The 100: Os Escolhidos

The 100: Os Escolhidos Kass Morgan




Resenhas - Os Escolhidos


200 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Léo 11/04/2014

Bem diferente da série
Meu interesse inicial por The 100 surgiu logo depois de ouvir falar sobre a série, que seria lançada esse ano na nova MTV. Fui buscar mais a respeito da produção e acabei tropeçando no livro, que não fazia ideia da existência. A Galera Record foi super rápida em trazê-lo para o Brasil e ainda me deu a oportunidade de lê-lo antes do lançamento.

Se você, assim como eu, já é fissurado no seriado The 100 e quer ler o livro, esqueça tudo o que já viu na série. A série foi baseada no livro, então é claro que tem algumas semelhanças, mas a maior parte do enredo é nova, o que é super normal quando se trata de adaptação de livros para a TV.

Para quem ainda não conhece, The 100 se passa num futuro pós-apocalíptico. A Terra foi dizimada por uma guerra nuclear e os poucos sobreviventes embarcaram em uma nave para orbitar o planeta até que ele estivesse habitável novamente. Essa nave se subdivide em três estações: Phoenix, Arcadia e Walden. Phoenix representa a Capital, onde vivem as pessoas com melhores condições de vida e que não precisam racionar mantimentos, pois têm tudo de sobra. Arcadia e Walden fazem parte do subúrbio, sofrendo de grande escassez de diversos produtos e usufruindo de água corrente por apenas uma hora por semana.

De acordo com a lei na nave, qualquer crime é punido com execução. Os menores de 18 anos vão para o Confinamento até que atinjam a maioridade. Assim que isso acontece, eles passam por um novo julgamento, podendo ser absolvidos ou finalmente sentenciados à morte

A nave está passando por problemas e não tem muito mais tempo de vida, colocando em risco toda a raça humana. Assim, o Conselho decide enviar 100 jovens delinqüentes para a Terra, numa tentativa de saber se o planeta pode ser habitado novamente. Os 100 já estavam condenados mesmo, talvez assim pudessem ter uma nova chance, já que, se tudo corresse bem, todos os seus crimes seriam perdoados.

The 100 se divide em quatro pontos de vista. Inicialmente somos apresentados à Clarke. Ela era estudante de medicina e foi presa acusada de traição depois de seu namorado, Wells, entregar o projeto secreto de seus pais para o seu próprio pai, o Chanceler. Os pais de Clarke foram executados e a menina, ao tentar defendê-los, foi acusada de ser cúmplice, indo parar no confinamento até seu aniversário.

Wells se arrepende mortalmente do mal que causou a Clarke. Ao saber que ela será enviada na missão para a Terra, o garoto dá um jeito de ser confinado, pois tinha algumas regalias por ser filho do Chanceler, para partir junto com ela e tentar reconquistá-la.

Bellamy já tem 20 anos e não cometeu nenhum crime, mas quer embarcar para a Terra a todo custo. Sua irmã, Octavia, foi presa e estará na missão. A menina é tudo para Bellamy, que está acostumado a protegê-la desde criança. Na nave é preciso pedir autorização para se ter um filho e a mãe de Bellamy conseguiu esconder a gravidez de Octavia até o fim. Porém, quando foram descobertos, as crianças foram enviadas para lares de custódia diferentes em Walden e sua mãe executada. Agora Bellamy tem nas mãos a chance de recuperar sua irmã. O problema é que, para embarcar, ele faz o Chanceler de refém, que acaba baleado, fazendo com que o garoto fique em maus lençóis.

Glass é a melhor amiga de Wells. Demoramos bastante para descobrir o motivo de sua prisão, só sabemos que ela precisou dizer adeus ao namorado cruelmente, para que poupasse sua vida. No meio da confusão causada por Bellamy, Glass consegue escapar da nave que ia para a Terra e vai se encontrar com Luke, seu ex-namorado. O problema é que agora ele está com outra garota e tem um ódio muito grande por ela. Agora Glass tentará refazer sua vida na nave sendo uma fugitiva.

A viagem para a Terra foi muito melhor no livro do que na série. Durante a queda, os passageiros passam por diversos problemas. A nave se parte e vários são arremessados no ar. Quando finalmente pousam, os 100 já foram reduzidos e contavam com vários feridos. Boa parte dos mantimentos foi comprometida, inclusive os remédios, dificultando alguns tratamentos.

Clarke logo assume o papel de médica. Sua melhor amiga, Thalia, está muito machucada e os mantimentos perdidos poderiam salvar sua vida. Bellamy é o caçador. Embora um pouco esquentado, ele mostra conhecer bastante sobre a floresta e é um exímio atirador de flechas. Wells tenta ser o pacificador, mas por ser quem é, perde muito crédito com todos os jovens que seu pai condenou à morte.

Ação é o que não falta em The 100, mas senti que o romance ficou um pouco a desejar. Clarke e Wells tem uma relação conturbada, podemos ver que ela ainda é apaixonada por ele, mas seu ódio afoga o sentimento no seu íntimo. A menina se aproxima bastante de Bellamy durante as buscas pelos mantimentos, iniciando algo que pode se tornar um romance. Sim, o triângulo amoroso está formado.

A escrita de Kass Morgan é excelente. Cada capítulo segue um ponto de vista e a maioria conta com flashbacks dos narradores para compreendermos o porquê de suas ações. A narrativa flui deliciosamente. Tudo bem que o livro é curto, mas só consegui largar depois de virar a última página, que teve um final de matar, digno do piloto da série morram de curiosidade, hahaha.

Os personagens principais foram muito bem desenvolvidos, mas enquanto na série temos vários personagens coadjuvantes, no livro só temos o foco nos principais e em Octavia. Outro que aparece bastante é Graham, um valentão que tenta a todo custo se aproveitar dos outros e só pensa em se dar bem na Terra. Mas só.

Octavia é minha personagem favorita na série, porém no livro é só uma criança. Muito chata às vezes, por sinal. Personagens que brilham na série, como Finn, Jasper e Atom, não aparecem no livro e alguns personagens do livro, como Graham e Glass, não existem na série.

Como disse no início da resenha, sou apaixonado pela série. Se conseguir separar um do outro, você vai amar os dois. Se não, escolha um só, para evitar decepções. Eu recomendo sim o livro, acho que deve ser lido por todos, mas não espere que seja como a série, que ainda é minha favorita.

site: http://www.segredosentreamigas.com.br/2014/04/ta-na-estante-100-204.html
Laís M. 13/04/2014minha estante
Uau! Eu descobri a série por causa do lançamento do livro, mas como estava sem dinheiro e ainda não estava vendendo na minha cidade, comecei a ver o seriado. Assisti os 3 primeiros episódios de uma vez só, já que eram os únicos lançados naquele momento, e me apaixonei! Que pena que não é parecido com o livro, mas isso é de se esperar em quase todas as adaptações para a TV. Adorei a sua resenha, pois explica bem como é a história sem dar 'spoilers'. Continue assim e boas leituras ;)


Anya 16/04/2015minha estante
Meu Deus, como assim sem o Finn? Fiquei toda encantada com a série, e estava toda animada. Meu personagem favorito já era o Finn, agora que comecei a leitura e descobri que o Finn não vai estar lá, fiquei meio perdida! Pelo visto vou amar muito mais a série do que o livro. Mas pelo menos já encontrei alguém que assim como eu é fã da série! rsrs. Ainda estou no começo, mas eu realmente já amei!


Letícia 09/04/2020minha estante
Adorei sua resenha, bem explicativa. Só que no livro, a mãe de Bellamy e Octavia não é executada, ela se suicida. :)


Lena 30/04/2020minha estante
Concordo plenamente, só acho que um vício de linguagem da autora me incomodou um pouco, eu li depois de assistir a série e fiquei muito decepcionada pelo livro não se aprofundar na personagem da Octavia minha personagem preferida.


Gi 28/06/2020minha estante
Como faz pra ler?




Ale 12/12/2020

Diferente
O livro é bom, apesar de eu achar a série melhor. Talvez por isso eu tenha sentido falta de alguns personagens que vi na tv. Mas gostei dos que são exclusivos dos livros.
A trama envolvendo a Glass e o Luke por vezes era mais interessante do que a que se passa na terra.
Pensei que o livro nós daria mais informações sobre o tal cataclismo, mas nesse primeiro livro eu achei superficial, como na série.
Ficou bem evidente para mim, que o jeito humano (e tão errado) de quem tem mais dinheiro ou influência, tem mais chances de sobreviver em situações ruins. E que a vida do próximo não vale muito se a sua estiver na reta. Ou de alguém que você ama muito.
Bellamy é meu personagem favorito na série e
aqui é até mais fácil gostar dele. ?
É uma leitura fácil e gostosa de fazer.
comentários(0)comente



Fernanda 13/05/2014

Resenha: Os Escolhidos (The 100)
Resenha: Comecei a assistir a série “The 100”, exibida pela emissora CW, e me surpreendi por ter gostado tanto dos episódios. Confesso que ainda estou com certos receios e que também gostaria de ter lido o livro antes para não ter tantas expectativas. Ainda assim é fato que há muitas diferenças visíveis entre a série e o livro. “Os escolhidos”, publicado pela Galera Record, inspirou a série homônima e apresenta uma distopia muito empolgante, repleta de momentos de tensão e medo.



CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/05/resenha-100-kass-morgan-galerarecord.html
comentários(0)comente



Kaila 20/05/2020

Amei!
Já tinha assistido a série, e sou simplesmente apaixonada pela história. Tem muitas coisas que acontecem de forma diferente, mas mesmo assim, não deixa de ser um bom livro.
comentários(0)comente



Nyleve.al 20/11/2020

É interessante.
É um pouco difícil de realmente dizer, há pouco tempo eu nem sabia da existência desse livro. Terminei recentemente a série ?The Hundred? a qual eu realmente AMEI, e sai em disparada atrás de ler o livro, e aqui estou. O livro é...Legal, ok? Eu gostei. É realmente interessante, a gente consegue entender bastante como funcionam as coisas no espaço, a hierarquia que querendo ou não existe lá, o fato de claramente existirem os "privilegiados" que a série tanto citava. Mas acho que eu esperava muito mais. Minhas expectativas estavam altíssimas por conta da série, e nem sei se deveria estar comparando as duas obras, provavelmente não, mas estou escrevendo com base na minha experiência. Esse livro deve ser lido com a ciência de que trata-se de uma história extremamente diferente da série. Personagens diferentes, cenários diferentes e etc. Quero muito terminar os outros três. E espero que as coisas melhorem nos próximos livros.
comentários(0)comente



Marina Cosette 25/08/2020

Huuummmm, deixa a desejar
Fui na expectativa da série, é tudo bem diferente e não curti a escrita dela, sei lá. :)
Driih (@dinbookerland) 25/08/2020minha estante
Tenho faz tem e todo mundo fala que é bem diferente. Nunca li por receio kkk


Driih (@dinbookerland) 25/08/2020minha estante
Faz tempo*


Marina Cosette 25/08/2020minha estante
Pois então! Eu não parei no primeiro, nem quis ir pros próximos. kkk


Gabriella 12/09/2020minha estante
eu comecei a ler pq queria outro final para saga! pq o final da serie ta podre ahahhaha




duda 22/06/2020

meu pai amado, o bellarke que eu tô esperando já faz 7 temporadas aconteceu em menos de 100 páginas, é disso que a mamãe gosta.
comentários(0)comente



Felipe G. | @Felipee_gomees 12/09/2020

UMA GRANDE SUPRESA!
The 100 os escolhidos, ficção cientifica escrita pela escritora Kass Morgan nos apresenta um universo de sobrevivência no espaço, depois em que a terra ser atingida por um cataclismo nuclear grandíssimo, que fez alguns dos que restarem partirem para o espaço em busca de sobrevivência. Assim se inicia o livro em que aparentemente e totalmente diferente da série de TV.

Somos apresentados a Colônia no espaço que vive dividida entre 3 Povos: “Arcádia” “Phoenix” “ Walden” cada uma delas com suas políticas e sobrevivências, e cada um dos personagens fazem parte dessas comunidades. Sobre a colônia existe uma jurisdição que decidi tudo intitulado de chanceler, e é assim em que tudo na colônia se vive e progride.

A política na colônia decide então mandar os “100” a terra, com o objetivo de poder estudar e ver se é seguro novamente voltar a terra para se viver novamente, o engraçado e como esses 100 são escolhidos, como a política da colônia é corrompida, e como os meios não justificam o fim. Os 100 são mandados para a terra, dando assim ao início dos experimentos sobre a terra, e mostrando as verdades por trás da colônia.

O livro é narrado por 4 personagens com visões diferentes, cada um com culpas carregadas dentro de seus corações fazendo assim que são. O legal aqui é que a autora intercalar divinamente bem os flashbacks dos personagens, mostrando um pouco de algumas histórias do passando que justificam seus comportamentos. Diferente da série, vemos muito romance também, há intrigas também que são muito poucas, o livro chega a ser bom mesmo pelos personagens, que diferentemente da série, aqui eles são mais explorados.

O 1 volume é uma apresentação ao o universo da autora, aos personagens da trama, e também a personagens coringas que certamente terão seus papeis mais desenvolvidos no decorrer dos seguintes livros. Não vá para essa trilogia achando que é igual a série de televisão, pois não é. Mais tudo aquilo que se tem na serie existe 100% livro, só que mal contado e não tão bem trabalhado. Se você gosta da série, e gosta de Clarck, Bellamy, Octavia, e entre outros irá certamente gostar do livro. Recomendo demais a todos que apreciam uma boa ficção cientifica.

Felipe Gomes.
12/09/2020
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



tami 02/06/2020

No começo fiquei super animada em ler esse livro, porque como a maioria, eu quis ler por causa da série.Mas decepcionou um pouco.No começo tava legal, mas depois foi ficando super entediante. O final foi muito bom, deixou muitas pontas soltas, mas acredito que o segundo livro ira explicar tudo isso.
comentários(0)comente



Camila Westphal 14/10/2020

Só queria dizer que a série não tem nada haver com o livro, havia lido 20 páginas e já era tudo diferente. Acabou o livro e eu cheguei a conclusão que sou uma ?.
Nyleve.al 20/11/2020minha estante
Eu tô do mesmo jeito kkkkkkkkkk eu sou uma palhaça ?? Terminei a série acho q faz um mês já, e resolvi ler o livro hoje e gente como assim? Cadê a Raven rainha? Ok, eu já li ciente de Q era totalmente diferente mas ainda assim, sei lá, machuca meu coração


Camila Westphal 21/11/2020minha estante
Eu fiquei imensamente decepcionada, só não fiquei pior porque paguei R$30,00 nos dois livros já com o frete, comprei eles usados. Agora não sei se vou comprar os outros e muito menos se vou ler o 4 livro.


Nyleve.al 21/11/2020minha estante
Ai eu tô lendo todos em PDF, mas ainda assim, mesmo com todas as diferenças eu acho q quero comprá-los em físico. Talvez eu só seja muito besta mesmo, mas a história dos 100 ganhou um espacinho no meu coração. Tenho muita vontade de ler o 4, mas não o encontro traduzido em lugar nenhum :')




Grazi 11/10/2020

É bem diferente da série, mas eu gostei do mesmo jeito, e amei o beijo do meu casal.
comentários(0)comente



Fran 22/11/2020

Domingo resumido em The 100
Antes de começar a leitura, devo admitir que minhas expectativas estava altas, e infelizmente, foram parcialmente atendidas.

Achei forçada a força da Clarke. Ok, ela sofreu um monte e ainda desenvolveu o interesse em ajudar como médica, mas ainda sim achei ela muito insossa.

Wells, outro que só queria ser o herói topado do rolê, mas no final ele foi um gado gente boa, porém doido em trocar "1 milhão por 1 real".

As partes que mais me envolveram foram as da Glass com o Luke, pois o romance no início parecia ser bem clichê, mas foi crescendo no meio de treta, inclusive sendo cheio de críticas sobre a nossa sociedade (os demais fizeram isso também, mas vou passar meu pano por aqui mesmo).

No fim, a nave foi mais emocionante que a Terra, que estava um Chernobyl gigante. O livro é bom, nada sensacional, me entreteu por metade do dia e isso vale como parâmetro para minha nota final ;)
comentários(0)comente



MiCandeloro 24/05/2014

Leitura completamente viciante!
Clarke estava prestes a completar dezoito anos e sabia que suas chances de ser perdoada eram nulas, portanto, sua execução nunca esteve tão próxima. Durante os meses em que esteve no Confinamento nunca teve paz. Ainda chorava pela morte trágica dos pais e cultivava um ódio sem tamanho por aquele que foi responsável por toda a desgraça que atingiu a sua família. Mas a sua sorte, ou azar, iria mudar. Clarke foi uma das prisioneiras designadas a participar de uma missão suicida com destino à Terra.

"Hoje tinha que ser seu aniversário de 18 anos, e o único presente esperando por Clarke era uma seringa que paralisaria seus músculos até que seu coração parasse de bater. Depois disso, seu corpo sem vida seria lançado no espaço, como era o costume da Colônia, deixado para vagar infinitamente pela galáxia."

Ao ingressar no módulo de transporte, Clarke se deparou com outros 99 prisioneiros, todos devidamente paramentados com um bracelete de metal. O transmissor vital acompanharia a respiração e a composição de sangue de cada um, recolhendo todo tipo de informação relevante para que fosse possível saber se já estava na hora dos humanos recolonizarem a Terra. Não bastasse que todos já estivessem condenados a uma provável morte, também haviam se tornado cobaias de um experimento cruel.

"- Vocês receberam uma oportunidade sem precedentes de deixar o passado para trás - dizia o Chanceler. - A missão em que vocês estão prestes a embarcar é perigosa, mas sua bravura será recompensada. Se vocês tiverem sucesso, suas infrações serão perdoadas e vocês serão capazes de começar novas vidas na Terra."

Mal sabia Clarke que entre os tripulantes estava Wells, o filho do Chanceler Jahi, seu ex-namorado e ex-grande amor. O que poderia ter feito o filho de um governante para estar naquela missão? Para Wells não importava se a Terra continuava tóxica depois do Cataclismo, se eles iriam morrer assim que aspirassem a primeira lufada de ar. Ele só queria estar onde Clarke estivesse e faria de tudo para mantê-la em segurança.

Do mesmo modo pensava Bellamy, um jovem que teve que aprender desde cedo a sobreviver. Octavia, sua irmã mais nova, havia sido presa em circunstâncias duvidosas e, desde que Bellamy soube que ela era uma das prisioneiras que estava rumando à Terra, não pensou duas vezes em segui-la. Bellamy nunca mediu esforços pelo bem-estar de Octavia e não seria uma viagem interestelar que o faria desistir agora.

"Durante os primeiros dez minutos, os prisioneiros estavam muito agitados por causa do tiroteio para perceber que estavam flutuando pelo espaço, os únicos humanos a sair da Colônia em quase trezentos anos."

Glass não suportava a ideia de talvez morrer sem ver Luke pela última vez, explicar o porquê do seu sumiço e lhe pedir perdão. Aproveitando a confusão gerada por Bellamy na hora do embarque, Glass conseguiu fugir, escondendo-se num duto de ventilação. Quando bateu na porta de Luke quase desfaleceu ao perceber que o amor da sua vida havia seguido em frente. De que valia continuar vivendo sem estar ao lado de quem se ama?

O destino desses e de outros jovens foi selado. Se a missão fosse bem-sucedida, seriam todos perdoados e teriam uma chance de recomeçar, caso contrário, bom, apenas teriam uma morte lenta e dolorosa ao se exporem a radiação responsável por matar o nosso planeta.

"O planeta não tinha morrido, tinha apenas caído num sono encantado até que chegasse a hora de receber a humanidade de volta à casa."

Resta saber, será que, depois de trezentos anos, a Terra já está em condições de ser reabitada? Será que os humanos aproveitariam sua nova chance para fazer tudo certo dessa vez? Ou o egoísmo, a ignorância e os segredos que traziam no coração seriam os responsáveis pelo extermínio dos nossos semelhantes?

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

Não existe prazer maior para mim do que ler um livro bem-escrito. Desde que soube do lançamento de The 100 e vi o trailer do seriado baseado no livro, fiquei enlouquecida para ler Os Escolhidos. Ouvi muitos comentarem que o seriado era melhor, o que, sinceramente, não consigo acreditar já que não imagino algo mais perfeito do que esta obra escrita por Kass Morgan.

Impossível pôr em palavras o quanto amei essa distopia. O livro já me conquistou logo nas primeiras páginas. Apesar de ser narrado em terceira pessoa, simplesmente amei a escrita da autora, que abusa das técnicas cada vez mais exploradas por autores que têm se tornado bestsellers: Os capítulos são curtos, intercalados entre os diversos personagens e dentro de cada capítulo a história vai e vem, nos contando detalhes sobre a vida presente, mas nos informando curiosidades sobre o passado dos protagonistas, nos fazendo entender o que aconteceu com cada um na medida em que a trama se desenrola.

O texto é inteligente, tenso e misterioso, prendendo a nossa atenção do início ao fim (e que fim). A escrita de Kass me lembrou muito a de Hugh Howey, autor de Silo. Não é de se estranhar que este livro esteja fazendo tanto sucesso. A autora conseguiu imprimir tamanho realismo aos personagens que foi possível amá-los e odiá-los a cada virada de página, afinal, no fundo, todos têm aspectos dignos de orgulho e de decepção. Kass Morgan retratou perfeitamente a natureza humana, suas falhas, desvios de caráter, mas também a sua nobreza e altruísmo, mostrando que não importa onde estejamos, seja no espaço ou na Terra, nós nunca conseguiremos deixar de ser quem somos e que o recomeço pode ser uma grande de uma utopia.

Além disso, a autora explorou, como em qualquer distopia, o universo ditatorial no qual a sociedade está inserida. No espaço, os sobreviventes foram divididos em três grandes naves: Phoenix, Arcadia e Walden, dando origem a Colônia, que era administrada com punhos fortes pelo Chanceler e seu vice. Tudo era extremamente rígido. Os casais tinham que se candidatar para ter filhos e quando autorizados, não podiam ter mais do que um. Todos os mantimentos eram racionados e qualquer um que violasse a Doutrina Gaia era Confinado, sendo executado depois de fazer dezoito anos, já que o rejulgamento havia perdido seu sentido. Todo esse sistema, à primeira vista, aparenta ser muito drástico e cruel, mas muitas vezes se mostrou necessário para a preservação da raça humana enquanto aguardavam a época em que poderiam voltar para a Terra. O curioso é que muitos sempre desejaram a sua liberdade, e quando a conquistaram, não souberam usufruir, recriando um sistema de opressão que era o único no qual sabiam viver. Pelo visto a humanidade está fadada a esse círculo sem fim.

Foi muito difícil escrever essa resenha. Sempre é quando eu amo um livro, porque gosto de absolutamente todos os aspectos e nunca conseguirei traduzir em palavras os meus sentimentos. Me arriscaria dizer que Kass Morgan, apesar de ter criado um universo futurístico fantástico e interessante, não se ateve a ele como seu foco principal. Assim como Hugh Howey, em Silo, Kass se preocupou em descrever as relações humanas, tão complexas e fundamentais, alertando-nos sobre as nossas próprias escolhas e atitudes. Lembrando que a Terra foi destruída pelas nossas ações sem medida e, num futuro distante, recebemos uma nova chance de povoá-la. Porém, será que nosso egoísmo continuará culminando na nossa desgraça, esteja a gente onde estiver?

Só posso dizer, LEIAM The 100: Os Escolhidos. Quando gosto de um livro quero muito que todos leiam e experimentem todas as experiências, dilemas e sentimentos que vivenciei. Espero que gostem tanto quanto eu. Agora, assim que tiver a oportunidade, quero assistir ao seriado. Alguém aqui já viu?

The 100: Os Escolhidos faz parte de uma série. Por enquanto não há previsão de publicação de Day 21, a continuação.

Resenha originalmente publicada em: http://www.recantodami.com/2014/05/resenha-100-os-escolhidos.html
comentários(0)comente



Zilda Peixoto 27/05/2014

The 100 - Os Escolhidos
Depois um longo período de boas leituras eis que me deparo com uma história insossa e extremamente cansativa. Até o momento The 100 é sem dúvida um dos piores livros que li durante o ano. Muito burburinho se fez por causa desse lançamento e, confesso que não fiz parte da galerinha que aguardava ansiosamente por ele. Não tenho o costume de acompanhar séries de TV e, assim que tomei conhecimento da sua existência cheguei a pensar que talvez fosse uma boa oportunidade de conhecer o livro. Porém, acho que o projeto do livro em si é um equívoco, pois The 100 é aquele tipo de história que funciona somente para as telas da TV, no máximo para o cinema.

A premissa do livro em si é interessante, mas Kass Morgan se perdeu ao longo da narrativa. Por um momento cheguei a pensar que se tratava de uma história pós-apocalíptica, mas com o decorrer da leitura identifiquei pequenos desvios que se perpetuaram ao longo da narrativa. A começar pelo foco principal do livro.

Após uma guerra nuclear a Terra foi devastada e deixou de ser a morada dos humanos que passaram a viver em naves espaciais. Cem jovens considerados delinquentes e um estorvo para a sociedade são escolhidos para retornar a Terra com o intuito de reabitá-la. Dentre os cem escolhidos, quatro histórias se cruzam e passam a fazer parte da novela mexicana de Kass Morgan. Talvez se Kass tivesse focado nos conflitos entre os tripulantes já seria um bom começo, mas não, ela simplesmente esquece o seu propósito e passa a narrar conflitos amorosos de seus protagonistas. Pouco importa se fulano gosta ou não de ciclano quando o objetivo principal é retornar a um planeta que fora devastado.

Outro “câncer” provocado por Kass é a maneira como ela construiu seus personagens. Num primeiro momento esperamos que os delitos cometidos pelos tais delinquentes sejam explicados, ou pelo menos apresentados com clareza e, mais uma vez o que Kass faz? Ela simplesmente lança algumas informações soltas no ar e no espaço para que o leitor tente encontrar algum sentido. Ainda bem que não criei nenhuma expectativa em relação à leitura, pois seria ainda mais difícil de encarar a decepção.

O livro é apenas uma breve introdução. Nele conhecemos a história de quatro personagens que foram escolhidos para retornar à Terra como uma segunda chance, já que todos os jovens que tivessem cometido algum tipo de delito tinham como única opção o julgamento e a morte após completarem seus 18 anos de idade. Pode-se dizer que não era lá uma das melhores opções, já que muitos não acreditariam sobreviver num planeta que fora completamente dizimado.

Como se não bastasse Kass criou seus personagens sem fugir do modelo estereotipado. Clarke é a figura emblemática da mocinha perfeita, inteligente, perspicaz, aquela que busca por justiça e pelos direitos dos outros. Wells é o mocinho, o partido cobiçado por todas as meninas da Colônia. Filho do Chanceler, oficial da Colônia que tem a sua frente um futuro brilhante, mas que decide deixar tudo isso para trás para proteger sua amada dos perigos que a cercam. Oh!!! Wells nem de longe convenceu como figurinha moldada a príncipe encantado das galáxias.

Bellamy é um dos poucos personagens que justificam sua existência na narrativa fazendo jus ao perfil “encrenqueiro sim, mas sou do bem”. Finalizando a trupe da nave temos Glass que também deveria fazer parte do grupo que foi enviado a Terra, mas que por motivos óbvios conseguiu fugir a tempo. É através dos seus relatos que passamos a conhecer melhor os pormenores de se viver dentro da nave. Nesse ínterim, a narrativa segue rumo à total escuridão. Pouca ação, trama rasa, personagens mal desenvolvidos. Ou seja, resquícios de um projeto a ser melhorado a partir dos próximos volumes da série.

O engraçado nisso tudo é que tive uma leve impressão que já tinha “visto” esse mesmo enredo ambientado em algum desses realitys shows da vida, quase que uma mistura de Lost e No Limite. Bizarro, né? Enfim, previsibilidades à parte hei de se seguir adiante.

Vamos acompanhando a história sob a perspectiva dos quatro jovens. Dos 100 escolhidos passamos a entender a razão pelo qual eles se encontram nesta situação e, isso se deve aos inúmeros flashbacks contidos ao longo da narrativa. Aliás, não gostei e achei totalmente inapropriado e cansativo tal recurso. Acredito que bastaria apenas a autora apresentar os personagens cada um a seu tempo, ou ainda que ela os apresentasse separadamente, mas essa coisa de narrar no presente e voltar a todo momento ao passado é como andar dentro de um labirinto. Fora o fato de que alguns personagens ficaram à deriva completamente somente para justificar a existência de outro.

Para um livro do gênero a única coisa que se espera é muita ação, a não ser quando essa falta seja intencional para que no próximo volume da série ela seja inserida dentro do contexto, mas acredito que este não é o caso. Poxa vida! Cem jovens são escolhidos para retornar à Terra sem saber o que os aguarda e na chegada o que acontece? Nada? Um ou dois corpos sem vida? Dãh...
Kass Morgan estava muito mais preocupada em narrar o coração partido dos tripulantes do que relatar a viagem e os perigos em si. Agora, não se sinta desestimulado a ler o livro, pois nos últimos quarenta e cinco segundos da trama Kass dá um "up" e deixando o leitor com cara de paspalho, desejando mais do que tudo por sua continuação. Nessa hora tudo o que eu mais desejei, de verdade foi jogar o livro na primeira fogueira que surgisse a minha frente. Pra quê? Por quê? Kass poderia ter me poupado pelo tempo de leitura desperdiçado.

The 100 tinha tudo para ser um livro interessante, legal, mas deixou a desejar. Depois dessa experiência frustrante nem sei mais se quero assistir a série ou se irei continuar acompanhado a continuação da série nos livros. Acho que prefiro continuar em terra firme e deixar a história de Kass Morgan, literalmente ir para o espaço. Acho que é lá o seu lugar.

site: http://www.cacholaliteraria.com.br/2014/05/resenha-100-os-escolhidos-katt-morgan.html
comentários(0)comente



200 encontrados | exibindo 1 a 16
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |