Batendo à Porta do Céu

Batendo à Porta do Céu Jordi Sierra i Fabra




Resenhas - Batendo à Porta do Céu


12 encontrados | exibindo 1 a 12


Bia 28/06/2014

Emocionante e maravilhoso
A protagonista de Batendo à porta do céu é Sílvia, uma espanhola estudante de medicina que vai passar um ano na Índia trabalhando como voluntária no hospital RHT. Apesar de ser filha de ricos pais médicos e ter todo o conforto que pode-se desejar, Sílvia sai em busca de seus ideais e de seu crescimento como médica em um país completamente diferente do que ela conhece, ainda que contrariando o pai e o namorado, Arthur.

“Muda as pessoas. Dos pés à cabeça. A Índia é poderosa, se cuide. Mais ainda se você é vulnerável.”

Sílvia sente a diferença cultural logo na chegada, mas é muito bem recebida pela médica Elisabet Roca, que lhe apresenta o RHT, e por Viji, uma adolescente indiana que também trabalha no lugar e se torna sua amiga, assim como a irmã mais nova, Narayan. A voluntária conhece também Lorenzo Giner, cirurgião, e Leo, voluntário como ela, que ao contrário dos outros a recebe com frieza e desconfiança, tomando-a por uma garota mimada.
A voluntária não se deixa abater por falta de recursos, precariedade, diferenças culturais ou pela distância que a separa de casa, e trabalha com vontade pelo que acredita, fazendo tudo o que pode para salvar o mundo que está a seu alcance. Pouco a pouco, vai conhecendo mais e mais sobre a cultura indiana, mudando o seu olhar ocidental sobre as coisas.

“Às vezes a solidão ajuda. A pessoa fica frente a frente consigo mesma.”

Ao longo da narrativa, Sílvia se torna muito próxima de Elisabet e Lorenzo, que a apoiam e ajudam como pais. Viji e Narayan são suas sombras amigas, e Sílvia aprende muito com elas. Aos poucos, ela mostra a Leo que realmente está ali porque acredita em seu trabalho, não por capricho, e os dois iniciam uma amizade verdadeira.
Outro personagem muito importante é Mahendra, um indiano viúvo, dono das terras do RHT, que mora do outro lado do lago em frente ao hospital. Fascinada por sua história, de como se conserva isolado do mundo desde a morte de sua esposa e filhos, Sílvia vai até sua mansão, conhece-o, e é convidada a visitá-lo mais vezes, sendo a primeira pessoa a ter contato com ele em anos. Assim, o oriental e a ocidental também iniciam uma bela amizade, e Sílvia passa a vê-lo além de sua história encantadora, como homem e como amigo.
No decorrer dos acontecimentos, Sílvia mantém contato com a família por telefone, mas evita falar com o pai. Ela escreve para Arthur por e-mail, questionando-o sobre seu amor e seu relacionamento. A todo o momento reflete sobre as diferenças do amor de Arthur, Leo e Mahendra, sobre a importância de sua família, as diferenças entre sua vida ocidental e a realidade indiana.
As cenas se passam numa sequência bem organizada e equilibrada. As cenas do hospital são realistas e emocionantes. Aliás, apesar de ser uma obra de ficção, a narrativa é realista, não uma ilusão que mostra apenas as belezas da Índia, mas toda a sua complexidade. Personagens importantes marcam a vida de Sílvia no hospital, e ela aprende a encontrar força nas mortes e incentivo para cuidar de mais vidas.

“Sentia com a mesma intensidade o peso da nostalgia e a alegria da volta. Seu coração estava dividido. Sua mente também. Olhava para trás e já não via os mortos pelos quais não pudera fazer nada no hospital, via os vivos aos quais tinham aberto a porta do futuro.”

Por trás de cada personagem há uma história e uma reflexão. A narrativa é simples, porém profunda, interessante e bela, nos levando a conhecer a singular Índia e a diversas reflexões.
Batendo à porta do céu superou minhas expectativas, recomendo para todos. Muito bom!


site: http://asmelhoresleituras.blogspot.com.br/2014/06/resenha-batendo-porta-do-ceu-jordi.html
comentários(0)comente



Lê Vieira 11/07/2014

"É preciso acreditar sempre. Se deixamos de acreditar, tudo se acaba. E te digo mais: é melhor acender uma vela do que lamentar a escuridão."

Silvia, uma espanhola de 19 anos, estudante de medicina e filha de médicos conceituados da alta sociedade, decide ir contra todos os desejos de seu pai e vai para Índia trabalhar como voluntária em um hospital. A precariedade das condições de vida de boa parte da população indiana se torna evidente, e vai além daquela imagem "mais ou menos" que representam nas novelas globais. A protagonista se vê em meio ao "caos", pessoas morrem todos os dias por falta de recursos e suas vidas dependem dos estudantes vindos de outros países com a única intenção de ser útil.

" Aqui o tempo conta na medida em que sirva para alguma coisa, não pela quantidade."

A história foi comovente, mas não espere nada dramático ao extremo e cheio de choro, não é disso que esta obra trata. Prepare-se para o choque de realidade, há muito sofrimento sim, mas também há muita força, superação e compaixão. A cada página eu me sentia mais motivada a continuar tendo esperança. Sozinhos podemos não fazer uma diferença global, mas com certeza seremos a diferença para a pessoa que confia e depende da gente.

Nem só de pessoas morrendo se constrói um livro, então desfaça a cara feia, pois você não lerá apenas desgraças, elas fazem parte da vida de muitos indianos, mas não pode-se deixar de lado o fato de que a história é da Sílvia, a jovem estudante. Ao decidir fazer esta viagem ela adquire alguns conflitos com sua família e seu namorado e no decorrer dos capítulos se torna incrível cada passo de superação que ela dá, cada demonstração de sua personalidade forte, de seu jeito decidido. Outros personagens são introduzidos à história, cada qual com sua própria bagagem de vida e com sua importância no desenvolvimento pessoal e profissional da protagonista. Assim como acontece na vida real, ninguém passa pelas nossas vidas sem ter deixado algum ensinamento ou boas recordações.

No livro são citados 14 mandamentos do bom voluntário, e eu anotei alguns na esperança de que eles me ajudem a nunca esquecer os meus princípios. Acredito que até para quem não deseja trabalhar na área social poderá utilizá-los em seu cotidiano. Não vou colocar todos, pois acho que fica melhor se forem lidos no contexto da obra.

"Não deves ajudar quem não ajuda a si mesmo
Cooperarás, não farás doações
Convence-te de que a finalidade da cooperação é desaparecer"

O autor conseguiu criar uma história que poderia ser totalmente real, tanto que ao final da obra, em seus agradecimentos, ele explica que o livro é fruto do impacto que sentiu ao saber da noticia de uma voluntária espanhola que havia sido morta em sua primeira viagem de voluntariado.

Já estava esquecendo de comentar, a diagramação deste livro é linda. Adorei a combinação de cores, imagens, enfim, tudo!

site: http://www.confraria-cultural.com/2014/07/resenha-batendo-porta-do-ceu-jordi.html
comentários(0)comente



Fêh Zenatto 17/07/2014

Resenha por Fêh Zenatto - Blog CoisaeTal
A capa é maravilhosa, adoro esse símbolo, e a combinação de cores (um roxo com laranja) é chamativa sem ser cansativa.
As folhas são amareladas, a letra é de um tamanho padrão, o espaçamento também e as margens tanto interna quanto externa são um pouco maiores do que em outros livros que tenho.
Além disso, o livro é cheio de páginas com diagramação diferenciada. Cada capítulo inicia com imagens em laranja e marrom e uma frase de abertura. Há pequenos detalhes junto com a numeração das páginas e para subdividir os capítulos.
São 312 páginas, dividas em Prefácio, Introdução, Primeira, Segunda e Terceira Partes, totalizando dezenove capítulos.

O livro acompanha Sílvia, uma estudante de medicina, que mora na Espanha e possui uma altíssima qualidade de vida. Contrariando sua família e seu namorado, ela decide ir para a Índia durante as férias de verão para trabalhar como voluntária no hospital RHT.
Lá, além do óbvio choque de realidade, Sílvia irá tentar avaliar qual caminho dentro da medicina escolherá seguir e também terá que tomar grandes atitudes - médicas e não-médicas - pelas pessoas.
Sílvia acaba se contagiando com o país e com seu povo, se fascina pelas suas peculiaridades e se entristece com as suas carências.

Quando estava escolhendo o livro que iria pedir para a parceria e lendo as sinopses no site da editora, Batendo à Porta do Céu chamou a minha atenção imediatamente porque me encontrei em Sílvia, afinal, também sou estudante de medicina e tenho muita muita MUITA vontade de fazer trabalho voluntário e até "trabalhar" por isso.
Com o passar da leitura, posso dizer que só me identifiquei cada vez mais com Sílvia porque ela é uma mulher extremamente decidida, valente e sensata, que tenta suprimir suas fraquezas mas que, por vezes, acaba se rendendo. Em nenhum momento, discordei das atitudes da protagonista e mesmo quando pensei que iria me decepcionar, a história sofreu uma reviravolta e deu tudo certo haha.

O livro é focado na vida de Sílvia, ou seja, nas relações que ela tem com a família, com ex-namorado, com os médicos do hospital, com os habitantes do país, enfim. Mas acho legal o modo como o autor conseguiu incluir a parte médica da história, representada por diferentes mas importantes pacientes que tocam Sílvia de um modo especial. Eu queria mais dessa parte médica mas entendo que, para o livro não se tornar exclusivamente sobre medicina, foi preciso representar toda essa parte com esses determinados pacientes (três que mais me marcaram).

No início do livro, quando uma das história começou a se desenrolar, pensei que já estivesse sabendo o final do livro e até confesso que me decepcionei um pouco porque era exatamente esse o final que queria. Para minha surpresa, contudo, a história não foi clichê e acho isso muito importante para elevar a qualidade de livro.
No fim, o final feito pelo autor é bem mais realista do que o que eu tinha imaginado.

A história é bastante envolvente mas poucos capítulos deixam um assunto pendente para o próximo, o que pode diminuir o ritmo de leitura. Cada capítulo tem praticamente uma pequena história dentro de si e, apesar do ponto negativo de tirar o suspense, cria sempre um interesse sobre a partir de onde e como a história continuará.

No final, fiquei completamente encantada pelo livro e pela personagem principal, que acabou se tornando uma das minhas preferidas de toda literatura. O livro consegue tratar de diversos assuntos pesados (trabalho voluntário, pobreza, morte, abdicação de conforto, tristeza) de uma forma agradável, tornando tudo mais fácil de encarar e até mais bonito.

site: http://www.blogcoisaetal.com/2014/07/acabei-de-ler-batendo-porta-do-ceu.html#.U8dTvpRdVN8
comentários(0)comente



Irene Moreira 02/10/2014

Uma leitura super emocionante, um lição de vida
Terminei de ler Batendo à porta do céu ficando sem palavras para expressar a grandiosidade dessa história tão bem escrita por Jordi Sierra i Fabra. Só tenho a agradecer a nossa parceira Editora Biruta por ter me proporcionado uma leitura emocionante e de grande aprendizado. Uma obra que merecidamente ganhou o PRÊMIO EDEBÉ DE LITERATURA JUVENIL, além de muitos outros.

A história tem como cenário a Índia e em suas primeiras páginas tomamos conhecimento sobre esse país - A TERRA DOS 300 MIL DEUSES - que é a décima economia do mundo com uma sociedade fascinante e elevado grau de desenvolvimento científico, mas onde metade da população vive na miséria e entregues a desnutrição e as doenças.
"A Índia é poderosa. Ela muda as pessoas. Dos pés à cabeça."

A protagonista da história é Silvia, uma jovem de 19 anos, estudante de medicina que mora na Espanha e filha de médicos conceituados. Ela decide, no período das férias de verão, ir trabalhar como voluntária em um hospital na região de Mysore, no sul da Índia. A sua decisão não fui muito bem aceita e principalmente pelo seu pai.
- A Índia? Como voluntária? Está louca? Vai perder todo o verão por sua estúpida veia solidária? É aqui, trabalhando, que você pode ser solidária! Outros vão para lá, os que não têm alternativa, mas você...!

Silvia queria, além de seguir sua vocação, libertar-se da grandiosa estrela de seu pai como de seu namorado Arthur. Precisava pensar, formar-se, aprender, mudar, encontrar-se a si mesma.

Quando chegou a Índia viu que ali estava o começo da aventura. Sentiu-se insegura, com medo e queria ter a certeza que não estava fugindo de tudo e de si mesma.

... leia a resenha completa acessando o link abaixo

http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2014/10/resenha-do-livro-batendo-porta-do-ceu.html

comentários(0)comente



Saleitura 02/10/2014

Terminei de ler Batendo à porta do céu ficando sem palavras para expressar a grandiosidade dessa história tão bem escrita por Jordi Sierra i Fabra. Só tenho a agradecer a nossa parceira Editora Biruta por ter me proporcionado uma leitura emocionante e de grande aprendizado. Uma obra que merecidamente ganhou o PRÊMIO EDEBÉ DE LITERATURA JUVENIL, além de muitos outros.

A história tem como cenário a Índia e em suas primeiras páginas tomamos conhecimento sobre esse país - A TERRA DOS 300 MIL DEUSES - que é a décima economia do mundo com uma sociedade fascinante e elevado grau de desenvolvimento científico, mas onde metade da população vive na miséria e entregues a desnutrição e as doenças.
"A Índia é poderosa. Ela muda as pessoas. Dos pés à cabeça."

A protagonista da história é Silvia, uma jovem de 19 anos, estudante de medicina que mora na Espanha e filha de médicos conceituados. Ela decide, no período das férias de verão, ir trabalhar como voluntária em um hospital na região de Mysore, no sul da Índia. A sua decisão não fui muito bem aceita e principalmente pelo seu pai.
- A Índia? Como voluntária? Está louca? Vai perder todo o verão por sua estúpida veia solidária? É aqui, trabalhando, que você pode ser solidária! Outros vão para lá, os que não têm alternativa, mas você...!

Silvia queria, além de seguir sua vocação, libertar-se da grandiosa estrela de seu pai como de seu namorado Arthur. Precisava pensar, formar-se, aprender, mudar, encontrar-se a si mesma.

Quando chegou a Índia viu que ali estava o começo da aventura. Sentiu-se insegura, com medo e queria ter a certeza que não estava fugindo de tudo e de si mesma.

A diferença entre a pobreza e a riqueza são 8 horas
de voo e 50 anos de história (Thomas Marlí Hughet)

Assim que colocou os pés no RHT Rural Hospital Trust - foi recebida pela doutora Elisabet Roca, de seus cinquenta anos, alta, robusta que inspirava força e dava credibilidade. Conversaram um pouco sobre sua viagem , sobre a sua grande mudança e a doutora aconselhou calma. Foi para seu quarto descansar e a partir daí começa a sua jornada como voluntária do RHT.

Lorenzo Giner mais um médico que se dedicava a essa causa como Elisabet.
Silvia se sentia fazendo parte de uma família tendo a proteção deles como se fossem seus pais.

Conhece o voluntário Leo, atuando no campo da oftalmologia, tem vinte e três anos, ainda não é médico, pois depende de renovação da bolsa de estudos e esta é sua quarta visita ao RHT. Todos os dias praticava tai chi. No início ele e Silvia vão se estranhar, mas depois é impossível, juntos em um trabalho de amor e dedicação, que não se tornem amigos.

A menina Viji, uma garota indiana, adolescente, vestia roupas surradas. Tinha um lindo sorriso, mas não tinha um olho e era manca. A menina ajudava em tudo que podia no RHT. Tinha dezoito anos, uma jovem sadia, trabalhadeira e poderia até ter filhos fortes... mas em virtude da sua deficiência era impossível arranjar um casamento. Em países como a Índia uma mulher não é ninguém se não teve filhos antes dos vinte anos. Ainda muito jovens, com seus treze anos, já são escolhidas e se casam indo morar com a família do noivo. Muitas histórias são contadas sobre essas jovens que é de partir o coração.

Na Índia tudo é excessivo, a vida em maiúscula. É o país dos maiores contrastes da face da Terra. O yin e o yang da sobrevivência, o melhor e o pior se dão as mãos aqui. Posso garantir que cativa qualquer um que tenha olhos para ver e coração para sentir.

Existia do outro lado do lago, em frente ao bangalô que Silvia ficava, uma casa, tipo mansão, escondida entre as árvores. Ela ficou impressionada pois de noite as luzes brilhavam fracas. Mas tarde, todas se apagavam menos uma que continuava acesa antes de amanhecer.

Vamos conhecer a comovente história de Mahendra, que habitava a mansão misteriosa. Ele era um homem de casta superior, senhor de todas aquelas terras tendo cedido para a ocupação do RHT. Ele casou com uma bela princesa Pusha e teve três filhos. São felizes, mas uma tragédia acontece. Pusha e seus três filhos morrem afogados no lago quando passeavam de bote. Já fazia cinco anos e Mahendra desde então se isolou em sua casa não saindo para nada. Um homem de trinta anos, muito culto tendo estudado na Inglaterra e Estados Unidos, mas muito abalado pela tristeza.

A luz do bangalô de Leo estava acesa. ...

A luz eterna do outro lado do lago piscou no meio das árvores.
O farol de um grande amor.

O coração de Silvia se sensibilizava com tudo isso, com todos os pacientes, com as crianças doentes e tão carentes de amor, com o isolamento e tristeza de Mahendra e do seu jeito ela consegue aliviar a dor de muitos, mas o que não percebe é que seu coração não é de ferro.

Metade da beleza depende da paisagem, a outra
metade, do homem que o observa. (Lyn Yutang)

É muito linda a história, uma leitura que te emociona, te transporta para um mundo encantado, mágico onde podemos ainda acreditar em milagres.

É dividida em três partes aonde cada uma vai mostrando a Silvia durante as semanas que atua nesse trabalho voluntário a sua transformação, as suas descobertas e encantamento sobre os aspectos de uma cultura milenar.

Vamos estar divididos entre Leo e Mahendra, pois será que algum deles conseguiu conquistar o coração de Silvia?

Uma leitura mais do que recomendada. Um livro com uma apresentação linda, maravilhosa não só pela capa, mas em cada página que você folheia. Parabenizo a Editora Biruta pela apresentação e todo o perfeito acabamento que mostram a qualidade de suas obras.

"A Índia é um mundo bem particular. Todas as grandes religiões existem aqui e pelo menos três delas nasceram nesta terra. Há gente de todas as cores e de muitas culturas, mas é a nação por excelência, sólida, firme. Por algum motivo eles a chamam "Mãe Índia."

Resenhado por Irene Moreira
http://www.skoob.com.br/estante/resenha/46908147

site: http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2014/10/resenha-do-livro-batendo-porta-do-ceu.html
comentários(0)comente



Neyara 25/10/2014

[Capsula de Banca] - Batendo à Porta do Céu
A história de Silvia podia ser real, podia ser atual, podia se passar na África, podia ser sobre o Ebola, podia ser sobre tantos lugares, tantas doenças, tantas carências. Talvez esse seja o motivo do livro Batendo à Porta do Céu comover tanto os seus leitores, sentimos o sofrimento de cada personagem, de cada pedido de socorro, vibramos com cada paciente salvo, porque lá não é lugar de perder tempo chorando os mortos, é terra de tentar salvar os que ainda estão vivos.

RHT - Rural Hospital Trust é um hospital precário de Mysore, sul da Índia, que atende a população mais carente, mantido por doações e ajuda de voluntários, sem material necessário para os procedimentos mais básicos, o RHT vira uma fábrica de salvar vidas, todos tem urgência, cada minuto perdido é uma vida desperdiçada.

Silvia é uma das voluntárias, espanhola, filha de médicos famosos, ela tenta provar para si que é bem mais que uma garota riquinha e mimada que pretende seguir o caminho dos pais. Ela ama a medicina, sabe que nasceu para salvar vidas, mas todos só conseguem enxergar a garota bonita que ela é. Ajudar no RHT é também uma forma de se ajudar, provar para si que ela é bem maior do que os outros dizem, que ela pode e é capaz de fazer a diferença, mesmo que ninguém apoie ela.

Elisabet Roca e Lorenzo Giner são os médicos responsáveis pelo centro, chegaram lá como voluntários, mas quando as suas vidas deram uma balançada, foi lá que eles encontraram o refúgio. A população respeita e admira o trabalho deles, são considerados uns deuses, sabem que nas mãos deles mora a esperança da salvação.

Leonardo também é voluntário e cuida da parte de oftalmologia, prestes a perder a bolsa de estudos e sofrendo de uma desilusão amorosa, ele fica arredio ao mundo e desconta sua frustração em Silvia. É ele que aponta uma realidade bem chocante daquela região, por falta de higiene as pessoas ficam cegas por causa do acúmulo de bactérias, doenças que poderiam ser facilmente tratadas em um hospital com recursos e equipamentos mínimos, o que não é o caso de RHT.

"As vezes é necessário que algo ou alguém nos lembre das coisas, nós dê um empurrão ou nos faça abrir os olhos." Pág 140

Viji é uma garota indiana sem um olho e manca, dedicada e bastante tagarela, sonha com o dia em que poderá se casar, mas devido a sua deficiência os homens não se interessavam por ela. Na Índia a mulher só é respeitada se casar cedo e tiver muitos filhos, e Viji já era considerada velha com seus 18 anos.

Mahendra é um viúvo de casta superior que viu seus filhos e esposa serem engolidos por um lago, vive aprisionado em sua casa preso as memórias de sua família. Ele virou uma lenda na região, todo mundo tem uma história para contar sobre suas excentricidades.

Entender a Índia não é algo que se faz em uma viagem de verão, principalmente com olhares críticos de ocidentais, entender a Índia é bem mais profundo que isso, são séculos de histórias, de cores, de deuses, tradições que vão aos extremos em pequenos detalhes. A Índia deve ser sentida, e não analisada, devemos se entregar a magnitude do lugar, ao seu poder modificador.

"Aqui o tempo conta na medida em que sirva para alguma coisa, não pela quantidade." - pág 27

Fica claro que o RHT é uma fábrica de salvar vidas, as salas de operação possuem uma rotatividade gigantesca, o descartado é reaproveitado pois a urgência é enorme, tudo é assustador, a sujeira, a falta de saneamento, a falta de recursos, o descaso, a fome, tudo é muito gritante, a necessidade de atenção que essas pessoas necessitam é imensa, e a nossa incapacidade é proporcional.

Batendo à Porta do Céu é uma história linda e emocionante, ela mexe com o leitor assim como a Índia consegue transformar seu povo, que apesar de tanto sofrimento e angustias, ainda consegue ter uma vida repleta de cores e estamparias. A Editora Biruta fez um trabalho belíssimo, a revisão está impecável, e a diagramação está uma maravilha, cada detalhe, cada cor, cada estampa consegue dar um ar de esperança a leitura. Recomendo com a ressalva que entrou na lista dos meus livros favoritos. *.*

Jordi Sierra i Fabra é um dos autores infanto juvenil mais lidos na Espanha e América Latina, com mais de 300 publicações e diversos prêmios, Batendo na Porta do Céu recebeu o Prêmio Edebé de Literatura Juvenil com mérito, honra e tapete vermelho.

site: http://capsuladebanca.blogspot.com.br/2014/10/livro-batendo-porta-do-ceu-jordi-sierra.html
comentários(0)comente



Andresa 19/12/2014

Uma lição de vida!
Neste livro, conhecemos Sílvia, uma jovem espanhola de 19 anos, estudante de medicina, que decide largar todo o seu conforto e se voluntaria para trabalhar no RHT (Rural Hopital Trust), um hospital localizado na Índia e que atende, de forma precária, a população mais carente de Mysore.
No entanto, tomar essa decisão não foi nada fácil. Além de não contar com o apoio do pai, que insistia em achar que a escolha dela para o voluntariado foi algo impensado, ela ainda tem que deixar o namorado Arthur para trás, com muitas dúvidas sobre o futuro do relacionamento.
Cheia de indagações e com o coração apertado, Sílvia parte para a Índia não por capricho, mas para fazer o que ama e o que foi destinada a fazer: exercer a medicina da forma mais pura, salvando vidas. No entanto, existe uma dualidade na personagem: por ser filha de pais famosos, bem sucedidos em suas áreas (sendo que o pai dela também exerce a medicina, mas na área de cirurgias plásticas), e por ser inteligente e muito bonita, todos acham que, para ela, o mundo é colorido e cheio de facilidades. A escolha do voluntariado foi uma forma que Sílvia encontrou de fazer várias coisas ao mesmo tempo: "salvar o mundo", provar pra si mesma que é capaz de fazer isso e provar aos outros que ela não é uma menina fútil que vive na sombra do dinheiro e da popularidade dos pais.
A estrada dela na Índia também não é nada fácil. A realidade que ela enfrenta no local, o choque cultural e a precariedade de suprimentos para atender os necessitados são fatores que também influenciam, e muito, no processo de amadurecimento da personagem.
Porém, outras pessoas surgem no caminho dela para tornar a experiência mais prazerosa. A Doutora Elisabet Roca e o Doutor Lorenzo Giner são os responsáveis pelo RHT. Eles são adorados e respeitados pela população, e praticamente trocaram a vida que tinham fora do país para se dedicar as pessoas carentes do lugar. Eles atuam, na história, como os pais postiços de Sílvia na Índia, ajudando-a a lidar tanto com os pacientes quanto com si mesma.
Sílvia também conhece um outro voluntário, Leo, que a deixa um pouco balançada. Ele exerce no hospital a função de oftalmologista. No entanto, Leo é daqueles que a veem como uma jovem mimada que consegue tudo por conta de sua beleza extraordinária. Ela representa, para ele, um mundo que ele despreza.
Se, por um lado, Leo, Dra. Roca e Dr. Giner representam, para Sílvia, a ligação dela com seu país, por outro lado são Viji, jovem indiana que ajuda Sílvia no hospital, e Narayan, irmã mais nova de Viji, as responsáveis por mostrar a ela como as coisas funcionam na Índia. Viji, com 18 anos, sonha em se casar. Porém, ela não tem um dos olhos e é manca, o que a deixa a margem da sociedade, já que nenhum homem aceitaria uma mulher com as características dela. Narayan, praticamente uma criança de 13 anos, já é prometida, o que causa ciúmes em Viji, uma vez que, na Índia, é lamentável a existência de uma moça de 18 anos que ainda não é casada.
Por fim, também conhecemos Mahendra, um jovem rico e de uma casta mais elevada, que é visto pela população como uma espécie de príncipe. Ele vivia enclausurado em sua casa, um verdadeiro palácio, após a morte de sua esposa e filhos. Os dois se conhecem por acaso e o lado misterioso e encantador de Mahendra desperta a curiosidade de Sílvia.
Em suma, é uma história maravilhosa: é completamente impossível largar o livro até que você chegue ao final, sempre querendo saber mais e mais sobre cada novo desafio vivido por Sílvia e o desenvolvimento do relacionamento dela com os personagens.
Adorei a escrita limpa e cheia de sentimentos do autor, que não cansa a leitura. Pelo contrário: a torna mais especial. É visível o amadurecimento de Sílvia ao longo da leitura, e o mais gostoso ainda é que, junto a viagem de autoconhecimento dela, é impossível não olhar pra nós mesmos, nos questionar sobre amor, família, escolhas.
Interessante também conhecer um pouquinho da Índia aqui, e o quanto a realidade deles difere da nossa. Apesar de o livro não se aprofundar demais nos aspectos culturais, uma boa parte do impacto entre as culturas está presente ali. No entanto, percebi algo que não difere em lugar nenhum, e cujo sentimento está presente em todas as nações: como as coisas só conseguem ser mais suportáveis quando se tem amor!
O trabalho de revisão e diagramação está PERFEITO. Não encontrei nenhum errinho de digitação. Essa experiência visual torna a leitura ainda mais gostosa! De forma geral, me apaixonei por esse livro - tanto que entrou pra minha lista de favoritos! Recomendo fortemente!

site: http://andresa-lee.blogspot.com.br/2014/11/livro-batendo-porta-do-ceu-jordi-sierra.html
comentários(0)comente



Mari 20/01/2015

Batendo a porta do céu é um dos livros favoritos de 2014. Li em poucas horas, sem ao menos desanimar. Logo na sinopse, imaginei que seria assim, que ele seria uma agradável leitura.

Encontramos aqui a história de uma jovem estudante de medicina, Silvia. Ela mora em Barcelona e vive com seus pais, doutores reconhecidos mundialmente. Ela acaba indo parar na mesma carreira que eles, mas com um pensamento diferente, visto que atende a população menos favorecida.

Durante as férias de verão, ela decide ir para a Índia, mesmo contra a vontade de seus pais, principalmente do pai, que não entende os pensamentos de sua filha.

Silvia é bastante corajosa e decidida. Chegando lá, conhece o hospital onde ficará trabalhando voluntariamente e que é mantido por doações de assistências que ficam na Espanha. Lá ela encontra uma realidade que, mesmo sendo o que já se imaginava, fica impressionada.

Ela conhece a Dra. Elizabeth Roca, uma das responsáveis pelo hospital, e as duas acabam ficando bem amigas. Entre outras pessoas, conhece Viji, uma jovem de 18 anos que ainda não se casou por ter uma deficiência na perna e em um dos olhos.

Conhecemos também Mahendra, que é considerado o príncipe por lá. Viúvo, vive sozinho em sua casa, pois, em um grave desastre, perdeu sua esposa e todos os filhos. Ele não sai e vive na solidão, só com a companhia de um funcionário. Mas com Silvia ele acaba se libertando um pouco saindo da sua solidão.

Durante esse tempo que Silva fica lá, ela acaba pensando sobre muitas coisas e uma delas é a relação que tem com Arthur, seu namorado, que também não apoiou sua decisão de ir para a Índia.

Outro personagem que nos chama atenção é Leonardo, jovem da Espanha que está lá pela segunda vez. Logo de início nos parece ser uma pessoa muito arrogante, mas no decorrer da história percebemos um rapaz totalmente diferente, um batalhador que luta para ser um ótimo oftalmologista e que já sofreu um pouco com suas decisões.

É um livro com uma leitura leve. Mesmo com um tema triste, a realidade da Índia, Silvia foi corajosa e correu atrás do seu sonho e pretende voltar lá a cada verão para fazer sua parte, que inclusive deixou os pais muito orgulhosos.

Conhecemos uma nova Silvia no término dessa história, com novos pensamentos e novas ideias. Para mim o livro poderia ter uma continuação, de tão agradável que foi a leitura.

Um dos trechos que ficou mais na minha cabeça foi uma citação de uma frase:

“O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito comprido para os aflitos, muito curto para os alegres, mas para os que amam, o tempo é uma eternidade.”

O trabalho da editora, como sempre impecável, com folhas amarelas e diagramação perfeita para leitura, trabalho gráfico lindo mais uma vez.
comentários(0)comente



Leila 13/02/2015

Uma mistura de contrastes, beleza e amor.
No prefácio somos introduzidos rapidamente à Índia e as suas religiões; como sou apaixonada por livros que retratam outras culturas, quando li o prefácio de "Batendo à porta do céu" já sabia que ia me apaixonar.

"Não somos capazes de entender a Índia, é impossível, são muitos contrastes. Nós a amamos, e isso basta. Mas suponho que é isso que a torna algo vivo, mágico. Tudo o que for dito a favor ou contra é verdadeiro."

No livro conhecemos a história de Silvia, que é a bonita filha de dois conceituados médicos em Barcelona e que deseja ser muito mais do que isso. Ela faz medicina, por ser sua paixão, e decide ser voluntária no RHT (Rural Hospital Trust) na Índia. A partir daí começa uma história que não pode ser julgada com olhos ocidentais, onde os personagens se descobrem, mudam, amam e deixam muita saudade no final.

site: http://followthebookleaves.blogspot.com.br/2015/01/resenha-batendo-porta-do-ceu.html
comentários(0)comente



Mila F. @delivroemlivro_ 17/05/2015

Encantador, instigante.
Logo de início somos apresentados a Silvia, uma espanhola estudante de medicina que parte como voluntária para um hospital na Índia em suas férias de verão.
Logo em sua chegada à Indía, ela se depara com o choque cultural, é tudo bem diferente desde a vestimenta e os costumes indianos. Contudo ela é muito bem recebida por Elisabet Roca, médica responsável pelo hospital (RHT) em que Silvia irá passar o verão e adquirir experiências para sua futura profissão.
Silvia logo passa a conhecer outras pessoas e apesar de não conhecer o idioma nativo ela desenrola-se no inglês e espanhol. Conhece também Lorenzo Giner, médico cirurgião e Leo, outro voluntário. O interessante desse livro é que todos os personagens que aparecem nele tem direito a sua própria história e cada uma traz um conflito e uma reflexão. Todos os personagens de Batendo à Porta do Céu são incrivelmente bem elaborados.
Nessa família do hospital RHT Silvia vai crescer profissionalmente e pessoalmente, porque ela se depara com muitas dificuldades e falta de recursos, além de pessoas com vários tipos de doenças e problemas. Logo ela fica muito amiga da Dra. Elisabet Roca, que vê todo seu entusiasmo e dedicação para a medicina. Silva também se dá muito bem com Lorenzo. Mas nem tudo são flores, Leo – o outro voluntário – se torna uma pedra no sapato de Silvia, ele tem seus motivos e Silvia tem os seus para não desistir dessa possível amizade, embora conflituosa.
Como eu dizia, Silvia é uma personagem maravilhosa, porque ela tem verdadeira vocação e desejo para a medicina, gosta e se identifica tanto com a profissão que não mede esforços para se realizar, mesmo que tenha que ir contra a vontade de seus pais e até mesmo deixar seu “namorado”, Arthur, para ir para a Índia, na verdade, seu relacionamento com Arthur vive altos e baixos e é muito complexo. Intenso e real.
Nesse ínterim, Silvia também conhece Mahendra, um personagem que mora próximo ao RHT e que viver perturbado com as sombras de seu passado, consequentemente vive preso aos fantasmas de seus filhos e esposa que morreram de forma tão trágica. Silvia irá transformar a vida de Mahendra, lhe dar um novo começo, que pode ser interpretado de forma equivocada pelo mesmo, mas é um passo.
O que me envolveu mais no livro é a intensidade como Silvia vive e abraça as oportunidades, além de estar sempre tentando vencer seus medos, a forma como a Índia a mudou foi grande, há uma Silvia antes da Índia e uma depois da viagem. A forma como ela se envolveu com alguns dos pacientes ao ver seus sofrimentos foi real, foi humana e emocionante. A forma como Silvia lidou com costumes, leias e cultura diferente da sua também foi louvável, o quanto ela se esforçou para se inserir nesse novo ambiente foi autêntica.
Batendo à Porta do Céu me envolveu bastante, não tenho palavras para descrever meus sentimentos durante a leitura, só afirmo que fluiu maravilhosamente e a fiz de maneira muito rápida, não sentia as páginas serem constantemente viradas, embora isso tenha acontecido, devo confessar-lhes que esperava que o livro trouxesse mais descrições sobre a Índia, sobre a cultura, costumes, tradições e políticas, mas nesse ponto foi vago, o que focou mais foi a postura e tomadas de atitudes de Silvia. A personagem brilhou.
De maneira geral Batendo à Porta do Céu é um livro incrível, delicado, envolvente, doloroso e real, além de ser esteticamente lindo! (*.*) Um dos pontos fortes dessa editora é esse cuidado e capricho com seus livros, sempre lindos e cheios de detalhes que enchem nossos olhos. Estão esperando o quê para ler? Aventurem-se!


site: www.delivroemlivro.com.br/
comentários(0)comente



Luiza - @bloglivriajando 26/06/2015

Resenha originalmente publicada no blog Choque Literário.
Sílvia é uma garota espanhola de dezenove anos que decide ir para a Índia como voluntária para trabalhar no Rural Hospital Trust (RHT), um centro médico precário que acode as pessoas mais necessitadas e carentes de Mysore, sul do país. É quase como uma máquina de salvar vidas.

"A diferença entre a pobreza e a riqueza são 8 horas de voo e 50 anos de história" (Tomás Martí Hughet).

Por outro lado, não foi nada fácil tomar essa decisão. Além de não receber o apoio do pai, que acha que ela está perdendo tempo e jogando fora sua vida, Sílvia ainda tem que lidar com o namorado (ou a falta dele) que a chamou de Miss ONG. Portanto, ela acaba usando a viagem para repensar sua vida e seus caminhos e decidir realmente o que quer dali para frente.

"Um verão para trabalhar, pensar, formar-se, aprender, mudar, encontrar-se a si mesma."

Quem ajuda a tornar a viagem mais especial é Elizabet Roca e o doutor Lorenzo Giner, os responsáveis pelo centro médico; eles funcionam como os segundos pais de Sílvia. Lá, a menina também conhece Leo, de vinte e três anos que cuida da parte de oftalmologia do hospital e está com muita dificuldade em manter a bolsa na faculdade. Leo a despreza, afinal Sílvia é filha de pais famosos, dispõe de uma boa quantia de grana e de quebra ainda é extraordinariamente bonita.
Por outro lado, são Viji e Narayan que vão mostrar à Sílvia a verdadeira realidade da Índia. Viji sente ciúme da irmã de treze anos que já está prometida, enquanto ela, com dezoito, ainda não tem noivo por ser manca e não ter um olho, não despertando a atenção nem dos homens mais vulgares.

"É a verdade, e a verdade tem que ser dita porque é única. Cada um vai aproveitando as oportunidades que a vida lhe dá. É uma tolice querer nadar contra a corrente."

E ainda conhecemos Mahendra, o dono das terras do hospital e arredores que é visto como um príncipe pela sociedade. Ele constrói uma relação de amizade com Sílvia, que aos poucos vai conhecendo seus segredos.
Não consegui largar o livro enquanto não terminava. A escrita do autor é super fluida, simples e cheia de sentimentos.
Gostei muito da construção dos personagens, cada um possui uma história e atrás de si, uma reflexão. Acho praticamente impossível não se aproximar de Leo ou Mahendra; aliás, ainda não consegui decidir de qual dos dois gostei mais.
Queria colocar muitas passagens do livro que achei consideráveis aqui, mas elas são muito grandes rs. Postei uma delas no facebook do blog, se alguém tiver interesse é só dar uma olhadinha lá :)
Preciso dizer que o trabalho de edição da Biruta foi excelente, as folhas possuem um tom de rosa claro (muito claro mesmo) e a diagramação foi ótima para mim, sempre tornando a leitura mais prazerosa.
Confira mais no post do blog: http://choqueliterario.blogspot.com.br/2015/01/falando-sobre-batendo-porta-do-ceu.html

site: http://choqueliterario.blogspot.com.br/2015/01/falando-sobre-batendo-porta-do-ceu.html
comentários(0)comente



Dryh 25/05/2017

Inspirador
“Ninguém vai mudar o mundo. O importante é fazer algo no lugar onde estamos.” – página 39

Sílvia é uma estudante de medicina apaixonada pela profissão que exerce, mas ela também está cansada de viver nas sombras de seus pais, os médicos mais famosos da Espanha, e ficar um tempo longe do namorado também não seria ruim. Determinada, ela viaja para a Índia como voluntária num hospital ao sul do país, onde, além de dar de cara com uma cultura e um estilo de vida completamente diferentes do seu, ela faz amigos e amadurece não só como médica, mas também como pessoa.

A família de Sílvia não apoiou sua decisão, em especial, seu pai. E seu namorado, Arthur. Ninguém parecia entender os motivos de uma jovem tão linda, estudiosa e rica desejar ir para um “país de terceiro mundo” cuidar de doentes em meio à pobreza, mas ela não tinha tempo para explicar, passaria o verão atuando no Rural Hospital Trust (RHT) aprimorando seus conhecimentos médicos e de quebra conheceria outras línguas, outras pessoas, outras culturas.

“Pela primeira vez na vida estou realmente bem, e com muita vontade de fazer alguma coisa.” – página 32

Não foi fácil, primeiro porque trabalhar como médica já não era simples, mas trabalhar como médica em um lugar onde fazer uma ressonância ou até mesmo um raio-x era praticamente impossível, era uma missão e tanto. Junte isso ao fato de o único voluntário espanhol do grupo parecer odiar Sílvia, quando a moça já tinha muita coisa na cabeça, inclusive dúvidas a respeito de seu relacionamento com Arthur.

Como disse anteriormente, estava doida para ler esse livro há tempos, mas ele nunca estava disponível para solicitação, então eu só ficava imaginando o que encontraria...haha’ Histórias com intercâmbio e viagens em si me atraem muito, e uma história com um intercâmbio voluntário para a Índia foi algo que fez meus olhos brilharem, pois é algo que eu almejo muuito fazer. Mas acho que criei expectativas demais para a história, e esperei tanto dos personagens, do autor e do livro em si, que acabei um pouquiiinho decepcionada.

Gostei dos personagens, gostei de Sílvia, de Elisabet Roca (que é uma médica incrível que a “adota” como filha), de Leo (o voluntário espanhol que está sempre implicando com Sílvia) e dos outros personagens, mas eu esperava mais desenvolvimento a respeito do passado de Sílvia, de seus sentimentos. Não necessariamente um romance, (na verdade, eu torcia para que fosse mais sobre o amadurecimento/conhecimento pessoal da personagem do que romance em si), mas um maior desenvolvimento da protagonista. Também achei que encontraria mais sobre a cultura indiana, achei que veria descrições detalhadas da comida, da paisagem, dos afazeres de Sílvia e de todo o resto, mas o livro não é descritivo. Tanto que às vezes eu ficava um pouco perdida, pois parecia que os personagens estavam em um lugar e de repente eles estavam em outro.

“É preciso acreditar sempre. Se deixamos de acreditar, tudo se acaba. E te digo mais: é melhor acender uma vela do que lamentar a escuridão.” – página 71

Não foi um livro que me emocionou, me fez sorrir ou querer abraçar os personagens, senti que faltaram várias coisas para que tudo isso acontecesse. Ainda assim, me deixou inspirada. São tantas as frases inspiradoras e encantadoras que encontrei aqui, várias cenas me marcaram (principalmente as que tiravam o chão de Sílvia), e foi um livro bonito, no geral.
A editora (como sempre

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
comentários(0)comente



12 encontrados | exibindo 1 a 12