Rainha Sarah - Um

Rainha Sarah - Um Érica Araújo e Castro




Resenhas - Rainha Sarah


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Kris Monneska - Conversas de Alcova 17/11/2014

Um Livro sobre BDSM de verdade!
Enquanto eu estava lendo o livro em algumas conversas, tanto pelo Facebook quanto pessoalmente, quando eu explicava que o livro que eu estava lendo era sobre BDSM as pessoas faziam a mesma pergunta: “É igual 50 tons de cinza?”
Vou responder aqui a mesma coisa que respondi as pessoas e explicar a minha resposta:
Não, Rainha Sarah – Um retrata o BDSM de verdade.
Uma das maiores diferenças entre os dois livros é que enquanto 50 tons foi escrito baseado em uma fantasia da autora em relação ao que era o BDSM, Rainha Sarah foi escrito baseado na vivência de tantos anos da autora.
Outra diferença crucial é de que o livro retrata o relacionamento pelo ponto de vista do dominador e além disso, diferente da maioria dos livros que abrangem essa temática, nesse a mulher não ocupa o espaço da submissão, ela ocupa o outro lado, o que impunha o chicote, e diga-se de passagem, o impunha com muito mais autoridade que muito macho por aí.

O Livro conta a história de Rainha Sarah, uma dominadora talhada a lá Marquês de Sade, que em meio a sua busca constante pela submissão ideal, encontra num chat da internet um submisso que corresponde as suas expectativas e encaixa-se no perfil para ocupar o primeiro lugar de seu canil. Sim, primeiro, pois ela os quer em par.
E então, temos o prazer de acompanhar todo o treinamento do jovem UM, o vemos submeter-se, provar dos mais diversos tipos de torturas físicas e psicológicas, até o dia do seu desejado encoleiramento.

Eu acho que leitores que se interessem pela temática – ou que tenham se iludido através de 50 tons de cinza – deveriam ler esse livro e assim, entender como o BDSM funciona na prática, na vida real. O Livro não se trata de apenas erotismo, ele é didático em relação ao assunto e coloca um pouco de luz sobre ele. E cumpre o papel a que se propôs de mostrar o que é o FEMDOM.
Ah, não posso esquecer de falar da Senhora Playlist que a Erica nos deu para acompanha a narrativa.
É provável que um leitor baunilha ache o livro pesado, e ele realmente o é, em alguns momentos até eu me vi nauseada com as cenas de dominação psicológica. Mas isso é algo recorrente em todos os livros dessa temática, quem já leu os livros do Marquês de Sade ou os de Sasher Von Masoch sabe do que eu estou falando.
O livro é gostoso de ler, é bem direto e tem uma linguagem bem natural. Como eu conheço a autora há certo tempo (ainda que apenas virtualmente) tive a impressão, por diversas vezes, de que estava conversando com ela, mais uma vez e que pessoalmente ela me contava a história. Outra coisa legal na narrativa é que o livro vai esquentando aos poucos no decorrer da história e no final pega fogo!
A diagramação do livro é ótima, letras grandes e bem espaçadas. A Capa é bonita, eu só não gosto muito da fonte que foi usada para o título e a escrita do livro é impecável, nenhum errinho na revisão, e se tratando da Érica, eu não poderia esperar outra coisa.

Lhes recomendo olhar por essa fechadura, porém olhe livre de preconceitos e aberto a possibilidades. Pode ser que você se assuste, afinal esse não é um universo para todos, mas sem dúvidas sua libido lhe trairá por diversas vezes no decorrer dessa intensa leitura.
Não posso deixar de ressaltar o aviso que a autora nos dá na sinopse:
“Rainha Sarah - Um não é pornografia para mamães” e não é mesmo!
Atreve-te?!


site: http://www.conversasdealcova.com/2014/11/resenha-rainha-sarah-um-de-erica-araujo.html


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