Filha da Profecia

Filha da Profecia Juliet Marillier




Resenhas - Filha da Profecia


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Lu 06/08/2014

Depois do inexpressivo "A Ceua Secreta", eu sentia que merecia um livro maravilhoso como compensação. Eu queria algo intenso, dramático, lindamente escrito. E, por sorte, "A Filha da Profecia" estava sendo lançado naquela mesma semana. Como e por que resistir, não é mesmo?

Tenha cuidado com o que você deseja.

"A Filha da Profecia" é um livro estranho, a começar pela sua sisuda protagonista, Fainne. Ela parece ser o oposto de outras protagonistas criadas pela autora, como a fantástica Sorcha ou a doce e decidida Jena. Fainne parece fraca, esquisita e meio voltada pro lado negro da Força. Eu sinceramente não sabia o que pensar dela, se deveria torcer contra ela ou mesmo como o livro acabaria. É uma leitura, não raro, agoniante. E, como todos os livros da trilogia, muito triste.

Mas vale a pena insistir. Ao final, pude perceber a necessidade da protagonista viver tudo aquilo. E acho que isso é o mais importante: a sensação de propósito na jornada de um protagonista. A de Fainne tem seus altos e baixos. Mas a sensação, no fim, foi de que um ciclo se fechou.

Dos três, acho que foi o livro que eu menos gostei. Achei as últimas 50 páginas arrastadas e, sinceramente, não tive muito estômago pra aturar a avó da Fainne. Mesmo assim, é uma das melhores trilogias fantásticas do mercado. É lindamente construída, tem personagens fascinantes e inesquecíveis.

Recomendo.



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Vitoria 02/05/2020

Recomendo
Teve momentos que eu não acreditava que aquilo tava acontecendo, mas o livro foi todo cheio de reviravoltas, apesar do romance me irritar um pouco, foi essencial para a história ser tão boa.
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Bruna 18/10/2014

lindo demais!!!
Filha da Profecia é continuação de Filha da Floresta (resenha) e Filho das Sombras (resenha), dá sequência a história do povo de Sevenwaters, acontecendo aproximadamente 17 anos após o final do segundo livro, ou seja, duas gerações após o final do primeiro livro. Em Filha da Floresta tivemos a incrível e altruísta Socha, uma da melhores protagonistas que já vi. Filho das Sombras traz a história da geração seguinte, com os filhos de Sorcha, e agora, em Filha da Profecia, temos a saga de seus neto. Após acompanhar três gerações dessa família incrível, finalmente temos o encerramento da luta entre irlandeses e bretões pelas ilhas místicas, uma guerra que durou várias gerações e tirou várias vidas de ambos os lados.

Novamente temos uma protagonista feminina, que narra e conduz a história, a jovem Fainne. Porém, diferente das protagonistas anteriores, Fainne não foi criada em Sevenwaters, cercada pela floresta e seus seres mágicos. A jovem cresceu em uma gruta em Kerry, um povoado litorâneo, isolada e tendo como companhia o pai, que lhe ensinou a arte da feitiçaria, mas também o conhecimento dos druidas. Sua vida só não foi absolutamente solitária porque, ainda criança, ela fez amizade com Darragh, um menino dois anos mais velho, que fazia parte de um grupo de viajantes nômades que passavam os verões em Kerry.

Eu era a filha de um feiticeiro. E a filha de um feiticeiro não podia ter amigos ou sentimentos. Não podia se dar a esse luxo. Bastava ver meu pai. Até tentou ter uma vida diferente, e tudo que conseguiu foi dor e desgraça. Era melhor eu me concentrar na prática da magia e deixar o resto de lado.

Pág. 50


Quando estava com aproximadamente 15/16 anos, seu pai decide que é hora dela se unir a sua família em Sevenwaters, o que a irrita muito, pois ela cresceu acreditando que estes foram os responsáveis pela ruína e infelicidade de seus pais, e não tem vontade de conhecer ou se aproximar destes parentes. Nesse momento sua avó paterna, a temida e poderosa feiticeira Lady Onnagh, entra no meio, e não lhe dá outra opção. A feiticeira toma como missão aperfeiçoar os poderes da neta, e usa de ameaças conta o próprio filho, e subterfúdios para obrigar a menina a realizar seus planos maléficos.

() tudo que eu tinha, tudo que era era, devia a meu pai. E para salvá-lo precisava estar disposta a fazer o impensável. Já tinha demonstrado minha força. Mas não suportaria que alguém viesse me fazer perguntas a respeito.

Pág. 77


Assim, para proteger seu pai de sua avó odiosa, Fainne segue em direção a Sevenwaters, sabendo que sua chegada só levará dor e destruição para aquela família.

Fainne é uma protagonista diferente das anteriores, talvez porque suas antecessoras tenham sido sempre muito fortes e determinadas ao seguirem o caminho do bem, enquanto Fainne se deixa manipular pela avó e acaba sendo responsável por muita coisa ruim. Mas foi legal observar o amadurecimento da personagem. Ela cresceu acreditando que nunca poderia ser boa e trilhar o caminho da luz, por ter sangue de feiticeiros, um sangue amaldiçoado, e por isso se mostrou muito fraca em vários momentos. Mas ela evolui e amadurece, ao mesmo tempo que vai conhececendo sua família materna em Sevenwaters, e conhecendo a si mesma. E talvez por isso Fainne seja uma personagem muito mais real e humana.

Eu não era uma filha de Sevenwaters. Qualquer caminho que eu escolhesse acabaria por destruir tudo que eles haviam lutado tanto para manter.
Pág. 368



Filha da Profecia é um livro lindo e emocionante. Assim como nos anteriores, o caminho trilhado pela protagonista é sofrido e doloroso. O romance não teve muito destaque aqui, embora estivesse presente todo o tempo. Achei o relacionamento entre Fainne e seu amado, lindo, pois foi algo inocecente e puro, que foi desenvolvido sem que eles próprios percebessem.

Vários personagens dos livros anterores estão presentes, novos nos são apresentados. E o final foi emocionante e um fechamento digno de uma série tão linda e emocionante. Todas as perguntas foram respondidas, e não ficou pontas soltas.

As maiores armas eram as do coração: ódio, dor, medo e amor. Esta, então, era a arma mais poderosa.


O trabalho da Editora Butterfly está, mais uma vez, impecável. O papel é amarelado e a letra grande. Há detalhes no início de todos os capítulos, e a capa é maravilhosa! Não percebi erros de tradução ou revisão, porém teve um coisa nesse sentido que me incomodou. A tradução de uma palavra, uma única palavra, serviu como um enorme spoiler, e acabou revelando demais sobre o desfecho da história. Fiquem tranquilos que não vou falar que palavra é essa ou onde ela está, porém acredito que qualquer um que esteja lendo o livro vá pegar ou pelo menos desconfiar do spoiler muito rápido.

Apesar do encerramento da trilogia, o livro não é o fim da história do povo de Sevenwaters. A autora escreveu outros livros sobre esse povo incrível. Porém ainda não sei se a Editora Butterfly irá publicá-los.

Recomendo demais essa série, é simplesmente maravilhosa! E não tenham preguiça dos livros serem muito grossos (todos tem mais de 600 páginas), porque a leitura compensa e vale muito a pena.

site: http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/2014/10/resenha-filha-da-profecia-juliet.html
Deinhati 17/11/2016minha estante
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Sarinha 24/08/2020

O mais chato de todos os livros da saga.. só vale pelos dois últimos capítulos.
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Thayna 01/11/2020

Não sei se posso opinar muito sobre esse livro porque sou totalmente cadelinha por essa saga! Só não foi 5 estrelas porque, realmente, os outros são MUITO melhores
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Jéssica 08/11/2014

Simplesmente maravilhoso! *-*
Cada personagem é único. Juliet monta seus personagens de uma forma maravilhosa e que me prende. É fácil desenvolver empatia com eles.
Foi muito bom rever Finbar, Bran, Conor e Liadan.
Faine é uma personagem muito interessante e bem construída. É maravilhoso ver seu crescimento e entendimento duranta a trama. Por mais que ela pareça errar, ser cruel, penso que qualquer pessoa, colocada em sua situação, agiria assim (ou não). É compreensível, já que ela está se conhecendo, está começando a entender o mundo real. Sempre esteve ao redor dele, mas nunca dentro. Fora poupada de sua história por muito tempo.
Ser um druida em um local calmo, onde seu desafio é apenas treinar, ultrapassar seus limites, manter o foco, meditar, é uma coisa, agora, manter a calma, a serenidade diante de uma tarefa imposta num local completamente desconhecido, com pessoas desconhecidas e com sua avó a punindo, é algo bem mais complicado.
Sua treinamento agora foi colocado à prova, e ela aos poucos foi conhecendo e compreendendo sua força interior.
É um livro realmente muito rico. Gosto de como Juliet conta sua história, ela traz todo o clima, não há vontade de correr a leitura ou deixar para o dia seguinte.
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Roberta 28/03/2020

Adorável
O terceiro livro da saga não me prendeu tanto quanto os dois primeiros, e achei o ritmo um pouco mais arrastado que os outros, mas isso não tira a beleza da historia.
Logo nos primeiros capítulos já comecei a desconfiar sobre como seria o desfecho, o que acabou não me gerando nenhuma sensação de surpresa quando ele ocorreu, o que não me ocorreu nos dois primeiros livros.
Uma ótima continuação, com um bom desfecho, deixando claro as pontas soltas que serão resolvidos nos outros livros.
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@dia2deagosto 20/08/2020

O mais fraco dos 3
Fainne me irritou muito em alguns momentos, mas tem personagens secundários que são ótimos. Faz a gente se questionar sobre o que faria no lugar dela e algumas atitudes eu entendo, afinal ela é muito jovem.
Assim como nos dois primeiros o livro fala sobre amor de família. O mocinho dessa estória da vontade de por em um potinho ?
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Ju Harue da @_bibliotecadaharue 01/10/2020

O terceiro volume da série Sevenwaters foi maravilhoso, um dos que mais me prendeu (não que os outros eu não tenha devorado também rsrs). Mas foi uma leitura diferente, mais próxima da realidade, entre questionamentos de bem e mal, família, amor, afeição e outros temas que abrangem pontos bons e ruins.
No livro conhecemos Fainne, filha de Ciaran e Niahm, uma menina com personalidade e pensamentos moldada por sua criação, o que gera muitas situações conflitantes e revoltantes mas nos faz questionar muito sobre como a criação de uma criança é afetada pelos responsáveis, pois é uma personagem bem distante de Sorcha e Liadan (que cresceram em Sevenwaters e com a família querida que já conhecemos). Quando ela conhece essa face familiar, se vê em uma situação complicada, pois ela tem uma missão que irá interferir naqueles que ela está conhecendo, de uma forma bem negativa.
Com reflexões marcantes, temos um cenário onde a natureza (e antigas tradições) estão morrendo pouco a pouco e Fainne é ponto crucial nesse ambiente, com muito diálogo, paciência, foco, ação e magia, vemos o desenrolar dessa historia que até o prólogo permite surpresas e já adianto que tem um final SENSACIONAL!
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Déborah - @lisossomos.lisos 01/03/2016

Pra ler no busão: Filha da Profecia
Ainda estou meio em êxtase por ter terminado a trilogia e não sei ao certo como me expressar, mas vou dar o meu melhor.

No primeiro capítulo do livro conhecemos como foi a infância retraída e solitária de Fainne, exceto pela presença de Darragh, um viajante, no verão. Ela cresceu com pai e achando que a mãe tinha desistido de tudo por estar "quebrada" demais que nem o amor pudesse salva-lá.

Nos capítulos seguintes vemos Fainne aprendendo magia com sua avó, lady Oonagh, que para quem já leu nem que seja o primeiro livro sabe que não é peça boa. A avó da menina não quer que ela aprenda magia para o bem e sim que se aperfeiçoe para ajudar a destruir o povo que ela tanto odeia.

A menina recebe a notícia que terá que ir para Sevenwaters conhecer a família de sua mãe que ela acredita ser responsável pela sua dor e de seu pai e além de tudo ter que ceder as maldades da avó para proteger quem ama.

Fainne sofre muito em Sevenwaters porque acaba se apegando a todos, mas não pode, pois sua vó a obriga a cometer atos horrendos.

Adorava cada vez que Darragh aparecia, pois parecia que ele lembrava Fainne de sua humanidade e de que talvez houvesse uma esperança para ela, mas no final dos encontros ela acaba estragando tudo e distanciando ele dela.

As primas de Fainne, filhas de Sean, são na maioria do tempo chatinhas e metidas, mas ajudaram a garota a amadurecer e, principalmente, a ensiná-la o que era o amor de várias maneiras.

Confesso que algumas (várias) vezes fiquei com raiva de Fainne por não tomar outras atitudes e acabar se deixando manipular, mas mesmo assim não tem como não se encantar e se deixar levar por ela.

A história mais uma vez foi maravilhosa e com certeza deixa aquele gostinho de quero mais e vontade de visitar Sevenwaters novamente.

Fico muito feliz de que haja outro livro porque ainda não saberia lidar com um adeus a esse mundo de Fantasia tão encantador e maravilhoso.

Mais uma vez a capa, a diagramação e a revisão da editora estão impecáveis e de parabéns.

Se você ainda não foi apresentado essa série corra para conferir e se apaixonar por Sevenwaters. ♥

site: http://lisos-somos.blogspot.com.br/
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Larissa 19/09/2017

Blog Por Livros Incríveis
ATENÇÃO: Por se tratar do terceiro volume de uma série, essa resenha pode conter spoilers.
Leia a resenha de Filha da Floresta e Filho das Sombras aqui

Fainne foi criada pelo seu pai, Ciarán, em uma terra distante de Sevenwaters mas ao chegar na adolescência sua avó, a horrível feiticeira Lady Oonagh, a obriga a realizar uma terrível missão: infiltrar-se em sua família que ainda reside em Sevenwaters e impedir que seu tio Sean e seus aliados reconquistem as Ilhas sagradas.
Fainne, que foi criada aprendendo a usar os seus dons para o bem, agora se vê obrigada a utilizar o pior lado da magia e ajudar a sua avó a atingir os seus objetivos, deixando Sevenwaters e o destino da humanidades em suas mãos.

"[...]Mas não se pode ignorar o amor, Fainne. Se você o ignora, é porque ainda não aprendeu a reconhecê-lo."

Aqui estou eu, mais uma vez, com a difícil missão de falar de um livro da excepcional Juliet Marillier. A terceira parte dessa série que me surpreendeu e me pegou de jeito se inicia mais de uma década depois dos acontecimentos finais de Filho das Sombras, onde iremos conhecer a jornada de Fainne, uma filha de Sevenwaters que foi criada longe de suas terras e agora retorna incumbida de dar vida a um plano maligno. Mesmo com uma distância temporal tão grande, conseguiu manter ativo todo o encanto pela história dos herdeiros de Sevenwaters, embora, devo dizer, esse volume não tenha conseguido roubar o título de favorito que ainda pertence a Filha da Floresta.


Fainne da continuidade a uma sequência de excelentes protagonistas femininas, confirmando a minha teoria de que a autora é especialista em criar mulheres fortes, decididas e de personalidade única. Contudo, ainda que siga essa linha, ela é completamente diferente das personagens principais dos livros anteriores por ir por um caminho odiado pelas suas antepassadas, o que ao mesmo tempo me causou muita curiosidade sobre sua jornada de modo geral e também uma enorme dificuldade em me conectar a ela, o que, por sua vez, não me impediu de torcer pelo seu desfecho feliz. Mas não só da protagonista vive o livro e, assim, há vários personagens novos e antigos que contribuem de forma ativa para a trama.

"[...] você não saberá o quanto tem a perder até que perca de verdade."

A grande quantidade de páginas, de início, pode assustar mas conforme a leitura avança nos vemos presos na narrativa em primeira pessoa de Marillier, que consegue, de forma brilhante, do início ao fim manter todo o misticismo que foi gerado dois livros atrás e proporcionar uma leitura mais do que fluida e agradável. O que eu mais gosto de reparar nos livros dessa autora é na forma como todos os personagens e acontecimentos se entrelaçam e relacionam, pois nada é em vão e Juliet preenche perfeitamente cada página, sem deixar furos, por menores que sejam, na história. Isso faz com que as leituras dos livros anteriores seja necessária, pois apesar das tramas de cada livro serem individuais, elas se conectam formando uma grande linha do tempo e a falta de informações mais detalhadas pode fazer com que a leitura fique confusa.

"Eu era a filha de um feiticeiro. E a filha de um feiticeiro não podia ter amigos ou sentimentos. Não podia se dar a esse luxo."

A cada livro dessa série, Juliet me surpreende mais com seu talento para a escrita e criatividade e me faz pensar que é uma grande pena o seu pouco reconhecimento em terras brasileiras. A jornada dos herdeiros de Sevenwaters é uma trama forte e encantadora que vai cativar qualquer leitor que se permitir dar uma chance.

Leia mais em:

site: http://porlivrosincriveis.blogspot.com.br/2017/08/resenha-filha-da-profecia-juliet.html
Thaira.Corpes 08/11/2017minha estante
Li apenas os 2 primeiros, queria saber se falam mais sobre a Liadam e Jhony?


Larissa 09/11/2017minha estante
Falam mas bem pouco, Thaira. São mais lembranças e citações.Em compensação Finbar aparece com muita frequência.


Thaira.Corpes 09/11/2017minha estante
Obrigada, é que fiquei curiosa queria saber a reação do Simon quando visse a Liadam e como foi as coisas por lá kk




Andre.Gbur 04/11/2020

Fantastico
Uma história sensacional e deslumbrante pra fechar com chave de outro a trilogia de sevenwaters.
Ela é envolvente do início ao fim, com diversas reviravoltas de último instante.
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Elane 19/08/2020

Sevenwaters 3
Que jornada incrível. Tão rica em detalhes e tão rica em pessoas. É de querer ser abduzido para esse mundo Rsrs
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Kamilla 08/11/2016

A história podia ser bem mais que isso, mas...
Fainne no começo é uma garota simples, filha de um feiticeiro, que por sua vez é filho de uma das maiores feiticeiras já conhecidas e ruins existentes.

Esse é o terceiro livro da série Sevenwaters, mas não há spoilers grandes dos personagens, mas é imprescindível que se leia os livros anteriores pra entender a questão da profecia e todo o porquê dela ter que acontecer. Apesar que a autora contou superficialmente nesse livro, só se entende mesmo quando ler os outros. A feiticeira malévola, Lady Oonagh, deu suas caras no primeiro livro - Filha da Floresta - e mostrou o quão ruim é... o filho dela, Ciarán, só veio aparecer em Filho das Sombras, segundo livro. Alguns personagens de ambas histórias aparecem em A Filha da Floresta, de forma diferente, obviamente.

Mas voltando a história desse livro em si: Fainne e o pai vivem em Kerry, um vilarejo litorâneo, que fica longe de tudo, mas que serve muitas vezes - no verão - de abrigo para alguns viajantes. A nossa protagonista só tem um único amigo, o Darragh que é um viajante. Ciarán desde cedo ensinou pra Fainne sobre feitiçaria, magia e também sobre os ensinamentos dos druidas, a mãe dela é a Niamh, que se 'jogou' do penhasco. A história do casal - Niamh e Ciarán - é contada em Filho das Sombras e mais uma vez reitero que deve-se ler os livros anteriores, apesar desse fato em si não fazer diferença na história.

Fainne aprendeu muito, mas ainda faltava algo... e eis que a avó, a maligna vilã da série, reaparece pra ensiná-la e tentar obrigá-la a fazer o que quer. E não mede esforços pra conseguir isso, usa de tudo e todos pra conseguir. A nossa protagonista vai para Sevenwaters pra ficar com a família da mãe porque é lá que a avó quer que ela comece a vingança.

Eu estava muito curiosa pra ler esse livro, muito mesmo... e ele acabou se tornando um tanto quanto decepcionante. Veja bem, são mais de 600 páginas e só vim sentir alguma emoção nas últimas 50 páginas - e algumas delas me irritaram ainda assim. Fainne é bem introspectiva, quieta e na dela... contudo acaba fazendo algumas besteiras por causa da avó, no entanto a gente acaba entendendo e torcendo por ela. Mas ela demora muito pra perceber algumas coisas, pense numa protagonista lenta... ela tem 16 anos, mesma faixa etária que as outras protagonistas da série tinham (Liadan e Sorcha) e passaram por coisas bem piores e não ficaram tão, como posso dizer, devagar pra tomar algumas decisões. O pior não foi só a lentidão pra tomar as decisões, tem uma cena lá no final que deveria ser épico, tinha tudo pra ser... mas acabou sendo frustrante porque ela... não vou dizer, porque vou acabar soltando spoilers do final e ninguém quer isso.

Outra coisa que me irritou, o livro se tornou maçante, descritivo demais... os demais livros foram enormes também, mas não tiveram uma leitura tão lenta assim. Me cansou demais, a protagonista fala e fala e fala mais... teve várias cenas que foram totalmente desnecessárias e que não fariam falta nenhuma pro livro.

Contudo, não posso falar só coisa ruim do livro. A protagonista apesar da lentidão é gostável, fui com a cara dela e principalmente por que quando ela fazia alguma coisa por causa da avó era crível que aquilo feria ela e por conta disso dá pra se ter uma empatia. O pai dela, Ciarán, foi bem ausente, mas no momento em que teve aparecer o fez e foi ótimo. O pessoal de Sevenwaters continuam apaixonantes, principalmente um que ganhou o meu amor eterno que foi o grande Finbar (quem já leu os livros anteriores vai reconhecer o nome).

A história em si é bem construída, mas achei que deveria ser bem mais épica e a protagonista deveria ser bem mais, não sobre ser quem é, mas sobre o que fazer. Personagens amadurecem, certo? mas não vi isso acontecer, se acontecesse, seria ótimo, não seria tão frustrante.

Comentário final: O livro é bom, mas poderia ser ótimo... história tinha pra isso.

site: http://www.lendoeapreciando.com/2016/01/resenha-filha-da-profecia-juliet.html
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Edila.Lima 10/01/2019

Lento...
Narrativa lenta, arrastada e sem o encanto dos primeiros livros da trilogia Sevenwaters. A tradução errônea do título faz com que vc já saiba quem é a criança da profecia, coisa que no livro, é explicado no final. O livro peca pela falta de ritmo e excessos repetitivos na exposição dos sentimentos da personagem principal. Decepcionante.
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