A Court of Thorns and Roses

A Court of Thorns and Roses Sarah J. Maas




Resenhas - A Court of Thorns and Roses


23 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Man 21/10/2019

Não tenho mais o que falar desse livro. Já li milhares de vezes e quando digo milhares é realmente isso.
Cada vez que leio noto um pequeno detalhe que a autora deixou. Adoro reler livros... vc descobre cada coisa legal que na época que leu passou despercebido.

Rhys continua sendo Rhys, mas entendo que nessa época Feyre precisa de Tamlin, ela precisa desse calor, desse cuidado.
Mas Rhys sempre será meu crush!!!
comentários(0)comente



Antunes 29/09/2019

Vale a pena ler até o último livro.
MUITAS reviravoltas, surpreendente... Um final impossível de imaginar!!
comentários(0)comente



Adrya Ribeiro 02/01/2018

Por tudo o que li sobre esse livro, estava esperando um bem ruim, mas não foi assim. O começo até o meio mais ou menos é bem paradinho, mas depois ficou bem legal.
E para minha surpresa ainda tem safadezinhas no livro..gostei!!

UPDATE:
O Talim já era bem ruinzinho, não foi só no segundo que ele mostrou as garras... Rhys, meu eterno amado!
comentários(0)comente



Bruna 10/12/2017

Muito bom, mas as continuações são melhores ainda!
Há quinhentos anos o mundo passou por uma guerra. O conflito era promovido pelos humanos, tendo sido sempre escravizados pelos seres imortais e mais poderosos que são as fadas ou seres feéricos. Lutavam por sua liberdade e o mundo das fadas foi dividido entre aqueles que defendiam os direitos dos humanos, e aqueles que ainda os viam como propriedade. Após o término desta guerra, os humanos foram libertados, entretanto o mapa mundial foi redesenhado, separando o globo entre as terras que pertenciam às fadas e às humanas. Foi escrito um tratado que afirmava que as duas espécies não deveriam interagir, e uma muralha invisível separava esses territórios para a própria proteção dos seres humanos. Dentro das terras feéricas, existem sete cortes, cada um com seu devido Grão-Senhor com poderes distintos e condizentes com sua corte. São elas: Corte Primaveril, Corte Estival, Corte Outonal, Corte Invernal, Corte Crepuscular, Corte Diurna e Corte Noturna. Além das sete cortes, há uma ilha, chamada Hybern, a oeste das cortes que também possui um rei feérico.
-
Nos tempos atuais, Feyre é uma jovem de dezenove anos que é incumbida de cuidar de sua família após sua mãe morrer e seu pai, antes um mercador de sucesso, ir à falência. Como seu pai sofreu um acidente na perna e não consegue andar direito e suas irmãs Nesta e Elain não sabem caçar, Feyre se vê tendo que aprender a usar armas de caça desde cedo para nem ela, nem sua família, morrerem de fome. Em uma de suas caçadas, porém, Feyre acaba por matar um lobo muito grande e, pouco tempo depois, uma besta enorme e aterrorizante vem cobrar a vida do lobo. De acordo com essa fera feérica, o preço por matar seu amigo lobo, que no caso também era um ser feérico, seria ou a morte de Feyre, ou ela viver para o resto de sua vida em seu reino.
Assim, Feyre Archeron segue essa fera até sua corte, a Corte Primaveril, onde ela descobre não só que a besta é, na realidade, um homem lindo e louro com capacidades de se transformar em outros animais, como que todas as terras feéricas estão sofrendo de uma doença que não demorará em chegar às terras mortais. Na Corte Primaveril, Feyre não apenas passa a conhecer melhor Tamlin, Grão-Senhor da Corte Primaveril, como conhece seu melhor amigo Lucien, outro feérico filho do Grão-Senhor da Corte Outonal.
Inicialmente ela sente saudades e se preocupa com o bem-estar de sua família, além de sofrer para se acostumar a vida das fadas. Ademais, Feyre tem dificuldades em reprimir o ódio e desgosto que sente perante a espécie deles, que há muito tempo havia escravizado seu povo. Porém, ela não consegue lutar contra os sentimentos de seu próprio coração e, quando já se vê apegada a Tamlin, Lucien e outros amigos feéricos, péssimas coisas começam a acontecer na Corte Primaveril. Feyre é então forçada a encarar coisas terríveis demais para qualquer humano a fim de ajudar seus amigos, e é forçada a decidir o que, de fato, ela quer para si mesma.
-
Uma Corte de Espinhos e Rosas foi a leitura mais rápida que eu fiz durante 2017 inteiro, levando em conta o grande número de páginas. A versão em inglês possui 432 páginas que eu li em pouco mais de 24 horas. Foi magnífico!
No começo (e apenas no começo) é uma recontagem de a Bela e a Fera, mas também é baseado em várias histórias e cantigas folclóricas da Ingleses, dos Escoceses e dos Irlandeses, entre outros (para os curiosos, procurar Tam Lin Ballad ;}). Apesar de possuir fadas (prefiro o nome “feéricos” kkk) elas não são nada como as fadas que nossa cultura está acostumada a pensar, mas sim com as fadas das mitologias celtas. Não são pequenininhos e não possuem asinhas (não esses do primeiro livro, ao menos haha), mas sim são seres imortais e poderosíssimos, os mais “nobres” tendo a aparência humana exceto pela beleza extrema e orelhas pontudas.
Como vocês devem ter percebido, pela velocidade como li, eu simplesmente amei esse primeiro livro, apesar de a ação em si começar só depois da metade (mas até lá tem muito romance para aproveitar!). Muitas pessoas não gostam desse primeiro livro por causa de certa personagem, mas, como essa é uma resenha sem spoiler, digo apenas que sim, gostei muito dessa personagem nesse primeiro livro, shippei DEMAIS, mas passei a detestá-la no segundo. O que, na minha opinião, só reforça o quanto a Dona Maas é espetacular em sua escrita.
Algumas atitudes de algumas personagens nesse livro, em alguns momentos, eu achei um pouco sem sentido (estou olhando para vocês, Tamlin e Lucien), mas não deixa o livro nem um pouco menos agradável.
Portanto, apesar de não ser o melhor da trilogia, por ter me prendido tanto e me deixar completamente fascinada por esse universo ao ponto de ter que ignorar todas as provas da universidade e terminar essa série de uma única vez, dou cinco estrelas SIM para Corte de Espinhos e Rosas. E, né, a Sarah dá umas reviravoltas na história que a gente fica de queixo caído.

site: https://www.instagram.com/osuwariliterario/
comentários(0)comente



Lucas 06/11/2017

Impressões gerais
Eu comecei a ler esse livro por indicação é não me arrependi. Recomendo.
Então, minhas primeiras impressões da personagem principal não foram muito boas. Uma personagem fraca, que se deixava manipular fácil e extremamente volátil em seus pensamentos e atitudes. Um tanto quanto chata. Em suma, não fui com a cara dela. Porém, a história é boa e a escrita da sarah j. Maas é fantástica. (Te amo, sua linda). É uma história envolvente e de leitura fácil.
Terminei o livro achando a Feyre foda; e ficou claro que ela vai se desenvolver e evoluir muito mais conforme o passar do tempo. Muito ansioso para saber até onde ela vai ser capaz de ir.
comentários(0)comente



Carolina 24/10/2017

Uma corte de bagunça
Meeeeu Deeeus... Por onde eu começo a falar dessa bagunça? Esse livro é um fanservice eterno que não faz o menor sentido!

Ok, vamos por partes. Não vou dizer que não gostei de tudo. Li esse livro por audiobook, porque escolhi que usaria audiobook para os livros que eu sabia que eu não ia gostar tanto. Então ouvi o livro enquanto cozinhava e fazia outras tarefas. Mas essa última parte eu tirei a tarde inteira. Porque parecia que algo muito interessante ia acontecer. Mas eu estava tããão errada! Perto do fim eu só queria que acabasse, pelo amor de Deus!

Primeiro vamos à sinopse:

Essa história é um reconto de A Bela e a Fera. Pelo menos era para ser. E acredito que até um pouco mais da metade ele é. Honestamente, é tão confuso que nem sei exatamente o que li, porque o livro parece se dividir em duas histórias completamente diferentes depois de um pouco mais da metade.

Meu problema nem foi tanto a história. Primeiramente, foi a narrativa péssima. Meu Deus! Que livro mal escrito. Ele se esconde atrás de descrições que parecem ricas, mas são mal colocadas e soam estranhas.

A personagem principal, Feyre, é extremamente inconstante e chata. Ela toma tantas decisões estúpidas! Meus olhos reviraram tanto que achei que eles iam se prender atrás da minha cabeça.

O interesse amoroso, Tamlin... eu queria gostar dele. Ele é... passável, mas tão sem sal. E olha que não ligo para romances bem dignos de contos de fadas e bonitinhos, porque eu li An Enchantment of Ravens e o romance é lindo, de tão simples, mas aqui é uma bagunça.

E o fanservice com as cenas sensuais/de sexo... Socorro! Não vou ser hipócrita. Gosto desse tipo de cena quando ela é bem escrita de forma a construir uma tensão, algo dentro de você que é quase um frio na barriga. Mas nesse livro as coisas eram tão bregas... querendo ser quentes e sensuais, mas ainda sendo bregas... que eu quase xinguei.

E tem uma vilã na história. Sim, uma vilã muito, muito má *cof*, mas que fala frases dignas de uma adolescente.

Enfim, eu já sabia que esse livro ia ser um desastre, mas comecei a ler ele super de boa vontade e de coração aberto. Já estava preparada para isso. Mas disseram que o segundo é beeeem melhor, então vou dar o voto de confiança. Vamos ver.
comentários(0)comente



Ana.Paccola 05/10/2017

Sensacional!!!
Sarah J Maas está virando uma das minhas escritoras favoritas! História sensacional! Adorei os personagens, ela mais uma vez brilha e nos alegra com cenas amorosas intensas, diferente das que ficam só no nhem nhem nhem.
Super recomendo!!
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Laura Machado 06/06/2017

Vale a pena pelas últimas 150 páginas!
Acho que esse livro deveria levar aquela frase que já vi várias vezes em sinopses do Wattpad (e que já quis escrever em livros meus também): é meio parado no começo, mas continua lendo que fica melhor no final!

Eu sou meio obsessiva para ler, sempre acabo livros em uns três dias normalmente e não foi diferente com esse. Então raramente reclamo de livro parado. Mas esse, que teve sim acontecimentos desde o começo, chamou bastante minha atenção. Na verdade, nem sei se 'parado' é um bom adjetivo. O livro na sua maioria (ou seja, até a página 270 de 416) não tem o menor rumo! Tem acontecimentos, é legalzinho, mas simplesmente não tem um objetivo, sabe? Não tem uma direção, e você fica meio se perguntando por que exatamente você está lendo, para onde está indo, onde todo o enredo quer chegar.

Mas aí você chega lá pela página 270 e, de repente, o livro ganha TODO o propósito que faltava. Dá para ver que era pelas últimas (aprox.) 150 páginas que esse livro foi escrito. É por elas que ele existe. Tudo que foi vago para trás tem uma razão, mas isso não deveria acontecer, não a ponto de incomodar e deixar o leitor sentindo que o livro é inútil durante tantas páginas.

Tudo que faltou antes, - explicações, sentido, direção, propósito, - aparece de uma só vez! E sim, essas últimas páginas foram incríveis, valeram o livro inteiro (antes eu teria dado no máximo 3 estrelas), mas ainda não consigo achar o livro perfeito, porque a maior parte dele ainda foi perdida e vaga, completamente superficial.

Mas, repito, as últimas páginas são incríveis, fazendo valer a pena ler o livro inteiro. Não sei por que a autora não escreveu o livro nesse nível desde o começo, mas pelo menos tenho esperanças (= expectativas) de que o segundo mantenha tudo que o final do primeiro teve de bom!
comentários(0)comente



Didi Zamunel 12/05/2017

Sensacional!!!!!!!
Que livro maravilhoso!!!!! Muita ação e um romance forte. Os personagens são cativantes e bem construídos. Leitura super fluída, a autora soube criar um mundo completamente novo e encantador. Amei do início ao fim. Ansiosa para o segundo.
comentários(0)comente



Leandro 07/03/2017

Hyped. So hyped.
Por onde começar? Me decepcionei tanto com esse livro.

Quando comecei a ver o booktube inteiro falando sobre esse livro, minhas expectativas foram lá em cima. Como não tinha lido nada da Sarah J. Maas até então, comprei as duas séries dela: Throne of Glass e A Court of Thorns and Roses. Até agora, li os três primeiros de Throne of Glass e posso dizer que ToG é infinitamente melhor do que ACOTAR.

Há 5 séculos atrás, uma guerra entre fadas e humanas foi tramada. Os humanos, perdedores dessa guerra, foram expurgados para uma minúscula porção do Sul do continente de Prythian e separados por uma invisível muralha contra o povo das fadas. No lado das fadas, o território foi dividido em Cortes.

Após a gerra, um Acordo foi firmado entre as duas raças e os humanos são obrigados a viverem apenas em seu lado da muralha, sem se relacionarem com as fadas. Desde então, fadas e humanos vivem separados. Com o lado vencedor, o povo das fadas repreendem os humanos e o mesmo acontece com o lado perdedor. História legal, não? Pena que isso foi apenas no passado.

O livro começa 500 anos após a guerra que separou as duas raças e é narrado por Feyre, uma jovem garota filha de mercadores, que se vê obrigada a caçar para sustentar sua família agora que sua mãe está morta, e seu pai incapacitado de se locomover normalmente por causa de um ferimento no joelho. Nas primeiras páginas da história, Feyre se vê diante de uma caça: um lobo gigante. Com apenas duas flechas, Feyre o mata.

Feyre não matou apenas um lobo, mas sim um integrante do povo das fadas. Este ato quebra uma das regras do Acordo e é aqui que os problemas de Feyre começam. Após o acontecimento com o lobo, um criatura surge para ela e lhe oferece um acordo: viver do outro lado da Muralha, no território das Fadas. Se recusar, ela e sua família serão punidos.

Mas a besta que carrega Feyre para o outro lado, não é apenas uma besta, e sim o High Lord da Corte da Primavera, chamado Tamlin. Feyre é mantida presa nesta Corte para cumprir o tratado em troca de sua vida -e da vida de sua família. Tamlin dá liberdade a Feyre com apenas uma condição: ela não pode fugir nem cruzar as fronteiras para o mundo mortal.

A história até aqui foi interessante e tinha de tudo para continuar boa, até que Feyre se apaixona por seu captor, Tamlin, e o livro entra em um limbo de romance e chatice e toda a história que eu esperava foi por água abaixo. De uma página para outra, Feyre se apaixona por Tamlin e jura que o mesmo é o amor de sua vida. Simplesmente assim, de uma hora pra outra. O romance se desenvolve de uma maneira clichê: te odiava ontem, mas hoje te amo mais do que tudo. Esse romance foi o que mais me incomodou no livro e pro meu azar, 75% do livro é puro romance. Sem contar o fato de que Feyre não podia olhar para Tamlin que tinha pensamentos e desejos bem eróticos com ele.

Na primeira citação da vilã, eu me empolguei e esperei ela aparecer para ver uma personagem forte mas isso durou até a própria aparecer. A vilã do livro se mostrava uma ameaça enorme mas quando apareceu, parecia mais uma amante revoltada do que para uma vilã capaz de acabar com a vida de todos os High Lords que não se alinharam a ela. Eu esperei algo grande no final, mas nada de demais aconteceu.

Um lado positivo foi Rhysand, High Lord da Corte da Noite. Um personagem que parece pouco mas foi um dos melhores do livro. A relação de Feyre com sua família se pareceu interessante também, com vários conflitos. Apenas isso que gostei no livro.

O world building é muito bom, mas foi mal explorado. A mesma corte como cenário me irritava, porque dava a impressão da história nunca sair do lugar. E no fim foi isso que aconteceu. A história empacou e não ia mais pra frente. Ficava sempre no mesmo lugar. Quando eu me empolgava, minha empolgação logo era derrubada pelo romance. Clichês do tipo ''sou assim porque ela matou a pessoa que eu amava'' e ''soltou o a respiração que não percebeu que estava segurando'' me irritaram muito.

A premissa da história foi bem feita, mas o desenrolar foi ruim. Chato. Esse é o tipo de livro que você não entende o porquê da hype, o porquê de estarem falando tão bem de um livro cheio de clichês e um romance qualquer. A protagonista era forte no começo do livro, mas no decorrer da história era apenas uma jovem apaixonada por um cara que ela odiava até então. Eu tenho tanta coisa pra falar desse livro, tanta coisa que me irritou, tantas coisas que podiam ser feitas de outra maneira muito melhor.

De 420 páginas, conseguir gostar de 150 no máximo. Como já tinha comprado o segundo, vou ser obrigado a ler para ver se melhora.
Ãllison 09/03/2017minha estante
Definitivamente não quero mais ler ACOTAR HAHAHAHA


Leticia.Azevedo 09/03/2017minha estante
Tu escreveu essa resenha?




Lily 28/08/2016

Grata surpresa!
Eu não li a sinopse desse livro, então a história foi totalmente uma novidade. Comprei os dois primeiros da série porque ouvi muita gente falar bem.
Enfim...
Amei!!!
Não é o melhor livro do mundo, mas um dos melhores YA que li esse ano!
comentários(0)comente



spoiler visualizar
Daiana 05/08/2016minha estante
Tamlin não é um elfo, e sim um Fae. ;)
Corte de Espinhos e Rosas se passa no universo das fadas.




Isa 09/01/2016

"Tenha pena daqueles que não sentem absolutamente nada."

CARAMBA ESSE LIVRO FOI MUITO BOM!!! Ele realmente merece todo o alvoroço e propaganda!

É um mundo tão único, eu adorei ler sobre os Fae e sua magia! Feyre é uma ótima protagonista - forte e segura de si - e todos os personagens secundários foram muito interessantes também. Ah, e os relacionamentos eram tão fofos! < 3 Tamlin < 3

Descrevo esse livro como PERFEIÇÃO - Tenho certeza de que vai ser uma das minhas histórias favoritas por um longo tempo.

Posso ter o próximo livro agora, por favor? :)

site: https://www.goodreads.com/review/show/1207487258
comentários(0)comente



neo 22/10/2015

Esse livro basicamente resume minha relação com tudo que Maas escreve: tem muita, muita coisa boa, mas muita coisa irritante também.

Vamos pelas partes boas primeiro. A Court of Thorns and Roses é provavelmente um dos livros mais bem escritos da Maas, provavelmente empatado com Queen of Shadows, mas sendo em primeira pessoa a voz da protagonista, Feyre, é bem mais aparente e forte. Aliás, a própria Feyre é uma protagonista bastante agradável, e no geral eu gostei bastante dela, e juntando escrita boa + voz consistente, o clima do livro ficou perfeito e contribuiu um tanto para o worldbuilding.

Falando em worldbuilding, eu acho que sim que ele poderia ter sido um tico melhor, mas nada muito grave. Apesar de haver um ou outro monólogo em que os personagens explicavam coisas sobre o passado/os Fae/whatever para Feyre de um jeito meio infodump, na maior parte do tempo tudo foi mostrado ao leitor de forma sutil e eficaz. É aqui que o clima entra. Esse ano li alguns livros sem clima algum, sem atmosfera que fizesse você sentir que realmente estava em outro mundo, e em A Court of Thorns and Roses isso não acontece. As descrições não são minguadas e nem exageradas; são na medida certa e junto com o ritmo, que eu achei ótimo (apesar de um pouco lento no último 1/4), fazem com que você se sinta incapaz de parar de ler.

Apesar de fadas serem geralmente associadas com elfos - e, para quem ainda não sabe, eu amo elfos - nunca fui de ler muitos livros com elas não. Em parte porque fadas geralmente = fantasia urbana e elfos = fantasia épica/alta, que é minha preferida, mas também porque romance vem muitas vezes de sobremesa quando se lê qualquer coisa com fadas e, bem, romance não é minha praia. Adoro, sim, mas como subplot e se não chamar muita atenção. Quando comecei A Court of Thorns and Roses, porém, eu já sabia que romance seria o foco e já estava preparada para isso, logo não foi essa parte que me incomodou de verdade.

O que me incomodou foi como esse romance foi desenvolvido. Ou melhor, a parte final dele, porque o início até que foi legal. Sabe, eu até gostei do Tamlin, coisa que não aconteceu com nenhum dos três pretendentes da Celaena em Trono de Vidro. Então quando a Feyre deixou de odiá-lo e passou a ficar meio de boa com ele, eu tava meio ué, vai fundo. O que poderia dar errado a essa altura do campeonato? A transição de odeio-você-com-todas-minhas-forças para até-que-você-é-legal foi bem feita, crível. Estávamos fora de perigo, certo?

Ledo engano. O romance ficou meh pra mim quando as coisas foram, do nada, de até-que-você-é-legal para você-é-o-amor-da-minha-vida sem explicação nenhuma. Feyre morrendo de amores pelo Tamlin e o Tamlin por ela sem mais nem menos foi o momento mais wtf do livro.

Tirando isso teve algumas outras coisas sim. Primeiro, a vilã não me convenceu. De jeito nenhum. Amarantha pra mim foi uma personagem bem patética mesmo, e obsessão dela pelo Tamlin foi de revirar os olhos. Segundo, a Feyre precisava ser salva toda hora - e nem mesmo final conseguiu remediar isso. Terceiro, mulheres not found. Acho que já comentei aqui no blog que um dos motivos de eu ler fantasia YA quase tanto quanto leio fantasia adulta é porque YA tem muito mais mulheres e é no geral bem mais diversa enquanto a adulta, pelo menos nas obras mais mainstream, ainda é a dudebroland. Aqui em A Court of Thorns and Roses, porém, senti falta de mais personagens femininas. Veja bem, se fosse um livro adulto eu provavelmente não estaria reclamando (na verdade bem provável que estivesse agradecendo) - tirando a Feyre, há mais mais quatro personagens femininas com fala, mas uma não tem muita importância, outra é a vilã e as últimas são as irmãs de Feyre, que só aparecem rapidamente no início e um pouquinho mais lá pro final. Tirando elas... Homens. Homens everywhere.

E olha que eu gostei bastante da relação entre Feyre e suas irmãs. Entre ela e Nesta principalmente, que eu achei muito bem caracterizada e construída. Na verdade, toda a dinâmica da família de Feyre me agradou bastante. Não porque eles são um exemplo de família - haha, longe disso - mas porque os achei muito verdadeiros e suas relações muito verossímeis. A maior parte das relações do livro são assim, para ser sincera. É um ponto em que a Maas é realmente muito boa.

E é justamente disso que estou falando. Por um lado, personagens bem construídos e relacionamentos críveis, worldbuilding ótimo, escrita excelente e uma trama com um toque de mistério (coisas que eu adoro); por outro, romance acelerado sem motivo algum que fica dramático demais, dudebroland faerie version e uma vilã sem sal + protagonista sendo salva o tempo todo. É nessas horas que a música da Adele toca ao fundo: we could have it aaaaaall.

Enfim, vou sem dúvida ler os próximos livros. 3.5 estrelas para A Court of Thorns and Roses.

PS: Alguém poderia me dizer o que a Maas tem contra não colocar para mulheres no refrigerador para que homens possam ficar tristes e amargos? Nesse livro temos o >terceiro< personagem dela cuja namorada/noiva/ficante/whatever morre de forma horrível, geralmente na frente dele e/ou por culpa dele, e como resultado ele se torna o Sr. Amargo ou Sr. Estoico ou Sr. Sarcástico e ZzZZZzZZ Caramba, vão todos três pastar.

PSS: Tem gente falando das cenas mais ~quentes~ desse livro como se fosse algo muito explícito e eu to aqui meio??? A gente leu o mesmo livro ??? Por que tem duas só e nenhuma é grande coisa, com nada sendo mostrado. Sério. Vi reviewer gringa chamando esse livro de softcore erotica e HAHAHAHAHAHA #okay

PSSS: Sinto que poderia escrever um livro sobre minha relação com os livros da Maas, mas a essa altura do campeonato é provável que eu leia tudo que ela escreva. A que ponto chegamos.

PSSSS: Se o Rhysand se tornar uma ponta do triângulo amoroso cabeças rolarão. Provavelmente imaginárias mas por favor, né, depois do que ele fez com a Feyre? Tudo bem que o a Amarantha fez com que ele foi nojento, mas o que ele fez com a Feyre foi igualmente nojento. Nope.

site: http://chimeriane.blogspot.com.br/
Sarah | @just_a_snowflake 23/10/2015minha estante
É praticamente certeza que Rhysand vai fazer parte do triângulo amoroso, e o pior: acho que é a Feyre que vai se apaixonar por ele... Espero que eu esteja errada.


neo 29/10/2015minha estante
Olha, espero que isso não aconteça mesmo. Tiraria a graça toda da série pra mim :/




23 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2