A Cabeça do Santo

A Cabeça do Santo Socorro Acioli




Resenhas - A Cabeça do Santo


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Fabiana.Amorim 04/12/2019

Bom
Acabo de devorar A Cabeça do Santo. É um livro pequeno, muito gostoso de ler por soar tão familiar... Tão da nossa cultura quanto histórias de romeiros e romarias. De moçoilas casadoras, promessas e santos. É um romance cheio de misticismo, muito divertido. Tem mulheres adivinhas e, claro, santo milagreiro. A história se passa numa cidade entregue às moscas devido a uma obra mal feita de um Santo Antônio que ficou sem cabeça. A chegada de um homem misterioso muda a vida das pessoas . O melhor de tudo, que acabo de descobrir, é que a cidade existe com outro nome e a cabeça do santo está lá para quem quiser ver! No Ceará. Amei! Ideia muito massa da escritora, que escreveu seu esboço numa oficina literária de G.G Márquez. Indico para quem está a fim de um refresco regional, embaixo de uma sombra fresca. Melzinho na chupeta.
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zoni 02/12/2019

Envolvente, mas nem tanto.
É um livro estranho, e eu não tenho dúvidas de que gostei do realismo fantástico e mágico e da narração rápida e em fluxo de pensamento, mas não gostei tanto do livro no geral, e acredito que essa história seria melhor aproveitada em um filme ou uma minissérie para a TV, com mais desenvolvimento na história e nos personagens, porque nisso a autora deixou um pouquinho a desejar, já que os personagens são todos iguais, não existe características ou traços que os destaquem de formas diferentes para diferenciá-los, e juntando com o fluxo rápido de pensamento, é como se fosse uma pessoa só, e isso prejudicou um pouco a minha leitura.

site: www.instagram.com/nomeiodatravessia
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Nathália Gambati 04/11/2019

Uma leitura leve em meio à dura realidade do Sertão.
Confesso que a obra me surpreendeu com sua fluidez e narrativa leve. É incrível o modo com que Socorro consegue deixar a obra divertida em meio a tanta tristeza do nordeste, da falta de comida, água e alegria na vida das pessoas.
Na obra, Samuel sai em busca de seu pai, cumprindo o desejo de sua mãe que faleceu deixando quatro pedidos a ele. No entanto, nesse caminho, ele acaba encontrando a si mesmo, fazendo amigos verdadeiros e encontra o amor por meio de uma voz sem rosto, sem nome, mas que não importava.
A leitura me fez refletir no valor da vida, das coisas simples, coisas que muitas vezes passam despercebidas, e que precisamos parar para encontrar a felicidade em um banho quente no fim do dia, em um copo de café recém passado, e também podemos encontrá-la em um amor que pode fugir totalmente dos padrões impostos pela sociedade.
Recomendo a leitura! Ótimo livro!
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Dalbianco 29/09/2019

Um filme a la Suassuna
Parece um roteiro de cinema. A leitura flui com facilidade. Ansioso por uma adaptação!
Gabi - @AspasLiteraria 24/10/2019minha estante
uma adaptação pra filme ou minissérie seria perfeito!!!!




isa.dantas 11/09/2019

Livro delicioso de ser lido. Depois vi que Socorro foi aluna do Gabo, então fez sentido algumas coisas me lembrarem Cem Anos de Solidão. Ótimo livro para curar ressacas literárias.
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Gabriel.Lima 11/09/2019

Só Pra Eu Dormir em Paz
Um Pedro Páramo de plástico e pra criança. Não senti as texturas, tudo era bem liso e despropositado. Acho que o Realismo Fantástico denomina propostas mais arrojadas do que essa. O mais justo paralelo estético que consigo traçar é com o Se Eu Fosse Você; uma espécie de Anedota Fantástica. Não consigo sentir o sertão, nem mesmo estilizado. Sem ser seco nem tacanho, acho que foi um dos piores livros que já li. Acho mesmo que não deveria ter sido publicado. Ele precisa de trabalho, de um projeto arquitetônico sério; cuspir um monte de bobagem embalada em máximas sobre a vida não faz uma obra ser boa, muito menos profunda. Se Guimarães acerta, não é por isso. Acho que esse engodo leva a maioria dos autores nacionais que são acadêmicos pro buraco.

É horrível ter que comentar esse tipo de coisa, mas quando a obra me agride, sinto uma necessidade imediata de revidar. Sem fazer isso, não durmo. Aquele papo de voltar pra casa apanhado, sabe?
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Sara.Otoni 26/03/2019

Leve, original e gostoso.
Não deveria, mas tenho certa resistência a livros nacionais. Porém li as resenhas desse e dei uma chance. E Valeu. Leitura gostosa, leve. Era o que precisava.

“Ele gostava quando a voz falava do mar azul. "Vida de mar", ela dizia, isso ele entendia bem. Pensava no oceano, nos desejos de antes, nos tempos de criança em que as esperanças eram vivas. A voz falava de saudade e ele pensava em Mariinha — mas sem tristeza, porque nem toda saudade e triste.”
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Sílvia 12/02/2019

Bom mas poderia ser melhor
A autora fez curso com Gabriel Garcia Marquez. Seu livro é muito bom, mas achei que o final poderia ter sido mais trabalhado e a história também poderia ser maior.
Um rapaz promete à mãe moribunda que procuraria o pai desaparecido e que acenderia três velas para três santos diferentes no Ceará: santo Antônio, são Francisco e padre Cícero. Ao chegar na cidade do pai desaparecido, ele acaba indo morar dentro duma cabeça de santo. Literalmente. As vozes que ecoam dentro da cabeça começam a pertubá-lo. Alia-se a um garoto de 13 anos. Ambos causam furor na cidade quase fantasma.
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Adriana 31/01/2019

Sucinto e envolvente
É um ótimo livro de realismo fantástico, gênero que tenho gostado cada dia mais!
Gostei da escrita da autora, que consegue ser sucinta e detalhista ao mesmo tempo, deixando o livro gostoso de ler e com todas as pontas amarradas.
Gostei de conhecer essa autora e vou procurar por outras obras dela.
Personagens: Samuel, Mariinha, Francisco, Chico Coveiro, Madeinusa (!!!), Rosário, Nilceia, Manoel o Meticuloso, Fernando, Helenice
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Aline Teodosio 16/01/2019

Prepara o prato de baião de dois com queijo coalho, acompanhado de um suco de caju bem docinho que lá vem história das boas.

Samuel é um jovem nascido no Juazeiro que, a pedido de sua mãe em seu leito de morte, promete ascender três velas: uma aos pés do Padre Cícero, outra aos pés de São Francisco e a última aos pés de Santo Antônio (esse situado na terra de seu pai). Ele então parte numa saga tortuosa, sozinho e sem dinheiro, para Candeia, lá pelas bandas do Canindé, para cumprir os desejos de sua mãe, que também incluía conhecer seu pai e sua avó a quem nunca antes teve contato.

A premissa do livro lembrou-me muito Pedro Páramo, e é possível observar outras semelhanças durante a leitura. Mas não poderia ser diferente: esse livro nasceu de uma oficina de escrita criativa ministrada por Gabriel García Marquez, que bebeu muito da fonte de Ruan Rulfo, o famigerado precursor do realismo mágico.

A narrativa é, portanto, permeada do sobrenatural, mas com doses exageradamente magníficas do regionalismo brasileiro, mais precisamente do meu Ceará. A descrição dos cenários e dos costumes locais são sensacionais, uma belezura à parte. Causos fantásticos são retratados por meio de uma linguagem simples, fluida, e claro, divertida, pois aqui, até de desgraça se ri.

Além de tudo isso, o livro ainda nos brinda com uma pincelada de política e de corrupção, e alfineta aqueles que querem tirar proveito da fé e da ignorância de um povo. Uma narrativa que se entrelaça entre denúncias da vida real, amores, amizades, solidariedade, fé e milagres, tramas extraordinárias, aparições do outro mundo, superstições e humor satírico.

Eu, claro, me senti em casa, armei a minha rede e devorei o livro de uma lapada só.
Coisa linda de viver!!!
flávia 16/01/2019minha estante
uia! mal perguntei e já achei a resposta (sobre p. páramo).


Aline Teodosio 16/01/2019minha estante
Hahaha.. Eita, que agora foi em sintonia. Li ano passado (ainda bem) rsrsrs.. Aliás, grande obra que eu preciso um dia reler.


flávia 16/01/2019minha estante
eu tb =)




Edna @bagagem.literaria 08/01/2019

Realismo
"É verdade que você escuta uma voz cantar às cinco da manhã, todo dia?
...e qual a letra da música?
__Despedida. Coração. Mar. Saudade."

Sinopse:
Sob o sol torturante do sertão do Ceará, Samuel empreende uma viagem a pé para encontrar o pai que nunca conheceu.
?
Segue contrariado apenas para cumprir o ultimo pedido que a mãe lhe fez antes de morrer.

O que ele descobre ao amanhecer no seu primeiro dia na Pequena cidade de Candeias que seu abrigo é uma cabeça gigantesca de uma estátua inacabada.

Coisas extraordinárias acontecem.
Desenvolvido na oficina Como Contar um Conto, promovida por Gabriel García Márquez em Cuba.

#Resenha / Minhas impressoes

A trama é ambientada no cenário nordestino e tem a fé como um ponto alto que acredita no que aprendeu, um povo sofrido.

Em meio à miséria, fome e medo de um povo que nada tem e tem medo de perder o muito que os sustentam, a fé, o quase nada, que os tornam tão angustiados e muitos amargos.

Mas o livro trata de assuntos polêmicos e bem atuais, como corrupção, preconceito, manipulação do dinheiro publico e o Sertanejo é a maior vítima.

A narrativa é leve muito divertida, mesmo em meio ai sol ardente e a terra rachada a autora conduziu a história de realismo fantástico, com muita confusão e muita imaginação e surpresa para o Brasileiríssimo Nordestino Samuel.

"Era tudo tão lindo que nem coube nos seus pequenos sonhos "

#Bagagemliteraria
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Vanúbia 07/10/2018

Puro realismo fantástico
Esse livro é instigante...cheio de pontos de clímax, cheio de realismo fantástico disfarçado de milagres, cheio de reviravoltas e intrigas faz o leitor se envolver nesse clima bem nordestino, religioso e mágico.
Sem dúvidas, a autora era aprendiz de Gabriel García Márquez, e usou o realismo fantástico, técnica muito bem utilizada por ele, para criar eventos inimagináveis na cidade de Candeia e isso foi o que mais me chamou atenção em toda a narrativa do livro. Um pouco de fantasia até que me fez muito bem nesse momento.
A escrita é bem simples e flui com muita tranquilidade, ao meu ver a autora escreve bem e consegue prender sua atenção no que ela está falando.
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Guynaciria 21/09/2018

Para quem deseja ler um livro de realismo mágico, esse é uma ótima pedida.

Socorro Acioli, foi em cuba participar de uma oficina literária com o escritor colombiano Gabriel García Marquez, o que resultou oito anos depois nesse livro maravilhoso, primeiro romance de uma escritora que já era reconhecida por seus livros escritos para o público infantil.

 Acioli, nos apresenta a história de Samuel, jovem que decide cumpri o ultimo desejo de sua falecida mãe, o que o leva a uma aventura inimaginável, grandes descobertas, a recuperação da fé de um povo esquecido pelas autoridades públicas e por fim, ele encontra o amor.

A trama é ambientada no nordeste e tem a fé em Santo António como pano de fundo. Mas o livro trata de assuntos polêmicos e bem atuais, como corrupção, preconceito, manipulação das massas, desvio de dinheiro público.

A história é bem costurada, não deixando pontas soltas. A escrita é leve e por vezes muito divertida, o que vai arrancar algumas risadas do leitor.

Em um pouco mais de 150 páginas, você se verá imerso em uma cidadezinha em decadência, com pessoas maltratadas pela vida, que ficaram a margem do progresso quando um grande projeto ( construção de uma estátua de Santo Antônio) não é concluído.

Nesse ponto passado e presente se intercalam, os personagens bem construídos vão mostrando suas nuances e o cenário desolado ganha vida, a tal ponto que o sobrenatural passa a ser algo aceitável e até mesmo real. 

Leitura maravilhosa.
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Fábio Nogueira 23/08/2018

Prepare-se para a viagem...
Adorei! E convido todos a conhecerem...
Acioli nos leva para as raízes do povo nordestino, seus costumes, crenças e imaginação.
Fã de Gabo, não poderia deixar de prestigiar este que tem um dedo do mesmo.
Um livro que te prende do início ao fim!
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