O Deserto dos Tártaros

O Deserto dos Tártaros Dino Buzzati




Resenhas - O Deserto dos Tártaros


134 encontrados | exibindo 31 a 46
3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9


Clarissa 19/08/2020

Profundo e Reflexivo
O livro nos traz a reflexão sobre a passagem da vida. Quanto tempo sentimos ter quando mais novos, quantas coisas ainda podem esperar por "termos tempo" e, em um piscar de olhos, tudo passou e o que de fato fizemos com o nosso tempo? Sim, falar do tempo parece repetitivo, mas leia e entenderá.
Se você está em um momento de decisões na vida, este livro causará um impacto.
Douglas 14/09/2020minha estante
Excelente, Clarissa ! Estou nesse momento e comecei a ler em paralelo com O mito de Sisifo, de Albert Camus. Considero complementares.




spoiler visualizar
comentários(0)comente



Georgeton Leal 06/08/2020

O que temos feito do nosso tempo?
Quantas coisas importantes deixamos para trás e só depois percebemos que já é muito tarde para recuperá-las? O tempo fugaz está sempre a nos enganar, nos fazendo pensar que amanhã (ou quem sabe, no ano que vem) poderemos reaver oportunidades perdidas e amizades que há muito deixaram de existir. Quando nos deparamos com a crua realidade, tudo já passou e não se pode mais achar nenhum alento no fim da jornada. Drogo viveu isso, e por mais que tentasse, se viu preso em uma falsa expectativa, aguardando por uma chance de mudança que nunca veio.
Esse livro me fez refletir bastante sobre o dilema do tempo e suas nuances. Sabemos que a vida é passageira, mas mesmo assim, quase não nos damos conta disso. Preferimos adiar decisões, encontros e abraços, até que tudo que nos reste seja apenas indiferença e solidão. Assim como Giovanni Drogo, muitos acabam por se apegar a um último resquício de esperança que ainda lhes dê algum sentido na vida, no entanto, tal fundamento pode se revelar inútil quando o peso dos anos anunciam que não existe mais vigor nenhum a se aproveitar e todos os anseios remanescentes já caíram no esquecimento.
Ao fim dessa leitura, lembrei-me da letra de uma música que diz: "O tempo não foi feito pra ser gasto, o tempo é pra ser desfrutado". Que bom que despertei a tempo de descobrir isto.
Talys 10/08/2020minha estante
E só me deixando com mais vontade de ler esse livro kkk


Georgeton Leal 10/08/2020minha estante
kkkkkkkkkkkk!!! Olha, esse entrou fácil pra minha lista de favoritos. É daquele tipo de livro que mesmo sendo pequeno em quantidade de páginas é admirável no conteúdo.


Talys 11/08/2020minha estante
É muita gente ama.




Thiago.Silva 04/08/2020

Que livro!!!
...."Mas já havia nele o torpor dos hábitos,a vaidade militar,o amor doméstico pelos muros cotidianos. Quatro meses haviam bastado para amálgama-lo ao monótono ritmo do serviço "

" Todas essas coisas já haviam se tornado suas,e abandona-las seria doloroso. Drogo porém não sabia, não suspeitava que a partida lhe daria trabalho,nem que a vida do forte engolia os dias um após o outro,todos iguais,numa velocidade vertiginosa"

Descrição perfeita do comportamento humano. O ser humano diz que gosta de novidades mas na verdade prefere a rede de segurança. Diz que está insatisfeito com o trabalho mas continua nele ano após ano. Diz que está em um relacionamento tóxico mas passam- se os dias sem tomar nenhuma atitude,apenas esperando que um dia as coisas, do nada,irão mudar, que o tempo um dia se encarregará de tudo, e quando menos espera a vida já passou.
comentários(0)comente



anoca 02/08/2020

livro divisor de águas
é difícil achar um livro com boa narrativa sobre questões existenciais e este o consegue com maestria
comentários(0)comente



Pedro.Isaac 29/07/2020

Simplesmente incrível
Realmente o livro é tudo que ouvi falar sobre ele. Buzzati consegue nos envolver na trajetória de vida de Drogo e nos faz refletir sobre a temática que ouvimos diariamente na sociedade, de que sempre terá um caminho a ser seguido, que caso você siga esse caminho, no fim haverá um lindo futuro reservado para você, coberto de felicidade e prazer. E sobre como aceitar isso pode nos levar a uma eterna frustração, e que caso você chegue a tal lugar, a vida pode mostrar que realmente não era tudo isso ou não permitir que você desfrute. No fim, devemos viver cada dia intensamente e destino encarregará de fazer todo o resto. Simplesmente incrível, vale as 5 estrelas sem sombra de dúvidas.
comentários(0)comente



Gil.B.S. 26/07/2020

Acomodar-se!
Esse livro fala de tempo, de acomodação, esperança, objetivos e principalmente de como as coisas podem não fazer sentido.
Giovanni Drogo passou a vida no forte Bastianni de forma enganosa, esperando uma guerra que nunca vinha e sua foi levando sua alegria e vontade de viver.
Triste, mas me fez pensar o que estamos fazendo das nossas próprias vidas.
comentários(0)comente



Rafael.Nagao 24/07/2020

Melancolia da vida
No livro acompanhamos o sargento Drogo, o qual é designado a trabalhar num forte isolado, sendo o lugar mais próximo um deserto. Tal afastamento social faz o personagem se perguntar se suas escolhas foram corretas ou se ele está simplesmente desperdiçando o tempo de vida.
Gostei do livro, apesar da narrativa lenta, justamente por causa desses questionamentos existenciais que ele provoca. Afinal de contas é muito fácil levar a vida, mesmo uma vida que você não goste. Nesse sentido percebemos que os melhores momentos talvez até já tenham passado... e não tem mais o que fazer.
A melancolia do livro que eu citei está justamente nesse fato de nossas escolhas serem muitas vezes perpétuas e por mais que desejamos mudar já não há mais forças e nem vontade para sair do caminho que você mesmo traçou.
comentários(0)comente



Anselmo 19/07/2020

Perturbador
Esse livro conta como é fácil alguém desperdiçar sua vida ao dedicar-se exclusivamente a alguma coisa. Quando você deixa de viver sua vida para agradar a outros ou a situações do cotidiano. Quando o tempo se torna o seu maior inimigo invisível, que implacavelmente suga sua essência, tal como o vampiro suga o sangue de alguém, tem a dor da mordida, mas depois fica anestesiado e só percebe quando é tarde demais. É o amargor do arrependimento e tudo que lhe resta. Livro muito triste. É um soco. o estômago das pessoas que esperam passivas a vida muda para a melhor, sem fazer esforço.
comentários(0)comente



Abrahim.Felipe 18/07/2020

SENSACIONAL
Dino Buzzati nos faz um alerta acerca de como o conformismo com nossas jornadas diárias, representado pela monotonia no forte Bastiani, associado à crença de que sempre temos toda a vida à nossa frente para aguardar algo glorioso e sublime que nos é reservado no futuro constituem caminhos perigosos levando-nos a vagar alheios ao tempo que nos consome e extingue o que fica para trás. Giovanni Drogo não percebe que a maior parte da vida está no atrito que as mudanças trazem consigo, mudanças que na narrativa são representadas pelo cotidiano distante na cidade. Mudanças causam vulnerabilidade e desconforto no entanto fazem aflorar nossas capacidades e possibilidades nunca antes vislumbradas e nos fazem enxergar meios para ir além dos limites que antes acreditávamos serem intransponíveis. Esta obra foi publicada há 80 anos mas nunca deixará de ser relevante.
comentários(0)comente



Thiago.Torres 04/07/2020

UMA OBRA TOCANTE
Este livro traz uma experiência de leitura "arrastada", apesar de ser pequeno e isto, não desmerece a obra. Tive a sensação de que uma "mão" invisível me segurava para não virar cada página. Toque de mestre do autor. Vai totalmente de encontro aos propósitos do autor.
comentários(0)comente



Kathy.Deves 30/06/2020

O tempo passou tão veloz que a alma não conseguiu envelhecer
Angustia esse cerne da historia de um imaginário inalcansável que nos engana sobre a torpe existência. Torci incessantemente pela boa sorte de Giovanni por encarar que a espero para mim.
Nós ansiamos a vez de sermos chamados para que as esperanças isonsas que perpetuam nossos dias aconteçam, sendo que o tempo passa tão depressa que se perde na ilusão de compreender, finalmente, o sentido e esforço de estarmos nas paredes amareladas de um forte imutável e infame que é o real.
comentários(0)comente



Ebenézer 29/06/2020

Há livros cujo conteúdo narrativo é tão impactante que incomoda, que perturba e que transtorna o status quo da nossa existência: O Deserto dos Tártaros oferece esse olhar.
Muitas vezes, leitores medianos, somos propensos e, inconscientemente, induzidos a apreciar certa literatura que acena afagos ao nosso ego. Ao fim nos confraternizamos com a obra e o autor e seguimos nossas vidas, não raro, sem questionar a essência dos nossos valores pondo-os em perspectiva para testar a substância e a validade dos fundamentos que estabelecemos.
O Deserto dos Tártaros promove essa reflexão. Uma narrativa enxuta e direta, mas inquietante porque se insere no nervo mais sensível do nosso interior e que pode estimular a (re)avaliação pessoal daquilo que nos distingue e que nos dá projeção e solidez na sociedade.
Diante da agonia rápida e visceral em que se movimentam as personagens, o leitor pode se enxergar a si mesmo nos conflitos da personagem central. Essa percepção se constitui um divisor de águas vital, pois, se não nos dermos conta, o tempo inexorável nos levará a instantes da existência diante dos quais já não mais podemos recuar para refazimento de caminhos e realizações, entre tantos que a vida nos oferece.
Presos a certas convicções e convenções deixamo-nos iludir por certezas que nem sempre são as mais sensatas, tampouco as mais motivadoras, porque nos viciamos em zonas de conforto.
E assim estacionamos em desertos sempre esperando algo que, entretanto, nunca jamais nos ocorrerá.
Não parece, mas de repente a vida passou e não percebemos o tempo.
comentários(0)comente



Fabiana.Neves 29/06/2020

Romance que conta a história do oficial Giovanni Drogo, o qual é nomeado em seu primeiro posto, para o forte Bastiani, que se ergue solitário às margens do Deserto dos Tártaros. Decepcionado pela localização de pouca importância estratégica, uma fronteira morta, Drogo espera ficar ali poucos meses, aguardando uma transferência. Cada vez com um empecilho, a transferência sempre fica mais distante. Nessa paisagem desértica há uma misteriosa névoa permanente, encobrindo a visão do futuro e todos os dias são iguais. O tenente Drogo anseia pela glória militar no campo de batalha, mas isso nunca aconteceu no Forte Bastiani. Alguns oficiais de idade tentam animá-lo dizendo que os tártaros ainda estão lá se preparando para a guerra, e que a melhor atitude é esperar.

No fundo, é um livro sobre a passagem do tempo, sobre oportunidades perdidas e sobre os perigos do conformismo. Quantos de nós já não passamos por algo parecido? Recusando sair de uma situação que não nos traz nada de bom, apostando nossas fichas numa vaga esperança de que algo melhor está por vir.
E assim vamos ficando, até perceber que a vida ficou para trás.....
comentários(0)comente



134 encontrados | exibindo 31 a 46
3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9