O Salmão da Dúvida

O Salmão da Dúvida Douglas Adams




Resenhas - O salmão da dúvida


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Alessandro @possati.ale 27/02/2020

Ruim
é tão ruim e chato que eu to meio triste depois de ler. Um diário do Adams que eu errei em não desistir de ler antes.
Pedro Luiz Viegas 27/02/2020minha estante
Eheh não tinha como parar de ler, não? Parece masoquismo isso de ler um livro ruim até o fim. kkk


Pedro Luiz Viegas 27/02/2020minha estante
Agora vi que você afirmou que errou em não desistir de ler antes ahah ok.


Pedro Luiz Viegas 27/02/2020minha estante
Mas pela sinopse do livro ele realmente deve ser MUITO RUIM. O próprio autor era um cara para lá de estranho, fazendo a cabeça das pessoas. Há coisa muito melhor para ler que autores rebeldes.


Alessandro @possati.ale 28/02/2020minha estante
Eu já tava lendo e é bem curto (em PDF), acabei lendo até o final. Passando da metade não acho justo abandonar.




FernandoLucena 05/06/2014

Risadas, um breve estado de luto e como conhecer um amigo que já se foi.
Quando segurei "O Salmão da Dúvida" nas mãos pela primeira vez, imaginava uma proposta totalmente diferente do que estava por vir. Quando comecei a leitura, eu encontrei todo um dossiê. Não um dossiê escrito por um autor pra descrever o Douglas. É um dossiê do Douglas pelo próprio. Esse livro NÃO É uma homenagem a ele. Esse livro é A ALMA (quase uma horcrux) do Douglas Adams impressa e vendida pra milhões de fãs.
É inegável a sensação de bate papo que você tem. Apesar de tomar as rédeas como leitor, o Douglas arranca as rédeas da sua mão e conversa com você. Ele te conta experiências, te dá dicas, ele literalmente é um livro aberto.
Me emocionei muito ao ler esse livro, chegando a passar por sentimentos de luto. A cada risada com algo bobo que ele dizia, eu imaginava: "poxa, esse cara morreu. Apesar de deixar um legado de referências e inspiração, ele nunca mais vai produzir nada pra gente."
Leiam "O Salmão da Dúvida" sempre que se sentir sozinho ou pra baixo. Nada melhor pra te dar um up do que trocar uma ideia com seu autor falecido favorito de vez em quando.


site: http://breaking-cast.blogspot.com.br/
angelcirne 01/11/2014minha estante
Seu comentário aqui traduz exatamente o que penso desse livro.


valleria.gbertollo 20/02/2015minha estante
Disse tudo!


unholyana 02/02/2016minha estante
disse tudo o que eu penso! só discordo de uma coisa: as horcruxes são coisas ruins, e a alma do douglas é incrível




Raniere 13/06/2014

Douglas Adams, muito obrigado por ter existido!
Esta é uma resenha difícil de ser escrita. Terminei “O Salmão da Dúvida” no início desta semana, e apenas hoje resolvi sentar e escrever sobre o livro. No dia, não seria possível. O livro me causou um sentimento que creio ter sido mais pessoal, me deu muitas coisas para pensar, por muito tempo, e creio que este sentimento vai aparecer em muitos outros leitores. E, quando um livro tem este efeito sobre a gente, é maravilhoso!

“O Salmão da Dúvida” é uma coletânea feita por Dawkins, amigo de Douglas Adams, com a ajuda da esposa de Douglas, da assistente pessoal dele, entre outras pessoas. Esta coletânea está dividida em 3 partes: “A Vida”, “O Universo”, “E tudo mais”. Uma excelente escolha para o nome delas.

Na primeira parte, vemos uma seleção de artigos que Douglas Adams escreveu para revistas, etc., sobre sua infância, sobre seus traumas, sobre a letra Y (é sério! Rs), além de suas influências literárias, algumas entrevistas e introduções escritas por Adams. Em suma, em “A Vida”, primeira parte do livro, passamos a conhecer mais sobre a vida de Adams.

Nesta primeira parte, que também fala sobre o ativismo pelos animais, vi o quão bondoso, gentil e engraçado Adams era não só em suas obras, mas para com as pessoas à sua volta. Eu li esta parte, devagar, pois queria aproveitar cada momento deste livro, e no fim fiquei pensando “que pessoa maravilhosa Douglas Adams era. E que falta ele faz no mundo não apenas como artista, mas como ser humano.” E foi com este sentimento que fui para a segunda parte do livro.

Em “O Universo”, encontramos mais coletâneas de artigos e entrevistas de Douglas Adams, mas, desta vez, sobre o avanço da tecnologia, sobre a vida animal, o universo como um todo e sobre seu ateísmo, o qual Douglas dizia que ele é realmente ateu, e não agnóstico, pois ele não apenas acredita que não exista um deus, como está convencido da não existência deste, e explica a sutil diferença entre estas duas colocações (na entrevista para a “American Atheists”).

Quando comecei a ler esta segunda parte, eu já sabia que Adams era muito inteligente. Porém, enquanto eu lia, percebi que ele era MUITO mais inteligente do que eu imaginava. Fascinado pela tecnologia e ferrenho “opositor” da Apple, Adams nos fala sobre o avanço da tecnologia até o início do sérulo XXI, faz previsões de como seria a tecnologia no futuro (e, até agora, ele tem acertado em muitas coisas), críticas sobre a inutilidade de muitas inventações tecnológicas, que seriam para “facilitar a nossa vida”. Mas não é sobre isso que Adams fala, em “O Universo”. Douglas fala, também, na transcrição de uma palestra que ele deu, intitulada, no livro, como “Existe um Deus artificial?”, sobre a criação das religiões, o por que delas, a influência da fé na vida das pessoas, explica o que ele chamava de “as 4 idades da areia”, que abrange o conhecimento do homem acerca do Universo. Enfim, é uma transcrição boa e, digo aqui, uma das minhas partes preferidas do livro. Lembro que, quando terminei de ler esta transcrição, estava boquiaberto. Então peguei o livro e fui andando pela casa, falando pra minha mãe, padrasto e irmã, que estava aqui: “VOCÊS PRECISAM LER ESTA PARTE DO LIVRO, É SENSACIONAL!!!”. E ainda quero que eles leiam. Quero que o mundo leia!

Já na terceira e última parte do livro, intitulada “E tudo mais”, é direcionada para a parte artística de Adams. Lemos entrevistas sobre seus projetos (concluídos e não concluídos) de trabalho, lemos sobre sua frustração com a demora do lançamento da versão para cinema de “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, lemos um e-mail sensacional que Douglas escreveu para um figurão da Walt Disney (não sei o cargo dele, na época), sobre a dificuldade de comunicação e com um ultimato sobre a gravação e os direitos do filme, com toda a ironia e sarcasmo de Adams e também temos mais dois presentes: um conto protagonizado por Zaphod Beeblebrox, do “Guia do Mochileiro” (eu adoro ele) e 11 capítulos (e não 10, como está escrito na sinopse, mas eu adorei o fato desta estar errada rs) de um livro que Adams estava escrevendo, quando morreu, protagonizado pelo detetive Dirk Gently. Tanto o conto quando estes 11 capítulos são excelentes, e, sobre o livro não-finalizado, eu fiquei com uma enorme vontade de saber o final. Mas, provavelmente, a resposta para isso é 42, também.

Finalizando: este livro é um presente enorme para todos os fãs de Douglas Adams, espalhados pelo mundo inteiro. Mas ele não foi escritos apenas para os fãs! Foi escrito para todos! Qualquer pessoa, mesmo que nunca tenha ouvido falar de Douglas Adams, irá amar este livro. Eu sou capaz de entrar em uma nave vogon e escutar toda a tripulação recitar poesia (prefiro roer minhas pernas à isso) se, caso alguém que ainda não tenha lido nada de Adams não fique curioso em conhecer a obra deste grande escritor, crítico, pesquisador e ser humano que Douglas Noel Adams (iniciais DNA) era. Quero aqui deixar o meu agradecimento (que nunca será lido, creio eu) para Richard Dawkins, que reuniu esta coletânea, e para a Editora Arqueiro (ai eu creio que eles vão ler), por ter lançado este enorme presente para nós, mochileiros. Muito obrigado!


site: https://www.facebook.com/EncontrosLiterariosRJ
Thiago 15/06/2014minha estante
Ótima resenha, Raniere! Apenas duas correções: o organizador da compilação não foi Richard Dawkins, o famoso biólogo e ateu, e sim pelo amigo de Adams, Chris Ogle, seu editor, Peter Guzzardi,e sua esposa, Jane Belson.

E Douglas era um grande fã e apologista da Apple!

Abraços


Samantha @degraudeletras 17/06/2014minha estante
"opositor" da Apple? Como diz o Thiago, ele era fã e apologista da marca. :)




Su 09/06/2019

Devo confessar que iniciei essa leitura com um misto de alegria e tristeza, pois pensava que seria o último livro escrito por Douglas Adams que leria. No entanto, ao longo da leitura, descobri que ele escreveu outra série intitulada Agência de investigações holísticas Dirk Gently.
O livro se inicia com uma nota do editor, Peter Guzzardi, onde esse nos conta como conheceu Douglas. De acordo com Peter, o encontro se deu na casa de Douglas, em Islington, onde havia sido encaminhado para acelerar o processo de escrita de Praticamente inofensiva, quinto volume de O guia do mochileiro das galáxias. Onze anos após o primeiro encontro, ele recebe uma ligação do agente de Douglas lhe perguntando se estaria interessado nos arquivos encontrados no computador dele, dessa forma surgiu O salmão da dúvida.
Em As vozes dos nossos dias passados, vemos como foi a adolescência de Douglas. Com doze anos, se viu como apreciador das músicas dos Beatles, o que até lhe rendeu um castigo na escola, quando tentou ouvir o recém-lançado Can’t Buy Me Love na sala da supervisora.

“As pessoas gostam de fazer perguntas do tipo: “Em que época você mais gostaria de ter
vivido e por quê?” Durante a Renascença Italiana? Na Viena de Mozart? Na Inglaterra de
Shakespeare? Pessoalmente, eu gostaria de ter vivido na época de Bach. Mas tenho um sério problema em responder isso, pelo seguinte: se tivesse vivido em qualquer outro período da História, significaria perder os Beatles, e acho, com toda a sinceridade, que eu não seria capaz disso. Mozart, Bach e Shakespeare estão sempre conosco, mas eu cresci com os Beatles e não sei se existe algo que tenha me afetado mais do que isso.”

Já em Curas para a ressaca, lemos uma de suas colunas para o jornal The Independent, na qual ele discorre sobre as promessas de Ano Novo. Como era o final de 1999, Douglas afirma que ninguém deveria fazer promessas para um novo milênio, quando não conseguimos cumprir nem simples promessas de ano novo. Um dos motivos de nossa incapacidade de cumprir nossas resoluções é que muitas vezes nem sequer nos lembramos delas.

“Certas memórias só serão reativadas se você voltar ao mesmíssimo estado de desidratação em que os eventos originais ocorreram. Daí o problema das promessas de Ano-Novo, de você nunca se lembrar das promessas que fez, ou mesmo onde as anotou, até chegar o mesmo momento no ano seguinte, quando você lamentavelmente se recorda da sua total incapacidade de cumpri-las por mais de cerca de sete minutos.”

Em O salmão da dúvida encontramos de tudo, pequenas passagens da vida de Douglas, colunas escritas para jornais (sobre os mais diversos assuntos), contos baseados em suas séries (que jamais haviam sido lançados). É muito interessante conhecer um pouco mais sobre um autor tão brilhante, ter acesso a sua forma de ver o mundo é algo inestimável.
RicardoFurlan 16/09/2019minha estante
?tima resenha, parabéns garota!!!


Su 22/10/2019minha estante
Brigada!




Rodrigo.Alves 01/09/2019

Agora sim, até logo, e obrigado pelos peixes
Este sim, de fato é a obra final do autor. Um compêndio que nada mais faz do que simplesmente nos dar uma boa sensação e um pouquinho do quero mais do que Douglas Adams deixa pra trás. Fora as histórias inacabadas, o Salmão da dúvida nos apresenta vários devaneios do autor, casos pitorescos e muitas correspondências dele para com jornais, revistas e outros veículos de mídia. Se você nunca leu nenhum livro de Douglas Adams talvez pare nas primeiras páginas e nada disso te faça sentido algum. Mas, se por um acaso, você já teve o prazer de se deleitar com as maravilhosas obras dele como o guia do mochileiro das galáxias, Dirk Gently entre outros, com certeza vai sugar até o tutano terminado com aquela pontinha de angustia no coração por saber que não vamos mais poder aproveitar nada novo desta mente maravilhosa.
RicardoFurlan 16/09/2019minha estante
Triste é saber que um gênio como o Douglas Adams nos deixou tão cedo. Mas seu legado é eterno.




Samantha @degraudeletras 18/06/2014

ADAMS, Douglas. O salmão da dúvida. 1°ed. São Paulo: Arqueiro, 2014.
Sabe aquela sensação de querer reler o livro antes mesmo de terminar a leitura? Pois é, nunca tinha acontecido comigo também.

“O salmão da dúvida” é um dos lançamentos da Editora Arqueiro, que recebi de parceria, e traz uma compilação póstuma de escritos em que Douglas Adams, autor da fantástica e aclamada série “O guia do mochileiro das galáxias” (Editora Sextante), estava trabalhando antes do ataque cardíaco que tirou de nós um escritor e entusiasta da ficção e comédia inteligente.

Esse livro é dividido em três partes (a vida, o universo e tudo mais – óbvio), que foram tiradas das três partes do livro “O salmão da dúvida”, trabalho inacabado de Adams, que são: “The old salmon”, “The salmon of doubt” e “LA/Rhino/solar ranting”.

Mesmo com o estilo de capa do Mochileiro, esse livro mais serviria como um pequeno almanaque sobre Douglas Adams, pois conta com entrevistas, artigos, contos, crônicas e os mais diversos pensamentos do autor. Conhecer um pouco mais sobre ele da maneira como foi organizado o Salmão tornou-se uma experiência de leitura realmente encantadora.

O mais divertido e apaixonante desse livro é a forma como ele estimula o pensamento do leitor, conduzir textos filosóficos de maneira inteligente e divertida não é algo comum de se ver por aí, mas Douglas Adams faz isso: te põe para pensar e se divertir, conversa sobre ciência e tecnologia como se estivesse fofocando com as amigas, te fascina. Além de escritos, o Salmão traz títulos de livros e músicas que serviram de inspiração para o autor durante sua vida (claro que marquei todas as referências para procurar depois).

Como a Editora Arqueiro comentou na época de divulgação do lançamento, esse é um grande (enorme e quase infinito) presente para os fãs do autor e também para aqueles que apenas curtiram a série do Mochileiro (pra eles se apaixonarem perdidamente por Adams também). Com toda certeza do mundo, o livro já foi favoritado no skoob e está na lista de futuras releituras.

site: http://www.wordinmybag.com.br/
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C. Aguiar @coelhoobrancoo 30/06/2014

Para quem não sabe: Douglas Adams é um dos meus autores preferidos!
Esse livro é uma copilação de diversos textos do autor e formam a última obra que ele estava trabalhando antes de falecer e confesso a vocês que apesar de alguns momentos chatos durante a leitura eu simplesmente adorei o livro.
O livro tem aquele "ar" cômico que apenas o autor possuía e traz diversos textos sobre sua vida pessoal, pensamentos e acontecimentos que ele achou relevante descrever.
O livro me fez refletir em diversos assuntos que eu nunca havia pensado antes e me fez rir com coisas bobas que me despertaram a curiosidade que eu possuía anteriormente de conhecer o autor, porque sem dúvida teríamos sido bons amigos e tido diversas conversa "épicas"!
É uma leitura agradável e o leitor não precisa ler os outros livros para poder ler esse, mas caso queira conhecer um pouco do trabalho do autor leia os livros primeiro.
Em poucos momentos quando Adams estava falando sobre tecnologia eu me senti cansada da leitura e apesar disso não quis desistir do livro. Acho que se deve ao fato de não esta acostumada com algo do Adams nesse estilo de vários textos. Li apenas O guia do mochileiro e nele não possuí nada sobe a vida do autor, então quando fui descobrindo coisas sobre ele e lendo sobre o que gostava fiquei encantada, mas ao mesmo tempo foi um pouco massante em alguns momentos. Infelizmente nem tudo são flores.
Não achei nenhum erro de ortografia e a capa segue a mesma linha da famosa série O guia do mochileiro das galáxias.
Não é um livro que eu tenha muito o que falar, mas ele com certeza vale a pena da uma conferida caro leitor.

site: http://www.seguindoocoelhobrancoo.com.br/
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Rafa 03/07/2014

SENSACIONAL!!!
Douglas Adams no melhor estilo Douglas Adams!
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Derlei 07/07/2014

Almôndega
Douglas Adams é, sem sombra de dúvida, um dos maiores escritores que já passaram por esse planeta, aquele humor satírico não pejorativo que faz qualquer um se dar conta que está rindo sozinho apenas quando percebe que todo mundo está olhando esquisito em sua direção.
Chega a dar um nó na garganta perceber que você só conheceu a obra quando o autor já não se encontrava mais nesse mundinho azulado, quem dera se estivesse viajando pela galáxia pra nos contar em outra obra genial mais alguma coisa sem graça que ficaria magnificamente interessante com seu jeito de contá-la.

É como o próprio livro traz impresso: "O salmão da dúvida é, sem dúvida, o livro que mais expõe a genialidade e a sensibilidade de Douglas Adams". O que DNA faz, é aquele tipo de livro que você pode ler 10 vezes e ainda vai rir na 11ª, e vai correr por aí mostrando trechos do livro para outras pessoas, mesmo que elas não façam a menor ideia do que é aquilo, você vai se sentir bem pelo simples fato de ter dado um pouco de Douglas Adams à alguém que nunca experimentou a genialidade do cara.
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Gabriel Farias Martins 18/02/2021

Revisita
Ler o salmão da dúvida, foi ótimo, uma revisita ao Adams, o livro é uma espécie de tributo, você terá chance de ler algumas de suas entrevistas e matérias publicadas ao longo da vida.
Fechando com chave de ouro, uma última aventura de "Dirk Gently" e algumas presenças especiais como de Kate, da "Longa e sombria hora do chá da alma"
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adrien. 04/08/2014

O Salmão da Dúvida
Essa resenha não poderia ter outro título. Dessa mesma maneira crua, ele define a característica literária de Douglas Adams, com sua loucura e bom humor. O “Salmão da Dúvida” era para ser o nome de um de seus futuros livros, que ele nem chegou a terminar.

O conteúdo em suas páginas me pegou de surpresa. Aqui não há só uma história interminada, mas também extratos de eventos da vida de Douglas, que parece, também, interminada. O autor morreu cedo – aos 49 anos – e deixou incontáveis fãs órfãos. E tudo que tem aqui foi feito para nós, admiradores, para os amigos, familiares, e ao próprio Douglas. Ele não é uma homenagem, mas um almanaque para conhecer o quão incrível ele era.

O livro conta com um compilado de entrevistas, reportagens, discursos, dicas e textos do próprio Douglas Adams, escolhidas com muito carinho. Nós passamos por histórias sobre ele fazendo viagens submarinas, as experiências com os editores, sua visão sobre Deus, a religião (ele era ateu), o universo e tudo mais. Em ordem cronológica, percebemos sua evolução como escritor, mas não de maneira biográfica. Como tudo foi escrito pelo próprio Adams, a leitura é tão divertida quanto qualquer um de seus livros publicados.

“Este não é um obituário; haverá tempo suficiente para eles. Não é um tributo, tampouco uma avaliação criteriosa de uma vida brilhante ou um discurso solene em seu louvor. É um lamento fúnebre, escrito muito cedo para ser ponderado, cedo demais para ser fruto de uma reflexão detida. Douglas, você não podia estar morto.” (parte tirada do epílogo)

Somos introduzidos em um luto ao começar a leitura, o que nos traz a sensação imediata de que perdemos um gênio, que poderia ter sido ainda maior e nos presenteado com muito mais pensamentos inovadores caso ainda estivesse vivo. Passei por várias sensações enquanto lia, rindo, me emocionando, sem nunca deixar de pensar que a maneira que ele via o mundo, o jeito que ele pensava e se comunicava, trazia divertimento até em momentos difíceis e malucos. E ele era uma pessoa comum, com problemas para escrever e que já foi até limpador de galinheiro.

Se você gosta do Guia do Mochileiro das Galáxias, você precisa ler esse livro. Você vai se apaixonar ainda mais pelas histórias e por quem as escreveu.

Só quero encerrar essa resenha com uma parte da introdução, que me arrancou um sorriso. Creio que todo mundo se sente assim ao ler Douglas Adams, e, acredite, isso também vai acontecer quando for ler “O Salmão da Dúvida”.

“Quando você lê uma frase especialmente brilhante de Adams, sua vontade é cutucar o ombro do estranho mais próximo e mostrar para ele. O estranho pode até rir e parecer gostar do que está escrito, mas você se afarra à ideia de que ele não entendeu exatamente a força e a qualidade do texto, não tanto quanto você – da mesma forma que seus amigos também não se apaixonam (graças a Deus) pela pessoa sobre a qual você não para de falar um minuto.”

site: http://portalcaneca.com.br/o-salmao-da-duvida/
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Marvin 15/08/2014

Tão incrível que até o Marvin se sentiria feliz lendo!
Douglas Noel Adams é de longe meu escritor favorito em toda a vida, o universo e tudo mais, e ler esse livro foi incrível! Eu só conheci suas obras muito depois de saber que ele tinha morrido, e me senti realmente triste com isso, porque de uma forma que nunca aconteceu antes lendo um livro, eu me fascinei por ele. Pode ser meio difícil de entender, mas de todos os livros que li até hoje, os dele foram os únicos que eu SABIA que havia alguém por trás de tudo! Eu sentia sua presença enquanto sentia a dos personagens também, e criei um carinho imenso por essa pessoa de 1,98m de altura que é gigante e talentoso em todos os aspectos. Não é simplesmente ficção, é muito mais que isso. É filosofia, é a forma de ver o mundo e toda a vastidão que o rodeia e acima de tudo: aprender a compreender tudo isso, e eu diria que só o DNA é o único ser capaz de em palavras me fazer entender e até mesmo amar toda a confusão e paranóia que envolva o universo e a estranha raça humana.

O Salmão da Dúvida trás diversos textos incríveis dele, e foi deveras engraçado saber sobre o trauma de seu nariz e o terrível período das calças curtas (e me senti especialmente feliz em saber que ele também usava muito a palavra "deveras" assim como eu, coisa que nenhum adolescente normal de 17 anos geralmente fala), ou sobre a história dos biscoitos na estação e enfim, muito, muito mais coisas!

Aprecio a forma que ele consegue escrever sendo sarcástico, paradoxal, maduro, consciente com questões ambientais e inteligente, tudo num modo só. Às vezes fico meio perdido, mas nada que não se relendo dez vezes faça todo o sentido possível.

Espero que todos os mochileiros com suas toalhas amem esse livro e gostem muito de saber mais sobre nosso eterno e amado DNA!

Só mais uma coisa: don't panic!
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Bruno 19/09/2014

50/50, esperava mais
Quando fui ler o livro eu já tinha em mente que ele não seguiria uma estória linear, mas sim fragmentos de estórias e textos do DNA. O começo é ótimo, tem muitos textos engraçados e que nos faz conhecer um pouco mais sobre o Adams. O que me deixou sem vontade de ler foi um texto ali pelo meio do livro, que falava sobre o universo e Deus e etc, que me cansou muito e cheguei até a pular. Esperava que o livro continuasse com suas histórias da vida de Adams, mas dai surge as estórias de Dirk Gently que eram muito bizarras porém arrancavam um riso ou outro.
No geral, foi um livro meio sem sentido, só uma leitura qualquer.

site: www.adamyoungwrites.tumblr.com
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Paulo Silas 01/11/2014

Douglas Adams mais de perto. É o que este livro transmite ao leitor.
Fruto da reunião de ensaios, artigos, histórias inacabadas, contos e entrevistas, a obra acerta em agradar os fãs do autor.

Dentre os diversos artigos que compõe mais da metade da obra, o leitor pode contar com o constante humor absurdo de Douglas Adams, o qual escreve sobre tecnologia, o seu ateísmo e as razões de o ser, sua paixão pelo evolucionismo, pelo humor e pela escrita (quando discorre também sobre os motivos do período de pausa em escrever romances).
Seu envolvimento e histórias com Richard Dawkins, Pink Floyd, Doctor Who e Monty Python também estão presentes no livro.

"Perfeitamente Seguro" é um conto solo do personagem Zaphod Beeblebrox, cuja leitura serve como amparo à saudade da série "O Guia do Mochileiro".

Finalmente, "O Salmão da Dúvida", história inacabada, cujos capítulos foram encontrados nos computadores do autor e reunidos para o lançamento do livro, é bom até o ponto em que é interrompido bruscamente, justamente quando a história começa a ficar interessante, o que é uma pena, já que o leitor ficará para sempre na angústia da curiosidade, matutando o rumo que a história poderia seguir.

A vida, o universo e tudo mais de Douglas Adams estão presentes, de forma sucinta, em "O Salmão da Dúvida".
Leitura indispensável para os fãs.
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angeruzzi 26/01/2015

Ainda não acabou
Este livro me surpreendeu mais do que esperava, quase me sentindo orfão depois de acabar já há algum tempo a série do mochileiro descobri esta obra póstuma, deixei ele esfriando na prateleira alguns meses pois sabia que depois deste realmente acabaria, foi qdo me surpreendi e digo com vergonha, pois me dizia fã do DNA e não conhecia o Dirk Gently, mas fui conhecer justamente pelo último livro inacabado... isso sim é coisa digna de um fã do Douglas Adams.
Os capítulos do Salmão da dúvida são empolgantes tanto quanto os demais textos são esclarecedores sobre a personalidade deste gênio e deixam claro que apesar de curta foi uma vida plena e completa.
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