Nosferatu

Nosferatu Joe Hill




Resenhas - Nosferatu


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Tatiane Buendía Mantovani 21/07/2014

Achei empolgante. Não só porque estava ansiosa para ler o livro em português, após o fracasso da tentativa de ler em inglês (quando só cheguei à página 140 e desisti), mas porque é um livro muito bem escrito, com algumas passagens agoniantes, mas muito envolvente.
Embora eu tenha lido muitos livros em inglês nos últimos tempos, com este em específico, tive muita dificuldade, talvez por causa das paisagens cheias de características oníricas ou da própria temática natalina ser bem específica, minha dificuldade de compreensão na língua original foi imensa, atrapalhando totalmente a compreensão e o envolvimento com a estória. Neste ponto, tenho de tirar o chapéu para a tradutora que foi muito feliz na adaptação!

Bom, quanto ao livro em específico. Conta a estóra de Victoria McQueen, que na infância descobre um misterioso dom. Este dom lhe permite viajar entre paisagens mentais e reais, proporcionando inúmeras oportunidades de encontrar coisas perdidas. Infelizmente, em uma dessas buscas, Victoria se depara com outro personagem com poderes semelhantes: Charles Manx, que a bordo de seu Rolls Royce Wraith 1938 (cuja placa é NOS4A2 - "nosferatu"), também transita entre o real e o imaginário, onde fica sua Terra do Natal.
Charles Manx é obcecado pela idéia do natal, e constrói um mundo imaginário onde é sempre dia de natal, onde só se ouvem músicas natalinas o tempo inteiro, as crianças são proibidas de ficarem infelizes e passem todas as manhãs abrindo presentes. Parece um paraíso, mas o mundo que ele idealiza tem um lado sombrio e mortal. Toma para si a função divina (?) de proporcionar isso (a força) à crianças que sequestra, por décadas a fio.

No decorrer do livro, acompanhamos a vida nada fácil de Victoria até a fase adulta, quando Charles Manx reaparece, em busca de seu filho querendo vingança por ela ter sido a única criança a ter sobrevivido a ele. Quando o garoto desaparece, só Victoria sabe quem é o culpado, e somente ela poderá ser capaz de detê-lo.


Menções relâmpago a Craddock McDermott, personagem do livro Estrada da Noite, do mesmo autor, além do Verdadeiro Nó, tribo vilões viajantes do livro Doutor Sleep, do Stephen King, além da menção a um curioso local imaginário chamado "Circo do Pennywise" :-)
Pedro 08/12/2014minha estante
Alem de menções a Casa da Arvore da Mente do O Pacto (surtei quando vi essa parte pq explicou coisas q nao tinha entendido do outro livro kk)


Mari 09/04/2015minha estante
também surtei nas menções (e o mapa!??!?!?!), e agora quero ler de novo os outros, pq, não sei, tenho que voltar nos lugares hahahha


comprido 11/12/2018minha estante
Você gosta de dar espoller




spoiler visualizar
Craotchky 27/11/2016minha estante
Minha nossa! Adorei a resenha. Faz muito tempo que não lia uma resenha que gostasse tanto. Obrigado por isso. Fiquei com vontade de ver esse sebo da Lapa. É sempre muito bacana quando conseguimos fazer um paralelo entre a ficção e a realidade e adoro isso em resenhas. E se Adriane ler isso que li certamente irá ficar muito feliz.


Mary Santos 03/12/2016minha estante
Ótima resenha. Você escreve muito bem. ???


Cecília 04/12/2016minha estante
Owwn Craotchky *-* sem palavras para o seu comentário! Muito obrigada você! E ah, o sebo Juvenil da Lapa infelizmente mudou de endereço e todas as pilhas gigantes desapareceram pois o novo lugar é maior e possibilita organizar todos os livros nas estantes (triste), mas se um dia vc vier pra cá (Salvador), vale a pena visitar este sebo sim, o tio oferece café, chá e leite aos leitores! Melhor sebo, né non? rs Minha amiga Adriane nem usa o skoob e não tenho coragem de mostrar isto a ela, então deixa em off msm rs Novamente, muito obrigada pelo seu comentário (':

Corrinha sua fofa, muito obrigada também! (vou colar este comentário em tudo que é fichamento que eu fizer pra faculdade xD)


Craotchky 04/12/2016minha estante
Merece cada palavra.


Driane 18/12/2016minha estante
Eu deveria ter aparecido antes por aqui. Naquele dia a internet tava tão ruim que nem percebi do que se tratava e você desconversou. Mas hoje, 437485826251 anos depois, fuçando o celular encontrei a foto perdida e resolvi dar uma olhada.
Ô Viadinha, eu não imaginava que esse livro tivesse te ajudado tanto (mais até do que eu pude, mesmo sendo sua amiga).
A única coisa que posso dizer é que fico muito feliz, por ter sido a mediadora desse reencontro, e que eu entendo como é. Quantas vezes eu não te falei que Doctor Who, ou "insira nome de série aqui" salvou minha vida?
Estou disposta a trazer esses "pequenos sopros" de vida que chamamos comumente de livros sempre que tu precisar. Se é isso que tu precisa pra continuar lutando, eu fico felícissima em gastar todo o meu dinheirinho por você.

Beijinho, e espero que você veja isso mais rápido do que eu pude
21 dias é meu novo record de lerdeza.


Cecília 19/12/2016minha estante
"A única coisa que posso dizer é que fico muito feliz" e num é que o Craotchky acertou? *0* (na moral, você merece um abraço Craotchky, *imagine aqui um abraço*)
O mundo da ficção sempre salvando a gente né nom, viadinha Adriane? rs Vou retribuir todos esses pequenos sopros de vida com coxinhas pra você s2 (msm sendo lerda e etc s2)


Craotchky 19/12/2016minha estante
Na mosca!


Ariosvaldo Alves 26/02/2017minha estante
Acho sempre instigante ver como as pessoas topa com certos escritores. Quando comprei o meu primeiro Hill, eu nem sabia que era filho do King. E fui lá, como quem não quer nada... O primeiro que li foi O Pacto, que por sinal, achei algo até que bem original. Gostei do seu personagem central, que meio que se parece comigo em muitos aspectos. IG é a nossa cara... srs
Ainda não li Nosferatu, mas ando meio triste, porque tem uma história a parte em quadrinhos, e estou orando pra que a peste da Panini lance por aqui... Vamos orando!


Cecília 27/02/2017minha estante
Ai ai esses encontros que acontecem como quem não quer nada... s2 São os melhores, né nom? haha Ari, cara, Ig é oficialmente o amor da minha vida na categoria Hill! Também achei O Pacto bem original, foi aquela história que ao terminei de ler a última linha, fiquei um tempão olhando pro teto deixando as lágrimas secarem e tals haha

Sabe o que é pior desta história a parte de Nosferatu? O Joe fica falando dela no twitter e altas interações rolando na tml e eu lá tipo: tá, parem com isso u.ú e sim, bora orando, fazendo umas oferendas, ameaças... rs

E pfvr, tá esperando o quê para ler Nosferatu???? Coloca ai na meta de 2017 já seu coisinho!


Ariosvaldo Alves 09/03/2017minha estante
Talvez eu o leia depois da trilogia Bill Hogdes do King. É que possuo todo um ritual para ler, o livro tem de querer ser lido, não sei explicar isso. Já já peguei Nosferatu, mas até agora não foi quer ser lido. Mas farei uma força na próxima.


Cecília 09/03/2017minha estante
Rituais são coisas sérias, então espere esse sentimento chegar. Será uma morte horrível você ler Nosferatu e vim aqui dizer que não gostou e.e


Ariosvaldo Alves 13/03/2017minha estante
srs Olha, eu gostei de tudo o que o Hill produziu até agora. Possuo todos os livros que saiu por aqui dele, até o raro de contos. Fantasmas do Século XX. Mesmo tendo uns contos super viajadinhos. srs Mas gostei mesmo assim. Porque ele já tem uma boa identidade. E gosto disso quando leio novos autores.
Voltarei pra dizer que gostei como eu sempre imaginei que iria gostar.


Maetamong 19/05/2017minha estante
Que incrível... esses pensamentos escritos por você também me afligem, ler isso me diz que muitos dos pensamentos após a leitura são bem comuns, me deu maia vontade de ler esse livro, preciso dele!!!!!


Cecília 20/06/2017minha estante
Maetamong, menina, os pensamentos pós leitura são comuns sim e os mais transformadores.... Minha missão no mundo é espalhar a palavra do deus Joe Hill hehe fico feliz por vc ter sido atingida xD acalme seus pensamentos barulhentos viu, as vezes eles são mais reflexos dos outros do que vc mesma... Se cuide ;*


Samara 29/07/2017minha estante
Resenha maravilhosa :*


Cecília 12/08/2017minha estante
Oown, obg Samara! ;*




Aline Prates 11/09/2014

Uma obra-prima do horror, foi isso que pensei quando terminei Nosferatu, há muito tempo um livro de horror não de deixava assim pasma e maravilhada.

Em Nosferatu vamos conhecer Vic McQueen, ela é uma uma garotinha que tem um dom especial para encontrar objetos perdidos, mas para isso ela precisa usar sua bicicleta Raleigh, pedalar bem rápido e atravessar sua Ponte do Atalho. Essa ponte a leva exatamente onde o objeta está, ou seja a ponte a leva onde ela quiser, ela só precisa focar o pensamento nisso.
Paralelamente temos a história de Charles Manx, um sequestrador de crianças. Ele é o dono de um Rolls Royce Wraith 1938, cuja a placa é NOS4A2 (Nos-four-ei-two), ele rapta as crianças e usa o carro para levá-las a Terra do Natal. Também conhecemos Bing Partridge, o ajudante de Charles Manx, ele usa uma máscara de gás e ajuda Manx em seus "negócios", sonhando em uma também ir para a medonha Terra do Natal.

E assim vamos acompanhando Vic e Charles.

Em um determinado momento Vic, desesperada por respostas, encontra Maggie, uma jovem capaz de conhecer brechas do futuro através de seu caça-palavras. Ela conta a Vic que existem outras pessoas como elas, com esses dons especiais e menciona pela primeira vez O Espectro (o Rolls Royce) e Charles Manx, implorando para que Vic jamais o procure.

Um dia Vic, já adolescente e rebelde, sai em busca de encrenca e acaba encontrando exatamente o nosso sinistro vilão: Charlie Manx, essa é a primeira vez que a história deles se cruzam e esse momento causou em mim um pânico tremendo.

Eu achei incrível a forma como Joe Hill desenvolveu a história, pois vamos acompanhar a protagonista desde a infância até vida adulta e o leitor via presenciar as transformações da personagem e impacto que o seu primeiro encontro com Charles Manx causou em sua vida.

Já adulta a vida de Vic não é fácil ela é atormentada por ligações (que ninguém mais ouve) de crianças da Terra do Natal. É arrepiante, especialmente pelas coisas que essas crianças falam. MEDONHO!

O livro é recheado de ação e a cada encontro entre os dois a tensão se torna maior, pois o leitor já sabe da crueldade que Manx é capaz e isso faz com que fiquemos ansiosos e apreensivos, mas principalmente mortificados de medo, sem saber o que vai acontecer com a Vic. Acredite não há nada clichê nesse livro. É uma surpresa atrás da outra.
Joe Hill aborda o terror de forma crescente e aos pouco vai tecendo um trama sombria e viciante, que deixa o leitor aflito até o final.

Vale mencionar também que o livro é cheio de referências, algumas as próprias obras como quando Manx fala de Craddock McDermott de "A Estrada da Noite" , e da Chave de Lovecraft de "Locke and Key" e também faz referência as obras do pai com Pennywise, o palhoço de "It-A Coisa" entre outras menções como Harry Potter, Serenity e muitos outras. Existe inclusive um artigo em inglês do New York Times que cita a arma de Manx (aquele machado) e o relaciona com uma música dos Beatles, então se vocêc é daqueles que como eu adora esse tipo de coisa de procurar referências, messagens subliminares, Nosferatu é um prato cheio. Há também a placa do carro, NOS4A2 que não foi jogadoa a toa, já que inúmeras vezes se referem a Manx como um vampiro.

É possível perceber o grande salto da escrita de Joe Hill entre A Estrada da Noite e Nosferatu, o autor amadureceu e melhorou indiscutivelmente, tanto que Nosferatu concorreu ao prêmio Bram Stocker Awards, mas perdeu apenas para o pai que concorreu com Doctor Sleep e ganhou.

Eu amei Nosferatu, um dos melhores livros de horror que li e acho que Joe ainda via brilhar muito, também tem a quem puxar não? ;)

Ele soube criar um enredo original e único, criou personagens memoráveis e conseguiu humanizá-los de forma a encantar o leitor, além de nos levar para uma viagem sombria e arrepiante.

site: http://alinenerd.blogspot.com.br/2014/09/nosferatu-joe-hill.html#.VBHmCvldX5g
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João 03/10/2014

Nosferatu conta a história de Victoria MacQuenn e seu misterioso dom:ela consegue através da imaginação atravessar uma ponte e sair em qualquer lugar que deseja.
Charlie Manx também tem um dom oculto:um carro que lhe permite levar crianças a Terra do Natal,um lugar horrível onde é Natal todo dia.Mas as crianças que vão pra lá nunca mais são as mesmas.
Quando o destino cruza o caminho de Charlie com o de Victoria ela consegue escapar.
Muitos anos se passam e agora Charlie quer vingança.Quer levar o filho de Victoria,Wayne para dar uma voltinha no seu carro maligno.
Quem saíra vitorioso dessa vez?

O livro se passa praticamente em três épocas:mostra a infância de Victoria,sua adolescência e sua vida adulta.
O livro já no começo nos prende a atenção.Com capítulos curtinhos e cheios de suspense e ação não dá pra parar de ler.

Os personagens são impressionantes.São cheio de defeitos humanos e isso leva o leitor a questionar qual caminho os personagens vão seguir.

Gostei de todos os personagens.Victoria é uma heroína bem diferente do que estou acostumado.Ela é simplesmente humana com defeitos e mais defeitos.Não tem como não gostar do Charlie por mais cruel que ele seja.E é claro Lou Carmody,o personagem mais simpático do livro.

Joel Hill consegue nos envolver com história de maneira fantástica.Infelizmente ele não pena do coração do leitor.Ele sujeita seus personagens à uma violência sem dó e você fica de coração na mão quando o destino de cada personagem é selado!

Sem dúvida o melhor livro de Joe Hill!
Nesse livro Joe nos mostra que ele não é só o filho do grande Stephen King.Ele é um autor de primeira com espaço já conquistado!
Excelente leitura!!
Sueli 05/10/2014minha estante
É uma delícia quando um livro preenche as nossas expectativas.
Parabéns João pela resenha super bacana.
Abraços!


Euflauzino 07/10/2014minha estante
é amigão, parece o filho do mestre começou a acertar a mão! estou tremendamente curioso quanto a este livro, principalmente por causa do filme e da quantidade de fotos pra deixar a gente ansioso. radcliffe com aquele par de chifres está impecável rs. nos trabalhos anteriores faltava alguma coisa que eu não conseguia identificar, além do mais ele tinha pedigree, então a gente cobrava mais. já li o livro da esposa do mestre e adorei, agora fico na cola do joe. pelo que percebi por sua resenha ele melhorou e os capítulos curtos cheios de gancho também agrada a nós leitores. no mais vida longa ao clã, porque dele sempre sai coisa boa. bela resenha amigão.


Thiago de Andrade 23/12/2014minha estante
Euflauzino, mas o filme que saiu com o Daniel Radcliffe é do Pacto, não do Nosferatu O.o
quanto a família, o irmão de Joe tbm é escritor, mas seu livro, assim como as fantásticas HQs do Joe Hill, ainda não foram lançadas no Brasil




Cath´s 05/08/2014

Resenha Nosferatu.
Já tive uma experiência anterior com uma obra do Joe Hill, e esta veio para confirmar: o autor é um Stephen King mais dark. Você pode me perguntar, mais dark que o King? A minha percepção sim, é mais tenso, mais sombrio.

Victoria numa crise histérica da sua mãe por ter perdido uma pulseira, sai de casa andando em sua bicicleta com o desejo de encontrá-la, até que ela chega ao Atalho, que já havia sido demolido, mas não é isso que Vic vê, ele o vê inteiro e ao entrar nele sai exatamente onde sua mãe perdeu a pulseira.

Então Vic começa a usar O Atalho sempre que precisa achar algo que se perdeu no decorrer dos anos, só que cada vez que ela usa tem uma consequência, como a dor no seu olho esquerdo, sempre é cobrado um preço por usar.

Apesar disso tudo estaria bem se ela não saísse um dia procurando encrenca com nome e sobrenome: Charlie Manx, que ela só sabia que sequestrava crianças e e fazia algo horrível com elas, que nunca mais eram vistas.

Por um bocado de sorte ela consegue sair viva desse encontro e mandar Charlie para a prisão, e essa é só a primeira parte do livro. Posteriormente, com Vic já adulta, Charlie consegue voltar a ativa.

Só que tem um porém, Charlie não é um simples sequestrador, ele tem "poderes" que nem a Vic e criou a Terra do Natal, que não pode ser acessada por ruas normais, logo quem não tem nenhum dom não chegaria ao local sem ajuda, e é nessa Terra do Natal que ficam as crianças.

Ilogicamente, quando Charlie volta a ativa ele vai atrás de Vic, e deseja se vingar dela. Desse ponto, vou parar de contar sobre o enredo do livro e passar ao que achei dele.

Não é uma leitura que eu indique para crianças, em alguns momentos eu mesma tive que parar e fechar os olhos para tirar aquela sensação de peso, e não me considero nenhuma "florzinha".

Vic começou me encantando quando criança e a medida que o tempo passou ela me irritou admito, tendo melhorado para o final do livro. Charlie é tão preso a sua loucura, pois ele acredita que está certo, que me deu agonia. Bing (não irei contar quem é, vão descobrir lendo) retrata fielmente como algumas pessoas devem procurar ajuda psicológica. Maggie me deu vontade de abraçar, assim como Wayne de proteger e Lou fez eu ir gostando dele gradativamente.

O nome do livro tem referencia a obra, Charlie tem um Rolls-Royce que a placa é NOS4A2, que forma a palavra Nosferatu = vampiro, e não, o livro não tem nada a ver com vampiros, mas é que Charlie suga de certa forma as crianças.

Joe conseguiu desmonstrar a essência de certos seres humanos, como mesmo tentando fazer algo bom acabando mais destruindo que construindo, ele criou personagens fortes.

Não é uma leitura leve, é pesada, é descritiva, e como disse anteriormente é intensa, se você não aprecia sangue, palavrões e gases (sim, gases, os personagens adoram "peidar") então eu não indico, mas se está procurando um livro tenso, eu super indico esse.

site: http://www.some-fantastic-books.com/2014/08/resenha-nosferatu.html
Jossi 07/06/2017minha estante
Não gosto de livros com muita maldade, pura e simples. Eu gostei de 'O Cemitério', de S. King, apesar de terrível e assustador, porque o elemento principal e atuante ali, é o sobrenatural, é algo quase inexplicável, impalpável e misterioso. O que me encanta no terror, é o sobrenatural. O terror puro e sanguinário, não me agrada.
Também não me agrada em absoluto a violência crua, descrições de cenas de maldade com crianças (ODEIO), cenas macabras e vilões humanos e/ou psicopatas.
Acho que esse livro vou dispensar,porque não ligo a tensão, mas detesto palavrões e porquices em excesso: Poluem a leitura. Obrigada por avisar. :)




Ruivo 26/10/2015

De tirar o fôlego
Esse livro conseguiu mexer com o meu imaginário de uma maneira que há muito tempo não acontecia. Joe Hill, com a personagem Vick, fez com que temores infantis se tornassem medos adultos. O limiar entra a sanidade e os medos da protagonista te deixam de cabelo em pé o tempo todo e fazem com que você devore o livro com medo do que encontrará na próxima página.
Recomendadíssimo.
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Blog MDL 15/10/2014

Victoria McQueen era uma garotinha especial. Aos 8 anos de idade ganhou de presente do seu pai uma bicicleta que acabou se revelando diferente de qualquer outra, já que após ouvir uma discussão dos pais a respeito de uma pulseira perdida e sair pedalando a procura dela bosque a dentro, ela conseguiu passar por um Atalho e sair exatamente no local onde tinha que procurar o objeto pertencente a sua mãe. Sem entender como conseguiu realizar esse feito, Vic desejou encontrar alguém que a explicasse o que estava acontecendo e o porquê dela conseguir fazer algo tão extraordinário.

Em sua busca, ela acabou encontrando uma bibliotecária que tinha um dom semelhante ao dela. Só que a maneira que Margareth Leigh utilizava seus dons não era através de uma bicicleta, mas sim do seu de jogo Palavras Cruzadas. E foi por meio do jogo que Maggie avisou Vic sobre o temido Espectro: O Rolls-Royce de Charlie Manx. Charlie também tinha o dom de sair da realidade com ajuda do seu carro, mas mais do que isso, ele podia levar outras pessoas com ele para um o local onde ele fazia as regras: a Terra do Natal - um parque de diversões macabro, existente dentro de sua imaginação.

No decorrer dos anos, Charlie Manx carregou várias crianças como passageiras e elas acabaram se tornando tão assustadoras quanto ele. Nenhuma havia escapado. Nenhuma até ele capturar Vic e ela conseguir fugir por um triz dos seus ardis com muitas lembranças terríveis em sua mente. No entanto, diferente de Vic, Charlie não queria perder essas memórias, pois ele só descansaria depois que conseguisse se vingar da garota. E é justamente quando Vic começa a tentar levar uma vida normal depois de anos entre clínicas psiquiátricas e reabilitações para viciados em álcool, que Charlie Manx volta para sua vida com promessas tenebrosas para o seu futuro.

"Nosferatu" é um livro cheio de reviravoltas emocionantes. Com um ar pra lá de perturbador, ele consegue envolver de um jeito fascinante, pois com um misto de terror e fantasia, Joe Hill leva os leitores à uma viagem alucinante num mundo inacreditável, com personagens imprevisíveis e complicados que tornam a leitura uma ótima experiência para quem gosta de livros impactantes. Porém, mesmo com tantos predicados reconhecidos após o término da leitura, a verdade é que fiquei com receio quando comecei a ler essa história, pois pelo que eu tinha ouvido falar do autor e de outros livros do próprio, as minhas expectativas estavam bem em baixa.

Acredito que isso até foi bom, já que reconhecer o talento do Joe Hill a cada página lida, foi algo ainda mais fascinante. O modo como ele misturou a realidade e a fantasia, foi sem sombra de dúvidas uma das mais impressionantes provas de que para algo se sobressair em meio a uma temática repleta de clichês, o autor tem que se arriscar. Sobre essa abordagem diferenciada que ele fez, posso dizer que em "Nosferatu" existem dois mundos: o mundo real, onde as coisas são ou não verdadeiras, sem meio termo; e o mundo que existe dentro de cada ser, uma paisagem interior, um mundo construído de pensamentos.

Para grande parte das pessoas, esse mundo imaginário é a coisa mais prazerosa que elas poderiam ter na vida. Entretanto, o mundo de Charlie Manx é o mais tenebroso que alguém sequer poderia imaginar. Tanto que as crianças que vivem lá conseguem ser mais assustadoras do que o próprio Charlie! E é nesse ponto que Hill acerta em cheio no terror incutindo nos seus leitores, pois ele mostra que na mente de um ser psicótico como Manx, o que ele faz é o certo a ser fazer, já que em sua concepção ele está salvando as crianças que sequestra e transforma de uma vida de abusos e maus-tratos.

Abordar esse ponto de vista, de alguma forma muda o modo como vemos o próprio vilão, já que ele é uma mistura de "inocência" e maldade, que exerce certo encanto em quem está acompanhando essa jornada. Além da construção da dúbia dos personagens, outro ponto interessante é a escrita do livro. Relatando a história em vários ângulos, tanto dos personagens, como de modo geral, Hill mostra a maneira como as demais pessoas encaram os sequestros, como os noticiários expões os sumiços das crianças, entre outros detalhes bem interessantes de ser ver. Sempre narrando em terceira pessoa, ele não só alterna constantemente o ponto de vista dos personagens, como também, dá a entender que tudo o que acontece ali faz parte da nossa realidade.

A única coisa que eu acho que ele não deveria ter feito, foi terminar a última frase do final dos capítulos do livro com reticências para que essas que seriam as palavras finais, se tornassem o título do capítulo seguinte. Se o livro fosse curto, talvez esse "pecado" não tivesse me cansado tanto, mas considerado o tamanho do livro, isso acabou me incomodando com o decorrer da leitura. Porém, isso terminou sendo uma falha perdoável considerando todo o conteúdo da intensa história que compõe "Nosferatu", já que cheio de reviravoltas emocionantes e com a intensidade que os leitores anseiam em um livro do gênero, Joe Hill supera as expectativas e dúvidas que possamos ter com relação ao livro e nos faz desejar ler outras criações suas.

site: http://www.mundodoslivros.com/2014/10/resenha-nosferatu-por-joe-hill.html
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Andrei Arthur Fahl 05/12/2014

Muito Bom, Ruim, Ótimo.
Esse livro me encantou logo em suas primeiras páginas. Todo o universo criado pelo Joe fiquei fascinado e como ele colocava uma pitada de horror no meio desse universo fantástico. O antagonista desse livro é muito bom, e as formas de como ele é demonstrado se ele é bom ou mau é melhor ainda! Temos várias fazes da vida da Vic, amei a fase dela pequena e descobrindo aquele mundo novo. Mas o problema foi o meio. O livro saiu do foco de horror fantasioso para o mundo real. Tivemos que lidar com a Vic em dúvida se aquilo era real ou ela era maluca, coisas sobre seu namorado, seu filho, suas crises psicológicas. Mas isso com pensou um pouco no final por que ele é muito bom. A escrita do autor é fantástica, ele consegue colocar um pouco de bem no mal e o mal no bem. O livro é escrito em vários pontos de vista, todos são bons. Amei os personagens como a história deles. Então vá elr esse livro!
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Tania 03/12/2014

Propaganda Enganosa
O livro é bom... Mas se você quer em livro de vampiros vai se decepcionar!
SERGIO 11/05/2015minha estante
Esse livro da medinho ? se não der, quero ler.


Andye 02/06/2015minha estante
Mas em nenhum momento é citado que o livro se trata de vampiros.


Giovanna.Lisboa 08/12/2018minha estante
Aceita trocar por algum da minha estante de trocas?




Cia do Leitor 30/08/2014

Nosferatu - de Joe Hill
Um Thriller de terror e suspense repleto de ação e surrealismo.
Perturbador, vibrante, inovador e viciante.
Adrenalina na veia!

Eu prometi pra mim mesma que não faria comparações com o Stephen King, é difícil falar de Joe (para os íntimos) sem citar o nome do pai, mas, vou me esforçar... Joe Hill conseguiu me levar em uma viagem alucinante de ida sem volta para o subconsciente de seus personagens. Mergulhei na mente doentia de um sequestrador infanticida do Além e na mente de uma jovem considerada louca por suas atitudes, fiquei desvairada, na fronteira entre fantasia e realidade.

A História tem inicio em 1986, somos apresentados a Victoria MacQueen, Vic ou simplesmente Pirralha como seu pai carinhosamente gostava de chama-la. Tinha acabado de completar seu oitavo ano de vida e ganhara de presente de seu pai uma bicicleta, Tuff Burber, que tanto desejava. Era desproporcional para seu tamanho, mas isso não a incomodava nem foi empecilho, estava tão realizada que nem deu ouvidos as reclamações de sua mãe sobre o extravagante presente. Parecia que mesmo sendo grande, aquela bicicleta fora projetada exclusivamente para Vic, descobriria a veracidade disso mais tarde.

Seus pais estavam vivendo uma crise conjugal, não se entendiam, discutiam por coisas fúteis e sem noção do mal-estar que causava em Vic. Foi diante de uma dessas brigas, tendo como causa a perda do bracelete de sua mãe, que Vic já cansada e irritada resolve sair com sua Tuff a fim de procurar a joia perdida. Entrou no bosque, aproximou-se do rio e ousou atravessar a velha ponte coberta, coisa que não lhe era permitida, no entanto, não queria saber das consequências, apenas fez e pronto! Saiu do bosque em Haverhill, Massachusetts indo parar segundos após em Hampton, New Hampshire do outro lado da cidade. Espantada e confusa com a visão diante de si, pois esperava encontrar mais árvores do outro lado da ponte e não uma cidade que levaria no mínimo duas horas de viagem pra chegar, Victória desiste de procurar respostas para seus questionamentos, apenas segue seu curso e encontra o bracelete na lanchonete que estivera com seus pais quando voltava do passeio mais cedo.

Ao voltar pra casa pela velha ponte estacionada no meio do beco em Hampton, Vic entrega o bracelete a seus pais e mente onde o encontrou e omite o estranho acontecimento já prevendo que eles não acreditariam nela. Foi a partir dessa louca aventura que Vic passa a atravessar com mais frequência a ponte para achar outros objetos perdidos em lugares ainda mais distantes com apenas segundos de viagem, sempre mentia sobre as localizações de seus achados, mesmo porque a tal ponte fora demolida anos atrás, só confirmaria que tudo não passava de imaginação ou delírio. Quando retornava de sua busca estava sempre cansada e febril, como se algo lhe consumisse a cada viagem que fazia.

Até que um dia, aos 16 anos, após uma discussão com sua mãe, frustrada e magoada, Vic atravessa a ponte não em busca de objetos perdidos, mas a procura de encrenca, queria extravasar sua raiva em alguém e encontrou algo pior, entra numa maior e perigosa enrascada ao encontrar Charles Talent Manx.

Charles Manx também tinha o mesmo dom, e seu meio de transporte era um Rolls Royce preto, mas não procurava objetos perdidos como Vic, ele atravessa todo o país em pouco tempo em busca de crianças. As tirava de seus lares, muitas vezes acompanhadas de suas mães e as levava para seu mundo secreto de nome: Terra do Natal, onde todo dia era natal, com promessas de felicidade eterna. Só que os passageiros do expresso NOS4A2 nunca retornaram, nem foram encontrados em lugar algum e foram considerados desaparecidos pela justiça e com suspeita de estarem mortos. Uma vez que alguém seja convidado para um passeio no Rolls Royce, nunca mais sairia de lá o mesmo.

Victória, foi uma pedra no sapato de Manx, logo no seu primeiro inusitado encontro ela o deixa em uma situação de total descontrole, prejudicando seus planos e expondo seu verdadeiro eu diante de testemunhas. Charles criou uma relação de ódio e fascínio por Vic e prometeu não descansar até que vingasse da Pirralha.

O Cão despertou, é hora da revanche

Agora Victória tinha algo que Manx queria, algo que destruiria sua miserável vida, algo que consumiria sua alma e sanidade. E ele não mediria esforços para alcançar seus diabólicos objetivos. Ele estava possesso, sentia sede de vingança e passaria por cima de quem atravessasse seu caminho.

Victória estaria pronta pra viver seu maior pesadelo?

Esteja certo que você, caro leitor, irá vibrar com as reviravoltas criadas pela mente desse escritor maléfico e não vai querer parar de ler até findar essa eletrizante obra.
-A Estrada rumo a Terra do Natal remove todas as tristezas, alivia toda a dor e apaga todas as cicatrizes. Ela leva embora todas as partes de você que não estavam lhe fazendo bem e tudo o que ela deixa para trás fica limpo e purificado. Quando chegarmos ao nosso destino, você estará purificado não apenas da dor, mas também da lembrança da dor. Toda a sua infelicidade é como sujeira na janela depois que o carro tiver acabado de agir com você, a sujeira terá sido levada embora e você vai reluzir de tão limpo. E eu também.
Impressões

A resenha fala por si só, é um livro eletrizante, cheio de reviravoltas e armadilhas para o leitor. Quando você pensa que o livro está ficando parado, ele te surpreende, dá uma guinada de 180º e arranca-lhe todo o ar dos pulmões e deixa seus olhos em orbita.

Hill, é sem duvidas um louco autor com uma mente brilhante. Criou um sequestrador assassino sanguinário muito original e único, com um fetiche cruel de sequestrar crianças sem dó nem piedade dos braços de seus entes queridos com a ajuda de seus fiel ajudante tão louco quanto ele. Creio que não é algo que vá chocar o leitor, mas o fará questionar, vai se perguntar o que de fato acontece com as crianças desaparecidas, se Manx visivelmente doente leva mesmo as crianças para um local agradável, ou não. Até que você descobre a verdade e tudo muda, é a tal da reviravolta que mencionei.

Pior é o destino das "mamãezinhas", claro que não vou falar aqui, basta saber que Manx não trabalha sozinho...

Victória, desde o inicio mostrou-se diferente de todas as mocinhas. Ela é espetacular! corajosa desde menina, curiosa e atrevida. Não mede esforços pra conseguir o que quer, age através de emoção, não pensa duas vezes, apenas faz, e faz bem feito! Sim, ela tem seus momentos de insegurança, afinal, passar pelas coisas que ela viveu pós-Manx tem que no mínimo tomar uma cartela re Rivotril pra relaxar.

Cada personagem é essencial para o desenvolvimento da história, cada qual tem um papel importante e revelador. São fortes, independentes, excêntricos, fascinantes e destrutíveis. Você os odeia, ora tem pena e depois aplaude, não necessariamente nessa ordem. Amei Maggie tanto quanto Vic, senti dó e repulsa por Bing Partridge, em alguns momentos até ri dele. Manx também tem o seu lado cômico, me fez rir por alguns segundos, mas depois voltava a minha antipatia. Ele é sem dúvidas um dos piores vilões que conheci, (Isso significa que ele é bom no que faz!) ficará na história. Já tem até quadrinhos e Fanfics!

O autor não deixa fios soltos, ele ata cada parte do livro, cada passagem, não deixando o leitor sem explicações. E o melhor, é um livro com final! Aliás, um excelente final! É um livro de fácil entendimento, uma vez que ele usa uma escrita com linguagem popular, não deixando de lado alguns palavreados, nada excessivo, dentro a atual situação que alguns personagens vive.
Fato interessante: O autor fez a proeza de mencionar mesmo que brevemente lugares e personagens tirados de sua obra anterior e de seu pai (olha eu mencionando King), A Estrada da Noite e Doutor Sleep foi quase imperceptível. Achei muito legal isso.

Sei que haverá receio, não só pelas 611 páginas, mas por um histórico de livros de opiniões divididas. Alguns leitores amaram A Estrada da Noite, outros não. O Pacto foi mais bem aceito pela galera, mas há quem diga que o livro é fraco. Em particular não o li, mas será a minha próxima compra. Estou enamorando e não quero dispensá-lo por causa de opiniões adversas. Na minha opinião, Nosferatu foi um dos melhores livros que li esse ano, comecei bem a leitura dos livros de Joezinho (Muito intima), fui feliz e estou muito satisfeita.

A Editora Arqueiro mais uma vez teve zelo e capricho pela obra, alem das páginas cremes e fonte de tamanho perfeito, publicou ilustrações riquíssimas para aguçar a nossa imaginação. E os capítulos, foi muito criativo terminar cada capítulo com reticencias e iniciar um novo com a palavra ou frase que faltava no final do anterior. Muito legal!

Aconselho essa obra como prioridade para o leitor, jamais saberá se ela será maravilhosa se não a ler.

Indico e re-indico!!

Parabéns mais uma vez Editora Arqueiro e reverencio ao autor Joe Hill.

Boa leitura galera!!

site: http://ciadoleitor.blogspot.com.br/2014/08/resenha-nosferatu-de-joe-hill.html
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Tulliu Cardia 10/11/2015

Quando estava lendo o livro, percebi que Joe Hill está cada vez mais parecido com seu pai. Tanto pela escrita quanto pela história em si. Esse poderia muito bem ter sido um livro escrito por Stephen King. E isso é bom, não é? Afinal, SK é um mestre da escrita, e sou seu fã.
A história em si é cheia de reviravoltas, mas não posso dizer que possui um desenrolar surpreendente. Recomendo para todos que gostam do estilo. É um livro super fácil e gostoso de ler, apesar de ser um pouco grande, não é nem um pouco cansativo.
De modo geral adorei a história, o Manx, Bing, Vic e a Terra do Natal.

Galera, setiverem interesse, leiam meus livros e contos, disponíveis no Wattpad (gratuito)! Vocês vão curtir! Valeu!

site: https://www.wattpad.com/user/TulliuCardia
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Josi 26/01/2015

Um livro palpitante.
Esse é o primeiro livro de Joe Hill que leio e me deixou uma ótima impressão. É um livro que remete á outros conteúdos e que incita a sua curiosidade. Com uma boa história e uma dinâmica que te remete á muitos ângulos faz com que você sinta ímpetos de acelerar a leitura para descobrir logo o que vem em seguida. Não é o melhor livro que já li mas com certeza é um bom livro. Recomendo.
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Gustavo 06/12/2015

O mais fraco dos livros de Joe Hill até agora
Comprei pois já havia lido Estrada da Noite e O Pacto, ambos ótimos livros de Joe Hill. Mas esse não seguiu o passo dos outros. Ainda é um bom livro, mas toda essa coisa sobre "época de Natal" encheu o saco e o livro se tornou muito bestinha em algumas partes. Se não fosse os personagens interessantes, seria quase um livro para crianças sobre um conto de terror natalino.
Renan 02/04/2017minha estante
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Giovanna.Lisboa 08/12/2018minha estante
Aceita trocar por algum da minha estante de trocas?




Nasa 27/01/2018

Joe Hill está se tornando um dos meus escritores favoritos, isso graças a seu talento. No início da leitura do livro Nosferatu, fiquei um pouco confusa, mais por minhas expectativas, do que pelo livro em si. Esperava outra coisa. Mas a que tinha nas mãos foi sem dúvida suficiente para me surpreender.

Fazia tempo, uns quatro meses que não me sentia enojada, revoltada e ansiosa lendo um livro. Durante a leitura de Nosferatu senti tudo isso, e até a última página eu esperei um desfecho tremendamente cruel.

A história é sobre Vic Mcquenn, uma garotinha com poderes muito especiais. Ela consegue encontrar objetos perdidos. Mas para isso ela utiliza uma ponte. Não uma ponte tradicional, a Ponte do Atalho. Essa ponte a muito foi destruída e agora só existe por força do dom de Vic. Que pode transformar uma bicicleta Raleigh, num meio de atravessar a ponte. Ela não pode atravessá-la a pé. Eu quase a chamava de saltadora, ou viajante, mas fiquei sem saber, no fim acho que ela nasceu com esse poder para vencer um mal maior, ou seja Charles Manx.

Charles Manx é um sequestrador de crianças e pasmem, ele tem um Rolls Royce Wraith 1938, a placa do carro é sugestiva, NOS4A2 (Nos-four-ei-two). Reza a lenda, que todas as crianças que ele raptou estão na Terra do Natal.

Dizem que para todo vilão existe um super-herói, e Vic nasceu para enfrentar Manx, eles têm um dom em comum, atravessar o espaço com seus carros e pontes e ir para lugares que não existem em nossa realidade.

Claro, o diabo tem ajudantes e Charles Manx não poderia ser diferente, ele conta com a ajuda do repulsivo e medonho Bing Partridge, sempre que ele aparecia no livro me dava vontade de matar ele. O cara usa uma máscara de gás, tem a mente distorcida por ideias medonhas e cruéis. O sonho dele, apesar de ser um marmanjo, é ir para a Terra do Natal.

O encontro desses três se dá por casualidades perigosas e Vic descobre que existe muita coisa rolando além do mundo real, pena que ela não consegue lidar com isso e termina se tratando como louca. Faltou aquela coisa, “acredite em seu poder”, “foi real, aconteceu”. Seu encontro com Manx foi terrível e quase a matou.

Numas dessas viagens de Vic ela conhece uma jovem chamada Maggie, uma jovem que tem o pode de ver o futuro através de um jogo de caça palavras. Ela abre os olhos de Vic para seus poderes e para uma verdade cruel, nem todos usam tal poder para o bem, como Charles Manx, que usa o “Espectro”, o Rolls Royce, para raptar crianças. Maggie avisa a Vic para ficar longe dele.

O livro todo é cheio de surpresas e sustos, todos bem engajados na trama assim como as referências feitas pelo autor, de suas obras e de outras.

Se você compra livro pela capa ou título, cuidado, você não vai encontrar aqui um vampiro tradicional. Manx é algo mais medonho e assustador que um vampiro sugador de sangue.

O livro concorreu ao prêmio Bram Stocker Awards, e ironicamente perdeu para um livro escrito pelo pai do autor, Stephen King, que concorreu com o livro, Doctor Sleep. Ao meu ver, ficou tudo em casa.

O livro é original, não tem clichês e surpreende na mesma medida que assusta e fere. É sem dúvida uma viagem sombria de redenção e vitorias amargas.

Minha nota? Cinco Beijos mordidos.
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Samantha 24/09/2014

HILL, Joe. Nosferatu. São Paulo: Arqueiro, 2014.
Nosferatu é um dos lançamentos de 2014 da Editora Arqueiro, seu autor, Joe Hill, segue os passos do pai, Stephen King, na literatura de horror e mistério. Desde a divulgação da capa e sinopse desse livro que o desejei incessantemente e ele não me decepcionou mesmo com altas expectativas antes da leitura.

Nosferatu conta a história de Vic, uma garotinha que descobriu um incrível dom depois de ganhar uma bicicleta de aniversário, tal presente era capaz de leva-la a qualquer lugar em poucos minutos. Criada hum lar conflituoso, embora amoroso, a protagonista tenta se abster ao máximo dos problemas familiares (comportamento normal para uma criança). Após anos, Vic reencontra sua bicicleta e todas as aventuras com ela vividas não parecem nada mais do que brincadeiras lúdicas da infância, mas mal sabia ela o que a esperava ao pedalar novamente...

Joe Hill conduz a narrativa com maestria, deixando o leitor sempre curioso e ávido pelo desenvolvimento da trama. Os capítulos não tão longos e com narrador alternado torna o livro mais dinâmico. A descrição das cenas é muito boas, impossível não ficar por dentro de um único movimento sequer e com o bônus de não ser uma leitura chata ou arrastada mesmo com essa riqueza de detalhes.

A protagonista é bem desenvolvida, sua personalidade é marcante e contrasta muito bem com outras que se fazem tão vívidas quanto ela, como a de Bing, por exemplo, o capanga psicótico de Manx. Os capítulos do Bing, para mim, eram os mais aguardados, seu jeito meio infantil e despreocupado com as amarras sociais impostas pelo mundo. Manx é meio (muito) lunático e me fascinou com sua paixão natalina, as cenas em que ele aparecia sempre me deixava com uma vontade louca de que o natal chegasse logo (mesmo com o tom macabro do personagem), vontade de decorar a casa, comprar mais enfeites natalinos e viver mais um pouco daquele sentimento único que inunda nosso ser nesse período do ano.

Os conflitos da narrativa se entrelaçam aos conflitos internos de cada personagem em meio a um ambiente muito realista e ao mesmo tempo onírico. Joe Hill trabalha aqueles terrores psicológicos em meio ao perigo eminente.

A Arqueiro caprichou no cuidado editorial de Nosferatu, a capa é um delírio de tão charmosa, as ilustrações são encantadoras (dediquei alguns minutos de apreciação em cada uma delas conforme iam surgindo no livro), até as páginas são caprichadas com um papel lisinho que dá até gosto. O título do livro no original é Nos4A2, a tradução para o português ficou digna (NOSfourAtwo = Nosferatu).

Eu definiria o livro como intenso, sombrio e difícil de largar. A leitura está mais do que indicada para os fãs de Stephen King (livros e filmes).


site: http://www.wordinmybag.com.br/
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