O Maravilhoso Agora

O Maravilhoso Agora Tim Tharp




Resenhas - O Maravilhoso Agora


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tiagoodesouza 24/07/2014

O Maravilhoso Agora | @blogocapitulo
Eu sabia da existência do filme muito antes de saber que havia um livro. Mas por algum motivo, acabei não assistindo. O que foi bom, porque eu normalmente prefiro ler o livro antes de ver o filme pra ter na minha mente a visão que o autor mostra dos personagens e não a aparência dos atores.

Sutter Keely tem uma namorada fora do padrão de beleza, mas ele pouco se importa com isso. A verdade é que ele a ama e a considera a garota mais perfeita do mundo. No entanto, seu namoro está por um fio e Cassidy o intima a mudar se quiser seguir em frente com o relacionamento. Desconfiada de que Sutter pisará fora da linha, Cassidy acaba o flagrando numa situação comprometedora. E quando ele vai atrás a fim de se explicar, acaba levando um pé na bunda.

Um certo dia, ele acorda num gramado após dirigir bêbado e conhece Aimee, uma garota bastante doce e cheia de planos com quem ele estudou uma vez mas mal se lembra. É a partir de então que eles começam a se conhecer melhor e a modificar algumas coisas um na vida do outro.

"Acho que as coisas mudam quando você cai no mundo e não tem mais as mesmas vivências todos os dias como acontecia quando estava na escola. Mas essas pessoas nem sequer têm piadas internas ou histórias antigas ou teorias sobre como o universo funciona nem nada parecido. Não existe nenhuma conexão mais profunda. É como se mal se conhecessem."
Página 69.

A narrativa é em primeira pessoa pelo ponto de vista de Sutter. Tim Tharp conseguiu me convencer que Sutter não tem realmente um bom discernimento sobre suas atitudes. A gente pode não concordar com algumas de suas escolhas, mas mesmo quando o cara é confrontado ele arruma um jeito de se safar. Ele brinca, mexe e modifica a vida dos que estão ao seu redor e quando percebe que teve esse poder transformador parece não aceitar a responsabilidade e, se não consegue trazê-los de volta ao status quo, transfere a culpa.

Sutter é apresentado como um cara despreocupado, que pensa no bem dos outros em primeiro lugar. Bom, algumas vezes, uma vez que ele não se tocou sobre o que Cassidy gostaria que ele fizesse. Isso lhe arruma algumas confusões, dando-lhe um ar de azarado. Ou de alguém que não pensa muito nas consequências de suas ações. Acontece que Sutter quer se sentir vivo, experimentar o que o agora tem a oferecer. Ele não quer o tédio de uma vida sem novidades, como presume ser a vida adulta. E, por isso, ele não se preocupa com o futuro - ele quer saber de se agarrar ao agora.

Neste livro, vocês vão encontrar uma narrativa bem escrita e madura, mas que mesmo assim consegue alcançar o público jovem de forma magnífica. Recomendo!

"(...) Quando se trata de sonhos, nunca importa. Eles não passam de boias salva-vidas a que se agarrar para não morrer afogado. A vida é um oceano, e quase todo mundo está agarrado a um tipo de sonho para se manter na superfície."
Páginas 189/190.

site: http://ocapitulodolivro.blogspot.com.br/2014/07/resenha-o-maravilhoso-agora.html
Maristela 26/07/2014minha estante
Como disse na resenha do blog,não conhecia o livro e nem sabia que existia um filme também. Vou procurar para assistir e quero ler o livro pois gostei muito da sua resenha.


Georgia 26/07/2014minha estante
Livros que trazem uma reflexão para a nossa vida são sempre bem-vindos!! Gostei de saber mais sobre o livro e também um pouco sobre o filme, que nunca assisti.




Fernanda 09/07/2014

Resenha: O Maravilhoso Agora
Resenha: “O maravilhoso agora” é aquele tipo de livro que a gente não se cansa de pensar a respeito ou citar novas características aos personagens e ao enredo realista. É uma história melancólica e reflexiva, que apresenta suas passagens divertidas e irreverentes, mas também exibe muitas outras ocasiões tristes, comoventes, delirantes e dramáticas.


CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/07/resenha-o-maravilhoso-agora-tim-tharp.html
Rosacarla 15/08/2014minha estante
Aí tô louca pra ler este livro, primeiro porque amei a arte da capa e segundo porque achei a sinopse muito boa, parece ser um livro promissor


Maristela 16/08/2014minha estante
Eu já algumas resenhas sobre esse livro e tenho visto que ele é nem aceito. Gostaria muito de ler e gostei muito da resenha.




Letícia 19/06/2014

Para ler sem se preocupar com o tempo
Tudo o que importa a Sutter Keely, o maior festeiro de Oklahoma, é o seu "Maravilhoso Agora" - e um copo de uísque. Apaixonado pela ex-namorada e cada vez mais distante de seu melhor amigo, Sutter conhece a tímida e recatada Aimee Finecky. Se é verdade que os opostos se atraem, então também é certo dizer que ambos se influenciam; é o que ocorre entre o Sutter e Aimee. O que o futuro reserva a eles, no entanto, é a última coisa em que Sutter quer pensar.
Por meio de capítulos curtos e tão imediatos quanto o presente, Tim Tharp nos conta uma história totalmente adolescente e, exatamente por isso, fascinante; afinal, quem nunca passou por uma fase em que queria apenas viver o presente e deixar todo o resto de lado?
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Joaquim 12/04/2020

Bastante impactante!!!
Me identifiquei demais com o protagonista e adorei cada página desse livro!!! Recomendo M U I T O. É impossível lê-lo sem ficar com vontade de adotar uma nova filosofia de vida.
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Ana 23/07/2014

Resenha por Ana Zuky
Pensar sobre a historia e sobre o que ele trás por entre as entrelinhas foi o que complicou um pouco para fazer esta resenha.
Dizem que o filme, a adaptação deste livro esta ai, mas decidi não ver e sim ler. Achei que a leitura seria mais explicativa, mais detalhista, e onde poderia tirar a proveito da lição embutida no meio da historia. Só que não foi bem assim.
Terminei esta leitura sentindo que faltava algo, e ainda continuo assim; sinto que falta algo, talvez alguma coisa que tenha perdido ou não entendido. Gostaria de estar aqui e dizer a vocês que o livro foi a descoberta do ano, mas não é bem assim.
A narrativa é feita em primeira pessoa, podendo nos dar a chance de entender melhor o personagem, e o que acontece com sua vida. O que entendi é que ele é como qualquer jovem; onde sua vida é uma festa. Ele curti cada momento, sendo valioso somente o agora; o maravilhoso agora.
Tudo parecia perfeito ate ele levar um pé na bunda de sua namorada. Ate este momento a leitura é um pouco cansativa, pois não vê nada de tão emocionante acontecendo, apenas um jovem curtindo a vida.
Depois de uma de suas bebedeiras, o qual o fez parar em um quintal qualquer e não saber como parou ali, ele conhece Aimee. Bom esta personagem é aquela típica garota nerd, com óculos, roupas largas e nunca sabe se vestir. Contudo acho esta personagem um encanto, mesmo ela sendo a nerd. Uma pena ela não ter personalidade, isso claro ate ela conhecer o Sutter, e é quando a historia começa a tomar um rumo mais envolvente e engraçado.
Sutter como disse é o garoto típico que ama uma festa, é popular, bebe por demais da conta. Ele não pensa no futuro, só pensa no dia, em como ele vai encher a cara ou ficar chapado. Mesmo isso não me agradando na leitura, ele se mostrou um cara gentil, que não tem vergonha de suas atitudes e além do mais tem um coração enorme, isso você leitor percebe logo de inicio na leitura. E por ele querer sempre o bem de alguém, ou achar que alguém precisa de algo, que ele acaba se envolvendo com a Aimee, sua jogada e faze-la ser uma pessoa melhor, com opinião. Contudo seu conceito é não passar os limites, mas nem tudo é da forma que ele queria.
Neste livro você poderá ter um vislumbre da vida real, de como ela é enxergada pelos jovens, e de como as atitudes deles são. Mas Sutter não é qualquer jovem, mesmo com problemas; ele esta ali feliz e curtindo.
Entendi que a vida é curta para nos preocuparmos com certas coisas, mas deixou a desejar pelo motivo de o personagem não ter um vislumbre do futuro. Tipo: Quem consegue viver somente o agora, mas quem consegue ser feliz com problemas? Tá certo que muitas vezes maquiamos nossa vida, para que outros a vejam como a maravilhosa, mas no fundo nem sempre é assim. Concordo em ter que viver o agora, pois não sabemos o dia do amanhã, mas também acredito que precisamos de motivos e fazer com as coisas aconteçam e para isso pensamos no futuro.
Talvez eu possa estar errada na minha analise a leitura, ao que ela realmente queria transparecer, porem foi exatamente isso que entendi. A leitura dele foi rápida e ate gostosa, mas acho que faltou algo ali, faltou muitas explicações que eu esperava que fossem ditas no final, só que não.
Vou confessar que fiquei muito braba com o final dele, por que como disse, esperava mais, esperava uma explicação melhor para tudo aquilo que aconteceu. Porem tenho que me contentar com o que tenho.
Talvez para tirar isso que esta martelando a minha cabeça, eu tenha que assistir ao filme, e quem sabe eu compreenda melhor a metáfora do livro, não é.
Recomendo este livro para vocês, mas vão com a cabeça aberta e sem muita expectativa. A narrativa flui rápido e quando percebe já terminou o livro. Aposto que você vai acabar gostando de Sutter, e da forma que ele pensa, e a forma em que ele age com as pessoas. E a Aimee, bom não preciso dizer que ela é uma garota encantadora que conforme você vai lendo, vai percebendo o quanto ela cresceu e o quanto ela mudou.
Um livro para distrair em uma tarde chuvosa, é o que eu diria sobre ele.
A Diagramação do livro, é normal sem nada espetacular. Erro? Não encontrei nenhum na minha leitura. E a capa, agora que li o livro, acho que a capa poderia ser outra. Por que sinceramente não consegui ligar a capa a historia. Porem mesmo assim ela não deixa de ser bonita e bastante atrativa.
É isso pessoal, espero que tenham gostado da resenha. E se tiverem a oportunidade de ler, leiam e depois vem me falar o que acharam. Agora se já leram dê sua opinião, nos fale sobre sua experiência e expectativa sobre a historia.


Beijokas para quem fica...

site: http://www.sanguecomamor.com.br/2014/07/resenha-o-maravilhoso-agora.html
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Psychobooks 29/07/2014

Classificado com 3,5 estrelas

Eu não conhecia o livro até ver seu lançamento pela Editora Record, recebi um kit lindo em casa e fiquei muito empolgada com a leitura.

- Enredo

Sutter Kelly tem 17 anos, está no último ano do colégio, não faz planos para o futuro e procura aproveitar seus dias geralmente regado a 7Up com uísque. Sutter mora com a mãe e o padrasto, o relacionamento deles não é muito bom. Sua irmã é casada e o garoto não é muito próximo a ela, seu pai foi embora quando ele era criança e nunca mandou notícias.

Cassidy é a atual namorada de Sutter e ele a ama, mas ela o vê conversando juntinho com uma garota e resolve terminar o relacionamento depois de ter conversado várias vezes com Sutter sobre a falta de comprometimento do garoto. Sutter fica arrasado ao descobrir que depois de alguns dias Cassidy já tem um novo namorado e se entrega à uma noite de bebedeira. Ele acorda na manhã seguinte sem saber onde está e ao lado de Aimee, uma garota tímida que estuda na mesma escola de Sutter.

Aimee e Sutter conversam, ele a ajuda entregar jornais, a amizade dos dois cresce, o garoto percebe que Aimee é doce, sonhadora e deixa que sua família a sufoque. Os dois descobrem sentimentos que não sabiam existir, Sutter usa a desculpa de querer apenas ajudar Aimee mudar sua vida encorajando-a tomar as rédeas do seu destino, mas o envolvimento dos dois vai muito além da amizade.

- Narrativa e Desenvolvimento do Enredo

O livro é narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Sutter. A escrita do autor é ágil, simples e direta. Não há 'enrolação', nem descrições extensas. Mesmo com capítulos curtos, o ritmo de leitura é um pouco lento pela falta de cenas de ação e a presença de bastante reflexão.

Os temas propostos pelo autor são muitos, ressalto a tendência ao alcoolismo de Sutter, a insegurança de Aimee, o questionamento do 'padrão de beleza' feminino, amizade, relacionamento familiar.

- Personagens

Na minha opinião, o grande mérito do livro fica por conta dos personagens, que são tão tridimensionais, com suas características, questionamentos e problemas, que parecem saltar das páginas e contar suas histórias diretamente para o leitor. Ao final da leitura, senti como se fosse amiga de Sutter.

- Concluindo

'O Maravilhoso Agora' é um livro jovem-adulto mais maduro, coming of age (saiba mais aqui), que tem seu foco no amadurecimento dos personagens.

No geral, gostei da leitura, mas faltou algo que me arrebatasse completamente. O que mais me incomodou foi a falta de um fechamento para vários temas abordados e não há respostas para algumas questões. Fiquei com a sensação de que faltou uma parte da história. Mas talvez essa tenha sido a intenção do autor, afinal, na vida real nem sempre temos todas as respostas para nossas perguntas...

"(...) É o máximo estar na rua tão cedo de manhã, antes mesmo de o sol nascer. É uma sensação de estar supervivo. É como saber um segredo que todas as pessoas caretas dormindo dentro de casa ignoram. Ao contrário delas, você está alerta e ciente de que existe, bem aqui, neste exato momento, entre o que aconteceu e o que ainda vai acontecer. (...)"
Página 82


site: www.psychobooks.com.br
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Rafa 06/11/2015

Alguns autores conseguem fazer boas histórias mesmo com um monte de clichês.
Esse não conseguiu.
O Maravilhoso Agora é uma história de clichês, com personagens clichês e situações clichês.
O Baile-de-formatura está lá. Adolescentes bobos fazendo bobagens estão lá. "O CARA mais legal e popular do colégio se interessa por uma menina nerd e antissocial", quantas vezes já vimos isso? É uma odisseia americana sobre adolescentes, com os já consagrados (e aborrecidos) estereótipos do gênero.

Sutter Keely é o protagonista e narrador. É um típico alcoólatra-que-não-admite-que-é-alcoólatra. A repetição de "7UP" ao longo do livro irrita. Sutter está SEMPRE bebendo, e com as explicações mais esdrúxulas para isso. O personagem é um perdido, é inconsequente, desumilde, manipulador e egocêntrico. Resumidamente, nosso narrador é um sujeito absolutamente "ingostável", o que torna a leitura um tanto irritante. Ele sofre com rejeições e problemas pessoais, mas isso não o redime das diversas m* que faz ao longo do livro, e o pior: ele não aprende com os erros, não evolui. Sofri pra sentir empatia por Sutter. No fim das contas, só senti raiva.

Aimee é a garota boazinha e submissa que substituirá a antiga namorada de Sutter. Quando vemos uma personagem assim se relacionando com um tipo do Sutter, imaginamos que ela o transformará, mostrará para ele "a luz". Mas é justamente o oposto. Sob a influência de Sutter, Aimee perde sua docilidade e começa a beber descontroladamente. Gostei que ela tenha tomado uma atitude com relação aos abusos que sofria, mas vê-se que a personagem anulou-se por Sutter, para agradá-lo, deixou de ser ela mesma. Aimee, apesar de estereotipada, ingênua e boazinha é a melhor personagem do livro.

Os demais personagens não tem destaque o suficiente. Ricky, o melhor amigo de Sutter, parece interessante, mas funciona como uma extensão do próprio, se apagando totalmente ao arranjar uma namorada. Cassidy, a ex-namorada de Sutter é tão "ingostável" quanto o próprio.

As primeiras 50 páginas de O Maravilhoso Agora, resumem-se a um "American Pie literário". Sutter descreve como sua namorada é gostosa, como ele já namorou gostosas, como gosta de beber e de festejar, como odeia a escola, etc, etc, etzzZZZZzz.... Tédio completo. As coisas começam a melhorar quando ele conhece Aimee, o que vai levar umas 100 páginas.

O livro está repleto de diálogos dispensáveis. O autor tenta dar profundidade aos seus personagens adicionando às falas alguma filosofia, o que é muito legal, mas quando os personagens são tão bobinhos, soa simplesmente ridículo. Há páginas maçantes descrevendo festas e bebedeiras, cenas enfadonhas, que dá vontade de pular, simplesmente.

O livro traz uma mensagem legal: Caro adolescente da classe média, festas, bebidas e "namorar gostosas" não são as coisas mais importantes do mundo. A vida é muito maior do que isso, e, se você tem 18 anos e é alcoólatra, algo está muito, muito errado com você.

Ou talvez a mensagem final não exista, afinal de contas o livro é muito realista, inclusive ao afirmar que as pessoas não mudam nem para salvarem a si mesmas.
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Lu s2 13/06/2014

O Maravilhoso Agora- Tim Tharp
Olá galera,
Li esse livro no ano passado em inglês e confesso que fiquei muito triste por não haver uma publicação traduzida, principalmente agora que havia um filme...Finalmente e atendendo às minhas preces: Galera Record publica uma tradução de The Spectacular Now, O Maravilhoso Agora traduzido.
Bem, a estória gira em torno de um adolescente digamos, problemático: Sutter Kelly. Ele é um daqueles protagonistas anti-heróis que só pensam em balada, mulheres, nele mesmo, bebida...principalmente bebida. Sutter é um alcolátra (mesmo que nunca tenha admtido isso), ele possui uma namorada, vive brigando com os pais e só vive no presente, para ele o futuro não existe e é isso que pode mudar sua vida para sempre, porque o futuro existe e é uma caixinha de surpresa...ignorem a pieguice rs

Um dia nosso "mocinho" acorda no gramado qualquer, numa casa qualquer e sem seu carro, é a partir deste momento que nossa narrativa se anima (ate´essa parte estava sem nada de interessante u.u), ele descobre que na verdade acordou no gramado da casa de uma menina qualquer, a doce e inocente Aimee, uma garota que estudou com ele durante anos,a qual ele nunca se recordaria, mas que o futuro iria faze-lo lembrar para sempre...

Continue lendo (ou não)...

Bem, se você houver parado por aqui, obrigado por ter lido e gostado (ou não) de um pedaço da minha resenha, quem quiser seguir o blog, é só clicar no link rs Ah e deixem suas opiniões aqui em baixo :*
Até a próxima!



site: http://chacomaalice.blogspot.com.br/2014/06/o-maravilhoso-agora-tim-tharp.html
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Dri 01/04/2015

O Maravilhoso Agora
Sutter Kelly é o cara, badalado, cobiçado, amigo de tudo e de todos. Sempre de bem com a vida, curtindo... e bebendo. Acho que criei expectativas demais, porque quando vi onde tudo isso ia dar, todos esses clichês, senti minha leitura entediante. Sutter se contenta em viver o momento, tentando reconquistar sua linda ex-namorada Cassidy ou a amizade com a nerd Aimee, ou conseguir uma bebida.

Se você vai gostar deste livro ou não vai depender muito de como você se sente sobre Sutter. Aqui nos deparamos com o mundo dos alcoólicos na ficção. O problema é que essa aceitabilidade geral esconde o fato de que o alcoolismo não é tão legal assim como nos livros. Não há consequências para Sutter em sua mente ou na vida dele. Dirigir alcoolizado nunca leva a uma prisão ou a uma repreensão. Beber somente prejudica seu julgamento, influenciando suas ações no decorrer da trama.

Às vezes cheguei a pensar que Sutter fosse um sociopata. Tudo na narrativa é sinistro. Sutter é sinistro. Ideias e temas são abordados, mas nunca são concretizadas o suficiente para criar algo efetivo. Acho que já vi problemas demais ligados ao alcoolismo para “engolir” o papo de Sutter. O final me surpreendeu, mas não conseguiu superar minha decepção.

Posso dizer que a escrita de Tharp é excelente, mas falta melhor desenvolvimento do caráter dos personagens, alguns personagens secundários poderiam ter sido mais trabalhados. Não sei se o autor teve a intenção de abordar o tema do alcoolismo na adolescência de uma forma mais branda ou se só quis dar uma fator a mais à sua obra, mas essa indiferença sobre o tema me incomodou, sem contar com outros fatores do livro, como baixa-estima, bullyng etc.

Pra quem gosta de livros mais superficiais, sem grande drama ou ação, O Maravilhoso Agora pode ser uma boa pedida.
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Natalia 20/12/2014

Resenha publicada no blog Perdidas na Biblioteca
Shutter Kelly é um adolescente no último ano do ensino médio, que não se preocupa com nada. É como se ele sofresse do complexo de Peter Pan. Tudo na vida dele gira em torno de festas e bebidas, e quando eu digo tudo é tudo mesmo.

Todo mundo sabe que adolescentes bebem. Atire a primeira pedra aquele que conseguiu passar toda a adolescência indo a festas e nunca colocou um copo de cerveja ou qualquer coisa alcoólica na boca até completar 18 anos.

Bem...
Como não recebi nenhuma pedrada, acho que todos nós quebramos essa regra. Até ai... ok.
O problema é que Shutter bebe muitooooooo!
Ele começa o dia dele tomando whisky no café da manhã para comemorar o fato de estar vivo mais um dia e poder agraciar o mundo com sua presença. Ele chega "calibrado" para trabalhar; dirige bêbado; ou seja, ele vive em constante estado de embriaguez.

Mas Shutter não é uma má pessoa. Ele é inconsequente, irresponsável, uma eterna criança, um cara sem conserto, mas... uma boa pessoa.
Tanto que quando ele é dispensado por sua namorada (porque ela não aguenta mais a incerteza de um futuro com ele, já que o cara só pensa no agora), ele conhece Aimee, uma nerd que vive humilhada e sub-julgada por todos ao redor dela. E quando digo todos, são todos mesmo! Até a mãe dela é uma sanguessuga!
A menina ajuda a mãe a entregar jornais às 4h da manhã todos os dias, enquanto a mãe vai pro cassino com o namorado gastar o dinheiro da conta de gás; e quando Aimee contou para a mãe que queria ir para uma faculdade em outra cidade, a mãe utilizou de chantagem emocional para destruir os sonhos da menina. E, é claro, que Aimee caiu nessa direitinho...

Shutter percebe que Aimee não tem autoestima e que precisa aprender a se impor, por isso, decide ajudar a menina a ganhar mais confiança em si mesma. Com isso, eles acabam virando amigos, mas Shutter deixa bem claro para todos os amigos dele que esta fazendo isso apenas para ajudar Aimee e que não tem nenhum interesse sexual na garota.

Porém, como já era de se esperar, com o tempo isso muda...

Resumindo, o livro trata-se da história do "CARA" da escola, aquele cara que todo mundo ri das piadas, que passa nos corredores falando com todo mundo, que é o rei da festa e que de repente resolve ajudar a pobre garota nerd que ninguém notava até ele passar a andar com ela, e se envolver amorosamente com ela.
Bem clichê, né?

Eu não consegui gostar dos personagens. Aimee é sem sal! Você poderia jogar todo o sal do mar nela, que ela conseguiria continuar sem sal.
E Shutter... é engraçado, mas todo bêbado é até certo momento. Como ele narra a história, nós temos vários trechos divertidos, pois ele é meio palhaço, porém ele vive a base da 7Up (um refrigerante) batizado com whisky, e depois de passar o livro inteiro vendo ele se embebedar, você perde a paciência! Sua vontade é de mandar ele logo pro AA, pois de livre e espontânea vontade ele não vai...

Você passa o livro inteiro achando que sabe como vai terminar essa história, exatamente porque toda a ela é clichê, certo?
Errado. Quando você acha que vai vir aquela "moral da história", o autor termina o livro. E não...não tem uma continuação...

Esse livro esta prestes a ganhar uma adaptação para os cinemas, mas sinceramente eu não consigo me ver pagando para ir ao cinema para ver essa história. Ainda mais se seguir fielmente a história do livro.
Sorry... mas é a verdade.

Eu sinceramente acho que o autor se perdeu completamente na história. Era para ser mais uma história de sessão da tarde acabou virando uma história vazia.

site: http://www.perdidasnabiblioteca.blogspot.com.br/2014/07/o-maravilhoso-agora-por-tim-tharp.html
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Liachristo 27/07/2014

O Maravilhoso Agora - Tim Tharpe - Editora Record
O Maravilhoso Agora, foi um desses livros, que você pega para ler sem grandes expectativas, querendo somente passar um tempo longe da realidade e quem sabe se divertir um pouco. Infelizmente isto não aconteceu comigo. Não estou dizendo que o livro é ruim nada disso. O que quero dizer é que a imagem da capa que nos traz um casal na maior paz, curtindo o seu momento a dois + a sinopse me deram uma falsa impressão do que eu iria encontrar no livro. Eu nunca li nada deste autor antes, e também procurei não ler nenhuma resenha, sendo assim não tinha nenhuma ideia do que esperar desta história.

O livro nos fala sobre Sutter, um adolescente de 17 anos que tem alguns problemas com a família, bebida, que não consegue se ajustar bem na sociedade e não consegue encarar seus problemas de frente. Mas, o interessante é que mesmo com toda esta carga, me peguei gostando do personagem, torcendo por ele, me senti ligada a ele em várias cenas do livro, e querendo muito que ele conseguisse superar seus problemas e fosse feliz.

A história nos é contada do ponto de vista de Sutter. O que a meu ver, foi uma grande sacada do autor, pois se você conhecesse Sutter sobre o ponto de vista de qualquer outro personagem, poderia não gostar muito dele. Mas por estar em sua cabeça, você pode ver as coisas que o fazem tão confuso, você se sente ligado a ele como um personagem. Eu senti pena dele, torci por ele, mas teve momentos que eu queria sacudi-lo, dar uns bons sopapos nele... Há essa grande dicotomia entre a forma como Sutter vê a si mesmo, e a maneira como o mundo o vê. Desta forma, fiquei satisfeita pela história ser contada em primeira pessoa, porque ele fez essa divisão ainda mais clara. Sutter se vê como o Rei das festas, um cara do bem, que se dá bem com todos e que sempre faz as coisas serem divertidas. No início foi fácil para eu acreditar, mas em seguida, as rachaduras começam a aparecer. Torna-se claro que os seus colegas o vêem como uma piada, alguém que leva as coisas longe demais. Ele não é tão engraçado ou divertido como ele pensa que é.

Tudo em sua vida parece ir mal, até que ele conhece Aimee, uma jovem inteligente, mas muito retraída, sem nenhum traquejo social. Com a introdução deste personagem, achei que as coisas iriam engrenar para melhor e que Sutter pudesse enfim ter achado seu caminho, e que ela pudesse ajudá-lo de alguma maneira. Afinal Aimee me pareceu ser equilibrada, centrada. E eu acreditei que não importasse o quanto sua vida era insatisfatória em casa, ela teria uma boa cabeça para lidar com isso. Mas, não foi bem o que aconteceu. Ao contrário do que eu esperava, Aimee foi se abrindo para novas experências, e ficando muito parecida com Sutter, o que de certa maneira não foi bom para nenhum dos dois.

A história é sobre a luta interna e crescimento de Sutter Keely nesta parte específica de sua vida, onde o que ele planejou, não sai exatamente de acordo com o que ele queria. Observamos como Sutter Keely assume Aimee como um projeto dele, para salvá-la de si mesma, mas o que ele acaba aprendendo sobre seus amigos, sua família e sobre si mesmo ao longo do caminho é uma surpresa, para nós e para ele mesmo.

A leitura é meio lenta já que o livro tem muitas passagens com reflexões por parte dos personagens. Aborda vários temas como alcoolismo, problemas familiares, a importância da amizade, beleza e insegurança, nesta fase da adolescência.

Eu gostei muito da capa, embora em minha opinião, ela não tenha nada a ver com a história. A diagramação é simples, mas bem feita. Tem uma boa tradução e revisão.

No geral eu gostei do livro, o autor escreve bem, a leitura é fluida, mas fiquei com a sensação de que faltava algo para que a história fosse realmente boa pra mim. Para que eu fosse completamente fisgada.

O final foi decepcionante para mim. Não gostei da forma como terminou.
Honestamente, eu sei que foi a forma mais realista de acabar com a história, mas é absolutamente deprimente a maneira como o autor terminou o livro.
Muitas questões não foram respondidas, e não conseguimos saber como fica a situação de Sutter, isso me deixou imaginando se não estariam faltando páginas no livro, sei lá... Estranho, mas talvez, esta tenha sido a intenção do autor, nos deixar tirando nossas próprias conclusões. Fazendo nosso próprio final, porque a bem da verdade, na vida real nem tudo é conclusivo, nem tudo tem final feliz.

Se você não sente falta de romance em um livro, não se importa em ler temas clichês, e não se chateia com um final que não seja o que você espera, com certeza você vai gostar deste livro.
Bjus


site: http://www.docesletras.com.br
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Jéssica 29/07/2014

O Maravilhoso Agora, de Tim Tharp, finalista do National Book Award foi publicado aqui no Brasil pelo Grupo Editorial Record. O livro deu origem ao filme The Spectacular Now, estrelado por Miles Teller e Shailene Woodley, dirigido por James Ponsoldt e com roteiro adaptado por Scott Neustadter e Michael H. Weber (500 Dias com Ela). Lembrando que o filme ainda não foi lançado no Brasil.

Sutter Kelly, mais conhecido com Sutterman (o rei das festas), é um jovem do último ano do colegial que gosta de aproveitar o momento. Pra ele, a vida deve ser levada despreocupadamente e nunca pensa no futuro, essa palavra é altamente proibida no vocabulário dele. Sutter é um cara legal, simpático e que gosta de ajudar as pessoas, mas nunca espera um ''obrigado'' disso, faz porque é o certo. O problema do protagonista é que ele é um alcoólatra, mas não admiti isso em nenhum momento. Sutter bebe todos os dias e sempre tem uma garrafa de 7UP - refrigerante dos Estados Unidos - batizado com uísque.

''Você não é uma pessoa ruim, Sutter. Você é um cara legal. Só não tem um conceito muito bem definido das consequências.''

Ele participa de várias festas, é popular, tem um melhor amigo, Ricky, e uma namorada bonita. Sutter é bem-humorado, não se preocupa em ir para uma universidade e gosta de aproveitar o maravilhoso agora. Sua situação em casa é o oposto, sua mãe e padrasto não aceitam a vida que ele leva e o considera irresponsável, Sutter ainda lida com a saudade do pai biológico que faz tempo que desapareceu e nunca mais deu notícias pra ele ou para Holly, sua irmã mais velha.

Depois de alguns acontecimentos, sua namorada termina o relacionamento, Ricky começa a namorar e quase não tem tempo para Sutter, e em um momento de solidão tem uma noite de bebedeira e no outro dia acaba acordando num quintal de uma casa desconhecida e quem o ajuda é Aimee Finecky, uma jovem doce, tímida e fã de ficção científica. Eles estudam no mesmo colégio, mas Sutter nunca reparou nela. Ambos tornam-se amigos e ele decide ajudar Aimee a ser mais popular, já que ela é considerada nerd, com poucos amigos e é um desastre social. Os dois acabam indo em várias festas, bebem e ficam bastante próximos, surgindo um sentimento novo e confuso entre eles.

Aimee é muito meiga e não vê maldade em nada, por isso as pessoas adoram se aproveitar dela e Sutter fica indignado com isso. Ela é apaixonada por livros, seu sonho é trabalhar na NASA e, posteriormente, morar num rancho. Aimee é tão delicada que você quer protegê-la a todo custo, então quando Sutter faz isso não tem como não se encantar por ele.

''Aqui, no domínio dos livros, ela se sente segura. E tem um pouco do controle que lhe falta lá fora.''

O Maravilhoso Agora é um livro descontraído e leve, onde conhecemos a vida de um jovem que não se importa com o futuro e deseja apenas ser feliz. Sutter é divertido, mas peca muito em não querer algo para si, não sabe o significado da palavra responsabilidade e o álcool é um outro caso bastante delicado. Ele não bebe só nos fins de semana, mas todos os dias.

O final do livro foi bonito, porém eu espera mais e eu concordo com algumas pessoas que disseram que seria interessante ter um segundo livro para saber mais detalhes.Tim Tharp mostra problemas familiares, vícios e os dilemas adolescentes em sua obra, mas também mostra que é importante as pessoas aproveitarem o agora, de que devem realizar seus sonhos, porém é importante valorizar o presente.

site: http://www.leitorasempre.com/2014/07/resenha-o-maravilhoso-agora-tim-tharp.html
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Sheylla 15/04/2015

Sutter é o cara, o típico adolescente americano que tem um vicio na bebida alcoólica aos 17 anos. Ele namora uma garota popular e não leva a vida muito a sério, e isso é que faz sua namorada terminar com ele, essa indiferença e filosofia de viver a vida sem preocupações com o futuro.
Sua mãe se divorciou do seu pai quando ele ainda era uma criança e deixou as responsabilidades da criação dele e de sua irmã mais velha nas costas da mãe, ela conseguiu encontrar de novo o amor e se casou pela segunda vez, mas o relacionamento de Sutter com seu padrasto não é a das melhores. O padrasto e sua mãe querem que Sutter aprenda a ter mais responsabilidades e isso esta muito longe das perspectivas dele.

Ao acordar de ressaca sem saber onde está ele acaba deparando com Aimee, uma jovem do mesmo colégio que ele mas que nunca fio de chamar a atenção, meio nerd e com poucos amigos mas por tras dessa imagem há uma garota divertida e bem bonita. Ela acaba despertando o sentido de "fada-madrinha" de Sutter e a necessidade de trasnformá-la em uma nova garota, e que Aimee saia da aba da sua amiga e da saia da sua mãe viciada em jogos e viva a sua vida, buscando seus sonhos e ambições.

Junto com essa amizade um tanto quanto peculiar pelos olhos dos outros personagens do livro, os dois acabam por desenvolver sentimentos um pelo outro e pessoas tão diferentes acabam por não se tornarem os melhores casais possíveis.

Eu botei muita expectativa nesse livro e não fui correspondida integralmente, acho que o essencial para que você goste e aprecie a leitura seja a sua afinidade com quem esta te contanto tal história, e eu não tive esse feeling com o Sutter. Apesar de todos os problemas que ele tem, com a aproximação de Aimee ele tem a chance de mudar algumas atitudes mas isso não ocorre. Tudo em busca do Maravilhoso Agora que ele tanto almeja, mas para um jovem de 17 anos com problemas de bebida chega uma hora que é necessário alguma mudança.

Enfim, não acrescentou em nada, apesar de ser um livro bem escrito... muitos personagens foram cortados abruptamente no fim do livro e a sensação que fica é que arrancaram algumas páginas do final.

site: http://www.loucura-literaria.com/2015/04/resenha-o-maravilhoso-agora-tim-tharp.html
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Sarmantus 25/08/2015

“Que se dane o amanhã, que se danem os problemas e as barreiras nada importam, exceto... O maravilhoso agora.”
Suttler Kelly ou Sutterman, a principio gostei, dele pela personalidade e o jeito de viver não se tão clichê, mais com o decorrer da narração cheguei a odiá-lo diversas vesses suas ações e estilo de vida, e seu problema com a bebida que a principio achei que era só uma válvula de escape mais com o decorrer percebi que não, ela simplesmente domina ele.
Aimee já gostei dela de início aos poucos, a doce e tímida Aimee vira o projeto pessoal do rapaz, que decide que vai ajudá-la a qualquer custo. Incentivando a amiga a assumir o controle de sua própria vida e ir em busca de seus sonhos, aos poucos nós conseguimos perceber que a motivação de Sutter vai além da simples amizade – mesmo que ele demore a notar. O problema é que o limite entre fazer a diferença e arruinar a vida de alguém pode ser tênue e Keely parece estar sempre brigando com essa linha.
Gostei que o livro é narrado em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Sutter. A escrita do autor é ágil, simples e direta. Não há 'enrolação', nem descrições extensas. Mesmo com capítulos curtos, o ritmo de leitura é um pouco lento pela falta de cenas de ação e a presença de bastante reflexão.
Os temas propostos pelo autor são muitos, ressalto a tendência ao alcoolismo de Sutter, a insegurança de Aimee, o questionamento do 'padrão de beleza' feminino, amizade, relacionamento familiar.
O que mais gostei no decorrer do livro era a evolução de todos os personagens ou quase “todos”.
Perdi horas lendo, mais como diria Sutterman nada é para sempre, estava chegando ao fim do livro.
Só me vinha uma coisa na mente muitas coisas a se resolvidas e poucas paginas pra isso, e eis que chego ao fim com uma grande interrogação na cabeça, aquele sentimento de não pode se só isso cheguei a procura e vi que era aquilo mesmo.
Não vou dizer que o livro é ruim pelo contrario me diverti muito com ele ri me emocionei, e ate mesmo fiquei bravo, acho que o único ponto negativo pra mim e esse final que digamos “diferente”
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PorEssasPáginas 18/08/2014

Pensem em um personagem cativante, que tem luz própria. Agora pensem em um personagem cativante, que tem luz própria e que você queira bater muito, mas MUITO nele. Surrar, até. Dar vários tapas para ver se ele acorda pra vida REAL. Esse é o Sutter.

Mas Lucy, como assim? Eu vou explicar: O Sutter é autodestrutivo e leva à risca o Hakuna Matata dele. Ele não sabe, mas ele já é um alcoólatra viciado em 7UP (lembra o gosto de Sprite) e uísque. Para tudo o que ele faz, ele encontra uma justificativa para beber. Ele precisa ter uma ideia brilhante? Ele toma um drinque. Ele precisa ter coragem para falar alguma coisa? Mais uma dose.

“Tudo o que faço quando estou bebendo é ser criativo, expandir meus horizontes. Na verdade, é bem educativo. Quando estou bebendo, é como se pudesse ver outra dimensão do mundo. (…) Sou misericordioso e engraçado. E me engrandeço na beleza e no senso de humor de Deus.
A verdade é que sou o bêbado de Deus”. (página 25)

Quando ele se via em um problema, entrava com seu “Hakuna Matata” + 7UP e uísque. Engraçado que esse termo do Rei Leão não aparece nenhuma vez no livro, mas sempre que via Sutter pensar em seus problemas e tentar fugir deles ou elaborar alguma justificativa para eles, eu lembrava dessa expressão. E em vez de apenas dar as costas, ele também bebia e curtia o seu “Agora”.

“É besteira ficar largado e melancólico. Hoje é sexta-feira. Estou maravilhosamente livre. Tenho a noite inteira pela frente. (…) Que se danem Cassidy, o Mr. Leon’s, a aula de álgebra e o dia de amanhã. Vou cair na noite e aproveitar cada minuto dela, até ficar só o bagaço”. (página 75)

À primeira vista, Sutter é um jovem muito superficial e egocêntrico, que se acha o salvador do mundo e das festas. Ele não tem tanto discernimento quanto ao que faz, e não se responsabiliza por suas atitudes quando confrontado. Muito pelo contrário, ele tende a transferir a culpa. Ele não quer se comprometer e não acredita no futuro. Problemas? É passado, estão todos esquecidos, enterrados. Planos? Só seguir em frente, bem no estilo “deixa a vida me levar”. E com sua garrafinha de 7UP batizada com uísque, claro.

Para não ter que encarar os próprios problemas, Sutter buscava inspiração (na bebida) para ajudar outras pessoas a encarar seus problemas. Foi assim com seu melhor amigo, Ricky, quando Sutter o ajudou a conquistar uma garota. E seria assim também com seu grande projeto, Aimee. Pelo menos era o que Sutter tinha em mente.

Aimee é uma garota ingênua e pura, no sentido de não ter malícia para nada (ou quase nada). Embora sua vida não seja muito fácil – sua história é contada a Sutter ao longo do livro – ela é aquela garota insegura, porém otimista e sonhadora. Muito sonhadora e ingênua e, infelizmente, muito influenciável.

“A vida é um oceano, e quase todo mundo está agarrado a um tipo de sonho para se manter na superfície. Eu estou só nadando cachorrinho por minha conta, mas a boia de Aimee é lindíssima. Estou encantado por ela. Qualquer um ficaria se visse o jeito como seu rosto se ilumina enquanto se agarra aos seus sonhos com toda a força”. (páginas 189, 190)

Quando Aimee surgiu, achei que seria uma luz no fim do túnel para Sutter. Mas no decorrer da leitura, eu fiquei com muito medo por ela. Em todo o caso, toda pessoa que entra na nossa vida, seja quem for, deixa uma marca. E não foi diferente em relação a Sutter e Aimee: ela conseguiu deixar uma marca na vida de Sutter e vice-versa. O que isso influenciará em suas vidas só o tempo dirá.

“- Esperança? Tá de brincadeira? A única coisa que aprendi com absoluta certeza é que a esperança é inteiramente desnecessária. Não descobri ainda o que existe no lugar dela. Até lá, a bebida vai ter que dar conta.” (página 292)

A narrativa do livro é bem leve e rápida, sem muitas explicações, apenas algumas reflexões que não faziam a leitura desacelerar. O autor escolheu fazer de seu protagonista o narrador, o que foi uma ótima ideia. Talvez, se o livro fosse narrado em terceira pessoa, eu passasse a odiar o Sutter com todas as minhas forças e jogasse o livro na parede. Como ele é o narrador, conseguimos ter empatia por ele – e muita raiva, porque ele fazia muita burrada - mas ao mesmo tempo em que eu queria bater nele (e jogar o livro na parede, para depois pegar e voltar a ler), eu queria dar um abraço e dizer para ele que o Agora é importante, mas tenha uma visão do que você pode ou quer fazer agora, para no futuro colher seus frutos.

O final ficou meio em aberto e me deu uma sensação de vazio, de desesperança, como se nada tivesse mudado, afinal. Para falar a verdade, foi até bem realista, porque isso pode acontecer mesmo: temos a tendência de tentar uma mudança na nossa vida, mas aí voltamos a nos conformar com nossa realidade e permanecemos estagnados. O final foi muito condizente com o tema, mas não resta dúvida que Sutter me desapontou com algumas decisões que tomou, tanto em relação à Aimee quanto a si mesmo.

Eu gostei muito da história como um todo. A mensagem não se resume a simplesmente valorizar o presente, ou sobre a influência do álcool na vida das pessoas. Fala sobre encarar seus problemas de frente, se valorizar como pessoa (sem a necessidade do álcool), valorizar sim o Agora, mas também pensar nas consequências que o Agora trará em seu futuro. Embora eu tenha pintado o Sutter como um grande vilão ou talvez um anti-herói, o livro vale as quatro estrelas que coloquei, acho que traz uma ótima lição de vida, apesar de ser pelo ponto de vista de Sutter, que não é o melhor exemplo de pessoa. A leitura é super recomendada.

O livro foi adaptado para o cinema ano passado, mas pelo visto ele vai direto para o DVD aqui no Brasil, como aconteceu com Academia de Vampiros. Foi inclusive o trailer que me fez querer ler o livro. A capa brasileira, inclusive, é uma cena do filme. Sinceramente eu não gostei, raramente gosto de capas que sejam de cenas de filme. A diagramação está ótima e as “orelhas” nos dão uma visão de que nem tudo serão flores.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-o-maravilhoso-agora
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