A Filha do Louco

A Filha do Louco Megan Shepherd




Resenhas - A Filha do Louco


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Fernanda 24/03/2014

Resenha: A Filha do Louco
Resenha: A filha do louco, baseado no clássico A Ilha do Dr. Moreau de HG Wells, apresenta influências góticas e características referentes a ciência e a religião. É inquietante o modo como Megan Shepherd descreveu as cenas carregadas de tensão e cheias de suposições intrigantes.

Juliet Moreau tem apenas 16 anos e já apresenta uma vida marcada por tragédias. Primeiro surgiram os boatos sobre seu pai e de como mantinha um trabalho abominável. Após diversas acusações, desapareceu sem deixar rastros, deixando filha e mulher sem estrutura. Mesmo após a morte da mãe, a garota tenta se recompor diante das críticas que a sociedade impôs sobre sua família.



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site: http://www.segredosemlivros.com/2014/03/resenha-filha-do-louco-megan-shepherd.html
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Desi Gusson 24/04/2014

Atmosfera Perturbadora, Mocinha Perturbada
"Um grito doloroso rasgou a noite. O susto fez com que eu jogasse os lençóis para fora da cama, e eu senti o suor encharcando meu pescoço. Seria o cachorro? Eu não conhecia nenhuma criatura capaz de emitir um som tão inumano. Conforme os gritos se arrastaram, assombrando-me a cada respiração, minha mente começou a devanear entre lugares mais sombrios. Imaginando o que faria um animal gritar daquele jeito. [...] Estava trabalhando em algo novo. Algo diferente."

A Filha do Louco tomou um rumo completamente inesperado para mim. Não tenho o costume de conferir resenhas antes de ler um livro justamente para entrar na história cega, sem influências além da sinopse, pronta para as minhas próprias conclusões. Talvez dessa vez eu devesse ter ‘pesquisado’ um pouco mais antes de me jogar, não porque a estória seja ruim, longe disso, mas fui achando que era Páscoa e só depois percebi que era Halloween, dá pra entender?

Não? Mea culpa. Vamos deixar em que A Filha do Louco não é só um livro de época com um toque obscuro. É de época sim, e obscuro, para dizer o mínimo, mas é muito mais que isso… não leitor, me recuso a dizer mais, você vai ter que passar pelo que passei se quiser saber do que estou falando. Confesso que estou um pouco dramática agora, acabei de assistir O Grande Gatsby, impossível não se afetar e escrever um pouco obsessivamente depois disso.

Não sei se foi uma combinação sábia

Vamos aos fatos sem spoilers malvados, eu odeio a Juliet. Poderia muito bem ter ficado sem ela o livro todo. Lembrando a personagem de Shakespeare que inspirou seu nome ela é daquelas meninas indefesas e chatinhas que passam tempo demais dizendo o contrário. Pra piorar, ela gosta de se vangloriar (pra ela mesma, veja se isso não é caso de psiquiatra) que é fria, mórbida e meio louca. Nesse ponto tenho que concordar com o pai dela, que é um personagem nojento, diga-se de passagem, quando ele diz que ela não passa de uma histérica.

Quero dizer, a menina VAI atrás do pai que ela sabe que que a abandonou e admite para si mesma que as acusações horrorosas contra ele podem ser verdade. Ela INSISTE para ser levada até onde ele está apesar de ser avisada que as coisas na ilha são meio diferentes e quando chega lá ela RECLAMA, tem ataque de pelancas quando descobre a verdade verdadeira, apesar de o tempo TODO dizer que ela mesma é doentia e fria demais. Bitch, você cansa minha beleza literária! Para mim Juliet achou que o papai ia largar as vivissecções para recuperar o tempo perdido com a filhinha (pra quem ele se lixava até então) e organizar o casamento do ano com Montgomery, afinal agora que ele faz parte da família, por que não estreitar um pouco mais esses laços, se é que você me entende.

Desculpe, mencionei que ela arruma tempo pro triangulo amoroso no meio de uma crise macabra na Ilha de Lost vitoriana? Pois é.

Ok, me recuperando do meu próprio ataque de pelancas, adorei ter uma história com terror numa ilha tropical. Quantas vezes vemos isso? Os escritores tendem a seguir pela névoa e gigantescas casas mal iluminadas, alguém ser constantemente ameaçado num paraíso dos trópicos de uma forma que deixa o leitor ansioso e sem respirar é bem diferente.

Os outros personagens, que na minha opinião poderiam ter trancado Juliet num baú, são ótimos. Principalmente Montgomery, Balthazar e Edward que me deixavam agitada cada vez que apareciam, inquieta, tentando descobrir o que havia por de trás de suas fachadas aparentemente simples. Já o Doutor Moreau me deixou dividida entre sair correndo, gritando, ou bater nele com uma vara, para continuar mantendo distância.

Estou até agora impressionada com o quanto gostei do livro, apesar do quanto desgostei da personagem principal. Não sosseguei até saber o que estava acontecendo, foi simplesmente viciante acompanhar toda a ação da ilha e perceber que, com o passar do tempo, Juliet começa a se referir à ilha como uma pessoa, como se ela houvesse de alguma forma absorvido a maldade do pai e fosse cruel por si só. Sem contar o final, aquele final, que me fez querer gritar nããããããããão sem ligar pra acordar a casa toda, as pessoas tem que entender que reações exageradas para finais com ganchos são naturais.

A estória baseada no livro de H. G. Wells A Ilha do Doutor Moreau cumpre seu papel, é arrepiante e carregada de suspense para te deixar acordado lendo até perceber que falta pouco para ter que ‘acordar’. Agora estou assim, órfã de continuação! Pode uma coisa dessas?

site: www.desigusson.wordpress.com
luciana.melo.73 29/01/2015minha estante
A Filha do louco é um dos meus livros favoritos, não conseguia parar de ler nenhum minuto, e a cada capítulo a história vai tendo alguma coisa para ser desvendada, e sim eu concordo com o que você disse sobre o final, fiquei louca da vida e meio sem rumo, com vontade de gritar mesmo kkkk. Mas enfim, eu fiquei intrigada com o final, e fui pesquisar mais sobre, e descobri que é uma trilogia, mas não consegui datas para os lançamentos aqui no Brasil :(




Gustavo 17/01/2015

Simplesmente incrível
Essa é a minha primeira resenha, então pode estar bobinha, e duvido que alguém vá ler, mas enfim, eu precisava falar o que achei do livro.
O começo da narrativa já é incrível. Ela mostra que o livro não veio para ser bonitinho e feliz, mas sim obscuro. Começamos com a personagem principal, Juliet, limpando manchas de sangue em um chão de pedra, no meio da noite, e como a narrativa é em primeira pessoa temos uma visão maior dos pensamentos de Juliet. A personagem me cativou no começo do livro, mas depois ela deslanchou e me decepcionou muito. Vamos por parte... No começo ela parece decidida e muito independente, isso foi algo marcante para mim, porque não era fácil se portar assim sendo uma mulher, órfã, em 1800 e bolinha, então logo de cara achei que ia amar a personagem pela sua força e independência.
Aconteceram coisas que a levaram a encontrar Montgomery, um antigo amigo/criado de sua família. Ai a personagem principal começa a decair. Olha, eu gosto de romance, mas na medida certa, porque o que a autora fez com a personagem, começou a me matar... No decorrer do encontro entre a Juliet e o Montgomery temos vários devaneios irritantes e sem serventia por parte de Juliet, falando de como o Montgomery é lindo, forte, bronzeado, e etc. Nada contra uma descrição detalhada do personagem, mas ela fica batendo na mesma tecla o encontro inteiro. Ela descobre que o pai morto na verdade esta vivo, fica chocada por uns dois parágrafos e depois pensa "Como o Montgomery é lindo". Nossa, ódio que me deu dela.
Enfim, tirando essa falha gravíssima com a Juliet, o livro é incrível. Os personagens são fortes, e bem profundos, até os secundários tem seu brilho e causam empatia, como o Balthasar ou a Alice. O pai da Juliet é um ser cruel e desprezível, tanto que, em uma passagem, de tanto ódio, meus olhos se encheram de água. As descrições são coerentes e de peso, sem ser cansativas. Os cenários, tanto de Londres, como do navio, e da ilha, são bem construídos e detalhados. O suspense ao redor do Dr. e de suas criações é muito bem trabalhado e te faz querer ficar horas acordado lendo o livro. A escrita e a edição são gostosas, e achei poucos erros de revisão, só uns 4 se não me engano.
Sei que o livro faz parte de uma trilogia (coisa que não é especificada em nenhuma parte do livro, o que achei um erro), mas, na minha opinião, ele não deixa pontas soltas e se quiser parar nele da para faze-lo numa boa.
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Paula 09/12/2014

Sinto-me surpresa e decepcionada.
Enfim, tudo começa com uma órfã de 16 anos, chamada Juliet. A moça, que não tem uma vida fácil por causa de seu pai que a abandonara, acaba fugindo de Londres e vai lá ver se é verdade que o pai é um insano. Eu gostava da personagem até ai, torcia por ela, mas Juliet é muito impulsiva, indecisa e isso me irritou muito. Você lerá e jamais vai acreditar na reviravolta da história. Eu posso dizer que considero ingênua (ou digamos tapada) demais, para quem era uma órfã na Inglaterra. Você vai escolher um personagem favorito, e vai se decepcionar com ele. Eu posso concluir pessoalmente (pois minha resenha é mais um desabafo) que a autora quis mostrar que ninguém era bom demais, ou os finais felizes nem sempre acontecem, e mais, que as aparências enganam. Para concluir, salvo que, fiquei triste por Balthazar. Espero que leia, por que apesar de toda a minha decepção, o livro é também surpreendente, uma vez que a autora fez coisas que passam longe de nossas suposições, incluindo o final da trama. Bom, é minha primeira resenha, não ficou muito boa, mas foi de coração.

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biarj7 14/04/2014

O FINAL DEIXOU A DESEJAR.
Livro ótimo. Prende o leitor do início
ao fim. Só o final que achei que deixou
a desejar. O destino da mocinha era a Inglaterra
quando ela não poderia voltar pra lá. E voltando
continuaria na pobreza.
Achei que o final deixou a desejar. Será que
vai ter continuação?
Karol 26/04/2014minha estante
ja teve a continuação o livro 2 ainda não chegou ao Brasil mas vai ter sim :)




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Duda 17/03/2015

A Filha do Louco, Megan Shepherd - Resenha
Sinopse:
O livro é baseado no clássico de H. G. Wells, "A Ilha do Dr. Moreau", mas dessa vez, o personagem principal não é o Doutor, e sim a sua filha, Juliet.
A história se inicia alguns anos depois do escândalo envolvendo o Dr. Moreau e consequentemente, arruinando a reputação de sua família. Juliet está tentando construir uma nova vida em Londres, trabalhando como arrumadeira, afinal, seu pai e sua mãe estavam mortos, então ela teria que seguir sua vida. Porém, uma grande descoberta muda totalmente a sua vida, Juliet descobre que seu pai continua vivo, exilado em uma ilha tropical.
Acompanhada por Montgomery, o assistente do Dr. Moreau, e de Edward, um estranho naufrago, Juliet resolve viajar até a ilha para entender o que realmente aconteceu e se as acusações que apontam para o seu pai são verdadeiras.
Minha opinião:
No início até o fim da história, o livro conseguiu atrair a minha total atenção, a leitura flui rápida, com um ar mais sombrio e sinistro, nenhuma informação está de enfeite, e eu só percebi isso no final, quando a autora joga informações que surpreende a leitura.
Eu gostei muito da Juliet por ser uma protagonista diferente, ela é inteligente, forte, fria e calculista. A maior parte da história, encontramos uma Juliet focada na razão e não na emoção. E na verdade, a única parte que achei meio chato foi quando a autora apresentava Juliet focada na emoção, sua indecisão entre Montgomery e Edward me irritou bastante.
Os personagens secundários também são muito interessantes, eu criei um grande amor pela Alice e por Balthazar, que são moradores da ilha. Edward e Montgomery também são personagens carregados de histórias e segredos.
Achei a escrita da autora ótima, ela não escreve nada por acaso, tudo tem uma explicação, ela conseguiu descrever os personagens e os cenários muito bem e de uma forma bem sombria. Sem contar que a capa e a diagramação ficaram lindas, principalmente no início de cada capítulo que são bem enfeitadas.
Concluindo, a história é perfeita, não me decepcionou nem um pouco, principalmente nos últimos capítulos, que me surpreendeu. Já estou com saudade desse livro, e recomendo muito.
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Adriana 17/04/2014

Muito Bom!
Gente que livro mais legal! Eu não dava muito por ele apesar de estar curiosa para lê-lo, mas "A Filha do Louco" me pegou logo nas primeiras páginas.
A história se passa em uma época que eu amo (Não diz exatamente o ano, mas imagino que seja o século 19), e isso por si só já torna tudo mais interessante. Além disso a escrita da autora - Megan Shepherd - é aquele tipo eletrizante que te deixa tão curiosa e até ansiosa que você só consegue largar depois de terminar, - tem ação, mistério, romance e algumas partes eu até classificaria como terror (Um terror leve, mas ainda assim, mais aterrorizante do que eu estou acostumada a ler)
Quando terminei a leitura só fiquei com um sentimento de que o final poderia ter sido diferente, PORÉM para minha felicidade, descobri que o livro faz parte de uma trilogia e isso faz o final ser totalmente apropriado.
Agora aguardar o lançamento dos próximos volumes

site: http://hobbyecletico.blogspot.com.br/2014/04/a-filha-do-louco-livro-01-megan-shepherd.html
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Lucianoasantos 10/03/2015

Estou feliz escrevendo esta resenha. Quando recebi o “A Filha do Louco” da Editora Novo Conceito eu até me senti atraído pelo título e pela capa – já sabem, não leio sinopses – mas acabei deixando a leitura pra depois. E acho que foi uma coisa sábia. Agora, aproveitando a onda de feriados e pontos facultativos pude me dedicar ao livro. E que bela surpresa ele me saiu!

Nele conhecemos Juliet, uma adolescente que trabalha como faxineira no departamento de medicina de uma universidade em Londres, em uma função que jamais imaginara que teria de desempenhar. Ela é filha do renomado cirurgião, para muitos o melhor de todo o país, Henri Moreau, e crescera em uma enorme propriedade, sem ter de se preocupar com nada. Até que acontece um escândalo acerca das pesquisas médicas de seu pai, ele desparece e é dado como morto, e, como passa a ser considerado um criminoso, tem seus bens confiscados, deixando sua esposa e sua filha na rua.

Não demora muito e mãe e filha percebem que as portas da sociedade londrina estão fechadas para elas. As mesmas pessoas que se refestelavam em jantares e festas na casa da família Moreau, agora não mais os recebiam, e se recusavam a dar-lhes qualquer tipo de ajuda, o que acaba fazendo com que a mãe de Juliet se dispa de seus pudores, e faça o que é preciso para dar a filha um lar. Anos depois, órfã de mãe e, provavelmente, também de pai, um antigo colega de universidade do Dr. Moreau fica sabendo das dificuldades pelas quais Juliet passa, e consegue para ela um emprego na universidade, mas quando ficam sabendo que ela é filha do tal doutor acabam lhe dando apenas com o cargo de faxineira.

Henri Moreau. Se o sobrenome é vagamente conhecido por você, não se engane. O “A Filha do Louco” se baseia na história do Dr. Moreau, personagem do clássico “A Ilha do Dr. Moreau” escrito por H.G. Wells, célebre autor de ficção científica, mais conhecido por livros como “A Guerra dos Mundos” e “A Máquina do Tempo”. Não li o “A ilha”, mais o nome Moreau faz parte do inconsciente coletivo, então é natural que se faça alguma conexão ou que deixe em quem o lê uma sensação de reconhecimento, mas não sei dizer até que ponto as narrativas se aproximam ou o quanto diferem uma da outra.

Ok. Juliet trabalha como faxineira, mora em uma pensão para moças, e tem de encarar um médico tarado que insiste em lhe “ensinar a ser mulher”. Ela sabe que a situação é insustentável, mas não há muito o que possa fazer, já que precisa do emprego para viver, e para comprar um medicamento formulado por seu pai que ela tem de tomar diariamente, já que sofre de uma condição médica semelhante à diabetes. Mas as coisas mudam quando ela se depara com um esquema médico representando um animal, e o reconhece. Pertencera a seu pai.

Por ser mulher, Juliet era considerada pelo pai inapta às ciências, com ele preferindo instruir e ter como assistente Montgomery, um jovem filho da criada da família por quem Juliet tem uma afeição sincera. A amizade faz com que, às escondidas, Montgomery transmita à ela tudo o que seu pai lhe ensina, por isso ela consegue reconhecer com facilidade o diagrama como pertencente ao Dr. Moreau. E ela se pergunta, mais do que nunca, se ele estaria vivo, e, se sim, se era o monstro que diziam, e por quais razões não a procurara?

Em um gesto desesperado em busca da verdade, ela reencontra Montgomery, vivo, acompanhado de um estranho homem, deformado, que lhe assusta, mas tem modos inofensivos. Fica sabendo também que seu pai está vivo, recluso em uma ilha.

Enquanto o começo da narrativa se dá em Londres do século XIX, a autora investe pesado no clima úmido e nevoado, dando à cidade uma atmosfera densa, escura, que normalmente já é associada com a cidade, ainda mais na época em que o desenrolar do livro se passa. Quando acontece à mudança, e Juliet tem de fugir para ir em busca do seu pai, ela ruma para uma ilha tropical, onde sol, calor, e cores vibrantes fazem parte da paisagem, ela até destaca em certo momento “ouvir o canto de pássaros que ela jamais ouvira antes”. É difícil que um autor consiga descrever dois ambientes tão distintos de forma igualmente satisfatórias. Megan Shepherd conseguiu isso com mérito. E não se enganem quanto à profusão de sons e cores da ilha: nos momentos de tensão, ela é tão sufocante e amedrontadora quanto se a ação se passasse inteiramente na cinzenta Londres.

A ilha, remota, com uma vegetação hostil e seres desconhecidos, tem uma ambientação perfeita para doses de suspense e mistério. Como Juliet é uma personagem bastante confusa no que diz respeito à sua relação com seu pai e no que ela mesmo acha de si – em alguns momentos ela tem uma auto-estima super baixa, em outros tá seduzindo o vento – ela fica bastante perdida frente aos acontecimentos. E não é mesmo fácil ter um pai com uma moral tão deturpada e um ego tão grande quanto o Dr. Moreau. Em diversos momentos ela tem simplesmente de fugir do que está ao seu redor, então corre desesperadamente rumo à selva enquanto sabe em seu íntimo que não pode fugir do que ela é, a filha do louco, e ela se sente horrorizada quando se pega intimamente admirando a obra do pai e sua genialidade.

Nas passagens em que fica perdida em meio à selva, a autora imprime no leitor um ritmo de leitura diferente – todo o livro é narrado em primeira pessoa – que trás uma sensação opressora, um incômodo, a famosa sensação de estar sendo observado; e eu me surpreendi muito com isso pois não esperava encontrar nada parecido no livro.

Eu fiquei com a sensação de que o livro foi muito bem executado. Ao que se propôs, a autora se saiu muito bem. Existem mistérios o suficiente e revelações e reviravoltas que me mantiveram interessados o tempo todo em saber o que aconteceria a seguir. Fiquei positivamente surpreso com o que encontrei. E já falei isso em uma outra resenha, mas é incrível o quanto fluem sem problema algum comigo os livros traduzidos pelo Ivar Panazzolo Júnior. Sério, dois abraços pra ele.

Agora, não tenho certeza, mas me parece que o livro faz parte de uma série. Bom, eu tenho comigo que ele é fechado o suficiente para ser encarado como volume único, mas a autora soube me cativar, e principalmente me intrigar com o que acontece com Juliet. Se tiver realmente uma continuação eu a leio sem problemas. Em um mundo perfeito, por sinal, Juliet seguiria os passos do pai ;)

site: http://www.pontolivro.com/2014/06/a-filha-do-louco-de-megan-shepherd.html
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Ana Luiza 26/02/2015

Resenha do blog Mademoiselle Loves Books
Na infância, Juliet Moreau viu seu mundo se desmanchar quando um escândalo difamou sua família. Seu pai, o médico mais famoso de Londres, foi repudiado após boatos de suas abomináveis experiências virem à tona. Dr. Moreau abandonou a mulher e a filha na miséria e desapareceu, todos acreditam que ele está morto. Anos depois, agora órfã de pai e de mãe, Juliet trabalha como faxineira em um hospital, a jovem de 16 anos tenta apenas sobreviver e deixar o passado para trás.

“Sendo um cirurgião, o sangue era o meio com o qual ele trabalhava, assim como é a tinta para um escritor. Nossa fortuna fora construída sobre sangue, seu cheiro acre impregnado nos tijolos da nossa casa e até nas roupas que usávamos. Para mim, o cheiro de sangue era como o cheiro da minha própria casa.” Pág. 20

Entretanto, quando acaba colocando as mãos em um antigo diagrama cirúrgico do pai, Juliet percebe que essa parte da sua história ainda não está encerrada. A garota investiga as origens do documento e acaba reencontrando Montgomery, um antigo criado da família, por quem ela tivera uma paixonite infantil, que se tornara médico. Juliet pressiona o garoto e acaba descobrindo que seu pai não está morto e que vive em uma ilha distante, onde dá continuidade ao seu trabalho, com o próprio Montgomery como assistente.

Após acontecimentos que tornam impossível para Juliet permanecer em Londres, ela embarca com Montgomery para a ilha distante do pai. A garota simplesmente precisava saber, precisava ver por si mesma se o pai doce e carinhoso do qual ela se lembra é apenas um gênio incompreendido ou o louco que todos pregam. A viagem de navio é longa e desconfortável e, no meio do caminho, a embarcação encontra um náufrago, um jovem inglês cercado de mistérios. O enigmático Edward fica atraído por Juliet quase na mesma intensidade que a garota por ele, entretanto, esta ainda está incerta sobre seus sentimentos por Montgomery.

A chegada a ilha é marcada por emoções conflitantes. Apesar de não a estar esperando, o Dr. Moreau parece feliz por rever a filha, mas não fica contente com a decisão de Edward de permanecer em seu território até que outro navio passe por ali (o que pode demorar até um ano) e o leve de volta para a Inglaterra. Juliet não sabe como se sente em relação ao pai, afinal, esse logo se mostra temperamental e cheio de peculiaridades. A ilha por si só também causa receio: os estranhos e deformados ilhéus despertam desconfiança na garota, mas não mais que as secretas atividades de seu pai. Quando mortos começam a aparecer pela ilha, Juliet percebe que corre risco, mas será que esse assassino misterioso é o único inimigo? Até entender o que realmente está se passando na ilha, Juliet não pode se considerar salva. Entretanto, suas bizarras descobertas a mudaram para sempre, isso se ela sobreviver a elas.

A Filha do Louco é o primeiro volume de uma trilogia do mesmo nome. Comecei a obra com grandes expectativas, já conquistada pelo título e pela capa, e acabei sendo surpreendida e gostando do livro ainda mais do que imaginava! A trama já começa muito intrigante, cercada de mistérios. Entretanto, logo A Filha do Louco ganha traços fortes de ficção científica e horror e aí que a história começa a ficar realmente boa. E muito, muito bizarra. Até mesmo para mim, que adoro cenas fortes, algumas partes do livro chegaram a ser um pouco assustadoras e me deram agonia.

A Filha do Louco traz um suspense bem construído, que prende bastante o leitor e Shepherd me surpreendeu durante toda a obra. Entretanto, achei a escrita da autora um pouco descritiva demais (certos momentos simplesmente pulei algumas linhas para ver logo o que ia acontecer a seguir) e algumas cenas desnecessárias, o livro poderia ter pelo menos umas cinquenta páginas a menos e o desfecho poderia ter sido um pouco mais rápido e a obra seria igualmente boa. Fora isso, a narrativa em primeira pessoa da autora é muito boa e parece que a própria Juliet que está ali, na sua frente, contando sua história.

Shepherd construiu uma trama intrigante, fascinante e questionadora. A autora faz o leitor refletir sobre a amoralidade no campo científico, o modo como se usa a ciência como desculpa para se cometer atrocidades e como simplesmente nos achamos superiores e inteligentes e acabamos ferindo outros seres vivos na nossa sede por conhecimento que, muitas vezes, pode ser apenas um disfarce para a crueldade. É algo a se pensar! Colocamos animais selvagens em laboratórios e os estudamos incansavelmente e será que isso é realmente bom? Ah, ok, nem eu nem você trabalhamos com pesquisa, entretanto, não somos nenhum Dr. Moreau, mas usamos produtos testados em animais, por exemplo. Será que não estamos contribuindo com certas atrocidades?

Quanto aos personagens, gostei da Juliet logo de início, apesar de que em certos momentos algumas de suas atitudes me irritaram. Juliet não é nenhuma mocinha frágil, é corajosa e destemida, mesmo quando está morrendo de medo, ela vai atrás da verdade e busca fazer o que é certo. Entretanto, em alguns momentos, ela simplesmente se nega a ver a verdade e acaba ingenuamente perdoando quem não deveria ser perdoado. Entretanto, algo que gostei, é que a autora não criou uma protagonista perfeitinha. A Juliet não é nobre o tempo todo, tem pensamentos egoístas e sentimentos ruins como qualquer pessoa, no fundo, ela quer apenas sobreviver. A Filha do Louco é, também uma história sobre sobrevivência.

“Isso era loucura. A curiosidade dentro de mim não podia ser natural. Afastava-me ainda mais da minha mãe, da razão, das regras e da lógica. Mas havia momentos em que eu não conseguia resistir.” Pág. 176

Eu odiei o Dr. Moreau desde o início! Ele é aquele tipo de personagem que você mataria sem qualquer remorso. O Montgomery me provocou sentimentos contraditórios. Por causa Juliet, principalmente, me apaixonei pelo personagem, que é romântico, fofo e protetor. Entretanto, por outro lado, repudiei-o, afinal, desde o início eu desconfiava que ele não era tão inocente e bom quanto parecia ser (coisa que a Juliet termina o livro sem aceitar). Eu também me apaixonei pelo misterioso Edward, ele é um cavalheiro e fofo desde o início, e mesmo quando vemos que, afinal, ninguém nesse livro é cem por cento alguma coisa, continuei a gostar do personagem e torcer por ele.

Uma história sobre crueldade, amoralidade, instintos, obsessão e ciência, A Filha do Louco é uma leitura fascinante, com pitadas de ficção cientifica, horror e, também, romance. É impossível não se cativar pela obra, ficar com o coração acelerado em certos momentos e amar e odiar os personagens na mesma medida. O desfecho do livro bom e seria satisfatório caso A Filha do Louco fosse um livro único. Entretanto, claro, estou extremamente curiosa e ansiosa pelos outros volumes da Trilogia.

site: http://www.mademoisellelovesbooks.com/2015/02/resenha-filha-do-louco-megan-shepherd.html
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eu ! 11/09/2015

A Filha do Louco
Meio lento, mas gostei da história no geral. E o final... não me agradou muito.
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Leticia Almeida 31/01/2015

um livro surpreendente.
Um livro maravilhoso, infelizmente por ser tão bom,você cria expectativas demais. Gostei do enredo,gostei do tema abordado. Leitura fácil, comovente e intrigante. Não dá pra parar,porém a leitura deixa você tão comovido, querendo saber cada vez mais dos personagens,coloquei 3* posso ter sido um pouco displicente mas o livro te faz querer mais e mais e no fim te dá uma continuação bem meia boca.
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Rose 22/04/2014

Em Londres do século passado, nos tempos que a mulher ainda era considerada apenas um acessório e possíveis ligações favoráveis por conta de um bom casamento, conhecemos Juliet Moreau.
Juliet que outrora fora uma moça rica, filha de um famoso e talentoso cirurgião, agora estava tentando sobreviver sozinha. Trabalhava como faxineira no King's College, local onde antes seu pai era professor.
Ela não perdera só sua posição social, mas também ficou órfã, sem casa e sem ninguém que quisesse contato com a filha do "monstro", como seu pai ficou conhecido depois do escândalo que afundou não só a carreira dele, mas também acabou com qualquer sonho de um futuro para ela.
Ela não sabia o que era verdade em tudo o que foi falado sobre seu pai. Suas lembranças nada tinham haver com os rumores que ouvia sobre ele.
Esta dúvida ficaria para sempre em sua vida se em uma pequena e mal sucedida aventura noturna, ela não tivesse encontrado um gráfico que pertencera a seu pai.
Seguindo os passos da origem do gráfico, ela descobriu a ponta de um iceberg que mudaria para sempre a sua vida.
Agora Juliet estava a caminho de uma ilha tropical ao lado de Montgomery, que de criado de sua família e amigo de infância, agora era auxiliar de seu pai. Nesta longa e difícil viagem, ainda tinha Edward, um náufrago misterioso que foi resgatado quase sem vida do mar.
Esta ilha tropical esconde muitos segredos e põe o coração de Juliet em uma corda bamba entre Montgomery e Edward. Neste cabo de guerra emocional, ela ainda tem que lidar com as descobertas sobre as experiências de seu pai. Como um cirurgião brilhante atravessou a fronteira da sanidade e quis se tornar um Deus.



Um Deus que queria transformar animais em humanos, e que achava que todos estavam abaixo de dele. Que deixou sua inteligência subir a tal ponto que não percebeu que suas próprias criações estavam a um passo do descontrole.


Um descontrole que estava colocando todos em perigo. Juliet teria que tomar uma dura decisão, e isto incluía não só seu pai, mas seu próprio coração.
Um livro envolvente com um final que eu gostaria que fosse outro, mas que nem por isso me desagradou, ainda mais por ser o primeiro volume de uma série.
Agora fica a pergunta, o que o próximo livro estará trazendo? O que vai acontecer com os seres criados pelo pai de Juliet? Como ficara Juliet, Montgomery e Edward? Perguntas que ficarão a espera...

site: http://fabricadosconvites.blogspot.com.br
Clarice.Castanhola 05/07/2015minha estante
Li esse livro , e tipo uma história sobre crueldade, amoralidade, instintos, obsessão e ciência, foi uma leitura fascinante, com pitadas de ficção cientifica, horror e, também, romance. e tipo é impossível não se cativar pela obra, sem ficar com o coração acelerado em certos momentos e amar e odiar os personagens na mesma medida que vai se passando a leitura. também espero pelo próximo livro da Megan pois o desfecho ficou meio incompleto estou extremamente curiosa e ansiosa pelos outros volumes da Trilogia. :D




Edilaine.Santana 30/01/2017

A filha do louco
Minha opinião: pensem num livro ruim. Fui até o fim só pra saber como acabava. Talvez, os pré adolescentes gostem.
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Ana Ira! 13/07/2015

Me surpreendeu totalmente!!!
A Filha do Louco é um suspense incrível, narrado em primeira pessoa por Juliet Moreau, a jovem arrumadeira que foi abandonada pelo pai e teve que viver com a mãe passando por vários tipos de humilhações e descasos pela sociedade londrina, sem nem ao menos ter como se justificar, afinal, que culpa ela tinha dos "pecados" que seu pai cometeu? E quem lhes garante que as acusações contra seu pai, o dr. Moreau, são mesmo verdadeiras?

Juliet vive nessa incógnita, atormentada pelos medos, anseios e luta dentro de si mesma. Sem esquecer do pai, da mãe que morreu logo após o sumiço e escândalo do pai, deixando-a praticamente na rua, se não fosse por um dos caluniadores de seu pai, que lhe arrumou aquele trabalho na universidade - onde um dia, seu pai lecionou como o grande médico e pesquisador que era.

O escândalo que envolve a família Moreau, ocorreu há 6 anos, quando ela ainda era uma garotinha de 11 anos, e seu pai teve de fugir, juntamente com o criado de 13 anos, órfão, Montgomery James, sem olhar para trás. Deixando para Juliet apenas lembranças de seu trabalho. Ou de sua carnificina?

O fato é que o dr. Moreau praticava ativamente a vivisseção que nada mais é, do que dissecação em animais (e humanos) ainda vivos, apenas anestesiados (em alguns casos, sem a anestesia).
Atos atrozes, cruéis, desumanos, monstruosos. Mas ainda sim, geniais.

Juliet lembra-se bem do sangue, do cheiro, e dos animais que estavam sempre no laboratório de seu pai, como se fossem habitantes de lá naturalmente.

Após tantos anos naquela escuridão, acreditando que o pai tinha morrido, ela encontra com o amigo Montgomery, para sua surpresa, o rapaz revela que seu pai está vivo, e ainda é o seu fiel "amigo" e assistente. Juliet acaba por fugir com ele para uma ilha do pacífico desconhecida, em busca da verdade: seu pai é um gênio mal compreendido ou um monstro louco?

Eu amei esse livro! A escrita da Megan é uma delícia, você começa a ler e não quer parar mais. Foi difícil dormir, e já acordei ansiosa para ler mais e mais. O suspense é leve, porém, não cai, a autora soube levar bem todos os pontos fortes e revelações, deixando-os para os momentos certo, e me pegou de surpresa várias vezes.
"Escolhi uma direção a esmo e corri na velocidade máxima que meus pés machucados permitiam. A tesoura pesava no meu bolso, mas eu estava feliz por tê-la. Assim com a faca. Eu só conseguia pensar naquele coelho aberto e rasgado ao meio, em um lugar onde supostamente ninguém comia carne."
Juliet, Montgomery e o náufrago Edward, que encontram no mar prestes a morrer quando estão indo para a ilha, são os protagonistas principais e o dr. Moreau é totalmente alucinado, louco, cruel e arrogante, no entanto, é um gênio! Eu fiquei agoniada com o que ele fazia/criava e ao mesmo tempo, achei incrível! Que ideia! rs

O fato é que (não é spoiler) o dr. misturava órgãos humanos com órgãos animais, formando novas espécies, e também "curando" aqueles que estivessem à morte.

Enfim, não posso dar muitos detalhes para não revelar partes importantes do enredo, mas posso lhes garantir que a leitura é divina! Maravilhosa, você fica angustiado, aterrorizado com as descobertas e ávido por mais! rs

O livro foi lançado ano passado pela editora Novo Conceito, porém, não tenho certeza se irão lançar os próximos dois volumes. Vou enviar um recado na fanpage deles perguntando. Caso não lancem, vou ter que ler em inglês mesmo. Na verdade, já estou procurando os e-books, porque eu simplesmente PRECISO saber o final dessa história intrigante e surreal! Amei!

site: http://elvisgatao.blogspot.com.br/2015/07/resenha-filha-do-louco-megan-shepherd.html
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