Cem Gramas de Centeio

Cem Gramas de Centeio Agatha Christie
Agatha Christie




Resenhas - Cem Gramas de Centeio


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Sofia.Moia 03/01/2018

Amei
É o primeiro livro que li da Agatha Christie, e posso dizer que é surpreendente. O livro te pega de surpresa no final, e faz você desconfiar de todos os personagens da história.

Algo que me fez dá apenas 4 estrelas, é que gostaria que a Miss Marple tivesse uma presença maior. É apenas uma opinião.

Em geral, recomendo muito este livro e espero muito nos próximos que irei ler da autora.
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Bruna 24/12/2017

Precisei conferir... Pois achei que meu exemplar estava faltando páginas.

Apesar disso gostei bastante.... O enigma, a música infantil... O direcionamento de "esse ébo assassino" pra depois ser seguido por "oh não! Ele não! Apesar de tudo apontar pra ele" hahaha amei!
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Zumi 19/12/2017

Miss Marple deixa muito a desejar
Rex Fortescue é morto em pleno escritório, a luz do dia, pelo que seria inicialmente uma intoxicação alimentar acidental. O inspetor Neele, designado para o caso, não precisa de muito para descobrir que se trata de assassinato por envenenamento com taxina e passa a investigar e questionar todas as pessoas envolvidas com o velho, tanto em seu trabalho quanto em sua família. Outras duas mortes sucedem o episódio com intervalos curtos e o inspetor continua seu trabalho, contando com a ajuda da grande Miss Marple.

O livro entitulado equivocadamente (ao meu ver) como "Cem Gramas de Centeio" basicamente não revela quase nada sobre as tais gramas de centeio, mas apresenta uma leitura fácil e rápida. Não que isso signifique que a história prende o leitor, porque não o faz, mas de certa forma entretém e pode ser devorada tranquilamente em pouquíssimos dias.

Agatha optou por colocar a característica Jane Marple nesta trama, o que automaticamente já leva o leitor à dedução de que a senhorinha é quem desvenda todo o mistério. No entanto, Marple somente aparece perto da metade do livro e praticamente não é vista com frequência desde então, apenas em um capítulo ou outro. Nas últimas 30 páginas, Jane reaparece e todos os holofotes apontam para ela, enquanto explica ao inspetor tudo que não pode provar, mas que jura corresponder aos fatos, ao assassino e ao motivo dele em cometer tais crimes. Levando em consideração que Miss Marple não faz basicamente nada útil de fato para a investigação e apenas mete o nariz nas fofocas e em conversas chatas com a família Fortescue, a revelação que faz e que, conforme o esperado, está certa, não passa de uma teoria mirabolante cujos passos que levaram a ela não foram nem um pouco fundamentados ao longo do livro.
O único personagem que tem presença e que conduz verdadeiramente a investigação dos assassinatos, buscando pistas e detalhes importantes, é o inspetor Neele. Porém, a impressão que fica é que, para Agatha Christie, se Marple estiver por perto ninguém mais pode chegar a conclusão correta, mesmo que seja quem mereça realmente o destaque do livro.
Além disso, nenhum personagem é trabalhado com muito afinco e alguns não servem pra absolutamente nada, nem para ocupar espaço na história.
A revelação, por si só, é dada ao leitor quando a história está no clímax e se espera outras informações antes da principal descoberta, e é extremamente aleatória se comparada com o resto.

Não é um livro ruim, mas também nem de longe é um livro bom. Apenas deixa a desejar em tudo.
Poderia até recomendar, mas dentre outros livros da autora muito melhores, Cem Gramas de Centeio passaria despercebido facilmente.
Felipe 26/01/2018minha estante
"apresenta uma leitura fácil e rápida. Não que isso signifique que a história prende o leitor, porque não o faz", muito útil, não lembrava exatamente o porquê de eu ter dado apenas 3 estrelas, mas agora compreendendo. Obrigado.




Cris Paiva 29/11/2017

Não acredito que consegui acertar o culpado!! Primeira vez na vida! Nas outras vezes que eu "acertei" foi mais naquele estilo de atirar para todos os lados, mas desta vez eu fui seguindo as pistas, grifando as frases e pegando as dicas que eu autora escondeu no texto e acertei o culpado e o modus operandi, mas ainda me escaparam os detalhes.

O assassinato é bem curioso, um homem de negócios morre envenenado e é encontrado no seu bolso um punhado de centeio, o porque disso escapa a todos, e mais dois assassinatos seguem o primeiro, até que a Miss Marple aparece na história, pois um dos mortos era conhecido seu, e ela vem para fazer a sua justiça no caso.
A velhinha só vai aparecer depois da metade do livro, e como o inspetor encarregado do caso já conhecia o nome da Miss Marple da Scotland Yard, ele deixa a nossa velhinha bisbilhotar a vontade, e ela logo mata a charada do centeio, o que acaba explicando também as outras mortes.

Me diverti muito com esse livro, acho que a melhor maneira de ler Agatha Christie é esse mesmo, com um lapis na mão e muitos post-its para marcar todas as dicas. Meu livro ficou todo rabiscado, mas valeu a pena.
Andrea 11/12/2017minha estante
Opa, vou tentar fazer isso na próxima vez que ler algum livro com a querida Miss Marple!!


Luana.Fiasqui 24/01/2018minha estante
Somos duas, esse foi o primeiro caso que eu consegui acertar o assassino. /0/ Fiquei muito feliz kk




Bianca 22/11/2017

Quando o poderoso Fortescue morre envenenado e com um punhado de centeio em seu bolso, começam as investigações dentro de sua própria casa. A família inteira é suspeita, até que começam a morrer também. É então que a famosa Miss Marple aparece para ajudar na resolução do caso.

Uma história boa, mas um pouco cansativa. Não é das melhores da autora.
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01/11/2017

Cá estamos com o que, sem dúvida, deve ser o melhor livro da Miss Marple que eu li até agora. E gosto bastante de seguir a ordem de publicação, pois temos a oportunidade de acompanhar o crescimento e envelhecimento da Miss Marple, já que ela é a personagem central de todas as histórias. Mas nada poderia ter me preparado para o que vi em Um Punhado de Centeio.
A começar, foi um livro bem chato de encontrar. Aguardei por meses o seu relançamento pela L&PM Pocket, pois todas as outras edições já estavam esgotadas. Mas a espera valeu a pena, muito! Tudo começa com o envenenamento de Rex Fortescue após tomar seu chá e as circunstâncias do ocorrido tornam-se ainda mais bizarras quando é encontrado centeio em um de seus bolsos. O envenenamento é confirmado como de uma substância encontrada em uma árvore que permeia a propriedade do homem, levantando suspeitas sobre os familiares, especialmente, a esposa Adele.
Um dos filhos, Lancelot, com quem há muito Rex rompera ligações, chega a Londres e, posteriormente, à propriedade da família vindo do Quênia, com a esposa pouco tempo depois do assassinato. O inspetor Neele tem bastante trabalho para entender o relacionamento dos filhos com o pai, já que o outro, Percival parece acreditar que Rex não andava bem das ideias.
Quase em seguida, mais duas pessoas são mortas na mansão da família e a lista de suspeitos não parece, em momento algum, estar próxima de estreitar-se. Miss Marple, então, entra em cena quando uma conhecida sua é uma das vítimas e coloca-se a investigar do seu jeitinho peculiar, mas sempre muito elucidativo.
O que mais gostei em Um Punhado de Centeio é que Agatha Christie, mais uma vez, me fez cair feito um patinho em todas as suas insinuações de quem poderia ser o provável culpado. Ela desvendou a culpa de forma a me pegar completamente desprevenida e justamente com o último personagem que eu teria capacidade de considerar suspeito! Inclusive, já o excluíra da culpa há bastante tempo!
Como já disse várias vezes, as histórias da Agatha são permeadas por muitos personagens e, dessa vez, não poderia ter sido diferente. Muita gente morando na mesma casa só poderia resultar em uma lista considerável de suspeitos que, a cada ato, fato ou frase por ele dita só ia trocando de posição na minha lista de possíveis culpados da situação.
Fato é que, como nos casos mais sombrios, a resolução desta situação estava em uma antiga rivalidade entre famílias que resultou em tragédia e em parentes ressentidos que tiveram muitos anos para remoer o luto e o sentimento de injustiça para planejar exatamente o que aconteceria aos envolvidos, custe o que custasse.
E no meio disso tudo estava Miss Marple, pronta para resolver três assassinatos!
Se você, por qualquer motivo do mundo, ainda não tenha se aventurado nos livros sobre a Miss Marple, talvez devesse começar por Um Punhado de Centeio. Ou talvez não, já que este é, de muito, muito longe, o melhor livro que li até agora dela. Talvez os outros não o superem e você se sinta desmotivado. Mas não desista!
Miss Marple é aquele personagem pelo qual ansiamos qualquer aparição, gesto ou fala que possa nos ajudar a entender um pouco melhor da história e, quem sabe, achar o verdadeiro culpado. Nunca acontece comigo, mas nada me impede de continuar sonhando, não é mesmo? Sem contar que as resoluções são as mais surpreendentes e inesperadas possíveis, pegando a última pessoa que você esperaria estar envolvida na tramoia e a coroa culpada de tudo.
A edição pocket da L&PM é uma graça e a capa eu adorei! Alguns errinhos de português aqui e ali, mas nada muito grave. Diagramação como todos os outros livros pockets da editora que é confortável de ler, mas não muito no caso de livros um pouco mais grandinhos.
De toda forma, seja essa edição ou outra, leia Agatha Christie! Leia Miss Marple! Um ótimo exercício para a mente investigativa e um ótimo estudo da natureza humana, que a nossa velhinha detetive sempre adora ressaltar!

site: http://www.onlythestrong-survive.com.br/2017/01/resenha-um-punhado-de-centeio-agatha.html
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Dai Angelina 29/04/2017

É sério, mais do que nunca, esqueça totalmente o óbvio
O que posso dizer? Mais uma vez a rainha do crime demonstrou sua genialidade com um desfecho surpreendente e sensacional.
Durante a leitura, surgiram vários palpites, todos se tornaram suspeitos e mesmo os inocentes, de alguma forma resultaram culpados. Ideias mirabolantes surgiram, mas em nenhum, repito, NENHUM segundo cheguei perto da verdade e olha que em vários momentos tive certeza de que isso havia acontecido. E é por esse motivo que admiro tanto essa autora. Ela consegue te fazer acreditar que o crime foi solucionado, quando na verdade você não chegou nem perto. Ela brinca com a nossa mente de uma forma admirável e no final não ficamos decepcionados por estarmos equivocados, mas sim exultantes por termos sidos enganados mais uma vez. Ela faz o impossível se tornar possível e o inacreditável se tornar coerente. Por mais que eu tente, nunca consigo achar um fio solto, então só posso chegar a conclusão de Agatha Christie não é uma autora que deixe fios soltos, ela pensa em tudo e isso é uma característica apenas de mentes geniais.
Devo confessar que não esperava muito desse livro, pois verdade seja dita, o escolhi por falta de opção. Geralmente escolho os casos de Poirot, mas como não tinha nenhum no meu estoque, tive que me contentar com Miss Marple, que embora seja boa, a meu ver não se compara com meu amado detetive belga. Porém, tive uma grata surpresa, pois Poirot não fez nenhuma falta. Miss Marple e o inspetor Neele conduziram a investigação de forma primorosa e conseguiram manter minha atenção até a última página.
Enfim, uma leitura sensacional. Por isso e por muito mais, sinto uma profunda admiração por essa autora e penso que sua inteligência e genialidade (quando se trata de Agatha, impossível não repetir essa palavra) devem sempre ser enaltecidas, pois sem dúvida nenhuma, ela merece.
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Bell 19/01/2017

Esqueça tudo!
Esqueça tudo o que sabe sobre suspense, pois Agatha Christie com certeza te enlouquecerá.
A história basicamente gira em torno de três assassinatos envolvendo a família Fortescue: Rex, chefe da família, Adele, sua esposa e Gladys a nova empregada da casa. A história é de fácil leitura e muito envolvente, desde o início o leitor é levado a suspeitar de apenas uma pessoa, afinal todas as provas apontam para ele(a)(?!). Porém, Agatha na sua sagacidade faz uma reviravolta e o verdadeiro assassino é então revelado o que me deixou boquiaberta.
Fato delicioso do livro é a presença de Miss Marple, uma velhinha simpática e que põe no chinelo muitos agentes do FBI.
Super recomendo, óbvio.
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Fabio Shiva 16/01/2017

Pistas e despistes
Que alegria descobrir um livro de Agatha Christie que eu ainda não havia lido! Uma leitura deliciosa como um belo chá inglês com torradas e geleia... e um pouco de veneno, é claro!

Uma aventura de Miss Marple, com direito a uma sequência de assassinatos inspirados em uma canção infantil, bem no estilo de Agatha.

Achei relativamente fácil descobrir a solução, mas talvez isso se deva apenas ao fato de já ter lido por volta de 80 livros da mesma autora, alguns duas e até três vezes, sendo que essas releituras foram feitas como estudo, buscando o aprendizado sobre a construção de uma trama policial, mais que a diversão em si. O que não quer dizer que eu não tenha me divertido, e muito!

É sempre muito bom observar a maestria com que Agatha exibe todas as pistas para o leitor, sempre cuidando de apresentar um despiste... Embora hoje eu goste mais de outros escritores policiais, no quesito “jogo do detetive” Agatha Christie é mesmo inigualável!


site: http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/5825862
Laura.SertA 18/01/2017minha estante
Oi, Fábio! Td bem? De quais outros escritores você gosta mais? Se puder, me indique algum. Obrigada!


Nil 18/01/2017minha estante
Oi, Fábio. Agatha foi a minha primeira experiêcia na literatura policial, eu estava entrando na adolescência e meu irmão começou a comprar os livros dela. Claro que eu lia primeiro (enquanto ele trabalhava). :)
Amei na época e ainda amo. Também gosto muito de outros escritores policiais, mas vou ter sempre um cantinho no meu coração para Agatha Christie.


Fabio Shiva 21/01/2017minha estante
Oi Laura! Dentro da literatura policial meus autores favoritos são Georges Simenon, P. D. James e Ruth Rendell. Na literatura de ficção como um todo recomendo muitíssimo Rubem Fonseca (que também é um autor de romances policiais, né?), Anthony Burgess, Aldous Huxley, Umberto Eco, George Orwell.
Mas o melhor livro que li na vida não é uma obra de ficção: "Autobiografia de um Iogue", de Paramahansa Yogananda.
Espero ter sido útil! Tudo de bom e boas leituras!


Laura.SertA 31/01/2017minha estante
Foi muito útil! Irei buscar suas indicações. Muito obrigada!




Nat 09/01/2017

Muito bom
Sou fã de Agatha Chiristie, e a cada romance que leio dela, quero mas e mas lê. Cem gramas de centeio nos prende do inicio ao fim.
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Rone 09/12/2016

Manjar e assassinatos
Quem será o criminoso? Por que o punhado de centeio? Que será o próximo? São as perguntas que os personagens e nós, leitores fazemos durante a leitura.

Agatha criar em "Um Punhado de Centeio" uma história com uma atmosfera bastante misteriosa, acolhedora e enigmática. (O que esperar da rainha do crime né?;)

Este foi o primeiro livro que li com "Miss Marple", que já conquistou o meu coração.


Ah, Esse livro me deixou com muita água na boca, pelas comidas citadas durante a leitura. hahah




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Tauan 22/10/2016

Agatha escreveu mais de setenta romances, mais de 150 contos e quase vinte peças de teatro, conseguindo o feito de ser reconhecida internacionalmente como romancista e dramaturga. Nas suas histórias, umas das personagens recorrentes é a adorável velhinha xereta Miss Marple, especialista em comportamento humano que desvendas crimes e mistérios com base na observação e reflexão. Está é uma de suas histórias.
Tudo começa em Londres, um cenário pouco habitual para as histórias de Agatha e onde não esperamos encontrar Miss Marple, muito menos em um prédio de escritórios onde um empresário escroque é assassinado.
Rex Fortescue passa mal depois de tomar chá em seu escritório. Depois de uma comoção entre as secretárias e as datilógrafas, ele é encaminhado ao hospital e falece, vitimado por um veneno improvável, a taxina, encontradas nas frutinhas e folhas de teixo, árvore que dá nome à propriedade da família Fortescue, o Chalé do Teixo, e que pode ser encontrada em abundância no jardim do falecido.
O inspetor Neele é chamada para cobrir a ocorrência e é através dele que conhecemos a excêntrica família aristocrática.
O falecido era pai de dois rapazes e uma jovem moça, sendo um dos rapazes casados e residente no Chalé do Teixo, e, o outro brigado com a família, mora na África. Ou melhor, morava, pois havia sido recentemente chamado de volta ao lar pelo pai.
Também moram no chalé a nova senhora Fortescue, segunda esposa de Rex e trinta anos mais jovem, e a irmã da primeira senhora Fortescue, tia Effie, aparentemente louca e fanática religiosa.
Miss Marple só aparece depois da metade do livro, depois de mais duas vítimas serem feitas, uma delas, uma jovem menina que fora sua protegida na infância, mas como sempre, ela traz um ponto de vista inesperado.
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Jansen 06/09/2016

Não tem erro!
Muito bom. Como sempre nos põe os suspeitos no colo e, de repente, miss Marple dá uma guinada e, num misto de intuição e lógica entorna o caldo. E mais um bandido vai descansar. Ler esta autora não tem erro!.
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Coruja 04/08/2016

Um punhado de centeio é encontrado no bolso de um empresário envenenado após o chá com a família. A investigação que se segue vai revelando uma série de possibilidades - fraude, problemas de herança, adultério -, de tal forma que parece ser quase impossível desvendar quem é o verdadeiro assassino - ao menos até uma senhorinha do interior aparecer para se meter na investigação e nos revelar as pistas que faltavam para apontar o verdadeiro acusado.

Normalmente não simpatizo muito com Miss Marple - e não sei explicar o porquê dessa desconfiança, talvez pelo fato de ela me lembrar minhas parentes que adoram se meter na vida alheia... - mas nesse romance ela só aparece quase ao final e embora seja a pessoa que deslinda o nó do caso, o protagonismo pertence, de fato, ao detetive Neele, por quem imediatamente me afeiçoei ao vê-lo descrito como alguém dotado de um ‘excesso de imaginação’.

E é preciso bastante imaginação para dar sentido à rima que Miss Marple cantarola para explicar as mortes - do Rei, da Rainha e da Criada -, talvez exatamente porque ela esteja plantada ali para jogar a atenção para o outro lado.

Como a história se adequa à rima que dá título ao livro, parte da graça se perde na tradução, porque não temos o necessário contexto para ligarmos as peças sozinhos. Quem foi criado na Inglaterra - ou conhece suas cantigas folclóricas - talvez tivesse entendido o que realmente aconteceu antes da revelação ao final. Ou talvez não, afinal, toda vez que achamos ter descoberto o suspeito num livro da tia Agatha, descobrimos que nos deixamos levar por ideias pré-concebidas e pistas falsas.

A verdade é que o final de Cem Gramas de Centeio me atordoou, e a carta que resolve tudo deixou-me com a boca amargando. É uma resolução que não nos deixa satisfeitos, ainda que a justiça seja feita - talvez porque a última morte da história seja levada a cabo de forma tão banal pelo assassino. Era uma morte desnecessária - não para o livro, mas no grande esquema das coisas; alguém que nunca chegara realmente a começar a viver e que foi manipulada até o último momento.


site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2016/08/para-ler-cem-gramas-de-centeio.html
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Victor Kellesson 20/04/2016

Esperava mais
Livro leve e bem didático para se ler e passar o tempo. Todavia, a trama é um pouco forçada, e a presença da miss murple é dispensável. O twist final é bem previsível, o que não torna o livro ruim.
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