O Que Me Faz Pular

O Que Me Faz Pular David Mitchell
Naoki Higashida




Resenhas - O Que Me Faz Pular


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Mayck Maciel 21/03/2014

Lindo e cativante!
Acredito que todos já tenham ouvido falar do autismo. Já foi evidenciado até mesmo em telenovelas. Porém, nunca tinha visto um livro onde a narrativa fosse contada do ponto de vista do autista. Confesso que nem mesmo achava possível, devido a visível limitação em sua capacidade de se expressar. Fico feliz em saber que cometi um enorme equívoco. A obra de Naoki Higashida é incrível, diria até mesmo poética.

Naoki, um japonês de 13 anos, diagnosticado com "tendências autistas" aos seis, conseguiu, de uma forma linda e cativante, se fazer ouvido. Ultrapassando as barreiras impostas por sua condição, mostrou a complexidade de sentimentos e sensações que envolve tantos autistas.

Leitura obrigatória para quem quer entender, ao menos um pouquinho, o que se passa na cabeça desses guerreiros. Não é um manual técnico do autismo, longe disso. Ao meu ver, é uma tentativa, bem sucedida, de nos aproximarmos.

"O que acham que estou sentindo quando fico pulando sem parar e batendo palmas?
[...] quando pulo, é como se meus sentimentos rumassem em direção ao céu. Na verdade, minha necessidade de ser engolido pela imensidão lá em cima é suficiente para estremecer meu coração. Quando estou pulando, posso sentir melhor as partes do meu corpo - as pernas saltando, as mãos batendo -, e isso me faz muito, muito bem."

Lindo demais. Esclarecedor demais. Simplesmente demais!
William.Silva 24/02/2019minha estante
Você só se equivoca ao usar a palavra "guerreiros". Somos seres humanos como quaisquer outros, mas nosso cérebro funciona e codifica as informações de maneira diferente de vocês, neurotípicos (ou seja, pessoas não autistas). Ao usar essa expressão, além de cometer inconscientemente capacitismo, apela para o "pornô de inspiração", o qual a comediante e ativista com deficiência Stella Young (falecida em 2014) critica duramente. Recomendo que assista à palestra dela sobre isso no TEDx, a qual está disponível no YouTube.




Eder Duarte 23/03/2015

Quando as vezes brincamos de falar que uma pessoa é autista por ela estar afastada num canto, nem imaginamos na bobagem que estamos dizendo. Ser autista está muito além do isolamento social, muito pelo contrário, os autistas querem desesperadamente se comunicar e fazer parte das interações humanas mais comuns, mas eles não conseguem. Estão presos dentro deles mesmos, sem controle de suas ações, sem saber se expressar e reconhecer emoções. Eu não consigo mensurar o quão desesperador e triste deve ser viver assim, só quem é autista poderia nos dizer como é viver dentro desse mundo. Nesse livro incrível e emocionam encontramos exatamente isso. Um relato puro e surpreendente de um menino autista. Naoki aprendeu a se comunicar através da escrita e se agarrou a isso com toda sua força. Por meio desse livro ele rompe o silêncio do autismo e mostra as pessoas fantásticas e fascinantes que se encontram presas nessa redoma inquebrável. Tudo o que li me fez pensar em como o mundo é misterioso e cruel as vezes, mas o mais importante de tudo é a mensagem que esse garoto maravilhoso nos passa: Somos iguais a vocês no fim das contas. Temos sonhos e sentimentos, portando não desista de nós, tenham paciência e tentem se colocar no nosso lugar.
Sandra 31/03/2017minha estante
Achei lindo!




Camille 24/05/2014

Entendimento para além de pesquisas e informações 'técnicas' sobre o autismo. - Beletristas.com
Em um jogo de perguntas e respostas, Naoki Higashida nos apresenta um universo sobre o qual pouco conhecemos. Logo na introdução de David Mitchell somos levados a compreender pelo menos parte dos problemas que pessoas autistas tem que lidar todos os dias.

Sendo sincera, achei que entendia do assunto. Claro que nunca me julguei uma especialista, mas sou curiosa por natureza e partia do princípio de que tinha respostas para as minhas dúvidas e perguntas. A verdade, entretanto, é que eu não sabia nada.

Sensibilizada e com mais dúvidas e respostas, comecei a ler o livro que Naoki escreveu quando tinha apenas 13 anos. Hoje, ele tem a mesma idade que eu (nascemos no mesmo ano) e com certeza superou muito mais dificuldades. Ele inclusive dá palestras sobre autismo e continua escrevendo em seu blog.

É estranho como ele mesmo se julga "fora do normal", comparando o que ele aprendeu sobre as pessoas "normais" durante seus vários momentos de observação. É também preocupante a quantidade de vezes que ele pede para, por favor, ser entendido - em nome de todos com a mesma situação.

Uma coisa é verdade: ele possibilita que pessoas de fora entendam pelo menos um pouco do que se passa com ele. Naturalmente elas se tornam mais pacientes e sabem como reagir diante das principais situações, e isso é esclarecedor de formas que sequer imaginávamos.

Ao ler O Que me Faz Pular, entrei em um mundo até então desconhecido, mas acredito ser muito mais capaz de enfrentar as situações frequentes que, muitas vezes, podem assustar os despreparados. David Mitchell assume que, até conseguir ler o livro, ele estava completamente perdido sobre o que fazer e como agir com o filho.

Agora, entretanto, pergunto-me se Naoki não tem, de fato, uma experiência de vida em vários sentidos muito mais completa do que a minha. Só eu acho lindo e único que ele, assim como todos que tem seu nível de autismo (não sei se esse termo é correto), consiga ver beleza em coisas que, para nós, são completamente cotidianas?

site: http://beletristas.com/resenha-o-que-me-faz-pular-de-naoki-higashida
Sandra 31/03/2017minha estante
Tb fiquei muito tocada com os pedidos recorrentes dele para ser entendido. Só não dei 5 estrelas para esse livro, pq (não sei se foi a tradução...) muitas vezes ele fala em nome de todos os autistas (nós autistas isso, nós autistas aquilo) e não em nome dele próprio, pq sabemos que o espectro é bem amplo, logo, os comportamentos são variados e de menor ou maior intensidade. Conheço autista que não apresenta vários dos comportamentos e dificuldades que Naoki passa.
De toda forma, o livro é incrível e muito revelador.




Eli Coelho 20/04/2014

Interessante e Humano.
Um livro curto, de fácil leitura e muto agradável.
No estilo pergunta/resposta recomendo a todos os profissionais de saude, pais, parentes e amigos dos envolvidos com o TEA.

Humaniza o transtorno e traz esperança.

Muito interessante entender o que acontece de diferente com um cérebro autista, embora acredite que não se deva generalizar, pois cada paciente é unico dentro desse diagnóstico.
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Clube do Farol 19/09/2016

O que me faz pular. Clube do Farol.
Resenhado por: Milly

O livro, em grande parte, é um tipo de entrevista com perguntas sobre coisas que são comuns em se indagadas sobre o “porquê” da forma de agir de alguns autistas: “Por que você demora tanto para responder?”, “Por que você não faz contato visual quando está falando?”,” Por que você pula?”.

“Mas, quando pulo, é como se meus sentimentos rumassem em direção ao céu. Na verdade, minha necessidade de ser engolido pela imensidão lá em cima é suficiente para estremecer meu coração”

É difícil descrever a sensação que este livro nós traz. Como é encantadora e esclarecedora cada resposta de Naoki, como destrói vários preconceitos e pré-conceitos sobre tudo que pensamos saber a respeito do autismo, e de como esses pensamentos errados sobre o assunto podem machucar e dificultar ainda mais a vida dessas pessoas, e isso nos é apresentado de uma forma simples que faz refletir e desejar que mais pessoas possam ler.

“Os autistas não acham engraçado falar mal das pessoas, zombar delas, fazê-las de bobas ou enganá-las. O que nos causa um riso espontâneo é ver algo bonito ou lembrar algo que consideramos divertido.”

É um livro de fácil leitura, curto e é daqueles que faz você ter um baque, fazendo-o parar para pensar nas suas ações, ao mesmo tempo em que te faz sorrir. Naoki ainda nos presenteia nesse livro com pequenos contos simples, que eu achei de um brilhantismo enorme. É um livro que vale a pena, principalmente pelo seu conteúdo, mas também pelo trabalho incrível da capa e as ilustrações presentes dentro do livro.

“Você deve estar pensando: “Ele nunca vai aprender?” Sabemos que estamos deixando vocês tristes e chateados, mas sinto dizer que é como se não tivéssemos escolha, e é isso. Mas, por favor, façam o que fizerem, não desistam de nós. Precisamos de sua ajuda.”

"[...] Não estou sozinho quando estou com as letras. “Elas são muito mais fáceis de controlar do que as palavras faladas, e podemos estar com elas sempre que quisermos.”




site: http://clubedofarol.blogspot.com.br/2016/03/o-que-me-faz-pular-naoki-higashida.html
Sandra 31/03/2017minha estante
O último conto foi emocionante!




Gui Olí 05/01/2016

Mexeu demais comigo...
O Naoki é um japonês autista que escreveu esse livro ainda criança, aos 13 anos. Parte do livro é um tipo de entrevista, em que ele conta um pouco da sua vida e responde dúvidas comuns em relação às crianças autistas. Ele também conta pequenas histórias entre suas respostas e termina o livro com um conto, “Estou bem aqui”.

O mais impressionante é que sua comunicação escrita é feita utilizando uma prancha com ideogramas que montam o alfabeto japonês, formando sílabas e, claro, as palavras. E foi assim que o livro nasceu.

Preciso fazer uma menção honrosa à introdução do livro, feita pelo David Mitchell, pai de um garoto autista, que “descobriu” o relato original de Naoki e traduziu para o inglês, dando vida à edição que ganhou o mundo. David pesquisou muito sobre o autismo para tentar compreender o filho, mas relatos clínicos ou de autistas adultos nunca eram suficientes. Só se deu por satisfeito quando chegou até ele o livro de Naoki. O livro clareou muitas coisas para David, e ele e quis ajudar a difundir a obra para que outros pais tivessem a mesma sorte.

site: http://www.paulosergiomoraes.com.br/o-que-me-faz-pular/
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Leonardo 28/09/2014

Resenha para o blog Melhores Livros
"O que me faz pular" é um livro que fala sobre o autismo, porém nada de especialistas ou psicólogos falando sobre essa condição. E sim um garoto de 13 anos que nos conta como que é ser autista.

Naoki Higashida descobriu com 6 anos que era autista, ele junto com sua mãe desenvolveu uma forma de se comunicar através de uma placa com letras, e foi assim que Naoki conseguiu escrever esse livro incrível.

O livro tem um leitura muito rápida, pois é em sua maioria dividido em várias perguntas que muita gente tem sobre o autismo, e Naoki vai respondendo cada uma delas. O interessante é que ele tenta não só falar por ele, mas sim por todas as crianças que tem autismo, levantando algumas razões de o porque algumas crianças autistas fazerem o que fazem.

Além das perguntas, o livro também conta com alguns pequenos contos que ele conhece ou até mesmo que ele escreveu.

Você pode pensar que por se tratar de um livro escrito por um garoto de 13 anos, vai ser algo totalmente bobinho ou até mal escrito, porém longe disso. Naoki consegue explicar tudo de um forma tão linda, até poética, além de usar metáforas muito inteligentes para tentar passar melhor o que ele está falando.

Não dá pra explicar como é tocante esse livro, acho que só lendo mesmo. E se você conhece alguém que sofre dessa condição, vai gostar de saber o que se passa dentro da cabeça de quem tem autismo.
Vemos que é algo totalmente diferente do que pensamos, que apesar de terem os mesmo sentimentos que nós, o corpo deles não funciona como o nosso, fazendo assim deles reféns da própria condição.


site: http://www.melhores-livros.com/2014/09/resenha-o-que-me-faz-pular-naoki-higashida.html
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Symon 04/09/2015

O autismo de uma forma incrível e cativante.
O maior exemplo desse brilhantismo é O Que Me Faz Pular publicado em 2007, quando o jovem tinha apenas 15 anos. Nessa obra, Naoki responde diversas perguntas que acabam por quebrar o silêncio do autismo e nos revelar o quão equivocadas são nossas percepções sobre essa condição. Juntamente com as respostas, temos alguns textos do garoto, tudo nos ajudando a ver um pouco o mundo sob os olhos dele.

Uma coisa bastante interessante sobre O Que Me Faz Pular é a forma como foi escrito. Naoki, como qualquer autista, tem bastante dificuldade em comunicar-se oralmente. Como ele próprio explica, a mente de um autista é uma bagunça, eles não tem uma ordem nas memórias, não possuem uma noção da ordem em que as coisas aconteceram, nem mesmo controle sobre suas ações. Por isso, a maioria prefere não falar, por vergonha ou por medo de falar algo idiota, ou sem sentido para os demais.

"[...] As palavras que queremos dizer e aquelas que conseguimos dizer nem sempre coincidem. [...] Eu nunca consigo dizer o que quero de verdade. Ao contrário, palavras que não tem nada a ver com nada escapam da minha boca"

Para driblar as dificuldades de comunicação, a mãe de Naoki criou uma tábua de letras, com a qual o garoto foi aprendendo a expressar-se. O Que Me Faz Pular foi fruto do trabalho dele com o auxilio da mãe, que escrevia o que o garoto expressava através da tábua.

As belas ilustrações que preenchem o livro são da dupla de artistas Kai e Sunny
Além dos grandes problemas de comunicação, também são abordados comportamentos que costumeiramente parecem estranhos para as pessoas "normais", formas de ver o mundo, opiniões de Naoki sobre a sua condição e sobre as ideias erradas que as pessoas tem. Inclusive, outra pergunta que me chamou bastante a atenção e inclusive me emocionou um pouco foi sobre "ficar sozinho". Muitos pensam que autistas gostam de ficar sós, são antissociais, contudo, Naoki mesmo fala que tudo é uma questão de altruísmo da parte deles.

"Não posso acreditar que qualquer ser humano deseje mesmo ser deixado só. [...] O que incomoda as pessoas com autismo é que nós ficamos muito ansiosos com o fato de causar problemas para vocês e deixá-los nervosos.[...] A verdade é que amamos ter companhia. Mas, como as coisas nunca dão certo, acabamos nos acostumando com a solidão sem querer perceber como isso aconteceu."

Uma coisa que sempre pensei e tentei praticar, não me considerando melhor por isso, é que pensar como o outro, ou tentar colocar-se em seu lugar, experimentar um pouco, mesmo que na imaginação, do que deve ser a vida do outro pode ajudar muito no entendimento, na convivência, numa vida melhor para ambos. Pelo que li, Naoki pensa da mesma forma. O trecho, que também é um pedido, faz parte do prefácio magnifico que o garoto escreveu.

"[...] Minha grande esperança é poder ajudar um pouco, explicando do meu jeito o que acontece na mente das pessoas nessa condição. [...] Não se pode julgar uma pessoa pela aparência. Mas, a partir do momento em que você entende o que acontece dentro do outro, vocês dois podem se tornar bem mais próximos. Do seu ponto de vista, o mundo do autismo deve parecer um lugar extremamente misterioso. Portanto, por favor, pare um pouco e ouça o que eu tenho a dizer."

Quanto a escrita, o livro é bastante simples e direto. As explicações de Naoki nos fazem sempre refletir sobre aquilo que é abordado. Eu mesmo criei uma certa rotina de 5 ou 10 perguntas por dia para ter tempo de pensar sobre o assunto e tirar minhas conclusões. Além de tudo, a introdução de David Mitchell, autor e responsável, juntamente com sua esposa, pela adaptação da obra para o inglês, nos faz mergulhar de forma sutil nesse universo do autismo, nos dando uma certa noção do que veremos pela frente e dos impactos que o livro de Naoki deixou na própria vida do autor e do relacionamento com seu filho, que também possui autismo.

Sem sombras de dúvidas, O Que Me Faz Pular é um livro incrível, profundo e esclarecedor. Todos deveriam ter o prazer, e a vontade, de lê-lo e poder tirar da cabeça tantas conclusões erradas, tanta coisa que na maioria das vezes só piora a condição de um autista, que só o deixa mais deprimido e solitário. Um livro absolutamente perfeito para quem busca entender o autismo de uma forma real e próxima.


site: http://www.blankpagers.com.br/2015/08/o-que-me-faz-pular-de-naoki-higashida.html
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Jemilly 18/05/2016

O que me faz pular
O livro, em grande parte, é um tipo de entrevista com perguntas sobre coisas que são comuns em se indagadas sobre o “porquê” da forma de agir de alguns autistas: “Por que você demora tanto para responder?”, “Por que você não faz contato visual quando está falando?”,” Por que você pula?”.

“Mas, quando pulo, é como se meus sentimentos rumassem em direção ao céu. Na verdade, minha necessidade de ser engolido pela imensidão lá em cima é suficiente para estremecer meu coração”

É difícil descrever a sensação que este livro nós traz. Como é encantadora e esclarecedora cada resposta de Naoki, como destrói vários preconceitos e pré-conceitos sobre tudo que pensamos saber a respeito do autismo, e de como esses pensamentos errados sobre o assunto podem machucar e dificultar ainda mais a vida dessas pessoas, e isso nos é apresentado de uma forma simples que faz refletir e desejar que mais pessoas possam ler.

“Os autistas não acham engraçado falar mal das pessoas, zombar delas, fazê-las de bobas ou enganá-las. O que nos causa um riso espontâneo é ver algo bonito ou lembrar algo que consideramos divertido.”

É um livro de fácil leitura, curto e é daqueles que faz você ter um baque, fazendo-o parar para pensar nas suas ações, ao mesmo tempo em que te faz sorrir. Naoki ainda nos presenteia nesse livro com pequenos contos simples, que eu achei de um brilhantismo enorme. É um livro que vale a pena, principalmente pelo seu conteúdo, mas também pelo trabalho incrível da capa e as ilustrações presentes dentro do livro.

“Você deve estar pensando: “Ele nunca vai aprender?” Sabemos que estamos
deixando vocês tristes e chateados, mas sinto dizer que é como se não tivéssemos
escolha, e é isso. Mas, por favor, façam o que fizerem, não desistam de nós.
Precisamos de sua ajuda.”





[...] Não estou sozinho quando estou com as letras. “Elas são muito mais fáceis de controlar do que as palavras faladas, e podemos estar com elas sempre que quisermos.”

site: http://clubedofarol.blogspot.com.br/2016/03/o-que-me-faz-pular-naoki-higashida.html
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Giselle 13/12/2014

Um ótimo livros sobre o autismo. Normalmente, livros sobre autismo são escritos por pesquisadores, pessoas que superaram o autismo, ou pessoas que conhecem outras pessoas com autismo. O diferencial é que esse foi escrito por um menino autista. Os capítulos são de perguntas e respostas, nem todas as respostas fazem muito sentido, mas nos dão uma noção do que se passa na mente de uma pessoa com autismo.
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Ca Agulhari @literario_universo 19/09/2018

Emocionante.
Você conhece alguém com autismo? Eu não conheço, logo, esse livro é minha primeira incursão no tema pela visão de um autista e não de um observador externo. O conheci por indicação e como me interesso bastante pelo assunto e por tudo mais que envolva a mente humana, não poderia deixar de ler.

Eu não quero fazer uma resenha simplista ou reduzida do tema, mas tampouco posso me aprofundar em algo no qual não tenho lugar de fala. Como mencionei, não conheço ninguém com o transtorno, sei que no futuro da minha profissão irei ter contato com muitas crianças com espectro autista, porém por enquanto tudo que tenho são conhecimentos rasos sobre o tema, de artigos de internet e livros acadêmicos. Portanto, vou me ater à minha experiência como leitora do livro escrito por uma criança de 13 anos que é autista. Espero estar me expressando corretamente ao me referir à Naoki, que no seu livro tenta nos mostrar como sua mente funciona, porque ele sente tudo que sente, mesmo que não consiga mostrar. Para quem não sabe, o que comumente se chama de autismo é um transtorno de desenvolvimento que, explicando grosseiramente, prejudica a capacidade de se comunicar e interagir. Quem vê de fora um autista muitas vezes já fez comentários depreciativos e torceu o nariz, sem saber de fato que não se tratava de uma birra da criança, ou um show performado por uma criança mimada. Os autistas sofrem por se sentirem presos dentro de si e foi isso o que mais me tocou no livro: Naoki me fez ver o quanto somos privilegiados por conseguirmos interagir com os outros da maneira que fazemos. Naoki me fez ver que o ser humano ainda está longe de aprender o que é respeitar o outro, isso me deixou bastante triste.

O espectro autista não afeta a vida apenas quem o tem mas também todos à sua volta, o autista não é retardado como já ouvi muita gente dizer. Pelo contrário, ele tem uma inteligência e uma sensibilidade ímpar, é um ser humano com medos, alegrias e sonhos como todos, mesmo que não consiga expressar isso da maneira que comumente fazemos. Através de perguntas e respostas e também alguns contos, você consegue sentir um pouco do que é que Naoki sente em cada dia de sua vida. E entende que é preciso se estudar muito mais sobre o tema, conhecer o transtorno para não cair em reducionismos ou preconceitos e mais que tudo: aprender a respeitar e amar o outro como ele é. Naoki nos faz repensar sobre o que de fato é normal, o que é ser perfeito, o que é viver e como viver. Recomendo muito a leitura, ela é rápida mas emocionante, permite que a gente pare e pense sobre cada tema, levando às vezes um soco no estômago. Um belíssimo livro, que com certeza todo mundo que conhece um autista deveria ler e quem não conhece, também.

Resenha original de Universo Literário: https://cagulhari.wixsite.com/universoliterario
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day 26/03/2017

maravilhoso!!


Esse livro de cara de me chamou atenção...pelo título e por saber que tinha sido escrito por um garoto com autismo severo.
Pois é... Naoki Higashida ,conseguiu vencer a barreira da comunicação e escreveu ,um livro onde ele responde perguntas,que todos nós que convivemos com o autismo temos curiosidade de vontade de saber.
Achei super tocante,quando ele descreve como é viver com autismo...a solidão,o preconceito e a rejeição que eles sofrem,até mesmo na família .
Ele nos orienta ,como agirmos com nossos autistas,como entender o que eles querem demonstrar,como não criticar cada pulo,ecolalia ou movimentos das mãos.
Quando li ,pensei: Nossa! Como erro com khadija as vezes,quando ela tem crises de choro,e eu falo,não chora...ou quando ela está rodando e aos pulos , e eu falo: para um pouco filha...
Se a gente tivesse ideia do que eles passam dentro de um corpo que parece não pertencer a eles,nós mudaríamos muita coisa.

"Nem sempre dá para perceber só olhando para uma pessoa com autismo, mas nós nunca sentimos que nossos corpos de fato nos pertencem. Eles estão sempre agindo sozinhos e escapando de nosso controle. Aprisionados lá dentro, lutamos o tempo todo para que façam o que mandamos." (from "O que me faz pular" by Naoki Higashida)

"Se uma pessoa sem autismo passa por uma situação difícil, pode conversar sobre isso com alguém ou dar um piti. Para nós, isso nunca é uma opção, já que não conseguimos nos fazer entender. Mesmo quando estamos em pleno ataque de pânico, os outros não percebem o que está acontecendo conosco ou só nos mandam parar de chorar. Imagino que o desespero que sentimos não tem para onde ir e, por isso, preenche nosso corpo por inteiro, tornando nossos sentidos cada vez mais confusos." (from "O que me faz pular" by Naoki Higashida)
minha filha Khadija ama balançar as mãos perto do rosto e quando li isso aqui,nossa que bom entender isso:
"Balançar as mãos na frente do rosto permite que a luz entre em nossos olhos de forma agradável, filtrada. Quando fazemos isso, a iluminação se torna suave e gentil, como a do luar. Já a luz direta, “sem filtro”, meio que “alfineta” a vista dos autistas com suas linhas diretas e afiadas, pois vemos a luz de forma mais concreta. Isso chega a ser doloroso para os nossos olhos." (from "O que me faz pular" by Naoki Higashida)
Percebo em khadija,assim como o Naoki ,que ela também ama está em contato com a natureza,toda vez que eu a levo a praia,clube ou um parque,percebo que ela se perde ali...na imensidão de tudo,e fica calma e a vontade ,como se ali fosse seu lugar.

"No entanto, acho que a nossa relação com a natureza é um pouco diferente da sua. Acredito que o que emociona vocês é a beleza das árvores, flores e outras coisas. Mas, para quem tem necessidades especiais, ela é tão importante quanto a nossa própria vida. É que, quando olhamos para a natureza, recebemos uma espécie de permissão para estar aqui neste mundo e nossos corpos ficam com as baterias totalmente carregadas. Não importa o quanto sejamos ignorados ou rejeitados pelos outros, ela sempre nos dá um abraço grande e caloroso, aqui, em nossos corações." (from "O que me faz pular" by Naoki Higashida)


O livro é simplesmente fascinante!!
Além de conter uns contos que o Naoki escreve,contos lindos e cheios de poesia e lições profundas.
Nossa,como aprendi com esse livro!!
Tenho certeza,de que ,mesmo quem não tenha nenhuma relação direta com o autismo,vai se encantar por essa obra.
"Não somos compreendidos e daríamos qualquer coisa para mudar isso. Os autistas sofreriam colapsos nervosos o tempo todo por essa incompreensão se não se controlassem bem. Por favor, tentem entender como somos e o que enfrentamos." (from "O que me faz pular" by Naoki Higashida)

"Para os autistas, viver é uma batalha sem trégua." (from "O que me faz pular" by Naoki Higashida)


Muito amor por esse livro!!



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Minha Velha Estante 31/12/2015

Oi, gente,

Hoje vamos conhecer o Naoki, ele é um garoto de 13 anos, autista, com dificuldades para se comunicar verbalmente, que resolve escrever um livro sobre a sua condição. Motivo suficiente para ficar curioso e querer ler o livro? Sim! Mas o livro vai além!

"... sinto uma tremenda inveja de pessoas que conseguem identificar o que seu cérebro está dizendo e ter a capacidade de agir da forma adequada. Minha mente está sempre me mandando para pequenas missões, não importa se quero realizá-las ou não. E, se não obedeço, preciso enfrentar a sensação de horror que me invade. É como se eu estivesse sendo empurrado da beira de um precipício para cair num tipo de inferno."

O livro é basicamente preenchido por perguntas e respostas dadas pelo autor. Perguntas que, para nós, são verdadeiros mistérios indecifráveis, terão respostas extremamente simples que nos ajudarão a entender o mundo do autista.

"Veja bem, para nós o autismo é normal, então não temos como saber o que os outros chamam de "normal". Porém, a partir do momento em que aprendemos a nos amar, não sei bem se faz diferença termos autismo ou não."

Você começa a se emocionar já com o prefácio escrito pelo pai de Naoki e sua narrativa de como é especial ser pai de uma criança autista e fazer parte desse mundo.

Um dos fatos que mais me surpreendeu ao longo da narrativa foi a maturidade com que Naoki responde cada pergunta, que em nada se assemelha à maturidade da maioria das crianças de 13 anos. Sem contar o bom humor que ele tem para narrar fatos inusitados. Além das perguntas, o livro ainda conta com alguns contos escritos também pelo Naoki.

Um livro realmente esclarecedor, que consegue delinear o mundo íntimo do autista por ser escrito por um, e não por mais um teórico especialista no assunto.


Um livro que deixa a certeza de que amor, compreensão, solidariedade e calor humano é tudo o que todo ser humano precisa, independentemente de suas diferenças.


site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2015/12/leitura-da-drica-o-que-me-faz-pular.html
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Adelar Lassen 12/10/2016

O que me faz pular
"O que me faz pular" é um livro escrito por Naoki Higashida, um menino com apenas 13 anos que sofre de autismo severo. É um livro escrito em forma de perguntas, com respostas interessantíssimas e esclarecedoras, que nos dão a dimensão do problema e as informações necessárias para entendermos e compreendermos as necessidades e problemáticas pelas quais um autista atravessa, sem ser, na maioria das vezes entendido. Naoki nos traz respostas e fatos que só quem vive o dia a dia na pele de um autista, sabe o quão é difícil traduzir seus comportamentos perante a sociedade. É um comovente relato autobiográfico que David Mitchell e sua esposa nos trazem, que faz com que vejamos o mundo autista de uma forma fascinante e perspicaz. Além das perguntas e respostas de Naoki, o autor nos emociona com pequenos contos, que provam que não lhe falta imaginação, e sim compreensão. Um livro que todos deveriam ler para enfim entender o autista e o autismo.
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Adelar Lassen 12/10/2016

O que me faz pular
"O que me faz pular" é um livro escrito por Naoki Higashida, um menino com apenas 13 anos que sofre de autismo severo. É um livro escrito em forma de pergperguna Naoki, com respostas interessantíssimas e esclarecedoras, que nos dão as informações necessárias para entendermos e compreendermos as necessidades e problemáticas pelas quais um autista atravessa, sem ser, na maioria das vezes entendido. Naoki nos traz respostas e fatos que só quem vive o dia a dia na pele de um autista, sabe o quão é difícil traduzir seus comportamentos perante a sociedade. É um comovente relato autobiográfico que David Mitchell e sua esposa nos trazem, que faz com que vemos o mundo autista de uma forma fascinante e perspicaz. Além das perguntas e respostas de Naoki, o autor nos emociona com pequenos contos, que provam que não lhe falta imaginação, e sim compreensão. Um livro que todos deveriam ler para enfim entender o autista e o autismo.
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