Paper Towns

Paper Towns John Green




Resenhas - Paper Towns


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Catarina 04/09/2019

O livro é um romance diferenciado, do qual eu gostei muito principalmente pelas reflexões que através das páginas o autor me fazia ter. Eu amei as citações e referências à outras obras, e principalmente a relação entre o nome do livro (e toda a ideia de ?cidade?/?garota?/?garoto? de papel) com aquilo que Margo vinha sentindo. Gosto da maneira como as metáforas são aplicadas, foi algo que funcionou para mim enquanto estava lendo o livro. O final é um pouco vago, achei que teria mais emoção, mas a subjetividade presente no fim do livro se encaixa com o resto da história, e dá todo um sentido aos acontecimentos pessoais já apresentados dos protagonistas.
ps: ?fluorescent adolescent? do arctic monkeys é a música que eu relaciono ao livro :)
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Sula 12/09/2015

afomentador.....
O livro cidades de papel nos faz sair do comodismo e da rotina. Faz com que pensemos no que realmente achamos das pessoas e como elas de fato o são. Incrível.
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Gabi 03/07/2015

“And maybe by imagining these future we can make them real, and maybe not, but either way we must imagine them”
Esse foi o segundo livro que eu li do autor John Green, e devo dizer que conseguiu me surpreender completamente. Eu resolvi lê-lo após ver o trailer do filme, e ao ouvir a Margo dizer “you have to get lost before you find yourself”.
Nesse livro conhecemos o Q, ele esta perto de se formar no ensino médio e gosta da rotina tediosa que tem juntos dos seus amigos Ben e Radar. Tudo muda depois que ele passa a noite ajudando a Margo – vizinha por quem ele sempre foi apaixonado – a cumprir suas missões de vingança, e durante essa noite eles acabam se aproximando e para Q, se tornam amigos. Até que na manhã seguinte ela desaparece, deixando pistas para que ele possa encontra-la. Q começa a ir atrás de Margo seguindo as pistas e automaticamente fazendo coisas que ele não faz normalmente como cabular aula e invadir prédios abandonados.
A historia em si e o final são ótimos. Mas tem pontos em especiais que eu queria falar. A Margo fala sobre como sempre pensamos no futuro, sobre trabalhar e juntar dinheiro para viver em uma boa casa e poder garantir a faculdade dos nossos filhos, para que eles possam fazer o mesmo com os seus filhos e assim por diante. E se formos parar para pensar ela esta certa, e talvez isso faça com que deixemos de viver um pouco. O Radar fala sobre aceitarmos nossos amigos como eles são, mesmo que façam e falem coisas que não aprovamos ou não deem a devida atenção para algo que nos importamos, porque esse é o jeito deles afinal. E durante o livro, o Q mostra uma nova forma de enxergar as pessoas ao seu redor, de se imaginar no lugar delas para tentar entende-las, porque na maioria das vezes a forma como nós vemos as pessoas não é a forma como eles são realmente. E através de uma brincadeira ele começa a notar isso.
Esse livro pra mim é algo além de um romance entre o cara nerd e a menina perfeita, é um livro que me mostrou o quão difícil conhecer a si próprio quando se esta preso na rotina, o quão difícil ter laços que vão durar por muito tempo, o quão viver o presente em quanto se planeja o futuro e o quão difícil é enxergar e entender as pessoas. Isso me fez pensar que talvez todos nós precisemos ir atrás de uma Margo para descobrir um pouco mais sobre nós e sobre as pessoas ao nosso redor.

site: dearwilliamshakespeare.tumblr.com
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fernanda.alves. 18/05/2015

I wish i had may paper town!
Ready to go to the movie! I liked this book, but expected more. After reading 'The Fault in Our Stars', I thought it would be another extraordinary book, but it was not even close. It's a cool book, but not a very good one, though. The beginning is, for me, the best part, electrifying! In fact, it's hard to catch one book like this. I also liked its rhythm in the middle. In other hand, in the end, I was a little tired. But, after all, I recommend it ! Ahhh! I almost forgot the discussions. The book shows up a lot of sentences for us to think about. And I also liked the history about Paper Town. It was interesting! Now, it is time to wait for the movie!
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Karin 05/05/2015

Cidades de Papel
Então eu li mais um livro do John Green.

Cidades de Papel foi o primeiro livro do John Green que adquiri para a minha coleção. Não lembro porque escolhi esse livro, só sei que peguei aleatoriamente na estante para ler há algumas semanas atrás. Acho que fui influenciada ao saber do lançamento da adaptação para o cinema que irá estrear no Brasil no mês de julho (veja o trailer aqui).

Cidades de Papel (Paper Towns) conta a história de Quentin Jacobsen, um menino no último ano da escola que está decidindo ou não se irá ao baile de formatura. Quentin é vizinho de Margo Roth Spiegelman, sua vizinha e colega de escola, no qual ele nutre uma paixão há bastante tempo. Em uma noite nada normal, Margo aparece de surpresa na janela do quarto de Quentin e o convoca para uma noite de aventuras. Ele se torna cúmplice e motorista da Margo em um plano de vingança que ela arma para algumas pessoas.

No dia seguinte, Quentin acaba descobrindo que Margo sumiu e sendo a última pessoa que a viu, acha que tem a responsabilidade de encontrá-la. Com a ajuda dos amigos, ele passa a buscar pistas que possam revelar o paradeiro da menina o mais rápido possível. Pistas essas que revelam uma Margo que até então ele não conhecia. Quando finalmente ele descobre onde Margo possa estar, ele coloca o pé na estrada para buscá-la com a companhia dos amigos em uma aventura bem louca e até divertida.

A história flui bem, mas tem uma parte antes da viagem de carro que fica um pouco cansativa. Sabe aquele momentos cheios de rodeios que não acrescenta muita coisa no livro. Quase abandono a leitura. Mas havia um mistério no ar, a necessidade de querer saber o que havia acontecido com a Margo fazia eu querer ler mais. O final foi surpreendente, não como eu gostaria que fosse, talvez um pouco decepcionante. Acho que foi um fim justo. E sim indico a leitura da obra, foi muito legal o tempo que passei lendo esse livro, aprendi umas coisas sobre as cidades de papel.

A edição que eu li é inglês. Na época que comprei o livro tinha a pretensão de ler todos os livros do John Green na sua versão original, porém isso não deu certo porque eu sabia que não seriam livros que iriam parar na minha estante e que eu gostaria de trocar. E trocar livros em inglês é mais difícil. Por isso acabei abandonando a ideia e continuei comprando os livros em português mesmo.

O nível da leitura de inglês eu diria que talvez seja intermediário a avançado. Mais por causa do grande número de referências e expressões idiomáticas que o livro possui. Quando me refiro sobre as referências que um livro possui, eu quero dizer sobre as referencias de cultura, de música, de arte, de outros livros que o autor inclui em seu texto. É sempre muito enriquecedor e uma ótima maneira de conhecer um pouco mais sobre diferentes culturas da nossa. Porém isso pode ser um problema quando o leitor não conhece essas referências. Um exemplo muito legal de inclusão de referencias é o caso do seriado Gilmore Girls: lá podemos notar muitas referências de música e de livros.

Gosto da escrita do Green. As referências que aparecem nos livros, a construção da narrativa, sua maneira de apresentar o mundo dos jovens adolescentes. Já falei em outras resenhas que sinto muito por não ter tido livros bacanas assim na época que eu tinha 15 anos. Só tinha livros clássicos e mais adultos com histórias que não interessavam ao mundo jovem, ao meu mundo naquela época. Acho que a nova geração está sendo bem privilegiada no quesito livros, já que há tanta coisa boa, bacana e pensada para os jovens. Hoje há muitos livros voltado para esse público.

site: http://www.prateleiradecima.com.br/cidades-de-papel-de-john-green-2/
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Kenia 04/05/2015

"Mas as coisas vão acontecendo… as pessoas se vão, ou deixam de nos amar, ou não nos entendem, ou nós não as entendemos… E nós perdemos, erramos, magoamos uns aos outros. E o navio começa a rachar em determinados lugares. E então, quando o navio racha, o final é inevitável. (…) Mas ainda há um momento entre o momento em que as rachaduras começam a se abrir e o momento em que nós rompemos por completo. E é nesse intervalo que conseguimos enxergar uns aos outros. "

John Green é o escritor teen mais criativo e sagaz que tenho lido ultimamente. Li A Culpa é das Estrelas e fiquei super curiosa com suas próximas obras, mas acabei que me distraí com outros livros e deixei o John um pouco de lado. Mas daí, mês passado, saiu o trailer da adaptação para o cinema de Cidades de Papel e eu não resisti com a curiosidade de sempre e peguei o livro para ler. Não me arrependi. Super detalhista, inteligente, com diversas charadas que meu Deus, ele deve ter feito uma pesquisa muito grande e usado sua super imaginação para colocar no papel as diversas cenas que eu tive o prazer de ler. É incrível, vocês precisam ler!

Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

"Meus dias tinham uma agradável uniformidade. E eu sempre gostei disso (...) Não queria gostar, mas gostava. E assim, o cinco de maio poderia ter sido um outro dia qualquer - até pouco antes de meia-noite, quando Margo Roth Spiegelman abriu a janela sem tela do meu quarto pela primeira vez desde que me mandara fechá-la nove anos antes."

A história é sobre Quentin, um garoto em seu último ano na escola, que é apaixonado por sua vizinha Margo Roth Spielgelman, a garota mais popular da escola. Eles se conhecem desde os dois anos de idade, e sempre foram amigos. Quando tinham dez anos, os dois encontram um cara morto em um parque, quando estavam andando de bicicleta. Esse evento os separou de certa forma.

"Hoje, meu bem, vamos acertar um monte de coisas que estão erradas. E vamos estragar algumas que estão certas. Os últimos serão os primeiros; e os primeiros serão os últimos; os mansos herdarão a terra. Mas, antes de redefinir completamente o mundo, precisamos fazer compras. "

Até uma certa noite em que Margo aparece na janela de Q vestida de ninja o convidando para realizar 11 tarefas misteriosas. Entre elas, os dois invadem o Sea World, deixam três bacalhaus de presente para alguns amigos de Margo, visitam o SunTrust e depilam a sobrancelha de Chuck, um bully da escola. No SunTrust, os dois conseguem enxergar quase toda a cidade de papel que é como Margo intitula Orlando.
Porém, tudo muda quando Margo some no dia seguinte. Não é a primeira vez, e ela sempre deixa dicas de onde foi para alguém, seja na sopa de letrinhas ou em um comentário anônimo na internet. Depois de uns dias, o sumiço dura mais do que o esperado e todos ficam preocupados. Sendo assim, Q resolve investigar o paradeiro de Margo.

"Nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um."

Ele vai contar com a ajuda de seus dois melhores amigos: Ben e Radar. Esses dois personagens foram escritos de forma sensacional e possuem características interessantes: Ben sofre bulling pesado devido a um incidente envolvendo uma calça molhada de sangue. Radar além de ser totalmente aficionado com seu site, Omnictionary, tem pais com uma coleção mais que curiosa: eles colecionam papais-noéis negros. A casa de Radar é lotada deles!

"Sou uma grande adepta do uso aleatório de maiúsculas. As regras de letra maiúscula são muito injustas com as palavras que ficam no meio."

No meio de investigações, cidades de papel e locais abandonados, o livro é dinâmico e conquistador. Nós começamos a investigar o sumiço de Margo junto com Q. Ele tem certeza do paradeiro de Margo quando vê um comentário online do jeito que apenas ela escrevia, e mesmo que esse lugar talvez nem existisse, ele vai atrás dela com Lacey, Ben e Radar.

Indico aos que curtem um bom mistério com a escrita leve do Green! É um livro descontraído, porém realista. Nos faz pensar sobre a vida e sobre o que as pessoas significam para nós, assim como colocamos algumas delas num pedestal e esquecemos de que elas são seres humanos como qualquer um.
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SakuraUchiha 18/01/2015

Cheio de profundidade, metáforas, tudo isso “nas entrelinhas”!
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.

Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

O mocinho do livro, está apaixonado pela mocinha que mora ao lado desde pequeno. O que poderia ser mais fácil?
Mas o que a princípio parece ser uma história de amor acaba por ser muito mais profundo, me dificultando para encontrar as palavras certas.
Admiro Margo. Menina de papel que você pode facilmente se relacionar com ela. Eu sempre olho em volta e isso simplesmente me assusta, que existe uma rota estabelecida pela sociedade – você vai para o jardim de infância, depois para a escola, se formando na faculdade, conseguindo um emprego, casando e tendo filho(s). E só então você pode ficar satisfeita consigo mesma. Sua missão de vida é realizada. E se você se desviar desse caminho, seja virar à direita ou à esquerda, algo está completamente errado com você. Pelo menos esse conceito me rodeia o tempo todo. E muitas vezes eu só quero gritar “Foda-se tudo!” e fazer do jeito que Margo fez. Mas ao contrário dela eu tenho uma âncora onde eu sempre posso voltar.

Nós todos queremos ser vistos como realmente somos, ter alguém que vai ver através de todas estas paredes direita para o coração. Nós não queremos ser pessoas de papel. Temos camadas de personalidade, podemos ser misteriosos, como também ser frágil, e nós, por vezes, só queremos ser livre e voar para onde quisermos ir.
A plenitude das personalidades no livro é tão infiltrado que podem fazer você perceber algumas imaginações erradas que você está fazendo com as pessoas ao seu redor. Isso faz com todos se torne mais real do que lhe tinha sido antes.
Eu simplesmente gostei deste livro cheio de profundidade, metáforas, tudo isso “nas entrelinhas”!
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Ana 25/10/2014

Paper Towns
O livro conta a busca de Quentin pela garota de seus sonhos Margo. Quentin e Margo eram melhores amigos quando crianças, porém quando cresceram Margo se tornou uma garota popular e Quentin, um garoto normal, não muito interessante.
Certa noite, Margo aparece na janela de Quentin e o leva a uma aventura que dura a noite toda. No dia seguinte, Margo não aparece na escola, não liga, nada. Ela fugiu de casa. Não é a primeira vez que faz isso, porém, o tempo passa e ela não volta. Quentin vai a sua casa e encontra em seu quarto o que parece ser uma pista deixada por ela. É aí que a busca de Quentin começa.
John Green, como em seus outros livros, escreve sobre adolescentes de forma excelente. As pistas deixadas por Margo são intrigantes, o que nos faz entrar nessa busca com tanto afinco quanto Quentin.
O livro é o mais lento de Green que já li (ainda não li O Teorema Katherine), porém, não é um lento ruim e maçante, não é um livro entediante, muito pelo contrário. É um livro sobre descobertas e nos mostra que as pessoas podem ser diferentes daquilo que mostram ser, que se mostram de um jeito para serem aceitos.
O único ponto negativo do livro é o final previsível, isso não o torna um livro ruim e nem um final ruim. O decorrer da história é divertido e intrigante o bastante para compensar a previsibilidade do final. Vale a leitura e muito.

site: www.tatisachs.com
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Gabs 09/06/2014

Postado no blog Equalize da Leitura.

Nota: 3.5/4.0

Mais um livro de John Green a ser resenhado... Pois bem, este livro tem como protagonista Quentin Jacobsen. Um personagem masculino característico do John, adolescente, com o grupo de amigos e as trapalhadas no colegial. Ele tinha uma meta simples para o seu futuro que era conseguir entrar para uma boa faculdade e então conseguir um bom emprego. Margo Roth Spiegelman achava a mera ideia de se acomodar ao destino imposto pela sociedade algo impensável: de pessoas de papel já se inundava o planeta. Ela queria ser mais. Ela queria viver mais. E assim, depois de uma madrugada incomum em que ela escolhe Quentin como parceiro de aventuras, ela desaparece de casa, do colégio, e da vida das pessoas que a conheciam. Nada demais, Margo já havia fugido de casa diversas vezes, os próprios pais dela já não se preocupavam mais. Quentin sentia, no entanto, que daquela vez era diferente. Daquela vez Margo não pretendia voltar. A menos que alguém a convencesse. A menos que ele a encontrasse e convencesse.

Eu já gostei da premissa da história desde o início. Desde a noite em que Margo invade o quarto de Quentin o convidando a “transformar em certos alguns erros”. Adorei a forma como Margo falava e adorei a noção dela de Cidades de Papel e do ciclo vicioso no qual o ser humano está preso e sem poder (ou querer) sair. Eu achei que o livro inteiro seria absurdamente espetacular e que teria frase inteligente atrás de frase inteligente até eu bater a cabeça na parede me questionando porque eu não tinha o lido antes. Não foi isso que aconteceu.

As noções da vida foram menos frequentes e mais sutis. Margo me decepcionou como personagem – ela me lembrou muito de Alasca, de Quem é Você, Alasca (um livro que eu gostei, mas não achei tudo isso) -, mas ainda me decepcionando, ela me fez sentir admiração por algumas das ideias que tinha e pela filosofia que vivia. Admiração que eu tenho por alguém que é extremista no que faz e que, sendo realista aqui, nunca poderia se dar tão bem na vida vivendo no mundo onde vivemos. Ela se tornou uma pessoa que eu admirei como uma ideologia utópica de uma realidade perfeita: eu sei que nunca, jamais, em nenhuma hipótese tomaria a decisão que ela tomou, mas eu ainda posso admirar.

"Você sabia que basicamente por toda a história da humanidade, a expectativa de vida girava em torno dos trinta anos? Você contabilizaria mais ou menos dez anos de vida adulta, certo? Não havia planejamento para aposentadoria, não havia planejamento para carreira. Não havia planejamento. Não havia tempo para planejar. Não havia tempo para o futuro. E então a expectativa começou a crescer, e as pessoas começaram a ter cada vez mais futuro. E agora a vida se tornou o futuro. Cada momento de sua vida é vivido para o futuro - você vai para o colegial para poder entrar na faculdade para conseguir um bom emprego para que consiga comprar uma boa casa para que possa mandar seus filhos para a faculdade para que eles consigam um bom emprego para conseguir uma boa casa para que possam mandar os filhos deles para a faculdade."

O livro foi monótono em alguns momentos, a sensação do suposto “suspense” não foi me foi o bastante em muitas ocasiões, mas eu ainda recomendaria demais este livro. Por que? Eu me apaixonei pelo Quentin. Eu achei que ele fosse ser apenas mais um até que Margo desaparece e ele decide, contrariando a opinião de todos, tentar encontra-la. Ao mesmo tempo que ele possa ter sido obcecado e um pouco estúpido – considerando que Margo nunca tinha dado a mínima bola para ele -, a lealdade com a qual ele se agarra à tarefa e a preocupação que lhe consome pelo bem estar da menina por quem era apaixonado é tocante. Ele acreditava que Margo tinha deixado pistas – uma prática que ela já tinha utilizado antes – para ele, apenas para ele, e ele não podia desaponta-la desistindo de descobrir a verdade, como tantos antes tinham feito. Quem não sonha em ser importante assim para alguém? Ainda há algumas atitudes que ele toma com as quais eu não concordo – há um preço por colocar uma pessoa num lugar tão prioritário na sua vida -, mas no geral, eu gostei demais dele.

"Que coisa perigosa pensar que uma pessoa é mais que uma pessoa."

Outro ponto bem bacana do livro foi o relacionamento de Quentin com seus dois melhores amigos (com aqueles diálogos engraçados, característicos de Green, que não podem faltar) e como o desaparecimento de Margo começa a fazer com que o equilíbrio no colégio deles entrasse em questionamento. Gosto muito de ler sobre dinâmicas no Ensino Médio nos Estados Unidos: aquela divisão de grupos, ordem de localização no refeitório, baile de formatura e todas as suas ramificações... Gosto particularmente da forma como John Green trabalha isso nesse livro, demonstrando como essas questões afetam adolescentes homens.

E quanto ao final do livro, eu tentarei não dar nenhum spoiler: a verdade é que eu estou me decidindo sobre ele ainda. Considerando o desenvolvimento do livro e como tudo aconteceu, acredito que ele foi certo e ao mesmo tempo incerto. Bom e ao mesmo tempo ruim. Sensato e ao mesmo tempo insensato. Eu com certeza acho que não alcançou a expectativa que se desenvolveu no livro, mas talvez o objetivo do final tenha sido mesmo esse. Todos nós podemos sonhar, mas uma hora temos que voltar à realidade, porque é nela que vivemos.

Nem sempre a vida vai te ensinar uma lição, as vezes ela só quer te relembrar que na verdade é ela que está no controle.

Apesar dos pesares, eu adorei como este livro fez com que eu me sentisse. Eu sonhei um pouquinho que o destino podia se encarregar de mudar o futuro de tantas pessoas, para que elas alcançassem não apenas a vida adequada, mas à felicidade. Por que se ter o bom se podemos lutar pelo melhor?

John Green? Recomendadíssimo!

"Contanto que não morramos, esta vai ser uma p*ta de uma história."
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Lilinha 26/05/2014

Gosto muito do jeito de escrever de John Green, é tão simples e dinâmico... ele não perde tempo descrevendo oq não é importante e podemos realmente nos sentir na pele do personagem. Ler John Green é sempre muito gostoso.
Falando da história propriamente dita, ganhou estrelinhas pelo assunto abordado, pelas questões sobre quem realmente somos e quem parecemos ser; como em "A culpa é das Estrelas" é um livro que da margem a muita discussão. Entretanto, perdeu algumas estrelinhas porque, simplesmente, no meio do livro eu já estava de saco cheio de ver a vida do protagonista se resumir em procurar Margo. Tudo bem que esta procura nos mostra um lado bem diferente de Quentin e isso o torna mais interessante, mas todo o "Margo, Margo, Margo" me cansou bastante.
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Manu 23/05/2014

Hum...
Dúvida sobre o que falar desse livro!
É divertido… mas não me prendeu… enrolei taaaanto pra ler. Achei um pouco bobo e nada envolvente.. mas o final é lindo. Previsível.. mas lindo!
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Rui 21/10/2013

Repetitivo
Esse era o único livro do John Green que eu ainda não tinha lido, e achei uma decepção total, é a mesma coisa de todos os outros (com a exceção de A Culpa é das Estrelas). O personagem principal é igual ao Colin ao Will Grayson e ao Miles, sempre um nerd com poucos - e estranhos - amigos que corre atrás de uma menina super desenvolvida e profunda pra idade e no meio do caminho encontra um sentido pra vida. A situação problema muda, mas os personagens são parecidos demais para que a leitura não seja maçante. Como primeira experiência com John Green pode ser legal, mas depois de ler os outros livros do autor começo a me perguntar se os próximos seguirão a mesma fórmula e espero mais do autor.


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Flavs Machado 24/06/2013

Melancolia. Talvez seja essa a palavra mais exata para descrever como me sinto depois de ler um livro do John Green. Foi assim com A Culpa É Das Estrelas e o sentimento se repetiu com Paper Towns.

É impossível não se apaixonar pelos livros desse autor!

John Green consegue deixar seu personagens tão reais e sensíveis que é impossível não se apaixonar por cada um deles. Em Paper Towns, não é diferente. Se em A Culpa É Das Estrelas a gente passa a questionar a morte, nesse livro o passamos a questionar as pessoas que estão ao nosso redor, o quanto as conhecemos e gostamos dela ou da ideia delas. Fora os relacionamentos humanos, que sempre passam por algum momento de decepção ao se dar contra que o outro não é como você. Talvez a "lição" (se é que posso chamar assim) de Paper Towns é não esquecer que o próximo é humano com suas próprias experiências, pensamentos e ideais.
O livro traz todos os aspectos desse sentido de relacionamentos em todas as suas páginas, o que leva o leitor a notar que nada ali foi escrito por acaso e nos prende do começo ao fim, especialmente com tantos personagens reais que podem ser os seus amigos e intrigantes que só fazem a gente querer embarcar na história, que deixa um enorme vazio quando termina.

Mais resenhas em: http://psychoreader.wordpress.com/


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