Graffiti Moon

Graffiti Moon Cath Crowley




Resenhas - Graffiti Moon


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marypaixao 10/09/2014

É o final do último ano do ensino médio para Lucy, e ela quer comemorar. Para isso, decide encontrar o Sombra, o anônimo grafiteiro que espalha sua arte em forma de pássaros e céus e muitas outras formas de spray que encanta Lucy. Andando pela cidade com Ed, o garoto em que ela deu um murro no nariz num encontro desastrado, ela vai tentar descobrir mais sobre seu artista das ruas.

Eu sempre quis ler esse livro porque o ritmo e a poesia da sinopse me encantaram desde a primeira vez que eu a li. Com a publicação aqui pela Valentina, finalmente li e meu único contra é que é uma noite só é pouco pra tanta beleza.

As imagens que a narrativa da Crowley passa são incríveis. Dá pra sentir toda a paixão e todo o encanto da Lucy pelas obras de grafite do Sombra. E também dá pra se maravilhar com o pouco que é falado do trabalho dela fazendo vidros. É incrível como a arte toca cada um de forma diferente. A Lucy tem um entendimento da obra da Sombra que me deixou boquiaberta de tanta beleza. Não consigo me relacionar tanto assim com pinturas e coisas assim. Pra mim, o mundo que a Lucy mostra e ama no livro é algo bem novo e, talvez por isso, ainda mais encantador. Não é como se ela tivesse passado pelas mesmas coisas que o Sombra passou e, por isso, o entendesse. É mais uma questão de profunda conexão. O que ela pensa sobre o que ele grafita é como se fosse um complemento do próprio pensamento dele. Acho que o Sombra se surpreende tanto quanto eu me surpreendi ao saber o que a Lucy pensa sobre os grafites dele.

Acho que esse é o ponto principal do livro: não é uma história sobre a Lucy e Sombra. É uma história sobre Lucy, Sombra e arte. É lindo e incrível. É poético, também, não só por causa das poesias que acompanham os desenhos do Sombra e são feitos pelo amigo dele, o Poeta. É poético como a arte consegue salvar todos eles, de uma forma ou de outra.

É uma ótima leitura, fluida, mágica, intensa. Como eu disse no começo, o único problema é ser pequeno demais pro meu gosto. O que não quer dizer que a história não é completa e serve bem aos seus propósitos. É apenas uma noite, mas algumas noites valem mais do que vários dias.
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Livy 07/09/2014

Cheio de poesia...
Graffiti Moon da autora australiana Cath Crowley, me deixou curiosa. Desde que vi que a Editora Valentina iria lançar o livro, me vi ansiosa para conferir se seria tão bacana quanto parecia. A premissa me me pareceu muito interessante, e foi quando concluí a leitura que vi que o livro é bem mais fofo do que imaginava, não esperava por isso.

Conhecemos, em capítulos alternados, Lucy e Ed. O livro se passa em primeira pessoa, alternando entre ambos. O interessante é que a história do livro se passa totalmente em apenas uma única noite. O ensino médio já terminou e esta noite Lucy vai sair com sua amiga Jazz e a recente amiga Daisy, e virar a noite se divertindo. Elas estão em um lugar para comer, e Jazz, que tem um quê de vidente, anuncia que os próximos garotos que entrarem pela porta são os garotos com quem as três amigas irão ficar naquela noite. Lucy que não gosta muito de se envolver com qualquer garoto, não gosta muito da ideia. E para sua surpresa entram realmente três rapazes na lanchonete: Ed, Leo e Dylan.

Entre Leo e Jazz surge uma química imediata; e Daisy e Dylan têm a chance de se entender, já que são namorados mas estão meio brigados. O problema é com a Lucy: ela conhece o Ed e não tem uma lembrança muito boa dele, assim como ele dela. Más impressões, alguns enganos aqui e ali.

Mas para Lucy nada disso importa. Ela não quer saber se terá que aguentar Ed a noite inteira, pois tudo o que ela realmente quer é conhecer o famoso artista grafiteiro Sombra. O misterioso artista espalha pelos muros e paredes da cidade sua arte que, Lucy entende, transborda de emoções e sentimentos. Ela tem uma paixão pelo misterioso Sombra e sua arte, e acredita até mesmo estar apaixonada. Como ela tem uma alma artística, ela sabe que Sombra é incrível e muito inteligente. Sonha em conhecê-lo e, quem sabe, ter um romance com ele (é inacreditável). E quando ela descobre que os rapazes conhecem o misterioso artista, ela então parte junto a Ed, em um tour dos trabalhos dele, em busca do sonho de Lucy.

Enfim, não vou contar muito os detalhes da história porque acabarei contando o livro inteiro. Graffiti Moon tem uma história simples, que basicamente é a aventura de Lucy e Ed noite a dentro à procura do Sombra. Não somente Lucy e Ed tem sua aventura, mas todos os personagens do livro têm seus assuntos pendentes e problemas para resolver, tanto com o passado, quanto com o presente. O que é legal é que, ao fim da noite, com o raiar de um novo dia, todos acabam encontrando seu caminho, e se encontrando de alguma forma.

O que gostei muito no livro é que a vida que Cath Crowley retrata é muito real. Os personagens (nenhum deles) não tem uma vida perfeita. Lucy mora com os pais, mas eles não moram exatamente juntos. Ela ama mexer com sua arte em vidro e é fascinada por arte. Ed mora com a mãe, que batalha para sustentar o lar, já que o pai os abandonou. Ed é um cara sofrido, que deixa aflorar sua dor e tudo aquilo que pensa ou sente de uma forma muito bonita. E ele tem dificuldade em ler, não consegue se concentrar nas palavras, e por isso teve dificuldades na escola e a abandonou antes de concluí-la (no livro não fica claro o porque de sua dificuldade, mas eu realmente creio que com um pouco mais de conhecimento, o que não foi o caso no livro, ele poderia ter tido ajuda, já que parece sofrer de dislexia), mas é muito inteligente. Leo é um cara sensível que adora escrever poesias, mas teve uma vida bem difícil. Com pais brigando o tempo todo, com bebida envolvida, ele os larga e vai viver com a avó, que supre sua necessidade de carinho.

Nenhum dos personagens é perfeito, ou tem uma vida maravilhosa, mas o que achei bacana é que nenhum deles se rende ao crime, à bebidas ou outros meios de "fugir" da realidade. Eles não enfrentam situações fáceis, mas vivem. De longe meu personagem preferido é o Ed. Eu adorei o modo como ele se expressa, como ele é tão verdadeiro e simples. Já com Lucy me irritei muito. Logo de cara achei a obsessão dela pelo Sombra muito exagerada. Em muitos momentos ela chega a desprezar o Ed, ou qualquer envolvimento com outros rapazes, pelo simples fato de nenhum deles ser tão bom, ou tão inteligente, ou não amar tanto arte quanto o Sombra. Achei ela um pouco preconceituosa neste sentido, afinal, se ela não dá espaço para conhecer ninguém realmente, como pode julgar desta forma? Além de que uma pessoa sensível como ela me irritou muito com seus mimimis.

Por outro lado, tenho que confessar que até o fim da noite ela acaba dando uma trégua e aprendendo a enxergar o que realmente importa. Percebe que o que ela acha ser perfeito não é realmente tão ideal. E entende que, muitas vezes, o que mais vale a pena está ao alcance de nossas mãos, não em uma ilusão. No fim achei mega fofo o romance de Ed e Lucy, suas descobertas, seus anseios e sonhos.

O que mais gostei no livro, na verdade, é a expressão dos sentimentos através da arte. Ao decorrer de todo o livro, é como se eu pudesse respirar toda esta arte, como se pudesse ver com o coração tudo o que os personagens estão vendo e sentindo também. Gostei do modo como a arte toma contornos e formas abstratas, junto aos sentimentos dos personagens, e como cada expressão tem seu significado e seu peso. Em muitos momentos me senti maravilhada com os pensamentos de Ed ou Lucy, e tudo isso através do amor pela arte, quase como uma poesia. E eu cheguei à conclusão de que gostei muito da narrativa de Cath Crowley, pois eu gosto muito quando o autor sabe explorar bem os sentimentos e pensamentos dos personagens, e foi o que ela fez.

Graffiti Moon é um livro, em suma, bem fofo. Não tem uma super história, em muitos momentos chegou a ser até bem simples, mas é bacana justamente por esta simplicidade. Apesar de alguns poréns no livro, e apesar de não ser um dos meus preferidos, me proporcionou uma leitura agradável e rápida, e me senti bem ao terminar a leitura, pois o fim é muito amor.

site: Confira mais resenhas: http://nomundodoslivros.com
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Camille 13/08/2014

Diferente do que eu imaginava. - Beletristas.com
Sinceramente, seria difícil Graffiti Moon não ser diferente. Primeiro imaginei algo para o romântico, super fofo, mas com arte no meio. Fui perguntar para uma amiga o final do casal e a resposta (insistente) foi que o livro não era sobre isso.

Então esperei algo absolutamente filosófico. Quando comecei a ler, achei um pouco dos dois, um tanto de arte e uma escrita que eu descreveria como "empolgante", ainda que não seja exatamente isso.

Por sinal, estou tendo dificuldades para entender sobre o que o livro é na visão dessa amiga, a Fran. Para mim, a história que começa com Lucy, uma garota que está no ensino médio, parece um pouco como todas as outras.

Isso porque: ela está no ensino médio, ela foi apaixonada por um cara gato e ela é boa com arte. Só não esperava que sua arte fosse com vidros, seus pais tivessem uma rotina do jeito que tem e que ela tivesse a personalidade forte que tem.

Eu imaginei que ele fosse fazer o estilo bad boy, ainda que artista. Mas definitivamente não pensava que ele fosse do jeito que é - e paro por aqui porque qualquer coisa sobre ele pode estragar a graça.

Poeta e Sombra são incríveis. Foi inevitável simpatizar com eles. As amigas de Lucy também merecem destaque, a personalidade delas chamou minha atenção, fez-me rir e deu um ar leve a história.

Não que Graffiti Moon vá muito para o ar filosófico. Achei um tanto introspectivo e, como todo livro assim, acredito que tudo funciona muito mais a partir da experiência das pessoas. Digo, a Fran provavelmente percebeu coisas que eu não notei e vice-versa.

Entretanto, se você me perguntar rapidamente: e aí? Vale comprar o livro? Respondo com um sorriso no rosto que sim, vale. Por quê? Porque Cath Crowley consegue nos prender a atenção e mal sentimos as páginas passando.

Você vai se apegar ao Poeta e ao Sombra. Mas não só a eles. Tem Bert, por quem é impossível não se apaixonar (e, se me permitem, para mim foi o melhor de toda a narrativa). Jazz e Daisy, cujo namorado não poderia ser mais relapso. Até mesmo a mãe de Ed encanta, nas poucas vezes em que aparece.

É uma história cujos detalhes, as entrelinhas, são importantes. E eles vão sim ter um significado especial para cada leitor. Um livro que consegue fazer isso, definitivamente merece destaque.
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Núbia Esther 20/06/2014

“Quase sempre, quando observo os trabalhos do Sombra e do Poeta, vejo algo diferente do que as palavras me dizem. É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda algum segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo. ” página 24.

Acho algumas artes com grafite muito bonitas, entretanto sou totalmente contra a cultura do vandalismo cultuada por muitos. Pintar áreas não destinadas para essa atividade, modificar à revelia bens públicos e privados, pior que isso só o que é feito pelos adeptos das pichações, que além de contribuírem para sujar as cidades, não respeitam nem os trabalhos alheios, distribuindo rabiscos sem sentido como se só isso importasse. Talvez a adrenalina de trabalhar sob o risco de ser pego seja uma busca inevitável para alguns (como o Poeta bem exemplifica em uma passagem), mas acho que assim perde-se o foco no que realmente é importante: a arte. Tendo isso em mente, sabia que era bom começar a leitura de Graffiti Moon sem esperar muito da história, afinal, havia o risco de nem mesmo rolar empatia com o personagem principal. Afinal, tinha todo esse lado da ilegalidade da arte com grafite que era impossível relevar. Mas a narrativa da Crowley é cativante e com uma história envolvente e ótimos personagens, ela conseguiu superar essa barreira e no fim, me vi acompanhando avidamente as aventuras de Lucy e Ed.

Sombra é o cara que pinta pássaros presos em muros de tijolos, pessoas perdidas em florestas fantasmas, caras com corações feitos de grama e sendo podados por garotas empurrando cortadores de grama. Um artista pelo qual Lucy Dervish poderia se apaixonar. E um encontro na noite de formatura do ensino médio colocará Sombra e Poeta no radar desse grupo de amigos reunidos à força por Jazz em um encontro triplo. Daisy e Dylan e sua falta de romance no namoro, Jazz e Leo e a paquera eminente e Ed e Lucy. Com Ed, Lucy teve o primeiro encontro mais esquisito de sua vida, um encontro que terminou com um nariz quebrado. O nariz do Ed. É Jazz que também decide que todos devem partir em busca do Sombra e do Poeta, e quando ela descobre que Leo e Ed conhecem os artistas misteriosos, a busca está armada. Mas, é claro que em meio à festa, encontros com pessoas barra pesada e um plano que além de ter tudo para dar errado não é nada ético, a busca que começou em grupo, acaba virando uma busca de Lucy e Ed. A última pessoa com quem Lucy queria passar a noite, mas que guarda uma verdade que Lucy não consegue enxergar. Pinturas espalhadas por toda a cidade, diálogos eloquentes e a revelação da alma artística desses dois adolescentes são só alguns dos pontos altos da trama criada por Crowley.

Os narradores efetivos dessa história são Ed e Lucy, Leo (o Poeta, que cria palavras para as imagens de Sombra) colabora com poemas que entremeiam alguns capítulos. E com protagonistas que vivem no mundo das imagens, seja Ed e suas pinturas e a busca incessante pelos tons certos de tintas, ou Lucy e seus trabalhos em vidro, a história de Crowley transborda simbolismos. A narrativa é imagética, transformando o romance em uma experiência quase sinestésica. Além disso, o texto flui. A aventura de Lucy e Ed foi de apenas uma noite (ou melhor, uma madrugada), mas foi tão repleta de detalhes que é como se conhecêssemos os personagens de tempos idos, seus medos, anseios, sonhos. Conseguir isso em um romance curto é um motivo mais do que válido para dar uma chance a história. É como bem dito por Melina Marchetta na capa traseira da edição brasileira: “(…) somente uma noite louca na companhia deles é pouco, muito pouco. ”

[Blablabla Aleatório]

site: http://blablablaaleatorio.com/2014/06/17/graffiti-moon-cath-crowley/
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Felipe Miranda 06/06/2014

Graffiti Moon - Cath Crowley por Oh My Dog estol com Bigods
Ao término de dois capítulos de Graffiti Moon, eu tive a certeza de que a estória poderia ser fantástica. E foi mesmo. Não sei listar em ordem de importância o que mais me encantou nessa estória, talvez tenha sido a narrativa poética que deixou tudo mais sensível, vivo e triste, ou talvez tenha sido os personagens dispostos a tornarem a noite uma aventura repleta de descobertas fantásticas.

No último dia do ano letivo Lucy quer comemorar, ela está disposta a ir em busca do misterioso artista que faz seu coração bater mais rápido com suas pinturas espalhadas pelos muros da cidade. Lucy está certa de que o Sombra é o cara certo para ela. O céu da noite ganha mais estrelas quando ela se depara com uma pintura dele pelo seu caminho. Há uma conexão com seus grafites que chega a ser assustador, de alguma forma ela entende cada sensação ali depositada. Lucy é uma sonhadora apaixonada por arte. O que ela não sabe é que já conhece o Sombra. Ele é o mesmo cara que acabou com um nariz quebrado ao pegar na bunda dela em um encontro. O mesmo cara que ela sentiu falta por meses até esquecê-lo de vez. Esse cara é o Ed, e o Ed é o Sombra. Mas será que Lucy o esqueceu mesmo?

Leo e Ed são melhores amigos, responsáveis pelos grafites que marcam presença nos lugares mais frios e impensáveis da cidade eles são Sombra e Poeta. Enquanto um grafita, o outro nomeia com poemas ou simples títulos cada pintura. São bons garotos que amam o que fazem mas arte não é o bastante para suprir todas as suas necessidades pessoais. Ed abandonou a escola por não saber ler e pela necessidade de sustentar a casa com a ajuda de sua mãe, já Leo está devendo um montante de dinheiro e planeja assaltar a escola em que estuda para salvar sua vó de ameaças. Preciso dizer que eles estão juntos nessa? É gritante as dificuldades financeiras e familiares que eles passam e qualquer leitor vai torcer o máximo que pode para que haja uma solução mais fácil para tantos problemas.

É quando Lucy e suas amigas aceitam sair com Ed e Leo que a noite começa de verdade. Os garotos prometem levá-las a locais onde Sombra e Poeta podem estar... Porém não faz sentido eles estarem procurando eles mesmos, faz? Faíscas estão no ar e fica claro para as garotas que tem algo acontecendo. Por mais que não haja maldade nisso, a noite tem tudo para acabar mal. Um assalto está marcado para o fim dela... A verdade virá a tona em algum momento? O amor ainda existe, acreditem.

Perceberam o que nos espera nessa leitura? O texto conta com referências a pintores e várias obras de arte, tudo é muito arriscado e ao mesmo tempo delicado. A atmosfera cheira a tinta e romance. Os diálogos sem dúvida são pontos fortes do enrendo, são inteligentes e causam faíscas não só nos personagens, mas em qualquer leitor conectado a trama que é um crescente de sensações. A narração é intercalada entre Ed e Lucy, e em determinados capítulos temos a mesma situação narradas pelos dois pontos de vistas. Calma, isso não é ruim, eu particularmente odeio livros assim, me dão a sensação de que a a estória não flui, porém nesse caso sempre há algo novo acrescentado e os personagens são tão diferentes e iguais ao mesmo tempo que torna tudo uma experiência única. Poeta também ganha seus próprios capítulos, onde podemos conferir seus poemas que acompanham as pinturas de Sombra.

Cada grafite tem um significado atrelado, um sentimento envolvido e uma mensagem a ser passada. Ed está sempre imaginando cenários e os transformando em pinturas. É bonito ler sobre esse processo criativo e fica claro o quanto ele doa algo de si para cada trabalho que faz. Vários personagens e detalhes não foram mencionados aqui mesmos que sejam dignos de nota. A leitura é mais que recomendada!

site: http://www.ohmydogestolcombigods.com/2014/06/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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Rafa 03/06/2014

Resenha - Graffiti Moon - Cath Crowley
Arte!

Esta é uma palavra que define perfeitamente Graffiti Moon.

Comecei a ler este livro todo empolgado, já nas primeiras páginas pude verificar que os personagens são bem marcantes e tem um linguajar bem envolvente, partindo deste princípio gostei, uma poesia difícil de se encontrar nos romances juvenis de hoje em dia.

É noite, fim do período escolar e Lucy está totalmente desesperada para conhecer Sombra, um grafiteiro apaixonado pela arte. É muito excitante ver Lucy superinteressada pelas obras de Sombra, algo que só é bem entendido quando se sabe o significado das imagens noturnas feitas pelo Sombra. De alguma maneira Lucy conhece bem as pinturas e o reconhece assim que vê um.

Ed já levara um soco de Lucy outrora (parece marrenta, eu sei), mas para mim ela é super fofa e uma garota normal, mesmo assim Ed ajuda Lucy a encontrar o Sombra, aliás ele e seu "amigo" Leo diz conhecer os artistas que ela sonha todo dia em conhecer, especialmente o Sombra. Lucy encara o desafio como uma aventura noturna a procura de sua paixão. O leitor vai ficar irritado, agonizando para que a personagem principal abra seus olhos, porque quando verdades são reveladas dificilmente o leitor se safará de sofrer com suas emoções, juntando a isso a poesia tomada pelo Poeta tornará ainda mais fadado a amar esta história.

Este romance não foi feito apenas para jovens leitores se divertirem, Graffiti Moon consiste em surpreender e entreter, foi o que aconteceu comigo, me emocionei com Lucy, confesso que fiquei confuso algumas vezes com seus sentimentos, mas Crowley soube explorar bem seus personagens, denotando suas essências.

A capa com o relevo do título é realmente uma arte linda, a moça retratada como a personagem Lucy tão bela, se assim posso dizer maravilhosa, gotas de tintas espalhadas pelos capítulos, a intercalação das vozes dos personagens é um fator que me agradou, ainda melhor, os pontos de vista me fizeram ver a noite de várias formas: o vidro nas mãos de Lucy, o Sombra desenvolvendo sua arte e o Poeta complementando a obra do Sombra. Achei a obra totalmente tocante!

É possível que se você ainda não ame a arte, comece a apreciá-la de verdade depois de ler esta arte. Um livro apaixonante que vai te surpreender. Não só recomendo para os leitores juvenis, mas a todos os apaixonados pela arte.

site: http://www.leiturasvivas.com/2014/06/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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ELB 31/05/2014

Every Little Book
O Young adult Graffiti Moon conta a história de Lucy e Ed, dois adolescentes sonhadores que buscam as mesmas coisas na vida: ser feliz. Cada um com seus problemas e obstáculos, mas com o objetivo em comum de apreciar a beleza da arte.

Lucy é uma adolescente de 16 anos que acaba de completar o ensino médio. Vive com seus pais, ambos artistas (o pai é um comediante e a mãe é escritora). Ela respira arte todos os dias, vê significado nas coisas mais simples, ama trabalhar com vidro e sonha com o seu príncipe encantado.

(...) Leia mais no blog!

Resenha feita pela Luiza, postada no ELB!

site: http://www.everylittlebook.com.br/2014/05/resenha-graffiti-moon.html?showComment=1401556508653#c1645491431062154199
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Blog MDL 22/05/2014

É noite de formatura do Ensino Médio e Lucy e suas amigas pretendem comemorar. No entanto, mais do que qualquer outra coisa Lucy quer encontrar o esquivo grafiteiro conhecido como Sombra. O motivo para isso é que assim como ela, ele é um artista. Contudo, ao invés de dar forma ao vidro, ele espalha arte pela cidade através de desenhos que são uma amostra da sua própria alma e que se tornam ainda mais belas com os textos deixados pelo Poeta que o acompanha na maior parte dos seus trabalhos. O que ela não sabe é que o garoto pelo qual ela nutre uma paixão platônica está mais perto do que ela imagina e que com uma vida repleta de problemas e incertezas pode não estar na mesma sintonia que ela que já tem um belo futuro começando a ser trilhado. E é sem enxergar o que está na sua frente que Lucy vê a sua noite de festas ser transformada em uma noite de descobertas e de autoconhecimento, onde ao final ela não só terá mudado muito de seus conceitos, como também, a maneira como ela encara a vida.

Graffiti Moon é o tipo raro de livro que toca o leitor de maneira profunda por trazer uma história encantadora narrada de forma tão lírica que as palavras fluídas tornam o texto uma poesia viva que deixa suas marcas mesmo quando a última linha há muito já foi lida. Com dramas reais, a autora também expõe e explora a vida dos personagens em uma única noite onde tudo parece possível de acontecer. E mesmo quando a verdade está explicita para o leitor, a ansiedade para que os segredos do Sombra e do Poeta sejam revelados tornam a leitura ainda mais emocionante. Principalmente porque é impossível não ansiar para que Lucy chegue ao fim do mistério que ela tanto lutou para desvendar e nos revele seus pensamentos sobre o que achou daquilo que encontrou.

No entanto, é através da arte que a autora Cath Crowley alcança um nível de sensibilidade extasiante. Ainda mais porque ela utiliza obras de arte como Os Amantes de Rene Magritte e Mulher com um Corvo de Picasso para ilustrar sentimentos que as palavras não são suficientes para expressar o seu verdadeiro significado. Mas ela não para por aí, ela vai além ao descrever com riqueza de detalhes cada grafite importante produzido pelo Sombra. E foi lendo suas descrições que eu montei em minha mente uma galeria de arte onde os desenhos do Sombra se assemelhavam aos trabalho do artista americano Dan Witz, que possui traços extremamente belos e realistas que parecem ser os melhores adjetivos para descrever também os desenhos desse personagem tão complexo.

Além disso, por ser narrado de forma alternada entre os personagens principais de sua trama, o leitor também tem a chance de conhecer os textos repletos de emoção do Poeta que completa de modo perfeito toda a delicadeza que permeia a trama criada por Crowley. Os escritos dele junto com certas passagens da história não só me emocionaram, como também, me fizeram marcar tantas páginas que eu não tenho o menor receio de admitir que Graffiti Moon traduz muito dos meus próprios sentimentos e emoções. E mesmo que algumas atitudes de Lucy tenham tornado o romance um pouco exagerado pelo nível de intensidade expressado por ela em tão pouco tempo, acredito que a autora conseguiu traduzir de forma muito realista todos os sentimentos de incerteza, angústia e paixão sentidos na adolescência. Em suma, um livro excepcionalmente belo e delicado que não pode faltar na estante daqueles que apreciam a arte, a poesia e o amor em todas as suas formas.

site: http://www.mundodoslivros.com/2014/05/resenha-graffiti-moon-por-cath-crowley.html
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Literatura 20/05/2014

Arte em palavras
Riscos clandestinos coloridos entre as paredes, palavras soltas pela cidade, pinturas abstratas marcadas pelas ruas. Este é o universo que Lucy, ao se libertar do ambiente escolar, mergulha com Ed – à contragosto - em em uma noite como nenhuma outra. Com cores fortes, abstratas e marcantes é que Cath Crowley criou o seu Graffiti Moon (Valentina, 240 páginas) . Pelas ruas grafitadas pelas tintas do Sombra e poesias urbanas do seu fiel escudeiro Poeta, Lucy dá o primeiro passo em direção ao autodescobrimento. Tentando esquecer o suposto divórcio dos pais, ela resolve aceitar o convite do carinha bonito da escola – cujo primeira tentativa de encontro deles terminou com o nariz quebrado do rapaz – para descobrir a verdadeira identidade do artista que transforma o cenário urbano a volta deles.

O Sombra é mais que uma figura real. É quase um objetivo a ser alcançado. Como se quando cruzasse os olhos naquele rapaz capaz de compor tanta beleza pudesse encontrar o amor e a cura dos males que a inocência da juventude povoa nossa alma. E nessa levada, sonora e leve, prosa em poesia, que o texto se desenrola. Percorremos uma galeria de arte em letras, vendo não só o ponto de vista de Lucy, mas do próprio Sombra e de Ed. Os personagens, que muita gente pode achar superficiais, se desvendam em camadas, desnudam-se, criam força e delicadeza com precisão. Tudo sim sem textos difíceis ou conceituais. Na realidade, com uma jovialidade tão maravilhosa e refrescante quanto esses jovens de 17 anos que compõe a obra.

Veja resenha completa no site:

site: http://www.literaturadecabeca.com.br/resenhas/resenha-graffiti-moon-arte-em-palavras/#.U3vlrPldWAU
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ricardo_22 13/05/2014

Resenha para o blog Over Shock
Graffiti Moon, Cath Crowley, tradução de Marina Slade, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Valentina, 2014, 240 páginas.

O fim da vida escolar é mais do que um bom motivo para comemoração e a melhor maneira de se fazer isso é passar a noite em uma grande aventura. Lucy quer finalmente encontrar o grafiteiro Sombra, que deixou sua marca espalhada por toda a cidade e que ela, depois de se encantar por seus trabalhos, quer ter a chance de conhecer quem transforma a escuridão das ruas em paisagens coloridas.

Lucy só não deseja buscar por Sombra ao lado de Ed, o cara que tem evitado desde o fatídico encontro em que ela acabou dando um soco no nariz do garoto. Mas quando Ed diz saber onde pode encontrar Sombra, que faz seus trabalhos ao lado de Poeta, ela acaba aceitando a ideia e passa a se aventurar em busca da arte do grafiteiro e de quem sabe um grande amor para ao menos essa noite de comemoração.

“Senti saudade depois que ele foi embora. Quer dizer, o que eu sentia por ele não morreu porque ele pegou na minha bunda. No fim de semana depois do nosso encontro, fiquei desejando esfaqueá-lo com a minha caneta de patinho, e de olho no telefone, torcendo para ele ligar. Ficar com alguém é bem complicado” (pág. 51).
Graffiti Moon é um livro diferente e que ainda assim consegue surpreender. Surpreende por possuir o que o leitor pode ou não esperar, mas surpreende ainda mais por proporcionar um misto de emoções. Sendo mais que um romance adolescente, Graffiti Moon aborda momentos da vida urbana de uma única noite.

Além de sua edição tão bela e repleta de referências a arte urbana, o livro conquista por falar tão detalhadamente sobre a visão de artistas em relação a vida. Para isso, Cath Crowley explora três personagens bem distintos e que têm muito que passar aos leitores. Sozinhos, Lucy, Ed e Poeta seriam capazes de conduzir qualquer história criada pela autora, independente dos rumos tomados, já que suas personalidades são únicas.

Mas o principal ponto positivo está justamente no estilo escolhido pela autora para unir as três visões em uma única obra. Intercalando os capítulos, Crowley leva o leitor a conhecer os mais profundos sentimentos do trio. Conhecemos também o tom sentimental que Poeta retrata, apenas através de poemas, o que tem passado ao longo da história. Poucas vezes narrativas tão diferentes, unindo prosa e versos, se completaram tão perfeitamente.

Além disso, Graffiti Moon não é o tipo de história que facilmente se perde ao longo de seu enredo. Apesar de tantas situações para uma única noite, tudo é envolvente e está totalmente relacionado com o futuro desfecho que será apresentado ao leitor. Como exemplo dá para citar que tanto a festa inicial, como a busca pelo Sombra têm como aliados os diálogos e as reflexões marcantes. Tudo com humor, alegria, tristeza e aventuras pela noite.

site: http://www.overshockblog.com.br/2014/05/resenha-241-graffiti-moon.html
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Fernanda 12/05/2014

Resenha: Graffiti Moon
Resenha: A edição de “Graffiti Moon” publicada pela Editora Valentina não poderia ter mais destaque, com características suaves, simbólicas e representando todas as emoções centrais do enredo. A narração é tão envolvente que passa diversas sensações ao leitor, seja de entendimento, por identificar-se com algo ou apenas diversão.

A trama expõe as complexidades e energias dos artistas de forma sutil e agradável, viabilizando cenas profundas e repletas de arte, desde o grafite, poemas até outras formas variadas. A personagem Lucy se encanta pelas realizações artísticas de duas pessoas, e está determinada a encontrar o emblemático “Sombra”. O Sombra, com seus desenhos numerosos e o Poeta, com suas belas palavras se complementam de uma forma mágica.



CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/05/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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Francielle 05/05/2014

Amei como um cavalo desabando <3
"- A gente devia amar como um cavalo desabando (...)"

Lucy ama as pinturas do Sombra - um grafiteiro de identidade desconhecida, que faz obras maravilhosas pelos muros da cidade. Sombra faz o graffiti e o Poeta as poesias. Sempre perambulando pela cidade, Lucy tenta encontrar o Sombra, esse artista que tanto No último dia do Ensino Médio, Lucy decide mais uma vez, sair pela noite, tentando encontrar o Sombra, e acaba presa nessa busca com Ed, um garoto que largou a escolha há alguns anos, e que não tem um passado muito, digamos, amigável, com a Lucy. Nessa busca pelo Sombra, Lucy acaba descobrindo muito mais do que imagina, e vivendo uma noite que jamais vai esquecer.

"Quero me chocar com o Sombra. Deixar que a força desse impacto espalhe nossos pensamentos, para que um capture o pensamento do outro e o devolva como um punhado de pedrinhas brilhantes."
Graffiti Moon é um livro YA Coming of age, ou seja, é um livro classificado como Young Adult (voltado para um público de jovens adultos), que aborda o crescimento, amadurecimento, a ruptura com a infância e adolescência (o coming of age). É um dos melhores livros que já li desse gênero, e me marcou muito. O livro se passa em pouco menos de um dia - entre a noite de formatura de Lucy, e a manhã do dia seguinte - e contém uma carga muito grande de coming of age. Lucy termina o Ensino Médio, e como todos os jovens dessa fase, está incerta em relação à muitas coisas em sua vida, mas ela sabe com clareza com o que quer trabalhar: vidro. Lucy é uma artista de vidro, e aprecia toda forma de arte: literatura, pintura, arte no vidro e também o grafite. Há algum tempo, ela passou a admirar os grafites do Sombra, e consegue enxergar neles uma profundidade muito grande, e se identifica com muito do que ele pinta. Este sentimento se torna tão grande, que ela fica obcecada em encontrar o Sombra. Este sentimento se torna tão grande, que ela fica obcecada em encontrar o Sombra.

O Ed é um personagem que está um pouco perdido. Abandonou a escola, não sabe o que quer fazer, não tem ambições ou realizações que deseja buscar... não consegue enxergar nada no seu futuro. Trabalhava em uma loja de tintas, mas após a morte do proprietário da loja, uma das únicas pessoas com quem ele se sentia à vontade, que lhe passava a sensação de quem nem tudo estava perdido, tudo fica pior. Ele mora com a mãe em lugares pequenos e nada agradáveis, sempre contando as moedas para se sustentarem, mas ambos parecem não desejar saírem dali, daquele lugar e daquela situação. Estão parados, e a inércia os faz permanecer naquela situação, acomodados com as condições atuais.


A noite da formatura - em que Lucy e Ed saem a procura do Sombra - acaba sendo repleta de acontecimentos inesperados para todos: ela, Ed, Leo, Jazz, Daisy e Dylan. No livro acompanhamos essa noite deles, mais focada em Lucy e Ed, mas também abordando os outros personagens. É uma timeline curta, mas a autora conseguiu criar algo maravilhoso que se passa nesse curto período de tempo.

"Hoje ele joga nas nuvens, num esfumado, a palavra Paz, com letras sombreadas e onduladas. Engraçado como dois caras podem olhar para o mesmo grafite e ver coisas diferentes. Eu não vejo paz quando olho para esse pássaro. Vejo o meu futuro. Espero que ele só esteja dormindo."
Graffiti Moon não é um livro com muitos acontecimentos - é um coming of age focado no desenvolvimento de personagens. No decorrer do livro, percebemos mudanças em cada personagem, de uma forma tão sutil e bonita, que me tocou muito. A escrita de Cath é belíssima, poética! Ela tem a habilidade de criar frases simples, curtas e repletas de significados, que me lembrou o estilo John Green de criar frases impactantes. Uma história simples, que se passa em tão pouco tempo, em menos de 300 páginas... com uma profundidade tão grande! As cenas são marcantes, os diálogos são incríveis e muito inteligentes! Me surpreendi muito com o livro, e quando acabou queria ler novamente, queria ter mais cinquenta livros como este para ler e ler e ler sem parar. A leitura foi deliciosa, rápida e maravilhosa.

"Pintei um fantasma preso numa garrafa. Dei um passo para trás, para olhar o fantasma, e percebi que o triste não era que ele estava ficando sem ar. O triste era ele ter ar suficiente para a vida toda naquele espaço tão pequeno."

O livro é repleto de conteúdo sobre arte, principalmente arte australiana. O Persnickety Snark fez um post com algumas das obras citadas no livro, caso queira conhecê-las, basta clicar aqui. Recomendo esta leitura à quem goste de YA, Coming of age, livros sobre amadurecimento, com desenvolvimento de personagens, romance. Uma história linda, suave, e repleta de conteúdo sobre arte. Definitivamente preciso de mais livros da Cath Crowley! A edição e tradução da Editora Valentina ficaram impecáveis, como sempre.

PS: A autora, Cath Crowley, é australiana, e isso me levou a pensar que todos os livros de autores australianos que li, foram leituras incríveis. Se alguém tiver alguma sugestão de livros de autores australianos, por favor, deixe nos comentários.

5/5

Love always,
Francielle

site: http://www.theserialreader.com/2014/05/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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Brunna 05/05/2014

Tem adrenalina, humor, tristeza, sensibilidade e romance
Dois artistas fazem os muros da cidade onde Lucy mora ficarem mais bonitos, cheios de grafites e poemas. Sombra faz os incríveis desenhos e Poeta os completa com seus lindos poemas. Lucy é apaixonada pela arte dos dois. Na verdade, ela é completamente fissurada pelo misterioso Sombra, e há bastante tempo está querendo saber a identidade do responsável pelas belíssimas imagens. Lucy sonha com o dia em que ela encontrará Sombra: os dois conversarão sobre arte e então ela poderá comprovar que sempre esteve certa a respeito da personalidade do artista - ele é um rapaz inteligente e sensível.
Para encerrar oficialmente o ensino médio e compensar um ano de estudo pesado, Lucy encontrará suas amigas, Jazz e Daisy, para poderem virar a noite e se jogarem em uma aventura. Bom, essa é a intenção de Jazz, Lucy apenas a acompanhará. Quão grande é a surpresa de Lucy quando a noite dela realmente se torna uma aventura, e melhor: uma aventura a procura de Sombra! A única coisa que a garota não esperava é que essa busca pelo genial grafiteiro aconteceria ao lado de Ed, o cara com quem Lucy teve o encontro mais estranho da sua vida, que, aliás, terminou com um nariz quebrado e muito vômito. A adolescente não consegue ver o que está bem ao seu lado e terá outra grande surpresa.
Lucy é admiradora de boas artes, sabe o que quer e não leva desaforo para casa. É sonhadora e apaixonada por personagens fictícios ♥, ainda assim tem os pés no chão. Como não se identificar? Ed é enigmático e cheio de camadas. Ele largou a escola, está desempregado e prestes a roubar o departamento de artes da escola onde estudava. Com certeza Ed não é o Sombra dos sonhos de Lucy, e isso o impede de dizer a verdade para ela. Sim, Sombra na verdade é Ed (e isso não é spoiler), mas como gostar de um cara sem futuro, que vive correndo perigo e que é o oposto do esperado?
Graffiti Moon é narrado em primeira pessoa por três personagens diferentes: Lucy, Ed e Poeta. Os dois primeiros são tão sensíveis que a intensidade de seus sentimentos pode ser percebida logo nas primeiras palavras. É ótimo acompanhar os pensamentos e fantasmas dos dois. Os capítulos do Poeta são escritos em poemas mesmo, e eu não gostei deles. Não sei se foi porque, pelo fato de terem sido traduzidos (lógico!), acabaram perdendo a essência, ou porque eu nunca fui muito chegada a esse tipo de arte. Outro detalhe que não gostei na narrativa é o excesso de flashbacks. Exemplo pensado em dois segundos: Lucy está tomando sorvete e então ela começa a se lembrar do dia em que tomou sorvete com o pai e caiu um pouco da guloseima no tapete da sala. A enorme quantidade desse tipo de cena me incomodou demais.
O livro acontece em menos de 24 horas, no entanto, esse pouco tempo é recheado de adrenalina, humor, tristeza, sensibilidade e romance. Sem perceberem, Lucy e Ed vão abrindo espaço e se desarmando, a conversa entre dois torna-se uma libertação para ambos, e quando se dão conta eles já se aproximaram bem mais do que podiam imaginar.
A leitura é bem rapidinha e amei acompanhar as conversas e sentimentos dos personagens, os dramas internos e as passagens delicadas. A história é muito fofa e eu fui completamente envolvida pela relação da Lucy e do Ed, torci demais para que tudo desse certo no final, pois eles mereciam isso. Recomendo!

site: http://www.myfavoritebook-mfb.blogspot.com.br/2014/04/resenha-graffiti-moon.html
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Raffafust 29/04/2014

"Graffiti Moon" me pegou de surpresa com uma história simples mas gostosa de ler. Quando a capa foi postada pela editora muita gente torceu um nariz, esse é mais um caso de não julgue o livro pela capa e para quem assim como eu curte um romance " sessão da tarde" esse é um prato cheio. Passado na Austrália, da onde é a autora, o livro precisa de algumas notas de rodapé para se fazer entender pois há muitas diferenças entre o país e sistemas de ensino que estamos acostumados como os nossos e o americano por exemplo, mas nada que estrague o entender da história que conta a vontade de uma adolescente - sempre os 17 anos! - chamada Lucy que ao terminar o ensino médio ( como se fosse para nós!) cisma que tem que finalmente conhecer o misterioso Sombra, um grafiteiro que vem lhe tirando o sono com imagens que a fazem sonhar literalmente acordada.
Sombra na verdade é logo de cara revelado para nós, ele e seu fiel escudeiro Poeta mostram a noite quando todos estão dormindo sua arte pelas ruas .
Como toda menina de sua idade - ou quase todas ! - Lucy não consegue enxergar o que está bem diante de seus olhos, mas também com uma amiga como Jazz - sim, esse é o nome da BFF dela - ao lado, as coisas nunca parecem tão simples. Parece que cada vez que ela chega mais perto de finalmente encontrar o tal Sombra e ela espera de verdade que seja amor a primeira vista para ambos porque descobre depois com tantas perseguições de que o garoto tem mais ou menos sua idade, mas comouma boa novela o livro deixa a emoção para o final. Se bem que ela descobre - e a gente também, como disse no início - quem é o tal grafiteiro misterioso.
Na vida real - tirando o mundo de sonhos com o Sombra - ela só tem um encontro que não terminou nada bem com Ed, um cara que apesar de desde o primeiro contato na escola ela ter achado ele um gato e como ela mesma diz saíram faíscas, o encontro dos dois não terminou em beijos românticos mas sim em um nariz quebrado - o dele! - porque passou a mão na bunda dela.
Como se não bastasse as dúvidas pertinentes a uma menina de sua idade ela ainda tem que enfrentar o suposto divórcio dos pais que vai se transformar no final inesperado mas bem bacana desse livro light mas bem gosto de ler sobre uma menina que tinha o amor na sua frente, mas preferiu ir atrás do misterioso. O final eu deixo para vocês descobrirem
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