EntreMundos

EntreMundos Neil Gaiman




Resenhas - EntreMundos


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Leandro Matos 11/08/2014

ENTREMUNDOS | UMA AVENTURA EM DIMENSÕES INFINITAS.

No mais recente lançamento do selo Rocco Jovens Leitores, conhecemos a jornada de Joseph “Joey” Harker, um típico adolescente americano que possui a curiosa habilidade de ‘andar’ entre realidades alternativas. Quando participava de um trabalho de classe, Joey se perde pela cidade de Greenville, em meio a um estranho nevoeiro que ocorria. De repente, ele se vê em uma outra parte da cidade, onde carros de policia são coloridos e o M do McDonalds é verde. Diferente, mas estranhamente familiar. Confuso com tudo aquilo e sem saber que já se encontrava em um universo paralelo, Joey resolve voltar para casa, mas lá encontra uma outra família no local. Pelo absurdo da situação ele foge e no caminho é perseguido por homens usando roupas cinzentas que voam em cima de discos (ou prachas) de prata que tentam a todo custo capturar Joey com redes também da cor prata (!?). Joey consegue fugir com a ajuda de um estranho homem com roupa mecânica e capacete metálico espelhado. Sem não ter mais a quem recorrer, ele vai em busca do professor que determinou o trabalho de classe pela cidade e lá é surpreendido por uma mulher com poderes mágicos que o enfeitiça fazendo dele um tipo de escravo.

Essa é só a primeira parte de EntreMundos, história infanto-juvenil escrita pelo britânico Neil Gaiman e pelo premiado roteirista Michael Reaves, que ainda terá viagens no espaço-tempo, facções futuristas/mágicas que caçam andarilhos do EntreMundos e uma sucessão de incríveis personagens. A dupla de autores publicou o romance em 2007, mas a ideia inicial era que conheceríamos a história de Joey Harker na TV. O enredo já era desenvolvido desde 1995, quando Neil Gaiman estava envolvido na adaptação de Neverwhere e Michael em uma animação para a Dreamworks. Durante anos eles tentaram levar a produção adiante, porém sem sucesso. Por fim, decidiram finalizar a história como um romance, que ainda contará com mais duas continuações.

“A magia é simplesmente uma forma de falar com o universo usando palavras que ele não pode ignorar.”

O romance tem uma leitura interessante para os fãs do gênero de sci-fi. O texto é atual e com inúmeras referências à cultura pop. Conceitos de física quântica são explicadas de forma divertida e nada formal durante a leitura. Como o texto foi escrito à 4 mãos é difícil assimilar aonde cada autor contribuiu dentro do enredo. Particularmente acredito que Neil Gaiman tenha creditado densidade aos personagens e Michael, por sua vez, desenvolveu a trama futurista.

No ano de lançamento do romance o estúdio DreamWorks demonstrou interesse em desenvolver uma série animada com o enredo do livro, porém não passou de mero interesse e nada além foi cogitado.

Aos não familiarizados a escrita de Neil Gaiman podem não assimilar o que há dele no texto, onde suas principais participações ao gênero, foram os recentes roteiros para a série Doctor Who e um episódio para a série Babylon 5 em 1998. Falando em Doctor Who, no segundo semestre também pela Editora Rocco, está previsto o lançamento de uma coletânea de contos escritos em homenagem aos 50 anos da série e um deles foi escrito pelo Neil Gaiman. Já Michael é um veterano no gênero, com bastante experiência em roteiros de grandes franquias da ficção científica e da animação. Reaves escreveu episódios para Além da Imaginação e Star Trek. Além de ter escrito alguns romances para a saga Star Wars.

The Silver Dream, segunda parte da história foi lançado nos EUA no ano passado e tem previsão de lançamento no Brasil para 2015. Já o terceiro volume, Neil Gaiman confirmou em um vídeo que está em andamento.

Confira a review completa e as capas ao redor do mundo para o livro no link abaixo.


site: http://nerdpride.com.br/literatura/entremundos-uma-aventura-em-dimensoes-infinitas/
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hanny.saraiva 16/01/2017

Ótimo para adolescentes que curtem viagens temporais
Se você não é adolescente, bem capaz de não curtir... Uma mistura de várias séries, fenômenos que já vimos como nomes diferentes, um ar pop e nada demais.
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Simone 23/10/2015

Literatura adolescente de qualidade
Joey Harker se perde até andando em linha reta (rolou uma identificação). Até o momento em que se perder virou uma questão de ponto de vista. Aquele momento em que você se perde para se achar.
Neil Gaiman e Michael Reeves escrevem uma ficção adolescente com ambientes surrealistas que em nada lembram esses livros tolos que andam fazendo sucesso por aí. Não deixe de ler a explicação de Gaiman sobre porquê ter escrito esse livro.
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teefah 07/04/2017

Confuso mas surpreendente!
Quando se tem o costume de começar o livro sem ler a sinopse você pode acabar confuso, igual eu fiquei ao começar a ler EntreMundos nesta minha nova neura de ler todos os livros de Neil Gaiman.

No início da leitura conheci Joey Harker, um garoto que consegue se perder até dentro da própria casa até descobrir que isso na verdade é porque ele é um Andarilho, isso é, ele pode andar entre os diversos universos paralelos, ou Altiverso que funciona com um misto de ciência e magia.

Parece confuso no começo, mas os autores conseguem te inserir em uma história tão fantástica de aventura e ficção cientifica que de repente toda a física envolvida para o Antiverso funcionar parecer faz todo sentido.

Em cada ponta do Antiverso mora uma organização do mal, os Binários e o pessoal da BRUX, que brigam para tomar o controle da coisa toda… Quem mantem isso sob controle são os Andarilhos do EntreMundos, que moram em cidades flutuantes (elas flutuam entre períodos diferentes das diversas Terras) e treinam para manter tudo à salvo.

Todos os Andarilhos são versões do Joey Harker, cada um de uma Terra diferente, quando eles atingem uma idade e começam a Andar (atravessar o Antiverso), um dos Andarilhos vai até ele para recrutar e levar até a Cidade-Base.

Neil Gaiman tem este dom de criar uma história tão única e épica que te prende do inicio ao fim, já estou ansiosa pra ler a continuação de EntreMundos e continuar a acompanhar as aventuras de todos os Joey Harker para manter o Antiverso a salvo dos Binários e o pessoal da BRUX.

site: http://quasemineira.com.br/entremundos-1-neil-gaiman-michael-reaves/
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Robson 05/04/2015

Ler “EntreMundos” – de Neil Gaiman e Michael Reaves – é como encarar uma obra-de-arte surrealista!
O jovem Joey Harker sempre teve dificuldades em se encontrar nos corredores de sua própria casa, quem dirá encontrar as diversas salas do colégio. Ele já estava acostumado a isso, afinal, toda a sua vida fora assim. Em um típico dia de sua típica existência, Joey se perde dos colegas – o que é extremamente normal para ele –, mas ele começa notar algumas coisas bobas diferentes das quais está acostumado. Tudo começa com a cor de cabelo abruptamente diferente de sua amiga Rowena e, para piorar toda a situação constrangedora, a garota nem mesmo conhece. É claro que Joey pensa que era uma pessoa extremamente parecida com a amiga, mas a partir deste momento, ele percebe que nada se encaixa, principalmente ao chega à sua casa e encontrar com sua família totalmente diferente do que conhece, como se ele nunca houvesse existido.

Diante de toda essa confusão, Joey se vê perdido e sem entender o que está acontecendo e o que ele fez para que seu mundo se desfizesse diante de seus olhos.

Joey começou a “caminhar”, transitando entre mundos e realidades alternativas.

Enredo
Para ser sincero? O enredo de “EntreMundos” não é, nem de longe, algo extremamente original. “Realidades alternativas” é um assunto muito utilizado em livros de ficção científica, quem dirá nas séries de TV e filmes (Quem assistiu Fringe sabe bem do que estou falando!), mas não tenham medo, isso não tira nem um pouco da qualidade do livro.

De início as coisas podem ser um pouco confusas no livro, afinal, tudo é confuso para o protagonista – não vejo um situação em que uma pessoa seja jogada de cabeça em algo desconhecido, em que ela não fique confusa e perdida – e é exatamente isso que ocorre com Joey. O coitado fica perdido como uma barata tonta após um golpe de radiazol. Admiro a maneira como os autores lidaram com isso, conseguindo transpassar toda essa confusão ao leitor e, gradativamente, clarear o entendimento de todo o enredo.

“EntreMundos” tem uma complexidade pouco típica dos YA. Os termos científicos e “estranhos” são constantes no texto e podem assustar um pouco no começo, mas nada tão complicado que o Google não resolva. Neil e Michael empregam um grande bocado de teorias conspiratórias e científicas para formar sua trama, o que enche os olhos dos grandes fãs da ficção científica. Tudo isso, é claro, único à uma boa aventura YA que envolve descoberta pessoal e amadurecimento.

Os cenários exóticos e bem-elaborados de “EntreMundos” aguçam a imaginação do leitor, demandando atenção total ao texto. A ambientação é bela, cheia de cores e criaturas jamais descritas na literatura YA. Como disse antes, é como encarar uma boa porção de obras-de-arte do período surrealista!

Protagonista
Joey é um protagonista um pouco sem sal, devo confessar.

Demora um pouco para que sua personalidade seja formada, para que as coisas comecem a ser do jeito dele e isso me irritou bastante no começo. Mas, mais uma vez, não retiro o mérito dos autores. Eles constroem o personagem aos poucos, dando mais naturalidade ao enredo e tudo mais.

Posso dizer que as ações de todos no universo de “EntreMundos” contribuem imensamente para a formação de Joey. Aos poucos ele vai se descobrindo e as coisas vão funcionando um pouco melhor, até que tudo está perfeitamente encaixado.

Joey amadurece a cada novo capítulo do livro, adquirindo força e objetivo diante das problemáticas impostas por Gaiman e Reaves.

Narrativa
A narrativa empregada em “EntreMundos” é em primeira pessoa, restringindo o leitor ao ponto de vista de Joey – que é um pouco ingênuo inicialmente –, mas não chega a ser um problema.

Fluída e detalhada, a narrativa de Gaiman e Reaves proporciona uma boa visão dos “mundos” criados por eles. O ritmo não é nem lento, nem extremamente corrido, é balanceado, do jeito que a maioria dos leitores gosta.

Neil e Michael constroem as cenas minunciosamente, de modo a facilitar a imaginação do leitor. Todos os detalhes podem ser “observados” nos cenários e situações descritas por eles, dando mais credibilidade para o enredo.

Cliffhangers (ganchos) não fazem muito o estilo de Gaiman e isso fica bem claro aos finais de capítulos, esse elemento só é utilizado quando extremamente necessário. A narrativa, por si só, envolve o leitor e o deixa curioso.

A simplicidade é um ponto chave para que o leitor fique preso a “EntreMundos”, tudo é muito claro e objetivo desde o começo. Então, se vocês gostam disso, vão ler agora!

“EntreMundos” vale a pena?

Sem dúvidas, Gaiman e Reaves tecem uma aventura fantástica digna dos cinemas, além de passar boas lições durante todo o desenvolvimento de seu enredo.

“EntreMundos” é o livro certo para os amantes da literatura fantástica e apreciadores da ciência!

site: wp.me/p4ebQV-Tj
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Caiuby 16/11/2015

Entremundo é um história infanto-juvenil, inicialmente concebida para a TV mas que não chegou a ser produzida. O livro foi publicado como a duas mãos por Gaiman e Reaves como um pequeno romance. A história é divertida e fala sobre Joey Harker um adolescente que descobre que tem a capadidade de andar por diferentes dimensões da realidade. Ao fazê-lo ele descobre que há uma luta entre facções ancestrais que tentam predominar um sobre a outra para dominar todas as realidades e mundos alternativos. Com a ajuda de uma equipe muito peculiar, Joey parte na defesa do equilíbrio na tentativa de anular a ações destas facções. A ações da personagem principal são retratadas de forma cômica, de modo que se tornam fortuitas e cheias de golpes de sorte. O texto oferece uma leitura leve e curta, infelizmente com base nas sinopses que consultei antes de lê-lo, achei que fosse uma história mais sombria e direcionada para outro público.
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Gabrihel José 09/12/2018

ENTREMUNDOS | RESENHA
Alguns autores possuem o dom de escrever grandes maravilhas por anos seguidos e é capaz de fazer um leitor se interessar por um livro, apenas por ter o seu nome exposto na capa deste mesmo livro. A imaginação não tem limites e para Neil Gaiman sempre foi assim. O autor é capaz de despertar em seus leitores diversas reações, com os seus mais diversos livros e quadrinhos. Seja onde ele se aventure é certeza de uma boa história.

EntreMundos, é um projeto de Neil Gaiman em parceria com Michael Reaves inicialmente para a TV, no auge dos anos 2000, quando as emissoras buscavam por algo inovador, Neil Gaiman viu uma oportunidade em escrever um roteiro para apresentar aos executivos das TVs americanas, mas o que acabou não acontecendo para o livro. O projeto foi arquivado e posteriormente em 2007 resolve publicar nos Estados Unidos. Uma história que passeia por alguns dos melhores gêneros da literatura, a ficção científica, aliada à um mundo distópico.

Ao longo de 248 páginas é possível captar a real intenção dos autores, apresentarem uma leitura despretensiosa, sem grande conhecimento de mundos distópicos ou sem que você seja, um grande fã da ficção científica clássica, com livros cheios de conceitos e conspirações, e mundos e personagens criados envoltos a enigmas indecifráveis, em muitas das vezes.

Sobre a história do livro, somos apresentados a Joey Harker, um adolescente como muitos que conhecemos. Cheios de problemas que precisa lidar na Escola, como ser chacota dos valentões ou ficar na ‘friendzone’. EntreMundos retrata uma sociedade totalmente diferente do que estamos acostumados. Apesar de mostrar problemas cotidianos que enfrentamos, o livro aborda o normal com o excêntrico.

A jornada de Joey Harker é narrada por ele mesmo em grande parte do livro, isso causa uma aproximação entre leitor e narrador. Você sente-se parte da história e a medida que o protagonista evolui como pessoa, você passa a torcer ainda mais por ele e todos a sua volta.

Utilizando-se de conceitos de Multiversos, onde é sustentado por uma teoria que diz existir infindáveis universos, que coexistem entre sí, sem qualquer interação uns com os outros. Joey terá que abdicar de muita coisa para se tornar o Andarilho que garantem que ele é. Mesmo sem acreditar em sí mesmo, os autores abordam de forma simples, essa busca pelo autoconhecimento que o protagonista é colocado desde a primeira página.

Mesmo que seja uma leitura focada no público juvenil, Neil Gaiman e Michael Reaves souberam com maestria contar esta história, que de forma simples apresenta o melhor da ficção científica.



site: http://bit.ly/2PtSaN0
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Carla Luz 19/01/2015

Entremundos
Já terminei o terceiro livro do ano!! (êêêêêêê - ninguém vai soltar fogos, não? Humpf!)
Eu comprei o livro pela capa e pelo título. Não tive nenhuma referência além disso, não li nenhuma resenha, nenhuma indicação... foi no "olhômetro" mesmo. Na verdade, eu só vi o nome do Neil Gaiman, e como eu quero ler outros livros dele, eu comprei também pelo seu nome.
A história fala de um jovem chamado Joey e como ele passou a andar entre mundos diversos no universo. Ele possui essa habilidade, de ser Andarilho. Consegue passar de um mundo para outro, assim, molezinha.
Ele mora numa cidade dos EUA e estuda numa escola próxima. Quando seu professor faz um teste com a turma para saber se eles sabem se localizar na sua pequena cidade, ele se perde (dããã!) e acaba Andando - isto é, acaba passando de um mundo à outro sem perceber.
Nesse meio tempo, descobre que nesses mundos doidos para aí (seja Entremundos ou Interzona) há inimigos que querem se utilizar da sua força vital, pois isto significa energia para que grupos inimigos dominem outros que desejam.
O jovem passa por diversas aventuras muito loucas para descobrir que é um Andarilho verdadeiramente - e se sentir como tal - e também salvar seus amigos (incluindo Tom).

Eu achei o livro um tanto confuso. Há vários termos técnicos da ciência que me deixaram com olhos arregalados e uma baba caindo da boca no canto esquerdo porque meu cérebro simplesmente não entendeu bulhufas. Então, eu pensei em duas possibilidades dos autores: 1 - eu que fui a burra e não entendi nada. 2 - fizeram de propósito para mostrar o quanto o jovem também não entendia nada no início da história. Espero sinceramente que seja a opção número 2, pois desse jeito o livro fica mais interessante.
Depois que passa essa parte inicial cheio de nomes científicos, seja de ciências que eu nem sabia que existiam, conhecimentos teóricos de várias leis físicas que eu também não faço ideia, misturados com ficção científica... depois disso, o liro melhora, porque entra ação de fato. Seres perseguindo o menino, ele descobrindo habilidades e fazendo amigos, corre dalí, corre de lá, consegue vencer, mas nem tanto, volta a correr, briga daqui, faz planos de lá, corre, corre mais e no final... deixe abertura para próximos livros.

Eu não dou nota máxima. É parcialmente meu estilo de história, mas foram tantos termos científicos e tanta viagem tentando ligar um termo, um mundo a outro que eu me perdi um pouco. Gosto das coisas mais explicadas, mais detalhes. Passou muito rápido do mundo do menino para a Interzona, por exemplo. Então, essa região não ficou muito clara na minha mente... eu precisava de um pouco mais de descrição. MAS, sei que isso é uma característica minha e que tem gente que gosta que vá ao ponto - a ação - logo, mais rápido.

Mas eu digo que dá pra ler com tranquilidade. Se eu não tivesse outras tarefas, teria lido num único dia ou dois. Leitura sem grandes complicações. Acho que jovens e adultos podem apreciar bastante.

Abraços torrados aqui de Bangu (tá um calor dos infernos. Acho que o capiroto resolveu se mudar do inferno e passar carnaval aqui porque tá... fodis!)

Carla Luz
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Leo 08/03/2015

Descompromissado
Nunca tinha lido nada do N.G. e achei a escrita carismática e com "forma" própria, como a do Stephen King. O que lhe faz procurar mais livros do autor, quando conhece uma de suas obras.

Já a estória é bacana, prazerosa de se ler. Parece um Percy Jackson das galáxias.

Recomendo.
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Pipezinha 18/10/2016

Fantástico
Todo mundo sabe que meu livro favorito é o Talismã. E que a continuação dele é oficialmente A Casa Negra. Mas A Casa Negra virou mais o foco para o terror do que a fantasia... A Torre Negra também fala sobre multiverso, que eu adoro.
Neil e Michael se concentraram no Altiverso. Várias possibilidades em torno de UMA única vida. Se você pensar nisso, 7 bilhões de pessoas no planeta, é enlouquecedor, mesmo que nem todas possam se mover pelos universos afora. Muita ação envolvida e um ritmo que não se quebra, nunca. Já vou ler o segundo volume.
Ricardo.Raizer 10/03/2018minha estante
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leila.goncalves 18/07/2018

Magia Versus Ciência
?Entremundos" é a primeira parte de uma trilogia escrita por Neil Gaiman e seu amigo e roteirista Michael Reaves. Publicado em 2007, reúne fantasia e ficção científica, para contar a história de Joey Harper, um garoto como tantos outros que de repente se vê envolvido numa guerra entre magia e ciência cujo cenário é um número infinito de mundos do multiverso.

Indicado para o público adolescente, sua segunda parte, "The Silver Dream" já está disponível em inglês, porém, a ultima ainda está sendo finalizada. A boa notícia é que a "DreamWorks Animation" comprou seu direito autoral e pretende produzir um filme de animação.

Porém, mesmo que você não pertença a essa faixa etária, há uma boa chance de gostar do livro. Sua leitura flui rápida, há muita ação além do humor sob medida de Gaiman, porém, é inegável a marcante influência de Reaves, especialmente, para quem já leu seus livros da série "Star Wars".

Repleto de termos de física e matemática, alguns trechos agradam quem é da área, mas podem ser exaustivos para quem não está familiarizado com os mesmos. Outro ponto importante é que como se trata de uma série, muitas questões ficam em aberto e só serão respondidas nos outros volumes.

Enfim, venha conhecer a história e decida-se: "A felicidade de alguém, ou mesmo a vida de alguém, pesa mais que o destino de incontáveis mundos?"
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Portal Caneca 18/06/2014

Viaje você também entremundos!
Numa nova trilogia, Neil Gaiman (Sandman) e Michael Reaves (Caverna do Dragão) nos apresentam Joey e um mundo… ou melhor… VÁRIOS mundos do qual ele faz parte. Muita calma, já explico tudo. Joey é apresentado como um garoto tão normal e esquisito quanto eu fui ou você certamente ainda é. Talvez a única coisa que chame atenção seja o fato dele ser particularmente desastrado e perdido, mas perdido no lvl 89 numa escala 100 – a ponto dele se perder dentro da própria casa ou mesmo perder objetos como ninguém (ou como toda população mundial junta).

O livro faz parte de uma coleção de livros infantis com o selo Jovens Leitores da Editora Rocco e por isso, foge um pouco do tradicional mundo sombrio de Gaiman. Continuando… Joey, em um trabalho de campo pela cidade se perde um pouco e acaba chegando numa outra dimensão (…)

CALMA! Respire, leitor. Respire! Seguinte: após o ocorrido, Joey de fato chega em outra dimensão, muito semelhante com a dimensão de origem dele, porém ainda uma outra dimensão. A partir daí, a vida de Joey vira do avesso e vai colocá-lo em meio a muitos perigos, descobertas e guerras.

Joey, descobrimos depois, nasceu como um “Andarilho” – o que significa que ele pode andar entre diferentes dimensões – fato que explica a capacidade de se perder ou perder objetos mais do que o normal.

OBS: me identifiquei um pouco com ele e fiquei feliz com a justificativa – quem sabe um dia?

Andarilhos são pessoas raras em todo o universo (seja a realidade que for) e o poder intrínseco a essas pessoas são um ótimo combustível para veículos grandes (como barcos ou naves) viajarem por entre as dimensões. Esse é justamente o plano de Lady Indigo com seu navio Maléfico: percorrer diferentes dimensões e conquistar planetas com o poder bélico de seu exército.

Para combatê-los existe um tipo de “guarda” do multiverso. Joey chega até a base de treinamento deles depois de passar por alguns contratempos e perdas de amigos. Lá, ele pode também estudar sobre essa coisa maluca de metafisica e múltiplas realidades (alô, você que reclama da prova de matemática e física do colégio).

Na trama, os planetas são divididos em duas categorias: os que se aprofundam no uso e estudo da magia e os que se apegam mais à ciência – a nossa Terra, no caso se apega mais à ciência. O mais legal da história é que – para cada dimensão que viaja Joey se encontra com seu correspondente nesta outra realidade. No fim ele acaba com um exército de si mesmo, com diferentes capacidades, poderes e até mesmo idades – afinal o tempo corre diferente nas diferentes dimensões).

Apesar de aparentemente confuso, a leitura é absolutamente fluída e envolvente. Narrado em primeira pessoa, o humor é muito recorrente nos pensamentos e ações de Joey. Bem como suas confusões e pesares. Achei uma ótima abertura para a trilogia: o livro tem a história completa em si e não termina de modo muito brusco do tipo “leia o próximo livro para saciar sua curiosidade, HÁ!”. Não, nada disso – fato que me fez gostar ainda mais da história. A sequência da saga fica por conta de “The Silver Dream” (O Sonho Prateado em tradução livre), que ainda não chegou ao Brasil, confira a capa clicando aqui.

site: http://www.portalcaneca.com.br/viaje-voce-tambem-entremundos/
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Alê 18/06/2014

Viaje você também entremundos!
Numa nova trilogia, Neil Gaiman (Sandman) e Michael Reaves (Caverna do Dragão) nos apresentam Joey e um mundo… ou melhor… VÁRIOS mundos do qual ele faz parte. Muita calma, já explico tudo. Joey é apresentado como um garoto tão normal e esquisito quanto eu fui ou você certamente ainda é. Talvez a única coisa que chame atenção seja o fato dele ser particularmente desastrado e perdido, mas perdido no lvl 89 numa escala 100 – a ponto dele se perder dentro da própria casa ou mesmo perder objetos como ninguém (ou como toda população mundial junta).

O livro faz parte de uma coleção de livros infantis com o selo Jovens Leitores da Editora Rocco e por isso, foge um pouco do tradicional mundo sombrio de Gaiman. Continuando… Joey, em um trabalho de campo pela cidade se perde um pouco e acaba chegando numa outra dimensão (…)

CALMA! Respire, leitor. Respire! Seguinte: após o ocorrido, Joey de fato chega em outra dimensão, muito semelhante com a dimensão de origem dele, porém ainda uma outra dimensão. A partir daí, a vida de Joey vira do avesso e vai colocá-lo em meio a muitos perigos, descobertas e guerras.

Joey, descobrimos depois, nasceu como um “Andarilho” – o que significa que ele pode andar entre diferentes dimensões – fato que explica a capacidade de se perder ou perder objetos mais do que o normal.

OBS: me identifiquei um pouco com ele e fiquei feliz com a justificativa – quem sabe um dia?

Andarilhos são pessoas raras em todo o universo (seja a realidade que for) e o poder intrínseco a essas pessoas são um ótimo combustível para veículos grandes (como barcos ou naves) viajarem por entre as dimensões. Esse é justamente o plano de Lady Indigo com seu navio Maléfico: percorrer diferentes dimensões e conquistar planetas com o poder bélico de seu exército.

Para combatê-los existe um tipo de “guarda” do multiverso. Joey chega até a base de treinamento deles depois de passar por alguns contratempos e perdas de amigos. Lá, ele pode também estudar sobre essa coisa maluca de metafisica e múltiplas realidades (alô, você que reclama da prova de matemática e física do colégio).

Na trama, os planetas são divididos em duas categorias: os que se aprofundam no uso e estudo da magia e os que se apegam mais à ciência – a nossa Terra, no caso se apega mais à ciência. O mais legal da história é que – para cada dimensão que viaja Joey se encontra com seu correspondente nesta outra realidade. No fim ele acaba com um exército de si mesmo, com diferentes capacidades, poderes e até mesmo idades – afinal o tempo corre diferente nas diferentes dimensões).

Apesar de aparentemente confuso, a leitura é absolutamente fluída e envolvente. Narrado em primeira pessoa, o humor é muito recorrente nos pensamentos e ações de Joey. Bem como suas confusões e pesares. Achei uma ótima abertura para a trilogia: o livro tem a história completa em si e não termina de modo muito brusco do tipo “leia o próximo livro para saciar sua curiosidade, HÁ!”. Não, nada disso – fato que me fez gostar ainda mais da história. A sequência da saga fica por conta de “The Silver Dream” (O Sonho Prateado em tradução livre), que ainda não chegou ao Brasil, confira a capa clicando aqui.

site: http://portalcaneca.com.br/viaje-voce-tambem-entremundos/
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Descontrolados 25/05/2014

Sliders encontra Harry Potter à bordo do Pérola Negra
Joey Harker é um garoto comum que, durante um inusitado teste de localização proposto pelo professor de Estudos Sociais, descobre ser um Andador, alguém capaz de deslocar-se de uma dimensão para outra. Enquanto tenta entender onde está e o que significa sua nova condição, Joey percebe que aquele é o começo de uma nova vida e de uma grande aventura em que magia e ciência se unem para garantir a paz em vários mundos.



Primeiramente, antes de iniciar essa leitura, certifique-se de possui algum nível de nerdice ou apreço pelo seguimento ficção científica. Mantenha sua mente aberta para possibilidades e exageros. Tudo ok? Então prepare-se para embarcar numa viagem psicodélica, através de infinitas dimensões com EntreMundos, livro escrito por dois gênios da ficção: Neil Gaiman, responsável por Nerverwhere, Stardust e pelos quadrinhos Sandman; e ainda Michael Reaves, roteirista e escritor, responsável por sucessos como Caverna do Dragão, Batman: The Animated Series e diversos livros de ficção, incluindo alguns inspirados na saga Star Wars.

EntreMundos foi originalmente concebido, em 1995, como um projeto de série de tv. Não que o tema – viagem através de dimensões – fosse alguma novidade, pois naquele mesmo ano estreava na Fox americana a série Sliders (1995-2000). Aliás, o próprio Michael Reaves escreveu um episódio para a quinta temporada de Sliders, em 1999: Requiem.

Como infelizmente, ninguém efetivamente se interessou em produzir EntreMundos no formato série (o que lhes garanto, teria sido muito interessante), os dois autores decidiram finalizá-lo no formato livro e lançá-lo como primeiro volume de uma trilogia, em 2007. O segundo livro, The Silver Dream, foi lançado em 2013 e o terceiro está previsto para 2015.

Dizer que esta história é um misto de Sliders com Harry Potter, acrescido de doses de Fringe, Piratas do Caribe, Dungeons & Dragons, Alice no País das Maravilhas, Star Wars e uma pitada de Náufrago, não é exatamente um exagero. Todos estes conceitos, reunidos, dão o tom do que poderá ser encontrado na trama deste livro, fazendo com que ele vá além de uma simples história de viagem através de dimensões, que o enredo talvez sugira.

A narrativa do livro, toda na primeira pessoa, é bastante irreverente, o que proporciona uma leitura leve e contagiante. O texto está repleto de referências à cultura pop-nerd e conceitos de física e física quântica, o que faz esta leitura ser perfeita para os fãs do gênero sci-fi. A história é extremamente envolvente e não possui muitos aspectos clichês, como se pode esperar deste tipo de enredo. O final deixa um gostinho especial de quero mais, apesar deste não ser um daqueles típicos livros que costumam deixar um irritante cliffhanger. Sendo assim, o leitor não se sentirá obrigado a ter que reler o primeiro livro para dar continuidade ao próximo, o que eu, particularmente, acho muito bom.

Por fim, se você não é nerd, não se espante. Este livro realmente possui uma dose elevada de nerdice, mas pode ser apreciado por qualquer leitor que tenha uma mente aberta para histórias fantásticas, daquelas que vão além do cotidiano. Lhes garanto, apesar de curto, EntreMundos supera as expectativas e certamente será um bom alimento para o seu intelecto e, especialmente, sua imaginação!

Por Diego Cardoso

site: http://programadescontrolados.com/resenha-entremundos-de-neil-gaiman-e-michael-reaves/
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Silas Jr 07/12/2018

Resenha publicada no Leitor Compulsivo
http://leitorcompulsivo.com.br/2018/12/07/resenha-entremundos-neil-gaiman-michael-reaves/

Sinopse Rocco Jovens Leitores:

Primeiro de uma trilogia de sucesso assinada a quatro mãos por Neil Gaiman e Michael Reaves, roteirista de TV premiado, EntreMundos leva o leitor a viajar por várias dimensões na companhia de Joey Harker, um garoto comum que durante um inusitado teste de localização proposto pelo professor de Estudos Sociais, descobre ser um Andador, alguém capaz de deslocar-se de uma dimensão para outra. Enquanto tenta entender onde está e o que significa sua nova condição, Joey percebe que aquele é o começo de uma nova vida e de uma grande aventura em que magia e ciência se unem para garantir a paz em vários mundos. (Resenha: EntreMundos – Neil Gaiman, Michael Reaves).

Opinião:

A leitura desse livro veio em um momento justo onde a aflição de estar lendo distopias iguais tomavam conta do meu dia a dia de leitor. Quando se desgasta com leituras iguais, o prazer se torna um fardo pesado de carregar; e deixando todo esse drama de lado, EntreMundos é aquele tipo de livro que a gente solta um suspiro e fala: Uauuuu!

Na trama acompanhamos um adolecente americano, de uma pequena cidade americana em uma escola juvenil americana. Até aqui, parece ser tudo do mesmo e sem nenhuma surpresa. O que de fato faz a história ser chamativa é o misterioso professor de Estudos Sociais que nele cerca algum tipo de segredo que não foi revelado nesse primeiro livro. A estranha aproximação dele com Joey Harker da a entender que algo extraordinário vai acontecer; e de fato acontece.

Sem muitas delongas, os autores, colocam Joey em uma situação totalmente estranha. A descoberta de que ele é um Andarilho ou Andador é cheia explosão, corre corre, dúvidas e drama. O ponto extra vai para o drama. Ao pensar que está em sua cidade, ele vai até a sua hipotética casa e lá ele descobre uma familia hipotética em que ele não existe. Essa dolorosa revelação desencadeiam eventos descontrolados, além de toda dor que Joey está sentindo.

O leitor é levado então a acompanhar Joey em suas aventuras por vários mundos sem dar muitas explicações porque aquilo está acontecendo, cabe ao leitor (foi o que senti), conseguir entender o porque de tudo aquilo. O que sabemos de fato é que Joey é um andarilho e que nestes vários mundos que ele “anda” vários são os seus eu na mesma situação, é até legal tentar entender quem é o verdadeiro, não sei se assim posso dizer.

Seguindo na linha do bem e do mal temos os Binários e a BRUX, inimigos poderosos que querem Joey e toda sua trupe de Andarilhos mortos e ter o controle sobre o Antivesrso. É muito interessante falar sobre os antagonistas, pois, os autores construíram eles delineardamente com o decorrer da história. Ou seja, os motivos que os levaram a serem antagonistas não foram simplesmente gerados a partir de uma vingança, mas sim, a partir de visões do que é o Antiverso e como ele deve ser organizado. E os Andarilhos, treinados na Cidade-Base são os soldados que lutam contra essa forma de pensamento.

Um dos pontos altos do livro, é quando Joey retorna a terra após uma mal sucedida missão, e ele tem de lidar com o mistério de ter sumido do seu tempo real por quase um dia. O que claramente, causam transtornos ao professor e toda sociedade. No entanto, o que de fato chama atenção, é quando ele decide voltar para concertar o seu erro e proteger o Antiverso, e nisso ele tem um diálogo profundo sobre família e o poder dessa instituição com sua mãe.

EntreMundos é um livro genial em todo o seu conjunto. Os autores conseguiram com maestria transmitir sua mensagem e entreter ao mesmo tempo. Do início ao fim, o leitor é preso pelas páginas que discorrem a jornada de Joey e facilmente consegue entender todo ar de ficção ciéntifica presente. E o melhor nem é o final e sim os agradecimentos. Leiam!

Avaliação: 4,5 estrelas

O Autor Neil Gaiman nasceu em 1960, na cidade de Portchester, Inglaterra. Desde pequeno, demonstrou sua ligação com os quadrinhos. Seu trabalho mais conhecido é “Sandman”, que o imortalizou entre os fãs de HQs. Por 75 números, Gaiman e “Sandman” foram se tornando cada vez mais famosos. A série tornou-se o carro-chefe do selo Vertigo, destinado a um público geralmente adulto que não queria mais saber de super-heróis. O autor ganhou reconhecimento da crítica ao receber prêmios ao redor do mundo, entre eles o prestigiado World Fantasy Award, geralmente concedidos apenas a obras em prosa.

Entre outros vários trabalhos com HQs, romances e roteiros, Gaiman publicou os livros “Coraline”, “Deuses Americanos” e “O Livro do Cemitério”.

O Autor Michael Reaves é um escritor estadunidense, conhecido por suas contribuições como produtor e editor de histórias de várias séries de desenhos, incluindo Gargoyles e Batman: The Animated Series. Ele também é autor de séries de livros, contos, e ficção original. Frequentemente trabalha com Steve Perry.
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