O Andar do Bêbado

O Andar do Bêbado Leonard Mlodinow




Resenhas - O Andar do Bêbado


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David 27/08/2016

A incerteza da vida
Achei genial a forma como o autor descreve os acasos que ocorrem no dia a dia. A incerteza é algo com a qual convivemos constantemente mas insistimos em negligenciá-la. Este livro explica o acaso usando conceitos didáticos de estatística de modo que envolve o leitor.
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Flavio Barros 18/08/2016

Dica de um Estatístico
Depois de mais de 70 resenhas aqui não tinha colocado mais uma com medo de ser algo irrelevante no que diz respeito a decisão de alguém ler esse livro. ENTRETANTO, fazendo agora uma releitura, novamente fiquei impressionado com a capacidade do autor de apresentar a Probabilidade e a Estatística (sim, não são a mesma coisa) de uma maneira tão fascinante como Mlodinow apresenta nesta obra.

Para você entender minha perspectiva em relação a este livro, vou adiantar que sou Estatístico e trabalhei como consultor e ministrei cursos sobre Estatística. E posso dizer com segurança que sempre que tenho a oportunidade indico esse livro aos meus alunos. É um dos meus prediletos. Mas por quê? Bom, primeiro porque o autor apresenta para o leitor leigo, com uma linguagem simples e sem fórmulas, princípios de probabilidade, estatística e como o acaso afeta as nossas vidas.

Acho que o autor faz um trabalho fantástico, logo no começo do livro, mostrando como as pessoas em geral são péssimas em pensar intuitivamente sobre a aleatoriedade. A partir deste ponto o leitor é convidado a evoluir com o autor ao longo da história dos fundamentos da probabilidade. O autor segue no livro fazendo uma transição suave para a estatística e apresenta no meio do caminho problemas desafiadores que envolvem o aleatório que além de contraintuitivos mostram para o leitor como é importante saber probabilidade e estatística.

Mais do que indicado.
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Ricardo Silas 24/07/2016

Antes bêbado, agora sóbrio
O que mais me encanta em certos livros de divulgação científica é a habilidade do autor em atrair o público leigo e satisfazê-lo com a aprendizagem de assuntos densos, sem, é claro, distorcer a complexidade do objeto explanado. Gosto quando a escrita encontra o equilíbrio entre o leitor expert e o ignorante. Creio ser esta a condição ideal que torna prazeroso o estudo dos livros de ciência. Embora muitas informações de O Andar do Bêbado sejam difíceis de absorver, seria injusto acusar Leonard Mlodinow de cometer obscuridades discursivas. Devemos reconhecer a existência de temas verdadeiramente difíceis, cuja simplificação exagerada poria em risco a própria credibilidade de quem os explica. Durante a leitura, tive inúmeros contatos com informações do ramo da matemática, da lógica e da física, áreas que sempre subjugaram minha modesta trajetória de aprendiz. Por um lado, eu estaria mentindo se dissesse que não aprendi nada; por outro, eu estaria sendo presunçoso se disse que aprendi tudo. Eis o equilíbrio.

Muitos raciocínios me iluminaram, tanto por sua clareza de explicação quanto pela compreensão que daí obtive. Mas engana-se quem pensa ser este livro um compêndio de cálculos, fórmulas, teoremas e exaustivas sequências numéricas. Ao contrário, aprender sobre como os eventos aleatórios incidem em nossas vidas requer mais que apenas números. Sabendo disso, Mlodinow enriqueceu suas pesquisas e seu trabalho com ótimas viagens históricas, começando pela geometria dos antigos gregos, atravessando a Revolução Científica e a Revolução Francesa até chegar nos dias atuais. Nos breves intervalos entre as explicações teóricas, vemos um resumo biográfico dos grandes investigadores do acaso e da aleatoriedade. O legado desses matemáticos, físicos e filósofos revela que o nosso cérebro, consciente ou inconscientemente, enxerga padrões e vê significados onde eles não existem, ou deixa de vê-los onde eles existem.

Com base nessa percepção distorcida da realidade, fazemos julgamentos às vezes até preconceituosos contra o mundo ao nosso redor. Quando vemos um empresário bem-sucedido, somos impelidos a crer que seu sucesso é fruto de dedicação, esforço, persistência e várias outras qualificações empreendedoras, como se os escolhidos tivessem atributos especiais, uma essência diferenciada de todas as demais pessoas que fracassaram. Assim, milhares de analistas financeiros, empresários e homens de negócio elaboram uma lista dos ingredientes que constituem a receita para o sucesso, porém ignoram o mais importante: o triunfo profissional de um indivíduo é, sobretudo, influenciado por um conjunto de coincidências, acasos e por eventos fortuitos dos quais não se tem nenhum controle. Tanto isso é verdade que existem milhares de pessoas dotadas de inteligência e sagacidade financeira, mas que, por azar, acabaram desafortunadas, na requenguela.

Isso sugere que não são apenas nossas qualificações pessoais que garantem um futuro promissor, mas sim um intrincado de eventos prováveis e improváveis de ocorrer, desde um acidente de trânsito, um ônibus atrasado ou ainda, tal como propõe a tese do efeito borboleta, um mero um gole de café antes de sair de casa. Outro exemplo é visto quando nossa intuição nos leva a crer que, após repetitivas sequências de "caras" no lançamento de uma moeda, virá a tão aguardada "coroa" da próxima vez. Pensamos: "bem, já caiu 'cara' vezes de mais, então estou pressentindo que agora é a vez de cair 'coroa'". Eis aí o risco de estarmos enganados. O andar do bêbado é isso: a aleatoriedade, a soma de eventos que sequer sabemos que ocorrem, tudo isso permeia a vida de todas as pessoas da Terra, em qualquer época ou lugar.

Em mais um excelente livro, Mlodinow nos convida a fazer uma caminhada científica, não em passos ébrios, mas sim em passos firmes e sóbrios, rumo a esse universo desconhecido do acaso. De minha parte, desejo-lhe sorte em sua jornada...
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Valério 23/05/2016

Convite ao pensar
Todos os livros que trazem velhas questões sob novos pontos de vistas exercem fascínio em seus leitores.
E é exatamente por isso que "O andar do bêbado" tem encantado a tantos.
Mas não basta somente trazer uma nova perspectiva para fazer tanto sucesso.
Mlodinow mostra que muitas decisões que pensamos tomar baseados na racionalidade são na verdade baseadas em ilusões de nosso sistema cerebral.
Um livro que nos ajuda a entender como somos em boa parte "joguetes do destino" como dizia Shakespeare.
A questão da aleatoriedade, em contraposição ao determinismo e, finalmente, o livre arbítrio é milenar.
Filósofos e religiosos se debruçam sobre a questão sem que seja possível chegar a um consenso.
O livro explora uma dessas vertentes: A aleatoriedade.
Em minha visão, nossas vidas e seus acontecimentos resultam da congruência dos três. Não podemos dizer que tudo é efeito apenas do determinismo (já estava escrito que seria assim), ou do livre arbítrio (tudo que tenho é em decorrência do que fiz) ou mesmo da aleatoriedade (não importa o que eu faça, é sempre imprevisível o resultado).
Lendo o livro, alguns podem ser inclinados que o mundo é gerido apenas pela aleatoriedade. Mas não é bem assim. Alguns não acreditam no determinismo.
Para os que acreditam, interpreto da seguinte forma: O livre arbítrio é a ferramenta de que dispomos para amenizar (ou melhorar) os efeitos do determinismo e minimizar a aleatoriedade.
Voltando ao livro, o autor explica muito bem o seu ponto, tornando claros os efeitos da aleatoriedade em nossas vidas e como temos uma tendência para interpretar aleatoriedade como padrão.
Excelente. Um belo exercício mental, que amplia as fronteiras de nosso raciocínio.
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Thiago 29/04/2016

Bom
Eu defino esse livro como bom, como uma leitura prazerosa mas não célere; o autor apresenta inúmeras situações que desafia nossa percepção e confunde nosso julgamento. Embora Mlodinow seja extremamente didático e exageradamente explicativo, muitas das leis envolvendo probabilidades são altamente contra intuitivas e exige uma leitura cuidadosa para ser plenamente compreendida. O livro aguçou minha curiosidade e fez-me pensar diferente sobre as possibilidades que permeiam nosso cotidiano. Recomendo.
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Paulo Silas 27/04/2016

A aparência do sentido deduzido como certo muitas vezes engana. Não há destino tal como costumeiramente se entende. O acaso influencia nossas vidas muito mais do que imaginamos. São tais as constatações, vistas pela matemática, que o autor esboça nesta interessante obra.

O acaso, analisado na obra pelo viés da probabilidade, ocorre muitas vezes por motivos e circunstâncias alheias à vontade do indivíduo. Uma série de nuances, fatores e questões, muitas vezes ignorados em análises realizadas interna ou externamente, acaba por influenciar os eventos decorrentes de determinadas ações. Eis o acaso presente em situações do cotidiano gerando os seus efeitos, sem que se dê conta disso na maioria das vezes.
Para os não versados na área, algumas passagens do livro soam um pouco complicadas, dados os termos utilizados de difícil compreensão para os leigos. Mesmo assim, o autor se esforça para alcançar todo o tipo de leitor, recheando a escrita com exemplos ilustrativos, incluindo casos concretos e situações hipotéticas. Dados lançados, roletas girando, estatísticas levantadas, análises forenses, estudos detalhados e muito mais.
Ao expor as conceituações de cálculos e fórmulas matemáticas, o autor narra a história por trás da criação de cada qual, o que inclui o breve currículo de cada pensador comentado.

Para além das explicações matemáticas um tanto quanto complicadas, há uma leitura que flui, cativa e convence o leitor. Um livro que empolga e dá a sustentação embasada para os céticos que deduzem por conta determinadas questões expostas na obra. Excelente leitura.
Recomendo!
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Horroshow 13/02/2016

Resenha por Marina Borges (Blog Horrorshow)
Do mesmo autor de Subliminar, O Andar do Bêbado é um livro que desperta olhares curiosos na livraria. Pelo menos, despertou o meu. Parecia um romance meio cômico, até que cheguei perto e descobri que na verdade era um livro sobre... Estatística! Bom, sendo mais específica, o livro trata sobre o “Acaso” e o poder da aleatoriedade em nossas vidas.

Quem nunca pensou em todos os fatos que levaram a algum resultado? Ou mesmo a famosa teoria sobre o bater de asas de uma borboleta – Teoria do Caos? Normalmente pensamos apenas em alguns fatos recentes, como atravessar a rua, conhecer alguém, dizer algo, etc; quando na verdade o conjunto de fatos anteriores que levou a algum acontecimento inclui milhares de anos e escolhas de pessoas que nada tem a ver com você. Por exemplo, seus avós terem se conhecido ou algum de seus antepassados ter se mudado para o Brasil. Pensar enlouquece.

(... Continue lendo no link abaixo)

site: http://bloghorrorshow.blogspot.com.br/2015/08/o-andar-do-bebado-leonard-mlodinow.html
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Felipe.Martins 17/11/2015

Resenha de O Andar do Bêbado
O livro "O Andar do Bêbado" é sobre o acaso. O livro conta a história do surgimento da teoria das probabilidades, estatística e outras subáreas da matemática. À medida que apresenta cada assunto, o livro mostra também como o acaso está relacionado ao assunto nessas áreas e como aparece em nossas vidas.

Com essa leitura, que por sinal é muito agradável, passamos a perceber que não temos o controle sobre tudo e que o acaso é tão influente em nossas vidas quanto nossas decisões. Seguindo essas ideias, o autor sugere como podemos agir para nos beneficiarmos dos mistérios propiciados pelo acaso e dessa forma termos maiores chances de alcançar o sucesso em nossas vidas.
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JPHoppe 16/11/2015

Laplace estava errado
A evolução pela qual nossa espécie passou nos preparou para reconhecer padrões. Se a comida tiver cheiro ruim é melhor evitar, já que quem come passa mal. Se ouvir um barulho, melhor ir averiguar, ou pode ser que um grande predador esteja a espreita. Nesses casos, funciona muito bem.O problema é que também funciona muito mal em quase tudo o mais.

Isso se deve ao efeito do acaso. Por mais que certos eventos sejam determinísticos, vários deles atuando em conjunto e interagindo vão produzir efeitos aleatórios. A previsão do tempo é o melhor exemplo desse fenômeno. Mas, teimamos que eventos aleatórios podem ser previstos, e também somos tão equipados a reconhecer padrões que os detectamos até onde eles não existem. Mostre dois padrões de pontos, um aleatório e outro com alguma regrinha, e é mais provável que as pessoas vão classificar errado. Não a toa, a Apple precisou reduzir a aleatoriedade do "shuffle" de seus iPods para que assim eles aparentem verdadeira aleatoriedade!

O único problema do livro é a linguagem. Um pouco densa para os não iniciados, simples demais para quem já entende até o básico do assunto. Por exemplo, o capítulo 6, "Falsos positivos e verdadeiras falácias" introduz o conceito de probabilidade a posteriori, fundamental no teorema de Bayes, e como novas informações afetam nosso entendimento a priori. Em dado momento, ele fala sobre médicos que estimam probabilidades muito altas para falsos positivos para resultados de mamografias, dizendo que a resposta verdadeira é muito menor. Porém, se você não tem ideia de como se aplica o teorema de Bayes, vai ficar sem saber como que o raciocínio é feito, e ter que aceitar a resposta sem base alguma!

No mais, é um livro excelente. Compreender o papel da aleatoriedade não só em questões acadêmicas, mas também com aplicações diretas no cotidiano, é fundamental. Quando Einstein disse que "Deus não joga dados" e Laplace afirmou que, com o conhecimento das leis da física e de todos os parâmetros, seria possível prever passado e futuro, eles estavam errados.
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FabSkoob 28/06/2015

Um livro para estatísticos e afins
Estou no meio do livro. Estou achando ótimo, mas é pra quem já tem alguma noção básica de estatística, caso contrário pode ser um pouco cansativo. Mas no geral o livro é ótimo.
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Isotilia 13/02/2015

O Andar do Bêbado versus A Lógica do Cisne Negro
Comparei este livro com "A Lógica do Cisne Negro" no meu blog.
Agradeço críticas e comentários.

site: http://500livros.blogspot.com.br/2015/02/o-andar-do-bebado-versus-logica-do.html
Flavio Barros 19/05/2015minha estante
Olá, eu fiz um comentário no seu blog. Aliás, seria interessante você colocar um resuminho aqui também.




Bruno Matos 16/01/2015

Para um estatístico, sensacional
A tão obscura história e razões da origem de uma das ciências mais utilizadas hoje, embarcar na história da estatística de uma forma tão atual como essa nos faz entender a razão da origem dessa ciência, claro no foco principal da aleatoriedade e com várias aplicações e visões do acaso em nossa vida. Esse livro abre as portas de nossa mente sobre o que o acaso interfere em nossas vidas, e nos leva a interrogarmos se o controle que tanto buscamos pode ser mesmo encontrado em algumas áreas da vida.

Um manual para qualquer estatístico ou matemático que queira se manter em forma sobre a teoria da aleatoriedade, a teoria da probabilidade, sobre sobretudo, a incerteza. Trazendo diversos exemplos para a vida real, mostra como cada grande pensador do passado refutou seu pensamento para desenvolver a teoria da probabilidade, vindo cronologicamente até o desenvolvimento da ciência estatística.

Recomendadíssimo para todos que queiram entender o acaso em nossas vidas.
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Guilherme 19/08/2014

Qual é o papel do acaso na vida de cada um de nós?
Qual é o papel do acaso na vida de cada um de nós? Este, parece estar mais ligado à nossa trajetória ao sucesso, muito mais do que nossas habilidades. E, é sobre isto que o livro trata.
Ao meu ver, o livro tem como promessa ter uma linguagem acessível ao público leigo (matemática, física e estatística). Em muitos dos capítulos essa promessa é alcançada. Neste ponto, em alguns trechos, tornou-se impossível, ao meu ver, simplificar tais passagens sem que tornasse-se simplista, no que diz respeito ao conteúdo, o que seria péssimo ao andamento do livro.
O que agradou-me bastante foi o fato de o autor sempre trazer as referências para o que citava. Ter livros como este ajudam, com certeza, a elevar o nível cultural de leitura dos brasileiros.

Obs: Do gênero foi um dos melhores livros que já li. Teria sido injustiça com alguns dos outros livros que li, se desse cinco estrelas.
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