Um teto todo seu

Um teto todo seu Virginia Woolf




Resenhas - Um Teto Todo Seu


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Duda Severo 01/07/2020

É um ensaio baseado em palestras feitas pela autora nas faculdades de Newham e Girton em 1928. Virgínia, discute as condições sociais das mulheres quanto escritoras, principalmente em relação a questões econômicas. Sinceramente é um livro realmente incrível, questiona a participação das mulheres na ficção , apresenta algumas das situações vividas por elas no século xx, nos faz até mesmo pensarmos sobre as desigualdades que vivemos nos dias atuais.
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Paulinha 29/06/2020

Sobre empoderamento
Em um teto todo seu Virgínia Woolf trás um ensaio sobre o poder feminino na escrita, me fez pensar o quanto foi difícil para escritoras como Jane Austen as irmãs Bronte publicarem seus livros só por serem mulheres e como muitas delas tiveram que publicar suas histórias com psideunonimo masculino só por serem mulheres apesar de escreverem histórias fantásticas.
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Eclipsenamadrugada 28/06/2020

Tamanha profundidade!!!!!!
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Fer Paimel 28/06/2020

Meu primeiro contato com Virginia
Já tinha ouvido falar muito bem da Virgínia, mas até então não tinha tido a oportunidade de ler alguma de suas obras. Gostei muito desse livro, de sua pauta feminista, da sutileza de suas constatações, de sua maneira por vezes debochada, mas sempre requintada.
Apesar de o livro ter sido escrito em 1929, a temática da falta de valorização das mulheres escritoras ainda é muito presente, quase cem anos depois.
Recomendo demais, leitura rápida e fluida.
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Nah @vamoslerumahistoria 19/06/2020

Uma Aula!
[Lido]
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"Mas isso é a mulher na ficção. Na vida real, como o professor Trevelyan apontou, ela era trancada espancada e jogada de um lado para outro."
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'Um Teto Todo Seu' publicado em 1929 foi baseado em uma série de palestras que Virgínia Woolf fez em Newnham College e Girton College, duas escolas para mulheres na Universidade de Cambridge.
Desde o título Woolf discorre (inicialmente) sobre 'Mulheres e Ficção' e as imposições e barreiras utilizadas para que as mulheres fossem impedidas de escrever devido à pobreza, patriarcado, falta de oportunidades de estudo e como a liberdade econômica traria às mulheres a liberdade da escrita.
Uma das melhores partes é quando a autora examina se as mulheres foram capazes de produzir uma obra literária e até mesmo se foram capazes de produzir uma obra da qualidade como a de William Shakespeare com as grandes limitações impostas a elas. .
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'Vocês tem noção de quantos livros sobre mulheres são escritos sobre mulheres são escritos no decorrer de um ano?Vocês tem noção de quantos são escritos por homens?'.
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"Pois as obras primas não nascem de eventos únicos e solitários; são o resultado de muitos anos de pensamento comum, de pensamento coletivo, de forma que a experiência da massa está por trás de uma voz única."
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Virginia Woolf nos dá uma aula sobre nosso passado, presente e futuro num recorte não só de gênero mas de classe também. Uma aula sobre oportunidades, sobre o quanto devemos nosso direitos à muitas mulheres que dedicaram sua vida para lutar.
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Lara 14/06/2020

o percurso historico, as críticas ao patriarcado e o lirismo próprio de Virgínia Woolf fizeram dessa leitura um aprendizado infinito e um livro atemporal e essencial pra todos lerem.
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Bruna | @livrosdebruna 14/06/2020

Top 5 dos livros
Além da importância da Virginia na literatura, esse livro é imprescindível ler.
A escritora usa muito a técnica de fluxo de consciência e por isso nas primeiras 20 páginas a leitura pode ser um pouco confusa, depois disso, a maneira que Virginia disseca o tema "mulheres na ficção" é fantástico.
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Carol 12/06/2020

Impressões da Carol
Livro: Um teto todo seu {1929}
Autora: Virginia Woolf {Inglaterra,1882-1941}
Tradução: Bia Nunes de Sousa
Tradução dos poemas: Glauco Mattoso
Editora: Tordesilhas
192p.

"Um teto todo seu" talvez seja o ensaio mais conhecido de Virginia Woolf. A ideia é a de que se as mulheres tivessem, desde priscas eras, uma renda própria, um espaço para exercer a escrita, em suma, um teto todo seu, o cânone da literatura universal seria outro, mais diverso.

O ensaio é resultado de uma palestra de Woolf a jovens alunas de Cambridge sobre o tema 'Mulheres e Ficção'. É assombroso ver como ela constrói seus argumentos e seu fluxo de pensamento. A autora inventa uma irmã para Shakespeare, Judith, genial como ele, e imagina que vida ela poderia levar na Inglaterra do século XVI.

O Império Britânico, centro econômico e político do mundo, durante três séculos, teve a primeira faculdade voltada para mulheres fundada só em 1866! Apenas em 1880, as mulheres inglesas casadas tiveram permissão legal para possuir patrimônio próprio. Somente em 1918, as mulheres britânicas puderam votar.

"A liberdade intelectual depende de coisas materiais. A poesia depende da liberdade intelectual. E as mulheres sempre foram pobres, não só por duzentos anos, mas desde o começo dos tempos. As mulheres, portanto, não tiveram a mais remota chance de escrever poesia." p. 151

Virginia Woolf conclui a palestra convocando as mulheres, de todas as classes, a escreverem. Em nome da verdade, em nome da literatura, em nome da humanidade. Durante séculos e mais séculos fomos silenciadas. Como falar que algo é universal se à mais da metade da população foi negada a voz?

"As obras-primas não nascem de eventos únicos e solitários; são o resultado de muitos anos de pensamento comum, de pensamento coletivo, de forma que a experiência da massa está por trás de uma voz única." p.96
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Laurinha 06/06/2020

Esse livro foi o meu primeiro contato com a autora. É um ensaio ficcional muito bem desenvolvido e essencial para entendermos todo o contexto da presença feminina na literatura
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Tamis 06/06/2020

Virginia Wolf me dá forças
É estimulador a forma da escrita da autora. Uma narrativa simples e estruturada em percepções críticas e modernas. Nos faz perceber a interatividade do patriarcado na difícil tarefa de se fazer ,nós mulheres, a concluir qualquer atividade. Sempre somos interrompidas e ainda sim, resistimos aos nossos anseios e desejos de concluir o que quisermos fazer.
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Juliane.Teixeira 31/05/2020

No geral é um ótimo livro, mas um pouco massante. Gostei da importância do tema, porém a escrita é um pouco confusa.
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Gisa 26/05/2020

Um teto todo seu
Neste ensaio Virgínia discorre sobre o que uma mulher precisa para ser uma escritora: um teto todo seu e estabilidade financeira. Uma discussão inteligente e pontual sobre a posição literária das mulheres e das dificuldades que encontram para se dedicar a escrita. Ponto alto para a evocação da irmã imaginária de Shakespeare.
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Clayton 26/05/2020

As mulheres e a ficção [Minha resenha no Jornal Rascunho]
Em “Um teto todo seu”, Virginia Woolf defende a preeminência estética como emancipação feminina

Questionar, a essa altura da história da humanidade, por que a figura autoral feminina esteve quase sempre ausente da tradição literária torna-se um ato obsoleto. (Ou talvez não, bem consideradas as perspectivas que o patriarcalismo propicia a um observador interessado.) Se, então, o que realmente conta são as consequências, mais do que as causas, uma questão que se impõe é quantos talentos femininos esse patriarcalismo conseguiu destruir no decorrer dos séculos. Se porventura Shakespeare tivesse uma irmã de igual talento, não seria de se lamentar que esta estivesse relegada à obscuridade, sem nem mesmo sonhar com os louros obtidos pelo ilustre irmão?

É uma hipótese alarmante, embora válida, e a perspicácia de sua formulação cabe justamente a uma das ficcionistas mais afamadas e talentosas da literatura mundial: Virginia Woolf.

Em Um teto todo seu (em tradução de Bia Nunes de Sousa e Glauco Mattoso, num projeto gráfico bem sugestivo da editora Tordesilhas, enriquecido ainda por um posfácio de Noemi Jaffe e excertos do diário de Woolf), a escritora divaga por essas e outras veredas do pensamento, abertas pelo amplo tema “As mulheres e a ficção”, proposto a ela pelas faculdades inglesas Newnham e Girton, à guisa de palestra a suas alunas em 1928. Da revisão e condensação dos dois artigos originais resultou o livro em questão.

Pensamento abrangente
Tão fascinante quanto ler as obras de ficção de um escritor talentoso é ter a oportunidade de conhecê-lo para além das personas narrativas que assume; é palmilhar seu raciocínio, vê-lo elucubrar sobre uma questão controversa, para a qual mobiliza os argumentos mais rigorosos. Chegamos assim mais próximo do seu sistema de pensamento.

É o que ocorre em Um teto todo seu. A despeito de a escritora adotar em parte substancial da obra o pseudônimo de Mary Seton (alusão à balada Mary Hamilton, do folclore escocês), o que acompanhamos, através de um estilo muito peculiar que envolve fluxo de consciência, digressões, ensaísmo e retórica, são os pensamentos da autora e mulher Virginia Woolf.

O “ensaio” (o termo, a meu ver, não abrange esteticamente a obra) divide-se em seis partes e é concebido como uma longa reflexão de Mary Seton durante um dia. Seguimos suas sensações e pensamentos enquanto é repreendida por um bedel ao caminhar pelo gramado do campus da faculdade de Oxbridge, ou quando é enxotada da biblioteca por outro, pois “só se admitiam damas na biblioteca se acompanhadas por um estudante da universidade ou munidas de uma carta de apresentação”. Paralelas a tais interferências, as considerações de Mary em torno do tema da palestra, do ambiente primaveril e da movimentação das pessoas ao redor prosseguem com uma recalcitrância irônica. Recurso ficcional não gratuito.

Concomitante a esse plano enunciativo, onde acompanhamos a gestação da tese, entre digressões coesas e intervenções externas, temos o plano “presente”, quando Woolf dirige-se a sua plateia, instando-a a refletir. De início, o tema da palestra se revela “um prisma” através do qual muitos caminhos se tornam possíveis:

As mulheres e a ficção poderia significar (…) as mulheres e como elas são, ou as mulheres e a ficção que elas escrevem, ou poderia significar as mulheres e a ficção escrita sobre elas (…)

Esse trecho estrutura o livro em suas partes, revelando-lhe a abrangência. É, por exemplo, da opinião (e dissenso) de historiadores, de sábios como Goethe e figuras como Mussolini que trata o segundo capítulo. Se há alguma verdade no que diz respeito à problemática feminina, não são os homens que a poderão fornecer, suas visões impregnadas de narcisismo, recalque, idealização ou complacência.

Tampouco as criaturas femininas tão vivas nas peças de Shakespeare viabilizam alguma luz, em face do contraste que há entre elas e as que, sob o regime patriarcal elizabetano, viviam de tal maneira em desigualdade com os homens que a célebre hipótese da irmã do Bardo é aventada no capítulo três.

O caminho para a questão “As mulheres e a ficção” centra-se então na figura autoral feminina. Lançando mão de sua erudição e de remissões históricas, Virginia Woolf investiga, dentro da tradição literária inglesa, os inícios da relação mulher/escrita, das produções de Lady Winchilsea, de Margaret de Newcastle e outras escritoras de menor expressão, passando pelo grande quarteto Jane Austen-Emily Brönte-Charlotte Brönte-George Eliot, até chegar a Marie Carmichael.

Emancipação
Sem dúvida esta é a medula do livro, porque é dos desníveis estéticos observáveis entre as autoras que Woolf solidificará a ideia de preeminência estética como emancipação feminina; emancipação mais efetiva que “o ‘feminismo notório’ de Rebecca West”, que se aplicado à ficção e à poesia redunda em literatura ressentida, tão distante da escrita “desimpedida” de Shakespeare e Austen.

Mas há um preço a se pagar para que esta preeminência seja alcançada e o desenvolvimento espiritual da escritora se efetive, e este não poderia ser mais material: uma pensão mensal e um cômodo particular. Literatura de fibra não pode ser produzida em meio a passos intrusos, ou com uma exígua experiência mundana. Alguns podem relembrar Camões e outros infortunados escritores a quem a miséria não obstou a manifestação do gênio, porém, mesmo o menos favorecido teve acesso a uma educação basilar que, durante muito tempo, foi negada às mulheres. Em suma: das contingências mais materiais se extrai as condições que dão vazão ao trabalho espiritual do artista, como o ócio produtivo e o “enclausuramento” que escritores como Proust tornaram célebre.

E não seria, enfim, a imortalidade literária o remate ideal para a repressão social, bem como para a estreiteza literária que apequenou a escrita de tantas autoras seminais?

Eis aqui porque Virginia Woolf, através de uma escrita irônica e rigor de ideias, não incorre em sectarismo ou complacência em Um teto todo seu; mais: conseguiu marcar com tintas indeléveis seu nome no cânone mundial.

site: http://rascunho.com.br/as-mulheres-e-a-ficcao/
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Gabi 23/05/2020

Um teto todo seu
Achei a leitura um pouco arrastada em algumas partes, porém um livro importante para nos estimular a refletir sobre algumas desigualdades veladas que existem entre homens e mulheres por conta do machismo estrutural na nossa sociedade.
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Lucy 23/05/2020

Perfeito
Nunca pensei que uma conferência pudesse ser tão interessante, mas Woolf pode e consegue tudo nesse livro.

Com profundidade e empatia, ela analisa o patriarcado com o sarcasmo que ele merece.

Demonstra como os sistemas econômicos, sociais e culturais se sustentam na limitação dos espaços, da atuação e da criatividade das mulheres.

E ja no início do século XX ela criticava esse modelo, apontava a necessidade de lutar e a potência que viria com essas conquistas
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