O Coração das Trevas

O Coração das Trevas Joseph Conrad




Resenhas - O Coração das Trevas


53 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4


r.morel 31/08/2017

Resenha Telegráfica
O Horror! O Horror!  Seu poder é tamanho que virou um épico de guerra nas mãos fílmicas de Francis Ford Coppola, mas, reconheçamos, a magia já estava nas páginas do livro, genuína magia literária.

Trecho: “Finalmente, em sua descida curva e imperceptível, o sol afundou no horizonte, passando de branco resplandecente a um vermelho fosco, sem raios e sem calor, como se estivesse prestes a apagar, ferido de morte pelo contato com a escuridão que pairava sobre uma multidão de homens.”

site: popcultpulp.com
comentários(0)comente



Cris.Borrego 22/08/2017

"As histórias dos homens do mar têm uma simplicidade direta, cujo significado cabe inteiramente na casca de uma noz partida." - O Coração das Trevas

Um daqueles livros curtos (111 págs) com a intensidade dos grandes romances russos.

Eu me interessei pelo livro a partir de Apocalypse Now (no filme, a floresta está no Vietnã e o homem branco/estrangeiro são os soldados norte-americanos)

O narrador principal é Marlow, um homem do mar que se vê comandando um barco no sinuoso Rio Congo, com desafios que vão além da navegação num ambiente desconhecido para um homem do mar: a floresta, as diferentes etnias, a ganância do homem branco, a ambição humana, o capitalismo, as doenças, a loucura, o horror.
comentários(0)comente



Gustavo Stein 26/07/2017

Citações interessantes
O coração das trevas / Joseph Conrad; tradução de Albino Poli Jr.. – Porto Alegre: L&PM, 2011. (Colação POCKET L± v. 81) CDD 823; CDU 820-3.

p. 12: “A conquista da Terra, o que na maior parte significa tirá-la daqueles que têm uma fisionomia diferente ou narizes ligeiramente mais achatados do que os nossos, não é uma coisa bonita quando você olha demais para ela. O que a redime é somente a ideia. Uma ideia que está por trás; não uma pretensão sentimental, mas uma ideia; e uma crença não egoísta na ideia – algo que se pode erguer, para depois se curvar diante e oferecer um sacrifício...” [Fala do personagem Marlow]

p. 25: “Na imensidão vazia de terra, céu e mar, lá estava ele, incompreensível, bombardeando o continente. Bum!, soava uma das armas de seis polegadas; uma chama breve dardejava e esmaecia, desprendendo uma fumacinha branca que logo desaparecia, um projetil diminuto dava um fraco estalido – e nada acontecia. Nada poderia acontecer. Havia um toque de insanidade no procedimento, uma sensação de comicidade lúgubre no que estava se passando. E não se dissipou quando alguém a bordo assegurou-me sinceramente de que havia ali um acampamento de nativos – chamava-os de inimigos! - oculto em algum ponto na selva.”

p. 28: “Estavam construindo uma ferrovia. O penhasco não estava no caminho de coisa alguma; mas a despropositada dinamitação consistia no único trabalho em andamento.”

p. 29: “Haviam sido tachados de criminosos, e a lei ultrajada, assim como os bombardeios, tinha chegado até eles, como um mistério insolúvel vindo do mar.”

p. 35: “Quando colocaram em sua sala um catre com um doente (um empregado qualquer vindo do interior), mostrou-se um pouco aborrecido. 'Os gemidos desse doente', dizia, 'distraem minha atenção. É preciso estar atento para evitar erros na contabilidade num clima como este.'”

p. 50: “Tudo isso era grandioso, promissor, silente, e o homem continuava a tagarelar sobre si próprio.”

p. 52: ““...Não, é impossível; é completamente impossível transmitir as sensações de vida de qualquer época determinada de nossa existência – aquilo que a torna verdadeira, seu sentido – sua essência sutil e penetrante. É impossível. Vivemos, como sonhamos – sós...””

p. 55: “Não gosto de trabalhar – nenhum homem gosta -, mas gosto do que existe no trabalho – a oportunidade de encontrar-se a si próprio.”

p. 58:
““Aquele dedicado bando intitulava-se Expedição Exploradora do Eldorado, e acredito que haviam jurado manter em segredo seus objetivos. Mas a conversa deles era a conversa de sórdidos bucaneiros – temerária sem bravura, gananciosa sem audácia e cruel sem coragem [...]””

p. 69: “Bem, vocês sabem, não havia nada pior do que a suspeita de que não eram inumanos. E essa desconfiança pouco a pouco se apoderava de nós. Uivavam, saltavam, rodopiavam e faziam caretas horrendas; mas o que mais impressionava era a ideia de que eram criaturas humanas... como nós, a ideia de que havia um remoto parentesco entre nós e aquele selvagem e aprixonado furor. Horrível.”

p. 79: “Além disso, haviam recebido toda semana três pedaços de arame de bronze, cada um com cerca de vinta centímetros de comprimento; teoricamente, podiam comprar suas provisões com aquele moeda nas aldeias à beira do rio. Podem imagina como aquilo funcionava. Ou não havia aldeias, ou a população era hostil, ou o diretor, que, como o resto de nós, se alimentava de enlatados, misturado às vezes com carne de bode velho, não queria parar o vapor por alguma razão mais ou menos recôndita. Portanto, a não ser que engolissem o arame, ou fabricassem anzóis para pegar peixes, não vejo que serventia lhes teria seu extravagente salário.”

p. 80: “Sim, eu olhava para eles como vocês fariam com relação a qualquer ser humano, com curiosidade sobre seus impulsos, motivos, capacidades, fraquezas, postos à prova diante de uma necessidade física inexorável. Um freio! Que tipo de freio poderia ser esse? Superstição, repugnância, paciência, medo – ou alguma primitiva noção de honra? Nenhum medo pode suportar a fome, nenhuma paciência pode esgotá-la, a repugnância simplesmente não existe onde há fome; e quanto a superstições, crenças e o que se poderia chamar de princípios são menos do que palha soprada pelo vento.”

p. 94: “Deviam tê-lo ouvido falar 'Meu marfim'. Eu ouvi. 'Minha Prometida, meu marfim, meu posto, meu rio, meu...', tudo lhe pertencia. Fez com que prendesse minha respiração na expectativa de ouvir a floresta rebentar numa prodigiosa explosão de riso, que deslocaria do lugar as estrelas do céu.”

p. 97: “O parágrafo de abertura, no entanto, à luz de informação posterior, parece-me agora sinistro. Começa com o argumento de que nós, brancos, em razão do nível de desenvolvimento a que chegamos, 'devemos necessariamente aparecer a eles (selvagens) como seres de natureza sobrenatural – aproximamo-nos deles com a força de uma divindade', e assim por diante. 'Pelo simples exercício de nossa vontade, podemos exercer para sempre um poder praticamente ilimitado' etc. etc. A partir desse ponto, elevava-se a grande altura, levando-me junto.”

p. 98: “Talvez vocês achem estranho esse pesar por um selvagem que não tinha mais valor que um grão de areia no negro Saara. Bem, é preciso que vocês percebam que ele havia realizado algo, havia governado o barco; durante meses, ficou à minha retaguarda... como uma ajuda... um instrumento. Era uma espécie de parceria. Governava o barco para mim... eu tomava conta dele, preocupava-me com suas deficiências, e assim criou-se um vínculo sutil, do qual só tomei conhecimento quando subitamente se partiu. E a íntima profundidade daquele olhar que me deu ao receber o ferimento permanece até hoje na memória... como uma reivindicação de distante parentesco afirmada num momento supremo.”

p. 122: “[...] 'O gerente pensa que você devia ser enforcado.' Demonstrou, então, uma preocupação com esse raciocínio que, a princípio, me divertiu. 'Melhor eu sair do caminho sem fazer alarde', disse ele honestamente. 'Não posso fazer mais nada por Kurtz agora, e eles logo encontrariam alguma desculpa. O que poderia detê-los? Há um posto militar a quinhentos quilômetros daqui.'”

p. 133: “Mas tanto o amor diabólico como o ódio sobrenatural dos mistérios que havia penetrado lutavam pela posse daquela alma saciada de primitivas emoções, ávida de falsa fama, de enganosa distinção, de todas as aparências de sucesso e poder.”

p. 133: “Os longos trechos do rio pareciam sempre o mesmo e único remanso, bem como as monótonas curvas que passavam pelo vapor com sua profusão de árvores seculares olhando pacientemente para esse pálido fragmento de outro mundo, precursos da mudança, da conquista, do comércio, de massacres, de bênçãos.”

p. 136: “Coisa engraçada é a vida – misterioso arranjo de lógica implacável para um propósito fútil. O máximo que você pode esperar dela é algum conhecimento de si próprio... que chega tarde demais... uma colheita de inesgotáveis arrependimentos.”

p. 138: “Achei-me de volta à cidade sepulcral, ressentindo a visão de pessoas com pressa nas ruas para roubar um pouco de dinheiro uma das outras, devorar sua infame cozinha, engolir sua cerveja insalubre, sonhas seus sonhos insignificantes e tolos.”

p. 138: “Suas maneiras, que eram simplesmente as maneiras de indivíduos comuns lidando com seus negócios na certeza da perfeita segurança, eram ofensivas para mim como a escandalosa empáfia dos tolos diante de um perigoque são incapazes de compreender.”

p. 142: “Restavam apenas sua memória e sua Prometida... e eu queria desistir disso, também, entregando tudo ao passado... relegando, de certa forma, tudo que restara dele comigo ao esquecimento, última palavra de nosso destino comum.”

p. 148: “Verei esse eloquente fantasma enquanto eu viver, e verei também a ela, uma sombra trágica e familiar, lembrando com esse gesto uma outra, tráfica também, enfeitada de amuletos inúteis, estendendo os braços morenos e nus sobre o brilho do rio infernal, o rio das trevas.”
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Juliana 10/05/2017

Difícil
Livro difícil, com algumas boas passagens mas que não me tocaram tanto. Quem sabe em alguma futura releitura eu esteja mais preparada para o seu conteúdo.
comentários(0)comente



isa.dantas 21/04/2017

Sem dúvida, a história desse livro é incrível, mas não consegui - de novo - entrar no seu espírito!
comentários(0)comente



Jéssica - Janelas Literárias 25/03/2017

Um livro precioso
Quando comprei "Coração das Trevas" jamais poderia ter imaginado a preciosidade que é este livro. Sim, precioso. Em bem da verdade, devo dizer que o livro é bem denso, mas também, o que se esperar de um livro multifacetado como este? Ainda mais quando o pano de fundo da história é justamente a colonização europeia na África?

Pois bem, a narrativa começa por um tripulante a bordo de um iate de cruzeiro no estuário do Tâmisa, mas a história se desenrola com as memórias contadas por Marlow, seu interlocutor. Ou seja, o livro abriga a típica "história dentro da história". Sendo assim, toda a obra é composta entre aspas, por assim dizer.

Marlow, já conhecido por suas histórias, descreve, então, como foi parar nos arredores do Rio Congo e o que encontrou por lá. Desde pequeno, já era fascinado por este rio, que lhe parecia um "espaço vazio com um mistério encantador - uma mancha branca onde um garoto podia alimentar sonhos de grandeza". Mas, já não era mais assim. O espaço vazio havia se transformado em "um lugar de trevas".
O livro se divide em três partes, a primeira se refere a contratação de Marlow por uma companhia continental de coleta de marfim e a sua chegada à África. Conrad é muito descritivo e de linguagem metafórica, quase poética. Não só nesta primeira parte mas em toda a narrativa a natureza, a selva, é tomada com um ar espiritual, místico e misterioso. A selva tem voz, tem braços, pernas e olhos, muitos olhos, enfim, tem uma personalidade. Há aqui um rompimento muito visível com a ideia de "mãe natureza", uma vez que a mesma é encarada como algo desconhecido e perigoso, algo que poderia entrar em você, toda essa escuridão, as sombras, as trevas.

Aliás, a ideia de "mãe natureza" parece ser algo mais moderno, não é mesmo? O homem sempre esteve em uma relação de dominação e medo com o natureza. Hoje, temos uma vida quase independente dela, então há a difusão dessa imagem acolhedora, tranquilizadora. No entanto, imagine nos tempos coloniais, o primeiros contatos dos ingleses com a selva imaculada, hermética, desconhecida. Em contraponto temos os "selvagens" perfeitamente adaptados, conhecedores daquele ambiente completamente hostil para os forasteiros. Daí também surge o estranhamento tão estudado pelas ciências sociais.
"A Terra parecia irreal. Estávamos acostumados a observar a forma agrilhoada de um monstro conquistado, mas ali... ali você podia ver uma coisa monstruosa e livre. Era irreal, e os homens eram... Não, eles não eram inumanos. Bem, vocês sabem, isso era o pior de tudo - essa suspeita de eles não serem inumanos. Ela chegava aos poucos. Eles uivavam e pulavam, e rodopiavam, e faziam caretas medonhas; mas o que apavorava era exatamente a humanidade deles"

A narrativa é permeada por uma ambiguidade e crítica muito forte em relação ao que é selvagem e o que é civilizado. Os africanos escravizados pela companhia são sempre caveiras ambulantes, mais que sofridas. Enquanto que os selvagens, tão misteriosos, compõem um cenário de encantamento/estranhamento ("o bom selvagem"/ "o mau selvagem") para Marlow.

As duas últimas partes se concentram mais em Kurtz, um ícone local, que também trabalha na companhia, sendo aquele que mais extrai marfim na região. A grande questão é os métodos utilizados por ele, que contrariam os interesses da companhia.

Assim como Marlow, leitor é levado a pensar em Kurtz como uma voz, nunca como uma pessoa, nunca com uma imagem, sempre uma voz. Não é para menos, o personagem só aparece nas partes finais do livro, mas a todo o momento se escuta sobre ele, sempre o tratando como um deus, um ser de outro mundo. Para chegar até Kurtz, Marlow viaja ao longo do Rio Congo, sendo surpreendido por vários obstáculos no meio do caminho.
"Vocês não podem entender. Como poderiam? - com a sólida calçada por baixo dos pés, cercados de vizinhos amáveis prontos para confortá-los ou cair-lhes em cima [...] - como podem imaginar a que particular região dos tempos primitivos os pés desimpedidos de um homem podem levá-lo pelo caminho da solidão"

Kurtz arremata toda a ideia central de Conrad, na minha visão, se colocando como crítica viva aos métodos da companhia, mas, principalmente, contra a visão de mundo civilizado em um meio selvagem. Kurtz não é um deus, é um ser humano. Finalmente, o livro parece questionar sobre o que é moral quando nos deparamos com uma cultura diferente.

A obra é um pouco densa, mas levando em consideração o ano de publicação, mais ou menos 1899, é bem acessível. É bom prestar atenção na leitura para não perder pontos essenciais e apreender o caráter sugestivo deste livro, que deixa muitas coisas nas estrelinhas. Para os amantes de antropologia, este livro é obrigatório, sem dúvidas.

site: https://www.instagram.com/janelasliterarias/
comentários(0)comente



Débora 20/03/2017

Um monólogo enfadonho
Apesar de ter apenas 127 páginas, acho que este foi um dos livros mais exaustivos que já li na vida. Começa arrastado, com umas descrições gordurosas e enfadonhas, mas do meio pro final a história melhora um pouco. Tem um enredo até interessante, mas o tom de monólogo interminável repleto de adjetivação carregou demais a história e me deixou bem entediada em alguns momentos. É o tipo de livro que eu jamais leria de novo!
Joelma 20/07/2017minha estante
Achei esse livro um porre de chato! Assim como vc, eu jamais leria ds novo. Sessão de tortura!




Tuhã 15/01/2017

Um gosto adquirido
Sabe aquela bebida amarga que causa estranheza em seu primeiro contato; após assimilar sua singularidade, contudo, torna-se bela e única? Essa seria a minha definição sobre Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Um livro que viaja ao cerne da natureza humana, e a floresta do Congo dá o tom dessa incrível jornada. Livro visceral, intenso e profundo, o qual leva a mente humana ao extremo da loucura e da barbárie. Além das virtudes notáveis do texto em si, Conrad critica o imperialismo e a escravidão na África do século XIX.
Cíntia 16/01/2017minha estante
Olá!
Tive uma experiência de leitura parecida.
Demorei para "engatar" na leitura, mas quando consegui adentrar naquele universo foi ótimo.
Me interessa bastante a temática tratada no livro.




Raíssa 06/09/2016

Profundamente significativo...
Apesar das fortes críticas obtidas e da leitura um tanto morosa, se nos atermos um pouco a época, aos pensamentos, de repente as reflexões certas ou o erradas feitas por Marlow nos atravessam de todas as formas.
"Haviam sido chamados de inimigos, criminosos, trabalhadores... e esses eram rebeldes. Aquelas cabeças revoltosas pareceram-me muito submissas em suas estacas."
Entre os devaneios de Marlow e suas opiniões de variadas faces conseguimos perceber alguém racional e emotivo, analisando todas as perspectivas no meio de mera 'força bruta' das atitudes coloniais.
comentários(0)comente



Rafa Ghacham 21/08/2016

Me Arrastei
Livro curto, porém me arrastei para conseguir ler. A história e a profundidade prometida por resenhas e premissas não foram atingidas por mim enquanto leitora. Fiquei alheia sem conseguir adentrar esse coração de trevas proposto pelo autor. Pretendo ver o filme "Apocalypse Now" que se baseou nessa história para tentar mergulhar um pouco mais nessa profundidade e contexto de exploração prometidos.
comentários(0)comente



Jéssica Santos 22/06/2016

Lançado em 1902, e considerada uma importante obra da literatura inglesa. O livro conta a história de Charles Marlow e suas viagens marítimas, as dificuldades do Congo e do resgate do Sr. Kurtz. Além de uma grande reflexão moral de tudo o que acontece entre a beleza da mata e a ambição do homem.
O livro inspirou o filme Apocalypse Now, mas sinceramente não gostei, foi uma das leituras mais arrastadas da minha vida, levei um mês para ler 127 páginas kkkkkkkkk. Muito entediante, o livro é basicamente um monólogo, sem emoção e chato. Kkkkkkk Não pretendo relê-lo no futuro meeeesmo, mas tentarei assistir a adaptação cinematográfica
comentários(0)comente



Gláucia 09/04/2016

O Coração das Trevas - Joseph Conrad
Novela publicada originalmente em 1899 sob a forma de folhetim, é narrada em primeira pessoas por Charlie Marlow, marinheiro que se torna capitão de uma pequena embarcação com o objetivo de adentrar, por via fluvial, uma densa e selvagem floresta no Congo, na época explorado pela Bélgica. Ele precisa encontrar (e trazer de volta)o enigmático Kurtz, principal responsável pela exploração do marfim na região e que por algum motivo não quer retornar.
À medida que Marlow avança vai sendo criada uma atmosfera sombria composta pelos perigos de um lugar desconhecido por eles, repleto de selvagens canibais, na verdade, os verdadeiros donos do local.
Assim como aconteceu com minha leitura de Lord Jim, tive certa dificuldade em entrar na história, por não estar entendendo sobre o que falava o livro. A narrativa de Conrad não é tão fácil. Li algumas resenhas que me ajudaram e foi triste constatar que sem a ajuda dos universitários não teria compreendido de que se tratava o tal "Horror, horror!", as emblemáticas palavras proferidas num tom sinistro por Marlow.
comentários(0)comente



bells 11/12/2015

O horror...
Conrad conduz uma narrativa dupla. O primeiro narrador está a bordo de um "iate de cruzeiro' sob o rio Tâmisa, quando principia a acompanhar a história contada por um marinheiro, Marlow.
'A história aborda o choque entre o mundo civilizado e o mundo selvagem, sendo destruído e escravizado pelos interesses comerciais, que se colocam acima de tudo - acima de toda ética.'
comentários(0)comente



Luiza 07/10/2015

O Coração das Trevas
A história é um relato do marinheiro Maslow narrado por um de seus companheiros de bordo. Ele descreve quase em detalhes sua viagem ao continente africano, quando a exploração de homens, de marfim e de outras riquezas ocorriam a pleno vapor.

Ao longo de todo o relato, um personagem consegue ganhar destaque sem nem ao menos aparecer a não ser em boatos: o sr. Kurtz é sempre descrito como um homem de grande talento na administração de um dos postos, sagaz na obtenção do precioso marfim e muito eloquente em seus textos e em suas falas. Carismático, Kurtz se torna, para Maslow, o tipo de pessoa por quem vale a pena atravessar uma selva de trevas e horrores para conhecer e e escutar. Mesmo que somente por um breve momento.

Uma coisa que reparei (e que me surpreendi por ter reparado) é que em algum momento eu parei de reparar no tamanho longo dos parágrafos. Eu simplesmente comecei a ignorá-los sabe? Isso realmente não importou muito para o ritmo de leitura (pelo menos não para o meu).

site: http://www.oslivrosdebela.com/2014/06/o-coracao-das-trevas-joseph-conrad.html
comentários(0)comente



53 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4