Revivente

Revivente Ken Grimwood




Resenhas - Revivente


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Resenhoteca 08/06/2014

Um livro atual, mesmo escrito em 1988!
Antes de tudo o livro foi vencedor do World Fantasy Award (um conjunto de prêmios anuais, internacionais, concedido a escritores e artistas que tenham apresentado proeminentes realizações no campo da fantasia) dentre outros muitos prêmios no campo de ficção científica. Não é qualquer livro que ganha tantos prêmios assim. Isso tudo na década de 80.

Só a sinopse e as premiações acima me deixaram com vontade de comprar o livro. Não estou acostumado a ler ficções desse gênero e achei a história bem interessante. O livro conta a história de Jeff Winston. Ele é um jornalista sem um grande futuro no ramo e com um casamento fracassado. O livro começa em 18 de Outubro de 1988. Ele está conversando com a esposa e sente uma forte dor no peito. Ele percebe que está morrendo e quando aquilo tudo passa ele acorda sem saber onde está. Acaba descobrindo que está em 1963 e tem 18 anos novamente. Ele se lembra de toda sua outra vida, mas se recusa a acreditar que aquilo está acontecendo e tenta ir atrás da sua antiga vida. Depois de um tempo ele aceita o fato se pergunta o que vai fazer. Ele tem a maturidade da outra vida e todos os acontecimentos futuros, mas o que ele vai fazer? Reviver sua vida ou criar uma nova? Ele não sabe se essa é a ultima vida ou se esse replay irá acontecer pra sempre. No primeiro momento é meio obvio o que ele faz. Acho que todos pensariam dessa maneira e é ai que o livro me ganhou. Com uma leitura bem agradável o autor faz você pensar o que você faria se tivesse essa oportunidade. Ele acaba te surpreendendo em certos momentos e você acaba se envolvendo na história de Jeff e sentindo um pouco do que ele passa em cada momento.

Em uma parte da história aparece outra pessoa que também está vivendo o “replay”, Pamela. Você acaba se envolvendo na trama dos dois personagens e criando várias expectativas. O final do livro não era nada do que eu imaginava. Um final simplesmente muito bom. Porém o que eu mais gostei no livro é que você consegue sentir o amadurecimento dos personagens. Os pensamentos e as atitudes deles mudam ao longe do livro. Isso faz você entrar na história e refletir sobre sua própria vida e suas decisões.

Em 1993 foi feito um filme baseado nessa história. Feitiços do Tempo (Groundhog Day). Nessa história um repórter que cobre o clima é enviado para um cidade e nessa cidade ele acorda sempre no mesmo dia.
O livro foi escrito e publicado em 1988. Mesmo para uma publicação dessa época o livro é bem atual. Ken Grimwood estava escrevendo o segundo livro quando infelizmente morreu em 2003, aos 59 anos, de ataque cardíaco. Será um pena nunca saber a continuação desse livro.


site: http://www.resenhoteca.com/2014/06/resenha-revivente.html
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Norberto 19/06/2014

Ótima leitura
Comecei a ler o livro sem expectativas de uma grande história, pensando que fosse algo "mais ou mesmo" do tipo "De volta para o futuro", alguma coisa assim, só que no passado. Como visões de sua vida ou algo assim. Pelo contrário, Ken Grimwood constrói uma trama cheia de personagens - principais e coadjuvantes - que se destacam cada um por sua personalidade própria, o que dá mais vida ao livro. Dessa maneira, é fácil se envolver com os personagens e entender o que se passa na mente de cada um.

Cada vida revivida por Jeff tem um contexto diferente ou vai tomando um rumo diferente à medida que ele percebe as consequências das suas escolhas de acordo com a vida anterior. Entretanto, ele nunca pensa com dedicação naquilo que está acontecendo com ele, até que encontra Pamela e, a partir daí, a vida dos dois passa a estar ligada pelo mesmo acontecimento.

Em determinado momento, o autor dá a imaginar que a história levará por um rumo, o que na outra página já se mostra ao completamente nada a ver, o que seria uma aberração no meio do livro, na verdade. A história estava muito boa para ser algo do tipo. Essa nova personagem neste momento serviu apenas para isso: deixar essa história sumir assim como apareceu - do nada, só para encher algumas páginas. Mas foi bom, para dar uma breve mudada na direção do pensamento do leitor.

O livro termina como deveria terminar, nesse caso. Depois de tantas vidas vividas, tantas escolhas, acertos e erros, nada mais esperado do que o final como foi e não uma explicação sobrenatural para o enredo.

Infelizmente não haverá uma continuação do mesmo autor para a história.
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Jeniffer Geraldine 08/08/2014

Revivente Ken Grimwood
Às vezes tomamos decisões consideradas erradas na vida que nos fazem querer voltar no tempo e ter a oportunidade de fazer tudo diferente. Reviver determinado dia bom para fazê-lo ainda melhor, ou algum dia ruim para torná-lo bom. É a tal segunda chance sonhada por tantos. Mas para voltar no tempo e fazer diferente seria preciso ter a consciência de que antes as coisas não saíram como o esperado. E o voltar no tempo seria algo consciente? E, outra, reviver a vida seria uma benção ou um fardo?

Jeff Winston, jornalista de rádio, 43 anos, é um revivente no livro do Ken Grimwood, lançando no Brasil pela editora Gutenberg em março de 2014. Vivendo um dos piores momentos da sua vida, casamento em crise, insatisfeito com a profissão, Jeff tem um infarto e volta aos seus 18 anos, em 1963, no seu quarto da época da faculdade. Ele voltou no tempo e estava consciente sobre isso. Tinha a oportunidade de viver uma nova vida, mas com a bagagem daquela vivida antes.

Jeff tinha lembranças não só dos seus dias, mas dos acontecimentos mais marcantes da humanidade para as próximas duas décadas. O ambiente era igual, as pessoas eram familiares, mas parecia que ele tinha a chance de fazer as coisas diferentes dessa vez.

"Em certo sentido, tudo indicava que ele estava revivendo sua vida, como se estivesse revendo um vídeo; mas não parecia que estivesse limitado pelo que de fato acontecera antes, pelo menos não inteiramente. Até onde podia afirmar, ele havia retornado àquele ponto de sua vida repetindo as mesmas circunstâncias de outrora matriculado na Emory, dividindo o quarto com Martin, cursando as mesmas matérias de um quarto de século atrás. Entretanto, nas vinte e quatro horas desde que tinha acordado ali outra vez, ele já tinha começado sutilmente a se desviar dos caminhos que percorrera originalmente." (p. 27)

A partir do seu primeiro replay como o fenômeno é chamado no livro e é, também, título original em inglês nós vamos acompanhar as escolhas de Jeff em fazer sua vida diferente e, como ele queria considerar, melhor. Como sabia de tudo que ia ocorrer nos próximos anos, ele tentou usar tudo a seu favor, principalmente formas de como ganhar dinheiro facilmente e ter uma vida mais cômoda e despreocupada em relação a última que viveu. Apostou em corridas de cavalos, investiu em ações e projetos, afinal sabendo o resultado, ficava fácil demais.

No início me incomodou o fato dele apenas querer levar uma vida boa, se aproveitando do que já conhecia daquele mundo, da vida, das pessoas que o rodeavam. Fiquei pensando: será que ele vai ser tão sacana assim? Apenas buscar ostentação e nada mais? Não vai nem procurar saber o motivo de ser um revivente? Juro, fiquei com raiva.

E como o processo se repetia sempre quando ele ia chegando aos 43 anos, o livro ficou um pouco cansativo para mim. Jeff vivia sempre de uma maneira muito boa, óbvio que nem tudo era igual, principalmente relacionado às mulheres. Em relação a vida amorosa, ele variou e aproveitou cada uma das mulheres que apareceram em sua revidas. Aliás, as escolhas que ele tomava em cada revida eram baseadas na companheira escolhida para aqueles próximos anos. Ele tinha novas oportunidades, mas ainda era muito influenciado pelo ambiente e pelas pessoas.

A primeira revida dele foi uma das mais interessantes para mim. Fiquei motivada para saber até onde ele iria usar seus conhecimentos para se dar bem e juro que fiquei esperando que alguma coisa fugisse do script já conhecido pelo protagonista.

Em certo ponto do livro, eu comecei a perceber que não era a única cansada daqueles replays, mas Jeff também. E isso é o mais interessante na narrativa de Ken, ele nos leva a se cansar de tudo, assim como o personagem principal, só para nos dar um motivo a mais. Para nós, leitores, um motivo para continuar a leitura e para Jeff, o motivo para suportar mais um replay.

Juro que estou em dúvida se coloco ou não aqui o motivo. Mas em nome do bom senso e só para lançar a curiosidade na vida de vocês, não vou contar. Só quero deixar claro, que valeu a pena se sentir cansada.
Ao invés disso, vou falar o que me motivou a ler Revivente. Eu busco na literatura explicações para vida. Ler para mim é um alento. Me desligo do mundo quando estou lendo, mas aí é que eu me ligo ainda mais. Por isso a frase que explica o meu gosto pela leitura é uma de Miguel Sanches Neto: Leio para provar que o tempo é muito mais que o presente, leio porque não me bastam os prazeres de agora.

Revivente me chamou atenção pela ideia de poder reviver a vida e, claro, fazer tudo diferente. Porque, como disse no início do texto, pelo menos uma vez nós já falamos se eu pudesse, faria tudo diferente. Eu queria saber, mesmo que fosse na ficção, como seria a experiência de ser um revivente. A mágica da literatura é essa, experimentar outras vidas, enquanto vivemos a nossa.

E como todo livro que leio, eu tirei uma mensagem. Não adianta pensar no que poderia ter sido ou no que pode ser. O que vale é tentar viver o agora, afinal ainda é impossível ser um revivente.

"Cada vida daquelas tinha sido diferente, assim como cada escolha sempre cria diferenças, com resultados ou efeitos imprevisíveis. E, ainda assim, essas escolhas precisam ser feitas, Jeff pensou. Ele tinha aprendido a aceitar as potenciais perdas, na esperança de que estas fossem sobrepujadas pelos eventuais ganhos. O único fracasso certo, pelo que ele sabia, e o mais grave, seria nunca tentar nada." (p. 314)

site: http://subindonotelhado.com.br/livro-revivente-ken-grimwood.html
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Bruno 03/09/2014

Simplesmente Fascinante!!!
O que eu achei do livro: O tema viagem no tempo sempre me fascinou. Me lembro que há muito tempo atrás, eu assisti um filme na globo, onde um cara revivia o mesmo dia diversas vezes até que um objetivo fosse cumprido. Em revivente, o personagem principal, Jeff Winston, revive um certo período de sua vida diversas vezes. Em um "Replay" ele utiliza a famosa artimanha de apostar em resultados que se lembra e sua vida anterior, para ganhar muito dinheiro. O mais interessante é que a mensagem do livro pelo menos no meu caso, é que não importa a quantidade de escolhas que temos, sempre estaremos sujeitos ao capricho do destino. Nunca uma mesma escolha tem resultados idênticos, devido ao espaço-tempo ser influenciado por uma combinação de escolhas feitas individualmente...
Sem dúvidas é um livro fantástico que cativa pela forma que as escolhas dos personagens tem um quê de "causa e efeito" dramático, com um romance atemporal que cruza a linha do tempo. Eu diria que este livro é uma ótima escolha para fãs de ficção científica e romance.
Um dos pontos legais do livro é que ele foi escrito nos anos 80, e a leitura flui tão bem que aparenta ser um lançamento recente... Enfim, fica uma ótima recomendação de leitura rápida e marcante.
Nota: 10/10
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Lindsey 18/03/2017

Muito bom!
Espetacular! Não tem outra palavra pra definir esse que é um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Imagine se você pudesse voltar no tempo e viver uma nova vida, o que faria? Sabendo de todos os fatos marcantes do ‘futuro’ você jogaria na Mega e compraria ações da Apple para viver de caviar e champanhe? Ou procuraria aquela velha paixão, pra retomar o romance e ter o ‘felizes para sempre’? Ou então ‘tocaria o foda-se’ e viveria em Las Vegas curtindo a vida adoidado, estilo Ferris Bueller? Ou ainda, quem sabe, tentaria mudar o futuro da humanidade, alertando as pessoas sobre acidentes aéreos, catástrofes climáticas e da guerra? Jeff Winston fez tudo isso. Ele era um jornalista de 43 anos, que estava preso a um casamento fracassado e a um emprego sem futuro, até que morreu. Segundos depois, acordou com 18 anos, em seu quarto, na faculdade. Ele não entendeu nada, mas foi seguindo a (nova) vida, mudando o que convinha, optando por se tornar um ricaço fútil, até que morreu novamente. Isso se repetiu várias vezes, de várias formas. E nessa de morrer e viver, morrer e viver, ele acaba conhecendo Pamela, que também sofria desse fenômeno (que passam a chamar de ‘replay’) e juntos tentam entender o porquê disso tudo. Apesar das muitas indas e vindas da história, ela não é nem por um segundo repetitiva ou massante e vai te prendendo do começo ao fim. E que final surpreendente, viu! Recomendadíssimo!
* Confira minhas outras resenhas no Instagram @livro100spoiler

site: https://www.instagram.com/livro100spoiler
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eduardoin 12/05/2016

Um mergulho no indivíduo e na humanidade.
Tão comum e humano quanto se questionar de onde viemos e para onde vamos é o arrependimento. O que aconteceria se eu tivesse feito isso e não aquilo? “Revivente” nos traz essa oportunidade sob a ótica de seu protagonista, alguém que ganha novamente a chance de tomar outros caminhos na construção do caos que é a vida. O livro de Ken Grimwood ganhou prêmios de literatura fantástica e ficção científica, mas com certeza não se limita ao recorte dos gêneros – na realidade, só prova que boas obras vão muito além de básica categorização. Revivente coloca o leitor a viver a vida de Jeff Winston de forma muito empática, se colocando a imaginar como os acontecimentos e as decisões do personagem são humanas e muito aceitáveis para cada um de nós, como nossos pensamentos são respostas às nossas vivências, e como se acomodar e deixar para depois pode fechar portas em nossas vidas.

O livro Revivente serviu de inspiração para o filme “Feitiço do Tempo” (em minha opinião, o melhor filme de Bill Murray, o clássico “Dia da Marmota”). Ler o livro apenas tornou o filme melhor, pois ele é consideravelmente diferente da obra literária. As mudanças são a prova clara de que existe uma mídia certa para cada história, sendo necessário adaptar para ser coerente e valoroso. O livro jamais caberia em 2 horas de filme, mas as mudanças propostas permitiram contar outra história igualmente incrível, porém mantendo a lógica original.

Reviver sua própria vida infinitas vezes talvez seja uma ótima maneira de descobrir o quanto não podemos deixar nada para depois.
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Jéssica 05/09/2014

Resenha - Hora da Leitura
Jeff começa a ter um ataque cardíaco enquanto falava com a sua mulher Linda, pelo telefone. Enquanto ela falava sobre eles estarem precisando de algo, Jeff começa a rememorar a vida dos dois. Eles não tinham filhos, não aproveitaram muito da vida e eles sempre brigavam. Jeff não encontrava mais a mulher que ele amou durante anos e anos. Simplesmente parecia errado toda a vida dos dois. E foi com esse pensamento, de que eles não haviam dado certo de Jeff morreu.

"Jeff não conseguia respirar. Claro que ele não conseguia respirar. Estava morto. Mas, se estava morto, como é que estava ciente do fato de que não conseguia respirar? Ou ciente de qualquer coisa, aliás?".

Sem conseguir entender o que se passava Jeff estava vivo e tinha 18 anos novamente. Ele tentou acreditar que a sua vida passada havia sido um sonho, ou então, ele estaria tendo mais uma chance na vida. E o que ele poderia fazer? Ele sabia de tudo o que iria acontecer no mundo. Ele tinha o conhecimento de tudo, e, poderia fazer muito dinheiro com apostas. Largou a faculdade e começou a fazer muito dinheiro. Nessa nova vida ele não iria passar por dificuldades.

"Por insistência de Jeff, Frank tinha distribuído a aposta de cento e vinte e dois mil dólares entre vinte e três agenciadores em seis cidades e onze diferentes cassinos em Las Vegas, Reno e San Juan.
O ganho total passava de doze milhões de dólares".

Sua vida estava completamente diferente da primeira, e isso também dizia a respeito de Linda. Ele não conseguira manter contato com ela e nesta nova vida ela não participaria. Jeff tinha muito dinheiro, mas era sozinho. Não conseguiu se casar com uma pessoa que realmente amasse e seus amigos ficaram distantes. Só havia uma coisa que ele realmente amava que era a sua filha. E, por isso, ele tentou de tudo para se manter saudável. Ele não queria morrer novamente. Porém, seus esforços foram em vão, e mais uma vez Jeff morre. Inacreditavelmente a sua vida havia se transformado em um loop.

"Jeff Winston vislumbrou sem esperanças o túnel vermelho-alaranjado formado pelos olmos que os conduziam àquele gramado cheio de promessas e realizações, e então morreu".

O que achei?

Vou começar falando a respeito da capa. Quando eu recebi o livro fiquei paquerando a capa hahahaha são vários reloginhos e um homem correndo por ele, mas tem o maior, e mais interessante, que dentro do relógio tem pequenos relógio, e nestes pequenos relógios tem uma imagem diferente em cada um: um coração, uma borboleta, um homem e o símbolo do infinito. A imagem deste relógio também tem dentro do livro. Achei a diagramação todinha perfeita.

Sobre a história eu achei muito bem escrita. E que deixa uma pergunta para cada um de nós. O que você faria com cada vida sua se entrasse em um loop? Você iria jogar tudo para o alto? Iria tentar impedir as tragédias no mundo? Iria tentar fazer um mundo melhor? É incrível, que mesmo sendo a mesma vida, ela ainda se torna diferente a cada momento vivido. Cada vida nos traz algo único. Um ensinamento próprio.

O autor coloca muitos fatos que aconteceram no mundo, durante os loops. Eu achei interessante, mas confesso, que por não ter vivido nesta época, ou não morar nos EUA. hahaha que eu não sabia de alguns deles u...u It's the truth u.u

Quando eu estava terminando de ler, eu dei uma parada. Vou falar o motivo. Sempre quando Jeff volta, ele não volta na mesma data, e sim, depois de algum tempo. Ou seja, o tempo de loop diminui. A incerteza que Jeff vivia, sobre ser a última vida ou não me atingiu. E eu não queria que chegasse ao fim. Estranho, confesso. hahahaha

Este livro foi vencedor do World Fantasy Award e serviu de inspiração para o filme Feitiço do Tempo. Infelizmente o autor morreu de ataque cardíaco enquanto escrevia a continuação do livro. Foi uma pena mesmo, já que tem o prólogo do outro livro no fim de Revivente. E agora eu não sei o que irá acontecer na nova história. Me sinto como uma Hazel Grace, sem saber o fim do livro.

Bom, pessoal, espero que tenham gostado. E este livro eu super indico!

site: http://horadaleitur.blogspot.com.br/
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Talitando 22/07/2015

Viva uma nova vida!
Cara, que livro mais fodástico de bom, eu não posso falar mal de um livro que dou cinco estrelas, não? O livro realmente é original, bem escrito, com ideias bem elaboradas e trabalha muito, muito bem a ideia de viagem no tempo, que sem querer é meu tema favorito de todos os tempos.

Jeff é um personagem bem completo, bem humano e cheio de questionamentos, cheio de erros e acertos. Esse livro não tem vilão, não tem mocinho e é isso o que faz dele tão bom. Porque ele trabalha a complexidade de cada escolha que o Jeff faz, cada possibilidade que ele vive e todas as consequências de suas ações, isso tudo em cada uma das vidas em que ele vive.

É um livro completo, que deveria ser leitura obrigatória para qualquer curso de filosofia.

site: https://www.youtube.com/watch?v=rQRy2vmKZsU
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Clóvis Marcelo 24/12/2014

Livros com temáticas ficcionais, levando ao cosmológico, sobrenatural e misterioso normalmente me interessam. Estive há muito esperando o momento que leria 'Revivente'. Como (quase) sempre acontece, criar expectativas pode nos frutar.

Ken Grimwood tem uma história de ouro nas mãos, o livro tem uma trama para fazer-se maravilhoso, mas peca em alguns quesitos. Voltemos ao início...

Jeff Winston está em seu escritório quando subitamente sofre um ataque cardíaco. Sua mulher está ao telefone e ele nunca ouviria o final da frase que ela tem a dizer sobre o seu casamento, pois a morte carrega o silêncio. Acontece que ao abrir os olhos está em sua forma mais jovem, em 1963, no início da faculdade de jornalismo. Ao princípio não entende bem o que aconteceu e chega a pensar que isso é um sonho. Todos os acontecimentos se repetem do mesmo jeito que em sua primeira vida, com uma diferença: agora ele tem informações privilegiadas que podem ajudá-lo a não cometer os mesmos erros do passado e, talvez, adquirir algum dinheiro.

O início parece nos levar a um caminho, mas a cada momento o livro sofre reviravoltas e leva a outra direção. A começar pelo fato do protagonista não morrer apenas uma vez, mas sucessivamente até atingir os 43 anos. Além disso, novos personagens surgem no decorrer do enredo que dão um gás maior a história e os 'Replays', como são chamados por Jeff, passam a mudar de cronologia.

Escrito no final da década de 1980, Revivente traz problemas atemporais e citações contemporâneas àquele tempo que influenciariam gerações. Pela enormidade de acontecimentos citados no decorrer do livro podemos comprovar a vivência do autor com o que estava narrando e sua pesquisa de campo para provocar as mudanças que seus personagens tentariam fazer para a humanidade.

A narrativa passa por altos e baixos. Passagens de tempo repentinas e detalhadas em demasia (como catástrofes, ganhadores de corridas, esportes, presidência e atentados) cortam um pouco o clímax do texto. Num mesmo capítulo, por exemplo, pode se passar anos na vida do personagem e só descobrimos isso no decorrer da leitura. Tive que ficar atento para não me deixar perder.

O autor quis deixar a mensagem de que, não importa quantas oportunidades você tenha, cada vez você será guiado por instintos diferentes. Que não adianta correr atrás de explicações e preocupações despropositadas, pois a vida é muito curta para gastarmos tempo indo atrás de perguntas insolúveis.

O livro leva 3,5 estrelas, sendo uma boa indicação principalmente para pessoas que viveram nessa época e relembrarão os fatos nele mencionados; também para aqueles que gostam da cultura americana e apreciam livros sobre viagens no tempo. Se tivesse que classificá-lo diria que seria uma utopia (ou ficção) puxada mais para o adulto do que para o juvenil.

DIAGRAMAÇÃO: Mais um vez não tive problema algum com a edição feita pela Gutenberg. Graficamente o livro está muito bem produzido, as folhas são amarelas, em papel pólen, a capa também tem uns detalhes sensíveis ao toque, muito bonita. Quanto a tradução/revisão, praticamente não foram encontrados erros da minha parte, mesmo sendo uma primeira edição. Recomendado!

CURIOSIDADE: Ken Grimwood morreu em 2003, aos 59 anos, em sua casa em Santa Bárbara, Califórnia, de ataque cardíaco, enquanto escrevia a continuação de Revivente. Qualquer semelhança com o protagonista Jeff é mera coincidência. No epílogo deste livro fica em aberto uma nova história com outro personagem, dessa vez a aposta do autor seria investir em narrar o futuro, de 1988 a 2017.

" O que é noite para todos os seres
é hora de despertar para o autocontrolado;
e o que é hora de despertar para todos os seres
é noite para o sábio introspectivo." Pág. 155


site: http://defrentecomoslivros.blogspot.com/2014/12/resenha-revivente-ken-grimwood.html
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Felipe 16/04/2015

Muito bom!
Não faz o meu estilo de leitura, prefiro histórias medievais de fantasia, mas me surpreendi. Comecei lendo com o pensamento de "vamos ver, se for ruim eu paro", só que não consegui mais parar até terminar de ler! Achei que fosse mais voltado ao público jovem, mas pela linguagem e os temas tratados, ele se encaixa para um público mais adulto, com frases pesadas do tipo "Ela era uma mulher só pra foder". Eu devo confessar que senti falta de uma continuação, mas disso eu vou falar mais pra frente, vamos ao enredo.

Ele começa morrendo. Sim, acho que logo na primeira página o protagonista, Jeff, sofre um ataque cardíaco, consegue sentir a vida indo embora, o mundo está apagando, então ele acorda, como se estivesse dormindo acordado e levado um susto. Já não está mais onde estava antes, agora está no seu antigo quarto de faculdade. No começo achou que fosse brincadeira de alguém, "me drogaram e me colocaram nesse cenário", mas com o tempo vai percebendo que realmente está de volta. Ainda pensa que é um sonho, mas não consegue acordar. Durante a história várias hipóteses passam por sua cabeça, como se estivesse em coma e estivesse preso nesse mundo, ou se talvez a vida que ele levou até então era só um sonho e ele ainda estava na faculdade.

Já que está revivendo, por quê não ficar rico? Ele já sabia no que apostar nos esportes, ações e etc. E ele fica rico mesmo, faz tudo diferente da primeira vida, só que ao atingir a mesma idade de quando morreu, ele morre novamente. Fica frustrado por ter perdido tudo e recomeça outra vida. Morre novamente e recomeça. Sabendo que vai morrer e voltar, ele começa a experimentar de tudo, desde drogas e mulheres até viagens e livros que nunca leu, cada vida de um jeito mas sempre fazendo aquele pé de meia com apostas certeiras pra poder fazer o que quiser sem se preocupar.

Certa hora ele abusa um pouco das drogas e decide ficar isolado do mundo, já que não tem como conversar com ninguém sobre isso sem parecer maluco, até que um dia vai fazer compras e descobre que um filme está fazendo muito sucesso no mundo todo, um filme que ele nunca ouviu falar na vida, aliás, em nenhuma delas. Decide então assistir o tal filme, realmente sente que é o melhor filme que já viu e descobre que é uma parceria de Steven Spielberg, George Lucas e uma desconhecida até então, uma tal de Pamela Philips... Aí a coisa fica interessante.

Enfim, sobre a continuação, parece que sim, o autor estava mesmo escrevendo uma continuação para este livro, mas, curiosamente, ele sofreu um ataque cardíaco e não terminou o livro, igualzinho ao protagonista. Resta saber se ele está revivendo agora em outra realidade onde ele publicou os livros, ou não publicou, ou ficou rico, ou quem sabe, esta é a realidade onde ele reviveu e publicou um livro sobre sua história, sem parecer muito maluco perante a sociedade...
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Denise 06/04/2016

Uma leitura para a vida! Incrível! *-*
Essa foi uma das últimas - e melhores - leituras de 2015 e só tenho MUITO que agradecer a Júlia Marques por ter me indicado esse livro (~há mais ou menos 2 anos shame on me! Demorei mas li! rsrs~). É aquela leitura para a vida, sabe? E que é altamente recomendável no fim/começo de ano, porque ela te faz refletir e repensar como você leva a vida!

O que você faria se você tivesse uma oportunidade de viver a sua vida novamente? Ficaria rico? Viajaria o mundo? Impediria alguns desastres que ocorreram? Leria a maior quantidade de livros que conseguisse? Se isolaria do mundo? Seria o que você quisesse ser?

Nosso protagonista se chama Jeff Winston que durante um telefonema, às 13h06 no dia 18 out de 1988 tem um ataque cardíaco e morre. Sim, ele morre (~simples assim~), sentimos a breve aflição que permeia a cabeça daquele homem de 43 anos nos seus últimos momentos... Até que depois do seu último suspiro ele desperta (~#ZUMBI! ~) E da maneira mais inusitada que pode existir, em 1963, aos 18 anos, no seu antigo dormitório da faculdade!

A história começa exatamente assim, nada convencional e super chocante, Jeff não sabe se teve um sonho (~muito doido~) de uma vida não vivida, se foi abduzido ou se está louco e tudo que pensa que vivera foi obra da sua imaginação O fato é que, com o passar dos dias ele tem certeza que, de alguma forma, sabe dos principais acontecimentos dos próximos 25 anos.

Nos primeiros capítulos sabemos mais sobre o primeiro replay, nome que a personagem dá a sua segunda vida (E também título em inglês do livro)... O que Jeff faria com essa segunda oportunidade? Teria que frequentar as aulas da faculdade novamente? Ou cuidaria de suas finanças, já que não queria seguir os passos da sua primeira vida? Tentaria impedir grandes desastres da história? Nesse replay vemos como Jeff lida com essa situação nova, como ele acredita que pode mudar muitas coisas e que agora, tudo seria diferente! e daí, com alguns saltos nos anos vemos o envelhecimento de Jeff Até o fatídico dia 18 out de 1988, às 13h06 Jeff morre e desperta novamente...

A editora Gutenberg arrasou na edição, diagramação e revisão muito perfeitas! *-*
E agora? O que Jeff faria com sua condição de revivente? Será que existem outras pessoas como ele? Quantas vezes isso vai acontecer? Por que isso está acontecendo? O que fazer? Como fazer? Algo que seria uma nova oportunidade se torna um grande fardo.

No decorrer das 317 páginas passamos pelos replays de Jeff e presenciamos todas as suas angústias e aflições, vemos o despertar de alguns amores e toda uma (ou várias) existência(s) sumindo e ressurgindo, ou não, no próximo replay. Muitas vezes aquilo que ele tentava remendar uma hora quebrava.

Apesar de estarmos presos junto a Jeff naquele ciclo de viver, morrer, reviver , notamos como a personagem amadurece e mesmo revivendo cada vida é uma nova, com acontecimentos diferentes, reflexões diferentes, problemas diferentes. Em determinado momento da história Jeff conhece uma mulher em situação similar, Pamela, e juntos tentam compreender o que há de errado com eles e também notam uma perturbadora alteração nos novos replays.

Acredito que ao menos uma vez na vida todos nós já pensamos num E se, numa realidade alternativa, de consertar ou fazer algo diferente, talvez muitos já se pegaram até imaginando o que fariam numa nova chance... Nós, eu, você, aquele vizinho chato, perdemos um tempo ~ desnecessário ~ avaliando o que poderia ter sido e não foi E criamos a ilusão de que se tivéssemos uma nova oportunidade faríamos tudo diferente Bem, talvez resolvêssemos algumas coisas sim, mas íamos criar situações, problemas, tristezas e alegrias novos também E também teríamos novas coisas com que se arrepender...

Um dos grandes ensinamentos do livro talvez seja o clássico viva o agora (aproveite o momento, erre, acerte, Carpe Diem!) e digo isso explicando bemmm vagamente toda a complexidade do tema e contando pouquíssimo sobre o enredo É um livro que realmente te faz refletir até mudar algumas coisas que há tempos você vem protelando, é extremamente atual, mesmo com seus 28 aninhos de existência. Amo leituras atemporais!!

A leitura começa bem dinâmica, cai um pouco de ritmo, mas de uma hora para outra você vai ficando ansioso e vai lendo mais e mais para saber o que acontecerá a seguir e como isso vai terminar! O final é de tirar o fôlego! Sério! :3 Dou 5* e entrou para os favoritos! Amei mesmo gente! Em algum momento mais para frente, com certeza, vou reler! *-*

Curiosidades:

O livro serviu de inspiração para o filme Feitiço do Tempo (Groundhog Day).
O autor, Ken Grimwood, faleceu em 2003, aos 59 anos, de ataque cardíaco S.I.N.I.S.T.R.O, enquanto escrevia a continuação que não seria beeeemm uma continuação de Revivente.
Mas o blues mais triste que tem é pros que já tivero tudo que pudia querê nesta vida e perdeu tudo, e sabe que num vai tê de novo aquelas coisa de volta...


site: http://www.entrelinhasfantasticas.com.br/2016/01/resenha-revivente-ken-grimwood.html
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Lia 11/08/2016

Muito envolvente!
Achei a leitura deliciosa. Vale muito a pena!
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WallanS 23/04/2016

Livro excepcional! De certa forma, a metade do livro me enjoou um pouco, mas tenho que reconhecer a profundidade dessa trama. Eu poderia ler e reler e a cada leitura uma nova abertura, uma nova interpretação me ajudaria a transpor uma simples aventura para um novo aprendizado, uma nova descoberta dentro de mim mesmo. O final do livro mexe com a gente, nos transporta para o personagem, nos ensina e nos mostra o que poderoso e incrível é ter uma única vida e fazer dela a melhor de todas.
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DaniM 05/01/2018

Revivente – Ken Grimwood: obra premiadíssima, deu origem ao filme O Feitiço do Tempo, vendeu milhões de cópias e é um sucesso desde seu lançamento em 1988. O personagem principal morre e descobre que tem o poder de reviver. E morre novamente. E revive de novo. Isso acontece inúmeras vezes ao longo do livro. E é de uma chatice sem fim. Repetitivo, cansativo, um personagem principal sem carisma, sem nada de novo a oferecer ao leitor, a não ser uma confusão com relação a tudo que está acontecendo com ele. Um livro que não me acrescentou absolutamente nada, a não ser um tédio infinito.
“Não dava mais para negar o que tinha acontecido; ele não conseguiria racionalizar aquilo de qualquer forma que pudesse parecer outra coisa. Estava morrendo de infarto, e então sobrevivera; estava em seu escritório em 1988 e agora se encontrava...aqui, em Atlanta, 1963”

site: https://www.instagram.com/danimansur/
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