O Trem dos Órfãos

O Trem dos Órfãos Christina Baker Kline




Resenhas - O Trem dos Órfãos


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Ladyce 15/11/2014

Previsibilidade à vista!
Daqui a dez anos, não vou me lembrar deste livro. O que ficará comigo da leitura de O TREM DOS ÓRFÃOS? Fica o fato histórico, uma revelação mesmerizante, mesmo para quem está familiarizado com a história dos Estados Unidos:por mais de cinquenta anos houve um trem de órfãos. Mas é só. Só isso que ficará comigo. O resto não criou raízes, não me afetou. Na verdade me irritou muitas vezes quando me senti manipulada emocionalmente.

O título e a chamada na capa traseira da edição brasileira já preparam o leitor para um drama e direcionam a nossa opinião para uma injustiça social. “Entre 1854 e1929, os chamados ‘trens dos órfãos’ percorriam regularmente cidades da costa leste até fazendas do meio-oeste dos Estados Unidos, carregando milhares de crianças abandonadas cujo destino seria determinado simplesmente pela sorte”. Note-se que a sugestão de que nossas emoções serão testadas começa aí, quando faz-se a notificação de que o “destino[ das crianças] seria determinado simplesmente pela sorte”, ou seja que elas estariam abandonadas à sua sorte, por causa do trem que as levava. Este é o alerta às nossas lágrimas e soluços,que vem da sugestão de que só o destino dessas crianças é determinado pela sorte, quando que sabemos muito bem que todo ser humano, assim como essas crianças, tem sua sorte determinada em grande parte por seu destino. Começamos, portanto, a nossa leitura guiada, enviesada, para achar o ‘trem dos órfãos’ uma prática desumana e inaceitável.

Há um grande problema com releituras de fatos históricos: a tendência de julgarmos o passado com os olhos de hoje. O que eram práticas comuns em Roma antiga, por exemplo, não conseguem ser aceitas hoje: escravidão, estupro dos vencedores sobre as mulheres dos vencidos na guerra, relações licenciosas entre meninos e homens maduros. Não se aceita, no presente, que o dono de uma terra tenha o direito à primeira noite de núpcias da jovem com quem seu inquilino se casara, como podia acontecer em comunidades medievais. O comportamento humano é passível de mudança, mas qualquer historiador sabe que o ser humano é cruel com o seu semelhante. Mas sabemos também que as condições históricas de cada momento não conseguem ser pensadas com integridade, quando o leitor contemporâneo se encontra sentado no conforto de sua poltrona preferida, desfrutando de luxos como uma semana de 40 horas de trabalho, ar-condicionado para os dias de calor e um carro potente a levá-lo sem esforço a comprar os suprimentos necessários à sua vida. Sem maior conhecimento de história, não nos lembramos que esses luxos foram adquiridos só depois da segunda metade do século XX. E é aí que se encontra o ponto mais fraco do romance de Christina Baker Kline, a falta de contexto histórico que localize para o leitor as razões desse experimento social. Um bom romance com temática histórica implica uma revelação contextualizada. Nesse livro o contexto aparece superficialmente e com o viés moralista da atualidade. Não descobrimos claramente o porquê? Por que havia tantos órfãos ou crianças abandonadas nas ruas das grandes cidades americanas? Seria o mesmo fenômeno social apresentado nos livros de Charles Dickens, o escritor inglês que se distinguiu pela descrição dos moleques de rua, criminosos, na Londres vitoriana, como acontece em OLIVER TWIST? Não sabemos. A história centrada nos dois personagens que se opõe na idade mas que são semelhantes em sua exclusão social se apequena às experiências das duas protagonistas. O tema é muito maior... e se perde.

Um bom debate, caso esse livro chegue ao seu círculo de leituras, seria justamente descobrir que medidas tomar quando há um número extraordinário de órfãos, crianças abandonadas ou maltratadas. O trem dos órfãos americano foi um experimento social que tinha como objetivo, proteger e melhorar as condições de vida dessas crianças. Pode não ter dado certo, ou pelo menos para alguns não deu certo, mas também foi capaz de dar casa e comida para muitos indigentes menores de idade cujo destino já se projetava nefasto, caso permanecessem onde estavam, abandonados nas ruas.

Quase todas as pessoas que encontrei gostaram da leitura de O TREM DOS ÓRFÃOS, emocionadas com a trágica vida de Vivian Daly. Mas a trama é previsível e melodramática. Só faltava a orquestra de violinos em alguns momentos cinematográficos. Molly Ayer, uma menina quase adulta, que paga pela sua rebeldia com trabalhos sociais é um estereótipo, um personagem raso e improvável. A narrativa que se apresenta com altos e baixos, aparecendo mais complexa só na descrição da nonagenária Vivian. Molly parece ter sido um personagem inserido posteriormente, como se uma obrigação – poderia ser a conselho do editor? -- para contrabalançar a história de vida da velha senhora. Há momentos, principalmente a partir de meados do livro que a prosa parece ter sido escrita em um outro momento da autora e às pressas.

Tenho a impressão de que este foi um romance encomendado para o mercado jovem adulto. Muita emoção, muita reverberação fácil de questões de identidade, pouca preocupação com estilo. Não foi escrito com a intenção de permanecer na nossa imaginação dando frutos para experiências futuras. Não me surpreenderei ao ver essa história no cinema, onde garotas adolescentes encontrarão na sala escura, ambiente favorável ao debulhar de lágrimas tão necessárias para o equilíbrio das glândulas hormonais em desalinho. Dá saudades de grandes romancistas históricos contemporâneos como Philippa Gregory, Noah Gordon, Hilary Mantel entre outros escritores de ficção histórica.
Andrea 18/09/2015minha estante
Não li o livro, mas gostei da sua resenha, sua visão acerca do que é apresentado no livro e a clareza com que você enxergou a obra. Vou ler justamente pela sua resenha e tirar minhas conclusões! Parabéns!


Less 11/04/2017minha estante
Muito boa a resenha.


Lory 13/10/2017minha estante
Ótima resenha. O livro começa como um pastiche de histórias sobre órfãos - cita até Anne of Green Gables e Jane Eyre - mas até que convence durante uns 3/4 da leitura.

Depois, a autora definitivamente perde a mão e começa a "correr" com a história. Ela cria novas situações, bastante forçadas, em busca do drama que estava lá desde o começo do livro, mas que ela não soube explorar.




Livy 07/09/2014

O Trem dos Órfãos é um belo livro, e contêm um história poderosa.
O Trem dos Órfãos é um livro que me surpreendeu muito. Sou apaixonada por livros que retratam culturas, épocas ou fatos reais. E a história mescla realidade e ficção, passado e presente, de forma muito bem construída.

A história nos mostra duas personagens importantes: Vivian Daly uma senhora de 91 anos de idade que leva uma vida pacata e tranquilha em Spruce Harbor, no estado do Maine (Estados Unidos). Para esta mulher seus fantasmas são todas as lembranças e pessoas que ficaram para trás em seu passado turbulento: um passado cheio de reviravoltas e sofrimento. Agora tudo o que restou são as lembranças deste passado, guardadas em caixas dentro de seu sótão. Mas cada um dos objetos ali guardados tem um significado, e ela precisa de ajuda para arrumar o sótão e colocar em ordem suas próprias lembranças.

Molly Ayer tem 17 anos, e está encrencada. Orfã, ela está cansada de ser tratada como uma inútil, julgada pela aparência que montou para si, e de se sentir só. Está cansada de viver nos lares que viveu. Depois de cometer um roubo de um livro que amava, ela precisa prestar serviços comunitários para não acabar num reformatório. Surge então a oportunidade de ajudar Vivian a limpar seu sótão. O que nem Molly ou Vivian esperavam é que conforme elas seguem com a organização de suas lembranças e pertences, elas descobrem que tem muito em comum e vão acabar descobrindo que nunca se é tarde para recomeçar.

O livro é dividido em partes entre o passado, no período da Grande Depressão e o presente. As partes que narram o passado a partir de 1929 são contados pela própria Vivian em primeira pessoa. Estes trechos são o relato da senhora para a Molly. O tempo presente é narrado em terceira pessoa.

O livro traz uma parte da história americana pouco conhecida, e um tanto triste através das lembranças de Vivian. O Trem dos Órfãos realmente existiu e transportou mais de cem mil crianças entre os anos de 1854 a 1929. As condições que estas crianças enfrentavam não eram nada bonitas, e muitas eram adotadas apenas pela força de trabalho que iriam produzir. Muitas vezes eram levadas para trabalharem em regime escravo. Foram anos de verdadeiras tristezas, mas houve alguns finais felizes também. Fiquei impressionada com o relato de uma parte da história que eu nem sonhava ter acontecido, e surpreendida com o resultado de um estudo que mostrou que um em cada 25 americanos descende do trem dos órfãos.

Ambas as personagens são órfãs, e ambas passaram por sofrimentos. E achei lindo o modo como a autora construiu a amizade e a ligação das duas. Mesmo sem perceber, aos poucos, elas se tornaram amigas, se tornaram confidentes. Molly e Vivian estão ligadas pelo sofrimento e pelas suas lembranças e vivências. Conforme Molly ajuda Vivian a se soltar, recordar e contar sua história, Vivian também ajuda Molly a se encontrar e se aceitar.

Eu achei tão bonita as lições, a trajetória e o desfecho para ambas. E achei bonito também o fato de Molly ter tantas semelhanças com sua nova amiga Vivian. A autora mostra claramente que ambas precisavam uma da outra de alguma forma, e que ambas são muito parecidas.

A história contada por Christina Baker Kline é muito bem construída e a narrativa é sensacional. Uma das coisas que amei no livro são as descrições. A riqueza de detalhes e sentimentos foi fantástica. Fora que por tudo que li e pesquisei, percebi que a autora se importou muito com todos estes detalhes, e fez uma ótima pesquisa para tornar seu livro ainda mais crível. Achei magnifico o cuidado com que a autora faz estas descrições. A ambientação, as vestimentas, os problemas da época, as características de cada personagem, etc. Tudo é tão bem descrito e narrado que eu consegui visualizar tudo claramente. Além disso eu amei o modo como ela conduziu as personagens, suas descobertas, suas redenções e suas decisões. O modo como a autora uniu as duas mulheres, separadas por tantos anos de diferença, foi incrivelmente bem elaborado.

Outro ponto de reflexão do livro, e é uma grande lição, é de que mesmo sob diversas adversidades e sofrimento nenhuma das protagonistas se rende. Elas continuam lutando, vivendo, e não se deixam envergar pelas situações ruins. Nem por causa de todo sofrimento elas se tornam pessoas amarguradas, e também não deixam de acreditar e lutar por aquilo que sonham e querem realmente ser. Independente de qualquer situação, não foram os acontecimentos que as moldaram, mas elas se moldaram conforme os acontecimentos, se tornando fortes e maduras.

O Trem dos Órfãos é um belo livro, e contêm um história poderosa. Um livro que traz fatos reais, que traz sentimentos e emoções fortes, para se refletir e sentir. Este é um livro sensível que fala de amor, amizade e o recordações. O poder da herança que se leva no coração e na alma.


site: Confira mais resenhas: http://nomundodoslivros.com
Edméia 18/04/2017minha estante
*Livy , adorei a sua resenha e fiquei mais curiosa para ler este livro ! Obrigada !!! Um abraço.




Ju Oliveira 23/06/2014

Tocante!
Molly é uma adolescente rebelde, órfã, que vive trocando de lares adotivos. No momento ela se encontra na guarda do casal Dina e Ralph. Dina é uma mulher arrogante e implicante e deixa claro que só aceita a presença de Molly em sua casa pelo dinheiro que recebe por acolher um órfão. Já o “pai” Ralph é atencioso e até se mostra carinhoso com Molly.

Após cometer uma pequena infração, (roubar um livro da biblioteca), para não ser mandada para o reformatório, Molly decide prestar algum tipo de serviço. Com a ajuda de seu namorado Jack, ela acaba conhecendo Vivian, uma rica senhora de 91 anos, que está a procura de alguém para ajudá-la a organizar seu sótão, onde há muitos pertences antigos, guardados a várias décadas. Mesmo achando que esse serviço certamente seria um tédio, Molly aceita.

Logo após o primeiro encontro com a senhora, Molly percebe que elas tem muito mais em comum do que qualquer um poderia imaginar. A simpatia de uma pela outra é recíproca. Vivian também é órfã. Conforme elas vão abrindo as caixas para separar os itens para doação, lixo ou embalar novamente, Molly fica encantada, pois cada objeto que há naquelas caixas tem toda uma história por trás, geralmente uma triste história.

Vivian relata a Molly sua infância sofrida, a vinda da Irlanda com sua família, a morte de todos eles em um incêndio e após ficar órfã, a triste viagem no “Trem dos órfãos“, com apenas 9 anos de idade. Sua busca por um lar de carinho e o sofrimento enfrentado a cada nova parada do trem, quando era rejeitada, pois na época as famílias eram interessadas em bebês ou meninos mais fortes para trabalhar em suas lavouras.


O trem dos órfãos é um dos livros mais tocantes que já li na vida. Muito triste saber que ele realmente existiu nos EUA entre os anos de 1854 e 1929, chegando a transportar até 100 mil crianças órfãs. Narrado em primeira pessoa pela personagem Vivian, ela nos conta todos os horrores e as barbaridades que teve que enfrentar na vida, desde seus 9 anos. Os lares horrorosos por que passou, sendo tratada pior que bicho, por seres humanos insensíveis e maldosos.

Certos momentos da leitura, a angustia e a judiação era tão grande que chegava a doer. Revolta, raiva, compaixão, uma mistura de muitos sentimentos em um só livro. Apesar de a autora expor detalhadamente o sofrimento vivido por Vivian e vários outros órfãos, a lição que ela passou nessa obra é muito linda. A autora conseguiu nos fazer enxergar, que por mais triste e sofrida que tenha sido a infância da personagem, ao crescer e se tornar uma jovem mulher, ela não permitiu que o ódio e a amargura tomasse conta de sua vida. Pelo contrário, lutou para se tornar uma pessoa digna e honesta. E essa é a lição que Molly acaba aprendendo com Vivian.

O trem dos órfãos certamente vai mexer com o emocional dos leitores, assim como fez comigo. Tocante, emocionante, revoltante (em certas partes). Muito bem escrito, a autora fez uma grande trabalho de pesquisa, chegando a entrevistar descendentes dos passageiros e até mesmo alguns próprios passageiros do trem dos órfãos, todos já passados dos 90 anos.

Enfim uma leitura rica em sentimentos e fatos históricos, tristes, mas infelizmente reais. Eu indico muito. Leiam!

site: http://juoliveira.com/cantinho/o-trem-dos-orfaos-resenha-sorteio/
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Yuri 12/07/2020

"Aprendi há muito tempo que a perda não é apenas provável, mas inevitável. Sei o que significa perder tudo, sei o que é abrir mão de uma vida e encontrar outra. E agora sinto, com uma estranha e profunda certeza, que deve ser o meu destino na vida aprender essa lição vezes e vezes sem conta."
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San... 15/07/2014

Um livro muito bem escrito e que foi capaz de me levar às lágrimas, coisa que há muito tempo não acontecia... Embora seja, sob certos aspectos, uma história triste, também é bastante interessante e me mostrou uma prática que foi bastante usual no inicio do século XX, nos Estados Unidos. Esse trem de órfãos realmente existiu. Atrás dos motivos humanitários propagados, uma verdade feia se escondeu: a maioria desses órfãos foi dada para trabalho escravo em regiões afastadas e inóspitas, onde os maus tratos, em sua maioria, não foram documentados ou denunciados. E que não se pense ser uma leitura piegas, enfadonha, apelativa. Muito ao contrário, a simplicidade da narrativa, sua objetividade e leveza, oferece ao leitor uma leitura muito boa e proveitosa. Recomendo.
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Tayane Cristie 26/08/2014

O Trem dos Órfãos
A Trama: Molly é “órfã” e vive em lares adotivos. Na casa em que está morando agora, Dina, a esposa, não é muito fã dela, e as coisas pioram mais ainda quando ela é pega tentando roubar um livro da biblioteca. Agora Molly tem que prestar 50 horas de serviço comunitário, e Jack, seu namorado, consegue fazer com que ela seja a responsável por limpar o sótão de uma senhora de 91 anos chamada Vivian Daly. O que Molly achou que seriam horas de tédio ajudando aquela senhora a se livrar de suas tranqueiras velhas, se tornam horas de aprendizado, onde ela vai conhecer um pouquinho mais sobre o passado de Vivian, que também foi uma órfã como ela. Num trabalho para a escola, Molly entrevista Vivian sobre seu passado e ela acaba criando um apreço muito grande por aquela senhora.
O livro se passa em dois tempos, nos dias atuais (2011) e no passado de Vivian (de 1929 à 1943), desde sua infância, sendo que a história de Vivian é a maior parte do livro. Eu achei ambas as histórias interessantes, mas não há como negar que as partes de Vivian são as melhores, onde aprendemos como ela lidou com as dificuldades da época. Esse livro também é para ser sentido e entendido, principalmente quando lemos sobre tudo o que Vivian teve que passar, como fome, abusos, medo. Eu adorei acompanhar sua jornada e saber um pouquinho sobre os Trens dos Órfãos, que realmente existiram naquela época, levando milhares de órfãos para famílias que, futuramente, poderiam vir a adotá-los.

As Protagonistas: Molly tenta ser rebelde para repelir qualquer pessoa que queira se aproximar. Não tem um bom relacionamento com a esposa da família que a acolheu, mas a mulher parece ter mesmo uma mania de perseguição com ela. Mesmo assim, não consegue não ficar próxima de Vivian, ainda mais quando descobre que as duas têm muito em comum, até esse espírito rebelde da adolescência. Gostei dela, apesar de ter me irritado um pouco quando ela ficava na defensiva.
Vivian veio da Irlanda com os pais quando era bem nova. Os cabelos ruivos eram uma peculiaridade em sua aparência, o que poderia fazê-la sofrer muitos preconceitos. Seu nome verdadeiro é Niamh (pronuncia-se Ni-vi), mas a primeira família que a pegou nomeou-a Dorothy e, outra família, deu-lhe o nome de sua filha morta, Vivian. Ela sofreu bastante na infância com famílias que queriam explorá-la e não tinham a menor intenção de mantê-la segura. Eu gostei de como ela conseguiu se manter forte, mesmo sabendo de mais para a pouca idade.

Personagens Secundários: Temos vários ao longo do livro. Como eu já disse, Dina, a esposa da família que acolheu Molly, não se dá nenhum pouco bem com ela, mas a mulher é muito irritante. Ralph, o marido, é mais legal, mas não consegue contrariar as ordens da esposa. Falando daqueles que Vivian conheceu ao longo de sua vida, temos Dutchy, o garoto que ela conheceu no trem dos órfãos e se tornou amiga, anos mais tarde os dois até viveram um romance (que foi bonitinho, mas não gostei de como ele começou do nada; num momento ela estava pensando se o veria novamente, no outro eles se reencontram e já estão se beijando; tipo, eles eram só amigos, não havia nenhum interesse amoroso entre eles antes para já se reencontrarem dessa forma!). A Srta. Larsen, professora de Vivian, que foi muito boa para ela e a ajudou bastante. Os outros personagens secundários é legal você ir conhecendo ao longo do livro, mesmo que vários sejam odiosos.

Capa, Diagramação e Escrita: Eu gosto da capa, acho que tem a ver com a história, a imagem é bem bonita. A diagramação é simples, com um tamanho de fonte muito bom para leitura. Sinceramente, eu achei que a narrativa desse livro seria mais arrastada, mesmo o tema sendo ótimo. Mas, ao contrário, a narrativa é leve e envolvente, mesmo com algumas partes mais obscuras, fazendo que a leitura flua facilmente. Achei a escrita da autora bem gostosa e gostei de como ela narrou os fatos, nenhuma parte “agarrando” a leitura.

Concluindo: Li alguns comentários no Goodreads falando mal do livro, principalmente de como o livro retrata as famílias, principalmente as mães, desses lares adotivos provisórios, até mesmo de uma mulher falando que ela é uma dessas mães e que não concorda em como a autora descreveu Dina. Bom, cada caso é um caso, ela não é como Dina, mas a personagem da autora é, então não vejo porque ela ter reclamado tanto. E outra coisa, as famílias retratadas são de outra época, em que as coisas eram bem diferentes, então também achei injusto para a história terem reclamado das características que a autora deu a seus personagens. Mas enfim, cada uma tira suas próprias conclusões, né? No final, também temos uma breve matéria sobre os trens dos órfãos, com imagens reais, o que achei bem legal. Eu gostei bastante do livro, apenas algumas coisas me incomodaram – como o instalove dos personagens. O final foi muito bonito, emocionante até. No mais, eu recomendo muito a leitura, principalmente se você ficou interessado no tema.

site: http://www.fomedelivros.com/2014/07/resenha-o-trem-dos-orfaos.html
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Ana 18/06/2018

Lindo
Gosto de livros que me façam sentir saudades dos personagens quando estou em outras atividades... esse é um deles.

Tão despretensiosa como a conheci, a narrativa é leve apesar do tema marcado por tristezas. Uma história delicada, de personagens fortes.
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Jacqueline 28/08/2020

O Trem dos Órfãos
Livro gostoso e fácil de ler. Recomendo.
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Jaitan 25/07/2018

Maravilhoso e tocante
Um dos melhores livros que li esse ano. Simplesmente perfeito
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Fernanda 16/06/2014

Resenha: O Trem dos Órfãos
Resenha: “O trem dos órfãos” de Christina Baker Kline, oferece visões diferentes sobre acontecimentos realistas e comoventes. Dá para perceber que foi necessário realizar uma pesquisa abrangente em relação aos assuntos mencionados. E é possível perceber as descrições vívidas como um modo de valorizar os acontecimentos e garantir que as cenas se mostrem determinantes e ainda mais explicativas. É um romance carregado por sentimentos conturbados e o mais interessante é poder comparar as experiências dos personagens em destaque.




CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/06/resenha-o-trem-dos-orfaos-christina.html
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Gabi Ruggin 19/01/2018

4,5?
Um livro que te faz pensar, na maldade do ser humano, e que mesmo no meio de pessoas ruins existem pessoas boas também! Leitura agradável
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Guigui 04/01/2019

Ler para conhecer
Amei conhecer como os Estados Unidos agia coma as crianças órfãs e até mesmo aquelas que eram tiradas dos pais por motivo de pobreza, a maioria dessas crianças terminavam como escravas infantis nas fazendas dormindo e celeiros frios, passando fome e muitas morreram de frio, doenças e exaustão. Leiam o livro tem fotos das crianças, a escritora é maravilhosa.
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Michelle 09/02/2015

Uma maneira interessante de se estudar a Grande Depressão de 1929
Enredo: Molly Ayer é uma menina órfã de 17 anos que passa de lar em lar adotivo e, atualmente, vive junto com seus pais adotivos Dina e Ralph. Por conta de sua condição de órfã ela cria uma aparência gótica para se proteger de todos os outros:

"Era verdade que Molly não facilitava as coisas; sabia, por experiência própria, que era melhor ser estranha e durona do que patética e vulnerável, e usava essa persona gótica como se fosse uma armadura."

Embora vivendo com uma família adotiva, Molly se sente solitária. Eis que um dia qualquer ela rouba um exemplar de um livro da biblioteca e é pega. Dois caminhos são apresentados a ela: reformatório ou 50 horas de trabalho comunitário. Molly decide realizar o trabalho comunitário e acaba aceitando ajudar a Sra. Vivian Daly, de 91 anos, a limpar o sótão de sua casa.

Vivian e Molly então acabam por se conhecer durante a tarefa e Vivian acaba contando sua história de vida ao longo de 14 anos (1929 - 1943): uma menina que viaja com seus pais da Irlanda em busca de uma vida melhor e acaba ficando órfã. Levada ao chamado "Trem dos Órfãos" pela Sociedade de Auxílio ás Crianças ela passa por diferentes lares adotivos até que se estabiliza levando ao destino que tem hoje.

Esse tempo em conjunto modifica tanto a vida de Molly quanto a de Vivian de uma forma incrível. As duas acabam passando por uma jornada de auto conhecimento e exploram pontos difíceis de suas próprias vidas aprendendo e apoiando uma à outra acima de tudo.

Opinião: A história que Vivian relata se passa em grande parte no período da Grande Depressão e somos capazes de entender, pelo contexto histórico, as situações pelas quais ela passa. Um ponto bem legal do livro é o fato de aprendermos muito sobre o Trem dos Órfãos. Apesar de adorar livros que possuem como pano de fundo um ponto marcante da história, li poucos a respeito do período da Grande Depressão e desconhecia muita da pesquisa que a autora realizou sobre as condições de vida naquela época.

Aliás, esse é um ponto bastante interessante: a autora realizou extensa pesquisa e criou uma realidade tão atrativa (apesar do drama) que é difícil não se encantar (ou solidarizar) com a jornada de Vivian durante o período. Ela levantou, por exemplo, o fato de que a cada 25 americanos, um é descendente do Trem dos Órfãos que existiu entre 1854 e 1929. Inclusive, os passageiros dos trens buscaram se reencontrar e criaram redes na internet para que pudessem compartilhar suas histórias e trajetórias de vida. Adorei!

Pra quem eu recomendo o livro? Quem gosta de uma história com um pano de fundo real e que se emociona com relatos de vida cheios de emoção. Pra quem deseja aprender um pouco sobre um fato marcante da história pois a riqueza de detalhes faz o livro ser incrível para se entender um pouco do que foi esse momento e o impacto na vida das pessoas. Saliento: a pesquisa da autora foi muito bem feita e a história de Vivian muito fiel ao que retratam os descendentes do trem.

Pra quem eu não recomendo? Difícil. Apesar de eu ter avaliando em apenas 3 de 5 pontos eu diria que recomendo a todos para aprender sobre o tema da Depressão e para ler uma história cativante de verdade. O livro tem algumas falhas sim mas no fundo quase todo mundo ficará curioso sobre qual o destino tinham as crianças que eram levadas ao trem. A menos que você deteste demais histórias dramáticas eu o recomendaria. E sim, eu sei que existem críticas extremamente negativas ao livro nas redes sociais de leitura. Todavia, colocando na balança, por ser fácil e leve a leitura, eu recomendo.

Avaliação final: 3/5
- O livro intercala entre o momento vivido por Molly (uma adolescente atual) e a história de vida de Vivian. A parte da vida de Molly é situada no mundo da internet e das redes sociais. Ao mesmo tempo em que a autora acertou ao fazer uma extensa e detalhada pesquisa para criar o enredo de Vivian, foi muito sucinta e até falhou, na minha opinião, em situar Molly e justificar suas decisões, medos e sentimentos. Além disso, se as crianças do trem dos órfãos passavam por situações difíceis dado o período da Grande Depressão e isso se faz perfeitamente compreensível pela riqueza de detalhes apresentada, o mesmo não se pode dizer da vida de Molly. Suas justificativas são fracas, suas ações não são trabalhadas em nenhuma profundidade e ela se torna uma personagem secundária, daquele tipo em que pensamos em fazer uma leitura diagonal pra chegar logo ao capítulo em que Vivian novamente entra em ação.
- Há um momento da história de Vivian (um reencontro) que parece um pouco forçado (acredito que poderia ser melhor trabalhado). Nào vou entrar em detalhes pois seria quase um spoiler!
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Ida 23/02/2015

O Trem dos Órfãos
O livro o “Trem dos Órfãos” fala de abandono, perdas, caminhos sem volta, mas também fala de esperança, segunda chances, amizade e amor.

Durante o período da Grande Depressão, entre os anos de 1854 e 1929, um trem que percorria regularmente cidades da Costa Leste até fazendas do Meio-Oeste dos Estados Unidos, levava milhares de crianças na esperança que, durante todo este percurso, conseguissem que alguma família as adotassem, ou até mesmo as quisessem para trabalhar sejam nas fazendas ou ajudando nos serviços domésticos. Estas crianças em sua maioria eram abandonadas pelos pais por diversos motivos e ao embarcarem no trem, sua real esperança é que obtivessem sorte.

Neste livro, somos apresentadas para Vivian daly, 91 anos e para Molly, uma adolescente órfã estilo gótico e rebelde de 17 anos, Vivian esteve no trem e trás consigo grandes lembranças desse passado. Nos dias atuais ela é uma idosa que mora sozinha e precisa de ajuda para organizar e se livrar de pertences antigos guardados em seu sótão, para isso conta com ajuda de Molly que está precisando fazer um serviço comunitário para não acabar num reformatório.

Todo o desenvolvimento da narrativa parte daí, a história é intercalada entre a primeira e a terceira pessoa, sendo que a narrativa da primeira pessoa é feita por Vivian no momento em que relembra e conta seu passado para Molly, essa parte do livro foi a que mais me emocionou, embora eu saiba que a Vivian de fato nunca existiu, mas sua personagem foi inspirada em fatos e pessoas reais da época. Os livros que foram baseados em fatos históricos ou que se inspiraram em histórias de pessoas reais, me deixa emocionada e muito compenetrada no que estou lendo, é como se eu estivesse lá, vendo tudo acontecer de perto, foi assim com a história de Vivian, eu acompanhei sua trajetória, e sinceramente não sei como ela foi tão forte.

O trabalho da limpeza e organização do sótão continua, mas de uma maneira bem diferente, cada caixa aberta resgata uma lembrança, um momento vivido por Vivian, ela por sua vez vai contando todo o seu passado para Molly, descobertas são feitas e que podem mudar muita coisa daquele momento em diante e Molly, vai assimilando tudo e passa a olhar Vivian com outros olhos..

A Molly, aos poucos vai entendendo como funciona as coisas, ela passa de adolescente durona, cara fechada numa postura de autodefesa, para uma moça mais compreensiva, acredito que ela se colocou um pouco no lugar da Vivian, afinal, as duas são órfãos e podemos constatar que suas histórias de vida apresentam uns paralelos, ao imergir cada vez mais no passado de Vivian, Molly, consegue mostrar ser uma pessoa inteligente e prestativa, sedenta de carinho e amor.

Tudo que aconteceu com a Vivian em sua infância me fez recordar a Mariam de “A cidade do Sol”-Khaled Hosseini- algo como uma infância perdida, repleta de apuros, provações, violência de toda natureza, medo e abandono. Claro, que uma infância perdida não tem concerto, está consumado, acabado, mas nem tudo está perdido nessa vida, e posso garantir que a Vivian depois de tudo que passou conseguiu sim viver bons momentos...


Em suma, a história é muito bonita, apesar de ser triste, mas proporciona um final revelador, durante toda sua trajetória de vida, Vivian, superou muitas perdas em sua vida, e mesmo sendo uma órfã ainda menina, conseguiu construir seu futuro, tem muitos pontos chaves no desenrolar da narrativa e como já disse pontos reveladores, posso dizer que me apeguei mais a história de vida da Vivian, mas cada uma tem seu particular e mesmo com seus medos conseguiram a cada dia se superar. Vivian teve seu final feliz e fiquei feliz por ela. Amei o livro, amei a história e com certeza é um dos meus favoritos.

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Diandra Lara @bibliotecadadi 05/08/2020

Foi uma boa história. A autora permeou a narrativa com fatos históricos, e gostei de saber sobre essa época que havia o trem de órfãos. Vale a leitura.
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