Graffiti Moon

Graffiti Moon Cath Crowley




Resenhas - Graffiti Moon


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Camila Nunes | @focanaresenha 04/08/2017

Um artista. Uma sonhadora. Uma noite. Um significado. O que mais importa?. -

Após o último dia de aula do Ensino Médio, Lucy pretende passar a noite fora para comemorar com a sua melhor amiga Jazz. Ela tem uma paixão platônica por um cara chamado Sombra, um misterioso grafiteiro que deixa sua arte por toda a cidade, e decide ir em busca dele para poder declarar sua admiração e amor.

No meio dessa aventura ela reencontra Ed, um cara que ela tenta evitar desde que deu um soco no nariz dele no encontro mais esquisito da sua vida. O que ela não esperava é que Ed pode ser quem ela sempre procurou. E que uma noite pode mudar para sempre suas vidas.

Gente, pense em uma história de amor fofinho. 'Graffiti Moon' é a minha primeira experiência com a @edvalentina e fiquei encantada com uma história tão simples e amorzinho.

É muito gostoso vê o desenvolvimento do relacionamento de Lucy e Ed. Lucy consegue trazer mais cor para a vida de Ed. Ed consegue trazer mais aventura para a vida de Lucy. Acredito que o amor é algo que nos fazer querer ser melhor. Nós faz progredir e não nós destruir e conseguir enxergar esse amor em Lucy e Ed. É claro que com uma pitada de humor o livro fica mais gostoso ainda. -

Graffiti Moon é uma história sobre superar os obstáculos da vida. Que precisamos enxergar o lado bom das pessoas. Que sempre existe aquela luz no fim do túnel quando achamos que os problemas não têm solução. E que a primeira impressão nem sempre é a que fica. As pessoas são muito mais do que se mostram ser.

Super indico esse livro para quem adora um romance leve cheio de aventura e arte.
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Vicky 16/07/2017

Não ando sabendo lidar com tantos livros bons neste ano (ainda que este livro não seja deste ano, essa afirmação ainda está valendo) -- e isso me deixa realmente muito feliz. Mas vamos falar sobre o que interessa: Graffiti Moon. Essa foi uma história incrivelmente fofa, divertida na medida certa e muito bem escrita.
Provavelmente (na verdade não tem nada de provável, é mesmo) essa é só a minha opinião, mas a narrativa transborda aquele tipo mágico de trama que mais do que fazer você entender as situações e os personagens, te agarra e te deixa marcado [de uma maneira boa]. E eu definitivamente não estava esperando por isso -- para falar a verdade, quando li a sinopse esperava mais ou menos uma outra história (mais uma) adolescente (afinal, os personagens são adolescentes), mas sua profundidade e fio condutor me surpreendeu.
É muito singular [e aqui está aquela mágica que comentei agora pouco] o equilíbrio entre narrativa e personagens. Porque sim, a história é sobre o que acontece em uma noite específica, mas também é sobre cada um (e todos) dos personagens. Esta é uma história sobre quem eles são e como eles mudaram e chegaram até ali, sobre suas amizades, anseios, medos, esperanças. É sobre lutar para sobreviver no mundo real, sobre fazer decisões, sobre momentos em que as palavras não bastam. É uma história sobre a vida [de Lucy, Ed, Daisy, Jazz, Beth, Leo e Dylan] -- e é provavelmente um dos melhores young adult que eu já li (se fose em outro momento, eu diria que estou embasbacada).
Eu não sabia nada sobre a Cath Crowley, mas o tipo de humor que ela conseguiu imprimir em seus parágrafos me agarrou pela mão e me conduziu até o final. Mas, veja bem, esse não é aquele humor para morrer de rir, é aquele que você não espera, natural, sem situações formatadas para fazer rir. Outro detalhe que me ganhou foram os versos livres do Poeta espalhados em momentos bastante pontuais da trama. -- voltei a ler poesia recentemente e sei que muitos leitores acham difícil ler esse gênero literário [que, convenhamos, é muito mais rápido de ler], por isso, na minha opinião, não há melhor maneira de começar a ler poesia do que no meio de um romance adolescente.
Graffiti Moon me fez pensar sobre os grafiteiros que andam pela minha universidade -- qual a linha que divide arte de vandalismo? --, seus desenhos e palavras pelos muros e escadas e como seria me sentir tão impactada por um desenho na parede (esse tipo de impacto eu só conheço/alcanço com poesia) quanto Lucy fica com aspinturas do Sombra. O que eu sei com certeza é que agora quero conhecer Melbourne, andar por suas ruas, caçar os grafites do Sombra pelas paredes e me perder em suas cores e nas palavras do Poeta -- é pedir muito? (hahaha)

Aqui
Ela diz que vai me perdoar
Diz que é só dessa vez
Diz vai em frente e me beija
Diz enrola o meu cabelo
Diz era isso mesmo que eu estava procurando
Diz que está feliz porque o frio chegou
Eu digo que quero vê-la amanhã
Ela aponta o dedo pro céu
E diz que é aqui

Então, antes de soltar algum spoiler, tudo o que me resta dizer é que vida e emoção transbordam dessas páginas. Em apenas uma noite, Cath Crowley consegue fazer com que o leitor experimente mais emoções do que imaginável e, obviamente, derreter o coração em vezes sem conta.
Este livro é como uma pintura do Sombra na parede e eu fiquei encantada com tudo o que vi aqui. Assim, só me resta te falar para ler a história de Lucy, Ed e seus amigos -- porque perseguir um grafiteiro pela noite nunca foi tão interessante.

site: http://www.vickydoretto.com/2017/07/doki-livros-grafiiti-moon-cath-crowley.html
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Cheiro de Livro 13/07/2017

Graffiti Moon
Fazia tempo que não lia algo que se passasse em um dia. Esse é uma das muitas características que fazem de “Graffiti Moon” um excelente livro. O tempo da narrativa – uma única noite – faz toda a diferença para a história a ser contada, para a jornada dos personagens.

O livro de Cath Crowley é divivido em três pontos de vista. Lucy, Ed e Leo. Os capítulos de Lucy e Ed são interligados, tendo os poemas de Leo como conexão. Mas cada palavra, independente de quem as falou, foi cuidadosamente escolhida pela autora. Sua arte está nesse concerto de vozes e artes e expressão chamado livro. “Graffiti Moon” é lindo em vários aspectos diferentes e todos se completam e se conectam.

Lucy: está no último dia do ensino médio e tudo que quer é conhecer o Sombra, grafiteiro talentoso da região e um mistério para a jovem. Lucy encontrou nos muros coloridos por Sombra a expressão de alguém por quem pode se apaixonar. A jovem também é artista e trabalha no ateliê de Al, que mexe com vidro. Sim, isso é importante.

Ed: é o Sombra. Não, não é spoiler. Com problemas de aprendizagem, Ed largou a escola e foi trabalhar em uma loja de tintas. Assim como Lucy, Ed tem um mentor mais velho que também tem veia artística e que teve um impacto muito positivo em sua vida. Ed e Lucy têm um breve (breve meeeeeesmo) histórico romântico que faz toda a diferença na narrativa.

Leo: o Poeta. Sombra desenha e Leo escreve, completando a arte urbana do grafite. Leo teve na sua vida a influência da avó, que o colocou na linha e sempre leu para ele. Logo, sua arte é expressa por palavras.

No último dia do ensino médio, Lucy e amigas resolvem virar a noite e aproveitar o máximo antes de ingressarem em faculdades diferentes. Durante toda essa noite, Lucy e Ed passam muito tempo juntos e nós, leitores surtamos a cada página: ela quer encontrar o Sombra e não sabe que está falando com o próprio.

Mas Ed não conta e isso também é importante. Ele precisa fazê-la entender que ele é o Sombra e que é por ele que ela está apaixonada, mesmo se ainda não sabe. Mostrar e não contar. Conquistar e não revelar. Essa angústia e esse clima de possibilidade e perigo acompanham cada página de “Graffiti Moon”.

Além desse trio, temos outros personagens e uma trama que mistura perigo e sacrifício. Nada dramático ao excesso, mas real, possível, verossímil. “Graffiti Moon” pode estar acontecendo agora, em qualquer lugar do mundo e isso é incrível!

O livro é muito mais do que um romance de passagem jovem. É uma obra de amor à arte, à família, aos mentores que, sem saber, nos inspiram a seguirmos nossos sonhos, a sermos melhores do que fomos ontem. “Graffiti Moon” é um livro para corações sensíveis e eu me encantei desde o primeiro capítulo.

Depois da última página, passei a olhar o grafite com outros olhos. Sempre achei legal, mas agora busco a inspiração por trás das formas, a razão que levou o grafiteiro a transbordar por meio de cores e latas de tinta. E isso não deixa de ser outro mistério. Leiam e reflitam.

site: http://cheirodelivro.com/graffiti-moon/
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LOHS 01/07/2017

Um romance poético <3
Olá leitores e leitoras, novamente ingressei no mundo dos romances, principalmente por estar em uma fase extremamente cansativa, precisava de algo leve no momento (até surgir um terror ou fantasia complexos né? rs). Graffiti Moon, escrito por Cath Crowley, é um livro que habita minha estante há muitos anos, mesmo sendo um lançamento da Editora Valentina deste ano, porque eu já possuía o livro em inglês. Ele já havia me conquistado com a premissa de um grafiteiro e uma recente ex-aluna do ensino médio vivendo uma noite de pura arte e ao mesmo tempo romântica cidade afora.

Lucy terminou o colegial recentemente, mas jamais esqueceu uma paixonite que viveu ao longo de seus anos de escola. Um colega de classe, Ed, roubou o coração da garota ainda no início da juventude, mas a breve história de ambos acabou não dando certo, e com o passar do tempo o garoto deixou a escola e Lucy seguiu em frente. Até que seus destinos se cruzam novamente.

"Tenho que chegar a tempo. Tenho que encontrar o Sombra. [...] O cara que pinta no escuro. Pinta pássaros presos em muros de tijolos, pessoas perdidas em florestas fantasmas. Caras com corações feitos de grama e garotas empurrando cortadores de grama. Por um artista que pinta essas coisas, eu poderia me apaixonar. Completamente. "

O Sombra é um artista de rua. Grafiteiro. Ele espalha sua arte pelos muros da cidade e suas pinturas retratando a natureza, a vida urbana e até alguns poemas, acaba chamando a atenção das pessoas e consequentemente, da jovem e sonhadora Lucy. Ela ainda está perdida com o rumo que sua vida irá seguir daqui pra frente mas está decidida a encontrar o Sombra, o autor da obra que tanto admira. Acompanharemos a narrativa do ponto de vista de Lucy e do Sombra, que descreverão apenas uma noite de suas vidas.

Durante esta noite, conhecemos o Sombra e sua trajetória difícil e completamente diferente do normal nos chamará a atenção. Nos encantará, bem como a vida de Lucy. As aventuras que viverá ao lado da jovem protagonista é de envolver qualquer leitor, por seu lirismo, por sua arte e pela simplicidade da história, que ao mesmo tempo consegue nos apresentar personagens incríveis. A jovem que procura um rumo e o jovem que tem seu refúgio nos muros. Seus amigos, sua família. Suas vidas narradas em uma única noite que poderá mudar tudo.

“Lembre que
O amor
Envolve com os dedos o seu coração.
E o segura
Submerso.
Lembre-se dissoQuando a próxima garota sorrir.”

A narrativa da autora, Cath Crowley é muito boa de ser acompanhada. É bonita e tem o tom certo para o romance. Sem exageros. Sem abertos clichês. É tudo no calor do momento, na calada da noite. É sobre amizade, amor, drama e como a vida pode ser difícil, mas sempre haverá um caminho. Eu adorei este livro, a arte descrita e vivida nele, os personagens e suas tragédias pessoais que acabam nos levando para outro mundo e que ao mesmo tempo abordam temas tão condizentes com a realidade. Achei um romance leve, tocante, diferente do usual e com aquela beleza que existe em todos os livros que abordam arte e envolvem artistas, seja música, pintura, grafite, dança. É encantador.

''E todos os pássaros daquele muro caem do céu. Eu os vejo caindo de barriga para cima. Uma tempestade deles cobre o chão. Mais tarde, vou pintar o céu vazio e dos pássaros caídos. Vou pintar, e saber que pior que estar preso num jarro é não estar em lugar nenhum.''

Adorei o livro, gostei de tudo, mesmo ele possuindo apenas 240 páginas, o que é uma pena. Adoraria ver mais dos personagens e uma história mais densa e maior. Mas eu indico Graffiti Moon sim e acredito que vocês vão apreciar a leitura tanto quanto eu. Foi uma ótima experiência e irei ostentar minhas duas edições agora, na estante.

Sobre a edição, adorei que a editora manteve o nome original, até porque ficaria muito estranho traduzido. Mas a capa americana, eu particularmente acho mais bonita.


site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2017/06/graffiti-moon.html
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Nicoly Mafra - @nickmafra 06/06/2017

Resenha - Graffiti Moon
O ensino médio finalmente acabou e as amigas de Lucy estão planejando comemorar muito durante a noite, já que agora elas não possuem responsabilidades escolares para se preocuparem, mas Lucy possui outros planos.

Lucy sempre teve muita vontade de conhecer Sombra - um grafiteiro que espalha a sua arte pelos muros da cidade, artes que chamam muito a atenção de Lucy -, e ela decide que está é a noite em que ela finalmente irá encontrá-lo.

Porém, Lucy acaba passando a noite com a última pessoa que ela gostaria de encontrar, Ed. Os dois já tiveram algo no passado que não terminou nada bem - alguém saiu com o nariz quebrado -, mas ele diz que sabe onde eles poderiam encontrar o Sombra, então Lucy se esforça para aguentá-lo.

Conforme a noite passa e a busca ao Sombra continua, Lucy e Ed vão conhecendo mais um pouquinho sobre e o outro e tentando acertar os acontecimentos do passado. Mas, será que Ed realmente conhece o grafiteiro? Será que Lucy irá reconhecê-lo quando ele estiver bem à sua frente?

Graffiti Moon é um livro super gostosinho; uma leitura leve, sem nenhum acontecimento de tirar o fôlego, mas mesmo assim cativante - típico livro sessão da tarde.

A narrativa de Cath Crowley é ótima, os diálogos entre Lucy e Ed são interessantes e, mesmo que a história se passa em apenas uma noite, você consegue conhecer bem todos os personagens e seus conflitos. Gostei muito da leitura, dos personagens - tantos os principais, quanto os secundários - e do enredo; foi uma leitura bem fluida e envolvente.

Um ponto que achei muito interessante foi que a história se passa na Austrália. Não estamos acostumados em ter a Austrália como cenário dos livros, então foi bem rico conhecer um pouco da cultura do país.

Recomendo a leitura para quem está querendo algo mais leve para passar o tempo, ou até mesmo para sair de uma ressaca literária.

site: www.instagram.com/nickmafra
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Gabriela Diples 19/05/2017

AMOR A ARTE EM "GRAFFITI MOON", DE CATH CROWLEY
Graffiti Moon não é apenas um livro. É uma imensidão de sentimentos que transbordam em palavras e viram sentimento em quem está lendo. É uma história de amor não só entre duas pessoas, mas entre essas duas pessoas e a arte.

O livro se divide entre o ponto de vista de Lucy e Ed. A história começa com Lucy correndo de bicicleta pra encontrar o Sombra, grafiteiro que ilumina os muros de uma cidade apagada na Austrália, e por quem Lucy está apaixonada. Ela está apaixonada por alguém que nunca viu mas que a toca profundamente por meio de sua arte. Lucy também é artista, ela trabalha com fabricação de peças de arte em vidro.

"Eu amo aquele cavalo, o quanto ele é real. Amo as belas linhas das patas e da cabeça. Mas não é por isso que, em algumas noites, eu não consigo parar de olhar para o desenho. Não sei dizer ao certo o motivo. Só o que posso dizer é que tem algo a ver com a maneira como deveria ser o amor... A gente devia amar como um cavalo desabando." - Lucy

Não conseguindo encontrá-lo, ela parte com suas amigas Jazz e Daisy numa noite comemorativa, junto com Leo, Ed e Dylan - namorado de Daisy. Dylan diz que conhece o Sombra e convence todos a procurarem por ele e é claro que Lucy aceita, mesmo que Ed esteja junto.

Lucy e Ed já se conheciam antes, desde o primeiro ano. Eles estavam na mesma turma de Artes quando a Professora J. os juntou num trabalho sobre Jeffrey Smart, artista e pintor australiano.

Os dois tentaram se relacionar mas o primeiro encontro foi desastroso, acabando com Lucy quebrando o nariz de Ed. É por isso que eles se odeiam.

Um tempo depois, Ed abandona o ensino médio por não conseguir acreditar em si mesmo. Ele têm dislexia e não consegue ler, mas não têm coragem de contar para ninguém a não ser para seu melhor amigo Leo e Bert. Ele está completamente abalado porque perdeu sua única figura paterna, Bert - seu chefe na loja de tintas com quem dividia o gosto pela arte - e terminou com a namorada Beth.

Na noite em que se passa a história, Lucy e Ed acabam passando um tempo sozinhos e então partem em busca das pinturas repletas de tristeza, solidão e fuga do Sombra, e o resultado será surpreendente. A verdade é que Lucy é uma sonhadora e Ed está completamente quebrado e machucado. Ele está prestes a desabar e tudo o que lhe resta é a arte.

O diferencial do livro é que a autora cita inúmeros artistas para vermos junto com os personagens suas obras de arte, tornando a leitura uma experiência sensorial. É incrível. Foi por isso que decidi colocar aqui as imagens para vocês sentirem o que eu senti lendo ao livro, e o que Ed e Lucy sentiram também.

"É disso que gosto na arte, o que você vê as vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede." - Lucy

Esta história não é apenas sobre amor, é também sobre como idealizamos uma pessoa que gostamos, e, no final nos surpreendemos completamente, assim como aconteceu com Lucy. É sobre o amor a arte e tudo que ela pode nos proporcionar. É realmente uma leitura magnífica e única.

site: https://comprepelacapa.wixsite.com/home
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Carla Cássia - @contra.capa 04/05/2017

Uma única noite muda tudo
“Graffite Moon” é aquele Ya que vai te fazer pensar muito, com um “que” a mais, vai te dar uma aula de cultura, onde você aprende um pouco mais sobre as dificuldades do ser humano no dia a dia e sobre arte, principalmente sobre arte. A história se passa em uma noite longa, mas que vai mudar a vida daqueles que foram ousados o bastante para vive-la.

Uma das coisas que mais me agradou nesse livro, foi o fato da editora ter se preocupado em explicar, fazer um glossário, para as técnicas ali descritas e tudo mais, fazendo a leitura mais fluida. Pois francamente, se eu tivesse que parar cada hora que eles falam sobre um método novo, pra procurar na internet e então, entender o que eles se referem, a narrativa iria ficar muito truncada e cansativa.

Além disso, o exercício de visualização e imaginação que o livro nos oferece é fantástico, quando rola a descrição de uma das artes do Sombra, eu realmente consigo ver o que os personagens estão vendo o que a autora quer passar, e isso é incrível.

Posso dizer que a única coisa que me incomodou um pouco foi a protagonista e a forma que ela cai de amores por pessoas que ela nem conhece. Se ela tivesse um interesse ou apenas gostasse do cara, tudo bem, mas ela realmente afirma apaixonada, e isso me cansa um pouco. É muito extremo, e não faz jus ao resto da sua personalidade.

No momento que estamos vivendo com políticos apagando obras de artes das nossas ruas, “Graffiti Moon” é um livro necessário e deveria ser mais conhecido do que realmente é aqui no Brasil.

Para mais resenhas como essa, link abaixo.

site: http://www.blogcontracapa.com.br/
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Barão 30/04/2017

Legalzinho

"Suas palavras são imagem, e eu as pinto no muro da minha mente enquanto ela fala." - pág 159

O último dia do último ano do ensino médio finalmente chegou para Lucy, e suas amigas planejam passar a noite comemorando, porém Lucy tem outros planos, ela quer descobrir quem é o misterioso grafiteiro intitulado, Sombra, que vive espalhando suas obras de arte por cada muro da cidade: casais tristes, céus com o azul mais lindo e pássaros dos mais sinceros olhares.

A última pessoa que Lucy quer passar a noite é Ed, um garoto que a muito tempo atrás arrancou suspiros dela, mas que demonstrou ser um cara totalmente diferente no primeiro encontro, tão diferente que levou a garota a quebrar o seu nariz depois dele apalpar a sua bunda. No entanto, Ed conta para Lucy que sabe onde achar o Sombra, fazendo assim a jovem aturar a presença dele.

A dupla então se junta para uma noite de busca ao tesouro, em meio a muros pintados com as mais diversas obras repletas de tristeza e sinceridade. Lucy e Ed vão se abrindo pouco a pouco e conhecendo mais sobre cada um. Será que Ed realmente conhece o Sombra? Ou seria alguma armação para ter uma segunda chance com Lucy? E ela, será que conseguirá enxergar o que está bem diante dos seus olhos?

"— As coisas esquisitas às vezes são as mais bonitas." - pág 122

Enfim leitores, vamos as considerações: eu curti essa leitura, não é lá aquela coisa toda, mas é um livro legal. É narrado pelo ponto de vista da Lucy e do Ed, e eu adoro livros assim, você mergulha mais na história. O que não achei tão legal foi a forma como a Lucy descobriu quem é o Sombra, esperava mais e foi uma coisa assim, meio pombo.

A escrita da Cath é bem poética e fluida, então se você curti livros assim, aqui está uma boa indicação!
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Luane (@mdugsblog) 22/02/2017

Graffiti Moon- Cath Crowley
Aquele tipo de livro perfeito para uma ressaca literária, aquela típica literatura para jovens, a qual consegue ser cativante e prender o leitor tamanha sua simplicidade e carisma.

Lucy é uma garota apaixonada por artes e que sonha em conhecer o grafiteiro conhecido como O Sombra, o qual deixa seus registros pelos muros da cidade. Sua amiga Jazz, certa noite, marca um encontro com ela e outra amiga para que as três saiam e divirtam-se com três garotos gatinhos. Esta seria a noite de ação da vida da Jazz, na qual ela conhece Leo e encanta-se por ele.

O que nenhuma delas imaginava era que Ed, o amigo de Leo era o alguém que Lucy tanto procurava, e que o Leo era O Poeta que assinava as pinturas do Sombra com suas frases encantadoras. O grupo curte a noite e é esta noite que transformaria a vida de todos, de maneira simplória mas significante.

É o tipo de livro que recomendo para uma boa leitura leve, confortável e delícia, daquelas que não é "OMG!" mas também não torna-se chata. Será que a Lucy descobrirá que o Ed é quem está procurando? Será que a Jazz irá conquistar seu mais novo amor, Leo? Será que o outro casal secundário, irá se entender? Leiam e descubram, garanto que a dose divertida e leve da leitura irá cativá-los, fãs de literatura infantojuvenil, corram e comecem a ler agora!

site: http://maniasdeumagarotasingular.blogspot.com.br/p/livros.html
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Bianca 02/02/2017

Resenha: Graffiti Moon
Graffiti Moon traz a história de Ed e Lucy, dois jovens que vivenciam uma noite de diversão, amor, amizade, amadurecimento e arte! O casal já se conhecia antes dessa noite, eles estudavam na mesma escola, faziam aula de artes juntos e foi ali que Ed convidou Lucy para sair. Porém o encontro tão esperado por ambos não saiu como planejado e o menino acabou com o nariz quebrado. Alguns dias depois, Ed abandona o colégio e eles não se veem mais.

Dois anos se passam e o ensino médio termina. Lucy e suas amigas, Jazz e Daisy, querem comemorar o fim da escola e é nessa noite que os protagonistas voltam a se encontrar, porque os amigos de Ed, Leo e Dylan, que também acabaram os estudos querem celebrar. Todos vão parar na mesma lanchonete e Jazz se interessa por Leo, para não deixar a amiga sozinha Lucy vai junto e acaba fazendo dupla com Ed, já que Daisy e Dylan são namorados.
Entre uma conversa e outra, se revela o interesse das meninas, em especial da Lucy, por conhecer o Sombra, rapaz que faz graffitis nos muros da cidade, e o Poeta, amigo do Sombra que escreve textos ao lado dos graffitis. A partir disso, as meninas propõem encontrar os graffiteiros, visto que Dylan conta que os meninos os conhecem. Contudo, os jovens artistas podem estar muito mais perto do que elas imaginam.

Graffiti Moon foi uma surpresa maravilhosa! Gostei muito do livro, nunca tinha lido uma história que se passasse na Austrália. Os personagens principais são ótimos, assim como os secundários. Achei-os bem construídos, seus problemas eram reais. Lucy e Ed são iguais e diferentes ao mesmo tempo, uma vez que têm personalidades parecidas, todavia suas vidas são bem distintas. Ed precisa trabalhar para ajudar sua mãe com as despesas da casa. Lucy mesmo tendo uma vida simples, não tem essa necessidade.

Mesmo o livro se passando em uma noite é possível conhecer de forma aprofundada a história e seus personagens. A autora soube fazer isso muito bem. Além disso, sua escrita é ótima! A capa do livro é bem bonita, representa perfeitamente a história, e não encontrei erros.

site: https://www.instagram.com/estantevioleta
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Iris Figueiredo 01/11/2016

Amor em grafite
Lucy está apaixonada. Mas ela nunca viu o cara, apenas sua arte. O Sombra é um grafiteiro que espalha seus desenhos pelos muros da cidade: pássaros, paisagens urbanas, pessoas... Lucy se apaixona a cada grafite e ela está determinada a encontrá-lo. Após seu último dia de aula no colégio, ela planeja com as amigas a forma perfeita de comemorar o fim de um ciclo: ir atrás do Sombra pela cidade para encontrá-lo, conversar com ele. Ela sabe que ele é o único que poderia amar.

No meio da sua jornada, ela encontra Ed - que uma vez a convidou para um encontro que acabou com ela socando o nariz dele. Só que o garoto concorda em ajudá-la a procurar pelo Sombra, mas o que Lucy não sabe é que o que sempre procurou estava ao lado dela.

Narrado por Lucy e Ed, "Graffiti Moon" é um romance que se passa em apenas uma noite. Entre os capítulos do casal principal, há alguns poemas escritos pelo Poeta, o colega de Sombra que escreve seus textos nos muros da cidade, para completar as imagens feitas pelo grafiteiro.

A narrativa de Cath Crowley é maravilhosa! Os diálogos entre Lucy e Ed são super espirituosos e, apesar da história se passar no espaço de tempo de apenas uma noite, você consegue conhecer bem todos os personagens e seus conflitos. É muito fácil se aproximar da história de Lucy e Ed, seus segredos e como eles são descobertos ao longo do texto.

Acho muito difícil conseguir criar um romance tão bem amarrado e com todos os personagens apresentados de uma forma tão boa, sendo que o enredo compreende apenas algumas horas. A autora conseguiu fazer isso com maestria, nos apresentando um romance que é emocionante e cheio de nuances, com dois protagonistas cativantes e uma história de amor que deixa a gente sorrindo no final.

Eu me apaixonei por "Graffiti Moon", um dos Young Adult mais legais que li este ano. É muito bom!

site: http://irisfigueiredo.com.br
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Paula Juliana 23/06/2016

Resenha: Graffiti Moon - Um artista, uma sonhadora, uma noite, um significado. O que mais importa? - Cath Crowley

''E todos os pássaros daquele muro caem do céu. Eu os vejo caindo de barriga para cima. Uma tempestade deles cobre o chão. Mais tarde, vou pintar o céu vazio e dos pássaros caídos. Vou pintar, e saber que pior que estar preso num jarro é não estar em lugar nenhum.''

Vai além de cativante.
Graffiti Moon foi uma leitura melancólica, uma história leve, ao mesmo tempo que forte, um lirismo impressionante, uma sensibilidade que comove e envolve o leitor.
Difícil descrever um enredo que se passa tão rápido, em uma só noite, que conta uma história tão profundamente, de um modo tão inteligente, tão artístico. O livro tem muito do que costumo chamar de literatura por literatura, aquele apego ao poético, as descrições emotivas, o lado sensível das palavras.

A autora Cath Crowley escreve o tipo de história que pode ser lido por todos e que acaba encantado a todo o tipo de leitor, tendo um apelo especial aos fãs das artes, dos livros, das gráficas, desenhos, trabalhos manuais, poesia. As descrições em si são pura arte. Um prazer ler, acompanhar, conhecer Lucy e Ed, entrar em uma aventura de uma noite com eles e seus amigos. Jovens, românticos, espíritos livres, em busca de algo mais. Em busca de se encontrarem, de declararem ao mundo suas verdades, suas imperfeiçoes, suas histórias.

Lucy é uma sonhadora. Uma romântica, mesmo tendo quebrado o nariz de seu primeiro encontro quando o menino passou a mão em sua bunda, pobre coitado esse, que não sabia que seus caminhos ainda iriam se cruzar novamente. Lucy está se formando, trabalha com Al, sonha em estudar arte, faz trabalhos em vidro, e está completamente obcecada pelo menino que se apelida de Sombra.

Sombra é Ed, um artista. Grafiteiro, um garoto em busca de si mesmo, mergulhado em seu mundo, saiu da escola por ''não saber escrever'', a forma de Ed se expressar é desenhando, com suas linhas e suas cores, seus pássaros, e seus tons de azul. Ed se esconde e Sombra conta tudo pelos seus muitos muros pintados pela cidade. Filho de uma mãe solteira, preso em um mundo onde não vê grandes possibilidades.

Engraçado como o enredo de Graffiti Moon é de certo modo simples de ser contado e ao mesmo tempo tão complexo, como seus personagens tão bem formados e com seus bons diálogos conseguem contar uma história completa, contar vidas entre idas e voltas, entre o presente momento de uma noite que é onde se passa e se fecha essa história.

Graffiti Moon é uma história bonita, é contada de uma forma muito lirica, de uma forma muito poética, cheia de metáforas e figuras de linhagens, é também triste por mostrar realidades tristes, histórias que podem e acontecem com pessoas de carne e ossos, e que são tão sensivelmente contadas entre figuras e palavras, entre os desenhos e cores de Ed, os vidros de Lucy, os poemas de Leo, nosso Poeta.

Graffiti Moon foi uma leitura que me deixou melancólica, me envolveu, me fez sorrir, e sonhar, admirei a beleza da escrita e a simplicidade e fortaleza da história, a capa é completamente coerente com o enredo e seus personagens. Arte e poesia de uma forma que nunca vi. Recomendadíssimo para os fãs de boa literatura e de obras ricas!

''- Onde é o incêndio, Lucy Dervish? - pergunta meu pai.
Em mim. Por dentro, estou pegando fogo. Concluo que tenho o bastante e posso oferecer um pouco ao Ed. Decolo sob o céu escuro que desbota e clareia, rosa. Devo algumas palavras ao Ed. Com você. Me importo com você.''

Paula Juliana

site: http://overdoselite.blogspot.com.br/2016/06/resenha-graffiti-moon-um-artista-uma.html
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Bela Lima 19/06/2016

Graffiti Moon é sobre uma aventura de um dia em busca do amor
Lucy tem um amor platônico por Sombra, um artista desconhecido que grafita pelas ruas da cidade, mas ela nunca o viu. Ele ou seu parceiro Poeta, que escreve poemas para os desenhos, mesmo que ela não ache que falem das mesmas coisas, sempre interpretando-o de uma maneira diferente.

Para comemorar a graduação no terceiro ano, Lucy sai com suas amigas Jazz e Daisy para se divertir, juntando-se com Ed, Leo e Dylan, ex-atual-namorado de Daisy. Dylan acaba revelado que conhece os dois artistas e todos decidem ir à procura deles, mas, enquanto quase todos querem apenas se divertir e flertar (vulgo Leo/Jazz e Dylan/Daisy), Lucy deseja realmente encontrar Sombra, aquele que seria seu verdadeiro amor.

“(...) você tem que ir a uma festa procurar um cara que você nunca vai achar. Um cara que existe na sua cabeça, não o que pintou esse muro. Não o cara que sou eu.”

Logo na sinopse, percebemos que Ed é o Sombra, além de que isso é confirmado nos primeiros capítulos, que são divididos entre Ed e Lucy, com alguns poemas do Poeta espalhados. Não apenas isso tornaria o livro clichê, como o fato de Ed e Lucy meio que não se darem bem. Ela o socou e quebrou seu nariz quando ele passou a mão na sua bunda no primeiro encontro deles. Contudo não achei o livro chato e nem batido, tudo foi muito bem descrito e com personagens bem louquinhos.

“É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede”

Lucy é uma sonhadora, mas isso não a torna fraca. Ela é bem forte e decidida. Sua idealização sobre quem é Sombra, como ele é, é a única constância em sua vida, além da dedicação que se sente por soprar vidros, pois... Lucy não sabe o que pensar sobre seus pais juntos, mas separados; ela morando na casa e ele na garagem; contudo, independente de tudo isso, eles continuam a dizem que estão apaixonados e que não irão se separar.

Ed é bastante inteligente apesar de todos acharem o contrario, ele apenas pensa de um modo mais vivido e colorido do que outras pessoas. Não aguentando mais a pressão que a escola fazia, Ed desiste da escola no primeiro ano e começa a trabalhar numa loja de tinta que pertence a seu amigo Bert, grafitando as paredes no seu tempo livre, mas... Bert morreu e ele agora se vê demitido.

“Ouço as pessoas falando do que sentem quando pintam coisas em lugares proibidos. Leo diz que sente o medo o percorrer rápido por dentro, ir do coração para todas as partes do corpo. Eu desenho para jogar os meus pensamentos para fora. Eu desenho para ficar calmo por dentro.”

Dylan e Daisy são aquele casal que se amam, mas não querem admitir, muitas vezes agindo como se fossem crianças. Mas o casal que me conquistou, em segundo lugar, pois os protagonistas são maravilhosos, foi Leo e Jazz. (A autora bem que poderia fazer um livro sobre eles) Jazz é uma vidente louca que quer ser atriz e troca de namorado sem nenhuma dificuldade, enquanto Leo tem muitos problemas na família, mas continua sendo uma boa pessoa que escreve poemas que tocam a todos pela sinceridade.

“Lembre que
O amor
Envolve com os dedos o seu coração
E o segura
Submerso
Lembre-se disso
Quando a próxima garota sorrir”

Graffiti Moon é sobre uma aventura de um dia em busca do amor; que o romance de um dia pode ser real, pode ter um começo, um meio e, quem sabe, não ter um fim; que não importa como o amor inicie, ele não precisa acabar.

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2016/06/resenha-graffiti-moon.html
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Carol 13/06/2016

Sobre um livro com temas profundos escrito na forma amorzinho
Pelas ruas da Austrália e com o grafite proibido vemos o lindo trabalho de "Sombra" e de "Poeta", dois artistas ilegais que descarregam todos os seus sentimentos, anseios e sonhos em muros da cidade.

Lucy ama a arte, vive a arte e seu maior sonho é conhecer esse tal de Sombra, que faz trabalhos que ela tanto admira, que sente o mundo de forma intensa, forma essa que ninguém mais sente, que a ama a arte tanto quanto ela.

O que a garota não imagina é que ela já conhece Sombra e que ele na verdade o Ed, uma pessoa da qual ela não gosta nadinha...
O que passa menos ainda na sua cabeça é que aquele cara que sente e que faz coisas lindas na verdade tem uma vida onde tudo parece dar errado, onde ele não acredita mais no futuro nem em seu potencial... Não estuda mais, desempregado desde que seu chefe (e seu melhor amigo) morreu e sobrevive graças a pequenos furtos. O grafite e a sua arte na verdade são a sua válvula de escape, a sua forma de mostrar todas as suas frustrações.

Até que numa noite eles e mais alguns amigos se encontram e Lucy está determinada a encontrar Sombra. Uma noite que pode mudar tudo. A noite que Ed mais teme. A noite que Lucy mais sonha...
Essa noite tão temida por Ed pode ser a hora que ele finalmente volte a enxergar a luz que há muito
tempo já não vê mais.

"Graffiti Moon" é um livro honesto!
Nele vemos diálogos profundos, intensos e francos. Vemos a importância que a arte tem em nossas vidas, a importância que vem das primeiras coisas, a importância do sentir. O livro também aborda a importância da família e de pessoas que te obriguem a enxergar o melhor que tem, mesmo quando você já não está mais disposto a abrir os olhos e enxergar por si só.

Ed é aquele personagem que você tem vontade de sair e dar um abraço, carregar no colo e levar para a casa. Lucy já é esperta, curiosa e cheia de sonhos, aquele tipo de garota que temos a certeza de que irá conseguir alcançar todos.

"Graffiti Moon" possui uma linda capa e aquela diagramação toda trabalhada na explicação, marca registrada da Editora Valentina.
Foi um livro que me ensinou muito e, principalmente, me ensinou a sentir.
Leitura leve, agradável, doce, inteligente e repleto de ensinamentos nele.

“Quase sempre, quando observo os trabalhos do Sombra e do Poeta, vejo algo diferente do que as palavras me dizem. É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda algum segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo. ”

site: www.nossaressacaliteraria.blogspot.com.br
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Mayara 03/03/2016

Pura poesia
Lucy está olhando os pássaros. Eu a observo e tento imaginar o que ela está pensando. Sonhando com um cara que não existe, eu acho. Um cara com um oceano jorrando da lata de spray, palavras jorrando da boca, dizendo coisas que ela quer ouvir. Eu me pergunto como será o Sombra que ela imagina.

Que atire a primeira pedra quem nunca teve um amor platônico. A protagonista de Graffiti Moon, Lucy, também faz parte deste clube. O problema é que ela nunca sequer viu o rosto do ser amado. Apaixonou-se pelas ideias, sonhos, emoções e paixões expressas nos grafites que o autodenominado Sombra espalha pela cidade. Decidida, Lucy empreende uma busca pelo habilidoso grafiteiro ajudada por Ed – o cara em que ela deu um soco no nariz no primeiro (e último) encontro deles. O que ela não vai demorar a perceber, é que o que tanto procura está mais perto do que imagina. E pode não ser bem o que sonhava.

Lançado no Brasil pela Ed. Valentina, Graffiti Moon, de Cath Crowley é um romance juvenil delicioso. A estória pode parecer um tanto simplória, mas a narrativa é tão rica, tão poética e envolvente, que torna o livro único, especial. O estilo de escrita da autora é realmente maravilhoso, pura poesia.

E o meu cérebro desligou e as minhas mãos ligaram e eu fugi para o muro: pintei um fantasma preso numa garrafa. Dei um passo para trás, para olhar o fantasma, e percebi que o triste não era que ele estava ficando sem ar. O triste era ele ter ar suficiente para a vida toda naquele espaço tão pequeno. O que você estava pensando, fantasma? Se deixando aprisionar desse jeito?
Lucy é uma romântica incurável. Seu encontro com Ed deu mais errado por causa das altas expectativas que ela tinha, do que por causa do que ele fez. Ao mesmo tempo em que é uma sonhadora com alma de artista, ela é decidida e forte, sem se abalar pela opinião alheia. Com os pais juntos-mas-separados e o fim do colegial, o fascínio pelo Sombra é a única coisa constante em meio à tantas mudanças. O que ela não imagina é que seu porto seguro está tão perdido quanto ela.

Ed está cheio de problemas. Largou a escola, acabou de perder seu guia e um dos melhores amigos, foi demitido. Para ajudar a mãe a pagar o aluguel, cogita cruzar a linha do que é certo e errado. Sua via de escape é a arte, o grafite, por meio do qual, juntamente com Leo (que se autoproclama Poeta), extravasa a miscelânea de sentimentos que não cabe mais dentro de si.

O livro ora é contado do ponto de vista de Ed, ora de Lucy, com alguns poemas ocasionais do poeta. A leitura é rápida e agrada pela qualidade do texto (realmente me apaixonei pelo estilo poético da autora – o livro está cheio de marcações das minhas quotes preferidas). As conversas dos dois são ótimas e o ritmo da estória também. Uma ótima escolha para passar o tempo e animar o coração.
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