A Mulher Silenciosa

A Mulher Silenciosa A.S.A. Harrison




Resenhas - A Mulher Silenciosa


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Sergio 26/05/2014

Duas Caras
Ganhei meu exemplar através de um sorteio feito no Twitter da editora, e logo que ele chegou me apaixonei pela capa. A partir daí, senti muita curiosidade (pois amo livros com suspense) e decidi colocá-lo como minha próxima leitura. Vou logo alertando: este é um livro de duas faces.

Todd é um empreiteiro de meia-idade e Jodi, sua mulher, uma psicoterapeuta. Como sou daqueles que não gosta de ler a sinopse, simplesmente tive a impressão de que eles eram mais um casal feliz de classe média alta que morava em um belo apartamento de frente para um lago em Chicago. Estava completamente enganado! Durante a leitura, tive a infelicidade de fugir da minha rota e acabei por ler a sinopse. Fiquei muito chateado ao descobrir que todo o enredo está resumido ali, já que praticamente nada fica de fora.

A autora nos mostra, em capítulos alternados (perspectiva dele, perspectiva dela) como anda o relacionamento que eles sustentam há mais de vinte anos. Todd é o tipo de homem que ama a sua mulher, mas que não resiste à outras. Perplexo define meu estado ao saber que Jodi sabia disso, mas que era totalmente "passiva" quanto à esta questão. Ela se sente tão autoconfiante que prefere sucumbir à autonegação. Mesmo quando descobre que ele está com outra e que irá morar com ela, Jodi se mostra abalada, mas "indiferente", como se ele fosse desistir desse caso sórdido e voltar para seus braços em breve.

Todd é cafajeste e fingido. Sempre se vitimizando, como se "não soubesse o que está fazendo", o personagem consegue enganar o leitor nas primeiras páginas, passando uma ideia de que ele não é tão mau quanto parece. Porém, ao compactuar com os ideais de Natasha (sua amante, mas que em breve será sua nova mulher), ele se mostra um personagem egocêntrico, inescrupuloso e mesquinho. Em poucos capítulos, ele já tem mandado uma ordem de despejo para Jodi, cancelado seus cartões e feito coisas que nenhum homem de verdade faria com uma mulher na qual passou metade de sua vida junto.

O grande X da questão é que em nenhum momento vemos que Jodi é vingativa. Sua vida está desmoronando, mas ela continua de pé. Até mesmo na hora do assassinato, ela se mostra totalmente calma, como se aquela fosse a única maneira de manter seu estado atual, e que então ela o faria sem problema algum. Tudo é premeditado, mas nada é comprovado pela polícia. Ela não estava no local, muito menos na hora. Sendo ainda a única beneficiária dos bens de Todd, Jodi herda tudo que um dia ele quis tirar dela e um pouco mais.

Sendo um thriller puramente psicológico, A Mulher Silenciosa não possui nenhuma ou quase nenhuma ação, além de não haver muitos diálogos, o que deixa o enredo um tanto quanto monótono. Posso até me contradizer falando isto, mas mesmo já sabendo o que vai acontecer, acabamos nos prendendo muito à leitura. Relação de amor e ódio, sabe?

Sem mais delongas, o livro consegue ser perfeito, mas ao mesmo tempo um desastre. O enredo em si não é grande coisa, mas os personagens (que no fundo são todos perversos) nos prendem de uma forma jamais vista. Se você gosta de um livro que mexe com sua cabeça e com seus conceitos, eu te indico este. Mas, se sua praia é ação, brigas, revoltas, assassinatos impensados e coisas do gênero, te digo uma coisa: este não é o livro para você.

Até mais,
Sérgio H

site: www.decaranasletras.blogspot.com
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Telma 17/08/2014

Esplêndido! Encantador! Magistralmente Escrito.

Comprei esse livro na Quinta-feira (dia 14) num passeio com uma amiga à Livraria Cultura.

Depois de ter comprado, vi algumas críticas negativas no Skoob, mas, enfim, já era tarde.

Comecei a ler sem grandes perspectivas e fui sugada para dentro do livro.
Seduzida pela escrita impecável de A.S.A Harrison, em seu primeiro romance ficção e decepcionada ao saber que ela trabalhava em um novo thrilher psicológico, quando morreu em 2013.

Agora, após o término da leitura, posso afirmar com 100% de certeza: eu leria até as receitas culinárias dessa mulher se ela tivesse escrito.

Ela é aquilo que eu amaria ser: alguém com uma complexidade intelectual totalmente passível de ser reconhecida em cada linha de sua escrita. Tanto pela bem intrincada trama, quanto pelo vocabulário e gramática, excelentes.

Este livro é contra indicado para quem procura uma leitura fácil e rasa... na mesma proporção que é a cura para quem está em busca de uma leitura cheia de suspense e reflexão.

Comecei a ler na Sexta a noite e terminei agora (às 17h20 do Domingo). Quis ter lido mais devagar mas me foi impossível largar.

Quem interessa-se por Psicologia, vai amar algumas comparações do cotidiano com afirmações de Freud, Jung e Adler. Comparações totalmente pertinentes. Há também o reconhecimento, tanto na protagonista, quanto no antagonista.

Jodi é uma psicoterapeuta, com um casamento de 20 anos. Sua felicidade maior consistia em cozinhar para o marido e passar as noites com ele. Sabia da infidelidade constante do marido, mas considerava isso aceitável. Isso era parte do caráter dele: um homem sexualmente super ativo, dado às fugidinhas extra conjugais mas, que sempre retornava a noite para a família que tinha (ela).

Considerava-se uma pessoa sem problemas. Até onde se lembrava, tivera uma infância feliz.

Toda a tinta desse quadro bem pintado começa a derreter quando seu marido, num arroubo de crise de meia idade, apaixona-se por uma jovenzinha com menos da metade dela e decide sair de casa para viver esse "amor".
Esse é só o começo da desgraça que acontece na vida arrumadinha de Jodi e é a partir de então que ela, em meio ao desespero, começa a revelar (inclusive para si mesma) um lado ainda não conhecido e a arquitetar um assassinato.

O livro todo é recheados de passagens que eu adoraria deixar aqui... Deixo um quote de alguém no exato instante de sua morte, para que vocês vejam a acuidade da escrita dessa mulher por quem me apaixonei:

"Não é verdade o que dirão: que ele não o viu chegar, que nunca soube o que o atingiu. Ainda assim, acontece muito rápido. Imagens fugazes explodem em sua tela mental; isso é tudo o que os moribundos têm tempo de registrar. (...) Se ele tivesse a opção de ficar, faria isso por ela. Mas não lhe restam opções agora. O tempo paira, suspenso, embora esteja prestes a ter um fim. A morte deveria ser uma sedução, não um estupro. Tivesse mais um minuto ele poderia fazer tanta coisa... Até mesmo os criminosos são autorizados a dar um telefonema, enviar uma mensagem. Quão vivo ele se sente, quão imensamente ele brilha, como um pavio aceso, um fogo de artifício prestes a explodir. O que ele não daria por mais um minuto, u mero minuto cruelmente pregado no fim de sua vida."

Recebe não apenas 5 estrelas, mas também entra para a lista de meus livros favoritos.


site: http://surtosliterarios.blogspot.com.br/
Ana Rebeca 17/08/2014minha estante
Gostei demais da sua resenha, despertou meu interesse em lê-lo, o mais rápido possível.


Sueli 28/05/2016minha estante
Adorei a resenha, Telma.
Fiquei impressionada como esse livro nos aprisionada desde o primeiro parágrafo, com sua atmosfera densa e sombria.
Você é a minha blogueira top 10!
Beijão, querida,




dami 07/06/2014

Não é bom.
Contem Spoilers!
Uma mulher que tem dois mestrados e um doutorado,é terapeuta,ao que parece por passatempo porque é totalmente dependente financeiramente do "marido".Ela não se importa com os chifres,ela sabe e ele sabe que ela sabe e vivem a vida normalmente.De repente uma garota engravida dele e ele resolve que vai casar. Ela se vê desesperada por que aí quem é que vai sustentar a madame?Ela mesma fala,"ele tem que me sustentar,esse era nosso acordo".E no fim ainda tenho que ler que o Dean é o machista que quis proteger a filha?E ela não é machista,gente?Li achando que no mínimo no final ia acontecer alguma reviravolta,algum detalhe surpreendente seria revelado,mas nem isso.Nem o assassinato dele,que é já dito no começo e até na capa do livro é interessante.Fazia tempo que eu não lia um livro tão vazio,tão sem substância,tão fútil.Tenho pena de quem lê e gosta porque essas pessoas não tem o mínimo de senso.Ainda bem que essa autora já morreu.
Kamila 04/09/2014minha estante
Nossa, eu esperava bem mais dele. Passei dias pra terminar de ler. Tudo muito monótono e sem graça.


Kamila 04/09/2014minha estante
Não sei como as pessoas comparam ele com Garota Exemplar


Juliana 14/12/2014minha estante
''ainda bem que essa autora já morreu'' - credo! Eu gostei do livro. Acho que ele tem substância sim, mas pode ser porque eu curto muito psicologia. O final é inexato. O conflito com o irmão mais velho da personagem é revelado, e porque ela era controladora em relação ao irmão mais novo - Ryan. A realidade criada pode moldar situações perturbadoras, e quando essa realidade é desfeita tudo entra nos conformes novamente. Mas seria a Allison que deu um golpe na personagem ou ela mesma que deu um golpe em Dean? Achei interessante, sério kkk


Ingrid.Nascimento 26/04/2015minha estante
Querida simplesmente tenho em mente que vc não usou a sua inteligencia, se é que possui alguma ao ler este livro.
Posso até compreender que vc não gostou do livro, ja que o mesmo é um livro de leitura "duas caras" e possivelmente não faça parte do seu mundo o livro de cultura culta em psicologia.
Mas, depreciar o livro e até a autora, tenho pena de vc.


Barbara 12/09/2015minha estante
Ainda bem que essa autora já morreu? Sério isso? Comentário cruel e sem propósito nenhum. Ninguém entra no skoob pra ler esse tipo de comentário, pode ter certeza. Tenha um pouco mais de bondade no coração, vai te fazer bem.


Caroline 01/03/2016minha estante
Cada é livre para ler e gostar do que quiser. Sua opinião é muito bem vinda mas, pode ter gente que goste mulher! Credo, por por não gostar do livro já gostou do fato da autora ter morrido???? menos menos girl shuahsuahsuahushauhsuahsuahus


Lu 26/09/2017minha estante
E eu tenho pena de pessoas que subestimam a leitura alheia por considerar que as suas impressões (diga-se de passagem bastante limitada) é a única correta. Quem gostou certamente encontrou detalhes que você desprezou, não sei se te contaram querida mas a leitura é múltipla e depende mais da bagagem do leitor do que necessariamente do autor. O livro é rico pra quem sabe ler nas entrelinhas. Mas é preciso um certo esforço e a maioria prefere ficar na superfície É muito bom quando há discordância desde que com uma certa dose de respeito, mas o seu comentário final "ainda bem que essa autora já morreu" diz muito sobre o tipo de leitora e ser humano que você parece ser.


dami 18/10/2017minha estante
Gente, tá, cruel eu comentar isso da autora, me perdoem se ficaram ofendidos. Mas o livro é ruim que dói, eu tenho pena de quem se deleita nesse tipo de leitura. Bjos




Queria Estar Lendo 21/04/2015

Resenha: A Mulher Silenciosa
Passando longe de ser o meu tipo de leitura, A Mulher Silenciosa acabou se tornando um bom livro. Não acho que eu repetiria a dose, mas pode ser um livro bastante interessante para quem gosta, especialmente, de se aprofundar nos personagens. Porque é tudo que ele é: um grande compilado sobre a personalidade de seus personagens e como isso dirigiu suas atitudes e ações durante toda a história.

Mas não acho que poderia ser diferente, vindo de uma história onde a personagem principal é uma psicóloga. O livro nos apresenta um casal, Jodi e seu "marido" Todd. Juntos há mais de 20 anos, Jodi e Todd desfrutam de uma vida tranquila e confortável, em um relacionamento cômodo que há algum tempo perdeu seu fogo.

A história segue uma rotina do inevitável. Logo no começo do primeiro capítulo já somos apresentados a verdade essencial do livro, Jodi se tornaria uma assassina e Todd, sua vítima. A partir dai constrói-se a base para tal ato: a incapacidade de Jodi de iniciar conflitos e expressão seus sentimentos e a índole traidora de Todd, que não acredita em monogamia.

Unindo os dois fatos há 20 anos de ressentimentos, negação e violência emocional velada, a história desenvolve-se em pouco mais de 200 páginas e leva a um inevitável fim - embora com uma reviravolta que me deixou com gosto de vitória.

Mesmo com Todd sentado no assento da vítima, em nenhum momento senti pena pelo seu fim ou empatia por sua jornada. Todd era um traidor com desculpas ridículas que serviam apenas para massagear seu ego, não saberia dizer não para salvar sua própria vida e não conseguia enfrentar as mulheres em sua vida porque tinha muitos mommy issues. Para mim, Todda era covarde, fraco e medroso e senti raiva de Jodi por ter, a vida inteira, maquiado essa realidade e deixado ele acreditar que era, parafraseando a Denise, o pica das galáxias como pessoa, marido e homem.

Então acho que fica bem claro o quanto eu simpatizei com a Jodi e esperava que tudo desse certo para ela no final, certo? Eu ainda não sei o que isso quer dizer sobre mim.

Enquanto lia o livro eu não conseguia entender como uma psicóloga tão consciente de si mesma poderia perder os pontos que indicavam sobre como ela - e seu casamento - se tornava cada vez mais sua mãe - e o casamento de seus pais - quanto mais tentava fugir disso e tive que me lembrar constantemente do provérbio "Casa de ferreiro, espeto de pau."

Jodi narra constantemente suas sessões de terapia quando estava cursando a faculdade e as analises que fez de Todd durante toda a sua vida, e isso me deixava agoniada já que ela não parecia perceber que a vida inteira dela estava se caminhando para aquele final. Os sinais estavam todos ali, ela estava me contando e nem percebia isso.

E esse é um dos grandes motivos de A Mulher Silenciosa não ser o meu tipo de leitura: o livro é curto e me deixou agoniada e ansiosa, porque me disse qual seria o final, mas eu não tinha ideia de como chegaríamos lá ou o que poderíamos encontrar no caminho.

Confesso que foi um prato cheio para mim, que gosto de poder analisar os personagens. O livro fez grande parte de trabalho e, no fim, você só pode sorrir e falar: está tudo ali, cada fragmento da vida da Jodi indicava a capacidade - ou falta dela - de cometer um assassinato.

O livro é bom e não deixou nada a desejar em suas páginas, colocou exatamente o que precisávamos saber e nada mais. Foi uma leitura um tanto quanto arrastada para mim, no início, mas acho que é porque eu realmente não costumo ler thrillers psicológicos. Não foi a melhor leitura e nem um livro favorito, mas foi bom. Tenho certeza que vai se tornar o favorito de muitos amantes do gênero.

Link original da resenha: http://migre.me/pz2JX
Paula 13/12/2015minha estante
Acho que ela detalhou demais as coisas, como objetos, pensamentos e afins, mas confesso que não consegui sentir pena de Todd, e sim uma sensação de triunfo, que aquela raiva que eu sentia por ele e que a própria Jodi não sentia foi vingada. Senti muita raiva da Natasha, ela foi culpada, sendo culpada por participar da destruição da vida tão confortável de Jodi, mas fiquei pensando que apesar disso eu não posso julgá-la pois só a vimos a partir da percepção vaga de Jodi, e do panaca do Todd, que no fim das contas não serve para dizer se ela era algoz ou não. O que fica claro é que era nem de longe ela era vítima ou inocente, compactuando e sendo uma víbora com Jodi, com total falta de consideração. Jodi ajudar ela em relação o filho seria um tapa na cara. Se pensarmos, Jodi também tem culpa, por ter se silenciado, por ter permitido isso tudo ter ido tão longe, e ainda sim, simpatizei com ela desde o início, pegando um ódio velado por todos que queriam ou ajudavam a construir sua ruína.




Caroles 23/12/2015

Caso não tenha lido, pode conter spoiler de leve.

A capa e a sinopse são realmente tentadoras, assim que você vê/lê sente vontade imediata de começar a leitura. E o começo é até bom. Você conhece o casal, a rotina, vai se familiarizando com o ambiente, a profissão que ambos os personagens principais exercem, tudo ótimo. Depois de um certo momento, é só ladeira abaixo.

Percebemos que Jodi, tem sérios problemas em sua conduta. Além de ser uma mulher completamente acomodada, que para justificar isso diz sobre si mesma que é compreensiva, tem traços fortes de machismo. Em diversos momentos do livro isso é perceptível. Ela é sustentada pelo marido, o trabalho é visto mais como um hobby do que uma forma de ganha pão (pois após a separação, ela não admite não ser sustentada por Todd), em nenhum momento do livro, após a separação com Todd, ela pensa em se virar sozinha. É incrível a passividade dela em relação as coisas a sua volta.

Já Todd é um personagem que vivia em uma zona de conforto imensa, e por achar isso "tedioso", resolve trocar o comodismo por uma aventura nova, e no fim, acaba percebendo que preferia a vida calma como era do que qualquer outra coisa. Acho que ele foi um personagem bem desenvolvido, um personagem mais real que Jodi, pois boa parte do livro em relação a Jodi estava focado no psicológico dela.

A autora nos apresenta uma infância e a fase pré-adulta muito difícil para ambos os personagens, e pelo que entendi, ela quis mostrar que isso afetou na forma como ambos lidaram com o casamento e a separação. Porém, eu acho que não afetou em nada. Eles tiveram anos e anos de um casamento bom, o resto foi só consequência de atos.

Após a morte de Todd, todo o livro, na minha opinião, foi uma grande enrolação. Temos a história de Jodi com os irmãos, que caso não estivesse ali, não teria feito diferença nenhuma. Fiquei mais curiosa por saber o que aconteceu com a Natasha do que com a própria Jodi. Podemos dizer que a autora tentou deixar um mistério a la Machado De Assis, porém não conseguiu. Ficou aquela ambiguidade de quem realmente "matou" o Todd, mas ficou muito mal feita, eu fiquei mais confusa do que saciada. Pra mim, diversos nós não foram atados corretamente, e sim, feitos de qualquer maneira.

O livro vale a experiência, tem boas frases que nos fazem refletir sobre a vida que levamos, mas o final da história em si não é tão bom assim.
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Sueli 01/06/2016

Os Gritos de Uma Mulher Silenciosa
“Inferno, Inferno!
Mas, mesmo assim será calmo.
Agora, começa o declínio.
E, a lenta mão do destino se estica para levantar o véu e deixar o vazio.
No céu não há raiva como o amor transformado em ódio,
Nem fúria como a de uma mulher desprezada.”

Infelizmente, querido leitor, não consegui descobrir o autor desses versos tão intensos. Contudo, eu não poderia deixá-los de fora do meu comentário sobre este livro magnífico.
A. S. A. Harrison fez sua estreia no gênero, e trabalhava em um novo thriller quando morreu, em 2013, para profunda consternação de todos aqueles que ficaram fascinados com o livro “A Mulher Silenciosa”.
Eu fui aprisionada por Harrison logo nas primeiras páginas. Sua escrita clara, enxuta, precisa e cirúrgica não deixa dúvidas sobre o que teremos em seguida. Porém, eu não estava preparada para mergulhar em águas tão profundas e escuras.
Imaginei durante quase noventa e sete por cento do livro que estava lendo sobre os meandros de uma separação dolorosa, para ser surpreendida ao final do livro com uma história de sobrevivência!
Não me sinto capaz de tecer comentários sobre os aspectos psicológicos deste romance, mas mesmo para aqueles que como eu são leigos no assunto, a narrativa fluida e de emoção crescente de Harrison só torna a leitura ainda mais apaixonante.
Um livro imperdível para pessoas interessadas nas complexas relações entre casais. Em como um amor intenso pode ser desconstruído de forma tão inexorável e, como nossas escolhas, a princípio baseadas em observações e crenças, podem nos enganar forma tão desastrosa. Um livro que nos ensina que o silencio pode conter bilhões de palavras não ditas, mas que jamais deveriam ser silenciadas... Ou, talvez, sim, quem sabe ao certo?

Em minha opinião, um thriller sem heróis, nem vilões, mas um mundo inteiro habitado por “outros”! Aqueles mesmos que são o nosso inferno...
Não deixe ler. Não se permita esquecer esse livro em um canto qualquer! Viva essas emoções, e tire o juiz de dentro de si.
A. S. A. Harrison, onde você estiver, obrigada por esta leitura incrível e emocionante!
05/10/1000 estrelas!
Josiane 01/06/2016minha estante
A Mulher Silenciosa está na minha meta... só que não sei o que acontece com a pessoa aqui que (não sei definir) não bate mais o feeling que eu senti quando li a sinopse pela primeira vez.
Com a sua resenha da pra perceber que ele tem tudo o que um bom thriller precisa pra me fazer devorar as páginas.


Kau 02/06/2016minha estante
vou colocar na minha meta


Sueli 02/06/2016minha estante
Josiane e Kau, a primeira pessoa que me falou sobre esse livro, foi minha querida amiga Marilda, e eu não dei muita importância... Até que li as primeiras páginas e fiquei perdida de emoção.
Mas, entendo que nem todos os livros exercem o mesmo fascínio sobre outras pessoas. É tudo muito pessoal... E, não tenho dúvidas que é assim que deve ser. Toda unanimidade é burra.
Eu adoraria que todos sentissem a avalanche de moções que senti, pois imagino que esse seja o objetivo de um autor ao escrever uma obra como "A Mulher Silenciosa".
Eu chorei quando terminei o livro. Primeiro de emoção e depois de saudade dos livros que Harrison poderia ter escrito...
Obrigada por comentarem,
Bjks


Sueli 02/06/2016minha estante
Josiane e Kau, obrigada por comentarem!
Bjks


Sara 03/06/2016minha estante
Que bom, estava em dúvida sobre esse livro, agora é mais um que vai para minha lista de desejados rss, à propósito obrigada por me add Sueli.


Sueli 03/06/2016minha estante
É uma alegria ver o meu círculo de amigo leitores aumentando, Sara. Tomara que você goste tanto deste livro quanto eu.
Bom fim de semana,
Bjs


João 05/06/2016minha estante
Putz Sueli!!!Como te falei esse livro já esteve na minha lista de compras muitas vezes e sempre acabava deixando de lado por achar algo mais interessante ..e as resenhas negativas em sua maioria não me animavam.Porém vendo o quanto você gostou me interessei e vou ler ..Grande abraço!


Tâmara 15/06/2016minha estante
Olaaa...Depois de ler sua resenha do 'depois de vc'. Vim aqui pegar uma dica de livro pra ler nas minhas ferias da faculdade. O que me diz? Esse mesmo o indica outro? qual te fez chorar mais? Amo historias profundas...Bjos E obigada desde já.


Sueli 16/06/2016minha estante
Tâmara, eu acho "Depois de Você" e "A Mulher Silenciosa" são dois livros bem diferentes. O primeiro é basicamente sobre a vida da Lou depois da perda física de Will. Já "A Mulher Silenciosa" trata de uma relação amorosa esfacelada, que me deixou absurdamente emocionada... Mas, sabe como é, não é mesmo? Acho que se possível, leia os dois e depois me diga a sua opinião.
Boas férias e ótimas escolhas literárias.
Bjs


Tâmara 20/06/2016minha estante
Muito obrigada! Desisti de ler 'depois de vc'. Inclusive tõ indo assistir ao filme hj. Depois de você me tocou tanto e vai morar em minha memoria ever. Por isso não quero macular essa memoria..rs.
Baixei 'A mulher silenciosa'. Como estou de férias ele é o segundo da minha pequena lista de leituras, nas ferias da faculdade. rs
Depois te conto o que achei.
Um beijo!


Sueli 21/06/2016minha estante
Vou aguardar, Tâmara. Boas férias para você,
Bjs


Tâmara 21/06/2016minha estante
Já assistiu ao Filme sueli? Vi ontem...Chorei e tals. Achei que os atores vestiram bem o Will e a Lou...Mas...Muito corrido..mal cortado..Quando a gente leu o livro é difícil dar nota 10 pro filme ne? Rs


Sueli 22/06/2016minha estante
Tâmara, eu ainda não assisti ao filme... Infelizmente, em minha cidade não tem nenhum cinema, e para assistir a um filme preciso dirigir no mínimo uns 100 kms. E, para meu total desespero, não encontrei ninguém que quisesse me acompanhar, dessa vez. Todos dizem que não querem assistir a um filme tão depressivo... Então, vou ter que esperar para assistir on line, ou na tv a cabo.... É a triste a vida de quem mora no interior, Tâmara... Por enquanto, vou ficando com meus livros, discos e filmes em DVD...
Bjks


Beth 24/06/2016minha estante
Pode esperar Sueli, não é tão bom assim. O livro passa muito mais emoções, é claro. E se entendi bem, no livro o título é para a Lou e não para o Will. Já no filme fica meio ambíguo. Pode ser que fui com muita expectativa para ver o filme, mas não foi tão sentimental assim. Bem, essa é minha humilde opinião. Bjs.


Sueli 24/06/2016minha estante
Beth, cada opinião é muito importante, você não acha? E, sempre devemos respeitá-las mesmo que não concordemos.
Fora esse ponto extremamente importante, dificilmente assistimos a uma filme que esteja à altura do livro que serviu de inspiração...
Mas, gosto sempre de citar duas obras magníficas que fogem à essa regra. O primeiro é O Leopardo, do Visconti, baseado no livro do mesmo nome, escrito por Tommaso di Lampedusa, que é uma verdadeira obra prima! E, o segundo, é A Festa de Babette, baseado em um livro da Karen Blixen, que é quase um conto, e que está à venda na Amazon, por um preço bem camarada, já que faz parte do acervo da Cosac Naif, que foi fechada...
Não tenho muita esperança no filme "Como Eu Era Antes de Você", mas adoro os atores escolhidos para protagonizá-lo. Porém, terei que esperar meses!
Obrigada por deixar o seu comentário. Eu adoro bater um papinho! ;)
Bjks


Beth 20/07/2016minha estante
Sueli, claro, que cada opinião é importante, sem sombra de dúvida. Tinha acabado de ver o filme... O leopardo nem li e nem vi o filme, mas A festa de Babete é sensacional, concordo com você. Assisti de novo recentemente. E concordo ainda mais com você, os atores são uma gracinha. Então vale a pena esperar sim. E eu também gosto de um papinho. rsrsrs Bjs.


Sueli 21/07/2016minha estante
Vai ser um prazer enorme encontrá-la por aqui, Beth!
Bom dia!




Michelle 27/01/2016

Cansativo
[PODE CONTER SPOILER]
Comecei a ler super animada, pois estou me aventurando nesse gênero e talvez (ou não) tenha ido com muita sede ao pote e me decepcionei demais com essa leitura.
O livro é intercalado entre os dois personagens principais, o que nos deu a chance de conhecer ambos de uma forma mais aprofundada. Um das coisas que mais incomodou nessa leitura foi a quantidade de detalhes que a autora se aprofundou, se uma palavra ou uma situação foi mencionada, lá estava a autora destrinchando tudo nos minimos detalhes e não me entenda mal, as vezes é bom, mas nesse livro teve muito disso, muito mesmo, sobre tudo.
Do meio pro final foi um martírio continuar a leitura (infelizmente), e quando finalmente chegou o ponto crucial, foi completamente sem emoção e sem supresas (argh :#)
Quando achei que as coisas iriam melhorar, eis que voltamos ao ponto morto! As últimas só tinha balelas e o final meio a interpretação própria foi um saco. Depois de tanta enrolação a autora poderia pelo menos ter colocado as cartas na mesa e nos revelado como de fato aconteceu aquela morte horrorosa e quem de fato foi o culpado.
Livro com uma promessa bacana, mas muito cansativo.
sandra 27/01/2016minha estante
Pra mim foi o final que pesou , tinha potencial para mais .


Carol Belisario 17/06/2016minha estante
Até agora não entendi o que de fato aconteceu no final do livro... Frustrante!!


Leandro 03/09/2016minha estante
Penso exatamente o mesmo! A leitura pesa bastante depois que o entusiasmo por um bom suspense passa. A leitura é cansativa em grande parte do livro. A narração se perde na exagerada descrição do ambiente, das personagens e de seus emocionais. O final surpreende por fugir da proposta inicial do suspense, mas não convence. É uma leitura que promete, mas não cumpre.


Elaine.Feitosa 07/10/2016minha estante
Achei muito maçante a leitura, sofri pra terminar, achei muito fracoooo




Nana 19/05/2014

Não é empolgante!
Durante toda a leitura fiquei em dúvida se estava gostando ou não. Os personagens não me agradaram, mas o enredo é instigante e me fez seguir querendo saber o que aconteceria.
No início eu estava irritada com a Jodi por ela ser formada em psicologia, trabalhar como terapeuta e aceitar calada por 20 anos as traições do marido. Mas aos poucos fui conhecendo sua história familiar e entendendo os seus motivos, no final até consegui torcer por ela. Quanto ao Todd, não tem como gostar dele. É um perfeito cafajeste, mentiroso e odiei do início ao fim!

O final foi interessante e apesar do livro ser detalhado demais para meu gosto, ainda assim valeu a pena a leitura.
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Ju Oliveira 02/06/2014

A mulher silenciosa é aquele exemplo típico de livro que promete dividir opiniões. Já tinha percebido isso enquanto dava uma lida em algumas resenhas. Durante toda a leitura, minha opinião oscilou bastante. Mas no fim acabei me apegando bastante à “A mulher silenciosa”.


Joddi e Todd é aquele típico casal que vive de aparências. Não que eles não sejam felizes, pelo contrário. São felizes juntos há 20 anos, mas à sua maneira. Joddi leva uma vida muito confortável, em seu belo apartamento com vista para o lago. Ela é terapeuta, e pode se dar ao luxo de atender somente dois pacientes por dia, em sua própria casa. É uma mulher bastante vaidosa, meticulosa e calculista. Um de seus maiores prazeres é todo fim de tarde começar a preparar o jantar para esperar seu marido Todd. Cada dia um prato elaborado, digno dos melhores restaurantes da cidade. Joddi adora cuidar de Todd.

Todd é um empreiteiro muito bem sucedido, após longos anos de muito trabalho e apoio de sua esposa, hoje ele está onde sempre quis chegar. Para ele, ninguém jamais vai substituir sua adorada esposa, sempre tão atenciosa e dedicada. Mas isso não significa que ele vá resistir aos encantos de outra mulher. Todd é um marido infiel e incorrigível.

Acontece que Joddi sempre soube dos casos extraconjugais de seu marido, mas sempre fingiu que não estava acontecendo nada, ela sempre foi “A mulher silenciosa“. A comodidade de sua vida de casada sempre falou mais alto e ela sempre fez vista grossa para as puladas de cerca de Todd. Porque sabia que eram apenas casos passageiros, nada com que se preocupar.

Até que Joddi descobre que Toddi está apaixonado por Natasha, a filha de seu melhor amigo, de apenas vinte anos, uma menina que eles viram crescer. E parece que dessa vez, não é um simples caso passageiro. Natasha acaba engravidando de Todd e ele relutantemente decide se separar de Joddi. Mas ela não está disposta a ceder assim tão facilmente e acaba tomando uma decisão bastante arriscada…


Se você precisa sair de uma rotina mental, muitas vezes é mais fácil mudar algo do lado de fora e deixar as mudanças internas se seguirem. Quando você faz um esforço em benefício próprio, muitas vezes as circunstâncias tendem a seu favor.

Confesso que a escrita da autora não me agradou logo de cara. Demorei um bom tempo até me acostumar com seu vasto vocabulário e o excesso de diálogos. A falta de ação também me deixou um pouco incomodada. É uma leitura linear, sem grandes acontecimentos. Logo nas primeiras páginas do livro, mais precisamente, na segunda página, a autora já nos entrega o desfecho dessa história. Com o desenrolar da trama, página após página, eu esperei ansiosamente por esse “momento crucial” da história. E só lá no finalzinho, praticamente nas últimas páginas, o ato em si foi acontecer. Achei isso bastante frustrante e se pudesse escolher, certamente teria pulado essa segunda página. Se bem que na sinopse, na orelha do livro, já podemos ter alguma ideia do que é o grande mistério da trama.

Mas em compensação, a autora foi magistral em lidar com os sentimentos do casal. Os capítulos são alternados entre “Ele” e “Ela”, mostrando a visão de ambos em cada situação. A. S. A. Harrison, soube explorar muito bem o lado psicológico dos personagens, expondo ao leitor seus medos e dúvidas. Joddi é uma personagem forte, determinada e fria, como a tempos não encontrava na literatura. Já o Todd é influenciável e inescrupuloso. Mas não de todo odiável. Não saberia dizer se gostei mais das reflexões de Juddi ou Todd.

Enfim, só lendo para saber se você vai amar ou odiar “A mulher silenciosa”. Eu gostei bastante e indico. Leiam!

Curiosidade: A mulher silenciosa será adaptado para o Cinema e Nicole Kidman será protagonista e produtora do filme. Ainda sem realizador escolhido nem data de estreia prevista, o filme será produzido pela companhia Blossom Films, fundada pela própria Nicole Kidman.

site: http://juoliveira.com/cantinho/a-mulher-silenciosa-resenha-sorteio/
Sueli 28/05/2016minha estante
Adorei saber que esse romance será produzido para o cinema.
Gostei da resenha, Ju. Tem a ambiguidade do livro. ;)
Bjs




Patricia 30/12/2015

Uma mistura de Garota Exemplar, onde todos os lados de um casamento são expostos, com Ratos, onde até mesmo a mais calma das criaturas mostra que tem um limite. A Mulher Silenciosa é escrito de forma bastante voltada para a psicologia o que me fez gostar bastante. Por muito tempo eu pretendi cursar Psicologia e ainda tenho grande interesse na área, por isso esse livro foi um prato cheio.

É muito interessante o modo como a autora demonstra os aspectos comportamentais dos personagens com base nos relacionamentos dos pais mostrando várias referências às teorias de Freud.

Esse livro foi uma grande surpresa, superou bastante as expectativas. Uma história bem construída, bem escrita e para ler de uma vez! O que achei estranho foi a média de avaliações aqui no skoob ser tão baixa, afinal, o livro é excelente.
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Myrela 17/07/2014

Um Thriller, só que não.
Foi o primeiro do gênero que li e não tenho como compará-lo com outros. Mas pelo que pude perceber, o suspense de fato só ocorre no final.
Não encontrei ritmo de leitura e a achei bastante enfadonha. Em parte, o que salvou o livro foi a visão de ambos os personagens (capítulos alternados entre Jodi e Todd) e talvez por isso o livro me interessou lá pela metade.
Pode-se dizer que é apático, sem grandes acontecimentos ou reviravoltas. Espero que isso não seja um padrão em livros do mesmo gênero.
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Lares 03/02/2016

M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O
Tive muito receio de ler o livro pelos comentários que li sobre ele e vídeos também. Apesar disso resolvi insistir e foi a melhor coisa que fiz. A escrita ta autora é bem rica e todo contexto psicológico do livro é bem interessante. Achei a história bem tensa. Pensei que fosse acontecer uma coisa e aconteceu outra completamente diferente. Me impressionou muito. A única coisa que eu achei meio vago foi a relação com os irmãos, não entendi muito bem kkk. Mas fora isso o livro é bem legal!! (:
Juliana.Santos 11/01/2018minha estante
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Raffafust 22/05/2014

Poucos livros nos prendem a atenção querendo que as páginas diminuam para enfim terminar o suspense. Ao começar a ler A mulher silenciosa, me deparei com uma narrativa tão boa, um capítulo dela, outro dele, que ficava impossível não se sentir envolvida com aquela atmosfera.
Jodi é uma psicoterapeuta, está na meia idade e vive com Todd há 20 anos. Sabe-se lá porque - ou melhor, entendemos que seja por trauma do casamento falido de seus pais - ela nunca aceitou se casar no papel com ele, virou uma espécie de mulher feita sob medida para o homem infiel que é Todd, ela finge que não vê as puladas de cerca dele pois sabe que no final , ele acaba voltando para casa. Quantas histórias já não ouvimos assim? Quantas mulheres não " fazem a egípcia" quando o assunto é a traição do marido tendo medo de ficarem sozinhas, ou por amor a ele, ou por consideração aos filhos... seja qual for o motivo de cada uma o de Jodi não tinha o fator filho, afinal, ela nunca quis engravidar.
Todd é o típico predador, aos 46 anos sabe que Jodi é uma mulher interessante, que nunca quis se aproveitar de seu dinheiro - e ele ganha muito bem! - e que abdicou de boa parte de sua profissão atendendo poucos pacientes por dia para se dedicar a ele. Ela faz a comida dele todos os dias. Mas mesmo no escritório Todd não resiste a olhar a bunda de sua secretária, não se lembra de quantas mulheres já dormiu nesse tempo com Jodi mas nunca se apaixonou por nenhuma tinha convicção de que amava sua esposa.
No entantoa tudo muda quando ele se apaixona por Natacha, uma moça de 20 anos que é filha de seu melhor amigo. Para piorar as coisas para Jodi, a menina engravida e Todd então decide - daquele jeito imbecil dos homens de decidir dar um fim no relacionamento, dão uma volta ao mundo até dizerem a verdade - que vai se casar com Natacha.
Na visão dela, isso não pode estar acontecendo, ela não acredita em nada que lhe falam, nem mesmo o pai de Natacha, Dean, parece ser verdadeiro, Todd não irá largá-la. na dele, mesmo titubeando decide que irá levar uma vida de casado com Natacha, ao leitor fica a certeza quando ele narra de que esse casamento não iria durar muito porque ele continuaria sendo infiel e Natacha definitivamente naõ era uma mulher silenciosa como Jodi.
Me identifiquei quando Jodi sente tamanha raiva de Todd que só quer vê-lo de um jeito : morto. Pode parecer forte depois de passados anos, mas quem já foi traída sabe exatamente o como o ódio que sentimos é muitas vezes mais forte que a razão , e pensamos : " Se vai morrer para mim, que morra para o mundo" .
Jodi sente o que muitas de nó sentimos : impotência! Depressão, e raiva...já que o cretino ainda manda que o advogado expulse Jodi pois ela não era casada no papel e Illinois não reconhece a união estável.
O final merece aplausos, torci por Josi, odiei Natacha e Todd e vibrei pela autora ter conseguido dar um final a altura de toda a história criada. Suspense bem escrito é outra história! Super recomendo!
Manuella 22/05/2014minha estante
Opa! 'Suspense bem escrito', adorei! QUero saber como será esse desfecho!




João 15/06/2016

A Mulher Silenciosa é um livro que eu relutei muito em ler.Tive ele várias vezes na mão
mas acabava desanimando da leitura.Grande foi a surpresa ao ler e encontrar um livro
com conteúdo interessante.O livro poderia se tornar cansativo,já que autora dá detalhes demais do dia à dia dos personagens e sua rotina,se não fosse o talento da mesma
na arte da escrita.A autora leva o leitor a viver a vida dos personagens sem deixar cair no tédio.Um bom livro,com um final inusitado.Faltaram algumas explicações mas ainda assim achei uma leitura interessante.
Carol Belisario 17/06/2016minha estante
Também fiquei com dúvida no final... Sobre o que de fato aconteceu e quem fez aquilo com Todd sabe??? E o livro também não explicação muito sobre o que fez o irmão dela... O mais velho...


Jon O'Brien 14/07/2016minha estante
Acho que o final foi deixado para a imaginação do leitor, mas eu particularmente acredito que Alison enganou Jodi e Dean mandou matarem Todd.


Carol Belisario 29/11/2016minha estante
É... Não tinha pensado por esse ângulo!




Ladyce 30/09/2014

De olhos vendados ela escolhe o que vê
Ralph Waldo Emerson estava certo ao dizer: "É o bom leitor que faz o bom livro". Isso se tornou evidente após a leitura de "A mulher silenciosa" de A. S. A. Harrison. Enquanto a maior parte das resenhas se concentra no suspense da trama, considerando esta publicação detetivesca, no meu grupo de leitura, o livro foi foco de uma discussão de hora e meia considerando o retrato psicológico da pessoa que se nega a ver a realidade de que não gosta. No hemisfério norte este livro foi lançado como leitura de verão, leitura de férias, o que quer dizer algo leve, inconsequente aqui no Brasil estamos longe dessas segmentações editoriais por falta de leitores mesmo -- e como leitura praiana é entendida para a maioria como bom entretenimento, corretamente aliás, para nós, que aceitamos essa publicação sem a expectativa de um prazo de validade tão curto quanto a estação mais quente do ano, abre-se a possibilidade, não preconceituosa, de encontrarmos na intriga literária espaço para uma discussão aferventada sobre comportamentos decorrentes de traumas psicológicos.

Creio que fomos ajudadas em grande parte por termos duas psicanalistas na rodada de discussões, que nos enriqueceram o suficiente com referências de Freud a Lacan. Para mim, de forma oblíqua, este livro me lembrou um dos livros mais marcantes que li há uns anos, "A solidão dos números primos" de Paolo Giordano, porque trata-se das consequências na vida adulta de como decidimos encarar grandes problemas na infância. Em "A mulher silenciosa", Jodi Brett é uma psicanalista que para -sobreviver traumas de infância, comporta-se como se não existissem, conseguindo mesmo esquecê-los providencialmente. Ela silencia. Passa a vida dessa maneira, organizada, sistemática, em controle. Vive maritalmente com um empreiteiro de sucesso, pelos últimos vinte anos. Ele, Todd Gilbert, também vítima de outro tipo de problema na infância, apesar de não gostar de falar no assunto, não o nega. Os dois parecem satisfeitos.

Todd que é um Don Juan tem casos inconsequentes com diversas mulheres. Jodi sabe. Age como se só desconfiasse. Mas, na prática, cala sobre o problema, movendo-se como um gato, silenciosamente, cozinhando sedutores jantares na esperança de mantê-lo no ninho caseiro o maior tempo possível. Ela trabalha só pelas manhãs e ele, homem de sucesso financeiro, permite que nada falte na vida luxuosa que têm em Chicago, à beira do lago, com o cachorro Freud, e sem filhos. O problema é que Todd se envolve com uma moça muito mais jovem. Envolvimento típico de crise de meia-idade, mas ela leva a sério. Engravida. Separação à vista para Jodi, vindo de surpresa. Há perda, muita perda, emocional, financeira e de confiança. Com o casamento dele, a pressão emocional e financeira aumentam. Tudo acontece muito rápido e definitivamente. À beira da ruína Jodi, traída, sente-se tentada a tomar uma atitude radical. Se ela toma ou não faz parte do enredo com desfecho absolutamente inesperado.

Mas não é a trama a única parte interessante deste romance. São as questões levantadas, principalmente aquelas girando em torno da ética, do comportamento moral de todos os quatro principais personagens do romance. Omissão e silêncio são as grandes ferramentas que alavancam essas questões. Culpa é uma companheira próxima. Fica assim a porta entreaberta para as considerações de responsabilidade pessoal de cada qual com a vida que se leva, e o alerta: temos muito a ver com destino que nos damos. Este desenvolvimento da leitura fica muito mais claro quando consideramos os fatos que levam ao final surpreendente.

Infelizmente não teremos nenhuma outra obra da autora. A. S. A. Harrison faleceu aos 65 anos de câncer, logo após a publicação deste livro.
raissa.pinto.9 02/10/2016minha estante
Comprei este livro hoje e depois da tua resenha estou muito mais curiosa!!




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