Mares de Sangue

Mares de Sangue Scott Lynch




Resenhas - Mares de Sangue


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Vagner 02/01/2015

Desbravando Mares de Sangue
CONTÉM SPOILERS DO LIVRO ANTERIOR!

A sequência de As Mentiras de Locke Lamora dá continuidade às aventuras de Locke e Jean, dois anos após partirem de Camorr sem os seus amigos Pulga, Calo e Galdo, já que eles tiveram um destino bem desagradável (tristeza lembrar disso). Quando parece que eles vão descansar um pouquinho das loucuras que aconteceram em Camorr, Locke e Jean resolvem apostar em um plano ousado: roubar a maior casa de jogos de Tal Verrar, a Agulha do Pecado, nunca antes expugnada. Era óbvio que eles não iriam sentar numa rede e aproveitar a vista, né? Roubar está no sangue dos dois, principalmente no de Locke Lamora!

"– A fortuna é uma dama que gosta de ser passada adiante – disse Locke."

Scott Lynch começa a expandir seu mundo e o torna cada vez mais atraente. Tal Verrar é uma beleza por si só, com suas várias ilhas em seu domínio e caminhos por onde um navio possa passar, podemos imaginar claramente como ela é formada enquanto estamos lendo. O worldbuilding de Lynch começa a ficar interessante, sem contar que ele ainda nem chegou a explorar cidades como Talisham e Karthain, por exemplo.

O plano dos dois parece estar dando certo, tudo corre completamente bem até que antigos e agora novos inimigos resolvem aparecer e a dupla se vê envolvida em TRÊS frentes diferentes. Isso mesmo, três! É extremamente engraçado e gratificante ver Locke Lamora e Jean Tannen totalmente perdidos em determinado momento tentando mentir para três lados diferentes e ter que sobreviver no meio de tudo isso, correndo riscos de morte a cada momento.

"- Sabe de uma coisa? Eu apostaria que, contando as pessoas que estão nos seguindo e as que estão nos caçando, nós viramos o principal meio de emprego desta cidade. Toda a economia de Tal Verrar está baseada agora em foder com a gente."

Uma coisa diferente nesse segundo livro é que temos mulheres praticamente protagonistas nele, como Zamira Drakasha, a capitã do navio Orquídea Venenosa, e sua tenente Ezri Dalmastro, que acabarão cruzando o caminho de Locke e Jean quando eles menos imaginam. Esperem por uma personagem de caráter forte, capaz de tudo para proteger seus filhos e fazer com que sua tripulação sobreviva. Grandes momentos são vivenciados pela dupla com a capitã e algumas das melhores partes do livro tem o Orquídea Venenosa como palco. Sobrou páginas até para ter um pouco de romance ali no meio! haha

Aliás, em Mares de Sangue temos muito de aventuras navais, como o próprio título já nos antecipa claramente. É interessante ver a nossa dupla preferida tentando desbravar outros tipos de atividades (mesmo que obrigados, haha) e acredito que o autor fez isso de uma maneira bem satisfatória, mas ainda assim prefiro as trapaças dos dois em terra firme, onde eles costumam se sair muito melhor e a, digamos assim, "qualidade" das suas mentiras é insuperável.

Esse segundo volume da série, na minha opinião, não é melhor do que o primeiro, já antecipo isso, mas a diferença é tão sutil que ele merece ser desbravado o quanto antes. Teve um capítulo quase no final que eu dei tanta, mas tanta risada, que achei incrível o jeito que o Scott Lynch fez até o Jean e o Locke serem passados para trás uma vez que fosse na vida. Foi hilário!

Vale lembrar que a linguagem continua a mesma: recheada de palavrões e o sarcasmo rola solto a cada cinco palavras (obrigado, tradutor!!). Eu gostei muito disso, pois há tempos não lia algo desse tipo e é sempre bom variar um pouco, tanto é que esse sarcasmo gera tantas piadas e momentos engraçados que a leitura flui muito mais rapidamente.

Um último ponto importante a ressaltar: a relação entre Locke e Jean é aprofundada bastante nesse livro. Erros e fantasmas do passado são relembrados, opiniões diferentes entram em conflito e os dois precisam conviver com isso. Preparem-se para o último capítulo, pois ele deixa extremamente explícito o que um pensa do outro e como eles irão se relacionar daqui por diante. Jean é bem mais explorado do que no volume anterior, deixando de se tornar aquela mera sombra de Locke e agora tendo uma opinião bem mais firme e uma atitude que o torna extremamente importante para a dupla, custe o que custar.

Fica portanto a minha recomendação, principalmente da série Nobres Vigaristas, que está fazendo um grande sucesso aqui no Brasil. Não sou o único fã brasileiro, podem ter certeza! hauhauahauh. E que venha o terceiro livro, The Republic of Thieves!!

Avaliação final:5/5

site: http://desbravandolivros.blogspot.com.br/2015/01/resenha-mares-de-sangue-scott-lynch.html
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Dhiego Morais | @liemderry_ 18/07/2016

Mares de Sangue
“— Se uma tempestade de final de verão vier até nós, estará se movendo para noroeste mais rápido do que podemos velejar para leste, logo teremos de passar por ela. Não adianta se esforçar para escapar, pois só iria nos deixar mais cansados. Eu vou fazer o máximo que puder, mas é melhor o senhor rezar esta noite na sua cabine por uma coisa.
— Para quê?
— Para que caiam gatos da porcaria do céu.”
Depois de derrotar o Rei Cinza em Camorr e perder tudo e todos os que os ligavam a cidade, Locke e Jean se veem em uma nova aventura, tentando esquecer o recente passado sangrento dos Nobres Vigaristas, partindo para Tal Verrar.
Pouco mais de dois anos se passaram, e, ainda que pensem ter deixado para trás seus inimigos, outros são mais tenazes e alimentam o momento em que poderão se vingar da dupla de ladrões, acreditando ser possível atravessar mais uma vez o seu caminho.
Agora, Locke e Jean têm um alvo diferente e não menos ambicioso. Na procura de um roubo perfeito, os remanescentes dos Nobres Vigaristas usam de todas as suas artimanhas e ensinamentos de Padre Correntes, além de seu mais puro instinto, almejando talvez, a joia mais preciosa de Tal Verrar: a Agulha do Pecado — a mais exclusiva casa de jogos do mundo conhecido, onde a pena para aqueles que tentam transgredir suas regras é a morte.
Liderada por Requin, a Agulha do Pecado permanece com o título de possuir um cofre ostentoso e inteiramente inexpugnável. No entanto, é este atrativo que leva a dupla a maquinar o plano ideal durante os dois anos em que se afastaram de Camorr.
Tentando permanecer entre as sombras, Locke e Jean não tardam a chamar a atenção de antigos e novos perigos, aguçando até mesmo, a atenção do Arconte de Tal Verrar, Stragos, um homem impiedoso, ardiloso e astuto de uma maneira que eles nunca enfrentaram.
“— Qualquer homem pode peidar num cômodo fechado e dizer que comanda o vento — comentou Locke.”
Em pouco tempo, o título do segundo volume se faz compreender, quando os Nobres Vigaristas mergulham em uma complexa intriga política envolvendo os homens mais poderosos da majestosa Tal Verrar. Ameaçados de morte, não lhes resta opção senão partir para uma delicada viagem em alto-mar.
É fantástica a mitologia engendrada por Lynch, que se deu mais liberdade, injetando uma dose ainda maior no mundo dos Nobres Vigaristas. Ciência e magia se entrelaçam de maneira fantástica, adornada e lapidada com o humor ácido tão característico de Lynch, À medida que se avança na leitura, fica nítida a pesquisa e o zelo na construção de uma obra que eleva Scott Lynch à vanguarda da literatura fantástica contemporânea.
“— Meus filhos realmente correm mais perigo do que algum pobre coitado convocado para lutar nas guerras de um duque? Ou alguma família miserável morrendo de peste devido ao fechamento do bairro pela quarentena? Ou morta depois de queimarem as casas até os alicerces? Guerras, doenças, impostos. Baixando a cabeça e beijando botas. Há uma quantidade suficiente de coisas famintas rondando a terra, Orrin. A diferença é que as do mar não usam coroas.”
Piratas, traições e reviravoltas, sangue, gargalhadas, criaturas sobrenaturais, roubos e diálogos espetaculares, intrigas políticas e batalhas em alto-mar, além de gatos! Essas são algumas das coisas que aguardam o leitor de “Mares de Sangue”.
“— Se virmos outra vela naquele horizonte, em qualquer direção, devemos persegui-la. Devemos provocar uma luta. Sabe por quê? Para ver se conseguimos pegar alguns malditos gatos. Antes que seja tarde demais.”
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Caroline 29/05/2016

‘Mares de Sangue’: os Nobres Vigaristas agora aprontam no mar
Queridos, se vocês gostaram d’As Mentiras de Locke Lamora – volume 1 da série Os Nobres Vigaristas –, vão adorar Mares de Sangue. Eu adorei!
Mas vamos tentar manter a calma, o decoro, e fingir que somos leitores sérios.
O livro Mares de Sangue, segundo volume da série Os Nobres Vigaristas, escrito pelo sensacional Scott Lynch – por quem eu já declarei devoção eterna, diga-se de passagem – e publicado pela editora Arqueiro não foi uma agradável surpresa…
Foi um estouro! Arrasou o meu coraçãozinho de leitora compulsiva! Quando eu terminei de ler, a minha vontade foi de abrir o livro novamente e ler tudo de novo.
Quando terminei de ler o primeiro volume, tive, sim, uma maravilhosa surpresa ao constatar que havia encontrado outro grande autor, a quem eu passaria a seguir os passos e acompanhar o trabalho. Mas, nesse segundo volume, eu já esperava excelência.
O que eu não esperava era que as minhas expectativas – já muito, muito altas – fossem superadas. Isso é algo raro – minhas resenhas são sempre muito elogiosas, porque eu me conheço muito bem e, na maioria das vezes que escolho livros para ler, eu acerto. Mas, acreditem, sou uma leitora difícil de agradar.
E é por isso que eu adoro o Scott Lynch!
A comédia inserida é apresentada com maestria – porque, na verdade mesmo, inserir o humor em qualquer obra literária exige habilidade e timing muito apurados, porque a comédia forçada torna a obra ridícula. E isso Lynch também trabalha com perfeição.
No entanto, não se deixe enganar. Esse livro não é uma comédia. Ela está presente, mas não é o foco. E o próprio título deixa isso evidente. Mares de Sangue é um nome, no mínimo, grave. Então, preparem os corações. Mais de uma vez, me peguei com os olhos cheios de água – já contei para vocês que eu sou muito chorona com livros e filmes? Vergonhoso, né? Mas sou.
Mais um motivo para eu adorar esse livro. O autor conseguiu me fazer sentir de maneiras diferentes – com risadas e lágrimas. Ponto para Lynch!

site: http://www.vailendo.com.br/2016/02/24/mares-de-sangue-de-scott-lynch-resenha/
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Bianca.Bonami 01/05/2018

Oh. My. Goddesses.
Acho que nunca vi uma história com uma reviravolta tão grande, nem tão ineperada.
Em Mares de Sangue, Lynch aprofunda ainda mais no relacionamento de Locke e Jean, os únicos Vigaristas que restaram, em suas desvnturas e situações de quase morte, tudo pelo golpe perfeito... e por suas vidas.
Temo dizer que o segundo livro sobrepuja o primeiro. Mas meu coração ainda não se recuperou do final, e quero uma continuação.
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Camila Roque 11/05/2018

Do riso descontrolado ao choro desenfreado
Confesso que tenho todos os preconceitos possíveis contra “As mentiras de Locke Lamora”. Para mim, o primeiro volume da série Nobres Vigaristas somente fez tanto sucesso devido a uma estratégia de marketing muito forte, capaz de atrair leitores ao compararem/associarem Lynch com Rothfuss (é comum ver muitos leitores dizendo que As mentiras é tão bom quanto O nome do vento). Foi com esse sentimento negativo que comecei Mares de Sangue, através de um combinado de leitura coletiva com um amigo.

Acontece que o livro me surpreeendeu muito, mas muito mesmo.

O segundo volume de Nobres Vigarista é muito melhor que o primeiro, a história flui com naturalidade, a leitura é dinâmica e os personagens apresentam um desenvolvimento incrível! Impossível não simpatizar com o sensível Jean, ou com o inseguro Locke. Foi um trabalho encantador.

Outra coisa interessante foi a representatividade dos personagens. Diversas mulheres fortes (capitã Drakasha que o diga), que nos fazem sentir orgulho e que não precisam nem um pouco de ajuda. E negros também (Drakasha again, ò mulher), com papel central na trama ou personagens de muita força, como o jabril. Eu realmente gostei desse aspecto, sendo a Drakasha a grande personagem construída no livro, por ser, ao mesmo tempo, uma mãe sensível e capitã de navio temida, sagaz.

Como dito anteriormente, outros aspectos dos principais Jean e Locke também ficam em evidência. É possível acompanhar o crescimento dos personagens, sentir a força da amizade entre os dois e realmente se emocionar.

E falando em emoção… bem, acho que tenho andado insensível porque há tempos que eu não me via tão enredada por uma estória. Em Mares de Sangue foi diferente, pois lembro-me que numa quarta feira eu voltava para casa rindo, leve, das respostas do Locke e já na quinta eu voltei aos choros… é impossível não se emocionar com uma passagem específica do livro… um daqueles momentos em que você é obrigado a suspender o rosto da página, olhar para qualquer outra direção (mesmo que no momento você não esteja enxergando ou ouvindo nada ao redor) para tentar digerir o que acabou de acontecer e quais os impactos disso. E então você vê que as lágrimas se formaram nos cantos de seus olhos, mesmo que involuntariamente, por todo o sentimento criado por aquela personagem, por sentir mesmo que somente um milésimo da dor dela, através da empatia. Sinceramente, obrigada Lynch por proporcionar esse momento caro e obrigada Alves Calado pela tradução primorosa.

Acho que não tenho mais nada a falar do livro… muito sensível ainda ao capítulo 15/parte 1 do capítulo 16. Simplesmente impossível de largar ou esquecer.

Se você como eu não gostou de As mentiras de Locke Lamora… bem, não tem problema. Dê uma chance a Mares de Sangue que não irá se arrepender.
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ricardo_22 19/12/2014

Resenha para o blog Over Shock
Mares de Sangue, Scott Lynch, tradução de Alves Calado, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2014, 512 páginas.

Logo após a batalha em Camorr, os Nobres Vigaristas deixam a cidade em direção a Tal Verrar, onde querem se recuperar e planejam voltar ao que sabem e gostam de fazer: roubar dos ricos e ficar com toda a grana. O alvo dessa vez é a Agulha do Pecado, a mais exclusiva casa de jogos do mundo, onde trapacear é o mesmo que assinar uma sentença de morte.

Mas após dois anos elaborando o melhor plano para conquistar o objetivo, as intenções dos Nobres Vigaristas são descobertas por Stragos, o líder militar verrari que quer se aproveitar deles para alcançar seus próprios desejos. Quando isso acontece, eles acabam envolvidos em uma aventura pirata e precisam enfrentar um dos maiores desafios até então: não saber nem mesmo como começar a liderar um navio.

“Durante um tempo, observaram Tal Verrar ficando para trás, a aura dos Degraus de Ouro e o brilho de tocha da Agulha do Pecado sumindo atrás da massa mais escura do crescente sudoeste da cidade. Depois, passaram pelo canal de navegação nos recifes de vidro, indo para o Mar de Bronze, para o perigo e a pirataria. Para incitar a guerra e trazê-la para a conveniência do Arconte” (pág. 245).

A série Nobres Vigaristas, que em As Mentiras de Locke Lamora demonstrou um potencial incomparável, precisou de apenas um segundo volume para afastar todos os tipos de comparações e, mais do que isso, criar sua própria identidade. Mares de Sangue é o tipo de continuação que todos os escritores querem escrever, mas poucos conseguem concretizar, por isso Scott Lynch entra para um seleto grupo de escritores incríveis.

O intervalo de dois anos entre as duas aventuras não foi de completa inatividade. Depois de toda a confusão em Camorr, os Nobres Vigaristas iniciaram seus planos para uma nova ação e a princípio esse é o foco do livro, mostrando o novo estilo de vida dos protagonistas, bem como as personagens que atualmente estão interpretando. No fundo, apesar das surpresas preparadas por Lynch, sabemos que isso faz parte apenas de uma preparação para algo muito maior.

Para apresentar os acontecimentos dos anos anteriores, o autor se utiliza de reminiscências — apenas na primeira parte —, diferente do primeiro livro, quando interlúdios apresentavam o passado e a construção das personalidades dos protagonistas. Seja no presente ou no passado, novos lugares são exploradas, como Tal Verrar, além de povos e costumes originais, provando a identidade própria do universo em que tudo se passa.

Como o título e a capa sugerem, Mares de Sangue tem como diferença significativa as aventuras marítimas. Apesar de lentas, ao menos nos momentos iniciais, tudo é narrado para empolgar quem gosta e conquistar quem não aprecia aventuras piratas, por exemplo. O principal motivo de isso acontecer é que Locke Lamora está distante de sua zona de conforto e precisa ir muito além, se arriscando em suas trapaças por um bem maior.

site: http://www.overshockblog.com.br/2014/12/resenha-299-mares-de-sangue.html
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Livros e Citações 24/06/2015

Entrou para a prateleira dos favoritos!
Autor: Scott Lynch
Editora: Arqueiro
Páginas: 512
Classificação: 5/5 estrelas

http://www.livrosecitacoes.com/resenha-arqueiro-mares-de-sangue-scott-lynch/

Essa resenha contêm spoilers do primeiro livro!

Mares de Sangue é o segundo livro da saga Nobres Vigaristas. Após quase não saírem vivos da batalha brutal que ocorreu em Camorr, o vigarista Locke Lamora e o seu melhor amigo, Jean Tanner, fogem da cidade e desembarcam em Tal Verrar, uma cidade exótica que oferece várias possibilidades para continuarem sua carreira criminosa.

O alvo da vez é a Agulha do Pecado, a mais famosa e exclusiva casa de jogos do mundo, sendo que qualquer pessoa pega trapaceando é punida com morte, exatamente o tipo de desafio que Locke não consegue resistir. No entanto, existem forças ocultas trabalhando contra Locke e Jean e as coisas não vão sair tão bem como eles planejaram.


Sabe aquele autor que te deixa com raiva por todas as sacanagens que ele faz os personagens passarem, mas não te deixa largar o livro por um minuto porque você mal pode esperar para ver o que vai acontecer? Bem, Scott Lynch é esse cara e só digo que ele já conquistou um enorme espaço no meu coração e na minha estante.

A escrita de Lynch continua primorosa e a trama vai se construindo aos poucos, mas em nenhum momento a leitura se torna enfadonha ou cansativa. Ao contrário, os momentos de tensão e ação são diversos, me deixando ansiosa para terminar o livro e descobrir o que estava para acontecer. E para ajudar a aliviar a tensão há vários momentos engraçados e o sarcasmo rolou solto diversas vezes, principalmente se ele saia da boca de Locke Lamora, me deixando ainda mais apaixonada por esse ser irritante e arrogante, mas muito charmoso personagem.

Nesse livro, Lynch nos leva a aprofundar mais o mundo de Locke, construindo cidades que são tão ricas e envolventes como Camorr, cheias de costumes e tradições diferentes, mas não menos fascinantes e intrigantes. O local dos golpes desta vez é Tal Verrar, uma cidade portuária que parece calma na superfície, mas na realidade é cheia de segredos e armadilhas, algo que os vigaristas acabam apreendendo da pior maneira.

"Sabe de uma coisa? Eu apostaria que, contando as pessoas que estão nos seguindo e as que estão nos caçando, nós viramos o principal meio de emprego desta cidade. Toda a economia de Tal Verrar está baseada agora em foder com a gente."

Mas não é por menos, já que os vigaristas parecem fazer inimigos por qualquer lugar que passem; primeiro os nobres de Camorr, depois os Magos Servidores e agora Requin e Stragos. Assim, é interessante e engraçado ver nossa dupla favorita tentando sobreviver no meio de uma guerra silenciosa entre duas facções diferentes, a Priori e o Arconte, que querem por tudo o comando da cidade e não se importam de usá-los para chegar a esse fim.

Ademais, os personagens parece criar vida conforme a história vai desenvolvendo, principalmente nossos protagonistas, Jean e Locke, que tem sua amizade colocada a prova em várias situações, mas também vemos o amor e confiança que constitui uma das relações mais sólidas da história e da saga como um todo. E preciso destacar novamente como mulheres são tão bem representadas nas histórias de Scott, nesse volume nós temos Zamira Drakasha, a capitã do navio Orquídea Venenosa, e sua tenente Ezri Dalmastro, que são personagens apaixonantes, inteligentes e que várias vezes roubam a cena. E em vários momentos é reconhecido que mulheres desse mundo possuem os mesmos direitos dos homens e que não deixam nada a dever em relação a eles.

"Só temos duas leis. A primeira é: que os ladrões prosperem….mas a segunda obrigação é a seguinte: que os ricos se lembrem."

Locke Lamora nunca foi um Robin Hood e nunca fingiu ser, mas neste livros vemos o quanto a persona do “Espinho de Camorr” faz parte dele e quanto os nobres vigaristas são fundamentais em uma sociedade em que tudo parece ser corrupto, onde os menos privilegiados tendem a sofrer nas mãos daqueles que tem mais poder. Então não é por menos ser recompensador ver Locke destruir a cidade no qual os nobres jogavam de maneira cruel e perversa com os pobres, demonstrando que os personagens não podem ser os mais santos, mas também não estão imunes a injustiça.

Ao todo, volto a repetir que Scott Lynch entrou para os prateleira dos favoritos e mal posso esperar para ler a continuação. Minha única reclamação é que o autor resolveu que Nobres Vigaristas será uma saga de sete livros, numa vibe meio George R.R Martin, e paciência não é lá minha melhor qualidade. De qualquer forma, se você quiser ler um livro repleto de ação, aventura, mentiras, intrigas e planos mirabolantes e geniais, então eu recomendo muito Mares de Sangue.

Resenha por: Debora

site: http://www.livrosecitacoes.com
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Poly 21/01/2015

Vale a leitura!
Locke e Jean estão de volta. Após dois anos desde que eles saíram de Camorr eles chegam a Tal Verrar para aprontar mais.
Roubar está no sangue deles e eles não iriam para outra cidade apenas de férias, não é mesmo?
Na bela cidade de Tal Verrar eles armam um plano bastante ousado: roubar a casa de jogos mais exclusiva mundo, a Agulha do Pecado, e seu dono Requin. Tentar qualquer tipo de crime contra o local é o mesmo que assinar sua sentença de morte. Requin é um homem poderoso e todos que tentam lhe roubar é jogado da janela mais alta depois de perder uma das mãos. Requin guarda essas mãos como troféu e para provar ?quem manda? no local.

Quando não se pode trapacear no jogo, é melhor encontrar um modo de trapacear o jogador.
P. 65

Quando está tudo pronto para eles aplicarem o golpe, o destino muda a sua sorte e eles se envolvem em uma aventura muito maior. Eles são forçados a entrarem no plano do Arconte, uma espécie de líder militar, que pretende tomar o governo e se veem na maior enrascada de suas vidas.

Mas os romances não são reais, e certamente nunca foram. Isso não tira parte do sabor?
P. 72

O Arconte decide usar Locke e Jean em uma guerra pirata e os dois precisarão de todas as suas habilidades de interpretação que adquiriram ao longo dos anos como ladrões.
Eles ganham um navio e uma tripulação e precisam fingir que estão no comando, mesmo não entendo nada de navegação, nem das superstições que envolvam navegar.

- Segundo, é um tremendo azar partir sem ter gatos a bordo. Não só porque eles matam os ratos, mas porque são as criaturas mais orgulhosas que existem, no seco ou no molhado.
P. 194

Tudo de errado acontece no navio e o tempo todo somos instigados a acreditar que finalmente chegou o fim dos Nobres Vigaristas. A tensão é muito grande e o desejo de não parar a leitura é enorme!
Há muita aventura, como acontece no primeiro livro, mas há também um pouco de romance e a presença de mulheres inteligentes na estória. E o humor do Locke continua afiado, então prepare-se para ótimos momentos de diversão.
Scott Lynch faz uma trama tão bem amarrada e cria um cenário maravilhoso e um novo universo mágico e cheio de detalhes que é impossível ler e não se imaginar no lugar.
Não é uma leitura rápida, diversas vezes tive a sensação de que não avançava em nada na leitura, mas é assim mesmo. O livro é riquíssimo em detalhes e prestar atenção em todos eles é essencial.

- ?Paredes frias não fazer uma prisão? ? recitou Jean com um sorriso. ? ?nem algemas de ferro fazem um escravo?.
P. 280

Achei a capa lindíssima, combinou perfeitamente com a trama e a diagramação interna é muito bem feita. Não é apenas um livro para ler e deixar para lá. Este é um desses livros que a gente tem o prazer de manter na estante.
Achei a leitura de As mentiras de Locke Lamora mais fácil e rápida e esperava o mesmo com esse livro, mas me decepcionei neste ponto.
Não foi uma leitura ruim, mas eu esperava ler em 2 dias e li em 2 semanas, bem mais do que minha meta usual de leitura, mas valeu à pena e agora espero ansiosamente pela continuação.
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Victor Vale 18/05/2017

Os falsários se enrolam com uma história muito complexas. As camadas de mentiras se enrolam no enredo tornando-o lento em sua segunda metade forçando uma conclusão rápida e conveniente demais. Porém, ainda é delicioso o espectro do falsário na fantasia.
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Dani 25/05/2017

3,5 - Esperava mais
Acho que acabei ficando um pouco desapontada por esperar mais desse livro.
Adorei o primeiro livro dos nobres vigaristas. Ele teve uma construção lenta , mas foi sempre interessante e a conclusão fez todo o investimento valer à pena.
O mesmo eu não posso dizer desse segundo volume. Apesar de ter também gostado e me divertido com a história, ele teve muitos momento extremamente lentos , ao ponto de eu ficar bem entediada.
A história começa bem, com um prólogo que me deixou imediatamente curiosa ( embora tenha ficado bem decepcionada quando esse prólogo é finalmente explicado mais ao final do livro. Sério que era só isso?) . Ela começa à ficar bem mais lenta no meio do livro e só volta à ganhar ritmo no final .
Gostei da introdução da pirataria, mas acho que talvez o autor tenha ficado muito tempo nesse enredo e tenha acabado se distanciado muito do enredo inicial do roubo. O excesso de termos náuticos também me cansou.
O final foi satisfatório e, em algumas partes, inesperado, mas ficou longe de alcançar o nível do primeiro livro.
Fernando Lafaiete 25/05/2017minha estante
Putz... pretendo ler pelo menos o primeiro livro ainda este ano. Quero muito gostar desta trilogia. Mas quem me conhece já me avisou que eu provavelmente vou achá-la mediana. :(


Dani 25/05/2017minha estante
kkkkk Será? O primeiro eu gostei bastante, mas dei 4 estrelas pq tem uma construção muito lenta. Uma coisa que me ajudou muito nesses momentos mais lentos dos 2 livros foi intercalar a leitura com o audiobook que tem uma narração excelente!


Gisele @abducaoliteraria 01/06/2017minha estante
Eu sou super suspeita pra falar dos Nobres Vigaristas porque gosto DEMAIS desses livros. Gostei da sua resenha e concordo com alguns pontos. O primeiro é sem dúvidas melhor, mas eu acabei adorando este também rs




Frederico 06/05/2015

Que venha o terceiro volume!
Não vou escrever uma resenha porque já existem várias escritas abaixo.
Depois que li As Mentiras de Locke Lamora e agora Mares de Sangue, definitivamente me tornei fã de Scott Lynch. O tipo de linguagem usada no livro arranca boas risadas.
Vale muito a pena ler estes 2 primeiros volumes. Se vcs gostam deste tipo de leitura contendo fantasia, mentiras, magia, ação, com certeza não vão se arrepender.

Mas quero fazer uma crítica (até certo ponto, severa), não ao livro ou à coleção em si. Mas no fato das editoras, de um modo geral, demorarem a publicar as continuações das histórias, trilogias, etc. A demora só é justificável quando o autor ainda não terminou de escrever a série, convenhamos. Caso contrário, publiquem tudo de uma vez ou com o mínimo de intervalo possível.

Se o livro é muito bom, claro que ficamos ansiosos para ler a continuação (que é meu caso com relação as aventuras de Locke) e já partimos para o próximo. O que não dá mais, é gastarmos 7 anos para finalizar uma saga com 7 volumes sendo lançados um por ano, como foi o caso de Harry Potter.

Desculpem o desabafo, mas o gostinho de quero mais de bons livros, vale a pena relatar.
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Cath´s 12/12/2014

Resenha Mares de Sangue.
Passou dois anos desde os acontecimento em Cammor, agora Locke e Jean fingem ser outras pessoas, mas continuam sendo Nobres Vigaristas.

Assim, o segundo livro começa com eles armando para ganhar um jogo de carta, mas é tão bem feito que eu fiquei tentando imaginar o que eles fizeram e não me liguei até contarem. E claro, isso tem um plano maior por trás, roubar o Requin, que é o proprietário do Agulha do Pecado, um local para jogos onde a maioria deixa guardado seu dinheiro, mas altamente vigiado, onde quem furta é jogado pela janela mais alta, depois de perder uma das suas mãos, a qual o Requin guarda como um troféu.

Só que na mesma noite em que ganham o referido jogo, eles descobrem que estão sendo seguidos, pois a vingança do Falcoeiro está só começando, este por meio de seus amigos vão deixar Locke e Jean o tempo todo receosos, seguindo-os escondidos ininterruptamente.

Óbvio que vindo dessa dupla não poderia ser só isso, pois logo o Arconte de Tal Verrar (que comanda a cidade junto com o Priori) descobre quem são e resolve usá-los para causar uma guerra pirata. Só que vocês imaginam Locke e Jean como piratas? Eles também não.

Dessa forma, eles acabam ganhando um navio e uma tripulação, mas não conseguem convencer por muito tempo, logo depois acabando no barco da capitã Zamira Drakasha e da Tenente Ezri Delmastro, o que incluiu mulheres inteligentes na trama.

Ao contrário do primeiro livro que mostrou como é forte a relação entre Locke e Jean, nesse eles tem problemas em vários momentos, mas inegavelmente, colocam a vida do outro acima da sua.

E para quem é fã de um romance, nesse acontece, não vou dizer entre quais personagens, mas não é algo meloso, é convincente e muito bem escrito.

Eu devo admitir algo, por mais que adore os Nobres Vigaristas, e eu adoro, são livros que demoro muito para ler, esse foi mais de três semanas, o que nem passa perto do meu normal, mas todos os detalhes que o autor dispõe são necessários, ele basicamente usa todos posteriormente, logo não é aquela coisa "as pétalas das flores são rosas e esse tom de rosa vai cair no chão e geral uma poça rosa e vai criar uma luminária". Resumindo, não é enrolação e sim importante.

A capa eu achei linda (e todos que eu mostrei também acharam, ou mentiram para mim, rsrs) e a diagramação perfeita.

Além disso, vale salientar que o humor e frases inteligentes de Locke e Jean é o que fazem o livro tão bom, é gostoso de ler, divertido e inteligente. Mas eu afirmo, se você gosta somente de leituras leves que passam voando, esse livro não é para você, caso contrário eu acho mesmo que deve dar uma chance para os Nobres Vigaristas te conquistarem.

Afinal As Mentiras de Locke Lamora e Mares de Sangue foram uns dos melhores livros que li no ano e foram para a lista de favoritos.

site: http://www.some-fantastic-books.com/2014/12/resenha-mares-de-sangue.html
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cotonho72 14/02/2015

Excelente!!!!!
Nesse segundo livro da série Nobres Vigaristas, as aventuras e mentiras de Locke Lamora e do seu fiel companheiro Jean Tannen continuam, claro que agora eles não têm a companhia de seus amigos Pulga, Calo e Galdo e isso tornam as coisas um pouco mais complicadas para os dois.
Após dois anos dos acontecimentos de Camorr, em que quase morreram, Locke e Jean desembarcam em Tal Verrar com o objetivo de executar um plano muito audacioso e perigoso; roubar a Agulha do Pecado, a maior casa de jogos do mundo, onde trapacear é punível com a morte. Requim, dono do estabelecimento é um homem poderoso, costuma punir os que tentam trapacear, cortando uma das mãos e jogando o indivíduo pela a janela, mas isso não preocupa os nobres vigaristas.
Estava correndo tudo bem, mas, Stragos, o Arconte de Tal Verrar, é informado da presença dos nobres vigaristas e de seus planos por um antigo inimigo e se vêem forçados a lutar numa guerra política, desta maneira são obrigados a se disfarçarem de piratas, assim eles ganham um navio e uma tripulação e vão para o mar sem o total conhecimento de navegações e das superstições dos marinheiros. Só que essa aventura dura pouco e logo eles param nas mãos da capitão do navio Orquídea Venenosa Zamira Drakasha e sua tenente Ezri Dalmastro, aumentando ainda mais os seus problemas e com eles as suas mentiras.
Se para aqueles que leram o primeiro livro e gostaram, não vão se decepcionar com essa excelente seqüência, o autor Scott Lynch construiu uma trama fantástica com cenários incríveis e cheio de detalhes, os capítulos se alternam entre apresentar a história no presente e mostrar lembranças do passado, da mesma forma como o primeiro livro. Novos personagens surgem e enriquecem ainda mais a história, como os personagens femininos que tem papéis importantes dentro da trama.
Ação, intrigas, aventuras e claro muitas mentiras não faltam nesse segundo volume, à capa é muito bonita e tem tudo a ver com a história, a leitura flui bem apesar da riqueza de detalhes e o final é surpreendente, uma leitura obrigatória para os fãs do gênero.

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Mundo de Tinta 01/02/2017

Mares de Sangue
No final de As Mentiras de Locke Lamora (bem aqui tem a resenha), acompanhamos o sofrimento terrível imposto aos nobres vigaristas e o resultado de tudo no final. Jean e Locke conseguem fugir, deixando para trás dor e destruição. Partem em busca de um recomeço.
Chegam então em Tal Verrar, último local a oeste dito civilizado. E é lá que se localiza a Agulha do Pecado, casa de tavolagem mais exclusiva que há na cidade. Feita de vidrantigo, possui 45 m dos mais sórdidos, ilegais e arriscados jogos. Somente os mais ricos e poderosos tem acesso. Possui 8 andares e a cada andar galgado, o nível de dificuldade e risco dos jogos aumenta. É claro que os olhinhos de Lamora brilham ao ver a Agulha do Pecado, e sua mente ultra mega super maluca já começa a bolar um plano brilhante para se dar muito, muito bem.

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Bjs

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Anderson 31/12/2015

Continua dando um show!
Continua dando um show!

Bom, virei fã do Scott Lynch desde As Mentiras de Locke Lamora(primeiro livro da série Nobres Vigaristas), fiquei fascinado com a história, os personagens, o cenário...

Mares de Sangue, segundo livro da série, Lynch não deixou a desejar, a história continua com a mesma grandiosidade da primeira: bem escrita e imprevisível; com situações que faz o leitor pensar: fodeu!, como eles vão sair dessa?! Quando eu penso que vai acontecer uma coisa, acontece outra totalmente diferente. Hahaha! E é isso que me deixa com gostinho de quero mais, muito mais!

Nobres Vigaristas, seus mentirosos sacanas e ardilosos, como eu adoro vocês.

Bom, agora deixa eu ir para a República de Ladrões, terceiro livro da série.
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