tudo e o final foi o que mais me impactou.

Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é um drama adolescente/familiar que definitivamente veio para impactar desde o publico jovem, até o publico adulto que precisa entender um pouco melhor a cabeça de seus filhos adolescentes. Eu, com toda certeza indico para todos.

Agora, sem sombra de dúvidas, eu levarei esse livro para a vida toda, ele me fez refletir sobre tudo o que eu fiz e me fez enxergar a mim mesmo com outros olhos.


site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha-aristoteles-e-dante-descobrem-os-segredos-do-universo/#comment-9186
Tainara 27/10/2014minha estante
eu amei esse livro, super recomendo!


Lucas 20/11/2014minha estante
Robson, compartilho inteiramente dos seus sentimentos com relação à esse livro. Esse livro mudou minha vida de maneira que não posso explicar. Li em inglês primeiro, e acabei de terminar de ler em português novamente. Chegando nos capítulos finais eu queria interromper a leitura, porque eu não podia chorar tudo de novo haha mas eu terminei. E quero lê-lo mais vezes durante minha vida.


Ed 20/08/2016minha estante
Incrível!!! Inesquecível!! E parece que vem uma inesperada sequêcia por aí!!!


Rapha Écool. 16/11/2017minha estante
Estou apaixonado pela sua resenha, comecei a ler o livro ontem e já estou na pagina 261, amando demais!!!
Parabéns.




Queria Estar Lendo 08/07/2017

Resenha: Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo
Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é aquele tipo de livro que deixa um calorzinho no coração. Que te faz sorrir e se sentir bem com o mundo. A história sensível de Benjamin Alire Sáenz é do tipo que merece estar nas estantes de todos os leitores.

Aristóteles conhece Dante na piscina; Dante se oferece para ensiná-lo a nadar, e daí para frente eles se tornam amigos. Uma amizade de verão regada a aventuras, risadas e tristezas. Essa é uma história sobre dois garotos, dois amigos, dois jovens que estão descobrindo o mundo e todos os segredos do universo junto com ele.

"- Às vezes as pessoas falam, mas não dizem a verdade."

É um livro simples, e talvez por isso tão complexo e importante. A obra é contada através dos olhos de Aristóteles - ou Ari, como prefere ser chamado. Ele é o filho mais novo, tem duas irmãs já casadas e um irmão mais velho do qual a família nunca fala. A mãe é divertida e carismática e o pai é amigável e solitário, carregado pelas lembranças da guerra do Vietnã. Quando conhece Dante, Ari acaba conhecendo um mundo diferente; uma família nova que o aceita tão bem quanto a sua, mas que demonstra muito mais do que ele se acostumou. São os tipos de pessoas que riem abertamente, choram abertamente, sentem abertamente. Dante acima de todos. Ele é o completo oposto de Ari, e por isso o entende tão bem.

"- Eu não preciso da chuva. Preciso de você."

A narrativa é tão fluida que cinquenta, cem, duzentas páginas se passam em um piscar de olhos. Benjamin tem um jeito único de contar histórias, e os personagens são tão ricos e reais que saltam das linhas para a sua imaginação. Ari e sua personalidade melancólica, marcado pela ideia de que seus sentimentos são estranhos e incompreensíveis. Seus pensamentos são muito autodestrutivos, mas dizem muito sobre o garoto que ele é; a tristeza e as sombras que imperam a maneira com que ele reage às pessoas mostram seus medos, mesmo que Ari não os entenda. A forma como interage com os pais, como os odeia por esconder a história do irmão mais velho, e como os ama por estarem ali por ele, é tudo muito pesado para uma alma tão jovem, e ainda assim Ari está ali, tentando seguir em frente.

"Perguntava a mim mesmo do que estávamos rindo. O riso era um mistério da vida."

Dante traz muito de suavidade e alterações para o Ari. Suas lágrimas e sorrisos são diferentes do rotineiro, sua tristeza e euforia diferem do que Ari aprendeu a ver até então. Dante é um garoto solitário, mas animado, cheio de expectativa e de vontades. Ele quer ver o mundo e entendê-lo, quer ser entendido. Ele tem muitos medos também, coisas paralelas às que assombram o Ari. Ao mesmo tempo em que quer ver o mundo, Dante tem medo de como o mundo pode reagir a ele. Apaixonado pelos pais e pela vida, ciente de que os pais o amam incondicionalmente de volta, Dante foi um querido do início ao fim. Foi a luz para a escuridão do Ari, mas nem sempre o apoio - ele também precisou de Ari em muitos momentos.

"Fiquei pensando que poemas são como pessoas. Algumas pessoas você entende de primeira. Outras você simplesmente não entende... e nunca entenderá."

A coisa mais rica a respeito desse relacionamento é como o autor desenvolveu uma amizade tão poderosa e destrinchou em sentimentos mais profundos. Ari e Dante pertencem um ao outro muito além do vínculo amigável; você lê o amor eles e entende muito antes dos dois. Você lê as hesitações e os receios, a vontade de fazer coisas incríveis, de gritar aos ventos o que eles estão sentindo. É uma história tão sensível e sutil, com uma narrativa doce e bem direta.

"E me pareceu que seu rosto era o mapa do mundo. Um mundo sem qualquer escuridão."

Os personagens coadjuvantes foram importantes para a jornada dos meninos. Seus pais, principalmente, tiveram os melhores momentos dentro da obra. Os de Ari eram muito de ressentimento, da necessidade de crescer e amadurecer junto com o filho, de entender que ele estava pronto para o mundo, diferente do que eles achavam ser o certo. E os de Dante, apesar de toda a aura descolada e dos sorrisos e simpatia, também tiveram seus momentos sombrios, onde a presença de Ari se mostrou necessária para ajudar aquela família a seguir em frente. A impressão que o livro deixou foi que o vínculo entre os dois garotos criou um vínculo ainda maior entre suas famílias, e por isso os sentimentos entre Aristóteles e Dante foi tão poderoso.

Com uma edição arrasadora, a editora Seguinte entrega um livro doce, emocionante e necessário, que fala sobre amor e medo e sobre a importância de entender e aceitar as diferenças. Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo e entregam ao leitor uma experiência indescritível cheia de emoção.
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tiagoodesouza 29/04/2014

Resenha | Aristóteles e Dante descobrem os segredos do Universo
Às vezes, é muito difícil falar de um livro que a gente gostou bastante. Faltam palavras, sobram palavras. E mesmo assim nada é suficiente para transmitir o que a história nos contou. Então, vamos respirar fundo, fechar os olhos por alguns instantes e nos preparar para mergulhar numa história sensível de amizade com grandes chances de se tornar algo muito maior.

"- Posso ensinar você a nadar."
Página 26.

Eu comecei a leitura de Aristóteles e Dante de forma bem despretensiosa, com alguma expectativa de gostar por acreditar se tratar de somente uma história de amizade, um dos temas que eu acredito que deveria ser tão abordado quanto o amor romântico na literatura. Quando percebi, a história de Benjamin me envolveu de tal forma que eu não queria colocar o livro de lado para fazer mais nada. Assim, às 18 horas do mesmo dia em que comecei a lê-lo, eu o terminei, dei as cinco estrelas no Skoob e o favoritei.

E não é por menos. A minha identificação imediata com essa história veio da facilidade do autor de mostrar de forma tão verdadeira como funciona a cabeça de adolescentes de quinze anos. Conhecemos, então, Aristóteles Mendoza, que se sente solitário e entediado com a vida. Ele é o mais novo de quatro irmãos, sendo que seu irmão está preso e eles mal tocam no assunto dentro de casa sobre os motivos que o levaram para lá. Seu relacionamento com o pai é um pouco frágil, pois o pai é um veterano de guerra e esse é um outro assunto que eles não gostam muito de falar em casa.

É verão e mais um dia em que Ari não tem muito o que fazer. Ele resolve ir ao clube passar um tempo na piscina, mas acontece que Ari não sabe nadar. Então, Dante lhe oferece ajuda e começa assim a história de amizade dois garotos mexicanos-americanos.

Dante é um cara mais tranquilo, praticamente de bem com vida, mas também tem seus questionamentos. Ele ama bastante seus pais e teme decepcioná-los. Ele adora ler e tem uma visão bem poética em relação à vida. Ari descobre em Dante uma amizade especial. Dá a sensação de que ele se sente bem ao encontrar alguém que o vê como ele realmente é, que vai descobrindo esse pequeno e complicado universo dentro dele, mas sem que Ari precise externar seus sentimentos.

"(...) Não falar pode deixar alguém muito solitário."
Página 22.

Uma das coisas que esse livro mostra é que a aceitação não tem que partir dos outros e sim da própria pessoa. Afinal, é uma única vida que cada um tem para viver. E mesmo que os outros não aceitem, isso não vai mudar quem você é. É curioso observar o quão confusa pode ficar a vida de uma pessoa quando ela resolve não falar sobre o que sente e idealiza situações que temem que aconteçam por conta do medo. Vemos mais disso em Dante que em Ari, mesmo Dante tendo uma personalidade mais mente aberta. E, ainda assim, é Dante que se arrisca, que vai atrás da própria vida.

Eu fiquei com muito receio do que o autor poderia mostrar no desenvolvimento do enredo. O outro livro com temática homossexual que eu li foi O Terceiro Travesseiro. A história é boa, mas algumas situações foram, ao meu ver, completamente desnecessárias. Benjamin tem a capacidade de discorrer sobre um tema polêmico de forma simples e sem apelação sexual, fazendo com que Aristóteles e Dante se torne um livro cujas palavras deixam a sensibilidade à flor da pele.

O livro é lançado hoje, 30 de abril. Então, deixe um comentário aí e corre para uma livraria comprar e amar essa história!

"(...) Aposto que às vezes é possível desvendar todos os mistérios do Universo nas mãos de uma pessoa."
Página 156.
Nanda 30/04/2014minha estante
Oi, T!

Vi um monte de gente comentando sobre Aristóteles e Dante no twitter e fiquei curiosa. Fiquei bastante feliz que você tenha gostado do livro e sua resenha me deixou curiosa e pedinte por spoilers, como sempre.

Acho que, muito provavelmente, vou chorar lendo o livro. haha

Beijos,
Ananda.


Babih Hilla 30/04/2014minha estante
Eu acredito que falar de um livro que gostamos muito é bem mais difícil do que falar de uma obra que detestamos hehe

Aristóteles e Dante, achei vinha algo totalmente diferente dessa história hehehe

Creio que eu ainda não li uma obra com temática homossexual... e é difícil ler algo que envolva apenas
amizade, sem amor. Fiquei curiosa em relação ao final ^^

Adorei a resenha.

Beijos
Babih Hilla.


Marcos 30/04/2014minha estante
Olá, Tiago! o/

Sabe aquele livro que você PRECISA ler? Então, depois de Menino de Ouro, é Aristotéles e Dante que se encontra na minha lista. Gosto muito quando tratam da homossexualidade sem puxar logo pra o fator sexo e drogas, o que é bem um lugar comum em obras desse tipo.

Enfim, necessito desse livro NOOOOOWWWWWW!!!!!! HAHAHAHHAHHA

Abraços!!!




Sergio 05/12/2014

Originalmente postada em www.decaranasletras.blogspot.com
Em "Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo", conhecemos de cara Aristóteles, um descendente de mexicanos, que está entrando em sua adolescência e que possui dentro de si um acúmulo enorme de pessimismo e raiva. Raiva porque seu pai fora soldado e carrega dentro de si marcas da guerra que não divide com ninguém. Raiva por ser o irmão mais novo e, por isso, deixado de lado por suas irmãs. Raiva porque seus pais escondem dele a verdade sobre seu irmão Bernardo (e até proíbem tocar no nome dele), que está preso por se envolver com o que não deveria.

Porém, em uma bela manhã de sol, Aristóteles decide ir em uma dessas piscinas comunitárias que existem nos EUA. Por sempre achar as conversas dos meninos de sua idade fúteis e sem sentido, Ari não possui nenhum amigo. Nunca chegou a aprendeu a nadar, então nunca saiu da parte rasa da piscina. Entretanto, tudo muda. Dante, um garoto repleto de positivismo e autoconfiança, decide romper o silêncio e oferece aulas de natação para Ari. A partir daí, uma bela amizade adolescente começa a florescer. Ambos viram melhores amigos e, gradativamente, vão conseguindo um grau maior de afinidade.

Sem dúvidas, o melhor livro do ano. Com toda a sua mistura de temas e personagens, Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo é um livro completo e repleto de passagens tocantes e reflexivas. Os personagens, tanto principais quanto secundários, possuem um grau de realidade ímpar, o que faz com que a obra se torne não apenas 'palavras no papel', mas ações vivas em nossa mente.

Embora a história se passe por volta de 1987, o livro se mostra totalmente atemporal. Os problemas vividos e relatados pelos personagens são os mesmo que vivemos hoje. Além disso, toda a trama nos faz perceber que, mesmo que queiramos ser solitários, precisamos de alguém como ponto de apoio, até mesmo se esse alguém for totalmente o nosso oposto. É impossível ser feliz sozinho.

Muito mais que um livro sobre amizade, "Aristóteles e Dante" é um livro sobre relacionamentos interpessoais e seus efeitos diretos e indiretos nos indivíduos. Um livro leve sobre temas pesados. Amizade juvenil, drogas, sexualidade, amor.

Nos últimos capítulos do livro, Aristóteles já está com dezessete anos, e durante o decorrer da leitura conseguimos captar a gradativa mudança que ele sofre nesse meio tempo. São períodos de turbulência até se chegar ao conhecimento de si próprio.

Nunca, nunca mesmo, derramei uma lágrima sequer lendo alguma obra. Dessa vez, foi diferente. As lágrimas rolaram pelo meu rosto após terminar a leitura desse maravilhoso livro. Se você gosta de livros voltados ao público jovem-adulto, compre IMEDIATAMENTE esse título. Garanto que vocês não se decepcionarão.


site: www.decaranasletras.blogspot.com
Victor Marcos 05/12/2014minha estante
Leu rápido em...


Sergio 05/12/2014minha estante
Amei esse livro




Ligiane 27/12/2014

Me lembrou o filme Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
O livro retrata a história de Aristóteles e Dante, bem como o dia-a-dia de cada um e a convivência com seus respectivos pais. Muito me lembrou o filme nacional Hoje Não quero Voltar Sozinho. A ambientação é a mesma.
É abordada uma temática polêmica para um livro infanto juvenil, mas achei que faltou profundidade. Justamente por ser para um público mais jovem, o assunto central é tratado de forma tênue e superficial.
Os diálogos são representados como em conversas reais e corriqueiras, com frases pequenas e palavreado fácil, o que me incomodou um pouco, pois empobrece a história.
Achei que o drama paralelo do irmão do Ari deveria ser mais trabalhado, não me surpreendeu em nada. Bem clichê. Só consegui me situar com o tempo em que se passa a história quando o autor citou. As vezes me parecia que o Ari possuia menos de 15 anos, pela forma que os pais o tratavam.
Enfim, este segue o gênero literário de A Menina que Roubava Livros ou O Menino do Pijama Listrado. Nada exatamente sobre guerras, porém retrata o combate interno e externo de personagens que estão se descobrindo no mundo. Superestimado.
Marcus Lisboa 23/06/2016minha estante
o filme é bom já esse livro não, tem gente dizendo que chorou a ler fala seria é apenas um drama adolescente, não tem como se identificar com o Ari, pois ele parece ser o tipo de pessoa que não conhece sua sexualidade, alguém precisou dizer para que ele entendesse e mais ele só entendeu nas ultimas paginas do livro. Decepção prefiro ler o preço de ser diferente tai uma historia que valoriza seus personagens, além contar a historia de um homossexual que realmente sofreu de verdade.




23/10/2015

Eu estava curiosa para conferir esse livro há um bom tempo. Tem um título interessante, uma capa linda, ganhou uma porção de prêmios e só vejo comentários bons a respeito dele. Então imagina a minha grande decepção quando a cada página que eu lia, eu não conseguia deixar de questionar o motivo de tanto louvor.

É contado sob o ponto de vista de Ari e seu relacionamento com o seu amigo, Dante. Os dois não poderiam ser mais diferentes. Um é extremamente sensível, adora arte, poesia e até salva passarinhos. Ari é o oposto disso tudo, gosta de brigar, carros, etc. Os dois são o puro clichê de personagens sensíveis e durões.

O grande foco desse livro é a descoberta sexual do Ari e a questão da homossexualidade, mas não senti que o autor conseguiu transmitir a sensação de autodescoberta desse personagem. Na verdade, nem deu essa chance pra ele, já que os pais dele que o informam de sua homossexualidade. Achei no mínimo bizarro, como se fosse um fator externo e não algo da personalidade dele. Não soou real.

Também achei esse livro cheio de perguntas filosóficas que beiram a babaquice - “por que os pássaros voam?”, sério, isso está lá! – fazendo parecer tudo muito forçado.

Como se trata de um YA, não sou o público alvo, mas apesar de todas essas falhas que citei, consigo enxergar uma relevância no que diz respeito ao incentivo de leituras diversificadas, abordando temas que vão além dos tradicionais triângulos amorosos ou temas sobrenaturais. Mas só isso.
Jean Thallis 23/10/2015minha estante
Sempre bom saber quais livros não devem ser lidos, rsrs


23/10/2015minha estante
Ainda mais se levarmos em consideração que existem tantos outros a nossa espera, né? Num dá pra perder tempo com bobagem MESMO!


Jean Thallis 23/10/2015minha estante
Cada dia que passa é mais livro pra ler e menos tempo D:


Lais 29/01/2017minha estante
Que bom ver que não sou a única a pensar assim. Cheguei a me sentir enganada!


06/02/2017minha estante
Pois é Lais, vai entender esse hype todo...




Bárbara Prince 07/04/2014

Aristóteles e Dante (não, eles não gostam de seus nomes), ambos filhos de mexicanos, têm 15 anos quando se conhecem numa piscina pública em El Paso, no Texas, e Dante se oferece para ensinar Ari a nadar.

Ari é um adolescente solitário, que se sente diferente dos outros meninos da sua idade e enfrenta sozinho não apenas as muitas angústias comuns a essa fase da vida, como também problemas de relacionamento com a família. Seu pai é um veterano do Vietnã que “carrega a guerra dentro de si” e Ari não consegue se aproximar dele, e seu irmão, que está preso desde que Ari tinha 4 anos, é um assunto proibido na casa da família. Isso deixa o menino frustrado, até revoltado – ele quer ter o direito de conhecer a história do irmão e decidir por si mesmo como se sente em relação a ele.

Já Dante é um garoto sorridente, que ama a vida e a poesia e tem um ótimo relacionamento com os pais. O que não significa que não tenha também seus conflitos. Como descendente de mexicanos criado nos Estados Unidos, Dante tem problemas em formar sua identidade e, mais para a frente, também encara dificuldades para se assumir como homossexual.

Escolhi este livro em meio a uma lista de recomendações para iniciantes em literatura LGBT, e acredito que tenha sido posto na lista “para iniciantes” porque essa temática é muito sutil na obra. Na verdade, o amor entre os personagens é desenvolvido gradualmente, e vem acompanhado de uma forte e bonita amizade, que é muito mais trabalhada ao longo do livro, e que justifica e torna natural a evolução dos sentimentos entre os dois.

A premissa desta obra parece, à primeira vista, um clichê: o adolescente deslocado e solitário encontra uma pessoa que vai ensiná-lo a viver. Mas essa relação não segue os rumos que o leitor espera. Dante não leva Ari para fazer coisas incríveis e inesperadas e viver grandes aventuras. O livro, contado por Ari em primeira pessoa, foca mais nos diálogos e sentimentos dos personagens do que em suas atividades. Estas são em geral pacatas e repetitivas, mas nem por isso comuns (algumas das melhores cenas se passam no meio do deserto, aonde os dois gostam de ir para observar as estrelas). Mas o fato de os dois seguirem uma rotina não significa que a trama do livro seja parada – mais de um acontecimento grande e chocante abalam a vida dos protagonistas e os fazem rever suas escolhas de vida.

Além disso, os personagens principais são bem trabalhados e cativantes. Dante, cuja vida é mais fácil, é naturalmente menos interessante ao leitor do que Ari. Já sabe nadar e o faz todos os dias, enquanto Ari está se afogando não apenas literalmente mas também em sentimentos e pensamentos que não entende muito bem. Mas ambos me fizeram sorrir, porque são inusitados. Ao contrário da maioria dos personagens nessa faixa etária, eles são, declaradamente, meninos bonzinhos (Ari chega a se queixar, pois queria ser um bad boy).

Outro diferencial da obra é que ela retrata as relações familiares de forma honesta e respeitosa, dando a essa temática um foco que eu raramente vejo em outros livros YA, à exceção de As vantagens de ser invisível, de Stephen Chbosky. Ari e Dante respeitam e amam os pais e convivem mais com eles do que com as pessoas da sua idade. São relacionamentos encantadores, e os pais de ambos são personagens complexos e bem construídos, que têm as próprias histórias e inseguranças e que fogem do lugar-comum de outras obras do gênero, nas quais os pais são pouco participativos, ou aparecem apenas para viver conflitos com os filhos.

Aliás, há outras semelhanças entre os livros de Sáenz e Chbosky. Stephen Hawking disse que “pessoas quietas possuem as mentes mais barulhentas”, e isso com certeza se aplica tanto a Charlie, de As vantagens de ser invisível, quanto a Ari. Ambos apresentam sua própria visão do mundo e das pessoas de uma forma sensível e cativante, que atinge leitores de todas as faixas etárias, não apenas os jovens. Ari tem muita insegurança e muito ódio dentro de si, mas também um jeito poético de expressar seus sentimentos, o que torna seu texto bonito e prazeroso de ler.

Este livro foi uma leitura intensa e emocionante, daquelas que, quando você termina, precisa de alguns minutos de silêncio, seguidos de uma forte vontade de recomendar o livro. Então, cá está: eu recomendo!

site: http://blogsemserifa.wordpress.com
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Junior 01/09/2014

1987 ou 2014 , em que ano se passa realmente?
Olha, esse livro realmente eu li rápido, porque a escrita dele é simples e bem prática. Mais o conteúdo se torna repetitivo , porque toda hora o autor meio que, resume TODA a história , então isso me incomodou um pouco. outra coisa chata nesse livro, é porque quase não tem "marcação" tipo "ele disse" ou "eu disse", daí meio que fico perdido na hora da leitura. e porque o 'Ari' ele é muito mimado, dai fica tipo, uma linguagem muito infantil, isso me fez coloca-lo na posição de 'protagonista mais chato'. o autor não descreve muito bem o 'cenário' , já que se passa em 1987, tipo NENHUM momento a gente se lembra de que a história é passada naquela época. Mais a coisa legal do livro é porque mostra uma luta constante do protagonista para com as barreiras do preconceito que 'ronda' ele e sua família.
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Victtorhugo 24/05/2014

Pra mim, Aristóteles começa o livro sendo um chato.

No início eu fiquei pensando em um cara próximo dos 60 anos escrevendo um livro assim, "na pele" de um garoto de 15 anos. E me pareceu meio estranho ser um cara de 27 anos ali parado lendo um livro sobre um garoto em seus imaturos 15 anos.

Sabia que todos os prêmios que o livro ganhou não deveriam ser em vão e foi interessante ler um pouco mais, me envolver e me ver acessando minhas próprias memórias. Eu já tive meus 15 anos e também questionava as coisas. Devia ser um chato como o Ari.

Este livro é um pacote surpresa, mas um belo livro. O cara dos quase 60 anos acertou várias coisas. Sobre como é quando se tem 15 anos, sobre crescer e lutar a guerra de se tornar um homem e também sobre como é ser alguém que não se expressa muito.

É uma bela história de amizade, e sem esquecer, de relacionamento com os pais, naquela idade em que se tem o direito de ser meio chato mesmo e não saber de tanta coisa ainda.

Tem um mundo todo lá fora esperando. Vamos aprender a viver lá, eu espero.

No final, nada pareceu mais certo do que ouvir La Bamba.

Ouvi.

Ri e ri sozinho.

:)
Ron 24/05/2014minha estante
Resumiu bem minha opinião sobre o livro, tirando o pequeno-grande detalhe de que gostei do Ari desde o começo!
=D




Jéh 02/09/2016

me surpreendeu!
eu não esperava que esse livro fosse mexer tanto comigo assim mas quando acabei de ler não consegui parar de pensar nessa história maravilhosa com personagens tão envolventes. Realmente me apaixonei pela escrita desse autor! aprendi muito com ari e dante, agora sinto que descobri todos os segredos do universo.
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Andressa 17/12/2014

Tão sensível e tão natural...
Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo, escrito por Benjamin Alire Sàenz, é uma espécie de Young Adult mais maduro e nos conta a história de Aristóteles, o Ari, um garoto de 15 anos muito tímido, retraído e de poucos amigos.

Ari ama os pais, porém, tem uma grande mágoa por não saber nada sobre seu irmão mais velho, Bernardo – a não ser que este foi preso. Em casa, não se toca nesse assunto. Além disso, o pai de Ari é veterano da guerra do Vietnã e também não costuma falar a respeito. O garoto se sente sozinho e isolado de uma boa parte da história familiar. Ele não tem amigos, não gosta de responder questionamentos e não tem facilidade em se relacionar. Até o dia em que Dante o ensina a nadar.

Dante é um garoto bem diferente de Ari. Ele é espontâneo, autêntico e se dá super bem com os pais, os quais adoram demonstrar seu afeto pelo filho. Dante é um verdadeiro artista, sensível, dono de um bondoso coração e o primeiro amigo verdadeiro de Ari.

“Antes de Dante, estar com alguém era a coisa mais difícil do mundo para mim. Mas, com ele, conversar e viver e sentir pareciam coisas perfeitamente naturais. No meu mundo não eram.”

Identifiquei-me bastante com Ari e seus questionamentos. Ele é um garoto que, aparentemente, tem tudo para ser feliz, mas não se sente assim. Ari se sente sozinho, deslocado, não gosta de se expor, que saibam o que ele sente. Ele é a personificação da melancolia. Por estar passando pela adolescência, tudo o que o garoto sente e vive toma proporções estrondosas, mas, ainda assim, muito humanas, próximas a realidade. É impossível não se identificar, ao menos, com alguma das dores de Ari.

Dante consegue preencher um grande vazio na vida do amigo, ele o ensina lealdade, que existe alguém que vai estar sempre presente quando ele precisar e que não há vergonha alguma em ser quem se é. Em contrapartida, por ser uma pessoa extremamente sensível, Dante acaba expondo o amigo a momentos que exigem um confronto as emoções, causando estranhamento a Ari.

Juntos os dois tentam desvendar pequenos segredos do universo. Enquanto Ari tem inúmeros questionamentos, Dante tem várias pequenas coragens.

O único detalhe que me incomodou no livro é o fato dos pais dos garotos serem completamente desprovidos de preconceitos em relação ao ponto chave do livro. Não há esse conflito. E, bem, isso não é comum aos meus olhos. Os pais de Ari e Dante são maravilhosos nesse quesito, dão suporte, abrem os olhos dos meninos, não julgam. Isso é lindo e eu realmente gostaria que todos os pais do mundo pudessem tê-los como exemplo. No entanto, não é o que acontece na maioria dos casos da vida real. Não assim, tão diretamente, tão facilmente, sem resistência alguma - ainda mais em 1980 e alguma coisa. Talvez, se pudéssemos ver algum nível de resistência se transformando em aceitação, isso poderia ajudar adolescentes que passam por situações semelhantes. Pois, é sobre isso que se trata o livro: aceitar a si mesmo e aos demais. Simplesmente a-c-e-i-t-a-r.
*(apenas uma ideia, nada que altere o propósito da obra)

A edição está uma graça, capa linda, ótimo espaçamento, leitura fácil e fluida, na primeira pessoa, na voz de Ari.

O livro tem mensagens belíssimas, sobre amizade, amor, companheirismo, família. É um prato cheio de frases inspiradoras. Além disso, o autor está de parabéns por sua sensibilidade ao escrevê-lo, a jornada dos garotos e as descobertas são tão naturais, emocionantes e verdadeiras. Quando a leitura estava chegando ao final, me emocionei bastante. Difícil não marejar os olhos diante dos acontecimentos.

Por último, tenho a dizer que a narrativa de Benjamin é delicada e forte ao mesmo tempo, é tão humana. E, para mim, é isso que esse livro é, humano, nos seus mais aflorados questionamentos, coragens, medos e desesperos.

Obs.: menção honrosa a Perninha, uma cachorrinha muito fofa e cativante que ganhou meu coração.
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Bia 06/09/2015

"I bet you could sometimes find all the mysteries of the universe in someone's hand"
Não, isso não vai ser uma resenha e sim minha declaração de amor para um dos livros mais lindos que já li
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Rafael 01/07/2016

ZaaKar.com Resenha - Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo
Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!

Sinopse: "Dante sabe nadar. Ari não. Dante é articulado e confiante. Ari tem dificuldade com as palavras e duvida de si mesmo. Dante é apaixonado por poesia e arte. Ari se perde em pensamentos sobre seu irmão mais velho, que está na prisão. Um garoto como Dante, com um jeito tão único de ver o mundo, deveria ser a última pessoa capaz de romper as barreiras que Ari construiu em volta de si. Mas quando os dois se conhecem, logo surge uma forte ligação. Eles compartilham livros, pensamentos, sonhos, risadas - e começam a redefinir seus próprios mundos. Assim, descobrem que o amor e a amizade talvez sejam a chave para desvendar os segredos do Universo".


***

“- Você se lembra de quando me beijou?
- Sim.
- Você se lembra que falei que não tinha funcionado para mim?
- Por que você esta falando disso? Lembro, lembro. Mas que inferno, Ari, você acha que eu esqueceria?
- Nunca vi você tão bravo.
- Não quero falar disso, Ari. Só me faz mal.
- O que eu disse quando me beijou?
- Disse que não tinha funcionado para você.
- Eu menti.
[...] – Vamos tentar de novo – pedi. – me dê um beijo.
- Não. – ele disse.
- Me beija.
- Não – Dante respondeu, para depois completar com um sorriso. – você vai me beijar.
Puz a mão em sua nuca e o puxei para mim. E o beijei”.

Benjamin Alire Sáenz, 61 anos, é um premiado poeta, romancista e escritor. Ele nasceu em Old Picacho, Novo México, o quarto de sete filhos, e foi criado em uma pequena fazenda perto de Mesilla, Novo México. Ele se formou em Las Cruces High School, em 1972. Naquele outono, ele entrou para a St. Thomas Seminary, em Denver, Colorado, onde recebeu um diploma de bacharel em Ciências Humanas e Filosofia em 1977.
Estudou Teologia na Universidade de Louvain, em Leuven, Bélgica. Foi sacerdote por alguns anos em El Paso, Texas antes de deixar a ordem. em 1985, ele voltou para a escola e estudou Inglês e Escrita Criativa na Universidade do Texas em El Paso, onde obteve um mestrado em Escrita criativa.
Seu primeiro romance, “Carry Me Like Water” foi uma saga que reuniu o romance vitoriano e o tradicional realismo mágico latino-americana do e recebeu atenção da crítica. Em seu quinto livro, “What Remains”, seu quinto livro de poemas, ele escreve à verdade essencial da vida de memórias sempre mudando. Situado ao longo da fronteira com o México, o contraste entre a beleza austera do deserto e da brutalidade da política de fronteiras reflete a capacidade da humanidade para ambos.
Sáenz seassumiu gay no final dos anos 2000. Ele reconheceu em entrevistas que ele tinha dificuldade em chegar a um acordo com sua sexualidade devido a ter sido abusado sexualmente quando criança, e que ele começou a explorar temas LGBT na sua escrita, em parte como uma maneira de ajudar a si mesmo trabalhar através de seus próprios problemas com ser gay.
Ele ganhou o Faulkner Award / PEN para a ficção em 2013, com o livro “Everything Begins and Ends at the Kentucky Club”, tornando-se o primeiro escritor latino a ganhar o prêmio. Ele também ganhou dois prêmios em 2013 no Prêmios Lambda, nas categorias de Gay Male Fiction com os livros “Everything Begins and Ends at the Kentucky Club” e “Aristóteles e Dante descobrem os segredos do universo”, livro pelo qual falaremos um pouco hoje.

“- Ari, eu sei o que vejo. Você salvou a vida dele. Porque acha que fez isso? Por que imagina que, do nada, sem pensar, você se joga para tirar Dante da frente de um carro em movimento? Você acha que isso simplesmente aconteceu? Pois eu acho que você não suportava a ideia de perde-lo. Simplesmente não podia. Por que você ariscaria a própria vida para salvar a de Dante, se não o amasse?
- Por que ele é meu amigo.
E por que você arrebenta a cara de um sujeito que bateu nele? Por que faria isso? Tudo isso, Ari, tudo quer dizer que você ama esse rapaz”.

Eu não sei o que se passa. De verdade. Eu acho que estou com um dedo mágico para leituras. Apontei e falei: “Vou ler você” e quando eu vi, já havia terminado a leitura, coisa de um dia e algumas horas.
Aristóteles Mendonza não se sente feliz com nada, talvez desde seus dez anos. Ele estava na quinta série e aquele havia sido um ano incrível. Ah, como foi. Depois disso tudo ficou ruim. Ele não sabia o porquê, só sabia que estava tudo ruim. Aos quinze anos Ari, como gostava de ser chamado, não tinha nenhum amigo. A não ser sua mãe e seu pai. Ele era o filho mais novo de um total de quatro. Suas irmãs, gêmeas, tinham 27 anos. Seu irmão tinha 25 anos. Mas ninguém falava dele. Nunca. Esse era um assunto vetado.
Na primeira tarde de verão daquele ano, depois de ficar entediado em casa, Ari decidiu ir nadar. Era uma péssima ideia, levando em conta que o dia estava infernalmente quente e ele não sabia nadar. O máximo que fazia era boiar e olhe lá. Até pensou em pedir ao instrutor que o ensinasse a nadar, mas eles eram uns idiotas que comparavam mulheres a arvores. Não valia a pena.
Ari apenas gostava de ficar sozinho. Ele se dava bem consigo mesmo e seus pensamentos. Na maioria do tempo ele odiava tudo, inclusive seus pais. Mas ele sabia que isso era só uma fase. Nada demais, como sua mãe mesmo dizia. Era uma faze e tudo passaria.
Essa mudança começou quando ele conheceu Dante Quintana. Na verdade foi Dante que o conheceu, oferecendo-se para ensiná-lo a nadar. Nasceu dali, das aulas de natação e dos diálogos loucos e sucintos, uma forte amizade. A primeira, e possivelmente mais verdadeira da vida de Dante. Forte a ponto de fazer Ari se jogar na frente de um carro para salvar a vida de seu amigo distraído que foi salvar um passarinho caído. Dante nunca mais foi o mesmo. Ari nunca foi o mesmo. Mas tudo mudou mesmo quando Dante se mudou com sua família. Seria coisa rápida, oito meses e ele estaria de volta. Mas e a amizade? A amizade continuaria? Esse talvez seja um dos segredos do universo, segredos esse que Ari busca inconsolavelmente. O que ele vai fazer com esses segredos? Ele não sabe, mas no momento em que descobrir, ele saberá o que fazer.

“O problema da minha vida é que ela havia sido ideia de outra pessoa”.

Tinha uma visão totalmente diferente do enredo desse livro. Imaginei algo louco envolvendo filosofia e etc, mas me enganei. Benjamin Alire Sáenz nos mostra dos garotos sedentos por se descobrir. Não essa coisa louca de descobrir o corpo e afins, sabe, essas coisas de adolescente. Não. Ari e Dante são diferentes, são estranhos e loucos. Um ama palavras o outro poesia. Um é silencioso e tristemente deprimido, o outro é feliz, criativo e sorridente. Disso nasce uma forte amizade.
As tudo muda quando Dante se muda para Chicago. Mas não é Dante que muda, é Ari. Aquele gênio difícil, de independência, que parece não precisar de ninguém entra em cena. De sete cartas recebidas de Dante, ele responde apenas uma. Começa a trabalhar, a malhar, a falar com uma ou outra pessoa. Dante também muda. Ele agora tem muitos conhecidos, toma cerveja, e vodka com suco de laranja. Ele se masturba e beija garotas. E garotos. Ele gosta mais de beijar garotos, mas ele nunca beijou nenhum. Mas ele sabe que quer se casar com um garoto em especial.
Quando ele volta, as coisas estão estranhas, mas são as de sempre. Ele beija Ari, mas ao contrario dele, Ari não sente nada de diferente, é o que diz...

“Não se pode tocar aquilo de que são feitas as estrelas”.

Esse é o típico livro que não precisa de um mundo de palavras para ser espetacular. O que faz a narrativa ser tão maravilhosa são os diálogos. Da mesma forma que temos segredos e mais segredos entre Ari e seus pais, temos uma relação maravilhosa também. Ele e sua mãe têm os diálogos mais engraçados – só perdem para os diálogos entre Dante e seu pai, Sam, eles são maravilhosos. Ela é professora. Com seu pai a coisa é mais curta. Ele puxou isso dele, sabe, essa coisa de ser calado?
Amei o jeito que o autor nos mostra o crescimento de Ari e Dante. Em um momento temos dois pivetes estranhos, de quinze anos, rindo e competindo para ver quem joga o tênis mais longe, e depois temos dois rapazes, muito diferentes, de quase dezoito anos, lutando para se encaixar. Ari é quem mais muda. Essa coisa toda com seu irmão e com as histórias de guerra de seu pai o mantém preso dentro de si, ele não expressa seus sentimentos, guarda tudo o que pode. E com o passar das páginas vamos tendo mais acesso a ele. Ele muda, e é possível ver, ou visualizar essa mudança, e isso eu achei lindo. No começo tínhamos um Ari mirrado e magricela e estranho... Dai aparece um rapaz moreno, forte – por causa da musculação –, enigmático e muito, muito bonito. Essa evolução é linda de se ver com o passar das páginas.

“Será que todos os garotos se sentiam sozinhos? O verão não era feito para garotos como eu. Garotos como eu pertenciam a chuva”.


Mas, só aqui entre nós, eu queria mesmo era que ele e Dante terminassem juntos. Não imaginei que o casal romântico do livro seriam eles, e me peguei rezando para todos os tipos de deuses que eles se descobrissem. Dava para notar isso em Dante. Na forma como ele idolatrava Ari. Mas nunca esperei que isso fosse retribuído por Ari. Mas eu me enganei. E achei linda a forma como isso aconteceu.
O que era amizade na verdade era amor. Esse talvez seja o segredo do universo. Amor. Todos achavam que Ari era um herói por ter salvado Dante. Mas, só no fim SPOILER entendemos que no fundo, Ari tinha feito isso porque amava Dante, e imaginar um mundo sem ele era um pesadelo. Mas ele não via isso. Tinha suas próprias guerras internas para vencer antes de aprender isso.
Quando Dante é espancado é que vemos isso. Vemos a raiva, o medo, o ódio em Ari. Vemos o ciúme também, já que Dante foi espancado por estar beijando outro cada em um beco. É ai que as coisas passam a mudar. Mas antes disso, Ari tinha que destravar outras travas internas. E gente, quando ele faz isso é a coisa mais linda de se ver. Já podemos notar isso antes do fim, quando ele se abre para Dante e conta o que descobriu sobre seu irmão, e lê poesia para ele, e quebra o nariz de um dos caras que bateram em Dante... Está ali, mas ele precisa de um empurrão para ver. E seus pais fazem isso. E é isso.
Não vão se arrepender da leitura. Ela é linda, inteligente, rápida e sucinta. É um leitura bonita de se fazer. Você só vai entender quando ler. Mas é incrível ver tanta raiva e tristeza evoluir para amor e aceitação. E amizade. Talvez o segredo do universo seja o amor e a amizade, juntos. Espero que o próximo livro seja assim também tão encantador e viciante quanto.
32/55

site: http://zaakarcom.blogspot.com/2016/07/resenha-aristoteles-e-dante.html
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Igor Bruno 28/03/2015

Aristóteles e Dante Descobrem Os Segredos do Universo ♥
Como falar de um livro que nunca vou esquecer, um livro que me mudou, que marcou e que surpreendeu?! Passará anos e sempre vou lembrar de cada detalhes desse livro, ele se tornou meu livro favorito, é uma leitura maravilhosa!

Conta a História de Dante e Ari, juntos os dois descobrem vários sentidos, com algo em comuns e muitos em incomuns, o fim é maravilhoso, surpreendente, não sei nem como falar da história, é quase impossível!
Simplesmente me surpreendeu!

Página 155:
- Você pode assistir TV - ela disse
- Apodrece o cérebro - falei - Tenho um livro.
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Diego 24/07/2016

Uma história de companheirismo, cumplicidade, amor e amizade acima de tudo.
O que eu mais gostei no livro foi que aqui nos temos uma história de companheirismo, cumplicidade, amor e amizade acima de tudo. Ele mostra a importância das amizades em nossa vida, como elas podem nos fazer crescer e como elas podem nos ajudar a descobrir quem somos. Mostra também como podemos nos apoiar em nossos amigos para que a gente consiga lidar com nossas questões existenciais.

Saiba um pouco mais sobre minhas impressões a respeito desse livro no meu video resenha no canal.

site: https://www.youtube.com/watch?v=3plw8_hCjTY
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