A Cabeça do Santo

A Cabeça do Santo Socorro Acioli




Resenhas - A Cabeça do Santo


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Guynaciria 21/09/2018

Para quem deseja ler um livro de realismo mágico, esse é uma ótima pedida.

Socorro Acioli, foi em cuba participar de uma oficina literária com o escritor colombiano Gabriel García Marquez, o que resultou oito anos depois nesse livro maravilhoso, primeiro romance de uma escritora que já era reconhecida por seus livros escritos para o público infantil.

 Acioli, nos apresenta a história de Samuel, jovem que decide cumpri o ultimo desejo de sua falecida mãe, o que o leva a uma aventura inimaginável, grandes descobertas, a recuperação da fé de um povo esquecido pelas autoridades públicas e por fim, ele encontra o amor.

A trama é ambientada no nordeste e tem a fé em Santo António como pano de fundo. Mas o livro trata de assuntos polêmicos e bem atuais, como corrupção, preconceito, manipulação das massas, desvio de dinheiro público.

A história é bem costurada, não deixando pontas soltas. A escrita é leve e por vezes muito divertida, o que vai arrancar algumas risadas do leitor.

Em um pouco mais de 150 páginas, você se verá imerso em uma cidadezinha em decadência, com pessoas maltratadas pela vida, que ficaram a margem do progresso quando um grande projeto ( construção de uma estátua de Santo Antônio) não é concluído.

Nesse ponto passado e presente se intercalam, os personagens bem construídos vão mostrando suas nuances e o cenário desolado ganha vida, a tal ponto que o sobrenatural passa a ser algo aceitável e até mesmo real. 

Leitura maravilhosa.
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Fábio Nogueira 23/08/2018

Prepare-se para a viagem...
Adorei! E convido todos a conhecerem...
Acioli nos leva para as raízes do povo nordestino, seus costumes, crenças e imaginação.
Fã de Gabo, não poderia deixar de prestigiar este que tem um dedo do mesmo.
Um livro que te prende do início ao fim!
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maria @mariandonoslivros 20/08/2018

Desgraça é tudo coisa de se rir;
A cabeça do santo foi um livro que me instigou a ler desde o seu anúncio. Principalmente por trazer de forma ousada e atual o gênero realismo mágico (ou fantástico), que ficou muito conhecido em nosso país pelos livros de Gabriel García Márquez. Aqui temos a escrita gostosa da cearense Socorro Acioli, que nos traz a história de Samuel, um jovenzinho pra lá de mortiço, que decide cumprir a promessa de sua mãe: conhecer sua avó e pai e no caminho, deve acender três velas pela sua alma. E é a partir dai, que as coisas acontecem.

Eu me peguei rindo e flutuando durante a leitura. É um livro leve que traz ambientações e costumes típicos da região nordeste, além de abordar temas como crença religiosa e abuso de poder. A escrita de Socorro nos revela um novo olhar para o gênero escolhido e os livros nacionais. O enredo e o seu desenrolar são como uma colcha de retalhos, porém muito bem costurado e com tecidos riquíssimos, nos permitindo adentrar em seu universo e conhecer os personagens, que possuem camadas a serem desmistificadas.

Simplesmente adorei! Recomendo a leitura, e principalmente os aconselho a conhecer o trabalho bonito da Socorro. E caso queria complementar a leitura, os filmes O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro são uma ótima pedida! Aproveitem.

Beijos de luz, Maria ノ゚ο゚)ノミ★゜*。・+☆
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leila.goncalves 18/07/2018

Desgraça É Tudo Coisa De Se Rir
Socorro Acioly é uma jornalista, doutorada em literatura e prestigiada autora de livros infantis. "A Cabeça do Santo" é seu primeiro romance e confirma a máxima de Maiakovski: "é a técnica que liberta o talento."

Ousada, em 2006, ela foi até Cuba para realizar um sonho: havia sido escolhida para participar de uma oficina literária com o escritor colombiano Gabriel García Marquez, por sinal, já adoentado, foi a ultima que ele ministrou. Indubitavelmente, uma experiência transformadora cujo projeto, após oito anos, chega ao mercado para saciar nossa curiosidade.

Com quase cento e cinquenta páginas, seu texto exala uma brasilidade sertaneja através da linguagem e do cenário. Nada mais autêntico e que ainda revela outra grata surpresa: a discípula usa e abusa da inspiração do mestre, contando uma história onde o inexplicável se une à fé para confirmar que entre Candeia e Canindé, nada é absurdo.

É para essas bandas que Samuel vai atrás do pai e da avó, que não conhece para cumprir o último desejo da mãe, recém-falecida. Porém, o que ele não espera, é a confusão em que irá se meter ao parar numa cidade assombrada por uma estátua, enorme e inacabada, de Santo Antônio.

Com personagens elaborados, o enredo, bem tecido, não deixa sequer um fio solto. A autora entrelaça diversas vidas, convergindo passado e presente, até um desfecho onde até o sobrenatural faz sentido.

Portanto, aceite meu convite e venha conhecer o trabalho de Acioly que com vigor e extrema beleza propõe uma renovação no imaginário nordestino cujo rico patrimônio tem muito a oferecer em matéria literária.

Afinal, como afirma Samuel: "desgraça é tudo coisa de se rir".
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Gisele KazeHime 08/05/2018

Mágico
Realismo fantástico que me levou para um mundo diferente, um tempo diferente. Bonito.
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Dawton 21/04/2018

A cabeça de Socorro Acioli
A Cabeça do Santo, Socorro Acioli. Companhia das Letras: São Paulo. 2014. 176 p.

Obs.: tentei não deixar a legenda muito grande, mas falhei.

❝Nos primeiros dias o sangue e a água que minavam das bolhas arrebentadas nos seus pés chiavam em contato com o asfalto em brasa, inclemente. De tão secos, fizeram silêncio❞ (p. 11). ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

No próximo dia 19, A Cabeça do Santo completa 4 anos de lançamento. Escrito por Socorro Acioli e desenvolvido numa oficina de roteiros (Como contar um conto, 2006) de Gabriel García Márquez (sim, o próprio), o livro repercute até hoje, ainda sendo fácil de encontrar nas primeiras estantes de algumas das mais movimentadas livrarias de Fortaleza. Mas antes do livro, a escritora.

Socorro é cearense e não deixa de ser uma forma de resistência enfatizar isso. Formada em Jornalismo e mestre em Literatura pela UFC, já foi curadora da Festa Literária de Aquiraz, escreve para o @opovoonline e coordenará uma especialização de escrita literária. O primeiro livro da grande lista foi publicado aos oito anos de idade.

Apesar de ter circulado na Inglaterra, nos EUA e na França, A Cabeça do Santo me tocou por ser um livro escrito, muito mais do que em língua portuguesa, em cearensês. É aconchegante reconhecer a poesia da própria linguagem na folha impressa. O cenário também não poderia ser mais cearense: Juazeiro do Norte e proximidades de Canindé. Impregnado pelo realismo fantástico, o livro tem passagens que beiram o naturalismo, em que é possível sentir o peso do sol que o protagonista, carrega consigo.

Samuel é movido pela promessa que fez à mãe, à beira da morte, de acender uma vela aos pés de três grandes estátuas de figuras religiosas e reencontrar seu pai, que havia ido embora. O rapaz, ao contrário da mãe, não é religioso, mas parte no cumprimento da promessa, fazendo uma travessia que, para mim, é uma das partes mais lindas do livro.

Chegando a Candeia, ele é hostilizado pela avó, atacado por cães e se abriga no que dá o título ao livro: a cabeça enorme da estátua de um santo cuja construção não deu certo. Vale a leitura.

(Veja a versão ampliada no blog Ser Linguagem)

site: serlinguagem.wordpress.com
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Ianna 21/02/2018

05:45 AM] Não me lembro da última vez que li um livro de uma sentada só. Decerto foi na adolescência. Mas A CABEÇA DO SANTO tem "essa força" que arrebata a gente. Por confuso que pareça dizer, há uma dolorosa satisfação em se irar e sofrer com Samuel...e reconhecer-se em sua descrença...e criar ânimo novo com seu "milagre".
📓"[...] - Final, final mesmo, Samuel, é só quando eu baixar teu caixão na cova. Ainda dá tempo.
- Tu sonha muito, Chico.
- Foi a morte que me ensinou. O tempo de sonhar é em cima da terra." É uma obra que faz a gente querer se embriagar nas palavras de um único gole! Um romance que ensina muito!

site: https://www.instagram.com/p/BdPYbTXH_ML/?taken-by=iannamatos
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ElisaCazorla 20/02/2018

Como acontecem os milagres
Sabe aquele tipo de livro que te leva para dentro das páginas desde as primeiras frases? Pois então, este é um desses tipos raros. E o melhor: é brasileiro!!!
A cada linha de cada página somos tragados por esse romance mágico e belíssimo. Sua simplicidade nos emociona. Cada personagem traz beleza ao livro, cada um é gigante à sua maneira.
A autora tem uma prosa elegante, primorosa, cheia de emoção e impecável do começo ao fim. Adorei!
Adorei cada personagem! Adorei o fantástico, adorei a narrativa, adorei do começo ao fim!
O melhor é saber que é uma autora brasileira.
Que livro lindo! Palmas para Socorro Acioli, Palmas!
Espero que tenhamos outros romances dessa autora incrível!
regifreitas 20/02/2018minha estante
já faz um tempinho que está na linha lista de leituras. preciso lê-lo, então!


ElisaCazorla 20/02/2018minha estante
Leia!!! Não vai se arrepender!!


flávia 23/07/2018minha estante
como gostei desse livro!!




Manu 25/01/2018

Daria um ótimo filme!
Esse livro me foi indicado através do Leia Brasileiros, e com apenas um trecho já despertou minha curiosidade. Comprei o livro e li quase de uma vez só , pois foi a melhor leitura que tive em tempos! Um narrativa fluida, que me comoveu, me fez rir, levou minha imaginação lá bem longe. Deixou gostinho de quero mais. Fiquei imaginando um filme desse livro, no melhor estilo O Auto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro, ente outros. :) Super indico!
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50livros 18/12/2017

Livro bom para se deliciar
Vamos já começar dizendo que esse é um romance regionalista contemporâneo? Acho que dá.

Gente, que livro sensacional, sério mesmo, uma delícia de ler. Uma história incrivelmente bem amarrada, bem escrita, sem nenhum furinho e, com o melhor de tudo, tão próxima da nossa realidade que às vezes eu acho que ela vai passar no Fantástico como um caso real.

Antes de ler esse livro, eu acabei vendo muitas resenhas, vídeos e postagens sobre ele, porque parece que todo mundo na internet decidiu resenhar ele na mesma época. Então, vamos dizer que foi difícil ficar longe dos spoilers. Mudou a minha relação com o livro? Não, mas confesso que sem nenhum spoiler ele fica ainda mais gostoso.

Pode parecer que ele vai ser super tristonho e cabisbaixo, tipo Vidas Secas, porém ele se revela cheio de um humor um tanto irônico e delicado que foi me ganhando a cada parágrafo. Cheio de misticismo, o livro vai mostrando o imaginário popular brasileiro e o quão longe ele pode ir.

Não deixem de prestigiar essa obra, ela realmente é um dos reflexos desse nosso país tão vasto e diverso que encanta a cada faceta. Aposto minhas fichas de que no futuro ele será um clássico, com uma história fluida e cheia de amor para dar.

site: www.50livros.com/single-post/2017/12/07/Resenha-de-Cabeça-de-Santo-de-Socorro-Acioli
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mardem michael 08/05/2017

Crença, política, poder...
Que história "gostosa" de se ler! Li esse livro em menos de 24 horas e adorei. É um história intrigante e muito leve que aborda crença, política e poder. Samuel sai de sua cidade Natal que é Juazeiro do Norte em direção à Candeia a pedido de sua falecida mãe. Ele quer encontrar nessa cidade, seu pai e sua avó. No entanto, ao chegar em Candeia, Samuel sem ter notícias de seu pai e desamparado por sua avó passa a morar numa cabeça de pedra, a cabeça de Santo Antônio. A partir daí ele começa a ouvir dentro dessa cabeça algumas vozes misteriosas. Esse fato vai render boas aventuras a Samuel e ao povo de Candeia. A escrita da autora é simples, leve e divertida. De uma forma divertida ela trata de temas sobre as relações de poder que envolvem a crença religiosa.
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Sala Literária 24/04/2017

Resumo

Samuel é um jovem rapaz que acabou de perder a mãe, Mariinha. Sua única família era ela e agora ele precisa cumprir as promessas que fez a ela antes de seu falecimento. Mariinha pediu ao filho que acendesse três velas, uma no pé do Padre Cícero, outra no pé de São Francisco de Canindé e outro no pé de Santo Antônio. E pediu também que ele fosse procurar por sua avó e seu pai, que moram na cidade de Candeia. Para Samuel realizar esses pedidos da mãe não será tão difícil, exceto que terá que procurar por seu pai. Samuel guarda muito ódio dele, pois abandou ele e sua mãe sem nem ao menos dar satisfação, deixando-os passarem muita dificuldade.

Mesmo assim, como bom filho, Samuel decide realizar os pedidos da mãe e sai rumo à cidade de Candeia. Ele passa 16 dias andando, passando fome e sem ter abrigo até chegar à cidade. Candeia está abandonada, com poucos moradores, mas ele finalmente encontra a casa de sua avó, que para a sua surpresa não o recebe bem, mandando-o procurar outro lugar para ficar.

Vendo a noite chegar e com ela uma estranha chuva, ele procura pelo lugar indicado por sua avó para se abrigar e encontra uma gruta. No dia seguinte ele descobre que na verdade a gruta era uma estranha cabeça do Santo Antônio, que tinha seu corpo no alto do morro. Mesmo a imagem de um santo degolado sendo horripilante, Samuel decide ficar, já que a chuva não havia passado e ele tinha um grande machucado na perna, provocado pelos cães que o perseguiram antes de chegar à gruta.

Mas o mistério começa por aí, quando Samuel descobre que dentro da cabeça do santo é possível ouvir as vozes de várias mulheres que oram a Santo Antônio pedindo casamento.

Continue lendo aqui:

site: http://www.salaliteraria.com.br/livros-nacionais/a-cabeca-do-santo-de-socorro-acioli-resenha/
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@APassional 17/03/2017

* Resenha por: Samantha Culceag * Arquivo Passional
“A Cabeça do Santo” é um livro de realismo fantástico (um estilo que amo), pois mistura o dia a dia comum com alguns toques de fantasia, a história começa bem pequena e simples e vai aumentando até tomar um rumo inimaginável. (...) A obra é fluída, tem a medida certa de descrições, diálogos e algumas histórias do passado, compondo uma leitura rápida e tranquila. Estava esperando alguma coisa maior para o final, alguma lição de vida ou revelação bombástica, e nada disso aconteceu, mesmo assim, gostei do desfecho e este se tornou um dos meus livros favoritos, certamente quero ler outros livros da autora.

Confira a resenha completa no blog Arquivo Passional.


site: http://www.arquivopassional.com/2017/03/resenha-cabeca-do-santo.html
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Lígia Costa 06/02/2017

Espetacular!
Mal terminei o livro e já quero começar de novo.
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Andreia Santana 10/12/2016

Entre rezas, mistérios e amores
A cabeça do santo, da escritora cearense Socorro Acioli, é uma hilária mistura de realismo fantástico com teatro sertanejo, no melhor estilo de O auto da compadecida (Ariano Suassuna), só que com um herói mais calejado. A história brinca com as crenças nordestinas nos poderes de Santo Antônio para atar romances, mesmo que os caminhos do enlace sejam os mais tortuosos possíveis.

O livro nos apresenta a Samuel, um jovem amargurado e descrente que se vê obrigado a pagar uma promessa feita à mãe moribunda. O rapaz deve procurar a avó e o pai, que ele nunca conheceu. No caminho, deve acender três velas pela alma da falecida. Assim, o rapaz empreende uma viagem insólita, a pé, de Juazeiro do Norte, onde morava com a mãe, até Candeia, cidade natal de seu pai, para cumprir a missão.

Ao chegar a Candeia, que é quase uma cidade fantasma nos moldes da Macondo de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez - Socorro Acioli foi aluna de escrita criativa do autor -, Samuel tenta encontrar os familiares, mas é mal recebido pela avó, que o manda abrigar-se em um determinado local onde, talvez, o jovem encontre as respostas para os dramas de sua vida.

O abrigo é a cabeça gigante de um Santo Antonio, abandonada nas cercanias de Candeia. Samuel passa a morar nessa exótica caverna, cuja porta de entrada é o encaixe do pescoço do santo, e começa a ouvir, como se trazidas pelas ondas de uma rádio mística, todas as orações das mulheres da cidade. Algumas pedem marido, outras pedem proteção nas suas lutas diárias, umas rezam pela decadente Candeia e uma voz em particular canta em uma língua estranha modinhas que doem no coração e provocam uma nostalgia profunda no sofrido protagonista.

A partir daí, diversas tramas desenvolvem-se ao mesmo tempo, com Samuel atuando como ajudante do santo na resolução dos milagres pedidos pelos candeenses, ao mesmo tempo em que fio a fio, desata o novelo do misterioso sumiço de seu pai, dos silêncios da mãe sobre a família e do comportamento excêntrico da avó.

Leve, divertido e com uma trama recheada de reviravoltas, A cabeça do Santo é um entretenimento daqueles bons para desopilar o fígado e melhorar o humor. De quebra, o leitor, principalmente de outras regiões ou o não familiarizado com a diversidade cultural nordestina, é também apresentado às peculiaridades de tradições que misturam uma capacidade enorme de sobrevivência em condições adversas, com superstições ancestrais e toques de absurdo. Abrindo a cabeça (com o perdão do trocadilho), sem preconceitos, esta pode ser uma leitura das mais prazerosas.

site: https://mardehistorias.wordpress.com/
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