O Teste

O Teste Joelle Charbonneau




Resenhas - O Teste


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Carolina DC 11/05/2014

Narrado em primeira pessoa e contado através do ponto de vista da protagonista, a Cia, "O teste" é o primeiro livro de uma série que traz todos os elementos necessários para ser uma série de sucesso.
A família de Cia é composta pelos pais e os quatro irmãos mais velhos: Zeen, o mais velho de todos, Hamin e os gêmeos Hart e Win. Com 16 anos de idade, Cia está se formando na escola, em uma turma de 8 meninos e 6 meninas, o que é considerada uma turma grande. Faz dez anos que nenhum aluno das Cinco Colônias (que é onde Cia e a família moram) é escolhido para "O Teste". As pessoas que passam pelo "Teste" são consideradas importantes pelo governo, pois vão estudar na faculdade e depois exercer uma função importante para auxiliar nos problemas existentes na sociedade, como a escassez de alimentos em algumas colônias, ou a descontaminação das águas (fontes potáveis de água são raras de se encontrar) ou até mesmo a obtenção de combustíveis.
Acontece que nessa formatura algo extraordinário acontece: Cia e mais três alunos (Malachi, Zandri e Tomas) são escolhidos para realizar o Teste.
Escolhidos é um termo brando, pois não é uma escolha. Aqueles selecionados devem realizar o Teste ou serão punidos severamente. Os quatro vão para Tosu Cit e junto com outros alunos das demais colônias fazem parte dos 108 escolhidos.
O Teste consiste em quatro partes: ensaios escritos, exames de aptidão, habilidades de trabalhar em equipe e tomada de decisões e habilidades de liderança. Parece simples, não é? Bom... mas os alunos precisam tomar cuidado, porque aqueles que não passam nas etapas, nunca mais voltam para casa.
A história é bem delineada, cheia de emoção e reviravoltas. Cada detalhe do livro foi bem elaborado e existe muita tensão. Há momentos em que o leitor prende o fôlego para seguir em frente, com medo de que algo ainda mais terrível irá acontecer em seguida.
Desde o início o leitor percebe uma conspiração, mas não sabe explicar qual é. O pai de Cia resume muito bem a situação: "Não confie em ninguém!"
Cia é jovem, inteligente e muito mais perceptiva do que ela dá a entender. Em alguns momentos ela consegue enxergar detalhes que os demais concorrentes não percebem e isso se torna uma vantagem para ela. O problema é que ela tem um bom coração (o que no meio do Teste é realmente um problema!) e ficamos receosos quando ela tenta alertar ou contar algo a alguém.
Existem outros personagens que se destacam no livro, como Will, um dos gêmeos da colônia de Madison, Boyd e Nicolette, primos da colônia de Pine Bluff, Ryme, da Colônia Dixon e claro, os conterrâneos de Cia.
Os adultos do livro também são bem misteriosos e despertam a curiosidade do leitor, com suas atitudes ambíguas, como Jedidiah Barnes, a professora Verna Holt, a Magistrada Owens e o oficial Michal Gallen.
Uma história de tirar o fôlego, com personagens carismáticos e ao mesmo tempo um tiquinho psicopatas (rs).
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um trabalho incrível. A capa chama a atenção e desperta a curiosidade do leitor.

"Na escola, aprendemos que, há noventa anos, Tosu City foi criada como o primeiro sinal tangível de que as pessoas haviam sobrevivido aos Sete Estágios da Guerra - os Quatro Estágios de destruição que os humanos lançaram uns sobre os outros, então os Três Estágios subsequentes - em que a terra lutou de volta". (p. 65)
ThiPad 15/01/2016minha estante
Carolina, que resenha bem escrita! Parabéns!


Carolina DC 02/06/2016minha estante
Obrigada ThiPad ;)




Bárbara 16/09/2015

Déjà Vu
Nesse livro você vai encontrar:

- uma seleção de jovens de várias colônias para uma prova;
- nessa prova, as pessoas morrem;
- uma Capital opressora que usa a prova para controlar a população;
- mutantes que parecem animais, mas têm olhos humanos;
- Chicago;
- paixonite entre a protagonista e amiguinho da cidade natal que foi para a prova com ela;
- o amiguinho é ferido na perna e ela tem que salvar ele;
- instrutor misterioso que sabe das mentiras por trás da prova e tenta ajudar a protagonista;
- labirinto;
- amigo traidor;
- aerodeslizadores. Não, espera. Nesse livro eles chamam flutuadores;
- protagonista que (palavras dela escritas no livro) "não posso ser controlada";
- quase me esqueci do soro da memória! É básico para fazer as pessoas esquecerem de tudo o que viveram e viram, não é? Pois é.

Será que a gente já não viu tudo isso em algum lugar por aí? Não sei, me soa familiar... O que você acha? Eu acho que só faltou "Que a sorte esteja sempre a seu favor!" antes de cada um dos testes.

Se você já leu Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner e procura por aquela distopia inovadora e eletrizante, cheia de momentos de "AI MEU DEUS, NÃO ACREDITO!", sinto muito. Não vai encontrar nada surpreendente em O Teste.

Previsível? Sim. Escrita fraca e superficial? Sim.

Mas olha, se você nunca leu os clássicos distópicos (o imperador Jogos Vorazes, incrível Divergente e inacreditável Maze Runner), tem uma chance de você gostar. A escritora copiou um pouco de tudo e colocou uma protagonista sem sal no meio.

Já que estamos comparando, o que é inevitável, Malencia Vale não é nenhuma Katniss e menos ainda Tris. Ela é corajosa. É boa. Quer proteger a sua família. Mas isso todas são. O que as diferencia é a acidez mordaz da Katniss e sua frieza, a teimosia irritante da Tris que a faz ter uma coragem heroica. Cia não tem nada disso. Não nos cativa com nada específico que a caracterize.

Sabe aquele livro-fórmula? Pois é. "Deixe-me socar isso aqui nessa fórmula que vende no mercado e fazer o meu dinheiro". É claro que isso é ótimo para a escritora porque, apesar de tudo, o livro vende mesmo. E se vende, deve ser porque alguém gosta. Bem, eu não. Para mim, o que dita uma boa série ou estória é a originalidade e isso é tudo o que faltou no livro de Joelle Charbonneau. Mas se você gosta de coisas repetidas, vai fundo porque esse livro é perfeito para você.
Fabricio~Raito 08/10/2015minha estante
Eu não sei como essa autora não foi processada ainda. A cena inicial do livro é cópia descarada tb! Até o "Soro da Verdade" que apareceu em Divergente essa autora utilizou aqui. É basicamente jogar as distopias de sucesso atualmente num liquidificador, coar e sai essa "O Teste"


Bárbara 21/12/2015minha estante
Exatamente, Fabrício. Também tive essa impressão.


Reinaldo (Estante X - @reeiih) 21/04/2016minha estante
Não concordo com a sua resenha, e para opor isso, digo:
- Cite-me dois livros que tenham uma história totalmente original e que não se possa encontrar nenhuma referência se quer em outro livro que já foi publicado (seja um livro passado ou atual).

Até mesmo o majestoso Harry Potter, com todo o seu universo único e singular, já foi comparado a um outro livro mais antigo, que tem a mesma trama, mesmo universo e praticamente o mesmo personagem.

O próprio imperial Jogos Vorazes que é por muitos aclamados, é basicamente uma releitura de um livro mais antigo que tem o mesmo cenário e contexto, chamado Battle Royale. Alguns pontos diferentes, porém a história é a mesma.

Penso que o erro é ler o livro tendo em mente que ou imaginando que é parecido ou que segue a mesma linha de Divergente / Jogos Vorazes e Maze Runner.

Se o livro fosse tão repetitivo e copiado como você cita, não teria virado best seller nos Estados Unidos, assim como Jogos Vorazes e Divergente também se tornaram.


Bárbara 22/04/2016minha estante
Reiih, vc tem razão, é muito difícil um livro ser totalmente original, ainda mais os atuais, e eu não julguei em minha resenha hora nenhuma que (chamemos assim) os "clássicos" distópicos (Jogos Vorazes, Divergente, Maze Runner, etc) o sejam. Mas os livros podem ser inovadores - Divergente com suas facções, por exemplo, Maze Runner com a trama do governo de jogar jovens em um labirinto e depois em outras provas para estudá-los cientificamente. Jogos Vorazes é polêmico, porque tem o Battle Royale do escritor japonês que pouca gente conhecia antes da Suzanne Collins e tem uma história bastante (demasiadamente bastante) semelhante, mas, como o livro que explodiu nas vendas foi Jogos Vorazes (inclusive o que eu conheci primeiro, antes de Battle Royale) por causa do marketing americano ser maior, e ainda é o exemplar que as pessoas mais conhecem e o que realmente impulsionou a produção e venda dos YA distópicos, vamos considerá-lo: jogar jovens em uma arena para lutarem até morte como forma de controlar a sociedade. Isso tudo que citei, dentre todas as outras características clichês desses livros, são suas inovações, suas grandes ideias que os tornam singulares.

A questão é que, em O Teste, eu não notei singularidade nenhuma e menos ainda habilidade de escrita da autora, seja para a trama, para a formação dos seus personagens (os quais são ridiculamente planos) ou para a originalidade (aqui, espero que agora você entenda que não é 100% de originalidade, mas sim uma ideia que seja A ideia original que não tenhamos nunca visto no meio do resto de clichê que sempre há nesses livros).

E então, finalmente, chego à parte da minha resenha em que eu aconselho: indico O Teste para pessoas que não tenham tido contato com os distópicos "famosões", porque, caso contrário, não encontrarão nada de surpreendente, mas no primeiro caso ainda podem achar algo de divertido na história - apesar das já citadas nada aceitáveis habilidades de escrita da autora . Só que pra leitores mais jovens iniciantes no mundo literário e que curtem livros mais leves e simples, isso nem faz diferença, e por isso o livro ser um best-seller. Aqui quero lembrar que best-seller não é sinônimo de qualidade, mas sim de grande massa de pessoas comprando um título por algum atrativo comercial que ele possua (tanto que eu comprei a trilogia, então os meus exemplares somaram na contagem de vendas, mas eu sou uma das leitoras insatisfeitas que julga a obra como sendo de má qualidade). Por que você acha que em muitos livros distópicos vem escrito "perfeito para os fãs de Jogos Vorazes"? Por motivos comerciais de atingir público de uma mesma área, o que O Teste é prova de atinge.

Muito obrigada pelo seu comentário!


Marllon 28/08/2016minha estante
Tenho duas coisas a dizer.
Primeiramente, os livros que você citou estão longe de ser clássicos de distopia. rs
Clássicos são Admirável Mundo Novo, 1984, Fahrenheit 451, Laranja Mecânica etc.
Se você achou esse livro uma cópia, ficaria espantada ao comparar Jogos Vorazes com Battle Royale.
O outro colega que comentou aqui disse não saber como essa autora não foi processada. Eu pergunto, como a Suzanne Collins não foi processada? rs
É isso, o mercado editorial é assim, é tudo parecido uma vez que venda.


Reinaldo (Estante X - @reeiih) 17/10/2016minha estante
Bárbara, compreendo o seu comentário, e entendo que você defende que o livro é "ruim", enquanto eu defendo que ele "não é ruim", digamos assim, pois já estive do outro lado também (se você procurar pelo livro A Filha do Norte, verá que a minha resenha também classifica o livro com duas estrelas).

Mas aqui vem o fato que rebato novamente. É uma distopia. O que isso significa: significa que o futuro pode qualquer coisa, até as mais impensáveis. Soro da Memória? Isso já é algo que tem lá no Admirável Mundo Novo com o tal soma. Os personagens mesmo falam que o soma lhes permite uma fuga da realidade, a esquecer das coisas ruins e a deixá-los alegres e felizes. Claro que o soma é muito mais complexo, mas se comparamos, nem Divergente trouxe isso como ideia "original".
Sim, o livro tem bastante coisa parecida, com os dois famosos e outros mais antigos. Mas o diferencial que você não encontrou no livro é o método. A razão da existência dos Jogos Vorazes é qual? Condicionar os Distritos que a capital domina sobre eles e que todo ano vai matar um deles, como símbolo da guerra vencida.
O propósito de Divergente é qual? Dizer em qual grupo social cada um deve permanecer ou que tenha habilidades compatíveis, e caso seja um divergente, deverá ser morto (até o segundo livro).
Qual é o propósito do Teste: encontrar as pessoas mais inteligentes, mais preparadas e capazes de analisar o ambiente, definir objetivos e torná-los possíveis. Independente se o cara é bom ou mal, se for inteligente, fará parte da sociedade. Esse é o objetivo. Só as provas teóricas não determinam quem é o mais inteligente. O mais inteligente é quem fosse capaz de sobreviver em meio a tantos riscos, inclusive, inimigos conhecidos. E porque os mais inteligentes? Obvio. Uma sociedade "burra" não evoluiriam, ainda mais depois da devastação da guerra.

Mas como eu disse no começo, compreendo a sua posição de crítica negativa, nem sempre a experiência positiva de um leitor vai ser a mesma de outro.


Bárbara 18/03/2017minha estante
Marllon, sim, utilizei a palavra "clássicos" com uma conotação diferenciada, por isso não ficou claro para você, desculpe. Eu quis dizer "ícones atuais", ou seja, os representantes atuais do tema (porque usamos "clássicos" quando queremos dizer "ícones", então foi como fiz). Você está correto quanto à Bradley, Huxley, etc, os Senhores das Distopias, vou chamá-los assim. Concordo quanto ao mercado comercial também.


Bárbara 18/03/2017minha estante
Estante X, sim, agora você me compreendeu melhor. Realmente não tive uma boa impressão do livro ou experiência. Seu último comentário me ajudou a ver com maior clareza o ponto de defesa da trama que a autora utilizou. Reconheço-o, mas ainda acho que o desenvolvimento dele foi fraco pelos motivos que eu já citei. Obrigada! Boas leituras ;)




Fernanda 25/06/2014

Resenha: O Teste
Resenha: O teste é um livro que tem recebido vários comentários positivos a respeito da trama consistente e avaliativa. A obra apresenta uma ambientação distópica apreensiva, e que parece muito real e plausível, apesar dos tantos conflitos ao longo dos acontecimentos. Diante disso, é possível dizer que é mesmo uma leitura bem estruturada e o melhor é que supera qualquer expectativa.



CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/06/resenha-o-teste-joelle-charbonneau.html
Maristela 01/07/2014minha estante
Quero muito ler esse livro e já o tenho em minha lista desde que o vi pela primeira vez. Adorei sua resenha e pretendo não demorar muito para ler o livro.


Juliana 03/07/2014minha estante
Suas resenhas sempre me deixam com mais e mais vontade de ler os livros. Estou ansiosa para ler este


Line 11/07/2014minha estante
Estou doida pra ler esse livro, primeiro pq adorei a sinopse e a capa, e depois pq por sua resenha vi que vou amar o livro e que ele vai me prender totalmente.. Vai pra lista dos desejados urgentemente.
bjs



Milena 15/07/2014minha estante
O livro parece ser ótimo, fiquei bastante interessada em ler!




Yagho 04/10/2014

Você foi selecionado para o Teste.
"Não confie em ninguém." é o que dizia o pai de Malencia 'Cia' Vale.
No entanto, ela não seguiu este conselho.

O Teste é uma espécia de prova com várias fases, que seleciona - apenas - os melhores alunos de todas as oito Colônias para a Universidade. Ser escolhido é uma honra.
A não ser que haja uma corrupção por trás deste programa tão estimado.

A escrita de Joelle Charbonneau é fluida, sem aquela "enrolação" no começo do livro (como em Jogos Vorazes, por exemplo). A história pega fogo nas primeiras páginas, e quando você se dá conta, já acabou com o livro.
"O Teste" se assemelha com "Jogos Vorazes" (Suzanne Collins) e "Divergente" (Veronica Roth). As pessoas apaixonadas por distopias -como eu - irão amar esse livro. Particularmente, a edição da Única Editora não está tão boa, com alguns erros de concordância e digitação, mas nada que vá gastar mais de cinco segundos de sua leitura.
As falas não são marcadas com parágrafo seguido de travessão, o que às vezes pode nos confundir. Exemplo:
Estava dormindo quando Fulano me acorda dizendo. - Cia, acorde! tem alguém nos arredores da barraca.
(Trecho não extraído do livro, apenas improvisado)
No entanto, a leitura é simples e divertida. Mais que recomendado!
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Adriano 30/07/2014

O sistema que dá esperança ao jovem, é o mesmo que oprime!
Hoje, quero resenhar para vocês, um dos últimos títulos que eu devorei num nível absurdo de rapidez. Como fã de livros distópicos, a leitura de O Teste se consagrou na minha área de conforto literário. Foi uma experiência absurdamente prazerosa. Ouso chamá-la de deleite literário.

O livro aborda, em suma, a tentativa de reconstrução do mundo tal qual o conhecemos hoje, após a destruição em massa causada por uma guerra sem precedentes que culminou na destruição dos recursos vegetais, animais, energéticos e hídricos. Os sobreviventes se unem na Comunidade das Nações Unidas, um país com o poder centralizado nessa capital e com a população aglomerada e distribuída em colônias, com níveis diferentes de desenvolvimento.

Como toda distopia, o governo da Comunidade das Nações Unidas é excessivamente autoritário e com algumas regras rígidas, que se quebradas geram punições severas. Nesse ambiente pós-apocalíptico, nem todos têm direito a educação e quem poderá usufruir de um ensino superior nas universidades do governo, serão aqueles que apresentarem notoriedade nas escolas básicas e que desenvolvam projetos que possam solucionar problemas dessa civilização. São as mentes brilhantes e jovens prodígios que poderão vir a somar no rol de intelectuais.

No entanto, ser escolhido não quer dizer que você vai para a universidade. Ser escolhido quer dizer que você está apto para fazer o Teste e se aprovado nessas provas, terá a chance de ir para a faculdade. A seleção desse jovem é tida como motivo de honra e orgulho. Dissemina-se na população o pressuposto de que ser escolhido para o Teste é prova de que a comunidade te admira e acredita em seu potencial. Vemos o otimismo dos jovens ao se imaginarem pondo em prática benefícios para o bem geral, ou seja, eles se veem como construtores de um futuro utópico.

"Enquanto eu como, ele me diz que o processo do Teste foi criado há anos pelo pai do doutor Barnes, que acreditava que os Sete Estágios da Guerra ocorreram porque os líderes mundiais não tinham a combinação correta de inteligência, habilidade de agir sob pressão e força de liderança para nos tirar dos confrontos. Que a única maneira de garantir que a Comunidade Unida não repetisse seus antigos erros seria testar os futuros líderes do nosso país e se certificar de que eles tinham a amplitude de qualidades que não apenas ajudariam nosso país a florescer, mas manteriam nosso povo em segurança. Com o passar dos anos, vários oficiais da Comunidade questionaram a necessidade de penalidades tão severas ao falhar no Teste. Alguns dizem que os Avaliadores fraudam o sucesso das provas para que aqueles que são espertos demais, fortes demais ou dedicados demais sejam podados. Contudo, há aqueles que se sentem não apenas levados a reconstruir a Nação, mas também a questionar suas leis e suas escolhas. Qualquer um que verbalize opiniões negativas sobre o Teste ou é transferido para um posto avançado ou desaparecido."

A autora se concentra em Malencia Vale, mais conhecida como Cia, da Colônia Cinco Lagos que após a formatura é escolhida para fazer o Teste. Cia é uma garota forte, inteligente, observadora, esperta e que veio de uma família, na qual seu pai já passou e foi aprovado no Teste e ele dá a filha, certa vantagem, ao passo em que lhe confessa sobre seus pesadelos com cenas que remetem a fase de provas, cita como o Teste destrói a juventude e deixa bem claro que ELA NÃO DEVE CONFIAR EM NINGUÉM.

"Mantenha seus amigos por perto e seus inimigos mais perto ainda, não é o que dizem? Mas como agir quando amigos e inimigos são as mesmas pessoas?"

Eu achei que essa busca por um líder é bastante abusiva. Os escolhidos são tirados do conforto de sua colônia e de sua família e são levados a fazerem provas extensas e teóricas de Matemática, Ciências, História e Escrita. São testados em suas escolhas, em sua convivência, em sua capacidade de solucionar problemas, sua liderança, em sua capacidade de sobrevivência e de enfrentar desafios. De modo geral, são testados a partir do momento que são admitidos participantes e fracassar não é uma escolha. Cada demonstração de fraqueza ou de derrota são punidos.

O Teste é composto de 5 provas e a cada momento, percebemos uma Cia mais paranoica, que passa a enxergar as entrelinhas de um sistema que oprime e mascara. Ela passa a se cobrar mais, temer a morte em cada segundo porque ela começa a sentir que uma vez dentro do Teste, não tem como sair vivo dele, a não ser que seja aprovada! A Cia é muito esperta e graças a isso, consegue captar armadilhas e duvidar de qualquer sombra de bondade. Ela passa a se erguer sobre o ditado popular: "quando a esmola é demais, o santo desconfia". E ela desconfia de tudo.

No decorrer da prova, Cia se alia a Tomas, o rapaz carinhoso e bondoso de sua Colônia e eles começam a desenvolver um "affair". Passam a se amar e confiam, de fato, um no outro. No entanto, seria esse amor suficiente para que Cia confiasse em Tomas, mesmo quando seu pai deu ordens estritas de que ela não confiasse em ninguém? Vão ler o livro para descobrir.

Cia começa a se questionar: confiar é uma característica desejável ou um defeito de um bom líder? Os Avaliadores considerarão isso como fator positivo ou negativo?
Como o livro é narrado pela Cia, nós acompanhamos todos seus pensamentos, indagações, descobertas, medos e angústias. As vezes sentimos falta de diálogo ou de como outros participantes estão enxergando as provas.

O livro é bem parecido com Jogos Vorazes. Uma cópia? NÃO!!!
O ambiente do Teste, o mundo devastado por guerras, esse governo autoritário que oprime e tira dos jovens o direito a liberdade, a personalidade de Cia, os dramas causados por essas provas se assemelham aos jogos criados pela Suzanne Colinns. Eu, como tributo, soube diferenciar bem O Teste de Jogos Vorazes. São livros que possuem várias diferenças e cada um, tem sua peculiaridade que o torna interessante. Se você ama um destes, pode ter certeza que amará o outro.

De modo geral, o livro é eletrizante do começo ao fim! Toda a tensão do livro coloca em questão um lado obscuro da liderança e todos os sacrifícios que algumas pessoas estão dispostas a fazer para conquistá-la! Mostra os esforços para sobreviver num mundo destruído que sonha se restaurar. O caminho tortuoso da narrativa de Joelle Charbonneau cria uma estória única e imperdível.

Nenhum fato é previsível! Nenhuma escolha é desprezada! Nenhuma morte é em vão!

Eu confesso: achei que O Teste é um livro "nerd". Não me julguem, mas esse ambiente de fazer provas, ser inteligente e esperto. Descobrir códigos, armadilhas e solucionar problemas sob pressão, me lembram as pessoas nerds e inteligentes que são promissoras e bem-sucedidas em suas escolhas.
A leitura é mais do que recomendada para fãs de distopia e livros jovem-adulto, nerds e claro, tributos. Tenho certeza de que não se arrependerão!

A continuação de O Teste, Estudo Independente já foi publicado no Brasil!

Espero que tenham gostado! E comentem! Vou adorar saber o que vocês acharam!

site: http://geracaoleiturapontocom.blogspot.com.br/2014/07/resenha-o-teste-joelle-charbonneau.html
Gu 14/09/2014minha estante
Distopia? Livro nerd? TO DENTRO
Já quero ler Adriano. Resenha perfeita




Felipe Miranda 12/06/2014

O Teste - Joelle Charbonneau por Oh My Dog estol com Bigods
Os Sete Estágios da Guerra foram responsáveis por uma destruição massiva da sociedade. Lagos e oceanos foram contaminados, a terra deteriorou-se e o fracasso se instalou. Bombas e tempestades de ar radioativo, ondas gigantes e pessoas mortas, cidades foram destruídas e tecnologias extintas, milhares de pessoas mortas numa guerra causada pelo próprio homem que lutou contra si próprio e perdeu para a terra. Nesse cenário tudo é governado pela Tosu City, a Comunidade das Nações Unificadas, que divide o que restou da sociedade em dezoito Colônias.

Cia é nossa protagonista e vive na Colônia Cinco Lagos, uma comunidade meio que esquecida pela Tosu City. Sua formatura se aproxima e isso é sinônimo de O Teste. Mas em que consiste O Teste? Todos os formandos são analisados levando em consideração a sua formação, os melhores vão a Tosu City para realizar um teste para adentrar à universidade. Os escolhidos são vistos como honrados, como a grande esperança para restaurar tudo que foi perdido com as guerras. Adivinhem... Cia é selecionada e sabe o que isso significa. Ela irá para onde a Comunidade das Nações Unificadas julgar necessário seus talentos, ela não voltará para casa nunca mais...

A aparente sensação de progresso e paz que circunda a colônia juntamente aos muros gigantes que protegem a população dos animais mutantes e demais perigos se mostrará fragilizada. Não será fácil para Cia abandonar sua família por algo que não é dono de suas certezas. Após seu pai, ex-aluno da universidade, revelar segredos obscuros e aconselhá-la a não confiar em ninguém, Cia parte de sua colônia com mais 4 selecionados para competir contra 108 formandos no total. Ela rapidamente passou de uma criança para tornar-se uma adulta. Sozinha e dona não apenas de seu futuro, mas do futuro de sua família. Cada passo e atitude tomada durante os testes será decisiva para sua vida. Ou sua morte.

"Água. Contaminada? Provavelmente, mas tenho meu kit para lidar com isso. Pela primeira vez no dia, sinto um alívio.
Então o mundo explode." Trecho da página 167

Não vou revelar mais informações sobre o funcionamento do Teste, acredito que o maior barato de se ler distopias é descobrir como a sociedade governa, quais os perigos envolvidos e nesse caso, quais os testes , de fato, a serem enfrentados. Adianto que são várias fases que testarão capacidades e princípios. Um deles parece querer saber qual candidato é capaz de matar e viver bem com isso. Cia será capaz de matar um concorrente se for necessário? Como eu disse, Cia foi para Tosu City com mais 4 jovens de sua colônia, entre eles está Tomas. Sim, pessoal, teremos um romance, mas calma que esse não é o foco da trama. O time de personagens é variado e sustenta bem a falta de reviravoltas surpreendentes no enrendo. Não me vi entediado porém a leitura poderia ter sido mais rápida se houvessem mais elementos que me tirassem o fôlego.

O Teste tem um grande potencial de melhorar com os próximos volumes, os capítulos finais são super instigantes. A narrativa é feita em primeira pessoa por Cia e nos torna íntimos de seus medos e vontades, ela é uma boa protagonista que cresce no decorrer da narrativa. Admito que os vilões são mais interessantes e as interrogações que surgem no desenvolvimento da estória deixam uma pulga atrás da orelha. Cia acabará confiando em pessoas e tomando decisões. Basta sabermos se serão atitudes sensatas ou corretas no futuro...

Distopia é aquele gênero mais que necessário em minha estante, sempre estou precisando de uma dose. Se você é fã do gênero, O Teste é uma ótima pedida.

site: http://www.ohmydogestolcombigods.com/2014/06/resenha-o-teste-joelle-charnonneau.html
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Fran Vila Nova 12/10/2015

Surpreendente
Esse livro merece no mínimo 4 estrelas, me surpreendeu. Comecei a ler por falta de opções e fui arrastando a leitura até a página 200 por aí, achei muito semelhante a Jogos vorazes e isso me incomodava as vezes, apesar de saber que é difícil fazer um livro desse seguimento que seja totalmente diferente de Jogos vorazes, mas a autora soube dar suas próprias doses psicopatas. Cia (Malencia que eu só conseguia ler Melancia!) é uma garota focada, objetiva e determinada, achei impressionante o quanto ela conseguia ser calculista (no bom sentido) e inteligente, cara! Coisa de louco essa personagem, ela via além das aparentes situações e não sei se isso a faz mais interessante ou uma espécie de personagem utópica da autora. Simplesmente tenho que bater palmas para o bom senso, agilidade e poder de raciocínio da nossa Malencia. Ok, tudo começa com uma seleção para a universidade onde poucos são escolhidos para serem "líderes" do seu país, eles enfrentam teste e mais testes em busca da tão sonhado vaga na universidade e é aí que comecem os jogos, opa, os testes. Cia e mais três alunos (Malachi, Zandri e Tomas) da sua "colônia" são escolhidos para realizar o Teste. Tomas é o mais fofo mas vai deixar muita gente com um pulga atrás da orelha até o próximo livro. A autora é detalhista e constrói um universo rico, é facial de se transportar, e em vários momentos me peguei nervosa enquanto lia uma cena descritiva com suspense, como uma das cenas finais ... Quase tive um pequeno infarto literário! Existem outros personagens que se destacam no livro, como Ryme e seus bolinhos, Will, um dos gêmeos da colônia de Madison, Boyd e Nicolette etc, os personagem são carismáticos, as situações bizarras e um final arrebatador! O que dizer? Não esperava nada e acabei gostando muito, ótimo se surpreender, indico!
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Ana Luiza 18/06/2014

Você está preparado para ser testado?
Um quarto da população mundial, terras e rios contaminados e nações inteiras destruídas foram tudo o que sobrou depois dos Sete Estágios de Guerra. No antigo Estados Unidos da América surge a Comunidade das Nações Unificadas, um conjunto de pequenas e grandes colônias quase que independentes. Malencia Vale é de Cinco Lagos, uma das menores colônias. Seu pai é um dos líderes locais, que trabalha com a recuperação da terra e desenvolvimento de alimentos mais saudáveis e que consigam nascer no solo maculado. É ele que avisa a Cia que ela deve tomar cuidado com o que deseja. A garota não quer acabar como os irmãos, que após terminar a escola, continuaram em Cinco Lagos, trabalhando ao lado do pai. Cia quer continuar seu estudos, ir para a Universidade. E sua única chance é o Teste.

- Cuidado com quem você confia, Cia. Faça isso e tudo ficará bem. Pág. 47

O Teste é um sistema de avaliação criado pela Comunidade que seleciona os alunos mais brilhantes de cada Colônia e os testa para ver quais deles realmente merecem ser os próximos líderes da nação. O pai de Cia fez o teste e passou, e é exatamente por isso que ele não quer que os filhos façam os mesmos. Quando Cia é selecionada para o Teste, sua felicidade é minada pelo pai. Apesar de não se lembrar de nada do Teste, ele conta sobre sonhos terríveis que tem e que, se verdadeiros, indicam que o Teste é mais perigoso do que a garota pensava e que ela pode não voltar viva dele, isso se voltar.

Apesar do alerta do pai, Cia ainda está feliz por ter sido selecionada, já que sua vida inteira dera o seu melhor justamente para ter aquele momento. Entretanto, a garota não deixa de ficar alerta e se conscientizar de que nada e ninguém - pode ser o que parece. Os testes começam em Tosu City, capital da Comunidade, e pela primeira vez longe dos pais e de sua Colônia, Cia não poderia se sentir mais sozinha e exposta. A pressão dentro das instalações onde é realizado o Teste são muitas e não são poucos os outros candidatos que estão dispostos a fazer tudo o que puderem para trinfarem e verem seus concorrentes cair. Entretanto, os outros selecionados de Cinco Lagos oferecem certo conforto, especialmente Tomas, a única pessoa na escola que conseguia superar Cia.

(...) O ato de matar é simples. Viver com isso... ele olha além de mim e suspira. Bem, talvez seja a verdadeira base desse Teste. Líderes são forçados a matar o tempo todo. Então precisam aprender a viver com as decisões que tomaram. Assim como vou ter que aprender a viver com as minhas. Pág. 287

O Teste fica cada vez mais difícil e exigente, e quando a colega de quarto de Cia suicida-se e outro garoto morre durante uma das provas, a garota percebe que os funcionários do Centro de Provas não se importam com suas vidas. Com a certeza de estar sendo sempre observada, Cia joga o jogo deles e dá o melhor de si em todas as provas, pois aqueles que falham, que são eliminados, nunca voltam e tem um destino desconhecido. Apesar do aviso para não confiar em ninguém, Cia faz o que pode para ajudar outros candidatos e chega a dividir suas suspeitas com Tomas. Entretanto, será que assim a garota não está prejudicando a si mesma? Disposta a ir até o fim, Cia sabe que falhar não é uma opção. O futuro da garota é incerto e o inimigo pode ser tanto a pessoa que ela chama de amigo ou o governo que ela sonhou um dia liderar.

- (...) O Teste nem sempre é justo, nem sempre é correto. Pág. 11

O Teste é o primeiro livro da trilogia de mesmo nome. Estava com muita vontade de ler essa distopia, já que esse é um gênero que adoro e que sempre traz histórias emocionantes e com mensagens importante. O Teste começou bem morno, apesar das minhas altas expectativas. A trama, ainda que muito bem elaborada, não trouxe nada que eu já não tenha lido em outras distopias e a semelhança dessa história para a de Jogos Vorazes, da qual não sou muito fã, eram muito óbvias. Mas o que mais me irritou foi a Cia. Toda a sua insegurança no começo chega a ser um pouco irritante, apesar de que sua determinação quanto ao que queria ajudou-a a me conquistar. Até a metade do livro a minha leitura estava muito lenta, entretanto, a partir daí a história começou a ficar mais ágil e com mais tensão e conseguiu me prender até o final, que me deixou sem fôlego e louca pela continuação.

Quando a história finalmente engatou, comecei a gostar mais dos personagens e principalmente da protagonista. A Cia amadureceu de forma rápida, o que de maneira alguma ficou forçado, e foi bom ver a garota crescer, aprender com seus erros e perder sua inocência, mas sem deixar de ser uma pessoa boa, honesta e justa. Os outros personagens também me agradaram bastante, especialmente pois nem um deles é realmente o que parece ser: cada um tem seus próprios desejos e segredos, o que acabou deixando a história muito surpreendente.

A narrativa em primeira pessoa de Charbonneau é muito boa, bastante madura e condizente a idade da protagonista. Gostei muito da sua escrita ágil e detalhista na medida certa. Uma das coisas que mais me desagrada em certas distopias é como muitos autores ou deixam de explicar ou perdem tempo de mais falando sobre certos aspectos históricos e tecnológicos do universo que criaram. Felizmente, Charbonneau não cometeu esse erro. Ao longo da narrativa a autora vai deixando alguns detalhes sobre o mundo de O Teste, mas sem bombardear o leitor com informações e deixando um pouco a desejar de forma que alimenta a imaginação do leitor, mas sem deixá-lo com dúvidas.

Apesar de ter gostado bastante de O Teste, tinha expectativas muito altas para o livro, que acabaram não sendo totalmente cumpridas. Apesar de não ser 100% inovadora, a trama tem muitos momentos únicos e os personagens são cativantes. Entretanto, não peguei exatamente a mensagem que a autora queria passar, se é que ela quis passar alguma. O livro mostra como as pessoas se corrompem, enganam e matam para conseguir o que querem, além de que os líderes nem sempre são as melhores pessoas e que os governos nem sempre são bons e honestos. O Teste também aborda toda a questão ambiental ao mostrar como a natureza foi devasta e atacada e como isso é crucial para a sobrevivência ou não de nossa vida. Entretanto, como disse, tudo isso já foi abordado em muitas outras distopias e senti falta de um algo a mais em O Teste.

Mesmo que não tenha sido tudo o que eu esperava, essa foi uma boa leitura, recheada de emoção e tensão. Recomendo O Teste para todos os amantes de distopia, mas deixo um aviso para fazerem diferente de mim e não ir com muita sede ao pote. Deixe o livro te surpreender e provar o seu valor em vez de já começar a ler achando que será a melhor obra de sua vida. Estou muitíssimo ansiosa pela continuação, assim como por outras obras da autora, que já conseguiu me conquistar com o trabalho que fez em O Teste.

Quanto a edição, não tenho nenhuma reclamação. A tradução e a diagramação estavam perfeitas e não encontrei nenhum erro. O tamanho e tipo da fonte estavam bons, e as páginas amareladas ajudaram a deixar a minha leitura mais rápida. Eu absolutamente amo essa capa, que além de bonita, combina muito perfeitamente com a trama já que o raio sobre a estrela de oito pontas é um símbolo muito presente e importante dentro da história. Um detalhe que amei e que, infelizmente, só dá para ver com o livro em mãos foram os números presentes por toda a capa.

Seja apenas você mesma, penso quando atravesso a porta. (...). Depois de tudo o que vi e fiz, sou forçada a admitir que não sei exatamente quem sou. Entretanto, preciso descobrir depressa Pág. 292

site: http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br/2014/06/resenha-premiada-o-teste-joelle.html
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Vanessa Sueroz 06/10/2015

Neste livro iremos conhecer Malencia, mais conhecia como Cia, uma jovem que vive um uma sociedade pós guerra, seu país é dividido em 18 colônias e ela é da colônia Cinco Lagos. Todos os anos, os melhores formandos são enviados para participar de um teste para eleger os melhores para irem para a faculdade, somente os escolhidos vão para a faculdade, os demais tem empregos escolhidos pelo estado.

Cia sempre quis ir ao teste e ser uma escolhida, e seu grande sonho se realizar, ela estava eufórica para o teste até que seu pai lhe confessa que desde o Teste ele tem pesadelos e que as coisas não são como parecem no teste e que ela vá preparada para não confiar em ninguém.

Logo percebemos que o teste é muito mais do que provas de conhecimento. Uma das provas é para classificar algumas plantas em venenosas e não venenosas, para ter certeza que você passou no teste você deve comer todas as plantas classificadas como não venosas.

“Eles podiam tê-la salvado. Em vez disso, eles a deixaram morrer.”

Resenha completa:

site: http://blog.vanessasueroz.com.br/o-teste/
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Giovanna Sarace 07/07/2014

o teste
estudo independente
graduation day
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Nana 02/08/2014

A regra é clara: Não confie em ninguém!
A distopia de Joelle Charbonneau nos apresenta a destemida Malencia Vale, ou Cia, como seus amigos a chamam.
Aos dezesseis anos, ela está se formando e sua única ambição é ser apta para O Teste.
Esse programa sugere selecionar jovens capacitados, a fim de se tornarem grandes líderes e ajudarem na reconstrução na dizimada Estados Unidos, que agora é liderada pela Comunidade das Nações Unificadas.
Como o pai de Cia havia participado do programa, a garota sempre o teve como um espelho e acreditava que ele ficaria feliz por ela.
Contudo, quando finalmente é selecionada, o pai lhe faz revelações preocupantes sobre o programa, que o atormenta até os dias atuais, deixando-a alarmada.

"Conheço esta sala.
Paredes brancas.
Chão branco.
Mesas pretas.
Esta é a sala do Teste do pesadelo do meu pai. " - pág: 80

Cia não é a única ser selecionada para representar a pequena colônia Cinco Lagos. Mais três jovens formandos se unem à ela, na esperança de se tornarem líderes. Em especial Tomas que se torna o companheiro de aventura, da nossa protagonista.

Cia é muito inteligente e o comportamento dela durante a execução das fases do Teste, me deram certeza que tenho medo de distopias porque talvez, eu não sobreviveria por uma semana naquilo. Acho que eu me daria bem, na parte de não confiar em ninguém...
Apesar do aviso do pai - para não confiar em ninguém - ela se deixa levar por algumas amizades. Está sempre tentando transmitir confiança às pessoas, mostrando que pode ser amiga delas. Infelizmente, é onde ela peca mais.
Em relação ao Tomas, a confiança que ela deposita nele é imensa. Não fui com a cara dele de jeito nenhum. O garoto estuda contigo por anos e resolve prestar atenção em você, justamente depois da seleção, pleeeease! Posso estar errada, mas...

Os personagens secundários são bem interessantes e bem construídos. Alguns com características previsíveis no gênero, mas não deixam de ter sua identidade.
Outros eu esperava uma participação maior e a autora foi lá e deu uma de ceifadora. É pra sentar num canto e chorar mesmo.

A narrativa em primeira pessoa é bem descrita, mas começa um pouco arrastada, com poucos diálogos enquanto Joelle nos apresenta Cinco Lagos e as pessoas que são importantes para Cia. Em destaque o irmão mais velho e o pai.
O enredo nos passa uma ótima mensagem em relação a preservação, reciclagem... A protagonista costuma repetir bastante um lema da colônia: Não desperdiçar.

"Não há dúvida. Alguém está tentando me matar." - pág: 150.

Sempre que inicio uma leitura nova, costumo ter a meta de cinquenta páginas por dia, porém as cenas das provas do Teste são tão excitantes - e meio violentas, também -, que podem lhe deixar ávidos.
Cogitar fechar o livro? Talvez quando finalizar a leitura...

"A Lua aparece. Sinto falta de minha mãe acariciando meu cabelo ao longo da noite, da maneira que ela fazia sempre que eu estava doente." - pág: 232

A edição da editora está ótima e adoro essa ideia de destacar o marcador nos livros deles ?

O segundo livro 'Estudo Independente' já foi lançado e estou me roendo de curiosidade!!!

Ano passado anunciaram que a Paramount adquiriu os direitos para a adaptação. Já estou na torcida para que dê tudo certo!

site: http://cantocultzineo.blogspot.com/2014/07/livro-o-teste-joelle-charbonneau.html
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Our Brave New Blog 06/04/2016

RESENHA O TESTE - OUR BRAVE NEW BLOG
Na Black Friday de 2014, eu estava a fim de ler uma dessas distopias famosas entre o público adolescente, mas estava fugindo de Jogos Vorazes e Divergente, porque já tinha visto os filmes e sabia o que precisava saber, já que ninguém parava de falar das duas. Sendo assim, acabei optando por O Teste, que na época estava recebendo vários elogios e era um lançamento bem recente. E o que eu ganhei com isso? Uma mistura das duas já famosas sagas, só que talvez não tão boa... Great!!

Comecei a ler no finalzinho de Dezembro de 2015, ou seja, adiei horrores e devia ser algo como um presságio do que viria. Esse texto quase não saiu pois minha vontade foi abandonar o livro, mas eu fui persistente e consegui!!

Para começar, a desculpinha para elaboração do Teste é ridícula e não faz o menor sentido.
O objetivo da tal Comunidade das Nações Unificadas é reconstruir o mundo pós-guerra, e aí o que eles fazem? Escolhem os melhores alunos das escolas para realizarem o teste. Nesse teste, poucos são aprovados garantindo a chance de cursar uma faculdade e ser tornarem líderes de muito valor e com um importante papel na sociedade. Durante as provas, a grande maioria dos estudantes morre ou some misteriosamente. Somente VINTE são selecionados por ano para que possam continuar seus estudos, o que é uma quantidade meio pequena e que significa que muitas das melhores mentes do país, que poderiam admitir diversas funções valiosas, são desperdiçadas. Não é lá muito inteligente.

Se em Jogos Vorazes temos distritos e em Divergente temos facções, em O Teste temos colônias, que possuem seus representantes para um tipo de jogo, batalha ou whatever, comandada por um governo opressor. Encontramos também uma Chicago..

RESENHA COMPLETA NO SITE!!!

site: http://ourbravenewblog.weebly.com/home/o-teste-serie-the-testing-vol-1-por-joelle-charbonneau
Ana 10/04/2016minha estante
Não concordo com a resenha. Acho que apesar de não ser o melhor livro de sempre ainda assim é bom. Para além disso acredito que a maior parte das coisas que não compreendemos neste livro serão explicadas nos próximos.


Our Brave New Blog 12/04/2016minha estante
Talvez sim, mas infelizmente o livro não conseguiu me atrair a esse ponto de querer continuar


Our Brave New Blog 12/04/2016minha estante
Talvez, mas, infelizmente, o livro não me atraiu ao ponto de eu querer continuar a trilogia :/


Reinaldo (Estante X - @reeiih) 17/10/2016minha estante
Você disse que a explicação do Teste não faz sentido, mas faz.
Vou te dar um exemplo: porque para entrar na universidade tem que ser feito uma prova do vestibular, ou no caso dos processos de seleção, é feito com histórico escolar? Simples: selecionar os mais inteligentes e aptos para fazer o curso. Aí você pode dizer "ah, mas é porque tem poucas vagas". Pode ser, mas porque então não liberar para ser chamado em ordem de matrícula? Novamente pelo motivo: selecionar entre todos os mais inteligentes e aptos.

O Teste é basicamente isso: a sociedade está se reerguendo da guerra. Precisamos de que tipo de pessoas para continuar a evolução da sociedade? Das mais "burrinhas" ou das mais inteligentes? Das mais inteligentes, é claro, pois ela saberão desenvolver a tecnologia, a criar estratégias novas, a conduzir a sociedade para a evolução. E como eles fazem isso? Além de testar a inteligência teórica, testam também a inteligência prática. Só porque alguém sabe descrever a construção de um foguete da nasa não significa que sabe montar um, certo?

Essa é a razão do teste: selecionar os mais inteligentes para dar seguimento a sociedade. E porque apagar a memória depois: simples: evitar o choque da realidade, e evitar que uma rebelião fosse causada e trouxesse uma nova guerra.




Hilloa 31/07/2014

distopia
Amo distopia!! Excelente livro nesse estilo!! Louca para ler o 2
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David 22/12/2014

É POR ISSO QUE EU AMO DISTOPIA!
“Desistir seria como admitir que nada importou
Uma pitada de Jogos Vorazes aqui; um pingo de Divergente ali; um pouquinho de Maze Runner aculá, e temos a fórmula certa para uma distopia instigante e totalmente inovadora, não com enredo repetido, pelo contrário, O Teste trás toda uma nova visão, e mesmo mostrando algumas referencias bem parecidas as obras citadas acima, Charbonneau tem sua própria maneira de narrar, numa escrita que prende o leitor do primeiro ao último capítulo.
Malencia Vale sempre sonhou em cursar a universidade. Viver em uma das colônias mais afetada pela destruição após os sete estágios de uma guerra nuclear que modificou o mundo, não lhe atrapalhou um só instante, e sempre lhe reforçou a ideia de querer lutar por este sonho. Entretanto, até onde todo esse sonho pode acabar não virando um pesadelo? A notícia que deveria alegrar sua família, e tornar seu sonho mais próximo, acaba soando como um imenso balde de água fria. Seu pai participou do Teste, mas teme pelos filhos, e quando conta a Cia uma provavelmente experiência que viveu, o aviso que fica é: não confie em ninguém; nem nos inimigos e menos ainda nos amigos.
“As coisas nem sempre acontecem como a gente espera.
Despreparada e abalada emocionalmente por ter de deixar (talvez para sempre) sua família, Cia parte junto a um grupo seletamente escolhido de sua colônia para participar do Teste, prova que garantirá seu ingresso na universidade. Mas as provas que lhe aguardam estão muito além do que ela podia imaginar, e sensos de justiça e ética humana podem começar a ser questionado. Até onde, esse governo, aparentemente bem estrutura, é tão perfeito assim? Quanto vale para construir um mundo melhor?
A narrativa de Charbonneau é sedutora, totalmente asfixiante e o leitor provavelmente só largará o livro após terminá-lo, desejando por mais. As críticas que ilustram a capa refletem bem a perfeita construção que autora deu a um universo aparentemente inspirado em outras obras de prestígio. O que torna O Teste um livro único é a desenvoltura desses eventos, que de semelhante a outro livro, nada tem. O leitor, em seus primeiros passos é apresentado a um conjunto de personagens super bem trabalhados e descritos, que em momento algum se tornam chatos ou tediosos, mas pelo contrário, cativam você mais e mais a cada página, até mesmo aqueles que não possuem grande participação.
O enredo, construído sobre as diversas críticas sociais e ambientais, remonta um futuro muito mais “provável” que outras distopias mais conhecidas, além de trazer o forte elemento feminista para a narrativa. Se você temeu em ler, com medo de que Cia fosse uma pobre mocinha indefesa (tipo Katniss em A Esperança, na primeira parte do livro), repensem seus preceitos! Cia entra para a lista de personagens femininas mais forte e determinada que já tive o prazer de conhecer, reforçando a ideia de que histórias são super bem construídas quando as mulheres também ganham voz. O diferencial dela está em sua maneira de não reclamar da situação. Em diversos momentos da narrativa, ela se vê chocada pelas escolhas que precisa fazer, mas diferente do que você possa imaginar, Cia não questiona, agindo sempre racionalmente e seguindo seus extintos. Inteligente, especial e totalmente cativante, apresento-lhes uma protagonista que marcou meu 2014 com uma ótima história.
“Os maiores fracassos em geral vem antes das maiores descobertas.
Os garotos também não ficam para trás. Como mencionei, Joelle soube construir super bem seus personagens. O amigo de Cia, Tomas é um ótimo exemplo. Além de divertido, o personagem se mostra misterioso, envolvendo-se muito mais com a trama do que a própria Cia, e apesar da pegada infanto-juvenil da obra, certos momentos ganham uma maior diferenciação, especificamente, o momento do quarto teste.
A narrativa em primeira pessoa ganha mais vida conforme Cia descreve os acontecimentos a sua volta, de forma que o leitor sofre e se agonia ao lado dela. A trama não tem tempo para os velhos e clichês triângulos amorosos. Até os beijos que rolam são meio sem vida, devido a enorme situação e o que a história central quer realmente relatar. O diferencial de Cia das outras garotas distópicas está no fato dela não recuar a batalha, ou de não querer está ali. Pelo contrário, em diversos momentos prova-se totalmente o oposto, onde ela anseia saber mais. Sua maior qualidade e talvez também seu pior defeito seja a curiosidade.
Em uma passagem de vista superficial, o enredo pode retomar bastante Jogos Vorazes, mas o foco da narrativa crítica está longe disto. Enquanto Suzanne Collins discute as disputas políticas e o poder opressivo de um capital tirano, O Teste elabora um intrincado de acontecimentos, grande parte deles naturais, onde em diversos pontos a batalha não é contra a humanidade em si, mas com a natureza. O foco marcante está na briga natural do homem com o ambiente em sua volta, contradizendo ou reforçando teorias filosóficas sobre a centralidade desse ser em vista da imensidão que lhe cerca.
A edição da obra também não fica para trás. Dotada de uma capa totalmente sedutora, a ilustração em seu centro apresenta grande significado para quem se aventurar por estas páginas, levando em consideração também que a capa em si já trás algumas surpresinhas. Se você já viu a capa, deve ter percebido que ela é meio holográfica. Não? Então, assim que saltar próximo a uma livraria, dê uma olhada, passe na claridade e você verá números surgirem conforme a luz a toca. A Editora Única não só forneceu uma edição impecável, bem revisada e bem marcada em sua divisão, como também elaborou uma capa perfeita e super chamativa. Uma coisa é certa: após a leitura do primeiro volume, você provavelmente não vai querer não ler os próximos!

site: www.olimpicoliterario.com
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Camila Márcia 05/06/2014

Viciante... quem gostou de JV vai amar [ou odiar]....
The Testing (2013) no Brasil O Teste, trata-se de uma trilogia escrita por Joelle Charbonneau. O Teste entrou para a lista de best-sellers dos Estados Unidos e os direitos dos livros foram adquiridos para o cinema pela Paramount. Os próximos livros são: Independent Study (já publicado nos EUA) e Graduation Day (lançamento previsto no EUA em 17 de junho 2014). A trilogia também tem um volume 0.5: The Testing Guide (seria legal se a editora traduzisse para os brasileiros).
Essa é uma trilogia distópica narrada em primeira pessoa por Malencia Vale (ou Cia) de 16 anos que vive na Colônia Cinco Lagos. É dia de formatura e tudo o que Cia deseja é ser a escolhida para fazer O Teste, que se trata de um programa elaborado pela Comunidade das Nações Unificadas cujo objetivo é selecionar os melhores e mais inteligentes recém-formados para irem para a Universidade e se tornarem lideres além de ajudar inteiramente na reconstrução do mundo pós-guerra. Detalhe: cada Colônia pode ter um ou mais selecionados para O Teste, bem como nenhum – a Colônia Cinco Lagos há muito tempo não tinha nenhum selecionado para O Teste.
Por sorte, ou infelicidade, Cia e outros alunos de sua Colônia são selecionados para fazer o Teste. Quando o pai de Cia vê que a filha foi escolhida ele se enche de alegria, mas infelizmente – por já ter participado do Teste – ele desconfia que não seja algo simples e que suas memórias foram apagadas, mas que seu subconsciente não lhe deixa esquecer vários horrores que possivelmente viveu no Teste, por isso tantos sonhos horríveis sempre lhe acompanham.
Cia vai para o Teste em Tosu City (o centro de todas as colônias – Capital das Comunidades das Nações Unificadas) de sobreaviso e muito preocupada com a revelação de seu pai, desconfia que O Teste não seja apenas uma prova difícil, mas algo que teste sua resistência. Cia conta para um de seus companheiros da Colônia Cinco Lagos: Tomas e os dois acabam numa parceria e em um clima romântico, entretanto, quando seus limites são testados será que dá para confiar nas pessoas, mesmo que as conheça desde o berço? Na minha concepção, não sei se gostei de Tomas, achei ele tão frágil e tão sem noção, como se ele fosse um pobre coitado e a Cia tivesse que defendê-lo e cuidar dele o tempo todo. Faltou muita atitude e força para o Tomas. Não curti o envolvimento deles e também não consegui confiar nesse rapaz. #ProntoFalei
Essa é mais uma distopia que se tornou viciante para mim, não conseguia largar o livro e quando o largava ficava as voltas com a história na minha cabeça [nem preciso dizer que estou ansiosa pela continuação, não é?], como ainda não li a trilogia Divergente não posso comparar com ela, mas como já li a trilogia Jogos Vorazes só tenho a dizer que embora haja algumas mudanças, sobre tudo nos objetivos de testar a resistência dos alunos selecionados, há muita similaridade entre elas, uma delas é colocar várias pessoas num campo grande e fechado em que tudo é permitido para a sua sobrevivência.
O Teste é um livro cheio de tensão e terror, porque nos faz questionar se a nossa sociedade não caminha para uma situação tão fria e calculista como a que encontramos nestas páginas. Simplesmente acho que quem é fã de distopia e amou Jogos Vorazes tem 100% de chances de amar esse livro, entretanto, alerto que as semelhanças são bem grandes e isso também pode frustrar o leitor. Confesso que só não dei cinco estrelas porque não achei a história tão inédita, mas que, sem dúvida, foi inspirada em JV e como muitos dizem em Divergente.
Portanto, se você gosta de distopias ou se está numa vibe para lê-las é praticamente impossível soltar O Teste antes de virar a última página: narrativa cativante, personagens misteriosos e muita ação e mistérios para serem resolvidos. Um pequeno detalhe que não posso deixar de comentar antes de finalizar esta resenha é o trabalho gráfico da Única Editora, este livro ficou belíssimo e, na minha concepção, a capa ficou bem melhor do que original.

Camila Márcia

site: http://www.delivroemlivro.blogspot.com.br/
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