A Vida do Livreiro A.J. Fikry

A Vida do Livreiro A.J. Fikry Gabrielle Zevin




Resenhas - A Vida do Livreiro A.J. Fikry


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Rafaela B 12/06/2014

A Vida do Livreiro A.J. Fikry
O que posso dizer sobre esse livro? Não sei se o amei porque sou livreira e amo minha profissão ou porque esse livro é bom mesmo. Acho que um pouco das duas coisas. Isso não significa que quem não trabalha no ramo de livros não vá gostar. Muito pelo contrário, é uma ótima pedida para conhecer muitos livros legais (apesar do Fikry dizer que alguns são chatos).

A Vida do Livreiro A.J. Fikry conta a história de um dono de livraria de uma cidade pequena, bem pequena mesmo, uma ilha até. Ele é uma pessoa ranzinza, que só vende o que ele gosta e é o terror dos representantes de editoras que vão lhe apresentar o catálogo de lançamentos.
Desde que sua esposa morreu leva uma vida ainda mais reclusa que o normal e pensa em se aposentar vendendo um livro raro de Edgar Allan Poe que conseguiu numa feira de garagem a um preço bem camarada, mas sua vida tem a primeira reviravolta (ao longo do livro serão muitas): o livro é roubado e seu plano de deixar aquele lugar vai por água abaixo. Não bastasse isso, alguém resolve abandonar um bebê em sua livraria e o faz pensar se está pronto para ser pai e amolecer um pouco seu coração de pedra. Ainda tem que lidar com a nova representante da editora Piterodactyl que não conhece nada dos seus gostos enquanto que seu antecessor poderia ser chamado até de amigo pelo Fikry, mas que fez o favor de morrer gerando esse inconveniente de ter que aturar alguém novo e inexperiente. Entre essas e outras histórias o livro conta como é a vida de Fikry na pequena cidade, o papel da livraria na comunidade e o relacionamento das pessoas, para lá de real. Não quero contar muito porque não gosto de resenhas grandes e não quero passar uma visão errada do livro. Mas posso garantir que é uma ótima leitura, todos personagens são maravilhosos e são bem reais, difícil não se identificar com um deles.
Só mais 2 coisas que quero falar sobre o livro:
1. Cada capítulo começa com o comentário de A.J. Fikry sobre um romance ou conto. Todos com bastante personalidade e as vezes com muita ranzinzice.
2. Tem um livro que Amelia ama: Desabrochar Tardio. Parece um livro lindo, da vontade de correr para comprar um... mas ele é fictício! Me lembrou muito de Uma Verdade Imperial. Fico frustada com isso, parece que vai ser o livro da minha vida e descubro que ele não existe.
Manuella 17/06/2014minha estante
Oi, Rafaela
Adorei sua análise e ja vou solicitar o livro. Vim conferir sua opinião antes de decidir e... voilá! Fui fisgada!
Depois te conto.
Bj


Vivian R 15/07/2014minha estante
Acho que você quis dizer "Uma AFLIÇÃO Imperial". Gostei da resenha, vou lê-lo :)




Caroline 20/08/2014

O ciclo da vida...
A vida do livreiro A.J. Fikry chamou a minha atenção justamente pela palavrinha mágica livreiro. É natural que as pessoas que gostam de ler se interessem por livros que falam de livros, e aí minha imaginação já entra em parafuso e começo a ver magia para tudo quanto é lado, começo a imaginar uma bela livraria, uma pequena cidade e muitos leitores apaixonados. Bem, não é por aí que esse livro se desenrola, ele é realístico e pé no chão.

A.J. Fikry é o dono da única livraria de Alice Island, a Island Books, e está amargurado, de mal com a vida, sofrendo pela morte de sua mulher. As vendas vão mal e A.J. não se importa muito, continua rabugento. Até que um certo dia encontra algo no chão de sua livraria que vai mudar sua vida e fazer com ele se abra para a possibilidade de amar novamente.

A estória é daquelas completamente plausíveis, daquelas que você até relaciona os personagens com pessoas que você conhece de tão real e corriqueira que ela é. Não tem firulas, enfeites e confetes. Não tem grandes mistérios, reviravoltas, amores arrebatadores nem nada. Ela é simples e é aí que está sua beleza.

A.J. é um personagem que você aprende a gostar ao longo do livro. Adorei o cinismo que a autora imprimiu no seu gosto literário e a maneira que ele se orgulha em criar a Maya para ser uma nerd. Maya é, para mim, a personagem central e me conquistou completamente com sua fofura e esperteza. Amelia também tem seu charme, tem uma paixão especial pelo que faz e uma simplicidade e carisma que envolvem o leitor.

Dos secundários, Ismay não me cativou, mas Lambaise é tão, mas tão típico que não tem como não simpatizar com ele. É aquele delegado que, bem, não lia, mas que de tanto aparecer na livraria e ter que comprar livro por um certo motivo, passa a lê-los para não desperdiçar o dinheiro gasto. Claro, encontra seu gênero literário favorito (ou se encontra nele) e passa a ser um leitor voraz. Daniel Parrish, apesar de não ser envolvente (e nem era a intenção da autora, talvez), é muito bem construído e tem um certo clichê, acredito eu, inerente a muitos escritores.

A escrita é...digamos...esquisita, mas não em um mau sentido. É difícil explicar, pois ao passo que me diverti bastante também achei um pouco...marcada demais. Não é que seja ruim, só não é comum, é como se fosse pausada, um pouco seca. Talvez um dia eu encontre uma palavra adequada e edite meus comentários, mas por enquanto deixo registrado essa impressão: boa, mas estranha.

O livro tem alguns erros de revisão bem grosseiros, mas nada que atrapalhe demais a leitura - mas sentimos falta do capricho, não é verdade?

No geral, A vida do livreiro A.J. Fikry é uma leitura agradabilíssima, incrivelmente realística e um tanto divertida. É daquelas estórias para se ler em uma sentada, em um domingo à tarde, comendo pipoca. Tem um quê de tristeza, mas é colocado de uma forma bem natural e bonita, demonstrando que a vida segue seu caminho, seu ciclo, que ela se renova e continua. Não morri de amores, mas, taí, recomendo.

❤ ❤ ❤ ♡ ♡
★ ★ ★ ★ ☆
Andressa 20/08/2014minha estante
Tenho vontade de ler esse livro também. :)


Caroline 21/08/2014minha estante
É uma boa leitura, Andressa, acho que você vai curtir!
;)


Andressa 23/08/2014minha estante
Vai para a lista!




Fernanda 14/07/2014

Resenha: A Vida do Livreiro A.J. Fikry
Resenha: A Vida do Livreiro A.J. Fikry apresenta uma narrativa encantadora e sutil, envolvendo livros e sua ambientação rica em detalhes e sentimentos. Assim que li a sinopse soube que o enredo seria envolvente por fazer menções sobre diversas obras, e claro que é interessante principalmente para quem gosta de ler. Mas o texto remete o leitor a querer adentrar nos acontecimentos e é muito mais surpreendente pelas recomendações e entendimentos.


CONFIRA A RESENHA COMPLETA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/07/resenha-vida-do-livreiro-aj-fikry.html
Milena 16/07/2014minha estante
O livro parece ser ótimo, bem emocionante, fiquei doida pra ler!


Aninha 21/07/2014minha estante
Logo que a Paralela anunciou o lançamento do livro, a capa - nem tanto a sinopse - me encantou de tal maneira que mal pude esperar pra lê-lo e acabei baixando um ePub em inglês (que tem uma capa bem borocoxô). É uma história com múltiplas emoções e reviravoltas, e até os clichês só contribuem para que ela fique ainda mais fofa. ?


Dayanne Soares 28/07/2014minha estante
Confesso que me apaixonei pela capa quando o vi na Saraiva. Agora tô super ansiosa para lê-lo.


Talitiane 02/08/2014minha estante
Nem me fale.. quando li "Como eu era antes de você" prometi que conheceria o Café citado no livro em Paris..enfim, quando fui a Paris, com o endereço na mão, percorri a rua toda e não havia o café..frustrei ;( Ps. Sempre que viajo, visito os locais citados nos livros que já li ;)


Sueli 03/08/2014minha estante
Um livro que fala de livros só pode ser muito bom. Esperando a oportunidade para poder ler. Li a resenha e gostei muito.


LariGaigher 11/08/2014minha estante
Só por se tratar de livros eu já leria A vida do livreiro. Parece ter uma história linda e emocionante, e saber que é bem narrada então só deixa tudo melhor. É um dos livros que mais quero ler no momento.


Georgia 13/08/2014minha estante
Um livro sobre livros, tem como não amar isso?! Uma leitura sensacional e imperdível para amantes desses tesouros que são os livros!




Anelise 18/05/2020

Tenho este livro desde 2017, só agora chegou o tempo... independente da trajetória e narrativa... termino com a emoção mesma inundante de estar entre os livros, seja em casa, nos sebos, livrarias, bibliotecas... estantes de livros dos amigos.... um sentir que muito de nós não consegue nomear... e gostaria de compartilhar com quem amo/compartilhar este amor ...
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Gill.Santos 27/06/2020

Maravilhoso!
Estou encantada com este livro!
A vida do livreiro J.A. Fikry, conta a vida deste homem, que perde sua esposa em um acidente de carro e mesmo após um ano e meio ainda não superou essa perda, o que o faz ser cada vez mais rabugento (embora não tenha chegado aos 40) e estar beirando o alcoolismo.
Numa certa noite de muita bebedeira, comida jogada na parede e vômito, ele tem um livro raro roubado e no dia seguinte, uma menina de dois anos é abandonada em sua livraria. De repente tudo acontece, sua vida muda completamente.
Leia este livro, vale muito a pena.
O que mais gostei foi o quanto nossa vida pode ser beneficiada se arriscarmos mudar, mesmo que essa mudança venha de tragédias!
Cami 27/06/2020minha estante
Esse livro é maravilhoso!!!


Gill.Santos 27/06/2020minha estante
Sim, eu amei!




Cherry Moon 18/05/2020

Um livro bastante curto e rápido de ler, A.J Fikry é dono de uma livraria e ele se mostra um tanto solitário devido a alguns problemas que passou, e, apesar de tudo isso, ele continua insistindo em seus sonhos e não desistir da livraria.

Um certo dia ele então recebe uma carta que pode mudar todo o seu destino e tudo em que ele acredita, fazendo a vida dele virar de pernas pro ar.

É uma história sobre relacionamentos e esperança, além de personagens emocionantes e marcantes como Amelia e Maya, que encanta com a sua inocência e carisma.

Para aqueles que estão buscando se curar de uma ressaca e para aqueles que estão procurando uma leitura leve para este momento de quarentena, eu recomendo muito esse livro que é todo amorzinho e gosto de ler
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Ianca 31/05/2020

Não sei se comecei a ler com muita expectativa, mas a história não é tãaao interessante e reflexiva quanto o que eu esperava. É uma leitura boa e leve sim, indico como um livro pra desopilar um pouco de leituras pesadas
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(n)Ana 25/08/2014

Bobo e previsível
Um roteiro de filme de sessão da tarde, daqueles que a gente acaba assistindo porque não tem nada melhor pra fazer.
Em se tratando de um livro sobre pessoas que amam livros, é decepcionante se deparar com uma gama de personagens tão clichês, insossos e razoavelmente fofinhos. Nós leitores somos mais do que isso! Os livros são mais do que isso!
Não gosto de pensar que um tempo de leitura foi um tempo desperdiçado (felizmente isso é raro!), mas nesse caso foi.
Gilya 01/09/2014minha estante
Eu acho que o charme do livro está na simplicidade. Isso que faz o livro não ser clichê. Ele não tem nada de especial, no que se refere a trama, mas a profundidade com que a autora trata cada coisa simples do dia a dia é que é especial. Sempre tive vontade de ler um livro sobre a vida de uma pessoa normal. E esse é o motivo pelo qual gosto deste livro. Ele mostra que a vida de cada pessoa, é extraordinária por si só.




Dany.Actress 26/03/2020

Não entendi a necessidade da autora em pular os fatos e correr com os anos sendo que, o livro é pequeno e, não haveria mal deixa-lo um tanto maior. Interesses surgindo do nada, sem uma linha, muita coisa no ar. O meu livro veio também com erros ortográficos/impressão. Decepcionei
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stellasays 19/12/2014

Este livro se passa em um lugar chamado Alice Island, em uma livraria chamada Island Books. Como o próprio título diz, vai contar a história deste homem chamado A. J. que é o dono desta livraria. Ele é uma pessoa extremamente exigente, especialmente quando se trata dos livros que vão para suas prateleiras, e difícil. O personagem é muito mal-humorado e soa muito mais velho do que realmente é. Acredito que ele tem uns 40 anos, mas até uma parte do livro eu achava que ele tinha bem mais. Bem, o livro começa apresentando sua correspondente amorosa na história, Amelia. Ela me lembrou muito as personagens feitas pela Zooey Deschanel - bonitinha, fofinha, alegrinha, espertinha e todos esses "inhas" - e, é claro, ele se apaixona por ela, mas não tenta nada até 4 anos depois por vários motivos: sua esposa havia falecido há pouco tempo e ele ainda estava de luto, ele foi muito rude com ela na primeira vez que se viram, ele não sabe como agir porque é aquele estereótipo de nerd de livraria e etc. Além desta trama, também tem a outra personagem, Maya, que é uma menina que foi abandonada em sua livraria pela mãe, que gostaria que a filha fosse criada em meio aos livros. A menina vai para lá aos 2 anos e A.J. resolve adotá-la. Ela é perfeita pra ele, porque adora livros, mesmo sem saber o que está escrito neles. Fala e entende coisas que não parecem ser muito comuns para sua pouca idade, mas enfim. Em linhas gerais, é isso aí. O livro é bem curto, tem 186 páginas, e por mais que a autora tente desenvolver uma trama para história, achei que foi bobo.
Agora é aquela parte em que eu explico porquê achei o livro bobo: desde o início da história já dá pra sacar tudo que vai acontecer. É um livro óbvio, pela descrição das personagens, pela presunção das conversas, que tentam passar uma mensagem de forma implícita, mas que acabam sendo arquétipos de conversas que já vimos em filme do Woody Allen, por exemplo. O livro faz várias referências a outros livros, só que usa como influência apenas aquelas que se referem a literatura Young Adult (YA). Ele inclusive cita um livro que já comentei aqui no blog chamado What We Talk About When We Talk About Love, e é impossível não comparar as conversas, que tem profundidades completamente diferentes. No conto de mesmo nome do Raymond Carver, conseguimos ver a evolução dos personagens dentro de um período muito curto de tempo, assim como acontece com nossas emoções, que não são estáveis, não somos pessoas assim tão óbvias, mudamos de opinião e nosso julgamento é afetado pelas reações dos outros. No livro de Zevin as conversas costumam pender para um dos lados, que está sempre certo, e focam muito no que os personagens estão pensando sobre essas conversas em vez de focar nas conversas em si. Ou seja, elas acabam ficando vazias, parecendo conversa de elevador. E as transições são bem ruins também. Dois personagens estão andando na rua conversando, um não vai com a cara do outro, os dois levantam da cama e se vestem. Como assim? Eu, como leitora, quero saber o que aconteceu no meio disso. Em alguns casos, como em filmes, dá pra ver os olhares, saber o que levou essas pessoas até ali, mas num livro, preciso de algo mais.
Outro ponto desagradável do livro foi a revisão. Li a tradução feita pela editora Paralela e fiquei horrorizada com os erros de tradução e, consequentemente revisão, já que é responsabilidade do revisor encontrar estes erros. Marquei os mais absurdos, mas houve mais, pode ter certeza. Um desses erros foi o seguinte: "Ela vesta uma blusa decotada e um sutiã push-up, que ergue uma pequena e deprimente prateleira onde pousa um pingente com seu nome." Prateleira? Imagino que ela quis dizer "saboneteira", certo? E, mesmo assim, o uso do verbo "erguer" nesta frase deixa tudo muito esquisito. Tive que reler a frase algumas vezes pra ter certeza de que eu entendi do que ela estava falando. Outro exemplo foi na frase "A sacola ecológica que traz no ombro contém muitos acréscimos..." Gente, fala sério, sacola ecológica? Não era mais simples escrever Ecobag? Ninguém fala "vou ali com a minha sacola ecológica". Não soa natural. Pra um livro que escreve coisas como "tantin" pra se referir a "um tantinho", acho que não precisava dessa formalidade toda.
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Rafael Palone 04/03/2015

Sabe quando você gosta tanto, mas tanto, de alguma coisa que, quando você vai falar sobre ela para outra pessoa, nem sabe como começar? É exatamente assim que estou me sentindo ao falar de A Vida do Livreiro A.J. Fikry. Eu já tinha ouvido muitos elogios a respeito desse livro e também acho a capa muito maravilhosa. A obra de Gabrielle Zevin é caracterizada pela simplicidade. Diálogos fáceis, narrativa ágil, menos de duzentas páginas, uma capa super clean e uma premissa inicialmente (inicialmente!) parecida com filmes lindos como UP! Altas Aventuras e Um Santo Vizinho. É essa despretensão que faz com que o livro não apenas corresponda com as expectativas, como também as supere.

A história começa quando a nova representante da editora Pterodactyl Express, Amelia Loman, é enviada até a única livraria de Alice Island, a Island Books, para vender os lançamentos ao livreiro A. J. Fikry. O que ela não esperava é que seria extremamente mal recebida por ele. Mesmo assim, ela mantém a postura e tenta vender o seu livro preferido do catálogo: Desabrochar Tardio, sobre um velhinho que se casou aos 78 anos e ficou viúvo aos 80. A proposta é refutada e Amelia vai embora às lágrimas da livraria, já estressada com o destrato de A.J.
Os gostos do livreiro são bem exclusivos: ele não vende livros sobre vampiros, com narradores post mortem, com cenários apocalípticos e, muito menos, sobre um casal de velhinhos. Odeia o Elmo (da Vila Sésamo) e não é nada fã de Edgar Allan Poe.
Nos capítulos seguintes, o narrador acompanha A.J. e conta que, há um ano, a esposa do livreiro morrera em um acidente de carro. O luto o tornara uma figura rabugenta e estúpida. Até mesmo as vendas da livraria, por mais que seja a única na região, começam a desabar. O personagem é tão rancoroso que eu tive muito trabalho até conseguir imaginá-lo como realmente é; um homem na faixa dos 30 anos. Minhas associações iniciais sempre estavam ligadas ao estereótipo do velhinho rabugento.
Certo dia, ao fechar a loja, ele escuta um choro na sessão infantil. Vai até lá e encontra uma surpresa: alguém tinha deixado um bebê lá com uma carta pedindo para que o livreiro cuidasse da criança e fizesse com que ela pudesse crescer entre livros. A relação entre A.J. e a pequena bebê, Maya, é o que constrói as páginas do livro e o que reconstrói um lado do livreiro que havia desintegrado há um ano. O coração do livreiro vai ficando tão mole que até Desabrochar Tardio começa a fazer sentido para ele.

Por mais que a história se resuma a 190 páginas, a construção dos personagens e dos relacionamentos entre eles não fica para trás. É tudo muito bem estruturado e sem forçar a barra. Tanto é que a primeira vez que Maya diz ao livreiro que o ama, ele responde que ela não pode sair amando qualquer pessoa tão repentinamente e acredita que isso é influência do Elmo.
A narrativa é muito bem amarrada, cheia de referências que vão desde Grey's Anatomy e True Blood até Proust. A.J. é um personagem muito engraçado, um excelente protagonista que cativa o leitor até mesmo nos discursos mais grosseiros.
É uma história de amor que caminha por várias vertentes, muito além do amor de casal. Fala do amor de família, do amor próprio e, principalmente, do amor aos livros. Apaixonar-se por A Vida do Livreiro A.J. Fikry é, também, relembrar porque nos apaixonamos por literatura.

site: http://www.canalindicex.com/2015/03/a-vida-do-livreiro-j-fikry-gabrielle.html
Cecy 18/06/2015minha estante
Ótima resenha! Parabéns!!! Fiquei com muita vontade de lê-lo! :D




Caroline.Dias 23/06/2020

Um amor de livro
Esse entra na categoria de corações quentinhos, uma historia linda de amor, recomeços, perdão, superação, e com um segredo para ser revelado.

Eu NUNCA iria imaginar o que o A.J teria encontrado ali na sua livraria que fez sua vida mudar completamente, mas fiquei tão feliz com o que acontece que tive certeza já nas primeiras paginas que seria uma história incrível, e com certeza um dos meus favoritos. s2.

Dito e feito, amei o livro! é cheio de referências de outros livros, filmes e series (que por sinal eu já vi). Recomendaria esse livro para todo mundo!
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MiCandeloro 06/07/2014

Completamente perfeito!
Amelia Loman é uma representante de livros da Editora Pterodactyl. Sua tarefa resume-se a visitar livrarias clientes oferecendo os livros do catálogo de maneira que os torne irresistíveis, a ponto de fazer os livreiros comprá-los. Teoricamente não é uma função fácil, mas Amelia é muito boa no que faz.

A.J. Fikry é livreiro e dono da Island Books, única livraria de Alice Island. A.J. não é uma pessoa fácil de se aturar. Pedante, mal-humorado e carrancudo, carrega no peito um coração partido e a dor que o consome o transformou numa pessoa isolada e antissocial. Não é à toa que sua livraria está sempre às traças e que seu faturamento vai de mal a pior. E justamente por isso que seu primeiro encontro com Amelia é um total desastre.

Sua única garantia de aposentadoria é o raro exemplar de Tamerlane, que guarda numa redoma com segredo em casa. Mas certo dia, seu livro é roubado, e nem o aplicado Detetive Lambiase consegue resolver esse mistério. A.J. fica arrasado, mas mal sabe ele que a vida preparou uma surpresa muito maior que irá fazê-lo rever todos os seus conceitos e planos.

O que fazer quando você descobre uma bebê deixada em sua loja com apenas um bilhete? Maya, uma menina linda de apenas dois anos, irá movimentar a pacata rotina de uma cidade pequena, unindo a vida de diversas pessoas que antes mal se conheciam e proporcionando uma mudança sem volta.

"Você descobre tudo que precisa saber sobre uma pessoa com a resposta desta pergunta: Qual é o seu livro preferido?"

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam.

***

Quando li a sinopse de A Vida do Livreiro A.J. Fikry me interessei de imediato, afinal, adoro todas as histórias que falam sobre livros. Mas nunca, jamais, poderia esperar que este livro fosse me surpreender tanto. Gabrielle conseguiu criar uma trama cheia de drama, romance, mistério, com uma pitada de humor sarcástico, misturada a um universo literário fantástico que me fez me sentir em casa.

Tem coisa melhor do que um leitor assíduo e apaixonado ler uma obra que fale a nossa língua? Ler sobre personagens que sabem o que sentimos ao comprar um livro novo, ao sentir o cheiro de letras impressas, o quanto é bom discutirmos literatura com outras pessoas que igualmente compartilham dessa paixão?

A Vida do Livreiro A.J. Fikry é entupido de referências literárias de livros que conheço e amo a livros que nunca ouvi falar. Me diverti com as passagens referentes aos clubes de leitura feitos na livraria, aos blogueiros pedantes que se acham e se exibem com os livros recebidos de parceria, e as críticas que os leitores costumam fazer quase que imperceptivelmente ao terminar uma leitura. Mas o que mais gostei foi ver Maya, pequenina, resenhando seus livros infantis através de desenhos, já que não sabia escrever. Ver uma criança crescer apaixonada por esse universo emociona, de tão bom que é.

“Sei não, Izzie. Tô te falando. Livrarias atraem o tipo certo de gente. Gente boa, que nem o A.J. e a Amelia. E eu gosto de conversar sobre livros com pessoas que gostam de conversar sobre livros. Gosto de papel. Gosto da textura e gosto de sentir um livro no bolso. Gosto do cheiro de livro novo também."

O livro é narrado em terceira pessoa, de maneira intimista e delicada. Os personagens são tão bem construídos que é impossível acreditar que não são reais. Eu quase desejei que fossem mesmo, para poder trocar figurinhas sobre livros que amo com eles. Apesar da história ter como pano de fundo a livraria e tudo que a envolve, como os dilemas dos livreiros de se encomendar o livro certo, planejar eventos com autores, lidar com a crise financeira e com os receios de prejuízos dos negócios em razão da proliferação dos ebooks, A Vida do Livreiro A.J. Fikry vai muito mais além.

"As palavras que não encontra, pede emprestado. Lemos para saber que não estamos sós. Lemos porque estamos sós. Lemos e não estamos sós. Não estamos sós. Minha vida está nestes livros. Leia estes livros e conheça meu coração. Não somos como romances. Não somos como contos. No fim, somos como obras selecionadas. Não, não muito tempo."

Fiquei completamente emocionada de ver a evolução de todos os personagens no decorrer da trama. A.J., por mais detestável que podia parecer para alguns no início, me cativou logo de cara. Sabia que no fundo ele era uma boa pessoa, apesar de ranzinza. Ele me lembrou muito os personagens de Lula Molusco, do desenho Bob Esponja, e Gru, da animação Meu Malvado Favorito.

Amelia é uma personagem peculiar, de gosto duvidoso, mas extremamente cheia de luz. Maya é uma bebê que todos amariam ter. O relacionamento criado entre A.J. e Maya é tão lindo que me faz acreditar num mundo melhor. Maya é uma criança inteligente e sensível, e seu amor pelos livros e pela escrita a acompanha desde pequena. Maya quer ser escritora, e é adorável observá-la seguir nessa jornada. Lambiase e Ismay começaram com um papel pequeno na história, mas igualmente conquistaram o meu coração.

"A boa notícia, srta. Fikry, é que todo tempo que passo lendo, estou aprendendo a escrever melhor”,Maya pensa a respeito. “Eu quero esse emprego.”

O final, apesar de ser triste, é tocante, profundo e cheio de significados. Foi interessante ver todas as pontas se fechando e vendo como tudo na vida faz sentido. A cada início de capítulo nos deparamos com anotações pessoais feitas por A.J. com um intuito precioso que vocês só descobrirão depois.

Eu costumava dizer que tinha três livros favoritos na vida, agora definitivamente tenho quatro. Amei tanto A Vida do Livreiro A.J. Fikry que fico querendo que todos leiam e se apaixonem pela obra tanto quanto eu. A real é que por mais que eu fale, nunca conseguirei pôr em palavras tudo o que este livro representou para mim. Nunca nenhuma resenha chegará aos pés dele. Apesar disso, também sei que este é um texto diferente, mais adulto, mais poético, e que não irá agradar a todos os gostos. Como diz A.J., existe o momento certo para se ler cada livro, e este foi o meu. Só posso torcer para que seja o de vocês também :)

"Li pela primeira vez em Princeton, num seminário chamado Literatura do Oeste Americano e não fiquei nem um pouco emocionado. Deparei-me com o conto outra vez, há uns dois anos, e chorei tanto que você vai ver que o livro está manchado. Acho que fiquei mole depois da meia-idade. Mas também acho que minha nova reação está relacionada com a necessidade de encontrarmos histórias no momento certo de nossas vidas. Lembre, Maya: as coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente as que nos tocam aos quarenta, e vice-versa. Isso é verdade para livros e para a vida."

Resenha originalmente publicada em: http://www.recantodami.com/2014/07/resenha-vida-do-livreiro-aj-fikry.html
Alexsandra 22/07/2014minha estante
MiCandeloro esse livro também passou a ser um dos meus favoritos!!!
Lendo a sua resenha concordo sentimentalmente com vc em muitos aspectos...
É tão maravilhoso quando encontramos o livro certo no momento certo, você não acha?


MiCandeloro 22/07/2014minha estante
Sim Alexsandra, é perfeito. Fico feliz de ter me permitido me render a essa história tão linda :D Beijos




Tamirez | @resenhandosonhos 06/09/2018

A Vida do Livreiro A.J. Fikry
Eu basicamente comprei ele porque sabia que era um livro que ia falar sobre livros e por mais que a premissa da história seja bem simples o livro trouxe pra mim uma sensação se alegria muito grande, que é até difícil de explicar.

Esse livro vai nos contar bem o que o título já nos antecipa, a vida do livreiro A. J. Fikry, um homem que é dono de uma livraria, a Island Books, em uma pequena cidade chamada Alice Island. Fikry tem um humor nebuloso e está bastante solitário desde a morte da sua esposa e, com isso, não faz muita questão de ser simpático, o que faz com que o leitor, a principio, fique bastante receoso com o protagonista.

O livro vai começar com ele recebendo Amelia Loman, a representante da Editora Piterodactyl e sendo bastante rude com ela, já que, mesmo sendo dono de uma livraria ele é bastante seleto com o seu gosto literário. Após isso descobrimos que Fikry guardava em seu apartamento, em cima da livraria, um livro antigo e raro que pensava ser a sua “poupança” para quando não quisesse mais trabalhar, porém nesse dia, após ficar bêbado e adormecer com o livro no colo, ele acorda e descobre que o exemplar sumiu e isso vai ajudar a causar uma mudança de perspectiva em sua vida. Porém não são esses fatos que vão tornar o livro interessante ou dar continuidade a história, e sim um pacote que é deixado para o livreiro algum tempo depois em sua livraria. Uma menina, chamada Maya, abandonada com um bilhete dizendo que sabia que ele iria cuidar bem dela e esse fato sim é que vai mudar a vida desse homem que já tinha desistido de viver a vida plenamente.

Daí pra frente vamos ter um Fikry relutante com relação a essa criança e o que fazer com ela, ideias para melhorar os negócios da livraria que não vão lá muito bem e a batalha de seu coração ao encontrar um novo amor que lhe devolva paz e vontade de seguir em frente.

Pra mim, que não sabia o que esperar do livro, foi uma grande surpresa saber como uma história tão simples pode me dar tamanha satisfação de leitura e me preencher o coração.

Ao longo das 200 páginas que compõem essa história tão bonita vamos acompanhar toda a vida de um homem, que aos poucos vai se abrindo para o mundo e para as felicidade que a vida pode dar. Todo início de capítulo é iniciado com as considerações do livreiro sobre um livro que ele leu, como se fosse um diário de leitura, algo que ele está escrevendo para alguém.

Apesar de ter ouvido vários questionamentos de como a edição em português estava com problemas de revisão e de edição, eu ADOREI esse livro e ele já entrou rapidinho para aqueles livros que eu guardo pertinho do coração.

Acho que ele trás uma lição bacana de como ao tentarmos, podemos sim ser felizes e aproveitar tudo de bom que a vida tem a oferecer ;)

Se você está procurando uma história bacana e leve, porém cheia de sentimento, fica aqui a minha sincera recomendação.

site: http://resenhandosonhos.com/resenha-a-vida-do-livreiro-a-j-fikry-gabriele-zevin/
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Paula 01/07/2014

"Um lugar não é um lugar de verdade sem uma livraria"
"Você descobre tudo que precisa saber sobre uma pessoa com a resposta desta pergunta: Qual é o seu livro preferido?"

Todo leitor apaixonado há de concordar que "Um lugar não é um lugar de verdade sem uma livraria". E a pequena Alice Island, nos Estados Unidos, passa a ser um lugar que todos gostaríamos de conhecer por conta de uma livraria muito especial, a única da ilha, que tem uma história bonita, como toda livraria que se preze. Assim como a livraria da 84 Charing Cross Road, já consigo imaginar as pessoas visitando Alice Island e procurando por essa pequena livraria (não sei se existe uma livraria mesmo lá como em Charing Cross, ou se tudo é ficção. Mas não quis procurar; prefiro pensar que existe sim e continua lá).

Seu dono, A.J. Fikry, decidiu fundá-la junto com sua esposa, Nicole, que após alguns anos faleceu em um trágico acidente de carro. O livreiro, que tinha um gosto literário apurado e exigente, fica desolado com a perda, tornando-se um homem triste e amargo. Quando a nova representante de uma editora aparece para visitá-lo e lhe mostrar os novos lançamentos da temporada, A.J. não a recebe muito bem, pois está profundamente infeliz com o que restou de sua vida sem a Nicole. A representante, Amelia, ainda tenta lhe falar de um dos seus livros preferidos, fazendo de tudo para que ele pelo menos o lesse, mas não consegue esse espaço.

Após algumas surpresas e confusões na vida de A.J., que envolvem uma edição rara de um dos primeiros livros de Edgar Allan Poe e uma menininha de dois anos chamada Maya, sua vida muda completamente, assim como a vida da comunidade de Alice Island, que passa a frequentar muito mais a livraria. E o que temos diante de nós é uma história sobre pessoas apaixonadas por livros, que sabem da importância da leitura para transformar o mundo ao nosso redor para melhor, e sobre amizades que surgem através dos livros.

A amizade de A.J. com o policial Lambiase, que nunca havia lido muito em sua vida porque na escola sempre lhe diziam que ele não era bom aluno, nos mostra que nem sempre a escola ajuda as pessoas a gostarem de ler, mas que felizmente há muitas pessoas dos livros espalhadas por aí, como a Margueritte de Minhas Tardes com Margueritte, que compartilham a paixão que sentem pela leitura e ajudam a espalhar pelo mundo o amor pelos livros. Porque "Às vezes os livros só nos encontram no momento certo".

A pequena Maya, que cresce na livraria de A.J. e depois se tornará uma escritora, é o exemplo mais bonito do livro de como é em casa que as crianças aprendem o gosto pela leitura, se apresentadas ao universo mágico dos livros por alguém que lhes tem amor. E é o amor de Maya que transforma a vida de A.J. e lhe dá uma nova chance de construir uma família. Sem falar que a pequena Maya, como a Paloma de A elegância do ouriço, é o tipo de filha que todo amante de livros gostaria de ter.

"Lembre-se, Maya: as coisas que nos tocam aos vinte não são necessariamente as que nos tocam aos quarenta, e vice-versa. Isso é verdade para os livros e para a vida".

Para quem procura um livro sobre o amor aos livros na mesma linha (mas não igual, veja bem) de A sociedade literária e a torta de casca de batata, este é um dos que se candidatam a ser um afago no coração. É, sem dúvida, um livro para quem gosta de ler. E uma homenagem bonita às pessoas que dedicam suas vidas trabalhando com livros, quase sempre por puro e verdadeiro amor.

"Lemos para saber que não estamos sós. Lemos porque estamos sós. Lemos e não estamos sós."

"Livrarias atraem o tipo certo de gente. Gente boa, que nem A.J. e a Amelia. E eu gosto de conversar sobre livros com pessoas que gostam de conversar sobre livros. Gosto de papel. Gosto da textura e gosto de sentir um livro no bolso. Gosto do cheiro de livro novo também."

Zevin, Gabrielle. A vida do livreiro A. J. Fikry. São Paulo: Paralela, 2014. 192 páginas. Tradução: Flávia Yacubian

site: http://pipanaosabevoar.blogspot.com.br/2014/07/a-vida-do-livreiro-j-fikry.html
Divã Literário 14/11/2014minha estante
Só de ler sua resenha me emocionei!! Parabéns por conseguir transmitir tantas emoções através de suas palavras.
Comecei a ler ontem e estou amando!!




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