O que Jesus disse? O que Jesus não disse?

O que Jesus disse? O que Jesus não disse? Bart D. Ehrman




Resenhas - O que Jesus disse? O que Jesus não disse?


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juliocesar.pedrosa 20/10/2016

Para pessoas de mente aberta
Livro muito interessante e instrutivo... e para pessoas de mente aberta!
O autor, Bart D. Ehrman, é um grande especialista e divulgador científico dos métodos de crítica textual aplicados aos textos bíblicos, principalmente os manuscritos do Novo Testamento em grego. Os mais antigos são do século IV, portanto cerca de 300 anos depois dos eventos narrados - nenhum manuscrito conhecido é autógrafo, ou seja, o papiro ou pergaminho original. Existem apenas cópias das cópias das cópias das cópias das cópias das cópias...
Segundo o autor, já foram catalogados pelos especialistas mais de 5.700 manuscritos neotestamentários em grego, desde simples versículos isolados até coleções inteiras do Novo Testamento; nenhum códice é idêntico a outro, e os cálculos levam a mais de 400.000 variantes!
A maior parte delas diz respeito a erros de grafia, inversão acidental de termos ou frases, troca de letras, escorregões, deslizes da pena por pouco conhecimento da escrita, fadiga, enfado... São erros que não afetam a compreensão do texto.
Os problemas estão nas variantes propositais, feitas para direcionar o texto para a defesa ou condenação das diversas vertentes do cristianismo concorrentes nos primeiros séculos da Era Cristã (ou Era Comum).
O Deus cristão era o mesmo Deus dos judeus ou era outro? Jesus era humano, divino ou ambas as coisas ao mesmo tempo? Tinha um corpo humano ou apenas aparente? Como era/deveria ser a participação das mulheres na igreja nascente? Os judeus também podiam ser salvos por Cristo? Estas e outras questões mais eram discutidas à saciedade pelos primeiros cristãos e seus detratores pagãos.
Além dos próprios textos, o cristianismo é também baseado em tradições de leitura e interpretação textual: alterações se fixaram nos textos e criaram a religião conhecida hoje; leituras foram feitas, opiniões se firmaram e disso se criaram as bases dos dogmas das igrejas (não apenas a Católica).
Leitura para pessoas de mente aberta - sejam crentes ou agnósticas, católicas ou protestantes - e cientes de que "quem conta um conto, aumenta um ponto".

site: https://linguaeculturajuliopedrosa.wordpress.com/2017/01/02/o-que-jesus-disse-e-o-que-nao-se-pos-no-papel/
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Silvio Almeida 20/11/2013

Efeito Colateral
O autor é um renomado especialista americano em novo testamento e nos dá uma verdadeira aula sobre o tema da crítica textual bíblica.

O livro traz muito conteúdo histórico relevante, porém a imensa maioria das contestações feitas pelo autor às prováveis alterações e as suas interpretações são exacerbadas, ou seja, uma visão crítica forçada por algum interesse que com certeza não é só a da busca do conhecimento e da verdade.

Sem dúvida, este é um livro relevante e que nos faz refletir de maneira bastante crítica sobre determinadas passagens, ajudando-nos a observá-las sob ângulos talvez antes não pensados.

Recomendo este livro apenas para leitores maduros em termos de estudos bíblicos, desaconselho-o para quem não estuda a Bíblia e outros livros de cunho teológico-histórico, pois esta obra traz um ponto de vista parcial e se omite em algumas questões de maior amplitude.

Para mim esta obra teve um efeito colateral, pois minha fé cristã até se reforçou após a leitura do livro, apesar de o mesmo do início ao fim defender que a Bíblia é uma obra sem inspiração divina.
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Cinara 17/06/2010

O autor, segundo a apresentação, é o maior especialista vivo no texto bíblico. E a conclusão a que ele chega, ao final do livro, é interessante e corajosa. A palavra escrita pode ter, de fato, um poder maior que a própria realidade. Para dissipar dúvidas, corroborar opiniões ou revoltar fundamentalistas.
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Arrieiro 09/11/2009

Pense Antes de Ler
Esqueça as críticas às igrejas de "O Código Da Vinci". Ponderar sobre o fato de Cristo ser ou não casado com Maria Madalena sequer se compara ao que pode acontecer depois de ler esse livro.

Não, não empresto para qualquer um.

Antes de qualquer coisa, esclareço que o livro não traz belas passagens e citações do Grande Mestre. Sequer contradiz o senso comum quando atribui erroneamente a Ele frases como: "Mil passará, mas dois mil não chegará" e outras tosquices. O subtítulo deixa mais claro o objetivo do livro: informar quem mudou a Bíblia, como e por quê.

Muitas pessoas dizem crer na Bíblia sem sequer tê-la lido; quanto menos ponderado sobre sua origem. Estão na inércia de uma tradição familiar ou cultural que os leva a fazer eco sem mesmo achar que esse tipo de ponderação faça qualquer diferença.

Outros se agarram a ela tanto como a fonte absoluta da verdade quanto o que restou da igreja primitiva de Cristo - um canon fechado.

Nenhum dos dois se sentirá confortável ao ler este livro. O autor mostra com clareza o efeito sobre o texto original de inúmeras traduções, interpretações, perda de partes, contradições de versões antigas e concílios.

Antes de mais nada, questiona o que seria o "texto original": a primeira narração do fato ou o fato? A pergunta é pertinente, afinal os narradores originais do fato também eram dotados de interpretação e de limitações, fazendo com que suas narrações não correspondessem plenamente à verdade.

A partir do texto original, conclui que não é possível recuperá-lo, já que a melhor versão que temos remota há 300 anos depois dos fatos ocorridos. Esclarece também que nesse período, incomparável com os dias atuais, a publicação de edições eram feitas com copistas manuais (não havia imprensa) e que muitos deles sequer eram letrados. Na verdade, a grande maioria copiava os registros como se fossem pinturas e não caracteres.

Não leva a cabo todos os pontos controversos, mas mostra o suficiente para levar o leitor a retirar a Bíblia do pedestal e a lê-la com mais cuidado e atenção.
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Quiron 12/07/2009

Desafiador
Fantástico e desafiador, pois nos obriga a encarar a Bíblia como livro de homens e centrar a fé no Deus de nosso coração.
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Van Helsing 10/06/2009

Perigo!
Leitura perigosa, aconselho apenas àqueles que tem convicção de sua fé, pois caso contrario ela pode ser abalada!
Arrieiro 09/11/2009minha estante
É impressão minha ou você, antes de ler, imaginou que fosse um livro de citações de Cristo?



Há duas maneiras de ler concluir esse livro: uma delas é pensar que a Bíblia simplesmente não é confiável e a outra é pensar que é um verdadeiro milagre termos a Bíblia depois de tantos desafios.



Cai, nesse caso, a "adoração ao livro" (como diz o autor). Fica a adoração a Cristo, superior ao livro. A Bíblia desce do pedestal, Cristo sobe.



Porém, o mais importante, é que desperta um senso crítico ao ler a Bíblia. Para os Cristãos que acreditam que a Bíblia foi escrita por inspiração, devem lê-la no mesmo espírito de revelação. Assim, mesmo as partes removidas ou alteradas não terão peso sobre sua fé, já que obterá a confirmação do Espírito Santo.



Recomendo também a leitura do Livro de Mórmon. Para nós, Mórmons, o conhecimento de que a Bíblia havia sido alterada data de 1820, além do conhecimento da bondade divina que providenciou um meio da verdade simples chegar a essa época.



Respeitosamente;





Pierre 23/12/2009minha estante
O ator hoje em dia é um agnóstico. Na verdade eu concordo que seja uma leitura perigosa mesmo.


Junior 22/05/2013minha estante
Discordo plenamente. A minha fé está cada vez mais fortalecida depois de ler essa baboseira do Bart. Graças a JESUS que não comprei, peguei emprestado e já devolvi.




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