Graffiti Moon

Graffiti Moon Cath Crowley




Resenhas - Graffiti Moon


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Fernanda 12/05/2014

Resenha: Graffiti Moon
Resenha: A edição de “Graffiti Moon” publicada pela Editora Valentina não poderia ter mais destaque, com características suaves, simbólicas e representando todas as emoções centrais do enredo. A narração é tão envolvente que passa diversas sensações ao leitor, seja de entendimento, por identificar-se com algo ou apenas diversão.

A trama expõe as complexidades e energias dos artistas de forma sutil e agradável, viabilizando cenas profundas e repletas de arte, desde o grafite, poemas até outras formas variadas. A personagem Lucy se encanta pelas realizações artísticas de duas pessoas, e está determinada a encontrar o emblemático “Sombra”. O Sombra, com seus desenhos numerosos e o Poeta, com suas belas palavras se complementam de uma forma mágica.



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site: http://www.segredosemlivros.com/2014/05/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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Blog MDL 22/05/2014

É noite de formatura do Ensino Médio e Lucy e suas amigas pretendem comemorar. No entanto, mais do que qualquer outra coisa Lucy quer encontrar o esquivo grafiteiro conhecido como Sombra. O motivo para isso é que assim como ela, ele é um artista. Contudo, ao invés de dar forma ao vidro, ele espalha arte pela cidade através de desenhos que são uma amostra da sua própria alma e que se tornam ainda mais belas com os textos deixados pelo Poeta que o acompanha na maior parte dos seus trabalhos. O que ela não sabe é que o garoto pelo qual ela nutre uma paixão platônica está mais perto do que ela imagina e que com uma vida repleta de problemas e incertezas pode não estar na mesma sintonia que ela que já tem um belo futuro começando a ser trilhado. E é sem enxergar o que está na sua frente que Lucy vê a sua noite de festas ser transformada em uma noite de descobertas e de autoconhecimento, onde ao final ela não só terá mudado muito de seus conceitos, como também, a maneira como ela encara a vida.

Graffiti Moon é o tipo raro de livro que toca o leitor de maneira profunda por trazer uma história encantadora narrada de forma tão lírica que as palavras fluídas tornam o texto uma poesia viva que deixa suas marcas mesmo quando a última linha há muito já foi lida. Com dramas reais, a autora também expõe e explora a vida dos personagens em uma única noite onde tudo parece possível de acontecer. E mesmo quando a verdade está explicita para o leitor, a ansiedade para que os segredos do Sombra e do Poeta sejam revelados tornam a leitura ainda mais emocionante. Principalmente porque é impossível não ansiar para que Lucy chegue ao fim do mistério que ela tanto lutou para desvendar e nos revele seus pensamentos sobre o que achou daquilo que encontrou.

No entanto, é através da arte que a autora Cath Crowley alcança um nível de sensibilidade extasiante. Ainda mais porque ela utiliza obras de arte como Os Amantes de Rene Magritte e Mulher com um Corvo de Picasso para ilustrar sentimentos que as palavras não são suficientes para expressar o seu verdadeiro significado. Mas ela não para por aí, ela vai além ao descrever com riqueza de detalhes cada grafite importante produzido pelo Sombra. E foi lendo suas descrições que eu montei em minha mente uma galeria de arte onde os desenhos do Sombra se assemelhavam aos trabalho do artista americano Dan Witz, que possui traços extremamente belos e realistas que parecem ser os melhores adjetivos para descrever também os desenhos desse personagem tão complexo.

Além disso, por ser narrado de forma alternada entre os personagens principais de sua trama, o leitor também tem a chance de conhecer os textos repletos de emoção do Poeta que completa de modo perfeito toda a delicadeza que permeia a trama criada por Crowley. Os escritos dele junto com certas passagens da história não só me emocionaram, como também, me fizeram marcar tantas páginas que eu não tenho o menor receio de admitir que Graffiti Moon traduz muito dos meus próprios sentimentos e emoções. E mesmo que algumas atitudes de Lucy tenham tornado o romance um pouco exagerado pelo nível de intensidade expressado por ela em tão pouco tempo, acredito que a autora conseguiu traduzir de forma muito realista todos os sentimentos de incerteza, angústia e paixão sentidos na adolescência. Em suma, um livro excepcionalmente belo e delicado que não pode faltar na estante daqueles que apreciam a arte, a poesia e o amor em todas as suas formas.

site: http://www.mundodoslivros.com/2014/05/resenha-graffiti-moon-por-cath-crowley.html
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Annie Bitencourt 05/11/2020

Abandonei
Li mais ou menos do dia 04/04/2017 até 09/08/2017, em torno de 121 páginas

Abandonei pois a temática pra mim era muito teen, romance bobinho demais e personagens chatos
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Ana Luiza 24/10/2020

Uma noite pode mudar sua vida
📚 A HISTÓRIA⠀

Lucy só tem um desejo para sua última noite de ensino médio. Ela quer encontrar Sombra, o misterioso graffiteiro cujas obras colorem e encantam muros por toda a cidade.⠀

Lucy tem certeza que Sombra é como ela, sensível, apaixonando por arte e romântico. Na cabeça da garota, eles são o casal perfeito e ela está determinada a encontrá-lo.⠀

Mas tudo que Ed não quer é que saibam que ele é o Sombra. Até porque ele tem maiores preocupações atualmente. Desempregado, com o aluguel perto de vencer e ainda de luto por seu amigo e mentor, Ed está prestes a cometer um crime.⠀

Ele pode ser um artista atormentado, mas não do jeito romântico que Lucy espera. E Ed sabe que ela vai se decepcionar com Sombra como se decepciou com ele no passado.⠀

Os caminhos de Lucy e Ed se cruzam na noite que é o começo do resto da vida dela e o fim das esperanças dele. Com seu mundo prestes a ruir, Ed aceita ajudar Lucy a encontrar o Sombra. Será que ela vai perceber que ele já está na frente dela? E Ed será capaz de confiar em Lucy novamente?⠀

📚 VALE A PENA?⠀

"Graffiti Moon" é um romance arrebatador. Mais que uma história de amor adolescente, encontramos aqui um drama sobre primeiros amores e decepções, futuros incertos e medos que angustiam algumas pessoas tão jovens. ⠀

Além disso, é um livro banhando em arte e que nos intriga com detalhes sobre graffite e arte em vidro. Realista, a narrativa também é engraçada e rápida de ler.⠀

Os personagens são fofos, cheios de personalidade e humanos, com quais nos identificamos com facilidade. Eu amei "Graffiti Moon" da primeira a última página, me emocionando bastante a cada capítulo. ⠀

É uma leitura excelente, que já estou com vontade de repetir e que recomendo bastante.

LEIA A RESENHA COMPLETA E VEJA FOTOS DO LIVRO NO BLOG:

site: https://www.mademoisellelovesbooks.com/2020/10/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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Mari 13/09/2020

Meio que gostei
Depois de ficar presa em fantasias, decidi voltar as minhas leituras habituais. Sempre li muito YA. É um campo seguro para mim, já que fica difícil eu não curtir a leitura. E "Graffiti Moon" foi, como outros livros do gênero, rápido e fácil.
Toda a angustia jovem e realidade pulsante foi cenário. Porém, houveram algumas muitas falhas. Meio que sair correndo quando alguém lhe confronta? É tipo infantil. Mas, eu gostei de como a arte foi retratada neste livro. E como tudo terminou; não perfeito, mas com esperanças como pássaros amarelos.
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Viviane L. 08/01/2016

Melhor livro de todos os tempos
A primeira vez que li a sinopse desse livro, lembro que o desejei mais que tudo no mundo. Acredito que uma das razões para a gente amar um livro pela sinopse é justamente por ela sugestivamente nos fazer prever alguma coisa, então esse tipo de previsão pode ser poderosa. E isso mexeu tanto comigo!
...

O primeiro capítulo começa com a Lucy correndo pela cidade perseguindo uma pista atrás do Sombra com a ajuda de Al, seu chefe, após ele avisar que o Sombra e o Poeta grafitavam o outro lado da rua onde ficava o seu estúdio, e onde, coincidentemente, Lucy passava parte do seu tempo manipulando vidros. Mas outra vez ela os perdeu! Foi por pouco, por 5 minutos exatamente. Ela quer encontrá-lo porque, convenhamos, a atração começa com a afinidade, assim como o interesse pela curiosidade. Então por ela amar arte, é claro que ficaria curiosa sobre o cara com sensibilidade o bastante para pintar todos aqueles grafites maravilhosos que tanto diziam sobre ela. O que a gente super entende, acontece sempre com os livros. O Sombra parecia alguém ideal para ela, que a entendia, alguém que ela poderia se apaixonar. Mas o Sombra que ela projetava era só uma idealização bem “pés nas alturas”. Ela o endeusava quando ele era apenas um adolescente de dezesseis anos com problemas, um cara que se ela encontrasse, quando encontrasse, não sentiria nada de mágico nele, não o enxergaria. E é essa a grande pegada desse livro.

"Tenho que chegar a tempo. Tenho que encontrar o Sombra. [...] O cara que pinta no escuro. Pinta pássaros presos em muros de tijolos, pessoas perdidas em florestas fantasmas. Caras com corações feitos de grama e garotas empurrando cortadores de grama. Por um artista que pinta essas coisas, eu poderia me apaixonar. Completamente. "

É um livro de narração intercalada em três personagens (Lucy, Ed e Poeta), então você descobre que os problemas deles podem muito bem ser o de qualquer pessoa. Lucy, por exemplo, seus pais têm problemas, e deve ser um saco vê-los brigando e dormindo separados. Mas ainda assim ela tem os dois, diferente do Ed que só tem a mãe morando num bairro podre, e que se revira para sustentar a casa sozinha. Mas pior ainda é o Leo, o Poeta, tadinho, que mora com a avó e tem um irmão muito querido e bonzinho, porém mexe com besteiras (só que a parte da narração dele é só poesia, por isso “poeta”). Quanto a esses dois últimos, a vida deles não é ruim porque não têm a presença constante dos pais. É angustiante porque eles vivem em um ambiente hostil, aqueles bairros com traficantes cuja juventude é propensa a ser surrupiada por falta de oportunidade, e você fica vigiando a vida deles enquanto eles estão tentando remar contra a maré. Ficar angustiada porque eles estão pensando em tomar o caminho mais fácil quando é o caminho por onde eles nunca deveriam ir.

O livro pode servir como instituição, instrumento, mas ele é mais do que isso. O grande erro nas resenhas críticas é não considerarem o público alvo. É tudo sobre eles. Por exemplo, nesse livro, o Ed, o outro protagonista, tem dislexia, que é quando a pessoa não consegue escrever, não porque ela não sabe, mas porque simplesmente não consegue. E ele é tão mal interpretado por isso! Então os docentes, os discentes, apenas pensam que ele não quer nada com a vida. É tão, tão ruim ver que esse livro tem uma média de avaliação tão baixa no Skoob (contraditório para os prêmios culturais que ele ganhou lá fora). Porque ele fala sobre um personagem marginalizado, especial, e que poderia ser qualquer um. Pessoas que carecem de inspiração não precisam de personagens perfeitos, precisam de um reflexo do que elas podem ser. Querem algo mais...

Mas ao contrário do que eu devo ter demonstrado, o livro é tão leve! A narração é tão poética, tem forma, tem cheiro e cor. Por um lado temos a Lucy com seus vidros, o Ed com seus grafites, o Leo com suas poesias. O drama nem existe de fato, ele é só um detalhe (o que não deixa o livro muito pesado); o foco mesmo é na aventura de uma noite quando esses três se encontram, aí junta as duas amigas da Lucy, com mais dois amigos do Ed (incluindo o Leo), e temos aí três casais envolvidos em uma noite muito bagunçada. É quando a gente descobre que Lucy e Ed já se conhecem! Sim, e tudo começa a ficar divertido, mais divertido a Lucy ficar comparando o tempo todo o Ed com o Sombra e ficar jogando isso na cara dele. Numa noite mesmo acontece tanta coisa. Lucy e Ed se unem para encontrarem o Sombra, enfrentam uma festa, a presença psicológica de uma ex-namorada, são perseguidos a noite toda por um bandido muito malvado, e quando finalmente são alcançados, eu fiquei muito, muito nervosa com o quanto nossos pombinhos estavam expostos ao perigo. E então tem o grande erro da noite, e essa foi a parte – e talvez da história dos livros – em que eu torci por um final que não fosse aquele.

"Enquanto a gente caminhava para o cinema, eu mencionei O Sol É para Todos. Ele fez um silêncio maior do que o silêncio que estávamos antes. E agarrou minha bunda.

— Merda — gritou ele quando lhe acertei uma cotovelada no rosto. — Merda, acho que você quebrou o meu nariz.
— Você não devia ter pegado na minha bunda. Não se faz isso num primeiro encontro. O Atticus Finch nunca faria isso.
— Você tem namorado e está saindo comigo? — berrou ele.
— Não!
— Então que porra de Atticus Finch é esse?
— É do livro que a gente está lendo na escola.
— E você vem falar de livros? Comigo aqui sangrando pela rua? Merda. Merda."

Esta resenha não tem pontos negativos a apresentar, apesar da possibilidade de algumas pessoas mais exigentes o acharem simples pela forma que é escrito ou pelo enredo. Mas vale considerar aquele efeito fixo que ele causa na gente e na sensação de estarmos assistindo a um filme Indie, e vale também dizer que não existe uma forma de arrepender de ler esse livro. De qualquer forma tenho certeza de que lhe servirá, seja como passatempo, pela história ou pelo casal - principalmente pelo casal. Escolhi justamente escrever essa resenha porque Graffiti Moon é uns dos meus livros favoritos, e estou indicando esse livro porque ele vale a pena ser lido. Porque ele tem algo a dizer.

Obs: E porque ele é super romântico.


site: http://estilhacandolivros.blogspot.com.br/2016/01/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
Alana Freitas 08/01/2016minha estante
ah, eu amei esee livro também!! *-*


Viviane L. 08/01/2016minha estante
ele é perfeitinho demais. Vi até sua resenha lá. Li a um bom tempo e só fiz resenha agora, mas nunca esqueci ele. *-*




Lucianoasantos 10/03/2015

Depois de semanas difíceis, só mesmo um livro muito bom para fazer com que o leia de um impulso só. Graffiti Moon é desse tipo de livro, e agora tenho a difícil missão de falar sobre ele. É aquela velha história: é muito difícil falar sobre algo de que você gostou tanto. Vou tentar.

Em Graffiti Moon, conhecemos Lucy, uma garota que acabara de se formar e que, ao lado de sua melhor amiga, Jazz, e Daisy, resolvem sair para comemorar. A noite perfeita depois de muitos anos de escola, que marcaria a transição entre a vida de colegial e o ingresso na faculdade. Eles se juntam a Dylan, que namora Daisy, e seus dois amigos, Leo e Ed. A ideia não agrada muito a Lucy, que tivera um encontro traumático com Ed anos antes, mas eles garantem que conhecem o Sombra, um misterioso grafiteiro que espalha suas obras pela cidade, e que Lucy quer muito conhecer. Decidem então partir noite afora visitando as obras do Sombra, para, quem sabe, se encontrarem com ele.

O livro começa despretensioso mas ganha exponencialmente o interesse do leitor com o decorrer da história. Fica claro logo no início que existem uma ou duas cartas marcadas, mas a autora não esconde isso nem se intimida, e ela altera toda a lógica do suspense e dos finais grandiosos ao usar isso ao seu favor. O leitor durante todo o tempo enxerga todo o quadro que Lucy e suas amigas veem só uma parte. Resta a ele então torcer, e isso não é nem um pouco monótono, assim como não o é o fato de toda ação do livro se passar em uma noite.

Gostei muito da narrativa seguir uma onda “sensorial”. Enquanto os personagens vão conversando entre si ou tecendo monólogos, o andamento da narrativa é definido pelos sentimentos que o assunto sobre o qual estão falando causam neles, assim não seguem uma linha pré-determinada, preponderantemente cronológica, mas bastante sentimental, o que aproxima muito de como se dão as conversações no mundo real. Em um livro que fala sobre personagens que gostam de arte e a tratam com respeito, isso ganha uma cor diferenciada. O fato de se alternar os capítulos entre os personagens dá uma agilidade enorme ao texto, além do tão bem vindo conhecimento dos dois lados da moeda.

A autora, Cath Crowley, tem todos os méritos do mundo por fazer de seus personagens tão palpáveis. Eles são adolescentes que falam de arte com paixão, e não soam forçados, mas tampouco são perfeitos. Lucy, a protagonista, quer ser uma artista e tem como imagem de homem ideal a figura de um grafiteiro conhecido como Sombra, em cuja obra, ela acredita, se viu representada. Jazz, sua melhor amiga, é uma aspirante a atriz com a intuição superdesenvolvida que ganha um dinheiro trabalhando como vidente. Ed abandonou a escola para ajudar sua mãe, que conta os centavos para fechar as despesas no fim do mês, mas na verdade se sente incomodado e diminuído por ter problemas com a leitura – acredito que ele seja disléxico – e está disposto a se arriscar para salvar a pele de seu melhor amigo, Lou. Eles são adolescentes normais, tem sonhos, dúvidas, e não se parecem com personagens de comercial de margarina que sempre me irritam tanto.

Apesar de ter poucas páginas, são menos de duzentos e cinquenta, o livro não é curto, ele tem tudo de que precisa. É maravilhoso “ouvir” jovens que falam de arte não de maneira técnica, mas traduzindo em palavras os sentimentos que ela lhes provoca, tornando sólidas as partículas do que sentem, que é mais ou menos o que acontece quando você se lembra de um livro ou filme ou música e se sente emocionado com aquela memória – no meu caso, e mais recentemente, Lost, Quando Tudo Volta, e Dour Percentage, do of Montreal. De certa forma que para mim faz todo o sentido, isso os legitima, faz com que sejam reais todas as qualidades e defeitos que a autora lhes atribuiu.

Pensando em uma maneira de definí-lo, o que me vem logo a cabeça é que o livro é desesperançado sem ser, mas isso não é definitivo. É um pouco como a nossa vida, dependendo da forma e do momento em que pensamos nela. E ele é tão válido de ser lido quanto a vida é de ser vivida.

site: http://www.pontolivro.com/2014/05/graffiti-moon-de-cath-crowley-resenha.html
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Aicha Cruz 11/04/2019

Um livro leve, contando a vida de jovens sonhadores, apaixonados pela arte e que buscam um futuro através dela, derrubando os obstáculos que a vida lhes impõe para poder alcançar-los.
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Ingrid.Oliveira 25/09/2018

Não esperava NADA desse livro. E quando começou, passei a esperar menos ainda. Mas que surpresa boa!!! É esse tipo de leitura que não me deixa parar de assinar meus clubes. Eu senti uma tranquilidade muito legal lendo Graffiti Moon. Criei vozes e entonações para os personagens de um jeito que não acontecia há muito tempo. Leitura super maravilhosa! Valeu, Skoob, por ter colocado esse livro na caixa Visões. Deu um equilíbrio muito bom ao O Fundo é Apenas o Começo (pesadíssimo!)
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Alana Freitas 25/05/2015

Preciso confessar algo há muito bastante evidente: amo capas lindas. E preciso dizer que essa capa da Valentina para Graffiti Moon ficou lindíssima. Não posso julgar por capas, mas já não consigo evitar. As vezes fico com ressaca literária e isso me salva, as vezes. Porque tem uns livros por aí com capa linda e conteúdo bosta.

Anyway, agora vamos ao que interessa.
Graffiti Moon é um livro curtinho e bem escrito, li em um dia. A obra trata de Lucy, uma garota que “acha” que é apaixonada pelo grafiteiro auto intitulado Sombra. Ele é conhecido por deixar sua marca de pássaros e oceanos pelos muros da cidade. Ele escreve desenhando, mundos, sentimentos seus alívios e suas tristezas, a fuga . Ela estava aficionada pelo grafiteiro e juntos com suas amiga Jazz e Daisy tentará encontrá-lo.
“_ A gente acabou de se conhecer, então vou perguntar com delicadeza: você é doida?
– Só por curiosidade, o que você diria se a gente já fosse amiga há mais tempo?
– Ele pode ser um serial killer ou, pior, pode ser velho, Lucinha.
– Serial killers não são criativos.
– Assista Dexter e volte a falar comigo.”

Lucy quer desesperadamente conhecê-lo porque sente que ele entende de arte, ela sente e entende o que ele coloca nos muros. Ela quer conhecê-lo e vai embarcar numa aventura com Ed, o cara com quem ela havia saído há alguns anos e tido um encontro estranho. Edward deixou a escola no primeiro ano porque tinha dificuldade para ler e se achava incapaz de continuar.

A estória intercala poemas do Poeta, e a narrativa Lucy e Ed. Cada um trás um pouco de suas histórias ate chegarem ali. O livro é leve, interessante, bonito, e você sente vontade de rir e chorar. Eu simplesmente amei o Bert. Por alguns momentos senti vontade de chorar e senti uma falta enorme dele, uma saudade estranha por alguém que nunca vi . A vida do Ed era muito ferrada e eu torcia para que tudo desse certo. Ele precisava de alguém, de um emprego... De tudo!



“E todos os pássaros daquele muro caem do céu. Eu os vejo caindo de barriga para cima. Uma tempestade deles cobre o chão. Mais tarde, vou pintar o céu vazio e os pássaros caídos. Vou pintar, e saber que pior que estar preso num jarro é não estar em lugar nenhum.”

A narrativa se desenvolve sem problemas e traz reflexões sobre autoconhecimento, citações interessantes, muitos poemas e personagens agradáveis e amistosos. Realmente amei todos os personagens. Geralmente fico com um pé atrás por causa de alguém, mas nesse livro gostei de todos.
O que também achei legal e interessante é que tudo se passa em uma noite. Já escrevi um livro assim e achei o máximo.
Ed e Lucy entram numa busca para achar o Sombra e a cada hora juntos, eles passam a conhecer um ao outro de verdade. Eles passam a se enxergar e criar novas perspectivas. Nem um dos dois será o mesmo depois dessa noite.
Depois de um livro decepcionante (A joia) ainda bem que decidi ler este romance fofo e interessante genteee.
Obs.: Sem querer me ater a termos médicos, quando Ed disse que era ruim com as palavras acreditei que ele era disléxico. A autora não disse isso, mas foi nisso que acreditei.

site: http://piecesofalanagabriela.blogspot.com.br/2015/05/resenha-graffiti-moon-cath-crowley.html
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Carol 13/06/2016

Sobre um livro com temas profundos escrito na forma amorzinho
Pelas ruas da Austrália e com o grafite proibido vemos o lindo trabalho de "Sombra" e de "Poeta", dois artistas ilegais que descarregam todos os seus sentimentos, anseios e sonhos em muros da cidade.

Lucy ama a arte, vive a arte e seu maior sonho é conhecer esse tal de Sombra, que faz trabalhos que ela tanto admira, que sente o mundo de forma intensa, forma essa que ninguém mais sente, que a ama a arte tanto quanto ela.

O que a garota não imagina é que ela já conhece Sombra e que ele na verdade o Ed, uma pessoa da qual ela não gosta nadinha...
O que passa menos ainda na sua cabeça é que aquele cara que sente e que faz coisas lindas na verdade tem uma vida onde tudo parece dar errado, onde ele não acredita mais no futuro nem em seu potencial... Não estuda mais, desempregado desde que seu chefe (e seu melhor amigo) morreu e sobrevive graças a pequenos furtos. O grafite e a sua arte na verdade são a sua válvula de escape, a sua forma de mostrar todas as suas frustrações.

Até que numa noite eles e mais alguns amigos se encontram e Lucy está determinada a encontrar Sombra. Uma noite que pode mudar tudo. A noite que Ed mais teme. A noite que Lucy mais sonha...
Essa noite tão temida por Ed pode ser a hora que ele finalmente volte a enxergar a luz que há muito
tempo já não vê mais.

"Graffiti Moon" é um livro honesto!
Nele vemos diálogos profundos, intensos e francos. Vemos a importância que a arte tem em nossas vidas, a importância que vem das primeiras coisas, a importância do sentir. O livro também aborda a importância da família e de pessoas que te obriguem a enxergar o melhor que tem, mesmo quando você já não está mais disposto a abrir os olhos e enxergar por si só.

Ed é aquele personagem que você tem vontade de sair e dar um abraço, carregar no colo e levar para a casa. Lucy já é esperta, curiosa e cheia de sonhos, aquele tipo de garota que temos a certeza de que irá conseguir alcançar todos.

"Graffiti Moon" possui uma linda capa e aquela diagramação toda trabalhada na explicação, marca registrada da Editora Valentina.
Foi um livro que me ensinou muito e, principalmente, me ensinou a sentir.
Leitura leve, agradável, doce, inteligente e repleto de ensinamentos nele.

“Quase sempre, quando observo os trabalhos do Sombra e do Poeta, vejo algo diferente do que as palavras me dizem. É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda algum segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo. ”

site: www.nossaressacaliteraria.blogspot.com.br
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Isadora 11/07/2018

Graffiti Moon - Resenha #2

Quando somos apresentados a Lucy, durante sua busca por Sombra e Poeta, me pareceu que tinha encontrado o livro divertido e leve como precisava... Até chegar na metade.

A escrita não cativa muito: torna-se pouco eficiente narrando algumas partes e empobrece os pontos de vistas (até então muito agradáveis) quando acompanho uma mesma cena pelo ponto de vista de Lucy e depois do Ed e vice-versa. Uma ressalva da narração é a ambientação, ocorre na Austrália em Melbourne, me deixando instigada.

Outro ponto da história, bem explorado por sinal, foi o Graffiti (como o próprio título faz desejar) visto com Ed e a confecção de vidro desenvolvida com Lucy, sem dúvida, uma das partes altas do livro, é muito lindo o significado que a arte tem para eles e como cria um laço entre estes. Contudo, não temos capítulos inteiros narrados pelos outros personagens e a forma como a autora os apresenta no decorrer da obra torna-os esmaecidos, fazendo-os terem características monossilábicas, o que torna a trama no geral pouco aproveitada. Não convém comentar sobre os poemas do Leo, nunca os superarei.

Uma característica que vale a pena ser citada é a relação que os adolescentes têm com os seus pais, conseguindo ser bem mais próxima e humana que muitas obras juvenis que já li/assisti; fazendo, inclusive, com que eu me identificasse, a ponto de querer que o livro fosse mais focado nisso do que propriamente no romance.

Obviamente, a escritora teria de criar situações que chegassem a um clímax e aqui reside o problema, pois as circunstâncias criadas beiram ao ridículo e em alguns momentos frustram bastante. Como exemplo, posso citar quando o vilão é apresentado: Malcolm Pombo; apesar de ter uma justificativa para as suas ações, não as torna coerentes, inclusive, o modo como as põe em prática não faz jus ao seu objetivo.

Toda a história se passa em uma noite, o que poderia ter funcionado muito bem se tivesse continuado fiel a premissa da sinopse explorando justamente os pontos positivos, contudo são adicionadas confusões durante todo a obra que acabam por se acumular e solucionam-se todas de uma só vez ao final, o que quebrou completamente minhas expectativas.

Tem alguns momentos em que tive a impressão que o enredo se auto sabotava (afinal, é escrito por uma mulher) quando se tratava de representar com um viés menos machista as personagens femininas... Mas, ultimamente, tenho sido bem chata com isso, então fica no ar.
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ricardo_22 13/05/2014

Resenha para o blog Over Shock
Graffiti Moon, Cath Crowley, tradução de Marina Slade, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Valentina, 2014, 240 páginas.

O fim da vida escolar é mais do que um bom motivo para comemoração e a melhor maneira de se fazer isso é passar a noite em uma grande aventura. Lucy quer finalmente encontrar o grafiteiro Sombra, que deixou sua marca espalhada por toda a cidade e que ela, depois de se encantar por seus trabalhos, quer ter a chance de conhecer quem transforma a escuridão das ruas em paisagens coloridas.

Lucy só não deseja buscar por Sombra ao lado de Ed, o cara que tem evitado desde o fatídico encontro em que ela acabou dando um soco no nariz do garoto. Mas quando Ed diz saber onde pode encontrar Sombra, que faz seus trabalhos ao lado de Poeta, ela acaba aceitando a ideia e passa a se aventurar em busca da arte do grafiteiro e de quem sabe um grande amor para ao menos essa noite de comemoração.

“Senti saudade depois que ele foi embora. Quer dizer, o que eu sentia por ele não morreu porque ele pegou na minha bunda. No fim de semana depois do nosso encontro, fiquei desejando esfaqueá-lo com a minha caneta de patinho, e de olho no telefone, torcendo para ele ligar. Ficar com alguém é bem complicado” (pág. 51).
Graffiti Moon é um livro diferente e que ainda assim consegue surpreender. Surpreende por possuir o que o leitor pode ou não esperar, mas surpreende ainda mais por proporcionar um misto de emoções. Sendo mais que um romance adolescente, Graffiti Moon aborda momentos da vida urbana de uma única noite.

Além de sua edição tão bela e repleta de referências a arte urbana, o livro conquista por falar tão detalhadamente sobre a visão de artistas em relação a vida. Para isso, Cath Crowley explora três personagens bem distintos e que têm muito que passar aos leitores. Sozinhos, Lucy, Ed e Poeta seriam capazes de conduzir qualquer história criada pela autora, independente dos rumos tomados, já que suas personalidades são únicas.

Mas o principal ponto positivo está justamente no estilo escolhido pela autora para unir as três visões em uma única obra. Intercalando os capítulos, Crowley leva o leitor a conhecer os mais profundos sentimentos do trio. Conhecemos também o tom sentimental que Poeta retrata, apenas através de poemas, o que tem passado ao longo da história. Poucas vezes narrativas tão diferentes, unindo prosa e versos, se completaram tão perfeitamente.

Além disso, Graffiti Moon não é o tipo de história que facilmente se perde ao longo de seu enredo. Apesar de tantas situações para uma única noite, tudo é envolvente e está totalmente relacionado com o futuro desfecho que será apresentado ao leitor. Como exemplo dá para citar que tanto a festa inicial, como a busca pelo Sombra têm como aliados os diálogos e as reflexões marcantes. Tudo com humor, alegria, tristeza e aventuras pela noite.

site: http://www.overshockblog.com.br/2014/05/resenha-241-graffiti-moon.html
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Compre pela capa 07/01/2018

AMOR A ARTE EM "GRAFFITI MOON", DE CATH CROWLEY
Graffiti Moon não é apenas um livro. É uma imensidão de sentimentos que transbordam em palavras e viram sentimento em quem está lendo. É uma história de amor não só entre duas pessoas, mas entre essas duas pessoas e a arte.

ENREDO

O livro se divide entre o ponto de vista de Lucy e Ed. A história começa com Lucy correndo de bicicleta pra encontrar o Sombra, grafiteiro que ilumina os muros de uma cidade apagada na Austrália, e por quem Lucy está apaixonada. Ela está apaixonada por alguém que nunca viu mas que a toca profundamente por meio de sua arte. Lucy também é artista, ela trabalha com fabricação de peças de arte em vidro.

"Eu amo aquele cavalo, o quanto ele é real. Amo as belas linhas das patas e da cabeça. Mas não é por isso que, em algumas noites, eu não consigo parar de olhar para o desenho. Não sei dizer ao certo o motivo. Só o que posso dizer é que tem algo a ver com a maneira como deveria ser o amor... A gente devia amar como um cavalo desabando." - Lucy

Não conseguindo encontrá-lo, ela parte com suas amigas Jazz e Daisy numa noite comemorativa, junto com Leo, Ed e Dylan - namorado de Daisy. Dylan diz que conhece o Sombra e convence todos a procurarem por ele e é claro que Lucy aceita, mesmo que Ed esteja junto.

Lucy e Ed já se conheciam antes, desde o primeiro ano. Eles estavam na mesma turma de Artes quando a Professora J. os juntou num trabalho sobre Jeffrey Smart, artista e pintor australiano.

Os dois tentaram se relacionar mas o primeiro encontro foi desastroso, acabando com Lucy quebrando o nariz de Ed. É por isso que eles se odeiam.

Um tempo depois, Ed abandona o ensino médio por não conseguir acreditar em si mesmo. Ele têm dislexia e não consegue ler, mas não têm coragem de contar para ninguém a não ser para seu melhor amigo Leo e Bert. Ele está completamente abalado porque perdeu sua única figura paterna, Bert - seu chefe na loja de tintas com quem dividia o gosto pela arte - e terminou com a namorada Beth.

Na noite em que se passa a história, Lucy e Ed acabam passando um tempo sozinhos e então partem em busca das pinturas repletas de tristeza, solidão e fuga do Sombra, e o resultado será surpreendente. A verdade é que Lucy é uma sonhadora e Ed está completamente quebrado e machucado. Ele está prestes a desabar e tudo o que lhe resta é a arte.

OPINIÃO

O diferencial do livro é que a autora cita inúmeros artistas para vermos junto com os personagens suas obras de arte, tornando a leitura uma experiência sensorial. É incrível. Foi por isso que decidi colocar aqui as imagens para vocês sentirem o que eu senti lendo ao livro, e o que Ed e Lucy sentiram também.

"É disso que gosto na arte, o que você vê as vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede." - Lucy

"Disse que mostrava como, às vezes, uma pessoa tem que criar suas próprias janelas." - Ed

Esta história não é apenas sobre amor, é também sobre como idealizamos uma pessoa que gostamos, e, no final nos surpreendemos completamente, assim como aconteceu com Lucy. É sobre o amor a arte e tudo que ela pode nos proporcionar. É realmente uma leitura magnífica e única.

site: comprepelacapa.wixsite.com/home
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Núbia Esther 20/06/2014

“Quase sempre, quando observo os trabalhos do Sombra e do Poeta, vejo algo diferente do que as palavras me dizem. É disso que gosto na arte, o que você vê às vezes diz mais sobre quem você é do que sobre o que está na parede. Olho para o grafite e penso que todo mundo guarda algum segredo, algo adormecido, como esse pássaro amarelo. ” página 24.

Acho algumas artes com grafite muito bonitas, entretanto sou totalmente contra a cultura do vandalismo cultuada por muitos. Pintar áreas não destinadas para essa atividade, modificar à revelia bens públicos e privados, pior que isso só o que é feito pelos adeptos das pichações, que além de contribuírem para sujar as cidades, não respeitam nem os trabalhos alheios, distribuindo rabiscos sem sentido como se só isso importasse. Talvez a adrenalina de trabalhar sob o risco de ser pego seja uma busca inevitável para alguns (como o Poeta bem exemplifica em uma passagem), mas acho que assim perde-se o foco no que realmente é importante: a arte. Tendo isso em mente, sabia que era bom começar a leitura de Graffiti Moon sem esperar muito da história, afinal, havia o risco de nem mesmo rolar empatia com o personagem principal. Afinal, tinha todo esse lado da ilegalidade da arte com grafite que era impossível relevar. Mas a narrativa da Crowley é cativante e com uma história envolvente e ótimos personagens, ela conseguiu superar essa barreira e no fim, me vi acompanhando avidamente as aventuras de Lucy e Ed.

Sombra é o cara que pinta pássaros presos em muros de tijolos, pessoas perdidas em florestas fantasmas, caras com corações feitos de grama e sendo podados por garotas empurrando cortadores de grama. Um artista pelo qual Lucy Dervish poderia se apaixonar. E um encontro na noite de formatura do ensino médio colocará Sombra e Poeta no radar desse grupo de amigos reunidos à força por Jazz em um encontro triplo. Daisy e Dylan e sua falta de romance no namoro, Jazz e Leo e a paquera eminente e Ed e Lucy. Com Ed, Lucy teve o primeiro encontro mais esquisito de sua vida, um encontro que terminou com um nariz quebrado. O nariz do Ed. É Jazz que também decide que todos devem partir em busca do Sombra e do Poeta, e quando ela descobre que Leo e Ed conhecem os artistas misteriosos, a busca está armada. Mas, é claro que em meio à festa, encontros com pessoas barra pesada e um plano que além de ter tudo para dar errado não é nada ético, a busca que começou em grupo, acaba virando uma busca de Lucy e Ed. A última pessoa com quem Lucy queria passar a noite, mas que guarda uma verdade que Lucy não consegue enxergar. Pinturas espalhadas por toda a cidade, diálogos eloquentes e a revelação da alma artística desses dois adolescentes são só alguns dos pontos altos da trama criada por Crowley.

Os narradores efetivos dessa história são Ed e Lucy, Leo (o Poeta, que cria palavras para as imagens de Sombra) colabora com poemas que entremeiam alguns capítulos. E com protagonistas que vivem no mundo das imagens, seja Ed e suas pinturas e a busca incessante pelos tons certos de tintas, ou Lucy e seus trabalhos em vidro, a história de Crowley transborda simbolismos. A narrativa é imagética, transformando o romance em uma experiência quase sinestésica. Além disso, o texto flui. A aventura de Lucy e Ed foi de apenas uma noite (ou melhor, uma madrugada), mas foi tão repleta de detalhes que é como se conhecêssemos os personagens de tempos idos, seus medos, anseios, sonhos. Conseguir isso em um romance curto é um motivo mais do que válido para dar uma chance a história. É como bem dito por Melina Marchetta na capa traseira da edição brasileira: “(…) somente uma noite louca na companhia deles é pouco, muito pouco. ”

[Blablabla Aleatório]

site: http://blablablaaleatorio.com/2014/06/17/graffiti-moon-cath-crowley/
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