Graffiti Moon

Graffiti Moon Cath Crowley




Resenhas - Graffiti Moon


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Jess 08/02/2016

Lindo! Arte evapora das páginas!
Vocês não fazem noção do quanto esse livro se tornou especial pra mim. É simples; leve; intenso e acima de tudo - tem arte. Muita arte evaporando pelas páginas e entrando na mente do leitor em forma de palavras, puras e delicadas - como o amor que nasce entre os personagens.

"É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede."

O livro já começa com Lucy correndo pelas ruas tentando chegar a tempo de encontrar o Sombra fazendo mais um de seus grafites nos muros da cidade. Foi por pouco! Por cinco minutos! Mas ela não é o tipo de garota que desiste facilmente.

"Tenho que chegar a tempo. Tenho que encontrar o Sombra. [...] O cara que pinta no escuro. Pinta pássaros presos em muros de tijolos, pessoas perdidas em florestas fantasmas. Caras com corações feitos de grama e garotas empurrando cortadores de grama. Por um artista que pinta essas coisas, eu poderia me apaixonar. Completamente."

A narrativa é intercalada entre Lucy, Sombra e Poeta - o melhor amigo do Sombra que grafita poemas. A cada capítulo conhecemos um pouco de cada um deles, seus dramas pessoas, o que os motiva a serem o que são e como são, o que a arte significa para cada um deles e como a arte os ajuda a fugir dos problemas. O Poeta tem problemas em casa, com os pais e passou a morar com a avó. O Sombra tem dislexia, não consegue entender as palavras, tem dificuldade em ler, largou a escola e tenta trabalhar para ajudar a mãe a pagar o aluguel. Já a Lucy convive com o drama de seus pais que estão casados, mas não dormem na mesma cama, nem vivem na mesma casa.

Sabe o que mais gostei no livro? É que ele é pura arte, é poesia e sentimento o tempo todo! As referências a grandes obras e renomados artistas é algo sensacional. Depois de ler, pesquisei sobre todos os artistas e relembrei tudo o que aprendi sobre eles (estudei na faculdade de Artes Visuais) e me encantei mais ainda pela história e pelo modo como a autora trabalhou os elementos artísticos visuais. Todas as imagens ganham vida, ganham cheiro e cor. Ganham forma real. O livro é muito, muito vivo.

Toda a história se passa em apenas uma noite. Seis adolescentes saem em busca de aventura. Seis histórias diferentes. Seis vidas diferentes. Seis corações em busca de amor.

"Lembre que
O amor
Envolve com os dedos o seu coração
E o segura
Submerso
Lembre-se disso
Quando a próxima garota sorrir."

Vencedor do Prime Minister’s Literary Award de ficção infanto-juvenil e o Ethel Turner Prize de literatura para jovens, Graffiti Moon me conquistou de uma forma profunda, e ao mesmo tempo, delicada. E eu garanto a vocês - que gostam de romance - que irão se encantar da mesma forma. É uma leitura que vale MUITO a pena e deixa a gente com saudade dos personagens. Com certeza, lerei outras vezes.

site: www.arosadoprincipe.blogspot.com.br
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Viviane L. 08/01/2016

Melhor livro de todos os tempos
A primeira vez que li a sinopse desse livro, lembro que o desejei mais que tudo no mundo. Acredito que uma das razões para a gente amar um livro pela sinopse é justamente por ela sugestivamente nos fazer prever alguma coisa, então esse tipo de previsão pode ser poderosa. E isso mexeu tanto comigo!
...

O primeiro capítulo começa com a Lucy correndo pela cidade perseguindo uma pista atrás do Sombra com a ajuda de Al, seu chefe, após ele avisar que o Sombra e o Poeta grafitavam o outro lado da rua onde ficava o seu estúdio, e onde, coincidentemente, Lucy passava parte do seu tempo manipulando vidros. Mas outra vez ela os perdeu! Foi por pouco, por 5 minutos exatamente. Ela quer encontrá-lo porque, convenhamos, a atração começa com a afinidade, assim como o interesse pela curiosidade. Então por ela amar arte, é claro que ficaria curiosa sobre o cara com sensibilidade o bastante para pintar todos aqueles grafites maravilhosos que tanto diziam sobre ela. O que a gente super entende, acontece sempre com os livros. O Sombra parecia alguém ideal para ela, que a entendia, alguém que ela poderia se apaixonar. Mas o Sombra que ela projetava era só uma idealização bem “pés nas alturas”. Ela o endeusava quando ele era apenas um adolescente de dezesseis anos com problemas, um cara que se ela encontrasse, quando encontrasse, não sentiria nada de mágico nele, não o enxergaria. E é essa a grande pegada desse livro.

"Tenho que chegar a tempo. Tenho que encontrar o Sombra. [...] O cara que pinta no escuro. Pinta pássaros presos em muros de tijolos, pessoas perdidas em florestas fantasmas. Caras com corações feitos de grama e garotas empurrando cortadores de grama. Por um artista que pinta essas coisas, eu poderia me apaixonar. Completamente. "

É um livro de narração intercalada em três personagens (Lucy, Ed e Poeta), então você descobre que os problemas deles podem muito bem ser o de qualquer pessoa. Lucy, por exemplo, seus pais têm problemas, e deve ser um saco vê-los brigando e dormindo separados. Mas ainda assim ela tem os dois, diferente do Ed que só tem a mãe morando num bairro podre, e que se revira para sustentar a casa sozinha. Mas pior ainda é o Leo, o Poeta, tadinho, que mora com a avó e tem um irmão muito querido e bonzinho, porém mexe com besteiras (só que a parte da narração dele é só poesia, por isso “poeta”). Quanto a esses dois últimos, a vida deles não é ruim porque não têm a presença constante dos pais. É angustiante porque eles vivem em um ambiente hostil, aqueles bairros com traficantes cuja juventude é propensa a ser surrupiada por falta de oportunidade, e você fica vigiando a vida deles enquanto eles estão tentando remar contra a maré. Ficar angustiada porque eles estão pensando em tomar o caminho mais fácil quando é o caminho por onde eles nunca deveriam ir.

O livro pode servir como instituição, instrumento, mas ele é mais do que isso. O grande erro nas resenhas críticas é não considerarem o público alvo. É tudo sobre eles. Por exemplo, nesse livro, o Ed, o outro protagonista, tem dislexia, que é quando a pessoa não consegue escrever, não porque ela não sabe, mas porque simplesmente não consegue. E ele é tão mal interpretado por isso! Então os docentes, os discentes, apenas pensam que ele não quer nada com a vida. É tão, tão ruim ver que esse livro tem uma média de avaliação tão baixa no Skoob (contraditório para os prêmios culturais que ele ganhou lá fora). Porque ele fala sobre um personagem marginalizado, especial, e que poderia ser qualquer um. Pessoas que carecem de inspiração não precisam de personagens perfeitos, precisam de um reflexo do que elas podem ser. Querem algo mais...

Mas ao contrário do que eu devo ter demonstrado, o livro é tão leve! A narração é tão poética, tem forma, tem cheiro e cor. Por um lado temos a Lucy com seus vidros, o Ed com seus grafites, o Leo com suas poesias. O drama nem existe de fato, ele é só um detalhe (o que não deixa o livro muito pesado); o foco mesmo é na aventura de uma noite quando esses três se encontram, aí junta as duas amigas da Lucy, com mais dois amigos do Ed (incluindo o Leo), e temos aí três casais envolvidos em uma noite muito bagunçada. É quando a gente descobre que Lucy e Ed já se conhecem! Sim, e tudo começa a ficar divertido, mais divertido a Lucy ficar comparando o tempo todo o Ed com o Sombra e ficar jogando isso na cara dele. Numa noite mesmo acontece tanta coisa. Lucy e Ed se unem para encontrarem o Sombra, enfrentam uma festa, a presença psicológica de uma ex-namorada, são perseguidos a noite toda por um bandido muito malvado, e quando finalmente são alcançados, eu fiquei muito, muito nervosa com o quanto nossos pombinhos estavam expostos ao perigo. E então tem o grande erro da noite, e essa foi a parte – e talvez da história dos livros – em que eu torci por um final que não fosse aquele.

"Enquanto a gente caminhava para o cinema, eu mencionei O Sol É para Todos. Ele fez um silêncio maior do que o silêncio que estávamos antes. E agarrou minha bunda.

— Merda — gritou ele quando lhe acertei uma cotovelada no rosto. — Merda, acho que você quebrou o meu nariz.
— Você não devia ter pegado na minha bunda. Não se faz isso num primeiro encontro. O Atticus Finch nunca faria isso.
— Você tem namorado e está saindo comigo? — berrou ele.
— Não!
— Então que porra de Atticus Finch é esse?
— É do livro que a gente está lendo na escola.
— E você vem falar de livros? Comigo aqui sangrando pela rua? Merda. Merda."

Esta resenha não tem pontos negativos a apresentar, apesar da possibilidade de algumas pessoas mais exigentes o acharem simples pela forma que é escrito ou pelo enredo. Mas vale considerar aquele efeito fixo que ele causa na gente e na sensação de estarmos assistindo a um filme Indie, e vale também dizer que não existe uma forma de arrepender de ler esse livro. De qualquer forma tenho certeza de que lhe servirá, seja como passatempo, pela história ou pelo casal - principalmente pelo casal. Escolhi justamente escrever essa resenha porque Graffiti Moon é uns dos meus livros favoritos, e estou indicando esse livro porque ele vale a pena ser lido. Porque ele tem algo a dizer.

Obs: E porque ele é super romântico.


site: http://estilhacandolivros.blogspot.com.br/2016/01/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
Alana.Freitas 08/01/2016minha estante
ah, eu amei esee livro também!! *-*


Viviane L. 08/01/2016minha estante
ele é perfeitinho demais. Vi até sua resenha lá. Li a um bom tempo e só fiz resenha agora, mas nunca esqueci ele. *-*




Ana Caroline 29/10/2015

Graffiti Moon da autora Cath Crowley, foi um livro que eu demorei até decidir ler. Sempre que eu lia uma resenha ela era positiva, mas eu acreditava que seria muito infato-juvenil. Quer erro. Ao finalmente decidir ler Graffiti Moon eu descobri uma história linda e muito bem contada.

Lucy acaba de terminar o ensino médio e decide ter uma noite de aventura com suas duas únicas amigas. Na verdade ela não estava muito interessada, mas quando ela descobre que vai poder usar essa noite "selvagem" com suas amigas para descobrir quem grafiteiro Sombra toda a situação ganha um novo significado. Até mesmo passar a noite na companhia do Ed é aceitável se até o fim da noite ela conseguir finalmente conhecer esse artista que ganhou o seu coração com grafites nos muros da cidade.

Lucy está passando por momentos difíceis em casa, pois seus pais estão morando separados, a sua mãe fica na casa e o pai fica no quintal. Apesar de ambos negarem que estão se separando, essa é uma situação muito difícil para Lucy aceitar e compreender.

Ed vive uma vida muito difícil, filho de mãe solteira e com uma grande dificuldade em aprender ele sente-se excluído e perdido. Atualmente ele perdeu a namorada, por achar que não era bom o suficiente para ela. E para piorar, ainda perdeu um grande amigo e sua única referência masculina na vida e consequentemente também perdeu o emprego.

Se antes de tudo isso Ed já estava perdido, agora ele está perdido e desesperado. Sem emprego ele não consegue pagar o aluguel e se não pagar o aluguel onde ele e sua mãe vão morar? Ela vai ter que largar a escola de enfermagem para poder trabalhar em mais turnos no seu emprego e assim pagar o aluguel, mas Ed não está disposto a deixar isso acontecer. Em tempos difíceis tomamos medidas desesperadas e, por isso, ele decide se juntar ao seu amigo Leo em uma noite perigosa em busca de dinheiro.

Lucy e Ed, cada um tem um objetivo nesta noite, mas eles acabam se juntando e assim seus objetivos se misturam. Lucy buscando o Sombra e Ed buscando dinheiro. Juntos com eles temos mais dois casais de amigos, Leo e Jazz e Dylan e Daisy.

Seis adolescentes, seis histórias diferentes que se unem de uma maneira incrível. Cath Crowley criou personagem tão reais que você consegue sentir suas emoções e se imaginar na pele deles. Uma única noite, uma noite que deveria ser uma grande aventura se torna muito mais, torna-se uma noite de descobertas, de aprendizado e de aceitação.

Quando você conhece inicialmente esses seis personagem você tem uma ideia precipitada, como um pré-conceito. Você os idealiza só para depois a autora destruir todo esse conceito e mostrar como cada um deles tem uma personalidade profunda e um amadurecimento enorme para adolescentes.

Graffiti Moon é um livro que vai conquistar você de uma maneira tão profunda, mas ao mesmo tempo de uma forma tão delicada. Você nem percebe que se apaixonou pela história até o momento que ela acaba e você simplesmente quer mais. Não digo isso pedindo uma continuação, por favor, que não tenha continuação, pois algumas histórias devem ser contadas em apenas um livro e não prolongadas porque podem acabar perdendo sua essência e eu não quero que isso aconteça com este livro.

Se você, depois de ler esse meu relado apaixonado desta história ainda assim não quiser ler, então eu preciso dizer para você: Arrisque! Faça como eu, que não queria muito ler o livro, mas dei uma chance e conheci uma história incrível. Se eu pudesse, faria miniaturas destes personagens e os colocaria em garrafas para mantê-los comigo para sempre.

Obs: Somente quem leu o livro vai entender esse comentário sobre miniaturas e garrafas (estou tentando deixar vocês curiosos para assim vocês lerem o livro *-* espero que funcione).

site: http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/
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Lorrane Fortunato 09/09/2015

Resenha - Graffiti Moon / Dreams & Books
“E todos os pássaros daquele muro caem do céu. Eu os vejo caindo de barriga para cima. Uma tempestade deles cobre o chão.
Mais tarde, vou pintar o céu vazio e os pássaros caídos. Vou pintar, e saber que pior que estar preso num jarro é não estar em lugar nenhum.”

Se você só ler a sinopse de Graffiti Moon pode ter a errada impressão que ele é previsível e clichê. Na sinopse você consegue pescar muita coisa, mas, acredite, não é nem de longe o suficiente. Essa é somente a ponta do iceberg.

Comecei a ler GM em busca de uma leitura mais leve, pra poder aliviar . As minhas leituras anteriores tinham sido mais densas e complicadas e precisava respirar um pouco. Mas, não encontrei o que buscava no livro.

Não de uma forma negativa e sim, de uma muito positiva! Graffiti Moon é engraçado em muitas partes e bem leve. Ao mesmo tempo em que mostra uma realidade cruel. Joga na nossa cara uma história que poderia ser real. E que é a história de muitos jovens.

Com certeza você conhece pelo menos uma pessoa que abandonou a escola, que teve que trabalhar cedo, que fez escolhas erradas e etc. Isso não é algo exclusivo de livros. Muito pelo contrário, está a nossa volta. É uma realidade que nos cerca sempre.

E esse foi um dos pontos que mais me atraiu ao livro. A autora conseguiu passar uma bela mensagem sobre valores, escolhas e oportunidades, sem se tornar algo chato ou parecido a levar um belo sermão. Ao mesmo tempo em que, conseguiu fazer seus leitores refletirem sobre sonhos, medos, metas, ideais, etc.

“Lembre que
O amor
Envolve com os dedos o seu coração.
E o segura
Submerso.
Lembre-se disso
Quando a próxima garota sorrir.”

GM é um livro acima de tudo, sobre amor. Amor ao próximo, amor a família, amor entre amigos e também o amor romântico.
É tocante. Passa muitas emoções e sentimentos. É poético e com certeza, muito inspirador.

Passa uma mensagem tão positiva! Dá vontade de levantar e ir fazer algo para ajudar outros. Ter uma porcentagem de ajuda na mudança do mundo, para melhor. Terminei Graffiti Moon com lágrimas nos olhos e um sorriso no rosto.

Instagram @dreamsebooks

Ah, quem gosta de arte vai se apaixonar por esse livro! Falando em arte, essa edição, em si é uma obra de arte! A capa é lindíssima, as páginas são amareladas e as letras tem um ótimo tamanho. No começo de cada capítulo há uma mancha de tinta, com o nome do narrador. O livro é narrado pelo Poeta, pela Lucy e pelo Ed.

É um livro que, com certeza, eu recomendo muito! É uma daquelas leituras obrigatórias. Todos precisam ler, pra ter uma noção de quão incrível é! Com certeza, entrou para a minha lista de favoritos!

site: www.dreamsandbooks.com
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Maria Laura 16/08/2015

Uma perseguidora, um grafiteiro, e um nariz quebrado.
Essa é a minha definição para o livro Graffiti Moon, publicado no Brasil pela Editora Valentina.
O livro é escrito em primeira pessoa de forma alternada, ou seja, serão três personagens narrando-o. Os personagens que regem cada capítulo serão o Ed, a Lucy, e o Poeta, sendo que a personagem feminina citada tem maior espaço na narrativa. Apesar de eu, particularmente não apreciar muito esse tipo de escrita, neste livro ela funcionou perfeitamente bem, já que o enredo sob esses três pontos de vista auxilia o leitor a entender as histórias próprias de cada personagem e de como tudo aquilo tem um grande efeito sobre o que está acontecendo no momento.
Sombra é um grafiteiro local que expressa suas paixões, sua dor e todas as suas esperanças de como será o seu amanhã através de sua arte, o que ele não sabe é que há uma garota fascinada por ele e seus murais que está mais do que disposta a encontrá-lo, custe o que custar, na noite após o término de seu último ano letivo. Poeta é o parceiro artístico de Sombra, ele grafita poesias de autoria própria para expressar o que o grafite do Sombra representa para ele. Lucy é a garota citada previamente, ela tem uma alma tão artística quantos os grafiteiros por quem nutre um encanto imensurável, sua arte é soprar vidros para a produção de peças artesanais num ateliê local e sonha em ter suas peças expostas em Museus de Arte Moderna. Ed saiu da escola de Lucy uma semana depois de ter chamado-a para o primeiro encontro da garota, mas ele acabou conseguindo apenas ter sido deixado no meio da rua com o próprio nariz sangrando e quebrado; ele tem uma vida bem complicada - em todos os sentidos possíveis - e está sempre tentando ajudar a sua mãe, sem se importar com o que precisa ser feito.
Na primeira noite longe do Ensino Médio, Lucy e suas duas melhores amigas decidem sair para comemorar, e não há melhor forma de fazê-lo além de tentar encontrar seu apaixonante grafiteiro. Acredite, a última coisa que ela quer é se ver presa em Ed simplesmente porque sua amiga vidente interessou-se pelo melhor amigo do garoto. Mas eles podem saber onde Sombra está, e, fazendo jus ao nome que leva, ela sabe que ajuda será necessária. O problema é Lucy desvendar o que se mostra na sua frente o tempo inteiro, literalmente.
O livo ocorre durante 12 horas, de uma noite repleta de problemas e arte até uma manhã na qual a paz e um abraço são necessários. Sinceramente, li esse livro em menos da metade do tempo em que a narrativa é contada, de tão cativante e arrebatador que é, não consegui largá-lo para absolutamente nada!
Eu amei esse livro e a forma com que a Cath consegue equilibrar toda a angústia e o amor reprimidos, as fortes personalidades de todos os envolvidos na trama, além de uma deficiência que foi abordada de forma sutil e impactante. Ao longo do livro nós temos a oportunidade de conhecer cada personagem mais profundamente sem que a autora simplesmente nos relate tudo de uma vez só nos deixando atordoados com a quantidade demasiada de informação.

site: http://www.escritoresaoavesso.com.br/
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liilo 03/08/2015

Rápido, ritmo bom e com humor bom
Não esperava uma história legal. Porque histórias de faixa etária escolar têm chichés à beça. E, Graffiti Moon não fica nos rodeios.

A história se passa numa única noite. Cada capítulo é narrado por um personagem. Devo dizer que a mudança de um personagem ao próximo é incrível. Ótima. Divertida. Dá um ritmo fabuloso. Não tenho mais adjetivos.

O cenário é a Austrália, mas está mais para "o cenário é as pessoas e seus sentimentos que, Ed, Lucy, e outros comparam com obras de artes", várias de autoria australiana. Nas que são visuais, é possível ir atrás. Foi mais que válido, parar um pouco a leitura para checar as obras menciondas.

Os trabalhos feitos pelos personagens são bem criativos. E como ao descritos, nem te deixa perdido, nem te dá uma fotografia da coisa. O que foi ótimo.

Recomendo o livro :-)
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Everything but the books 22/07/2015

Qual o resultado da seguinte mistura: um artista grafiteiro, seu amigo poeta, uma garota artesã de vidros feitos à base de sopro, sua amiga maluquinha que se considera vidente, um renomado artesão de vidro, o gentil dono da loja de tinta, um pai mágico, uma mãe extremamente amorosa, um marginal violento, etc.? Um livro surpreendente e divertido.

Os protagonistas de Graffiti Moon são Ed e Lucy, mas em nenhum momento os personagens secundários são meros coadjuvantes. Os melhores momentos do livro, para mim, saíram da bagunça que todos adolescentes fizeram juntos, e foi muito bom poder gargalhar lendo o livro.

O mais interessante de tudo é que o livro narra, na maior parte, os acontecimentos de apenas uma noite. Mas essa fatídica noite será aquela na qual um casal se reencontra, outro é formado, outro quase desfeito, e os 03 casais terão um tempo bem curto para resolver suas pendências, e a pendência financeira de seu amigo junto a um marginal bem asqueroso.



Conheçam alguns dos personagens:

Núcleo Ed:

Ed: codinome Sombra, é um artista muito pobre, anônimo, muito talentoso, um amante do grafite e dotado de uma alma sofrida, mas não pálida. Sua arte, ainda não reconhecida no comércio, é utilizada para embelezar a via pública de Melbourne, Austrália, e dar forma e cor ao sofrimento de Ed.

A mãe de Ed: simplesmente maravilhosa, uma mulher corajosa, protetora, altruísta e sonhadora, que aos 15 anos engravidou e foi abandonada pelo pai de Ed, a quem ama de uma forma inenarrável.

Leo: amigo de Ed, também atua no anonimato com o codinome Poeta, e seus lindos versos ganham um destaque especial no livro. Igualmente pobre, acaba por contrair uma dívida de 500 dólares junto a um marginal perigoso, e tem a ideia, nada brilhante, de pagá-la assaltando o departamento da escola de arte, junto com seus amigos.

Dylan: o amigo atrapalhado de Ed, que tem a brilhante ideia de esquecer o aniversário da namorada, celebrar o fim do ensino médio jogando ovos na mesma, e gastar o dinheiro das férias que passaria com sua amada simplesmente comprando um Wii.



Núcleo Lucy:

Lucy: uma das personagens mais sonhadoras que já conheci, é uma artesã talentosa, apaixonada pela arte da confecção de vidros feitos à base de sopro. Com pais, digamos assim, alternativos, possui um amor platônico por Sombra (a quem persegue regularmente), uma bicicleta adaptada e seu respectivo capacete cor de rosa, e um soco de direita tal e qual as melhores boxeadoras femininas.

Jazz: amiga maluquinha de Lucy e protagonista dos momentos mais engraçados do livro, acredita ser uma poderosa vidente.

Daisy: a amiga que fecha o trio, tinha a intenção de apenas comemorar o fim do ensino médio com suas amigas, esquecer que seu namorado Dylan lhe havia atirado ovos, mas acaba envolvida na noite mais atrapalhada de sua vida.



Conheçam os casais:

Ed e Lucy: fofos demais!!! Ed já conhecia Lucy de um encontro em que ele acabou no Hospital, resultado de uma combinação bem simples: Ed apalpou o traseiro de Lucy e a garota lhe acertou um soco digno de orgulhar Muhammad Ali. O reencontro dos dois servirá para que Ed conheça a artista que se esconde na garota, e Lucy, além de ser perdoada por Ed, conheça o garoto sofrido e problemático que se esconde no artista.

Prepare-se para gargalhar na fase do livro em que Ed tenta subir na traseira da bicicleta adaptada de Lucy!

“Ela empurra os pedais de novo, com força.

-Você pesa uma tonelada.

– Quer que eu pedale?

– Eu preciso de impulso, só isso. Desça.

– Você é muito charmosa, deve ouvir isso sempre.

– Desça – repete ela. Vou pedalando e você corre atrás e pula na bicicleta.

– Muitos caras convidam você para sair uma segunda vez?

– Só os corajosos.”

Ah, um dos cadernos que Ed levava consigo, trazia vários desenhos feitos pelo seu falecido patrão, e que folheados sequencialmente pareciam criar vida. Esse tipo de arte é muito bonito:
Leo e Jazz: quem diria que um poeta sensível e sofrido iria encontrar uma garota divertida, uma vidente de trancinhas, viciada em balas e pirulitos, e realmente apaixonar-se?

“(Jazz)Tudo bem. Vamos ter que pular por cima da parede para sair daqui.

Jazz sobe no vaso, escala o porta-papel higiênico e se lança para o outro lado.

(Lucy) Impressionante – digo, e só então a gente escuta a Jazz cair no chão.

– Nem tanto – comenta Daisy.

Dylan e Daisy:o casal mais yin yang do livro. Dylan terá apenas uma noite para se redimir com Daisy, e ver esse garoto, estilo ogro, tentando descobrir a causa de tanta briga, foi hilário.

“Tenho um jeito especial de arrancar a verdade do Dylan.

– Qual? – pergunto.

– Um chute no saco.”



Senti falta de:

– Conhecer mais do mundo das artes e poder compreender as referências que a autora colocou no livro, os artistas, suas obras, e até o estilo de grafite de Ed.

– Uma fonte diferente no livro, que pudesse separar os momentos em que os personagens falavam do presente, dos momentos em que os personagens reportavam-se ao passado.



Resultado final do livro: escolha da obra, capa e tradução perfeitos, parabéns à Editora Valentina.

site: http://blogeverythingbutthebooks.com/2014/05/23/resenha-graffiti-moon-de-cath-crowley/
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Alana.Freitas 25/05/2015

Preciso confessar algo há muito bastante evidente: amo capas lindas. E preciso dizer que essa capa da Valentina para Graffiti Moon ficou lindíssima. Não posso julgar por capas, mas já não consigo evitar. As vezes fico com ressaca literária e isso me salva, as vezes. Porque tem uns livros por aí com capa linda e conteúdo bosta.

Anyway, agora vamos ao que interessa.
Graffiti Moon é um livro curtinho e bem escrito, li em um dia. A obra trata de Lucy, uma garota que “acha” que é apaixonada pelo grafiteiro auto intitulado Sombra. Ele é conhecido por deixar sua marca de pássaros e oceanos pelos muros da cidade. Ele escreve desenhando, mundos, sentimentos seus alívios e suas tristezas, a fuga . Ela estava aficionada pelo grafiteiro e juntos com suas amiga Jazz e Daisy tentará encontrá-lo.
“_ A gente acabou de se conhecer, então vou perguntar com delicadeza: você é doida?
– Só por curiosidade, o que você diria se a gente já fosse amiga há mais tempo?
– Ele pode ser um serial killer ou, pior, pode ser velho, Lucinha.
– Serial killers não são criativos.
– Assista Dexter e volte a falar comigo.”

Lucy quer desesperadamente conhecê-lo porque sente que ele entende de arte, ela sente e entende o que ele coloca nos muros. Ela quer conhecê-lo e vai embarcar numa aventura com Ed, o cara com quem ela havia saído há alguns anos e tido um encontro estranho. Edward deixou a escola no primeiro ano porque tinha dificuldade para ler e se achava incapaz de continuar.

A estória intercala poemas do Poeta, e a narrativa Lucy e Ed. Cada um trás um pouco de suas histórias ate chegarem ali. O livro é leve, interessante, bonito, e você sente vontade de rir e chorar. Eu simplesmente amei o Bert. Por alguns momentos senti vontade de chorar e senti uma falta enorme dele, uma saudade estranha por alguém que nunca vi . A vida do Ed era muito ferrada e eu torcia para que tudo desse certo. Ele precisava de alguém, de um emprego... De tudo!



“E todos os pássaros daquele muro caem do céu. Eu os vejo caindo de barriga para cima. Uma tempestade deles cobre o chão. Mais tarde, vou pintar o céu vazio e os pássaros caídos. Vou pintar, e saber que pior que estar preso num jarro é não estar em lugar nenhum.”

A narrativa se desenvolve sem problemas e traz reflexões sobre autoconhecimento, citações interessantes, muitos poemas e personagens agradáveis e amistosos. Realmente amei todos os personagens. Geralmente fico com um pé atrás por causa de alguém, mas nesse livro gostei de todos.
O que também achei legal e interessante é que tudo se passa em uma noite. Já escrevi um livro assim e achei o máximo.
Ed e Lucy entram numa busca para achar o Sombra e a cada hora juntos, eles passam a conhecer um ao outro de verdade. Eles passam a se enxergar e criar novas perspectivas. Nem um dos dois será o mesmo depois dessa noite.
Depois de um livro decepcionante (A joia) ainda bem que decidi ler este romance fofo e interessante genteee.
Obs.: Sem querer me ater a termos médicos, quando Ed disse que era ruim com as palavras acreditei que ele era disléxico. A autora não disse isso, mas foi nisso que acreditei.

site: http://piecesofalanagabriela.blogspot.com.br/2015/05/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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Clã 19/04/2015

Clã dos Livros - Graffiti Moon
"Só não se esqueça: pinturas também provam que os homens das cavernas existiram. O sombra pode não ser o cara que você está esperando."

Lucy ama arte e sonha com o dia no qual conhecerá o Sombra, grafiteiro super talentoso que pinta os muros da cidade. Ela terminou o ensino médio, e para comemorar, decide procurar por aquele que pode vir a ser o rapaz por quem vai se apaixonar. Afinal, ele tem uma sensibilidade impressionante, com certeza ama arte e tem muito assunto relacionado ao tema para conversar. Não é verdade?

"Quase sempre, quando observo os trabalhos do Sombra e do Poeta, vejo algo diferente do que as palavras me dizem. É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda um segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo."

O último encontro da moça, foi um desastre. Ela saiu com Ed, um rapaz muito interessante que fazia seu sangue ferver, só ao se olharem, mas Lucy não poderia imaginar que ele seria um cara totalmente sem assunto e ainda por cima daria um super vacilo. É claro, algumas atitudes se pagam com um soco, bem no nariz. E foi isso que Lucy fez, quebrou o nariz de Ed e o deixou lá, sangrando.

Mas ela não esperava que justamente Ed, a última pessoa com quem gostaria de passar a noite, fosse se oferecer para levá-la pela cidade em uma busca pelo Sombra.

Nas idas e vindas dos dois pelas ruas escuras, coloridas com os grafites do Sombra e em alguns momentos perigosas, Lucy vai descobrir que Ed é muito mais interessante do que pareceu em seu primeiro encontro.

Ed é um rapaz inteligente, mas tem uma dificuldade com as letras, e isso, aliado ao fato de precisar ajudar sua mãe com as despesas, fez com que resolvesse abandonar a escola. Ele é um artista, mas por conta de suas dificuldades, sente que não tem um futuro promissor.

"Sinto que só da arte eu encontrei o jeito. Palavras, escola, eu nunca saquei a coisa toda. Eu ficava lá, sentado, tentando bloquear o som das cadeiras se arrastando ( ... )"

Durante as aulas de artes, ficou fascinado por Lucy, uma menina linda com uma pinta no pescoço que o atraía, até que um dia tomou coragem e convidou-a para sair. Mas o que parecia um encontro dos sonhos, terminou com muito sangue.

Quando tempos mais tarde, Lucy aparece junto do seu grupo de amigos dizendo que deseja conhecer o Sombra, Ed acaba se tornando seu guia, mesmo que a princípio tenha sido contra essa jornada.

Ele guarda um segredo, mas fica a cada momento mais disposto a revelá-lo para a moça tão estranha e fascinante que roda pela cidade ao seu lado.

Graffiti Moon é lindo. Lindo!
Uma história repleta de poesia e arte. Luz, cores, vida e angústias pintadas pelo Sombra aqui e ali.

"Suas palavras são imagens, e eu as pinto no muro da minha mente enquanto ela fala."

A autora foi de uma sensibilidade incrível ao construir os personagens. Se descobrindo e se construindo. Amadurecendo.

Os dois passam por algumas aventuras ao longo da história. Tristes, engraçadas, tensas e interessantes, como a vida dos jovens costuma ser.

Os protagonistas são ótimos e nos presenteiam com diálogos interessantíssimos, mas os personagens secundários, são quase protagonistas também. Todos os personagens são reais em seu comportamento tão jovem e muitas vezes imaturo. Engraçados e as vezes sofridos, vivendo dramas familiares e financeiros muito reais.

Os capítulos intercalam o ponto de vista de Lucy, Ed e o Poeta, nos deixando curtir todos eles, um pouquinho de cada vez.

Terminei a leitura com um sorrisinho bobo no rosto e acabei abraçando o livro. Sério! Abracei mesmo. Uma vontade louca de ficar com Lucy e Ed para mim.
Nem preciso dizer que amei, certo! Mas eu digo mesmo assim =) Amei e super recomendo!

site: http://cladoslivros.blogspot.com.br/2015/03/resenha-graffiti-moon-de-cath-crowley.html
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Lucianoasantos 10/03/2015

Depois de semanas difíceis, só mesmo um livro muito bom para fazer com que o leia de um impulso só. Graffiti Moon é desse tipo de livro, e agora tenho a difícil missão de falar sobre ele. É aquela velha história: é muito difícil falar sobre algo de que você gostou tanto. Vou tentar.

Em Graffiti Moon, conhecemos Lucy, uma garota que acabara de se formar e que, ao lado de sua melhor amiga, Jazz, e Daisy, resolvem sair para comemorar. A noite perfeita depois de muitos anos de escola, que marcaria a transição entre a vida de colegial e o ingresso na faculdade. Eles se juntam a Dylan, que namora Daisy, e seus dois amigos, Leo e Ed. A ideia não agrada muito a Lucy, que tivera um encontro traumático com Ed anos antes, mas eles garantem que conhecem o Sombra, um misterioso grafiteiro que espalha suas obras pela cidade, e que Lucy quer muito conhecer. Decidem então partir noite afora visitando as obras do Sombra, para, quem sabe, se encontrarem com ele.

O livro começa despretensioso mas ganha exponencialmente o interesse do leitor com o decorrer da história. Fica claro logo no início que existem uma ou duas cartas marcadas, mas a autora não esconde isso nem se intimida, e ela altera toda a lógica do suspense e dos finais grandiosos ao usar isso ao seu favor. O leitor durante todo o tempo enxerga todo o quadro que Lucy e suas amigas veem só uma parte. Resta a ele então torcer, e isso não é nem um pouco monótono, assim como não o é o fato de toda ação do livro se passar em uma noite.

Gostei muito da narrativa seguir uma onda “sensorial”. Enquanto os personagens vão conversando entre si ou tecendo monólogos, o andamento da narrativa é definido pelos sentimentos que o assunto sobre o qual estão falando causam neles, assim não seguem uma linha pré-determinada, preponderantemente cronológica, mas bastante sentimental, o que aproxima muito de como se dão as conversações no mundo real. Em um livro que fala sobre personagens que gostam de arte e a tratam com respeito, isso ganha uma cor diferenciada. O fato de se alternar os capítulos entre os personagens dá uma agilidade enorme ao texto, além do tão bem vindo conhecimento dos dois lados da moeda.

A autora, Cath Crowley, tem todos os méritos do mundo por fazer de seus personagens tão palpáveis. Eles são adolescentes que falam de arte com paixão, e não soam forçados, mas tampouco são perfeitos. Lucy, a protagonista, quer ser uma artista e tem como imagem de homem ideal a figura de um grafiteiro conhecido como Sombra, em cuja obra, ela acredita, se viu representada. Jazz, sua melhor amiga, é uma aspirante a atriz com a intuição superdesenvolvida que ganha um dinheiro trabalhando como vidente. Ed abandonou a escola para ajudar sua mãe, que conta os centavos para fechar as despesas no fim do mês, mas na verdade se sente incomodado e diminuído por ter problemas com a leitura – acredito que ele seja disléxico – e está disposto a se arriscar para salvar a pele de seu melhor amigo, Lou. Eles são adolescentes normais, tem sonhos, dúvidas, e não se parecem com personagens de comercial de margarina que sempre me irritam tanto.

Apesar de ter poucas páginas, são menos de duzentos e cinquenta, o livro não é curto, ele tem tudo de que precisa. É maravilhoso “ouvir” jovens que falam de arte não de maneira técnica, mas traduzindo em palavras os sentimentos que ela lhes provoca, tornando sólidas as partículas do que sentem, que é mais ou menos o que acontece quando você se lembra de um livro ou filme ou música e se sente emocionado com aquela memória – no meu caso, e mais recentemente, Lost, Quando Tudo Volta, e Dour Percentage, do of Montreal. De certa forma que para mim faz todo o sentido, isso os legitima, faz com que sejam reais todas as qualidades e defeitos que a autora lhes atribuiu.

Pensando em uma maneira de definí-lo, o que me vem logo a cabeça é que o livro é desesperançado sem ser, mas isso não é definitivo. É um pouco como a nossa vida, dependendo da forma e do momento em que pensamos nela. E ele é tão válido de ser lido quanto a vida é de ser vivida.

site: http://www.pontolivro.com/2014/05/graffiti-moon-de-cath-crowley-resenha.html
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Veneella 26/01/2015

'Cidades de Papel' encontra 'Um Mundo Chamado Timidez'
Esse livro é uma obra de arte em tantos sentidos! Acho que uma palavra que se associa muito bem a ele é sinestesia. É algo que vai invadir e mexer com todos os seus sentidos de forma sem igual, uma mistura de sons, cores, beleza e sentimentos em uma narrativa completamente envolvente. Fui tragada para uma noite tão surreal que terminei o livro com inveja dos personagens.

Se Graffiti Moon já não tivesse me conquistado pela arte, certamente conquistaria pelos personagens e pela narrativa. Alternando entre os pontos de vista dos dois personagens principais, e ocasionalmente pontuado com o ponto de vista do Poeta em forma de ~dã~ poesia, é uma leitura sensível e ao mesmo tempo engraçada. Muito engraçada. Ed e Lucy possuem um senso de humor incrível que resulta em ótimas tiradas, sem falar da amiga Jazz com sua atitude firme e língua afiada.

“- A gente acabou de se conhecer, então vou perguntar com delicadeza: você é doida?
– Só por curiosidade, o que você diria se a gente já fosse amiga há mais tempo?
– Ele pode ser um serial killer ou, pior, pode ser velho, Lucinha.
– Serial killers não são criativos.
– Assista Dexter e volte a falar comigo.”

pág. 67

Eu simplesmente adoro livros como esse, onde uma noite pode mudar tudo. Há uma sensação de liberdade, um tipo de mágica diferente que só uma noite de juventude e estupidez parece proporcionar. Uma noite em que, por um curto período de tempo, você se sente infinito. Você busca sonhos e encontra amizades, amores e aventuras. Acho que essa é uma das razões porque eu gosto tanto mais da noite do que do dia, parece que são dois mundos diferentes, como se a escuridão guardasse segredos que desaparecem na luz. Esse é um livro que ilustra muito bem esse conceito enquanto Lucy e Ed vagam na escuridão e encontram pássaros presos em muros, e garrafas como barcos que vagam no vazio, e tudo o que eles tem é essa noite, antes que o Sol nasça e tudo evapore como num sonho.

A escrita é deliciosa, fácil e fluida o tempo inteiro. É o tipo de livro que te agarra quando você menos espera e depois você não sabe como desgrudar dele – não que você vá querer desgrudar. Cath sabe construir seus personagens de forma real e natural e sabe passar isso para o leitor através de uma história relativamente simples, divertida, mas que cativa a todos com sua atmosfera de sonhos.

Graffiti Moon me passou uma sensação maravilhosa que só posso descrever como uma mistura de Cidades de Papel (John Green) com Um Mundo Chamado Timidez (Leanne Hall), dois livros que eu amo. Cath misturou a vibe jovem e o infinito de John com a atmosfera surrealista da noite sem fim de Hall, o que gerou um livro delicado, engraçado, levemente mágico e completamente encantador. Um must have na estante de qualquer leitor que seja apaixonado pelos mistérios e magias que só se descobrem depois do anoitecer.

site: http://www.itrandom.com.br
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Daniel Bittar 26/12/2014

Uma poesia em imagens
Lucy, Ed e Leo são os adolescentes em período escolar que vivem os principais papéis em Graffiti Moon. O meu primeiro contato com o livro aconteceu quando eu recebi em casa uma cortesia das sorteadas no Skoob. Foi um acontecimento inesperado - eu raramente ganho alguma coisa - e por isso até estranhei quando recebi o pacote com o livro. Mas no momento não me empolguei em lê-lo. Apesar de curtir literatura infantojuvenil, esse tipo de romance não costuma fazer parte do meu portfólio de leitura. Mas depois de algum tempo resolvi arriscar. E que grata surpresa eu encontrei em suas páginas!

Passeando pelo universo do grafite e da arte em vidro e desenhando uma cultura sobre vários artistas australianos e de outras nacionalidades o livro retrada uma noite na vida dos jovens que acabaram de terminar o ensino médio (ou o equivalente australiano do ensino médio =P) e saem para comemorar à noite. Lucy nutri uma paixão pelo Sombra - o grafiteiro - e decide sair em busca de conhecê-lo. Ao mesmo tempo ela desgosta ao extremo de seu ex-colega de escola, Ed, mas é junto a ele que ela sai em busca do Sombra e, para alcançar esse objetivo, vai revisitar vários de seus trabalhos com o Poeta - amigo de Sombra responsável pelas inscrições de cada pintura. Ainda na mesma noite, Ed e Leo se preparam para assaltar a escola em que estudaram e caberá à Lucy e suas amigas a tarefa de impedir o acontecimento.

Será que elas conseguem? Ou o que será que acontece nessa noite?

Só lendo para descobrir... ;)

Em Graffiti Moon Cath Crowley transforma a vida dos adolescentes em poesia. Tudo é bonito, poético e emocionante. E mesmo todas as pinturas em grafite feitas pelo Sombra e os trabalhos em vidro feitos pela Lucy são tão bem descritos que se é possível imaginar com facilidade. E eles são bonitos, transbordam poesia mesmo nas imagens mais simples. Enfim, é um livro que vale a leitura. Você não vai se arrepender e ainda vai ficar querendo mais.
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Lili 10/11/2014

Graffiti Moon
Aguinha com açúcar. Achei bem bobinho, confesso que esperava mais.
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Nica 30/10/2014

Resenha postada no blog Drafts da Nica - PROIBIDA CÓPIA TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO.

Graffiti Moon é simplesmente leitura mais do que recomendada para os amantes da literatura jovem. O livro de Cath Crowley foi publicado aqui no Brasil pela Editora Valentina e, apesar de eu não ter curtido tanto a capa assim no começo, não posso dizer o mesmo da história: MARAVILHOSA.

Lucy chegou ao final do ensino médio e, dentre a sua listinha de coisas a fazer com suas amigas na noite de sua formatura, uma delas é conhecer o Sombra, um misterioso e muito talentoso grafiteiro local. No meio dessa aventura/busca, ela acaba tendo que passar um tempo com Ed, um garoto que frequentava a sua escola, que ela teve um rolo de um único dia e que acabou apanhando da menina.

Ed é um jovem muito inteligente, mas que tem uma vida bastante difícil. Mora sozinho com a mãe e tem que ajudar a mesma com as contas da casa. Acabou largando a escola para poder colaborar mais em casa e, assim, deixar que sua mãe realizasse um sonho antigo. Quando perde seu chefe e grande amigo, Ed se vê ainda mais solitário... Quando vê a admiração de Lucy a menina que ele admira e tem uma queda pelo trabalho dos grafiteiros Sombra e Poeta, ainda que com medo que ela descubra a verdade no final, ele promete leva-la ao encontro do seu fascínio, o Sombra.

Além dessas duas personagens maravilhosas, que sustentam a história muito bem, contamos ainda com Jazz, Daisy, Leo e Dylan. Se Lucy é doida pelo trabalho de Sombra, Jazz é pelo do Poeta. Aliás, a ideia maluca de se juntar à Ed, Leo e Dylan namorado de Daisy -, parte dela. Juntos, em uma noite pra lá de reveladora e misteriosa, com momentos íntimos e outros constrangedores, repleto de aventura e travessuras, esses jovens vão se descobrir e se apaixonar verdadeiramente.

Narrado a partir do ponto de vista de três (!!!) personagens, Graffiti Moon nos encanta com sua arte gráfica e suas palavras. A narrativa é feita, em grande parte, por Ed e Lucy, mas o Poeta também tem seus momentos on the spot e nos arremata com sua linda poesia, cheia de sentimentos e emoções. A linguagem desse livro é poeticamente bonita e flui facilmente, nos conectando imediatamente com as personagens, suas vidas e anseios.

Além da linguagem verbal, a não-verbal também chamará a atenção do leitor. Confesso que não sou muito fã de grafites... Pelo menos, aqui no Brasil. Poucos são os que realmente fazem artes com os sprays. Apesar de não encontrarmos desenhos dos grafites do Sombra, a descrição dos mesmos pelos olhos da menina Lucy, somados à poesia do jovem Poeta, faz com que sejamos capazes de imaginar, de visualizar, as mesmas. É delicado, é lindo!

"Gosto da ideia das suas garrafas. Memórias que são apenas formas estranhas flutuando aqui dentro da gente, memórias que são apenas garrafas vazias. E as coisas boas, engarrafadas, para que não possam ir embora."

Através da arte, o romance é lentamente desenvolvido... A leveza com que as coisas acontecem torna este livro ainda mais perfeito. Esqueçam aquelas paixões-foguete. Em Graffiti Moon, o amor vai nascendo aos poucos, passando por momentos de desconfiança, de dúvidas e insegurança; outras vezes, por momentos sensíveis, de entrega, de descobrimento e reconhecimento.

Graffitti Moon é muito mais do que um simples romance sobre arte e amor. É, na verdade, uma obra-prima minimamente trabalhada e poeticamente ritmada.


site: http://www.draftsdanica.com.br/2014/08/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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Quatro Amigas 21/10/2014

Resenha para o blog www.quatroamigaseumlivroviajante.com
Primeiro de tudo gostaria de começar essa resenha dizendo que Graffiti Moon é uma deliciosa surpresa da qual eu não esperava.

O livro conta a história de Lucy e sua busca atrás de descobrir quem é o novo grafiteiro do pedaço que tem marcado sua arte pelos muros da cidade assinando com o nome de Sombra. Certa de quem tem uma ligação única com o grafiteiro Lucy está mais do que disposta a ir atrás dele, e para isso contará com a ajuda de seus amigos em uma noite pra lá de especial.

Sabe aqueles livros fofos, de leitura leve que uma vez que você pega não consegue mais largar? Pois bem, foi exatamente isso que aconteceu no momento em que coloquei as mãos em Graffiti Moon e me vi enfeitiçada por ele, a começar pela escrita super leve da autora Cath Crowley que consegue envolver o leitor em diversas formas de dramas familiares, emocionais, situações do dia-a-dia, na arte em sua diversas formas, sem empanzinar o leitor com isso e em apenas 240 páginas (210 no e-book, sim eu tenho os dois).

O livro é narrado por 3 personagens, sendo eles Lucy, Ed e Poeta, companheiro de grafiti de Sombra, e que também tem sua arte em forma de poemas espalhados pelos muros da cidade. Além desses três personagens principais há também os secundários e que encantam tanto quanto. Lucy e Ed pela troca de farpas e línguas afiadas, rendendo ótimas falas no livro. Leo e Jazz pela troca e entrega de sentimentos. E Daisy e Dylan, pela relação doida e atrapalhada. Todos os seis marcam o livro e conquistam seu espaço na história, e posso dizer que essa amizade ou o início dela, rende ótimos momentos e grandes gargalhadas, sim, GARGALHADAS! Eu me vi segurando elas com medo de acordar alguém aqui em casa, já que inventei de ler o livro à noite, se tornando assim impossível de ir dormir sem conseguir terminar de lê-lo.

Além de ótimos momentos com essa turma, a forma como Crowley conseguiu traduzir em letras a arte visual do graffiti de Sombra e de tantos outros grandes pintores, e como ela moldou a mente dele de como via e se expressava para o mundo, me encantou. E eu que nunca nem me liguei nessas coisas, me vi analisando tons, nuances, imaginando cada tela, cada graffiti, me fazendo mergulhar nessa forma de arte da maneira a qual eu nunca tinha mergulhado já que na correria do dia-a-dia esse tipo de coisa sempre passa desapercebido, e para entender esse tipo de arte, é preciso muito mais do que apenas uma pequena olhada, mas sim é preciso mergulhar, se perder, se entregar.

Quando acabei de ler Graffiti Moon pode-se dizer que eu estava literalmente flutuando. Flutuando em tonalizações de azul (piadinha tirada do livro), branco, preto. Em meio ao carvão, ao vidro, ao teatro. Tantas formas de artes mostradas em tão poucas páginas

site: http://www.quatroamigaseumlivroviajante.com/2014/10/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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