Capão Pecado

Capão Pecado Ferréz




Resenhas - Capão Pecado


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@prateleiradosesquecidos 06/05/2021

Ferrez é genial
O cotidiano da periferia expresso de forma clara e realistas, a leitura é fluída e prazerosa você termina querendo mais. E as referências musicas são maravilhosas.

Um prato cheio para pessoas que gostam de cultura urbana,realidade e rap.
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Fernandinha 26/04/2021

De Marcelino Freire para Ferréz,
"(...) A nova edição de Capão Pecado chega (...) em uma época atravessada por uma pandemia mundial.

Entre tantas notícias devastadoras.

Mortes que só aumentam entre negros de dentro e de fora do país. Vírus e virulentos policiais.

Ninguém parece escapar.

Os personagens de Capão Pecado não escapam. Dentro do livro vivem enredados, há muito tempo, até antes de o livro ser escrito. Tentam dar um rumo mais digno às suas trajetórias.

Ferréz, no meio deles, escapou.

Capão, por mais que queiram, ninguém dizimou."
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dobner :) 22/04/2021

Brutal
É um livro que nos mostra a realidade da periferia de Capão, sem censura. É uma leitura pesada e que me deixou bem abalada, mas muito necessária!
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Milena 15/04/2021

Capão Pecado
É um ?Bom dia, Vietnã? todos os dias, em todas as páginas da obra de Ferréz! É dura a realidade onde a vida de nada - ou quase nada- vale.
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Nathalie.Murcia 21/03/2021

Realidade nua e crua da periferia
Trata-se de um clássico da "literatura marginal". É um retrato fidedigno da vida na periferia, um local repleto de humanidade e desumanidade. O Capão Redondo, segundo a crença popular, já era um local predestinado às desgraças, mas, na verdade, os problemas vivenciados são fruto do descaso social, político, e de um ciclo vicioso marcado por violência e exploração, difícil de ser quebrado.

O autor, que foi um morador de lá, conseguiu escapar desse destino por intermédio da literatura, e usou o seu dia à dia na periferia como base das histórias relatadas, por intermédio do protagonista e narrador, Rael.

É um livro difícil de ser digerido, permeado de violência e infortúnios, potencializados pelo uso imoderado de drogas e bebidas. Não há hipérboles nem fantasia, mas somente a realidade nua e crua.

Recomendo a leitura para quem quiser saber mais sobre essa realidade e sair de dentro da bolha.
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Rafael.Prearo 16/03/2021

Soco no estômago
Excelente livro, li em um tiro só.
O Livro me remeteu a muitas pasagens da infância e adolescência. Gírias, apelidos, amigos se reuniando antes da era digital.
Infelizmente o cotidiano dos personagens é de muita violência e miséria e mesmo o livro se passando 20 anos atrás a critica social continua atualissima.
O livro é um soco no estômago.
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Yasmin.Cupertino 10/02/2021

Sem dúvidas vai entrar nas melhores leituras do ano mesmo que ainda seja só o começo de fevereiro. A história se passa em Capão Redondo, periferia de São Paulo, e apesar de ter um protagonista óbvio, o livro ainda segue outros personagens e suas próprias vidas, que se emaranham na amizade, no amor e nos laços familiares.
Não é uma leitura feliz, mas é importante e grandiosa, qualquer um que cresceu na periferia ou bem próximo consegue relacionar cenas do livro com coisas que já viveu ou viu, principalmente no que tange uma violência tão casual. Livrasso.
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TheBingeReaderIsabela 01/02/2021

Livro excelente no seu propósito de literatura marginal, muitoo bom.
No entanto, por vezes a crueza com que assuntos tão pesados são abordados fez com que eu ficasse me sentindo mal, portanto fica a dica de evitar em caso de pessoas em momentos ruins ou jovens demais
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Bu 31/01/2021

Visceral...
Mesmo não conhecendo a região o autor nós joga elementos mesclados na história que nos faz se encontra dentro dela, mesmo algumas vezes dando vários detalhes de ruas e tudo mais.

Um gênio dos diálogos, sacadas rápidas, envolventes e mostrando a realidade nua e crua, e como é crua viu, bem explícito em todas ações correntes na passagens, vocabulário pesado, é denso o bastante pra você sentir mau estar quando é necessário, se sentir feliz, se é que tem como ter esse sentimento vendo tudo que ocorre, é um tapa na cara de muitos neginhos sim, toca na ferida sim, incomoda pra caraí e comovente no mesmo tom.

Altamente indicado, mas com ressalvas para quem é sensível, tem vários gatilhos. Essa edição está muito boa.
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Allisson 28/01/2021

Capão Pecado, por Ferréz.
Resenha
Obra: Capão Pecado
Autor: Ferréz
N. Páginas: 144
Editora: Companhia de Bolso- Companhia das letras
Edição 1ª (2020)

Gabriel Garcia Marquez termina seu mais conhecido livro afirmando que ?as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra?.
33 anos depois Ferréz lança uma obra que sem metáforas escancara o que GGM quis dizer. Capão Redondo é o cenário onde sua única chance tem prazo de validade diário. O maior risco é viver.
Quando você pensa na periferia de São Paulo, o que você à sua mente? Polícia? Vielas? Datena? Casas de madeira, igrejas, falta de saneamento, pessoas morrendo e traficantes armados? Em Capão Pecado, Ferréz te mostra que tem tudo isso sim, mas também tem o café, os bailes, a música, o desopilar, o ônibus lotado, o trabalhador, o cara que só quer viver em paz. A vida lá é essa dicotomia universal e uma guerra sem escapatória fácil, interna, de sobrevivência, e de fora também, com o Estado que quer eliminá-los. Caros, não é estereótipo, é descaso extravasado em realidade.
A narrativa é construída de maneira a te proporcionar ao máximo a inserção no Capão Redondo, distribuindo isto além da descrição detalhada do ambiente, mas também nos diálogos paulistanos e nos apelidos, que Férrez especialmente os descortina, elucidando a ressignificação que eles nos dá. Cada um passa a ser uma característica personificada, a marca que mais chama a atenção nela, a coisificação das pessoas. Há o valor social maior em Bru do que Chocolate? Em Ludi do que Tampa? Kah do que Panetone?
Há personagens que analisando criteriosamente acabamos vendo-os como dispensáveis, sem algo a contribuir especificamente, sem impacto nenhum, não obstante, é sobre isso que o livro trata, pessoas que mesmo com uma trama intricada, não tem impacto para o Capão. Ferréz quer te passar que mesmo um alcoólatra que brevemente aparece sujo, tem uma história que merece ser conhecida e valorizada, nem que seja o descrevendo somente como um homem deitado no chão com os pés sujos cheirando a cachaça. Os livros não tem que ser igual a nossa ?justiça?.
Capão Pecado compõe um marco da chamada literatura marginal, que é mais brasileira que muitas outras.
O posfácio do Marcelino Freire é uma obra à parte que nos contextualiza sobre a história de Capão pecado bem ao estilo Freire, gostei muito.
Capão Pecado é certeiro, mordaz, real, impactante e brasileiro. Foram vinte anos desde a primeira edição. Ao ligar a televisão em certos canais à tarde ficamos com a impressão de que quase nada mudou, mas não sei. Prefiro acreditar em um Capão Pecado 2, se tiver.
Vale a pena. Valorizem a literatura nacional.
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mathew5150 12/01/2021

Capão Pecado é paulada...
Dá pra sentir a ânsia do cara em registrar aquele mundo. Confesso que, apesar de estar gostando da leitura desde o começo, foi na segunda metade que senti um "pulso firme" do Ferréz. Como uma segurança no como ele queria tratar a história dali pra frente.

As tramas são densas, mas se desenrolam de formas simples e fluidos, com um ar de inevitabilidade em muitas delas, quebrando a "narrativa principal" de Rael para contar crônicas das várias personagens que orbitam esse mundo.

Algumas das situações e crônicas de personagens ficarão comigo.

"Escritor marginal mata escritor imortal. Neste caso, foi em legítima defesa", escreve Marcelino Freire em homenagem a Ferréz.

Espero passar esse livro para meus alunos um dia.
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Ana 26/09/2020

Vale a pena ler. Me emocionei em várias partes, linguagem informal que facilita a leitura dos jovens.
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renatooooooo 30/06/2020

Um retrato da periferia de São Paulo
Um retrato da periferia de São Paulo resume o que é esta obra incrível. Os personagens são bem construídos e nos fazem refletir sobre desigualdade, sobre ambições e como a falta de escolhas forjam as pessoas que ali vivem.
@cheiade9h 30/06/2020minha estante
Ferréz é incrível PQP!




Caio.Henrique 11/01/2019

Quebrada: entre a realidade e preconceitos
Caro Ferréz, seu livro é bom. Penso que os estereótipos, em alguns trechos, são forçados. O Isso banaliza a história .A realidade da quebrada é rica e brutal. Você dá conta de mostrar isso, mas reproduz machismo e violência.
Alysson 12/09/2019minha estante
Eu pensei nisso quando li também, mas pensei se essa não é a intenção real dele, se mostrar como aperiferia é machista e violenta em seu cotidiano. Em entrevista ele fala que pensou até na representatividade da mulher na obra, querendo não demostrar ela como frágil, mas uma mulher que toma pra si ações que não seriam esperadas em uma cultura machista que vê a mulher como submissa ao homem e que tende a ficar em casa cuidando do lar.


Olguinha 07/03/2020minha estante
Mas o machismo e a violência fazem parte desse mundo, é a intenção do escritor representá-lo.




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