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I'll Give You the Sun Jandy Nelson




Resenhas - I'll Give You the Sun


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Jess 14/06/2015

"Eu abri mão de praticamente tudo por você"
Li numa tacada dois livros da Jandy Nelson: I’ll Give You The Sun, e o novo queridinho do GR, The Sky is Everywhere. Vou falar aqui do I’ll Give You The Sun, que provavelmente foi um dos melhores livros que li em 2014.

Esse é um livro atípico, porque, apesar de ter romance, ele não é um romance. Esse não é o foco principal, e os “amores” são bem secundários, frente à história principal: o amor fraternal entre a Jude e o Noah.

Noah conta o “passado” - sobre seu talento com a pintura e o desenho, sua ambição para entrar na escola de artes da cidade, todo o bullying que sofria, o desenvolvimento do seu primeiro amor - com um garoto - e seu relacionamento com sua família, seus pais e sua irmã gêmea, a Jude, que é bem diferente dele, mas que mantém uma relação linda.

Jude conta o “presente” - com tudo revirado. É como se ela tivesse trocado de história com o Noah, porque no presente ela é a esquisita, que estuda na escola de artes. No futuro eles não tem mãe, o Noah tem uma namorada… bem esquisito.

De inicio é isso que faz você querer continuar lendo, esse mistério, sobre o que aconteceu pra tudo estar tão diferente. Nelson conseguiu escrever de um jeito que faz você odiar ou amar um personagem, de acordo com o ponto de vista que está sendo contada a história. Amei e odiei Jude e Noah mais vezes do que percebi.

O foco da história é esse: como “JudeENoah” se transformaram em “Jude. Noah”, sem nada em comum, sem o amor e amizade de irmãos. É um livro bem complexo e doce.

O desenvolvimento do amor entre Noah e Brian foi uma surpresa. Acho que dá pra perceber que o menino é gay desde a primeira cena, mas entre eles foi tudo tão bonito e tão simples, sabe? E a gente se depara com questões como aceitação própria e medo.

O amor entre Jude e Oscar também é bem bonito. A Jude é cheia de idiossincrasias e o Oscar também, então é bem interessante ver esse desenvolvimento. É bem engraçado, também.

Mas o mais bonito, pra mim, é a história de background, sobre os pais da Noah. Não só com os filhos, o que é bem presente, mas sobre eles. Não quero falar muito, pra não dar spoiler, mas é incrível.

Já me prolonguei muito, então só dou uma dica pra vocês: Leiam esse livro. Ele é lindo, é emocionante, é sensível. É um amor. É totalmente o tipo de livro “cura-ressaca”, daqueles que você precisa ler depois de ler algo pesado.

P.s- A explicação sobre o nome do livro é LINDA.

site: http://www.oespacoentre.com.br/2015/01/review-ill-give-sun-por-jandy-nelson.html
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Gus | @escritavo 20/02/2017

Amor e ódio
Tive uma relação de amor e ódio com esse livro. Acho que nunca demorei tanto tempo para terminar uma história, fiquei duas semanas sem ler por pura raiva de um personagem... mas que livro, que construção, que personagens mais bem feitos... incrível, maravilhoso, único.
A.Henrique 20/02/2017minha estante




Natália 18/07/2018

Esse livro ficou na minha pilha de leitura por um bom tempo e eu já tava pensando que ia ser um clichêzinho, um romance básico, aquela leitura de férias tranquila. Eu tava tão errada.

Jude e Noah são gêmeos com grandes almas artísticas e grandes diferenças. Ela, surfista, sociável, com cabelos que poderiam abraçar o mundo. Ele, artista frenético, introvertido e estranho. ⠀

Suas vidas correm relativamente ordinárias, até que uma tragédia muda tudo. Os dois parecem trocar de papel, Jude corta todo seu cabelo, se esconde dentro de roupas enormes e declara um boicote aos meninos. Noah larga as artes e começa a frequentar festas e sair com meninas.

O livro é narrado pelos gêmeos e separado em passado e presente. O primeiro, antes da tragédia, quando tudo parecia normal, contado por Noah e o outro, num universo paralelo onde tudo mudou, pela Jude.

IGYTS é mágico, te transporta prum mundo das artes e narrativa poética construído na cabeça dos irmãos que te prende e te inspira. Comigo, isso acontecia particularmente nos capítulos do Noah. Não cansei nem um segundo da maneira louca dele de descrever as coisas, tudo que queria era poder ser amiga dele. Jude também não fica pra trás, sendo a personagem feminina forte e nada sonsa que é!

Amor é o tema do livro. Amor fraternal, familiar, romântico, proibido, amor às artes, amor à vida, amor difícil e, principalmente, como o amor, mesmo nas horas mais difíceis, parece curar tudo.
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Jamile 11/01/2017

Este livro mostra como o destino é, quando tem que ser, será. Várias pessoas interligadas por uma estória, cada um contendo uma parte dela se encontram no futuro. Apaixonante.
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Bia 31/07/2015

art is a way of survival
A premissa basicamente é sobre os gêmeos Jude e Noah que eram muito próximos, entretanto, após uma serie de acontecimentos, eles perdem essa conexão especial e se afastam. A narrativa é feita em primeira pessoa pelo Noah aos 13/14 anos (passado) e pela Jude aos 16 anos (presente).

Estava TÃO ansiosa para lê-lo, todo mundo falava bem, como era único e emocionante, então minhas expectativas estavam nas alturas. Mas quebrei um pouco a cara. Não que seja ruim, realmente gostei, porém tive problemas sérios com a escrita da autora. A leitura não avançou até as 100 últimas páginas (principalmente os com capítulos enormes), achei que não estava acontecendo nada por um bom tempo e houve bastante encheção de linguiça. Quando finalizei percebi que todo esse desenvolvimento na verdade foi importante para conhecermos melhor os personagens complexos e excêntricos e acabei me apegando a eles. Até os toques sobrenaturais acabei gostando.

Tenho que admitir que chorei, tanto por eu ser uma manteiga derretida tanto pela carga emocional que o livro carrega. Os gêmeos passam por tantos desentendimentos, mentiras, ciúmes e guardam tantos segredos, culpa e rancor que as vezes dava vontade de os chacoalhar.

Nas partes do Noah, vemos que, apesar de eles não estarem separados, começam a se desentender e sabotar um ao outro e da Jude, estão começando a se reconciliar. A forma com que esses dois pontos de vista de juntam é linda e ao final dos capítulos sempre havia um cliffhanger, me deixando doida.

Confesso que gostei mais do Noah, pois ele é apaixonante e apaixonado por arte e também porque não gostai da Jude, aos 13 anos, por ser AQUELA GAROTA e aos 16, por ser insegura e tentar se esconder do mundo. Além disso, nos capítulos dela, havia aquele potencial de par romântico, que é totalmente clichê e acabei não gostando dele.

Mesmo que haja romance entre casais, este é um livro sobre amor entre irmãos e as minhas partes favoritas foram exatamente as que eles interagem. Muita coisa poderia ter sido evitada se eles interagissem mais, mas entendo que os eventos passados não foram fáceis para ambos.

Me senti em uma montanha russa de sentimentos ao lê-lo e acho que nunca marquei ou fiz tantas anotação (e olha que eu gosto de trechos de livros kk). Ele passa muitas mensagens lindas e, embora tenhamos uma relação de amor e ódio, recomendo para amantes arte, de jovem adulto e para quem gosta de se comover lendo.


site: https://instagram.com/p/50LD2jBbfm/?taken-by=trechosdelivros
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