A Rainha Descalça

A Rainha Descalça Ildefonso Falcones




Resenhas - A Rainha Descalça


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Guy 12/09/2020

A arte perseverando ao preconceito na sociedade espanhola entre ciganos, negros e religiosos
Um retrato dos conflitos dos os ciganos entre si e também das intrigas com a sociedade espanhola, a religiosidade e a inserção do negro em todos estes meios, no século XVIII. Uma lição de história e vida, sofrimento e determinação, discriminação e perseverança.
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Claudia 05/02/2016

É o que um livro deve ser: uma história bem contada, que quando vc lê, praticamente entra em outro universo, se esquece da vida!
Personagens reais, uma história forte, pesada, que conta coisas que com certeza aconteceram na realidade, um dia; para quem tem curiosidade sobre ciganos, é imperdível o livro. Personagens inesquecíveis: Milagros, ingênua, impetuosa; Caridad, doce, sofrida; Ana Vega, de personalidade forte e inquebrável. Melchor, inconseqüente, ousado, e um vilão e tanto, não vou dizer o nome......
O final é um clímax que.... não deixa largar o livro!!!
Seguem trechos do livro: "A humilhação veio a converter-se na pior das cenas que as cultivadas autoridades da época impuseram aos menores. Sucedeu que as moças ciganas que haviam sido destinadas à oficina de costura daMisericórdia se negaram a trabalhar por não receber a comida que lhes correspondia. A decisão do regedor foi tirar-lhes as roupas e o calçado que lhes havia proporcionado e enviá-las com as demais. Dezenas de jovens ciganas se encontraram de repente completamente nuas em pátios e galerias, envergonhadas, tentando ocultar o corpo, o púbis e os peitos, nascentes em umas, túrgidos em outras, aos olhares de suas mães e dos demais internos. Em alguns dias a medida foi anulada pela junta de governo, mas o mal estava feito."
.................................................................
"As mulheres, encarceradas na Misericórdia de Saragoça e no depósito de Valência, sofriam, como se tal fosse possível, ainda mais que os homens. Elas não eram produtivas; ninguém havia conseguido fazê-las trabalhar, e o dinheiro do rei para mantê-las não chegava. Fome e miséria. Doenças. Tentativas de fuga, algumas consumadas. Desobediência e insubmissão permanentes. Se os homens eram acorrentados, as mulheres eram mantidas quase nuas, a maioria coberta com simples farrapos a ponto de quase não se encontrarem sacerdotes dispostos a pregar diante daquele rebanho de almas perdidas. ............................................................ Famílias dispersas e casais separados por centenas de léguas de distância. As meninas continuavam junto de suas mães, se as tinham, e o acaso as havia levado pelos mesmos caminhos; as crianças sofreram as maiores injustiças. ........................................Já no depósito de Málaga, antes de serem transferidas para a Misericórdia de Saragoça, as ciganas tentaram esconder os rapazinhos que já estavam em idade apta para o trabalho. ............. as autoridades do depósito não podiam saber sua idade exata, que suas mães diminuíam aproveitando seu parco desenvolvimento, fruto da má alimentação. Contudo, antes de sua partida, vinte e cinco garotos com mais de onze anos foram separados à força de suas mães para serem conduzidos aos arsenais. "
".....nós, as mulheres, viemos a este mundo para parir com dor, para trabalhar e para sofrer a perversão dos homens. Eles.... os senhores, se rebelam, lutam e pelejam diante da infâmia. Às vezes ganham e se convertem no macho vitorioso, outras muitas vezes perdem e então se encarniçam nos fracos para enganar-se e viver com a vingança como único objetivo. Nós temos que calar e obedecer.............."
Idade Moderna, seguindo-se à Idade Média... uma época de selvageria, desmandos, barbaridades, enfim, o autor sabe muito bem como desenvolver um romance tendo como pano de fundo uma época terrível.
Crica 05/02/2016minha estante
Vou colocar na meta já que vc gostou tanto.


Claudia 05/02/2016minha estante
Ah, gostei. Espero que vc tb goste!!




Julia.Marcondes 02/04/2020

um canto a liberdade
Em meio a uma história minuciosamente contada e vivida no século XVIII, numa Espanha cheia de preconceitos, lutas e universos dentro de cada personagem, Idelfonso Falcones consegue envolver até o profundo do coração pra mergulhar na história de duas mulheres, de vidas diferentes, que com a dor e o sofrimento são unidas pra cantar e dançar a liberdade, com gosto de sangue e lágrimas.
Um canto a liberdade dos ciganos, das mulheres, e de cada um de nós.
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Bia 09/01/2017

Excelente!!
Pense em como ser jogado para uma outra época. Com certeza, Falcones realiza essa proeza com A Rainha Descalça. Só que, diferente do que muitos possam pensar, essa é uma obra que mostra a realidade, por isso não é recheado de finais felizes ou conclusões maravilhosas. O autor mostra a dura e crua realidade de um povo espanhol, pobre e faminto, mas não apenas isso, mostra toda a força, determinação e coragem das mulheres desse povo.
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Simone de Cássia 03/11/2017

Lindo livro, mas, só pra quem ama história. A gente se vê percorrendo os tais "becos", ouvindo as cantorias ciganas, observando os desmandos dos poderosos... Muito bom!"
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Mallú 16/04/2019

J'ai lu...
Queridos leitores...
Que livro é esse? Essa obra é visceral e impactante, com uma abordagem nada, e eu repito, NADA, simpática.
A crítica já começa com uma das protagonistas sendo deixada "à deriva" no meio de um país completamente estrangeiro para ela. E aí o rumo da obra segue por capítulos e capítulos, sem fim, sobre escravidão, incompreensão da cultura cigana e machismo em excesso.
Tiveram momentos em que eu passei mal, momentos em que eu chorei e momentos em que eu sorri de contentamento pelo fim de certas personagens, mas ler essa obra é uma experiência forte e densa. Há muito o que se ver e o que se interpretar.
(Tem uma resenha cheia de amor e empatia, onde eu falei um pouco mais sobre o livro, lá no meu blog. O link está aqui embaixo.)

site: https://malluamabili.blogspot.com/2018/03/jai-lu-rainha-descalca-ildefonso.html
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Mikka 14/11/2019

O melhor retrato já feito pela literatura do povo rhomá (cigano)
O ponto forte do livro de Ildefonso Falcones é, sem sombra de dúvida, seus retratos históricos, sempre muito nítidos e críveis, e a caracterização do povo calon no século XVIII. É de uma sensibilidade, de uma força tão grande que a gente custa a acreditar que foi escrito por um payo. Dito isto, nem tudo são flores... A linguagem (pelo menos desta tradução) é excessivamente rebuscada, o que deixa a experiência da leitura mais pesada do que talvez devesse para ser prazerosa. A trama, por sua vez, embora verossímil e bem desenvolvida, acaba parecendo fraca, um acessório para pintar um retrato de época cruel e visceral.

As personagens, todas elas, são muito profundas e cativantes, especialmente as personagens femininas. Trata-se de um livro extremamente forte e empático. Porém, ao final da leitura, resta a dúvida: quem era a protagonista? Milagros? Ou Caridad? Ambas poderiam ser (e de fato creio que sejam) "rainhas descalças". O título, porém, está no singular.

Quanto ao final... Foi um pouco decepcionante em minha modesta opinião. Não é que tenha sido ruim, não foi, mas Ildefonso preparou o palco, nos últimos momentos, para um musical da Broadway... E o que entregou foi pouco mais que uma peça de escola. Não parecia o final do livro, que teve capítulos com clímax melhores.

Apesar dessas queixas, é um livro excelente, bem escrito e em diversos momentos me tirou risos e lágrimas!
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Clarissa 24/11/2020

Uma história emocionante que narra a saga de um povo cuja história confesso que desconhecia. Prepare seu coração, porque, como dizia minha mãe, "sofrimento pouco é bobagem".
O autor, alternadamente, acompanha uma ou outra personagem em cada capítulo, permitindo que tenhamos visão da perspectiva de cada um.
Ele dá descrições muito detalhadas sobre os lugares, nomes de ruas, prédios importantes, coisas assim. Para mim, foi confuso, mas entendo que quem conhece a história dos lugares citados possa achar interessante.
Valeu muito a pena.
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