O Andar do Bêbado

O Andar do Bêbado Leonard Mlodinow




Resenhas - O Andar do Bêbado


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Tarcísio 20/07/2010

Qual a probabilidade de você gostar de um livro há meses na lista dos mais vendidos e sobre um assunto que lhe interessa bastante ? Em "O Andar do Bêbado", probabilidades, estatísticas e principalmente o papel do acaso na vida das pessoas são os principais temas. Respondendo a questão acima, as chances são muito grandes de que você goste muito, mas da mesma forma que os estatísticos e matemáticos erram em suas previsões, eu falhei ao ter certeza que iria me encantar com o livro de Mlodinow.

A verdade é que o livro não é ruim, pelo contrário, é bem escrito, muito bem fundamentado, com inúmeras referências bibliográficas. O principal problema é que ele não cumpre o que promete. O objetivo de trazer um assunto tão complexo aos leitores leigos é alcançado em apenas alguns capítulos do livro (capítulos 1, 2 e 10), sendo que nos outros o autor presume (talvez não intencionalmente) que o leitor tenha alguns conhecimentos matemáticos médios para conseguir entender a mensagem que tenta passar. Mesmos nos capítulos escritos em linguajar mais acessível alguns exemplos e assuntos se repetem, tornando a leitura meio maçante.

De qualquer forma, é louvável que autores escrevam sobre assuntos ditos "acadêmicos" visando o público em geral. Isso contribui para a melhoria do nível cultural geral. O fato de "O Andar do Bêbado" estar há muito tempo entre os mais vendidos também mostra um amadurecimento no público leitor brasileiro, o que é uma excelente notícia.
27/02/2012minha estante
Realmente, a linguagem é bem difícil.


Priscilla Akao 30/11/2014minha estante
Também achei maçante... e abandonei.


R 17/06/2015minha estante
Preciso Tarcísio, empolgante no inicio porem se torna extremamente maçante para leigos.




Lauren Stella 14/07/2011

Ressaca
Nosso cérebro é programado para encontrar padrões em eventos aleatórios. Pelo menos é isso que, de certa forma, sempre soubemos. Mas, o livro traz exemplos e provas que nos fazem pensar mais nisso. Assim, não vou mais me achar louca ao encontrar figuras perfeitas nas manchas aleatórias dos azulejos de banheiros que frequento.
Aprendi também que meu MP4 player toca os arquivos em um aleatório verdadeiro. Não ficarei mais brava por ele repetir a música que eu acabei de ouvir ou se aparecerem cinco faixas de um mesmo artista em sequência. Ele está sendo honesto comigo.
Apenas temo que depois desta leitura me torne mais cética do que já sou. Afinal, por que torcer pelo meu time se o resultado positivo não depende de um bom técnico ou de um craque? Basta o encontro de vários acontecimentos aleatórios que, como um andar de bêbado, levarão a um ou outro lado da tabela de classificação.
Termino esta resenha com uma frase encontrada na página 216: "em sistemas complexos (dentre os quais incluo nossas vidas), devemos esperar que fatores menores, que geralmente ignoramos, possam causar grandes acidentes em função do acaso."
Só mais uma coisa: "O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído". A música nunca fez tanto sentido.
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Felipe 25/11/2009

O andar do bêbado – como o acaso determina nossas vidas
Como escrever um livro interessante e que prenda a atenção do leitor falando de Matemática? A resposta foi encontrada por Leonard Mlodinow em “A andar do bêbado”. Ele usa e abusa de fatos do cotidiano e de história da Matemática para nos ensinar sobre uma das mais controversas teorias matemáticas que é a da aleatoriedade. Além destes artifícios, Mlodinow também desafia o leitor de maneira constante com problemas que colocam em xeque nosso senso comum e que ao sabermos a resposta temos intimamente nosso orgulho ferido ao nos dar conta que erramos ao tentar responder ao desafio. Eu errei a maior parte dos desafios, e desconfio que isto ocorra com a grande parte dos leitores.
Depois de um capítulo inicial, o autor apresenta a teoria da aleatoriedade por meio do que ele chama de suas três leis: a probabilidade de que dois eventos ocorram nunca é maior que a probabilidade de que cada evento ocorra individualmente, se dois eventos A e B forem independentes, a probabilidade de que A e B ocorram é igual ao produto de suas probabilidades individuais (Duas meias provas não são uma prova inteira!!) e se um evento pode ter diferentes resultados possíveis, A, B, C e assim por diante, a possibilidade de que A e B ocorram é igual à soma das probabilidades individuais de A e B, e a soma das probabilidades de todos os resultados possíveis (A, B, C e assim por diante) é igual a 1 (ou seja, 100%). Outro princípio destacado por Mlodinow diz que a probabilidade de uma evento depende do número de maneiras que ele pode ocorrer.
No início Mlodinow conta que os gregos ignoraram a parte da Matemática da aleatoriedade, e só os romanos, foi Cícero que cunhou o termo probabilidade, de olho nos jogos que se interessaram. O matemático que deu uma contribuição mais significativa, de acordo com Mlodinow, foi Cardano que também estava interessado em levar vantagem em jogos, o que fez com competência acumulando uma pequena fortuna. Seguem as contribuições de outros importantes matemáticos como Pascal (e sua pirâmide, além de descrever de maneira adorável o seu transe e suas conseqüências), Fermat, os Bernoulli entre outros.
O melhor capítulo do livro é o sete, A medição e a Lei dos Erros. O autor discute de maneira extremamente acessível termos como distribuição normal e desvio-padrão. Como coadjuvantes no capítulo estão gente do naipe de Laplace e Lavoisier. Outro destaque é quando Mlodinow mostra o quanto é subjetivo e arbitrário a escolha de que vinhos serão os mais caros e baratos. No próximo capítulo outros conceitos que muitas vezes passam por incompreensíveis são apresentados de maneira clara e elucidante, tais como regressão à média e coeficiente de correlação.
No penúltimo capítulo destaca-se a história deliciosa de como Michael Faraday desmascarou durante o século XIX a brincadeira do copo “guiado por espíritos” que ainda hoje é popular. Outro destaque deste capítulo é a análise de como o ser humano se sente seguro quando está no controle da situação. O ultimo capítulo traz de maneira atraente uma explicação do motivo de sucesso e fracasso de escritores, empresário e artistas, usando como exemplo a história pessoal de Bruce Willis e Bill Gates, através da apresentação irresistível da teoria do caos. Com este capítulo, podemos entender um dos maiores mistérios do universo; porque Paulo Coelho vendeu mais de cem milhões de livros.
A única ressalva do livro é a falta de figuras e ilustrações. Elas são raras no livro e poderiam ser usadas para que o leitor pudesse absorver mais do brilhante texto de Mlodinow.
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Ricardo 09/06/2010

The big bang theory
Este livro quase entrou para a minha lista de abandonados.Os primeiros capítulos estão mais para apostila de pré-vestibular do que leitura para entretenimento.

Partilho da idéia do autor de que tiramos conclusões erradas dos fatos que nos acontecem. Aquele japonês que apertou a descarga em Hiroshima na hora em que a bomba atômica explodiu deve estar até hoje achando que o mundo acabou por causa dele.
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professora jane 31/08/2010

Embora muito esclarecedor, considerei de leitura difícil este livro. Acredito que por ser da área de humanas e o livro abordar a área de exatas, mesmo assim, considero um livro muito bom.Ao final realmente ficamos convencidos que o acaso governa nossas vidas.
silastorres 17/09/2010minha estante
realmente estou achando a linguagem difícil, enfeitada e chata. to criando um certo nojo do livro.




Marcelon 06/05/2012

Eu estava BEM errado
Nunca imaginei ler um livro de estatística com o assunto sendo colocando de uma maneira tão trivial e gostosa que é absolutamente impossível não entender. E mesmo para mentes não-exatas como a minha. O Mlodinov retira da matéria aquele ranço que, em algum lugar, num dado momento, algum professor meu colocou: "matemática é uma coisa para poucos; logo é uma coisa difícil; sendo assim, é chata; por isso, nem queira saber mais sobre o assunto, sua mente simplesmente não consegue acompanhar". Assim eu pensava. E assim eu estava errado. Matemática (e estatística, especificamente) podem ser bem interessantes. Basta traze-la para o cotidiano. É isso o que o autor faz, inclusive falando da vida de grandes matemáticos como quem fala da vida dos seus vizinhos (fofocas inclusas). Recomendo a leitura. Pena que já está na metade
Lili 27/12/2012minha estante
Marcelon,

Diante de tantos comentários de que a leitura é chata para quem não é da área de exatas, estava já desistindo de presentear um amigo da área de saúde.
Mas, o seu comentário foi animador, agora encomendarei 2 exemplares, o meu e o dele.




Pqno 21/12/2010

Bêbado
Li uma crítica (http://scienceblogs.com.br/massacritica/2010/10/bebado_chato.php) enquanto eu estava lendo o livro que me fez refletir sobre.
O texto ser "chato" quando explica partes matemáticas faz algum sentido, mas em outras partes o autor não explica como ele chegou aos resultados apresentados. Ele simplesmente coloca os números mas não os explica! Passou a sensação de que ele queria somente "chocar" colocando números grandes e quebrados, sem a forma de como ele (ou os exemplos) chegaram nesses números.
Se é um livro de "divulgação científica", faltou ser didático. Se é um livro de "filosofia" argumentando sobre o acaso na nossa vida, faltou construir melhor os argumentos. Ficou no intermédio, por isso ficou com a média das estrelas.


CGarrido 28/09/2011

Como sou estudiosa e pesquisadora da área de gerenciamento de riscos resolvi adquirir este livro através da indicação de uma pessoa conhecida. O livro é interessante, mas não é empolgante e sua leitura é monótona.
Sérgey 20/04/2013minha estante
Finalmente alguém que concorda comigo! Vlw.




cliffoliveira 21/02/2012

Excelente
Qual a probabilidade de você sair para beber com sua esposa, encontrar uma amiga professora universitária da área de humanas e receber de presente um livro sobre matemática, estatística e caos ?

Pois foi isso que aconteceu comigo.

O andar de bêbado mostra nossa total cegueira e incompreensão da importância e influência do caos em nossas vidas.

Além disso ele traça a historia do pensamento estatístico e de probabilidades no caminhar do conhecimento humano moderno.

Jogue uma moeda, se der cara leia o livro, se der coroa leia do mesmo jeito

vai valer a pena


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Nivia 14/01/2012

Livro para estatísticos e leigos
História costuma me cansar, mas não foi isso que me fez demorar para ler o livro: é impossível ler as páginas uma vez só. Os exemplos cotidianos e históricos por vezes precisam ser digeridos, porque é como Mlodinow diz: nosso cérebro é programado para encontrar padrões, significados nos menores acontecimentos. Ninguém está previamente preparado para aceitar a aleatoriedade, o conceito de que praticamente tudo que nos acontece é fruto do acaso.
Foi bom me apresentarem um motivo lógico para que as pessoas não desistam dos seus sonhos, pois sucessivos fracassos podem ser aleatórios - e não uma regra, ou indicação de que você não é bom o suficiente. Binomial é isso aí.
Nem sempre ganhamos as coisas por mérito. Acho que na vida, não desistir é mais importante e decisivo para chegar ao sucesso do que apenas merecê-lo, tentar uma vez realizar o que quer, e sentar no sofá de volta. Confirmar isso com bons argumentos é ótimo. Olha só, ainda tem otimismo no meio das teorias!

Sei que esse livro pelo menos preciso comprar um dia! Para tê-lo comigo e reler quando precisar.
Recomendo também a quem não entende nada de estatística - não tem contas no livro, tudo é explicado intuitivamente, com exemplos que conseguimos entender. E fazem parte da nossa vida, dos assuntos que nos interessam.

Queria um livro claro e bom assim pra explicar teoria estocástica, séries temporais e inferência bayesiana!
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Raquel 09/01/2014

Hora de mudar sua opinião...
Eu poderia dizer que gostei do livro pois está na lista dos mais vendidos e porque muitas pessoas elogiaram, tais fatores me influenciariam a ter uma visão positiva sobre o livro (essa é uma das teorias presentes). Ok, vou tentar me concentrar na minha opinião e esquecer todas as outras.

Aprendi estatística e probabilidade de uma maneira muito mais útil do que nos cursos de Introdução a Estatística e a Probabilidade I e II que tive na faculdade (não lembro de quase nada), e de uma maneira aplicada, isto é, vi como influencia minha vida.

O humor do autor também contribuiu - e muito - para a nota final. Impossível não rir em certas passagens, além de tornar a leitura muito mais agradável.

Mas o que mais me tocou no livro foi o último capítulo. Depois de tanto falar sobre aleatoriedade e de pesquisas sobre como nossa opinião depende muito mais de fatores externos do que de nós mesmos, Mlodinow mostra que é errado julgar o sucesso ou fracasso de alguém, uma vez que nem sempre refletem suas habilidades.

Enfim, livro muito bom, aquele que te faz refletir muito! Podem ler!
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Gabii 25/05/2014

Absolutamente divertido e educativo – não acredito que eu acabei entendendo varias coisas, tanto de história quanto de matemática, física, economia e química – “O Andar do Bêbado” inova ao nos apresentar um universo que em primeira analise parece incompreensível, de maneira simples e pratica, nos mostrando de varias formas como a aleatoriedade e a matemática envolvida nela influem em nossa vida.
A aleatoriedade esta em toda a parte no nosso mundo, desde no resultado de um campeonato de futebol até no sucesso das pessoas que admiramos, mas como identificar e saber interpretar se na aleatoriedade pode ser criado um padrão ou quando ela é realmente desordenada e sem sentido? Esse volume tenta elucidar nossas ideias equivocadas sobre o mundo e sobre as coisas que acontecem a nós, e nos mostrar que às vezes tentamos seguir um padrão que não existe e ignoramos algo que realmente tem poder sobre a nossa vida. Discorrendo de maneira simples e inteligente, Mlodinow nos guia por toda a história da probabilidade e da sua “cruzada” em tentar compreender os processos aleatórios, e ainda durante o percurso tenta inserir vários conceitos tanto de probabilidade, quanto de outros ramos da ciência – como eu já disse e repito: eu acabei por entender outras coisas, fora os conceitos de probabilidade.
Esse é o livro certo para quem quer aprender um pouco mais sobre matemática – mais precisamente probabilidade – mas que não quer virar um verdadeiro especialista, o foco dele é conceito e aplicação. Ele praticamente não possui formulas, apenas algumas tabelas e esquemas matemáticos, isso não compromete a sua qualidade, só não o torna um livro necessariamente cientifico.
Falando em probabilidade, vocês já participaram da nossa promoção: Presente de Outro Planeta(http://sorteie.me/facebook/compartilhar.php?id=153930), leiam o regulamento e participem, e ainda fiquem atentos, pois em breve colocaremos mais uma promoção no ar!

site: http://embuscadelivrosperdidos.blogspot.com
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Flavio Barros 18/08/2016

Dica de um Estatístico
Depois de mais de 70 resenhas aqui não tinha colocado mais uma com medo de ser algo irrelevante no que diz respeito a decisão de alguém ler esse livro. ENTRETANTO, fazendo agora uma releitura, novamente fiquei impressionado com a capacidade do autor de apresentar a Probabilidade e a Estatística (sim, não são a mesma coisa) de uma maneira tão fascinante como Mlodinow apresenta nesta obra.

Para você entender minha perspectiva em relação a este livro, vou adiantar que sou Estatístico e trabalhei como consultor e ministrei cursos sobre Estatística. E posso dizer com segurança que sempre que tenho a oportunidade indico esse livro aos meus alunos. É um dos meus prediletos. Mas por quê? Bom, primeiro porque o autor apresenta para o leitor leigo, com uma linguagem simples e sem fórmulas, princípios de probabilidade, estatística e como o acaso afeta as nossas vidas.

Acho que o autor faz um trabalho fantástico, logo no começo do livro, mostrando como as pessoas em geral são péssimas em pensar intuitivamente sobre a aleatoriedade. A partir deste ponto o leitor é convidado a evoluir com o autor ao longo da história dos fundamentos da probabilidade. O autor segue no livro fazendo uma transição suave para a estatística e apresenta no meio do caminho problemas desafiadores que envolvem o aleatório que além de contraintuitivos mostram para o leitor como é importante saber probabilidade e estatística.

Mais do que indicado.
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Isotilia 13/02/2015

O Andar do Bêbado versus A Lógica do Cisne Negro
Comparei este livro com "A Lógica do Cisne Negro" no meu blog.
Agradeço críticas e comentários.

site: http://500livros.blogspot.com.br/2015/02/o-andar-do-bebado-versus-logica-do.html
Flavio Barros 19/05/2015minha estante
Olá, eu fiz um comentário no seu blog. Aliás, seria interessante você colocar um resuminho aqui também.




Felipe.Martins 17/11/2015

Resenha de O Andar do Bêbado
O livro "O Andar do Bêbado" é sobre o acaso. O livro conta a história do surgimento da teoria das probabilidades, estatística e outras subáreas da matemática. À medida que apresenta cada assunto, o livro mostra também como o acaso está relacionado ao assunto nessas áreas e como aparece em nossas vidas.

Com essa leitura, que por sinal é muito agradável, passamos a perceber que não temos o controle sobre tudo e que o acaso é tão influente em nossas vidas quanto nossas decisões. Seguindo essas ideias, o autor sugere como podemos agir para nos beneficiarmos dos mistérios propiciados pelo acaso e dessa forma termos maiores chances de alcançar o sucesso em nossas vidas.
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