O Coração das Trevas

O Coração das Trevas Joseph Conrad




Resenhas - O Coração das Trevas


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Juliana 10/05/2017

Difícil
Livro difícil, com algumas boas passagens mas que não me tocaram tanto. Quem sabe em alguma futura releitura eu esteja mais preparada para o seu conteúdo.
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isa.dantas 21/04/2017

Sem dúvida, a história desse livro é incrível, mas não consegui - de novo - entrar no seu espírito!
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Jéssica - Janelas Literárias 25/03/2017

Um livro precioso
Quando comprei "Coração das Trevas" jamais poderia ter imaginado a preciosidade que é este livro. Sim, precioso. Em bem da verdade, devo dizer que o livro é bem denso, mas também, o que se esperar de um livro multifacetado como este? Ainda mais quando o pano de fundo da história é justamente a colonização europeia na África?

Pois bem, a narrativa começa por um tripulante a bordo de um iate de cruzeiro no estuário do Tâmisa, mas a história se desenrola com as memórias contadas por Marlow, seu interlocutor. Ou seja, o livro abriga a típica "história dentro da história". Sendo assim, toda a obra é composta entre aspas, por assim dizer.

Marlow, já conhecido por suas histórias, descreve, então, como foi parar nos arredores do Rio Congo e o que encontrou por lá. Desde pequeno, já era fascinado por este rio, que lhe parecia um "espaço vazio com um mistério encantador - uma mancha branca onde um garoto podia alimentar sonhos de grandeza". Mas, já não era mais assim. O espaço vazio havia se transformado em "um lugar de trevas".
O livro se divide em três partes, a primeira se refere a contratação de Marlow por uma companhia continental de coleta de marfim e a sua chegada à África. Conrad é muito descritivo e de linguagem metafórica, quase poética. Não só nesta primeira parte mas em toda a narrativa a natureza, a selva, é tomada com um ar espiritual, místico e misterioso. A selva tem voz, tem braços, pernas e olhos, muitos olhos, enfim, tem uma personalidade. Há aqui um rompimento muito visível com a ideia de "mãe natureza", uma vez que a mesma é encarada como algo desconhecido e perigoso, algo que poderia entrar em você, toda essa escuridão, as sombras, as trevas.

Aliás, a ideia de "mãe natureza" parece ser algo mais moderno, não é mesmo? O homem sempre esteve em uma relação de dominação e medo com o natureza. Hoje, temos uma vida quase independente dela, então há a difusão dessa imagem acolhedora, tranquilizadora. No entanto, imagine nos tempos coloniais, o primeiros contatos dos ingleses com a selva imaculada, hermética, desconhecida. Em contraponto temos os "selvagens" perfeitamente adaptados, conhecedores daquele ambiente completamente hostil para os forasteiros. Daí também surge o estranhamento tão estudado pelas ciências sociais.
"A Terra parecia irreal. Estávamos acostumados a observar a forma agrilhoada de um monstro conquistado, mas ali... ali você podia ver uma coisa monstruosa e livre. Era irreal, e os homens eram... Não, eles não eram inumanos. Bem, vocês sabem, isso era o pior de tudo - essa suspeita de eles não serem inumanos. Ela chegava aos poucos. Eles uivavam e pulavam, e rodopiavam, e faziam caretas medonhas; mas o que apavorava era exatamente a humanidade deles"

A narrativa é permeada por uma ambiguidade e crítica muito forte em relação ao que é selvagem e o que é civilizado. Os africanos escravizados pela companhia são sempre caveiras ambulantes, mais que sofridas. Enquanto que os selvagens, tão misteriosos, compõem um cenário de encantamento/estranhamento ("o bom selvagem"/ "o mau selvagem") para Marlow.

As duas últimas partes se concentram mais em Kurtz, um ícone local, que também trabalha na companhia, sendo aquele que mais extrai marfim na região. A grande questão é os métodos utilizados por ele, que contrariam os interesses da companhia.

Assim como Marlow, leitor é levado a pensar em Kurtz como uma voz, nunca como uma pessoa, nunca com uma imagem, sempre uma voz. Não é para menos, o personagem só aparece nas partes finais do livro, mas a todo o momento se escuta sobre ele, sempre o tratando como um deus, um ser de outro mundo. Para chegar até Kurtz, Marlow viaja ao longo do Rio Congo, sendo surpreendido por vários obstáculos no meio do caminho.
"Vocês não podem entender. Como poderiam? - com a sólida calçada por baixo dos pés, cercados de vizinhos amáveis prontos para confortá-los ou cair-lhes em cima [...] - como podem imaginar a que particular região dos tempos primitivos os pés desimpedidos de um homem podem levá-lo pelo caminho da solidão"

Kurtz arremata toda a ideia central de Conrad, na minha visão, se colocando como crítica viva aos métodos da companhia, mas, principalmente, contra a visão de mundo civilizado em um meio selvagem. Kurtz não é um deus, é um ser humano. Finalmente, o livro parece questionar sobre o que é moral quando nos deparamos com uma cultura diferente.

A obra é um pouco densa, mas levando em consideração o ano de publicação, mais ou menos 1899, é bem acessível. É bom prestar atenção na leitura para não perder pontos essenciais e apreender o caráter sugestivo deste livro, que deixa muitas coisas nas estrelinhas. Para os amantes de antropologia, este livro é obrigatório, sem dúvidas.

site: https://www.instagram.com/janelasliterarias/
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Débora 20/03/2017

Um monólogo enfadonho
Apesar de ter apenas 127 páginas, acho que este foi um dos livros mais exaustivos que já li na vida. Começa arrastado, com umas descrições gordurosas e enfadonhas, mas do meio pro final a história melhora um pouco. Tem um enredo até interessante, mas o tom de monólogo interminável repleto de adjetivação carregou demais a história e me deixou bem entediada em alguns momentos. É o tipo de livro que eu jamais leria de novo!
Joelma 20/07/2017minha estante
Achei esse livro um porre de chato! Assim como vc, eu jamais leria ds novo. Sessão de tortura!




Tuhã 15/01/2017

Um gosto adquirido
Sabe aquela bebida amarga que causa estranheza em seu primeiro contato; após assimilar sua singularidade, contudo, torna-se bela e única? Essa seria a minha definição sobre Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Um livro que viaja ao cerne da natureza humana, e a floresta do Congo dá o tom dessa incrível jornada. Livro visceral, intenso e profundo, o qual leva a mente humana ao extremo da loucura e da barbárie. Além das virtudes notáveis do texto em si, Conrad critica o imperialismo e a escravidão na África do século XIX.
Cíntia 16/01/2017minha estante
Olá!
Tive uma experiência de leitura parecida.
Demorei para "engatar" na leitura, mas quando consegui adentrar naquele universo foi ótimo.
Me interessa bastante a temática tratada no livro.




Raíssa 06/09/2016

Profundamente significativo...
Apesar das fortes críticas obtidas e da leitura um tanto morosa, se nos atermos um pouco a época, aos pensamentos, de repente as reflexões certas ou o erradas feitas por Marlow nos atravessam de todas as formas.
"Haviam sido chamados de inimigos, criminosos, trabalhadores... e esses eram rebeldes. Aquelas cabeças revoltosas pareceram-me muito submissas em suas estacas."
Entre os devaneios de Marlow e suas opiniões de variadas faces conseguimos perceber alguém racional e emotivo, analisando todas as perspectivas no meio de mera 'força bruta' das atitudes coloniais.
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Rafa Ghacham 21/08/2016

Me Arrastei
Livro curto, porém me arrastei para conseguir ler. A história e a profundidade prometida por resenhas e premissas não foram atingidas por mim enquanto leitora. Fiquei alheia sem conseguir adentrar esse coração de trevas proposto pelo autor. Pretendo ver o filme "Apocalypse Now" que se baseou nessa história para tentar mergulhar um pouco mais nessa profundidade e contexto de exploração prometidos.
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Jéssica Santos 22/06/2016

Lançado em 1902, e considerada uma importante obra da literatura inglesa. O livro conta a história de Charles Marlow e suas viagens marítimas, as dificuldades do Congo e do resgate do Sr. Kurtz. Além de uma grande reflexão moral de tudo o que acontece entre a beleza da mata e a ambição do homem.
O livro inspirou o filme Apocalypse Now, mas sinceramente não gostei, foi uma das leituras mais arrastadas da minha vida, levei um mês para ler 127 páginas kkkkkkkkk. Muito entediante, o livro é basicamente um monólogo, sem emoção e chato. Kkkkkkk Não pretendo relê-lo no futuro meeeesmo, mas tentarei assistir a adaptação cinematográfica
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Gláucia 09/04/2016

O Coração das Trevas - Joseph Conrad
Novela publicada originalmente em 1899 sob a forma de folhetim, é narrada em primeira pessoas por Charlie Marlow, marinheiro que se torna capitão de uma pequena embarcação com o objetivo de adentrar, por via fluvial, uma densa e selvagem floresta no Congo, na época explorado pela Bélgica. Ele precisa encontrar (e trazer de volta)o enigmático Kurtz, principal responsável pela exploração do marfim na região e que por algum motivo não quer retornar.
À medida que Marlow avança vai sendo criada uma atmosfera sombria composta pelos perigos de um lugar desconhecido por eles, repleto de selvagens canibais, na verdade, os verdadeiros donos do local.
Assim como aconteceu com minha leitura de Lord Jim, tive certa dificuldade em entrar na história, por não estar entendendo sobre o que falava o livro. A narrativa de Conrad não é tão fácil. Li algumas resenhas que me ajudaram e foi triste constatar que sem a ajuda dos universitários não teria compreendido de que se tratava o tal "Horror, horror!", as emblemáticas palavras proferidas num tom sinistro por Marlow.
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bells 11/12/2015

O horror...
Conrad conduz uma narrativa dupla. O primeiro narrador está a bordo de um "iate de cruzeiro' sob o rio Tâmisa, quando principia a acompanhar a história contada por um marinheiro, Marlow.
'A história aborda o choque entre o mundo civilizado e o mundo selvagem, sendo destruído e escravizado pelos interesses comerciais, que se colocam acima de tudo - acima de toda ética.'
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Luiza 07/10/2015

O Coração das Trevas
A história é um relato do marinheiro Maslow narrado por um de seus companheiros de bordo. Ele descreve quase em detalhes sua viagem ao continente africano, quando a exploração de homens, de marfim e de outras riquezas ocorriam a pleno vapor.

Ao longo de todo o relato, um personagem consegue ganhar destaque sem nem ao menos aparecer a não ser em boatos: o sr. Kurtz é sempre descrito como um homem de grande talento na administração de um dos postos, sagaz na obtenção do precioso marfim e muito eloquente em seus textos e em suas falas. Carismático, Kurtz se torna, para Maslow, o tipo de pessoa por quem vale a pena atravessar uma selva de trevas e horrores para conhecer e e escutar. Mesmo que somente por um breve momento.

Uma coisa que reparei (e que me surpreendi por ter reparado) é que em algum momento eu parei de reparar no tamanho longo dos parágrafos. Eu simplesmente comecei a ignorá-los sabe? Isso realmente não importou muito para o ritmo de leitura (pelo menos não para o meu).

site: http://www.oslivrosdebela.com/2014/06/o-coracao-das-trevas-joseph-conrad.html
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Taverneiro 21/08/2015

Uma Jornada as Trevas Humanas.
Nesse livro, acompanhamos uma história contada pelo marinheiro Charles Marlow, que teve a missão de ir resgatar o comerciante Kurtz no meio de uma densa floresta no Congo.

Um livro curto, mas de uma incrível profundidade. Conforme avança na selvageria da floresta, Marlow vai presenciando um cenário cada vez mais hostil e angustiante, onde a natureza não é pacífica e reconfortante, e sim pesada e sufocante. Ele presencia todo o horror da ganancia humana, cada vez se aprofundando mais na loucura febril da floresta.

Um livro com uma leitura mais difícil, sendo pouco tempo gasto com narração e mais com a psique dos personagens, mas, por ter poucas páginas, acaba saindo na medida certa. Recomendado para quem quer se aprofundar nas florestas sombrias do Congo e na "beleza" da escuridão dos homens.
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Lestat 10/08/2015

Não gostei.
O Coração das Trevas escrito por Joseph Conrad. Publicado em forma de livro em 1902, Coração das trevas é um dos grandes clássicos da literatura do século XX, conhecido também por ter servido de base para o filme Apocalypse now!, obra-prima de Francis Ford Coppola.
Marlowe, o protagonista, é enviado à selva africana para resgatar o enigmático Kurtz, comprador de marfim cujos métodos civilizatórios põem a nu a selvageria da exploração colonial.


Personagens

Charles Marlow: O protagonista no romance. É um alter ego de Conrad; ambos são marinheiros do Império Britânico durante o final do século XIX e início do século XX, durante o auge do imperialismo britânico.
Sr. Kurtz: O personagem onde a história é centrada. Um comerciante de marfim na África e comandante de um posto de troca, ele monopoliza sua posição como um semideus entre os africanos nativos. Kurtz reúne-se com o protagonista do romance, Charles Marlow, que o devolve à costa via barco a vapor. Kurtz, cuja reputação o precede, impressiona Marlow fortemente e, durante a viagem de regresso é testemunha dos seus momentos finais.


Minha opinião:
Serei direto, não gostei. Esperava muito mais do livro que originou o magnífico apocalypse now do Coppola. Basicamente o livro são os devaneios de Marlow e sua ansiedade em conhecer o enigmático e lendário Sr. Kurtz. Não existe ápice e o encontro dos dois é decepcionante. Não existem diálogos, emoção ou algo que empolgue nesse livro.
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Letícia 03/08/2015

Resenha crítica de O Coração das Treva
Minha primeira resenha critíca entregue na UFPR, curso de Letras. Postada como colaboradora no blog Diário dos Treze *-*

site: http://diariodostreze.blogspot.com.br/2015/07/livro-resenha-critica-de-o-coracao-das_30.html?m=1
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