A Menina Submersa: Memórias

A Menina Submersa: Memórias Caitlín R. Kiernan




Resenhas - A Menina Submersa


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Raquel Moritz 18/06/2014

Mergulhando num mar psicológico
A Menina Submersa: Memórias é um livro dentro de um livro. Imp, nossa narradora de vinte e poucos anos sofre de esquizofrenia desorganizada, assim como sua mãe e avó e não é uma fonte muito confiável para os acontecimentos que serão narrados. Mas é a única que temos.

Depois de chegar na última frase da última página, e ultrapassar (quase) todas as camadas da história, fiquei convencida do elogio sincero de Neil Gaiman para a obra de Caitlín: ela escreve como poucos. Ela escreve um terror que desafia sua lógica e seus conhecimentos de qualquer estrutura narrativa. Ela avança no futuro da história, retrocede no passado de sua personagem e, por vezes, mostra uma dica do que está acontecendo no presente. Ou não. Às vezes é apenas imaginação da Imp. Efeito colateral de uma mente perturbada.

Lugares assustadores podem existir no seu subconsciente. Dizer que o livro é intenso é pouco. É denso, tenso, psicológico, confuso, diferente, surreal. Não é engraçado, não é romântico, mas é sincero e tem uma história de amor. Não é o foco, mas é um baita background.

Espero que gostem da aventura. Eu adorei.

site: http://pipocamusical.com.br/2014/06/17/resenha-a-menina-submersa-caitlin-kiernan/
Beth_lol 22/12/2015minha estante
Amei a resenha e seu blog é sensacional. :)


Vivi 19/04/2016minha estante
Acabei de incluir na mesta deste ano :)


Jéssica 26/06/2019minha estante
Eu odiei esse livro, terminei ele na força do ódio. Até hoje não entendi o propósito da Eva Canning no livro. Muito confuso, só a edição que é bonita




Leandro Matos 11/08/2014

A MENINA SUBMERSA | MERGULHE NO OCEANO DE PALAVRAS E IMAGENS DE UMA MENTE ESQUIZOFRÊNICA
“Fantasmas são essas lembranças fortes demais para serem esquecidas, ecoando ao longo dos anos e se recusando a serem apagados pelo tempo.”

Com seu padrão meticuloso de qualidade, a editora carioca DarkSide Books entrega aos leitores brasileiros mais uma bela edição, recheada com detalhes precisos e curiosos para o nono romance da excêntrica escritora Caitlín R. Kiernan. O livro A Menina Submersa foi indicado em seis premiações e levou duas, dentre elas uma das mais relevantes para o gênero da fantasia, o Bram Stoker de 2013.

Durante a leitura encontramos os relatos, as impressões e os sentimentos da mente conflituosa de India Morgan Phelps, ou Imp, como ela prefere que seja chamada. Em pouco mais de 300 páginas somos imersos em um verdadeiro oceano de imagens e acontecimentos, que vão construindo um mosaico da vida de Imp. Não é possível apontar uma posição clara com relação a narrativa não-linear. Ora em primeira, ora em terceira pessoa, há trechos que somos meros observadores, passíveis diante de fatos tão estranhos. O que por sua vez deixa a leitura pautada pelo interesse contínuo em entender sobre essa mente tão perturbada. Imp utiliza de improvisos, analogias e correções para relatar a sua história de fantasmas com sereias e lobos.

O carisma com a personagem é captado em poucas páginas. Tudo é muito subjetivo. A incerteza é presente e sobra espaço para interpretações daquilo que é apresentado. A personagem afirma, nega, se contradiz e se interrompe entre linhas. Tudo isso, é oriundo de um corpo que sofre com a ação dos medicamentos para o tratamento de uma esquizofrenia hereditária e que carrega, além disso, o pesado fardo de um fatídico drama familiar, uma maldição como Imp cita em suas memórias. Curioso observar que algumas particularidades pessoais da autora foram inseridas nas memórias de Imp e serviram como base, para uma melhor apropriação sobre alguns temas, como por exemplo, uma relação homossexual, a afirmação de gêneros contra uma transsexualidade latente, além do paganismo e da localidade utilizada na história.

Imp tem transtornos e obsessões. Algumas delas são direcionadas para músicas, números e principalmente para obras de arte. Existe toda uma simbologia e uma compreensão própria para Imp, no quadro Fecunda Ratis, onde se vê uma mulher vestida de vermelho (Chapeuzinho Vermelho?) ao chão cercada por criaturas da noite (ou lobos?) e na tela A Menina Submersa, uma mulher nua, observa de dentro de um rio uma floresta negra. Todas essas e outras além, são canalizações que Imp faz para dar algum sentido a sua verdade dos fatos. Interessante falar em fatos para com o livro, pois nem tudo é factual durante a narrativa. Essas obras citadas e seus respectivos pintores são coadjuvantes ficcionais do enredo, mas que denotam em sua criação, toda a inventividade da escrita de Caitlín. Por meio da metalinguagem, sua escrita é admirável e espantosamente instigante. É difícil apontar como Caitlín pôde escrever um livro estranhamente fascinante.

Lembro-me que na contracapa de um determinado livro do britânico Neil Gaiman, existe uma nota do consagrado escritor Stephen King, afirmando que Neil é “uma arca do tesouro de histórias. É uma sorte tê-lo em qualquer meio de comunicação.” Essa afirmação é plenamente aplicável a Caitlín, pois no desenrolar da obra, vão surgindo referências a lendas, mitos, contos de fadas, lugares estranhos e criaturas de diversas culturas, que nos impõe a obrigação de anotá-los para uma exploração mais detalhada. Dessa vez com menção do próprio Neil destacando justamente a escrita de Caitlín, entendo o quanto ele foi conciso em afirmar que “poucos escrevem como ela”. Uma declaração apropriada para a toda excelência da escrita apresentada nessas páginas.

“Nenhuma história tem começo e nenhuma história tem fim. Começos e fins podem ser entendidos como algo que serve a um propósito, a uma intenção momentânea e provisória, mas são, em sua natureza fundamental, arbitrários e existem apenas como uma ideia conveniente na mente humana.”

A Menina Submersa é um caleidoscópio de imagens. Um labirinto experimental de palavras sequenciadas. Uma metaficção forte e intrincada, que exige atenção e cuidado, daqueles que propuserem se aventurar em suas páginas. Uma vez iniciada a leitura, saiba que sua mente será tragada para um mar de lendas e criaturas, onde todo o engajamento será recompensado.

Leia a review completa do livro no link abaixo:

site: http://nerdpride.com.br/literatura/a-menina-submersa/
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Thayna 02/08/2015

Cansativo e confuso
Quando vi a sinopse do livro fiquei bastante empolgada pra ler, pois é a história contada por uma menina esquizofrênica, também achei a edição linda e logo comprei.
Foi bastante decepcionante, pois a história é bastante confusa, a menina esquizofrênica começa contando sua história mas logo se torna cansativo, pois constantemente ela narra um fato e depois diz que era mentira ou que não sabe se realmente aconteceu, tornando o livro um tanto confuso e desconfortável de ler, várias vezes tive que voltar algumas páginas e mesmo assim não consegui entender muito bem... É bastante difícil eu desistir de uma leitura, mas este livro é realmente cansativo...
Juliana Raasch 20/06/2017minha estante
Acabei desistindo de ler por ora... não aguentava mais. Muitooo cansativo e lento.


Lia Cavaliera 23/09/2017minha estante
Realmente livros que são feitos em fluxo de consciência não são para todo mundo. Esse livro é montável e tem uma personagem não confiável, mas são camadas e camadas de subtexto e simbolismo.
Enfim, realmente não é um livro para qualquer pessoa. Eu, por exemplo, amei e é um dos meus livros favoritos, releio todos os anos e sempre encontro coisas novas nele, que não percebi na primeira leitura. E, sim, é um livro que demanda certo estudo, um livro que te passa dever de casa. Não é pro público descompromissado, que lê por ler.
Tanto que ganhou um dos prêmios de terror mais importantes atualmente.
Mas, é aquilo, gosto é gosto...




Beatriz 28/01/2015

Vou escrever uma resenha sobre um livro de fantasmas agora. eu digitei.
Imp sofre de esquizofrenia.
Imp esta escrevendo um livro, sobre os fantasmas que assombram sua vida, apesar de nem todos estarem mortos de fato.
Imp tem problemas em determinar o começo e o fim de historias.
Imp é uma artista e escritora.
Imp tem a ajuda de sua psicologa e de sua namorada Abalyn uma transexual.
Imp ve o fantasma de Eva, uma sereia que se afogou no rio Blackstone.

"Fantasmas são essas lembranças fortes demais para serem esquecidas, ecoando ao longo do dos anos e se recusando a serem apagadas pelo tempo" pg.23

Posso contar mais sobre a historia agora mas não vou, isso você vai descobrir quando ler a sinopse atras do livro, na orelha ou ler o livro em sí. Vou confessar; esse livro me assombrou, assombra e irá assombrar. Foi uma grande peça da minha vida, é delicado e brusco. Com todas as sereias, lobisomens, mulheres assassinadas ou que cometeram suicídio. É um conto de fadas para pessoas que ja cresceram que consegue ver o mundo com outras perspectivas. Tem toques de Lewis Carroll. Uma escrita que faz você realmente ficar submerso no mundo de IMP. É um livro totalmente diferente e tudo que eu ja vi e li, com uma temática que cumpre seu papel, que não falta coisas ou pensamentos. A leitura pode ser pesada em algumas partes, eu mesma demorei para ler.
Vou guardar no coração, as frases grifadas as historias e contos. Existe uma nova lente do prisma pelo qual enchergo o mundo graças a IMP.

ps: e enquanto eu viver levo comigo meu amuleto de sete

7/7/7/7
7/7
7
sete
7
7/7
7/7/7/7
VII
7

site: https://aquimerablog.wordpress.com/2015/11/12/a-menina-submersa-relatos-de-uma-assombracao/
lys 21/11/2019minha estante
Eu acho tão bonito quando uma pessoa fala que um livro tocou ela."Inventei você?" também fala de uma garota que sofre de esquizofrenia, mas o contexto do livro é totalmente diferente. Vai que você goste, está entre os meus desejados.




Gih 06/10/2015

A menina submersa
Livro lindo, capa maravilhosa, porém a história é muito complexa, leitura difícil, em alguns momentos pensei que para alguém conseguir chegar até o fim do livro, precisariam fumar um bazeado bem grande. Li até a metade e abandonei, não consegui continuar, mas em breve irei tentar novamente.
Kelli 22/10/2015minha estante
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

pensei isso tbm, achei a leitura beeeem chatinha, minha leitura ta parado, falta 50 pagina spara terminar

rindo demais com essa resenha


*Ticí* 20/06/2016minha estante
Kkkkkkklkkkk....pensei isso tb. Kkkkkkklkkkk
Desisti tb da leitura.


Lia Cavaliera 23/09/2017minha estante
Realmente livros que são feitos em fluxo de consciência não são para todo mundo. Esse livro é montável e tem uma personagem não confiável, mas são camadas e camadas de subtexto e simbolismo.
Enfim, realmente não é um livro para qualquer pessoa. Eu, por exemplo, amei e é um dos meus livros favoritos, releio todos os anos e sempre encontro coisas novas nele, que não percebi na primeira leitura. E, sim, é um livro que demanda certo estudo, um livro que te passa dever de casa. Não é pro público descompromissado, que lê por ler.
Tanto que ganhou um dos prêmios de terror mais importantes atualmente.
Mas, é aquilo, gosto é gosto...


Bia 10/10/2017minha estante
Deve ser uma das edições mais lindas que tenho, mas abandonei também. Pretendo continuar mais frente, tem tanto livro que eu quero ler, achei que seria um desrespeito comigo e com os outros livros se me forçasse a terminar essa leitura.




Queria Estar Lendo 04/05/2016

Resenha: A Menina Submersa: Memórias
Quando eu terminei de ler A Menina Submersa eu não sabia muito bem o que falar sobre ele e, ainda hoje, continuo sem saber ao certo como falar sobre ele.

A verdade é que o livro é bastante diferente do que estou acostumada e passei algum tempo absorvendo a história e me encontrando em como colocar em palavras as coisas que senti enquanto lia.

A Menina Submersa é contada a partir do ponto de vista da Imp -- India Morgan Phelps, que tem esse nome devido a India Wilkies, de E o Vento Levou. A Imp é esquizofrênica, filha e neta de possíveis esquizofrênicas, e começa a contar sua história de fantasmas para conseguir distinguir o que foi real ou não, do tempo em que conheceu Abalyn, sua namorada, e Eva Canning, seu fantasma.

"Suspeito que passamos muito mais tempo pensando sobre nossos pensamentos do que pessoas sãs. Ainda assim, não tinha me ocorrido que a forma como eu via o mundo significava que eu herdara a "maldição da família Phelps"."

Para começar, o livro segue um narrativa não linear. E não é o tipo de não linear como você está acostumado. Quando eu terminei o livro, acho que me senti um pouco como a Imp, confundindo as coisas e sem saber o que era real ou não. Isso foi uma das sensações mais marcantes e incríveis que tive com o livro, essa de ficar na dúvida, de absorver as informações que a Imp passa e não saber ao certo se elas são confiáveis ou não -- isso meio que me deixou maluca no final, quando as datas e os nomes e alguns fatos se contradiziam.

A narrativa segue a mente da Imp e devido a sua condição, pode estar mais claro ou mais confuso. Imp sabe que muitas coisas que vê ou que aconteceram não são factuais, mas isso não significa que não são verdadeiras. E por isso ela escreve sua história de fantasmas, embora esteja cheia de acontecimentos que podem não ter sido factuais, ela acredita que são verdadeiros e por consequência, o leitor acredita também.

Nunca saberemos se o sobrenatural é factual ou não na história dela, e é esse não saber, essa narradora nada confiável que é a Imp, que torna a leitura uma jornada tão inesperada.

"Fantasmas são essas lembranças fortes demais para serem esquecidas, ecoando ao longo dos anos e se recusando a serem apagadas pelo tempo."

Estar dentro da cabeça da protagonista foi uma coisa incrível. A maneira como ela forma pensamentos e como a história se desdobra e dobra de novo, como ela dá voltas e deixa sua personalidade tão evidente nas memórias que escreve deixa uma marca profunda na história.

A versão que tenho é a primeira publicada pela editora DarkSide, em brochura com aquela capa linda e uma diagramação maravilhosa, mas levei algum tempo para ler. O que venho dizer é que: não se deixe enganar pelo começo lento de A Menina Submersa, depois que você passa das cinquenta primeiras páginas o livro flui bem, facilmente e desenrola uma história impressionante -- confie em Neil Gaiman.

Embora tenha me arrastado um pouco pelas primeira páginas, enquanto era introduzida ao mundo da Imp e a escrita da Caitlín R. Kiernan, o começo do livro é a parte com as melhores frases, especialmente porque foca tanto em um diálogo interno da protagonista.

Não poderia deixar de indicar A Menina Submersa, especialmente para quem gosta de livros que mexem mais com o psicológico -- sem contar que o "livro dentro do livro", onde temos acesso a dois contos escritos pela Imp, são dois pontos altíssimos da história, em particular O Sorriso do Lobisomem, meu favorito. Aos fãs de horror -- embora a própria Caitlín diga que não escreve horror -- e aos fãs de thrillers psicológicos, esse livro é muito indicado também.

E para quem se bateu um pouco com as questões 23 e 24 do Desafio Eu e as #MulheresdaLiteratura, também deixo aqui que o livro traz uma protagonista homossexual, com uma namorada trans e é escrito por uma mulher trans. Se você quer expandir seus horizontes, é um bom lugar para começar e sair do ponto comum.
Allê 02/08/2016minha estante
Tirando todas as dúvidas que tinha sobre esse livro nas primeira 23 paginas que li. Muito obrigada, resenha incrível. Espero ter uma leitura um pouco mais ligeira que maioria das pessoas que deram aqui sua opinião sobre A Menina Submersa, estou apostando tudo nesse livro, e espero chamá-lo de favorito quando terminá-lo.




Letícia 07/03/2016


Sobre esse livro.
Não espere um livro de romance, pois o a história de amor dele é superficial e mal desenvolvida.
Não espere um livro de ação, não há nenhuma.
Não espere aforismos valiosos, alguns hão de discordar, mas não há mesmo.
Não espere um final surpreendente.
Não espere, e isso me doeu, um livro de terror.
Espere, talvez, um romance introspectivo, que vai te levar para dentro da personalidade de uma mulher chata que conhece outra mulher mais chata ainda de verdade e depois conhece outra mais chata que as duas juntas, só que de mentirinha.
Se não fosse pelo material de qualidade da Darkside, teria uma estrela e meia a menos.
Lidiane 28/03/2016minha estante
Antes de comprar pensei muito se o livro valeria a pena, por fim resolvi adquirir o livro pelo grande trabalho da editora darkside.
No entanto a historia é meio monótona realmente, concordo com cada palavra que você disse sobre o livro.
Contudo é um livro bem diferente o que deixa um certo charme, mas não vale cinco estrelas.


Wellington.Monteiro 30/03/2016minha estante
Aí Letícia! Seu comentário doeu.
Acabei de efetuar a compra deste livro. E claro, fiz uma árdua pesquisa sobre seu conteúdo. Também me encantei pela beleza da edição da Darkside, e achei extremamente interessante da parte dela valorizar tanto uma obra tão... Podemos dizer... Complexa em seu conteúdo.
Pois é. Na minha pesquisa pude notar uma coisa em comum em todas. Todas as resenhas faziam ecoar na minha mente a obra de escritores como Virginia Woolf ou até mesmo Dostoiévski. Porque? Pelo uso do "fluxo de consciência", o qual foca em si na transcrição do complexo processo de pensamento do determinado eu lírico, expressando suas impressões momentâneas entremeada a seu raciocínio. Acredite, é pra ser complexo. E, as vezes isso desvaloriza muito em si o enredo, e a exploração - podemos dizer - "mais externa" dos personagens, e valoriza o entendimento do "interior" de um personagem, o qual muitas vezes pode-se ficar incompreendido, afinal aquilo é praticamente a representação de uma mente de certa pessoa e muito bem sabemos que a mente humana é complexa.
Creio que encontrarei algo semelhante nesse livro.
E realmente, quero acreditar nisso.


Lia Cavaliera 23/09/2017minha estante
Realmente livros que são feitos em fluxo de consciência não são para todo mundo. Esse livro é montável e tem uma personagem não confiável, mas são camadas e camadas de subtexto e simbolismo.
Enfim, realmente não é um livro para qualquer pessoa. Eu, por exemplo, amei e é um dos meus livros favoritos, releio todos os anos e sempre encontro coisas novas nele, que não percebi na primeira leitura. E, sim, é um livro que demanda certo estudo, um livro que te passa dever de casa. Não é pro público descompromissado, que lê por ler.
Tanto que ganhou um dos prêmios de terror mais importantes atualmente.
Mas, é aquilo, gosto é gosto...




steph (@devaneiosdepapel) 04/03/2015

A Menina Submersa - Caitlín R. Kiernan
[Resenha originalmente postada no blog Devaneios de Papel]

Esse foi um livro difícil. Difícil de terminar, difícil de resenhar… Ainda não sei bem o que falar dele. O que sei é que nunca li nada parecido. No meio de tantas obras “mais do mesmo”, Caitlín R. Kiernan nos transporta para uma viagem pela mente louca de sua protagonista e nos faz duvidar o tempo todo do que é real ou fantasia.

India Morgan Phelps, ou Imp, como prefere ser chamada, nos convida a conhecer sua vida enquanto escreve sua “história de fantasmas”. Há, portanto, dois narradores em A Menina Submersa, já que um livro está dentro do outro. E esse é o ponto que mais diferencia este livro dos outros, pode confundir até que a gente pegue o jeito e entenda a dinâmica da narrativa.

Eu nem sei o que comentar sobre o enredo, porque posso dizer que existem vários enredos juntos compondo a obra. Temos as verdades (factuais, como diria Imp), temos dúvidas, acontecimentos imaginários… Muitas coisas que nem a nossa protagonista entende. Por ter sido diagnosticada com esquizofrenia, Imp se confunde muitas vezes, chegando ao ponto de surtar por não conseguir ordenar os acontecimentos de maneira correta. Mas, em resumo, o que vamos conhecer é a trajetória de uma mulher chamada Eva Canning na vida de Imp, e todas as consequências dos encontros (ou seria apenas um encontro?) entre elas.

Os poucos personagens da trama também possuem essa característica de brincar com o que é real ou não. A autora criou artistas/pintores que eu acreditei que fossem reais, tanto que fui atrás do trabalho deles no Google. Ela também mistura alguns fatos e personagens que existiram de verdade, como a Dália Negra. E isso torna a construção da narrativa ainda mais rica e profunda.

Quando disse no começo do texto que tive dificuldade para terminar A Menina Submersa, foi pelo simples fato de a leitura ter sido muito cansativa pra mim. A autora escreve muito bem, tão bem que é como se ela fosse mesmo Imp, esquizofrênica, louca. E isso me incomodou, me tirou da minha zona de conforto. Eu precisava ler devagar para absorver todo o conteúdo da maneira correta (se é que existe maneira correta). Além de ter muitas quotes maravilhosas, que me faziam parar a todo tempo para admirá-las e marcá-las. Outro ponto que gostei foram as influências nítidas de autores como Poe e Lovecraft, além das referências musicais incríveis como Elton John e Death Cab For Cutie. E mais uma vez, eu parava a leitura para ouvir as músicas citadas ao longo da obra.

Desculpem se minha resenha ficou confusa, mas é porque realmente não sei como descrever minha experiência com este livro. Eu o classificaria como um suspense, ou um drama psicológico com doses de fantasia. Portanto, se você curte algo nesse gênero, se jogue em A Menina Submersa e deixe o canto da sereia te hipnotizar.

"Com frequência, digo coisas que apenas gostaria que fossem verdade, como se soltar as palavras no mundo pudesse fazê-las assim.(…)Digo coisas que não são verdade porque preciso que sejam verdade."

PS.: Palmas para a Darkside, como sempre fazendo um trabalho impecável na diagramação

site: http://www.devaneiosdepapel.com.br/post/112618826213/resenha-a-menina-submersa
Nay 15/06/2015minha estante
Steph você tem blog falando sobre livros?


steph (@devaneiosdepapel) 16/06/2015minha estante
Oi, Nay, tenho sim! www.devaneiosdepapel.com.br

No momento está em pausa, mas os posts retornam a partir de segunda-feira (22/06)! Se tiver blog, deixa aqui pra eu visitar :}




Kika 25/10/2015

Só para os fortes
E não, não pertenço ao grupo dos fortes, rs.

Sem dúvida eu nunca li nada parecido. Se você gosta de novidade, você provavelmente vai adorar lê-lo. O livro conta a historia de India (Imp), uma jovem esquizofrênica que resolve escrever suas memórias para tentar escapar da sua esquizofrenia, como uma forma de encontrar a verdade. Imp começa dizendo que vai contar uma história de fantasma, precisamente sua história com Eva Canning, uma sereia e um lobo. A sensação é de que você está lendo exatamente tudo que se passa na mente de Imp enquanto ela escreve.

É uma historia difícil de acompanhar, sem ordem cronológica, com algumas fantasias e incertezas. Confesso que estou dividida entre amar e odiar esse livro, rsrs.
Antes de ler, procurei algumas resenhas pois não sabia nada sobre ele. Vi muita gente falando que a leitura dele é bem difícil e achei que era em relação a linguagem, mas não, é uma leitura difícil pois precisa de muita calma e atenção, o que o torna um pouco cansativo. Não é um livro para ser lido quando se quer relaxar, por exemplo.

Inicialmente achei o livro bem chatinho, quando havia lido aproximadamente 1/3 dele eu já estava envolvida e super interessada. Maassss a partir do capitulo 7 tudo desmoronou. É nesse capitulo que Imp tem um surto. Ela havia parado de tomar seus remédios, estava sozinha e depressiva. Seus relatos se tornaram ainda mais confusos o que me deixou irritada e perdida. Eu não entendi nada nesse capitulo!! Depois disso, a leitura foi se tornando cada vez mais confusa para mim, perdi totalmente a linha de raciocínio, foi a minha vez de surtar, eu me senti como a própria Imp, perdida.
Para meu desespero total existem alguns erros na tradução como por exemplo troca de nomes, o que me fez ficar ainda mais confusa sem saber se a troca de nomes era intencional ou não. Em um desses momentos há menção a Abalyn Canning (pag 263), misturando o nome de duas personagens o que me fez pensar que, na verdade, elas poderiam ser uma só e isso fazia parte da loucura de Imp.

Confesso que terminei o livro sem saber se entendi a história de verdade. Procurei encontrar alguma resenha com spoilers para ver se entendi, mas não encontrei.
Não tenho dúvidas que lerei esse livro novamente, é uma questão de honra agora kkkkkkkk

Apesar disso tudo, eu o achei interessante e recomendo a leitura. A ideia da narrativa é sensacional! Os pontos negativos que narrei nada mais é do que um problema meu em me adaptar a ele (tenho uma leitura ansiosa). No final das contas eu reconheço que é maravilhoso.

Trechos que gosto de guardar:
"Nenhuma história tem começo e nenhuma história tem fim. Começos e fins podem ser entendidos como algo que serve a um proposito, a uma intenção momentânea e provisória, mas são, em sua natureza fundamental, arbitrários e existem apenas como uma ideia conveniente na mente humana."

"Não vi muita gente conversando nem mesmo lendo livros ou jornais. Quase todos estavam absorvidos demais por seus dispositivos para falar com outra pessoa. Fiquei me perguntando se eles chegavam a perceber alguma coisa que acontecia em volta deles. Pensei que deve ser muito estranho viver assim. Talvez não seja diferente de ter o nariz sempre metido num livro, mas para mim parece diferente. Por alguma razão, parece mais frio, mais distante."

"E o mundo está cheio de sereias. Sempre há um canto de sereia que te seduz para o naufrágio. Alguns de nós podem ser mais susceptíveis que outros, mas sempre há uma sereia. Ela pode estar conosco durante toda a vida ou pode estar ai há muitos anos ou décadas antes de nós a encontrarmos ou de ela nos encontrar. Mas quando ela encontra você, se tivermos sorte seremos Odisseu amarrado ao mastro do navio, ouvindo a canção com perfeita clareza, mas transportado em segurança por uma tripulação cujos ouvidos foram preenchidos com cera de abelha. Se não tivermos sorte alguma, seremos outro tipo de marinheiro, que dá um passo para fora do convés para se afogar no mar."

"Dou risada sempre que posso. Rio para mantar os lobos a distância."

"O que mais tememos não é o conhecido. O conhecido, por mais horrível ou prejudicial a existência, é algo que podemos compreender. Sempre podemos reagir ao conhecido. Podemos traçar planos contra ele. Podemos aprender suas fraquezas e derrota-lo. Podemos nos recuperar de seus ataques. Uma coisa tão simples quanto uma bala poderia ser suficiente. Mas o desconhecido desliza através de nossos dedos, tão insubstancial quanto o nevoeiro."
ismelbi 04/01/2016minha estante
Olha foi uma leitura bem diferente das quais já li e confesso que no inicio achei a história meio chata também, porem lá pela pagina 100 já me envolvi um pouco mais com os personagens e as loucuras de imp, não sei ao certo se compreendi a história mas pelo que entendi é que imp encontra Eva e realmente ajuda porém como imp sofre de esquizofrenia ela inventa várias histórias de fantasmas referente Eva, levando a duvidar se o fato de Eva existir seja real ou não , porém lá no final do livro conclui que Eva seja real e que realmente imp a encontrou na estrada na quela noite e ajudou e que após isso ela se suicidou no mar


Kika 15/02/2016minha estante
Nossa!!! Eu não lembro de ter percebido nenhum suicido durante minha leitura kkkkkkk
As vezes eu realmente acho que não entendi nada desse livro!! Quem se suicida? Eva? :O


Luane.Silva 28/02/2018minha estante
Olá!!! Adorei sua resenha, parece que eu que escrevi pois tudo o que você citou e sentiu foi o mesmo que eu. rsrs

Terminei o livro hoje e fiz exatamente como você, buscar resenha que pudesse clarear minha mente. Gostaria de compartilhar uma dúvida e ver se você pode me ajudar.

No final ela cita que Eva foi encontrada morta, porém ela foi encontrada morta depois da primeira vez que Imp ajudou ela ou depois da vez que a Imp levou a Eva até o mar (se é que existiu essa vez)?.





Betinha 29/06/2015

A Menina Submersa
Esse livro é diferente de todos que eu já li, não sabia muito bem o que esperar dele quando comecei a ler e o livro foi ainda mais estranho do que eu imaginava.
Foi interessante ter a visão da protagonista como narradora, mas em alguns momentos eu fiquei bem confusa, claro que eu entendo que essa era mesmo a intenção da autora, mas isso me perturbou um pouco. Mesmo sem saber o que esperar eu imaginei que seria um livro de terror, mas não é, não que isso seja ruim, apenas era a única coisa que eu esperava desse livro e me enganei até nisso, pois os fantasmas desse livro não são os convencionais.
A leitura flui bem, mas em alguns pontos fica um pouco arrastada. No geral classifiquei como um livro bom, apenas.

Eu recomendo esse livro para quem gosta de histórias com personagens bem exóticos, pois a Imp é assim, bem diferente e única, e é a visão dela sobre o mundo que é apresentada no livro.
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Ana 16/11/2015

Decepção
O que tenho a dizer: "Por fora bela viola, por dentro pão bolorento..."
Me senti ludibriada. O livro enquanto objeto é lindo, mas a trama em si é um porre. Para mim não serviu nem como leitura de fruição e muito menos como leitura de reflexão. Já faz mais de mês que estou remando para terminar esse intragável e ainda faltam umas 100 páginas.
Já não sou muito fã de livros com narrador em primeira pessoa (para escrever em primeira pessoa o escritor tem que ser muito fera). Esse, como se desenvolve em forma de um diário (mais como um relato da protagonista mesmo) é em primeira pessoa. A Imp é louca, literalmente, mas suas loucuras não fazem dela uma personagem querida, simpática ou divertida. Na verdade ela parece quase uma anti-heroína. Já a Abalyn... totalmente nada a ver: era homem, fez mudança de sexo porque no íntimo se sentia mulher, e, uma vez mulher, resolve ser lésbica... Então por que cargas d´água não continuou homem, se era para pegar mulher??? Me arrependi totalmente de ter comprado esse livro e de ter iniciado sua leitura (não gosto de deixar livros inacabados). Recomendo apenas como objeto de decoração.
Vanessa 19/11/2015minha estante
Terminei de ler o livro ontem, depois de quase um mês, e senti exatamente a mesma coisa!


Sandro 26/11/2015minha estante
Ana. Sexualidade e identidade de gênero são coisas diferentes. Uma coisa é você querer se relacionar afetiva ou sexualmente com determinado sexo, outra é você achar que pertence a um corpo de homem ou mulher, a maneira como a pessoa se enxerga perante o mundo. E, por incrível que pareça, isso não é incomum.


Karina 14/11/2016minha estante
kkkkkk adorei o que disse e concordo, custei a terminar o livro e nao entendi nadinha de nada rs....péssimoooooooooooo! Como vc disse: recomendo apenas como objeto de decoração...rs nao sei como uma editora gostou tanto desse livro para publica-lo!


Paula.Ribeiro 17/12/2016minha estante
Tudo bem não ter gostado do livro, mas essa observação de porque não continuou homem é bem vazia, e isso não ocorre só na ficção. Como o Sandro disse são coisas completamente diferentes, se identificar ou não com o corpo que nasceu não esta ligado a opção sexual.


Lia Cavaliera 23/09/2017minha estante
Realmente livros que são feitos em fluxo de consciência não são para todo mundo. Esse livro é montável e tem uma personagem não confiável, mas são camadas e camadas de subtexto e simbolismo.
Enfim, realmente não é um livro para qualquer pessoa. Eu, por exemplo, amei e é um dos meus livros favoritos, releio todos os anos e sempre encontro coisas novas nele, que não percebi na primeira leitura. E, sim, é um livro que demanda certo estudo, um livro que te passa dever de casa. Não é pro público descompromissado, que lê por ler.
Tanto que ganhou um dos prêmios de terror mais importantes atualmente.
Mas, é aquilo, gosto é gosto...




Ana.Santos 01/02/2015

Abandonei
Eu odeio abandonar um livro, mas esse não tem consegui ler, ele estava me dando nervoso. Não é o tipo de leitura que prendeu a minha atenção, é confuso, não sei explicar onde se enquadra o gênero, não é terror, não é romance, enfim para mim não deu.
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Leandro 30/08/2014

Um livro que não mereceu ser publicado
Um livro que já começa com uma narrativa não tão inteligente, vai passando pelas ideias ''fortes'' e de impacto, vai indo por palavras bem amadoras, descrições que tentam prender atenção. Mas como falei, só tentam.
Comprei pelo que o Neil Gaiman falou e para ajudar a editora
Darkside. Pelo jeito, não adiantou nada, pois me deu vontade de trocar. Agora, estou com o Entremundos, do Neil Gaiman, em mãos e pretendo ler ele.
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Jade Lacerda 28/02/2015

Uma Menina, meu Fantasma.
Assim como a água, a narrativa transcorre com mudanças de estado. Em um momento é pura calmaria e noutro torna-se confusa e agitada, como uma enorme tempestade. E nesse processo, nos afogamos.
Fiquei tão imersa nesse livro que por momentos cheguei a duvidar da minha própria sanidade, tamanha fora a conexão que senti com a confusão interna em India Morgan Phelps (Imp). Ela possui uma vida sofrida e uma mente ferida, não apenas por ter esquizofrenia, mas também por ter perdido sua mãe e sua avó para tal doença.
Marcada por suicídios e fatos que nem sempre são fatos, Imp tenta entender sua própria história tentando encontrar paz interior. Não há dúvidas de que este é mais um daqueles seletos livros que te mudam no processo da leitura.

Caitlín R. Kiernan, por meio de Imp, fala sobre obras que se tornam fantasmas. Tenho motivos para acreditar que A Menina Submersa tornou-se o meu, pois plantou em mim a romântica ideia de morrer no mar.
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Coruja 21/06/2016

Quando esse livro foi primeiro anunciado, minha reação foi contraditória: por um lado… o Gaiman fazia a indicação dele e Gaiman costuma ser gospel para mim e sempre acabo indo atrás dos livros que ele recomenda. Por outro, sou uma medrosa assumida que foge de histórias de terror de uma maneira geral (sério, eu fecho os olhos até nos trailers no cinema).

Tempo passou e terminei indo atrás do livro para dar de presente… e tenho como política ler os livros que dou de presente para ter pelo menos noção do que estou dando para a pessoa (ou leio críticas se o título realmente não for do meu gênero ou o tempo for curto). Então fui le-lo… e aí tive uma surpresa.

A Menina Submersa não é uma história de terror. Ao menos, não foi uma história de terror para mim. É uma história de fantasmas, sim, especialmente os fantasmas que carregamos conosco em nossa memória. Mas é uma história como poucas que conheci, totalmente aberta à interpretação do leitor.

A chave para a compreensão do livro é, creio, a idéia de que a fantasia é um caminho para que se possa chegar à verdade - porque histórias são verdadeiras, ainda que não sejam factuais. Ainda que sejam fatos impossíveis, ainda que haja paradoxos inteiros, a realidade é que fatos nada têm a ver com a verdade.

Esse é um conceito que me é muito caro e que encontro em muitos dos meus autores favoritos. Através de sua narrativa, a protagonista de A Menina Submersa, India Morgan Phelps - ou, simplesmente, Imp - exorcisa seus fantasmas e demônios: o diagnóstico de esquizofrenia, o suicídio da avó e da mãe, sua própria solidão, o impulso criativo por trás de suas pinturas e contos… e, claro, Eva Canning.

É interessante que Eva seja retratada sob dois aspectos que, a um tempo, fascinam e aterrorizam Imp. Ela é sereia, seduzindo o herói em sua jornada; ela é lobisomem, ameaçando a frágil percepção de si mesma da heroína. Ela é vítima e vilã, monstro e ser humano, uma história de infância, um quadro e uma criatura real, horror e desejo.

A narrativa me fez lembrar muito o fluxo de consciência característico da obra de Virginia Woolf - em especial Mrs. Dalloway - e não acho que seja uma coincidência, considerando que Woolf é citada logo ao início da história. É um formato difícil porque acompanha as idas e vindas da forma como pensamos, pulando por referências, formando conexões e sinapses.

São poucos os livros que conseguem seguir esse fluxo de maneira crível e compreensível e A Menina Submersa consegue fazê-lo admiravelmente, nos enredando em voltas e voltas sem nos deixar perder da essência da história que Imp conta. Sem nos deixar perder de vista a busca por uma identidade e por amadurecimento, por compreensão e aceitação.

A história mistura real e imaginário de uma maneira que confunde o próprio leitor, levando-nos a acreditar cada vez mais no enredo - enquanto lia, pesquisei o ensaio da Ursula leGuin que Imp cita, e a história da Dália Negra, e também a desconhecida do Sena e fiquei frustrada ao entender que Saltonstall e Albert Perrault são criações da autora (sério, eles são tão bem construídos e há tantos pequenos fatos sobre os dois artistas, que ficamos na expectativa de ir ao google e encontrar as obras citadas por lá). E isso é fascinante - como a autora é capaz de nos levar, leitores, a também se perder entre real e imaginário, a nos mergulhar no mesmo estado mental de Imp.

Ao final, contudo, o que interessa é apenas isso: o que importa se foi real, contanto que seja verdadeiro?

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2016/06/para-ler-menina-submersa-memorias.html
Flávio 21/06/2016minha estante
? ( esse coração representa tudo que senti ao ler sua resenha que foi simplesmente ? porque você conseguiu descrever a essência do livro, a loucura a realidade e o imaginário e tudo mais, e foi simplesmente incrível. )


Coruja 21/06/2016minha estante
Muito obrigada, Flávio! Confesso que foi difícil escrever essa resenha porque ainda estava com a cabeça rodando com o livro, com tanta coisa que aconteceu, tanta coisa de que se falar...




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