The 100: Os Escolhidos

The 100: Os Escolhidos Kass Morgan




Resenhas - Os Escolhidos


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Léo 11/04/2014

Bem diferente da série
Meu interesse inicial por The 100 surgiu logo depois de ouvir falar sobre a série, que seria lançada esse ano na nova MTV. Fui buscar mais a respeito da produção e acabei tropeçando no livro, que não fazia ideia da existência. A Galera Record foi super rápida em trazê-lo para o Brasil e ainda me deu a oportunidade de lê-lo antes do lançamento.

Se você, assim como eu, já é fissurado no seriado The 100 e quer ler o livro, esqueça tudo o que já viu na série. A série foi baseada no livro, então é claro que tem algumas semelhanças, mas a maior parte do enredo é nova, o que é super normal quando se trata de adaptação de livros para a TV.

Para quem ainda não conhece, The 100 se passa num futuro pós-apocalíptico. A Terra foi dizimada por uma guerra nuclear e os poucos sobreviventes embarcaram em uma nave para orbitar o planeta até que ele estivesse habitável novamente. Essa nave se subdivide em três estações: Phoenix, Arcadia e Walden. Phoenix representa a Capital, onde vivem as pessoas com melhores condições de vida e que não precisam racionar mantimentos, pois têm tudo de sobra. Arcadia e Walden fazem parte do subúrbio, sofrendo de grande escassez de diversos produtos e usufruindo de água corrente por apenas uma hora por semana.

De acordo com a lei na nave, qualquer crime é punido com execução. Os menores de 18 anos vão para o Confinamento até que atinjam a maioridade. Assim que isso acontece, eles passam por um novo julgamento, podendo ser absolvidos ou finalmente sentenciados à morte

A nave está passando por problemas e não tem muito mais tempo de vida, colocando em risco toda a raça humana. Assim, o Conselho decide enviar 100 jovens delinqüentes para a Terra, numa tentativa de saber se o planeta pode ser habitado novamente. Os 100 já estavam condenados mesmo, talvez assim pudessem ter uma nova chance, já que, se tudo corresse bem, todos os seus crimes seriam perdoados.

The 100 se divide em quatro pontos de vista. Inicialmente somos apresentados à Clarke. Ela era estudante de medicina e foi presa acusada de traição depois de seu namorado, Wells, entregar o projeto secreto de seus pais para o seu próprio pai, o Chanceler. Os pais de Clarke foram executados e a menina, ao tentar defendê-los, foi acusada de ser cúmplice, indo parar no confinamento até seu aniversário.

Wells se arrepende mortalmente do mal que causou a Clarke. Ao saber que ela será enviada na missão para a Terra, o garoto dá um jeito de ser confinado, pois tinha algumas regalias por ser filho do Chanceler, para partir junto com ela e tentar reconquistá-la.

Bellamy já tem 20 anos e não cometeu nenhum crime, mas quer embarcar para a Terra a todo custo. Sua irmã, Octavia, foi presa e estará na missão. A menina é tudo para Bellamy, que está acostumado a protegê-la desde criança. Na nave é preciso pedir autorização para se ter um filho e a mãe de Bellamy conseguiu esconder a gravidez de Octavia até o fim. Porém, quando foram descobertos, as crianças foram enviadas para lares de custódia diferentes em Walden e sua mãe executada. Agora Bellamy tem nas mãos a chance de recuperar sua irmã. O problema é que, para embarcar, ele faz o Chanceler de refém, que acaba baleado, fazendo com que o garoto fique em maus lençóis.

Glass é a melhor amiga de Wells. Demoramos bastante para descobrir o motivo de sua prisão, só sabemos que ela precisou dizer adeus ao namorado cruelmente, para que poupasse sua vida. No meio da confusão causada por Bellamy, Glass consegue escapar da nave que ia para a Terra e vai se encontrar com Luke, seu ex-namorado. O problema é que agora ele está com outra garota e tem um ódio muito grande por ela. Agora Glass tentará refazer sua vida na nave sendo uma fugitiva.

A viagem para a Terra foi muito melhor no livro do que na série. Durante a queda, os passageiros passam por diversos problemas. A nave se parte e vários são arremessados no ar. Quando finalmente pousam, os 100 já foram reduzidos e contavam com vários feridos. Boa parte dos mantimentos foi comprometida, inclusive os remédios, dificultando alguns tratamentos.

Clarke logo assume o papel de médica. Sua melhor amiga, Thalia, está muito machucada e os mantimentos perdidos poderiam salvar sua vida. Bellamy é o caçador. Embora um pouco esquentado, ele mostra conhecer bastante sobre a floresta e é um exímio atirador de flechas. Wells tenta ser o pacificador, mas por ser quem é, perde muito crédito com todos os jovens que seu pai condenou à morte.

Ação é o que não falta em The 100, mas senti que o romance ficou um pouco a desejar. Clarke e Wells tem uma relação conturbada, podemos ver que ela ainda é apaixonada por ele, mas seu ódio afoga o sentimento no seu íntimo. A menina se aproxima bastante de Bellamy durante as buscas pelos mantimentos, iniciando algo que pode se tornar um romance. Sim, o triângulo amoroso está formado.

A escrita de Kass Morgan é excelente. Cada capítulo segue um ponto de vista e a maioria conta com flashbacks dos narradores para compreendermos o porquê de suas ações. A narrativa flui deliciosamente. Tudo bem que o livro é curto, mas só consegui largar depois de virar a última página, que teve um final de matar, digno do piloto da série morram de curiosidade, hahaha.

Os personagens principais foram muito bem desenvolvidos, mas enquanto na série temos vários personagens coadjuvantes, no livro só temos o foco nos principais e em Octavia. Outro que aparece bastante é Graham, um valentão que tenta a todo custo se aproveitar dos outros e só pensa em se dar bem na Terra. Mas só.

Octavia é minha personagem favorita na série, porém no livro é só uma criança. Muito chata às vezes, por sinal. Personagens que brilham na série, como Finn, Jasper e Atom, não aparecem no livro e alguns personagens do livro, como Graham e Glass, não existem na série.

Como disse no início da resenha, sou apaixonado pela série. Se conseguir separar um do outro, você vai amar os dois. Se não, escolha um só, para evitar decepções. Eu recomendo sim o livro, acho que deve ser lido por todos, mas não espere que seja como a série, que ainda é minha favorita.

site: http://www.segredosentreamigas.com.br/2014/04/ta-na-estante-100-204.html
Laís M. 13/04/2014minha estante
Uau! Eu descobri a série por causa do lançamento do livro, mas como estava sem dinheiro e ainda não estava vendendo na minha cidade, comecei a ver o seriado. Assisti os 3 primeiros episódios de uma vez só, já que eram os únicos lançados naquele momento, e me apaixonei! Que pena que não é parecido com o livro, mas isso é de se esperar em quase todas as adaptações para a TV. Adorei a sua resenha, pois explica bem como é a história sem dar 'spoilers'. Continue assim e boas leituras ;)


Anya 16/04/2015minha estante
Meu Deus, como assim sem o Finn? Fiquei toda encantada com a série, e estava toda animada. Meu personagem favorito já era o Finn, agora que comecei a leitura e descobri que o Finn não vai estar lá, fiquei meio perdida! Pelo visto vou amar muito mais a série do que o livro. Mas pelo menos já encontrei alguém que assim como eu é fã da série! rsrs. Ainda estou no começo, mas eu realmente já amei!




Fernanda 13/05/2014

Resenha: Os Escolhidos (The 100)
Resenha: Comecei a assistir a série “The 100”, exibida pela emissora CW, e me surpreendi por ter gostado tanto dos episódios. Confesso que ainda estou com certos receios e que também gostaria de ter lido o livro antes para não ter tantas expectativas. Ainda assim é fato que há muitas diferenças visíveis entre a série e o livro. “Os escolhidos”, publicado pela Galera Record, inspirou a série homônima e apresenta uma distopia muito empolgante, repleta de momentos de tensão e medo.



CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/05/resenha-100-kass-morgan-galerarecord.html
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Zilda Peixoto 27/05/2014

The 100 - Os Escolhidos
Depois um longo período de boas leituras eis que me deparo com uma história insossa e extremamente cansativa. Até o momento The 100 é sem dúvida um dos piores livros que li durante o ano. Muito burburinho se fez por causa desse lançamento e, confesso que não fiz parte da galerinha que aguardava ansiosamente por ele. Não tenho o costume de acompanhar séries de TV e, assim que tomei conhecimento da sua existência cheguei a pensar que talvez fosse uma boa oportunidade de conhecer o livro. Porém, acho que o projeto do livro em si é um equívoco, pois The 100 é aquele tipo de história que funciona somente para as telas da TV, no máximo para o cinema.

A premissa do livro em si é interessante, mas Kass Morgan se perdeu ao longo da narrativa. Por um momento cheguei a pensar que se tratava de uma história pós-apocalíptica, mas com o decorrer da leitura identifiquei pequenos desvios que se perpetuaram ao longo da narrativa. A começar pelo foco principal do livro.

Após uma guerra nuclear a Terra foi devastada e deixou de ser a morada dos humanos que passaram a viver em naves espaciais. Cem jovens considerados delinquentes e um estorvo para a sociedade são escolhidos para retornar a Terra com o intuito de reabitá-la. Dentre os cem escolhidos, quatro histórias se cruzam e passam a fazer parte da novela mexicana de Kass Morgan. Talvez se Kass tivesse focado nos conflitos entre os tripulantes já seria um bom começo, mas não, ela simplesmente esquece o seu propósito e passa a narrar conflitos amorosos de seus protagonistas. Pouco importa se fulano gosta ou não de ciclano quando o objetivo principal é retornar a um planeta que fora devastado.

Outro “câncer” provocado por Kass é a maneira como ela construiu seus personagens. Num primeiro momento esperamos que os delitos cometidos pelos tais delinquentes sejam explicados, ou pelo menos apresentados com clareza e, mais uma vez o que Kass faz? Ela simplesmente lança algumas informações soltas no ar e no espaço para que o leitor tente encontrar algum sentido. Ainda bem que não criei nenhuma expectativa em relação à leitura, pois seria ainda mais difícil de encarar a decepção.

O livro é apenas uma breve introdução. Nele conhecemos a história de quatro personagens que foram escolhidos para retornar à Terra como uma segunda chance, já que todos os jovens que tivessem cometido algum tipo de delito tinham como única opção o julgamento e a morte após completarem seus 18 anos de idade. Pode-se dizer que não era lá uma das melhores opções, já que muitos não acreditariam sobreviver num planeta que fora completamente dizimado.

Como se não bastasse Kass criou seus personagens sem fugir do modelo estereotipado. Clarke é a figura emblemática da mocinha perfeita, inteligente, perspicaz, aquela que busca por justiça e pelos direitos dos outros. Wells é o mocinho, o partido cobiçado por todas as meninas da Colônia. Filho do Chanceler, oficial da Colônia que tem a sua frente um futuro brilhante, mas que decide deixar tudo isso para trás para proteger sua amada dos perigos que a cercam. Oh!!! Wells nem de longe convenceu como figurinha moldada a príncipe encantado das galáxias.

Bellamy é um dos poucos personagens que justificam sua existência na narrativa fazendo jus ao perfil “encrenqueiro sim, mas sou do bem”. Finalizando a trupe da nave temos Glass que também deveria fazer parte do grupo que foi enviado a Terra, mas que por motivos óbvios conseguiu fugir a tempo. É através dos seus relatos que passamos a conhecer melhor os pormenores de se viver dentro da nave. Nesse ínterim, a narrativa segue rumo à total escuridão. Pouca ação, trama rasa, personagens mal desenvolvidos. Ou seja, resquícios de um projeto a ser melhorado a partir dos próximos volumes da série.

O engraçado nisso tudo é que tive uma leve impressão que já tinha “visto” esse mesmo enredo ambientado em algum desses realitys shows da vida, quase que uma mistura de Lost e No Limite. Bizarro, né? Enfim, previsibilidades à parte hei de se seguir adiante.

Vamos acompanhando a história sob a perspectiva dos quatro jovens. Dos 100 escolhidos passamos a entender a razão pelo qual eles se encontram nesta situação e, isso se deve aos inúmeros flashbacks contidos ao longo da narrativa. Aliás, não gostei e achei totalmente inapropriado e cansativo tal recurso. Acredito que bastaria apenas a autora apresentar os personagens cada um a seu tempo, ou ainda que ela os apresentasse separadamente, mas essa coisa de narrar no presente e voltar a todo momento ao passado é como andar dentro de um labirinto. Fora o fato de que alguns personagens ficaram à deriva completamente somente para justificar a existência de outro.

Para um livro do gênero a única coisa que se espera é muita ação, a não ser quando essa falta seja intencional para que no próximo volume da série ela seja inserida dentro do contexto, mas acredito que este não é o caso. Poxa vida! Cem jovens são escolhidos para retornar à Terra sem saber o que os aguarda e na chegada o que acontece? Nada? Um ou dois corpos sem vida? Dãh...
Kass Morgan estava muito mais preocupada em narrar o coração partido dos tripulantes do que relatar a viagem e os perigos em si. Agora, não se sinta desestimulado a ler o livro, pois nos últimos quarenta e cinco segundos da trama Kass dá um "up" e deixando o leitor com cara de paspalho, desejando mais do que tudo por sua continuação. Nessa hora tudo o que eu mais desejei, de verdade foi jogar o livro na primeira fogueira que surgisse a minha frente. Pra quê? Por quê? Kass poderia ter me poupado pelo tempo de leitura desperdiçado.

The 100 tinha tudo para ser um livro interessante, legal, mas deixou a desejar. Depois dessa experiência frustrante nem sei mais se quero assistir a série ou se irei continuar acompanhado a continuação da série nos livros. Acho que prefiro continuar em terra firme e deixar a história de Kass Morgan, literalmente ir para o espaço. Acho que é lá o seu lugar.

site: http://www.cacholaliteraria.com.br/2014/05/resenha-100-os-escolhidos-katt-morgan.html
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MiCandeloro 24/05/2014

Leitura completamente viciante!
Clarke estava prestes a completar dezoito anos e sabia que suas chances de ser perdoada eram nulas, portanto, sua execução nunca esteve tão próxima. Durante os meses em que esteve no Confinamento nunca teve paz. Ainda chorava pela morte trágica dos pais e cultivava um ódio sem tamanho por aquele que foi responsável por toda a desgraça que atingiu a sua família. Mas a sua sorte, ou azar, iria mudar. Clarke foi uma das prisioneiras designadas a participar de uma missão suicida com destino à Terra.

"Hoje tinha que ser seu aniversário de 18 anos, e o único presente esperando por Clarke era uma seringa que paralisaria seus músculos até que seu coração parasse de bater. Depois disso, seu corpo sem vida seria lançado no espaço, como era o costume da Colônia, deixado para vagar infinitamente pela galáxia."

Ao ingressar no módulo de transporte, Clarke se deparou com outros 99 prisioneiros, todos devidamente paramentados com um bracelete de metal. O transmissor vital acompanharia a respiração e a composição de sangue de cada um, recolhendo todo tipo de informação relevante para que fosse possível saber se já estava na hora dos humanos recolonizarem a Terra. Não bastasse que todos já estivessem condenados a uma provável morte, também haviam se tornado cobaias de um experimento cruel.

"- Vocês receberam uma oportunidade sem precedentes de deixar o passado para trás - dizia o Chanceler. - A missão em que vocês estão prestes a embarcar é perigosa, mas sua bravura será recompensada. Se vocês tiverem sucesso, suas infrações serão perdoadas e vocês serão capazes de começar novas vidas na Terra."

Mal sabia Clarke que entre os tripulantes estava Wells, o filho do Chanceler Jahi, seu ex-namorado e ex-grande amor. O que poderia ter feito o filho de um governante para estar naquela missão? Para Wells não importava se a Terra continuava tóxica depois do Cataclismo, se eles iriam morrer assim que aspirassem a primeira lufada de ar. Ele só queria estar onde Clarke estivesse e faria de tudo para mantê-la em segurança.

Do mesmo modo pensava Bellamy, um jovem que teve que aprender desde cedo a sobreviver. Octavia, sua irmã mais nova, havia sido presa em circunstâncias duvidosas e, desde que Bellamy soube que ela era uma das prisioneiras que estava rumando à Terra, não pensou duas vezes em segui-la. Bellamy nunca mediu esforços pelo bem-estar de Octavia e não seria uma viagem interestelar que o faria desistir agora.

"Durante os primeiros dez minutos, os prisioneiros estavam muito agitados por causa do tiroteio para perceber que estavam flutuando pelo espaço, os únicos humanos a sair da Colônia em quase trezentos anos."

Glass não suportava a ideia de talvez morrer sem ver Luke pela última vez, explicar o porquê do seu sumiço e lhe pedir perdão. Aproveitando a confusão gerada por Bellamy na hora do embarque, Glass conseguiu fugir, escondendo-se num duto de ventilação. Quando bateu na porta de Luke quase desfaleceu ao perceber que o amor da sua vida havia seguido em frente. De que valia continuar vivendo sem estar ao lado de quem se ama?

O destino desses e de outros jovens foi selado. Se a missão fosse bem-sucedida, seriam todos perdoados e teriam uma chance de recomeçar, caso contrário, bom, apenas teriam uma morte lenta e dolorosa ao se exporem a radiação responsável por matar o nosso planeta.

"O planeta não tinha morrido, tinha apenas caído num sono encantado até que chegasse a hora de receber a humanidade de volta à casa."

Resta saber, será que, depois de trezentos anos, a Terra já está em condições de ser reabitada? Será que os humanos aproveitariam sua nova chance para fazer tudo certo dessa vez? Ou o egoísmo, a ignorância e os segredos que traziam no coração seriam os responsáveis pelo extermínio dos nossos semelhantes?

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

Não existe prazer maior para mim do que ler um livro bem-escrito. Desde que soube do lançamento de The 100 e vi o trailer do seriado baseado no livro, fiquei enlouquecida para ler Os Escolhidos. Ouvi muitos comentarem que o seriado era melhor, o que, sinceramente, não consigo acreditar já que não imagino algo mais perfeito do que esta obra escrita por Kass Morgan.

Impossível pôr em palavras o quanto amei essa distopia. O livro já me conquistou logo nas primeiras páginas. Apesar de ser narrado em terceira pessoa, simplesmente amei a escrita da autora, que abusa das técnicas cada vez mais exploradas por autores que têm se tornado bestsellers: Os capítulos são curtos, intercalados entre os diversos personagens e dentro de cada capítulo a história vai e vem, nos contando detalhes sobre a vida presente, mas nos informando curiosidades sobre o passado dos protagonistas, nos fazendo entender o que aconteceu com cada um na medida em que a trama se desenrola.

O texto é inteligente, tenso e misterioso, prendendo a nossa atenção do início ao fim (e que fim). A escrita de Kass me lembrou muito a de Hugh Howey, autor de Silo. Não é de se estranhar que este livro esteja fazendo tanto sucesso. A autora conseguiu imprimir tamanho realismo aos personagens que foi possível amá-los e odiá-los a cada virada de página, afinal, no fundo, todos têm aspectos dignos de orgulho e de decepção. Kass Morgan retratou perfeitamente a natureza humana, suas falhas, desvios de caráter, mas também a sua nobreza e altruísmo, mostrando que não importa onde estejamos, seja no espaço ou na Terra, nós nunca conseguiremos deixar de ser quem somos e que o recomeço pode ser uma grande de uma utopia.

Além disso, a autora explorou, como em qualquer distopia, o universo ditatorial no qual a sociedade está inserida. No espaço, os sobreviventes foram divididos em três grandes naves: Phoenix, Arcadia e Walden, dando origem a Colônia, que era administrada com punhos fortes pelo Chanceler e seu vice. Tudo era extremamente rígido. Os casais tinham que se candidatar para ter filhos e quando autorizados, não podiam ter mais do que um. Todos os mantimentos eram racionados e qualquer um que violasse a Doutrina Gaia era Confinado, sendo executado depois de fazer dezoito anos, já que o rejulgamento havia perdido seu sentido. Todo esse sistema, à primeira vista, aparenta ser muito drástico e cruel, mas muitas vezes se mostrou necessário para a preservação da raça humana enquanto aguardavam a época em que poderiam voltar para a Terra. O curioso é que muitos sempre desejaram a sua liberdade, e quando a conquistaram, não souberam usufruir, recriando um sistema de opressão que era o único no qual sabiam viver. Pelo visto a humanidade está fadada a esse círculo sem fim.

Foi muito difícil escrever essa resenha. Sempre é quando eu amo um livro, porque gosto de absolutamente todos os aspectos e nunca conseguirei traduzir em palavras os meus sentimentos. Me arriscaria dizer que Kass Morgan, apesar de ter criado um universo futurístico fantástico e interessante, não se ateve a ele como seu foco principal. Assim como Hugh Howey, em Silo, Kass se preocupou em descrever as relações humanas, tão complexas e fundamentais, alertando-nos sobre as nossas próprias escolhas e atitudes. Lembrando que a Terra foi destruída pelas nossas ações sem medida e, num futuro distante, recebemos uma nova chance de povoá-la. Porém, será que nosso egoísmo continuará culminando na nossa desgraça, esteja a gente onde estiver?

Só posso dizer, LEIAM The 100: Os Escolhidos. Quando gosto de um livro quero muito que todos leiam e experimentem todas as experiências, dilemas e sentimentos que vivenciei. Espero que gostem tanto quanto eu. Agora, assim que tiver a oportunidade, quero assistir ao seriado. Alguém aqui já viu?

The 100: Os Escolhidos faz parte de uma série. Por enquanto não há previsão de publicação de Day 21, a continuação.

Resenha originalmente publicada em: http://www.recantodami.com/2014/05/resenha-100-os-escolhidos.html
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Chrys 13/04/2014

Uma distopia realista demais!
The 100 - Os escolhidos me ganhou pela premissa, por ser distopia, por ser uma história pós cataclísmica e por falar em esperança e renovação. Eu estava histérica pelo livro, a Giulia sabe bem disso, rs. Ele me surpreendeu e me decepcionou, trouxe elementos que a série não abordou e personagens que amei. Conheçam essa nova história de sucesso.
"Bellamy abriu os olhos. Ele estava sendo ridículo, sabia disso. A chuva era apenas água, e não existia essa história de começar do zero. Esse era o problema dos segredos - você tinha que carregá-los consigo para sempre, independentemente do custo." pág 207
A Narrativa é em 3ª pessoa, porém, focando em 4 personagens diferentes, com os capítulos intercalados entre eles (Clarke, Wells, Bellamy e Glass) e onde se passam fatos atuais e do passado, explicando exatamente como cada um deles chegou onde está!

A Terra foi devastada com a guerra nuclear, alguns sobreviventes tiveram que se refugiar no espaço, vivendo em plataformas espaciais. Agora, séculos depois, a situação dos sobreviventes é crítica, a plataforma está passando por restrição de oxigênio e suprimentos e não haverá salvação para eles se não diminuírem a população. A solução encontrada pelo Chanceler é antecipar o envio de humanos à Terra, encaminhando 100 de seus deliquentes juvenis mesmo sem saber se todos os efeitos radiativos cessaram.

Clarke, uma aprendiz de médica cujos pais foram executados por força da nova lei, foi confinada por traição. Wells é filho do Conselheiro e cometeu um crime para ser enviado à Terra e proteger o amor da sua vida, mas o que os superiores não imaginam é que a verdade é muito pior; Bellamy também deu um jeito de fazer a viagem, ele é o único sobrevivente que tinha uma irmã e ela estava sendo enviada à Terra. Ele criou um caos atirando no Chanceler e partiu com os demais; Glass não poderia ir e deixar Luke para trás depois de tudo que passou para protegê-lo das leis. Em meio ao caos criado por Bellamy ela consegue fugir da nave.

Clarke, Bellamy e Wells nos mostram o que encontram na Terra após o evento apocalíptico, com feridos e sem remédios, com fome e poucos suprimentos, com medo e pouca informação do planeta em que foram arremessados, nossos personagens precisam reaprender a sobreviver aqui. Glass, por sua vez, nos proporciona a visão de quem ficou nas espaçonaves e em como também tentam sobreviver com a escassez dos recursos e a solução drástica que tomam em virtude disso.

The 100 me surpreendeu com as histórias individuais de cada personagem, me surpreendi e me indignei com o que Wells fez para conseguir vir pra Terra, me emocionei com a história única de Bellamy e sua irmã Octavia, AMEI Glass, sua força e sua história de vida com Luke, mas achei Clarke muito fraca e inconstante.

Me decepcionei com o fato de 100 jovens confinados há anos por cometerem crimes, chegarem ao planeta Terra e continuarem agrupados e se sujeitando à alguns enviados sem explorar a imensidão e beleza que encontraram!!!! Como pode isso produção???

O livro focou muito mais no passado de cada um deles que no presente e na experiência única que estavam vivendo. Mas ao mesmo tempo, exatamente isso me surpreendeu, os passados são ricos, motivados e interessantes a ponto de você querer saber mais e nem perceber que, no caso, o Homem não pisa na Terra por quase 300 anos. Contraditório ou perfeito? Tirem suas próprias conclusões!!!

Eu amei os capítulos da Glass pois ao contrário da escassez de informação da terra, conseguiu mostrar muito bem como era a vida nas espaçonaves, e toda essa reorganização e adaptação me deixou encantada e em alguns momentos irritada com o fato de que nem após todo esse evento devastador a natureza humana muda, continuamos a fazer diferenciação por escala social e a ver muitas pessoas morrerem em detrimento de outras poucas!

Uma distopia real, tanto no que acontece no espaço como na Terra, que envolve caráter, interesses pessoais, política e colonização. Com um olhar nada superficial você consegue ainda, alguns temas políticos e filosóficos para pensar.

Eu não tinha conhecimento de que se tratava de uma série de livros, pois não achei essa informação na internet, apenas o Goodreads faz menção a um livro #2 e o final inacabado que nos levam a essa conclusão! E dei graças, pois tem taaanta coisa pra ser abordada que um livro só ficaria evasivo por demais!!! A narrativa é fluida e os capítulos intercalados te fazem avançar constantemente, jogada de gênio!

Quanto à série inspirada no livro??? Assisti a 3 episódios e posso dizer que embora tenha muitos elementos trazidos pelo livro, é muito, mas muito diferente! Fiquei triste por a série não trazer Glass e sua história maravilhosa. A série é ágil e inova, ambos são bons desde que você não se prenda ao fato de ser uma série baseada em livro, trate-os de forma independente e não se decepcionará com nenhum! rs

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Ale 23/06/2014

Vou ser sincera... eu prefiro a série de TV. Talvez por ter assistido primeiro do que li. Porém sento falta do Finn no livro.

Uma história envolvente sim, mas faltou sal! hahaha
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LUA 17/12/2014

Comparações!
Essa resenha é comparativa então não vou me deter a contar a história com detalhes para vocês até porque tanto as sinopses do livro quanto da série são bastante explicativas.
Há 97 anos atrás a Terra sofreu uma guerra nuclear e os habitantes que sobraram foram obrigados a migrar para estações espaciais em torno da Terra. Agora elas começam a apresentar problemas, principalmente com relação a transformação do gás carbônico em oxigênio e a única solução é mandar uma "equipe" exploratória de volta ao planeta para testar os níveis de radiação e ver se é possível que o planeta seja rê-habitado pela espécie humana.
Essa equipe é formada por 100 "delinquentes" que cometeram algum crime e colocaram com isso a preservação da vida nas estações espaciais em risco.
E as diferenças começam já aqui:
No livro, a estação espacial é divida em 3 partes (esqueçam a palavra nave da sinopse..) Phenix, Arcadia e Waden que são setorizadas por diferenças de classes: Os "ricos" ou influentes em Waden e os "pobres" e com menos recursos em Phenix e Arcadia.Já na série, elas fazem um conjunto só chamado "A Arca" dividido por apenas setores, sem a questão das classes.


Com relação aos personagens também há diferenças:
O livro é narrado por cinco personagens principais:
Clarke, filha dos pesquisadores/médicos que estão testando níveis de radiação em humanos prevendo já a escassez de recursos que atingirá a estação espacial, e por isso executados. Clark que faz residência médica e descobre o segredo dos pais e por isso é apontada como cúmplice dos pais e confinada.
Wells, filho do embaixador Jaha ( uma espécie de comandante/presidente) apaixonado por Clarke que comete um crime quando descobre que a amada será enviada a Terra.
Octávia cujo único crime foi nascer, já que não era permitido ter irmãos, para evitar a superlotação populacional.
Bellamy, irmão de Octávia que jurou protegê-la e que para vir para a Terra comete um crime as vésperas da partida da nave.
Glass, amiga de Clarke e também confinada, que no último momento consegue fugir e ir de encontro ao seu amor Luke. É pelos olhos de Glass que ficamos sabendo da situação da estação espacial.
Os capítulos são dividos pelos personagens e não há numeração. Sabemos logo quem é o narrador pois o nome dele está estampado como título do capítulo.
Os capítulos também são divididos em situação atual e flashbacks que mostram como cada personagem chegou àquele momento.
Já na série:


Além de Clarke, Wells, Octávia e Bellamy há outros personagens principais como a mãe de Clarke (mas...ela não morreu??? sim no livro, não na série, mas na série tem morte de personagem principal!!! - Juro que não entendi, mas enfim!) Finn,( na verdade o Bellamy do livro é uma mistura do Bellamy encrenqueiro e medroso dá série com o Finn, herói e de respostas ácidas, o verdadeiro "cowboy do espaço", )Também não temos o fofo e "nerd" Jasper, nem a mecânica durona Raven.
Ainda sobre os personagens, mais uma gritante diferença!!
Enquanto no livro eles são todos menores que estavam em confinamento aguardando um rejulgamento,(que na verdade não existe, mas é proibido matar menores de idade, então é necessário que eles façam pelo menos 18 anos) na série eles são mais velhos (sim não ia adiantar dizer que esses atores eram adolescentes, né?). A coisa só não fica mais esquisita porque o livro não traz descrição física então os personagens da série puderam ficar livres no quesito aparência.
Tenso né??? Calma, Clarke, ainda tem mais...



Na chegada a Terra é que realmente as diferenças começam a aparecer:
Já dizia Comte que, no Estado da Natureza o homem é o lobo do próprio homem.
Sob essa filosofia é que a relação entre os nossos "exploradores" começam a se pautar em vida livre. Já não bastam as dificuldades de estarem em um lugar inóspito, eles ainda começam a dificultar a convivência entre eles.
No livro, quase como regra de toda distopia, isso acontece muito por conta da diferença social entre as colônias.
Na série, isso toma uma proporção muito maior, os conflitos emergem com relação a liderança e a formação de regras de uma nova sociedade, onde a pena pode ser até a morte.
Aliás, há uma brincadeira sobre a série ela começa THE 100 e terminará THE ONE!!!!!! (para descontrair).
Mas talvez, a diferença mais gritante entre o livro e a série é que eventos que só acontecem na última, sim, na última página do livro, já aparecem no terceiro capítulo da série.
A impressão que tive é que a série é um grande spoiler. E deve ser mesmo já que a própria autora do livro faz parte da equipe de redação da série.
Existem mais diferenças? Sim, mas essas são as principais. Com isso eu posso dizer que a série abarca todo o livro I em apenas três ou quatro capítulos da primeira temporada e o restante é uma outra história.
Normalmente, diferenças de adaptações não me incomodam. É lógico, que sempre queremos que a imagem siga a risca o livro, mas ao mesmo tempo sabemos que a diferença de mídia já não permite isso, além do que a melhor coisa de um livro é a possibilidade de imaginar, e a filmagem nunca será como as cenas que "você visualiza" quando mergulha no livro. Porém nessa série tudo é muito, muito diferente do livro que eu não sei se aconselho as pessoas acompanharem os dois...
Na dúvida, vou deixar as minhas sugestões:
Leia o livro se : você gosta mais de conhecer os pensamentos dos personagens, se você gosta de um ritmo mais lento de desenvolvimento e se em uma distopia a questão do relacionamento social é muito importante para você além do foco principal ser um romance.
Veja a série se: Você gosta de ação, de suspense (eu confesso, que gritei em algumas cenas) e de uma fotografia impressionante e está disposto a perdoar alguns erros de continuidade de enredo, que estão explicados no livro, mas que foram cortados da série.Aqui o romance é apenas adicional.
Se não conseguir se decidir, faça como eu: Fique ansiosamente aguardando o lançamento do Livro II, Day 21, aqui no Brasil (lançou lá fora em Setembro) e conte as horas para a segunda temporada da série que estréia hoje!!!!!!! Sim dia 22, mais uma diferença.!!!

site: www.blogmundodetinta.blogspot.com
Amanda 17/12/2014minha estante
aumentando minha lista de desejados.rs
adorei a resenha


LUA 17/12/2014minha estante
Que bom Amanda, obrigada.
O livro é bom, mas a série é demais!!!!!
Lá no blog a resenha tem fotos e quotes,que aqui não entram.Quando der passa por lá.
beijinhos




Nanda 20/06/2014

Decepcionante
Um dos motivos por ter me animado para ler The 100 – Os Escolhidos foi a série lançada pela MTV. Ainda não comecei a assistir o seriado porque quis ler antes para comparar (sempre assim), mas se a série seguir o mesmo ritmo do livro sinto que vou me decepcionar. Acho que grande parte de eu não ter gostado da história é porque fui com muita sede ao pote e ele estava meio que vazio, sabe?

The 100 – Os Escolhidos se passa num mundo pós-apocalíptico (alguns podem dizer que é distopia, mas eu não vi absolutamente nada de distopia na história). Depois que ocorreu uma guerra nuclear na Terra, os sobreviventes se mudaram para uma nave espacial (Arca) vivendo numa espécie de colônia dividia em três partes: Phoenix, onde era a parte “rica” dos sobreviventes e as outras duas eu entendi que eram as partes “pobres”: Walden e Arcadia. O livro começa com o envio de cem delinquentes juvenis para a Terra a fim de descobrir se ela já pode ser habitada.

A primeira incoerência que encontrei no livro foi a chegada deles a Terra, apenas 300 anos após a guerra, era de se esperar que um mundo que sofreu uma guerra nuclear estivesse completamente devastado, mas não, a Terra estava lá linda e fresca, pronta para ser habitada novamente (oi?).

O que mais me incomodou no livro foi a divisão dos capítulos entre quatro personagens: Clarke, Wells, Glass e Bellamy.
Pausa dramática
Demorei quase que o capítulo inteiro para descobrir que Bellamy era homem.
Fim da pausa dramática

Não só a divisão dos capítulos entre os personagens me incomodou, mas a personalidade deles próprios (ou de quase todos, até gostei da Glass), Clarke foi apresentada de início como uma órfã que deveria ser durona, mas na primeira dificuldade só me faltou a garota andar em círculos feito um peru tonto. Wells, ah Wells, filho do Chanceler (a pessoa que comanda a nave, meio que um presidente), ele tinha a faca e o queijo na mão para ser o “herói” da história, que arrisca tudo para ir junto com a garota que ama. Mas não, ele conseguiu ser um personagem mais temperamental e fazendo mais mimimi que eu durante a TPM.

Bellamy era um garoto de Walden, completamente desconhecido, mas que arranjou uma forma de embarcar no módulo de transporte a Terra para acompanhar sua irmã mais nova, Octavia. Meu problema com Bellamy foi: ele é muito ingênuo e tenta agir como um galo de briga. Sério, não dá. E por fim temos Glass, de longe a com o gancho de história mais misterioso, porque a cada cinco frases pelo menos uma era “mas ele não sabe o que eu fiz”. Até aí tudo bem, mas no meio dessa bagunça toda, eles me criaram um triângulo amoroso entre Clarke/Wells/Bellamy, que eu não faço ideia de onde surgiu e eu fiquei: hã?????.

O problema maior, porém, foram as milhões de pontas soltas e caminhos que a autora não soube aproveitar, ou desenvolver. A tentativa dela de criar um suspense com todos os momentos Demi Lovato você não sabe o que eu passei foi falha, a adaptação dos personagens a Terra foi falha, praticamente tudo foi falho. Uma das poucas partes em que Kass foi feliz foi nos flashbacks, ela soube inserir cada memória do passado no momento certo e correlacionar na história presente. Pena que não foi o suficiente para salvar o livro. Outra parte feliz foi com Glass, que conseguiu se “salvar” de ser enviada a Terra, o que eu penso que foi a forma da autora mostrar o que acontecia na Arca.

Enfim, The 100 – Os Escolhidos tinha tudo para ser uma das melhores leituras do ano, e acabou entrando no hall das piores. Foram muitas oportunidades de deixar a história mais crível jogadas fora, muitas incoerências que não posso citar porque seriam um baita spoiler, além das muitas pontas soltas que ela deixou para o próximo livro. Até concordo em deixar uma parte da história de fora para ser desenvolvida depois, mas a autora deixou praticamente tudo para depois.

site: http://www.entrelinhascasuais.com/2014/06/resenha-os-escolhidos-100-1-kass-morgan.html
jessica 12/07/2014minha estante
a série the 100 é da cw!




luizcyber 09/12/2014

The 100
Escrito pela autora Kass Morgan, "The 100", é o exemplo da ideia boa que quando mal executada se torna ruim. O livro é uma distopia que se passa num futuro pós-apocalíptico onde uma guerra nuclear devastou o planeta, tornando-o inabitável, e obrigando os poucos sobreviventes a se refugiaram em estações espaciais (Arcadia, Walden e Phoenix). Mesmo com leis rígidas, como controle de natalidade e pena de morte para a maioria dos crimes, os recursos das estações começam a ficar escassos e cem jovens deliquentes são enviados para a Terra numa expedição de reconhecimento das condições do planeta.
A narrativa é feita em 3ª pessoa de acordo com o ponto de vista de quatro jovens – Clarke, Wells, Bellamy e Glass. A autora alternou os narradores em capítulos contando fatos presentes e usando flashbacks para mostrar um pouco do passado de cada um, e, é aqui que a boa ideia começa a se perder. Com tanto material a ser explorado nesse contexto distópico, a narrativa focou muito no romance (incluindo um "triângulo amoroso"). O recurso dos flashbaks até ajudam no suspense e criam "ganchos" para capítulos seguintes, mas se tornam cansativos e deixam a narrativa arrastada.
A prova de que a ideia é boa está no excelente roteiro adaptado para série "The 100" da The CW (a primeira temporada terminou de forma espetacular). Apesar de poder decepcionar alguns leitores, principalmente os que assistiram a série, o "cliffhanger" no final do livro, talvez o grande “truque” da Kass, deixa grande expectativa para a continuação: "Day 21" (com lançamento previsto aqui no Brasil para o início de 2015).

site: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=851235024897615&l=5b170b3591
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Bea 30/05/2016

The 100- Os Escolhidos
Comentário: Não sei se esse livro é uma trilogia ou uma série,esse livro é uma distopia, confesso que demorei um pouquinho para concluir a leitura de Os Escolhidos. Mas a história é muito boa e emocionante, o final pede realmente um segundo livro urgente!!

Vamos ao que interessa, resenha: The 100 é narrado em primeira pessoa por quatro jovens, sim isso ficou estranho vou explicar melhor. Em cada capítulo um desses quatro adolescentes narra o que acontece a sua volta, no seu ponto de vista. O nome desses adolescentes são: Clarke, Wells, Bellamy e Glass. Cada um com um papel diferente e um modo de viver diferente, mas suas vidas acabam se conectando de algumas maneiras.
Bem, esse livro trata-se de uma distopia onde a civilização da Terra (ou seja, nós) causou o que seria uma Terceira Guerra Mundial, onde o oxigênio e tudo mais no nosso planeta tenha ficado tóxico com a radiação recebida pelas explosões nucleares. Algumas pessoas conseguiram fugir em uma nave projetada para esse acontecimento, ela é divida em três classes; classe baixa, classe média e a classe alta. Essa nave fica agora no espaço a milhares de quilômetros do nosso planeta.
Uma das regras agora é que qualquer um pode ser preso independente de sua idade, se você tiver menos de 18 anos é claro. Se algum adulto cometer qualquer delito ele é executado; executado assim: você recebe um "veneno" no braço e morre, fim. Pois bem, se você for preso antes de completar dezoito anos você será julgado e provavelmente terá uma segunda chance de viver ou será morto ao completar a maioridade. Clarke é um dos prisioneiros e antes de completar dezoito anos é informada de que irá em uma missão de recolonização da Terra com mais 99 outros prisioneiros. O único problema é que ninguém sabe se a Terra já está apropriada para seus antigos moradores, pensando bem: ou eles terão uma segunda chance de recomeçar a sua vida, agora na Terra, ou irão morrer.
Cada um desses quatro adolescentes tem os seus segredos (assim como os outros adolescentes), os quais fizeram com que fossem presos.

Comentário: O bom desse livro é que deixa você curioso para saber quais são as coisas que os personagens escondem uns dos outros; algumas coisas não me surpreenderam muito e acho que foi isso que influenciou na demora da leitura mas estou um tanto curiosa para saber o que aconteceu com os personagens mais para o final do livro.
Na minha estante do Skoob dei quatro estrelinhas para esse livro, mas não o favoritei.

site: http://labirintosecretodepalavras.blogspot.com.br/2015/07/the-100-os-escolhidos.html
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gleicepcouto 11/06/2014

Só depois que solicitei Os Escolhidos, da escritora Kass Morgan, para a editora (Galera), que vi que as opiniões estavam bem extremistas. Algumas pessoas amaram o livro e outras odiaram. Particularmente, peguei o livro para ler, sem levar nada disso em consideração. Havia gostado da sinopse e não tinha assistido à série de TV (que passa no canal CW). Algo do tipo "vamos ver coé".

E gostei, sabia? Achei bonzinho. Algumas coisas funcionam, outras nem tanto. Mas todo momento enquanto lia tentei levar em consideração o público alvo do livro. E bem, acho que dá para a garotada curtir bastante. Os Escolhidos é um livro despretensioso. Aborda ficção científica, quer dizer, ela faz uma participação especial, pois o foco mesmo é o romance. Sessão da tarde.

A história é contada alternando quatro pontos de vista e todos em terceira pessoa - o que facilita a autora na hora de criar as vozes. Provavelmente, ia se embananar se os quatro pdv's fossem em primeira pessoa (é difícil, gente, não tô subestimando Morgan, não). O bacana desses pontos de vista é a possibilidade de ter uma visão mais geral da história, mas também com certa proximidade das personagens.

"Bellamy abriu os olhos. Ele estava sendo ridículo, sabia disso. A chuva era apenas água, e não existia essa história de começar do zero. Esse era o problema dos segredos - você tinha que carregá-los consigo para sempre, independentemente do custo."

Confesso que gostaria mais se Kass tivesse focado no sci-fi pós-apocalíptico do que nos hormônios adolescentes. Isso acabou fazendo com que ficasse a impressão de que sua trama não se segura por si só, que não é forte o suficiente sem os interesses amorosos. O que é bem esquisito, não? Tentar sobreviver em um planeta desconhecido, com cem delinquentes, devia ficar em primeiro plano. Só acho.

Foco, Gleice. Foco. O público.

De toda forma, acho que tratou de forma satisfatória os dilemas sentimentais/existenciais dos jovens. Não achei as personagens mimizentas, nem nada do tipo. Possuem motivações coerentes (se bem que a do Wells é muito exagerada...) e conflitos válidos, apesar destes serem revolvidos com muita rapidez. A autora praticamente apresenta o problema e, no máximo daqui dois capítulos, já dá a solução. Assim fica fácil, rs.

Voltando a falar sobre a narrativa de Kass, uma coisa me incomodou. Os flashbacks. Todo capítulo tinha um, o que quebrava por demais a velocidade da narrativa. Entendo que ela queria utilizar esse artifício para trabalhar com os suspenses, mas há outras formas para isso, sem comprometer o ritmo da história.

Em todo caso, como já dito, gostei de Os Escolhidos. Não pedi muito do livro e ele me ofereceu tudo o que tinha de si. Tentou me entreter e conseguiu. Li rapidinho, e me fez querer ler a continuação (Day 21, previsão de lançamento para 16 de setembro lá fora). Se fez isso comigo que nem sou o target dele, imagine o que fará com quem seja. Tá bom.

Kass Morgan é norte-americana, graduada em Inglês e História, além de ter feito mestrado em Literatura do Século XIX em Oxford. Ela trabalha como editora de livros para jovens. Os Escolhidos é o seu primeiro livro .

site: http://murmuriospessoais.com/resenha-os-escolhidos-kass-morgan/
Mila 15/07/2014minha estante
Concordo com quase tudo que você apontou em sua resenha, exceto que gostei dos flashbacks, pois eles meio que ligaram uma história na outra. Mas sobre o público alvo ser o juvenil e ela focar nos romances eu não entendo o porque, afinal, eu tenho quinze anos e tive a mesma opinião que você, que ela poderia ter explorado muito mais esse livro, entrando de cabeça no mundo distópico e na ação ao invés dos romances - que, sério, foram tão rápidos e óbvios que mal liguei. Talvez algumas autoras simplesmente achem que um livro adolescente é obrigado a ter romance e, que ele seja o principal foco.




Nina @vicioseliteratura 05/02/2016

A mais de 300 anos no espaço...
A mais de 300 anos no espaço, a Colônia tem servido de moradia para três gerações de pessoas. Com o passar do tempo, naturalmente, a população aumentou e agora já passavam de 2.000 habitantes no espaço. A nave era dividida em três estações, Arcadia e Walden (onde viviam os menos afortunados e a classe operária) e Phoenix (onde ficava a classe rica sobrevivente do Cataclismo). Para controlar a população, todo e qualquer crime era penalizado com a morte e apenas os delinquentes menores de 18 anos ficavam presos e tinham direito a um julgamento, mas, nos últimos tempos, nem os delitos mais bestas estavam sendo perdoados.
A Colônia foi lançada antes da guerra nuclear que devastou o planeta Terra, assim como tornou a vida lá impossível. E agora, depois de tanto tempo, chegou a hora de voltar. Mas como ter certeza de que a Terra é habitável novamente?

A Colônia é controlada pelo Chanceler Jaha e sua equipe de conselheiros, todos eles eleitos através de votos. E são eles quem tomam todas as decisões, por piores que sejam. E é assim que 100 delinquentes juvenis são escolhidos para uma missão -praticamente suicida- afim de descobrirem se o planeta Terra é habitável. Para não gerar caos na população, a noticia permanece apenas entre os envolvidos, mas Wells, filho do Chanceler, descobre o que está havendo e dá um jeito de estar entre os 100 para proteger sua amiga Clarke.


Na hora do lançamento, uma confusão é gerada por um garoto com uma arma e dá a deixa perfeita para um dos passageiros condenados fugir. Dando a ambos a oportunidade de ficarem com aqueles que amam.

Quero começar dizendo que só fui ler os livros porque comecei a assistir a série de TV e amei, tem até um post no blog sobre ela. Mas achei o livro bem mais fraco, e um tanto chato, comparado com a série. O livro é bem lento e se passa entre poucos dias, eu diria que deve ser um período de duas semana, ou três semanas. Tudo se foca na missão da Terra, no que está ocorrendo simultaneamente na Colônia e no passados dos personagens. O livro é narrado em terceira pessoa, e cada capitulo é focado em um personagem, ao todo são quatro história paralelas que formam a história principal. Os personagens são Clarke, Bellamy, Wells e Glass. Enquanto os três primeiros estão na Terra, Glass são nossos olhos no espaço e, apesar de ter achado a história da Glass bem desnecessária, entendo que ela é parte fundamental por ser a única ainda dentro da nave, mas digamos que qualquer um poderia contar essa história.

Leia mais no blog!

site: http://vicioseliteratura.blogspot.com.br/2016/02/eu-li-100.html
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Ana Carla 25/12/2018

Fiquei viciadinha em The 100 (a série) e lá vai eu catar os livros (vou me referir aqui ao primeiro e segundo volumes da saga).
E eu achei que nunca diria isso na vida... mas para isso servem os anos, não é mesmo? Para quê? Mostrar que a gente sempre pode aprender que está engana sobre mais uma coisa! O que se há de fazer?
Com isso em mente... achei que nunca diria, o que agora vou dizer: Putz! A série é melhor!
Os produtores conseguiram o que o livro - para mim não conseguiu - dar camada, vida e identidade aos personagens de forma que eles se transformassem no que a gente quer encontrar em um bom enredo: histórias e pessoas com quem nos importemos, identifiquemos, afeiçoemos e por aí vai...
O livro é rasinho, rasinho... e lento!
Kass Morgan, desculpa mesmo, mas vou te dar o mérito apenas de ter vendido a história com plenos poderes para ela ser alterada ao bel prazer dos roteiristas.
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ste 19/01/2015

The 100 foi um dos livros que mais gostei em 2015 - tudo bem, eu sei que o ano recém começou, mas mesmo assim -, a leitura foi extremamente rápida e fácil e a Kass parece ter um talento natural para te prender na história.
O livro é narrado pelo ponto de vista de quatro personagens principais: Glass, Wells, Bellamy e Clarke e alterna eventos do presente com flashbacks de quando estavam na Nave, nos ajudando a conhecer e entender um pouco melhor da situação atual de cada um.
Acho impossível não comparar com a série, ainda mais quando a pessoa é fã como eu e tenho que dizer: se eu já não gostava do Wells antes, imaginem agora! Vocês não encontrarão um personagem mais egoísta e inconsequente - pra não dizer retardado! - que ele, acho que nunca um personagem me irritou tanto! Podem até dizer que por amor vale tudo, mas -spoiler!- arriscar o futuro de toda raça humana por causa de uma garota? O que ela vai pensar quando descobrir o que ele fez???
Por outro lado, Bellamy e Clarke - suspiro de uma shipper apaixonada - são muito melhores no livro, ela não é tão séria, brinca mais, mas sem perder toda aquela coisa de menina responsável que quer ajudar todo mundo. Já o Bellamy continua sempre preocupado com a Octavia - fala sério, tem relação melhor que a desses irmãos? - mas sem perder a chance de fazer uma piadinha, ainda mais se for com a Clarke.
A Glass não tem com quem comparar, visto que desde o início ela não existe na série, mas a história dela foi a que mais me comoveu e me deixou com vontade de bater em alguém, principalmente quando ela se separa dele de novo. Gente, a menina já sofreu tanto! Deixa ela ser feliz com o amor dela! Poxa, Kass! :(
Então, acho que isso é tudo que tenho a dizer sobre o livro. Super recomendado!

site: http://devaneiosestrelares.blogspot.com.br/2015/01/resenha-39-100-os-escolhidos-kass-morgan.html
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Adri 12/06/2016

Os Escolhidos (The 100 #1) - Kass Morgan
Conheci esse livro graças à série de TV, e desde então estava morrendo de vontade de ler o livro, já que adoro a série. Comprei logo que saiu, mas vi alguns comentários bem negativos e acabei desanimando. E ele ficou esquecido por um bom tempo na estante, mas resolvi ler logo para ter a minha opinião também. É muito diferente da série, a qual eu prefiro, mas o livro não é ruim não. Me decepcionei, claro, mas não foi tão ruim quanto estavam dizendo.

The 100 se passa no futuro, quando a Terra foi contaminada por uma bomba nuclear que tornou o planeta inabitável por conta da radiação. Assim, o que restou da população vive no espaço, em um conjunto de naves que formam a Arca. Lá as leis são duras, qualquer infração significa prisão, e os maiores de 18 anos são executados. Apenas os menores são presos e possuem a chance de um novo julgamento.

O controle da população também é bem rígido, já que eles possuem um espaço e recursos limitados. Cada casal só pode ter um filho, e nada mais. Caso a pessoa tenha outro filho, ela será presa e executada. As coisas são difíceis, mas eles têm vivido assim por quase 200 anos, esperando a Terra se tornar habitável de novo, sonhando em finalmente ir para casa. Os estudos mostram que falta pouco para isso acontecer. Daqui uma ou duas gerações eles poderão ir para casa.

Mas eles vão descobrir que eles não podem mais esperar tudo isso. A Arca aguentou por muito tempo, mas ela vai começar a ter problemas. Problemas que não podem ser resolvidos tão facilmente. Problemas causados pela superlotação da nave. E a solução encontrada é a Terra. Eles precisam descobrir se a Terra pode ser habitada agora. E, para isso, eles vão mandar um grupo de 100 prisioneiros para descobrir.

O livro começa quando os prisioneiros estão sendo mandados para a Terra, e introduz a história através de flashbacks nos apresentando a história dos personagens, ao mesmo tempo em que vamos os conhecendo no presente. The 100 possui vários personagens principais, e cada um conta a sua história, que acaba se interligando com a dos outros. A história se divide entre os personagens que chegam a Terra, e os que permanecem na Arca, e as dificuldades que cada um enfrenta, independente de onde estão.

Esse primeiro livro é mais uma introdução à história, começa a nos mostrar o que aconteceu com o mundo, o que foi preciso fazer para a raça humana sobreviver, e o que causou isso. Ele é bem lento, porque introduz cada personagem, contando sua história e tudo mais, mas é bom para conhecermos bem cada um, e entendermos como está o mundo nessa época, porque está completamente mudado, não dá para saber o que esperar.

Me decepcionei porque estava esperando uma coisa mais dinâmica, como a série de TV, e o livro é bem diferente. Alguns personagens que existem na série de TV não existem no livro, outros existem no livro e não existem na série, e outros que existem nos dois foram completamente mudados. Me incomodou, porque eu adoro a série de TV, mas acredito que se eu tivesse lido antes de assistir teria gostado bastante.

A edição da Galera é boa. A capa é bonita, bem feita, a diagramação é bem simples, boa de ler, e eu não notei muitos erros de digitação nem de ortografia. The 100 não é um livro para se indicar para qualquer um, quem já assistiu a série de TV provavelmente não vai gostar. Mas é apenas o primeiro livro, então, mesmo eu não tendo gostado tanto assim, provavelmente vou querer continuar a ler o resto da série.

site: http://stolenights.blogspot.com.br/2014/10/resenha-100-os-escolhidos-kass-morgan.html
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