Postais

Postais Jô Lima




Resenhas - Postais


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Queria Estar Lendo 03/02/2015

Resenha: Postais
A resenha de hoje é sobre Postais, livro da querida Jô Lima. Preciso dizer que é uma resenha complicada de ser feita, infelizmente pelos motivos errados. Quem acompanha o blog sabe que somos grande apoiadoras da literatura nacional, a Denise até mesmo tem livro publicado. Por isso, quando Postais ficou disponível para download grátis na Amazon eu não pensei duas vezes antes de baixar. Tentamos sempre equilibrar a leitura de livros internacionais e nacionais, em parte por acreditarmos que a ideia do Só Mais Um é abranger o máximo possível e trazer o melhor da literatura - seja ela qual for -, e em parte para divulgar a literatura nacional, que sofre tanto preconceito.

Conheci a autora do livro na Bienal de SP, ainda que já a tivesse como amiga nas redes sociais, e preciso dizer que a Jô é uma fofa. Mas assim como o blog tem compromisso com a leitura nacional, também tem o compromisso com aquele que é o motivo de mantermos o SMU: você, nosso leitor. Tendo dito isso, passo para a resenha do livro, que, para minha tristeza, não será positiva.

Postais conta a história de Selina, ela é metade brasileira e metade francesa, mora em Paris e estuda Artes. A sinopse nos promete uma história de amor através de postais, e eu esperava mensagens lindas, pontos turísticos de invejar e um livro mais introspectivo, com textos reflexivos graças aos postais. Enfim.

Mas a história na verdade não é essa, os postais de fato só aparecem da metade para o final do livro, e não são marcantes. A ideia que a Jô teve era linda, mas simplesmente não aconteceu. A narração não prende, faltam detalhes e descrições. Sely não convence como protagonista, na verdade, não consegui me apegar a nenhum dos personagens, que soaram todos - e eram muitos! - superficiais. Alguns detalhes que me irritaram durante a leitura foi o uso de termos como "cubículo" toda vez que queria se referir ao quarto dela, gordices, que é interessante pra se por em um livro, mas que foi usado em excesso, o fato dos personagens terem nomes um tanto quanto abrasileirados, um dos nomes mais estrangeiros era o da protagonista (que era em parte brasileira!), e, principalmente, o fato de que os personagens constantemente serem apresentados com seus nomes completos. Um ponto importante a ser comentado, também, é o uso equivocado de algumas palavras em francês.

No que se refere a história, a autora inseriu muitos personagens, sendo boa parte deles desnecessários. Eles se prendiam em diálogos dispensáveis e não tinham profundidade alguma, se apaixonando e desapaixonando em um piscar de olhos, sem falar, é claro, na predisposição para chorar. Como choram por qualquer coisa!

A edição que eu li, em e-book, apresentava vários erros de diagramação também. Não sei se o mesmo se aplica ao livro físico, espero sinceramente que não. E já que estamos falando sobre coisas que cabem à editora, neste caso a Literata, me pergunto até que ponto o insucesso do livro não se deve a mesma. Afinal, o autor coloca sua ideia no papel, mas a editora é a empresa que irá o levar ao público, eles são os profissionais, até que ponto não caberia ao editor analisar os pontos que eu apontei acima? Chamar a autora e conversar, apresentar sugestões de melhorias? Postais tinha tudo para ser um livro lindo e fofo, daqueles que nos dão borboletas no estômago, mas não soube ser bem aproveitado. É uma pena para a autora, que publicou uma grande história sem conseguir dar a ela a qualidade que ela merecia.

Desejo, do fundo do meu coração, que os próximos livros da Jô corrijam os erros que eu apontei e que me surpreendam positivamente. Gosto muito dela, acredito em seu potencial, e acho que ela realmente merece. Essa resenha não tem, de forma alguma, a intenção de prejudicar seu trabalho, e torço para que ela possa ver isso e crescer ainda mais com as críticas, como todo bom artista deve saber fazer!

Link original da resenha: http://migre.me/oBs7y
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Raffafust 08/05/2015

Li " Postais" em e-book. Tenho uma certa dificuldade ainda de ler livros no Ipad, meu Kindle estava sem bateria e como corro contra o tempo para poder ter lido os livros de todos os participantes do evento da Menina fica complicado para mim ler no Ipad porque a luz me incomoda e o medo do assalto em levá-lo para rua é grande. Mas enfim, consegui terminar a tempo pro evento de amanhã!
Não sabia muito sobre o que se tratava a história mas quando vi que os capítulos tinham desenhos da Cidade Luz logo me animei. Selina é brasileira , estuda - e portanto reside - em Paris em uma faculdade que nem se quisesse lembraria o nome e sendo o nome em francês piorou para minha memória, mas é lá que ela estuda Artes.
Ao ler a história entendo que a autora quis dar um lugar romântico de pano de fundo e tudo serve de desculpas para ela conhecer a outra metade da laranja. O que não curti na personagem é logo no início ela mesmo morando longe da família ela parece qerer distância só por causa de perguntinhas bobas que familiares sempre fazem, sorry, mas quando o assunto é família eu viro bicho e lamento informar a ela que amigos e namorados vem e vão, família - claro que temos as pessoas que nem deveriam fazer parte dela - está sempre ali para te apoiar, mas vamos esquecer o que essa moça pensa e focar na história. Um belo dia como toda mulher solteira seus olhos brilham ao conhecer o encantador e tudo de bom Nicholas, indicado pelo professor dela para que ela possa escrever um livro específico o que então seria uma pesquisa se torna em uma aula de paixonite crônica. Nicholas é como os mocinhos que conhecemos da Literatura : encantador mas lotado de segredos.
O casal viaja junto e aí nesse ponto achei que a autora correu demais com a história. A paixão dos dois é avassaladora e os diálogos não convencem muito, alguns são extremamente longos como se fosse uma peça Shakesperiana.
Os amigos da protagonista que poderiam ajudar a história a se desenvolver não fazem a função, John tenta ser engraçado mas não tem graça e Sara me pareceu tão surreal com suas ideias sobre nosso país que não me ganharam.
Acho que esse é o primeiro livro da Jô e sinceramente acho que a ideia dela foi bacana de unir um casal em Paris, da troca de postais - o que ficou devendo - de um desfecho digno de suspirar...mas entendo que escrita é prática e que se tiveram erros sempre existem os acertos. Talvez tenha faltado personagens mais cativantes, ou como sempre peço - não sei se a autora morou em Paris ou já foi muitas vezes - que os autores nacionais foquem suas histórias por aqui, uma amor em Campos de Jordão, uma tarde romântica em São Luís( a autora é Maranhense e como sabem tenho um carinho especial por aquele lugar por causa de meu avô) , me chamam muito mais atenção do que Paris, por mais linda que possa parecer.
Nicholas e Sely tinham que vir morar no Rio, com esse calor que faz por aqui as chamas iam acender e teríamos quase um livro erótico. Brincadeiras a parte, fico esperando mais livros da autora, vamos dizer que esse foi só o " episódio piloto" que o melhor ainda deve estar guardado!
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