Primavera

Primavera Oskar Luts




Resenhas - Primavera


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Fêh Zenatto 05/09/2015

Resenha por Fêh Zenatto - Blog Coisa e tal
ASPECTOS FÍSICOS
As publicações da Editora Biruta sempre tem uma diagramação diferenciada e impecável - todos os livros que li da editora são um deleite para os olhos - e com essa não seria diferente!
Apesar de não ter relevo, a capa é maravilhosa pois o trabalho da Sandra, ilustradora, é incrível. Ela consegue trazer beleza e inocência para os desenhos. Sou completamente apaixonada por essa capa!
O interior do livro também nos premia, de pouco em pouco, com ilustrações belíssimas em preto e branco - queria conhecer mais de técnicas de pintura para descrever melhor pra vocês mas tirei fotos pra vocês verem como são lindas!
O estilo da fonte, as margens e o espaçamento são ótimos. Só o que me incomoda um pouquinho é o tamanho pequeno das letras.

HISTÓRIA
As 423 páginas do livro nos mostram a rotina de uma escola paroquial na área rural da Estônia do início do século XX. Nela estudam Arno Tali, um garoto tímido, estudioso e apaixonado por Teele Raja, uma menina linda e delicada; os dois passam a conviver e a lidar com sentimentos até então desconhecidos um pelo outro conforme o ano letivo vai passando.
Em meio a esse sentimento, vamos conhecendo os outros personagens da história como Joosep Toots, o garoto incorrigível e que participa - na maioria das vezes até inicia - das grandes tramas do livro.
No meio de todas as crianças e alguns adultos, a história nos apresenta uma cultura muito diferente e como as crianças podem ser ingênuas e maldosas ao mesmo tempo.

OPINIÃO
Eu demorei muito tempo para terminar de ler Primavera pelo simples fato de que o livro não conseguiu me prender. O autor não define, durante toda a história, nenhum personagem principal (por mais que, em determinadas passagens, uns destaquem-se mais que os outros) e acredito que isso fez com que eu perdesse um pouco o interesse pela história.
Para mim, a parte mais divertida do livro foi confrontar a nossa cultura com a cultura estoniana de anos atrás. A rigidez das regras e, ao mesmo tempo, a liberdade das crianças em circular pela zona rural da cidade me deixaram refletiva por muitos momentos. Outro fato que me deixou muitas vezes chocada conforme as diferentes pequenas tramas da história aconteciam foi a maldade e as possíveis consequências graves das ações ingênuas dessas crianças.
Muitas tramas, com diferentes personagens, são desenvolvidas ao longo do livro; trata-se do tema da discriminação pela questão social, da necessidade de abandonar a escola e os colegas, do alcoolismo, da relação intra e interfamiliar. Apesar de muitos desses temas serem interessantes, eu sempre achava que eles encerravam-se rápido demais com o término de um capítulo e nunca mais eram recuperados ao longo do livro.
De todas as histórias, a que mais me interessou foi ao sentimento inocente que Arno Tali e Teele Raja nutriam um pelo outro. Essa trama tomou boa parte da metade inicial do livro mas, assim como todas as outras, se encerra abruptamente e, apesar de ser retomada mais tarde, acabei achando tudo muito confuso.
No fim, apesar da beleza indiscutível das ilustrações e de todo o livro, a história desenvolvida por Oskar Luts não conseguiu me prender, seja pelo estilo da escrita ou pelas múltiplas tramas.

site: http://www.blogcoisaetal.com/2015/09/primaveraoskarluts.html#.VesIivnBzGc
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Camila(Aetria) 25/12/2015

Uma Primavera nesse Natal
foi uma indicação da Ana da Biruta esse livro, tinha visto a capa, tinha visto a sinopse, mas quando comecei a ler, gente, que linguagem amorzinho.

“Quem quer ser consolado precisa confiar a outro a verdadeira razão de sua tristeza. Senão, não adianta.”

Primavera, Oskar Luts, p. 44

É um livro de 1912, numa época em que a Estônia ainda estava sofrendo por conta da dominação de outros países (ela só se torna independente em 1917, depois de eras de domínio estrangeiro), esse livro é um resgate de uma cultura da época. E também demonstra uma imposição de uma cultura externa, os alunos da escola de Arno, por exemplo, são obrigados a aprender as lições em russo, não em estoniano.

Obviamente também existe uma imposição religiosa (o curioso é que, apesar do livro ter bastante desse aspecto de devoção de Arno e alguns outros personagens, a Estônia é atualmente o povo menos religioso do mundo) e de moral e costumes. Mas o livro tem uma intenção de resgate e mantenimento cultural muito forte. Um sentimento de manter o que seria nacional.

“Pequeno como a grama… Sim, sim, pequeno como a grama, mas justamente nas costas curvadas de tanto trabalhar dessas pessoas pequenas como a grama é que as futuras gerações são construídas. Os grandes carvalhos já tiveram também a altura da grama…”

Primavera, Oskar Luts, p. 99

É um livro longo e muito sensível, Oskar Luts também mistura suas próprias experiências de vida no meio do cotidiano de Arno, como se fosse um autobiografia no formato de ficção. Temos alguns costumes, a questão da alimentação, da personalidade de crianças, como a Teele (que consegue ser tão chatinha como uma garota paparicada pode ser hahaha), o Toots, aquele tipo de garoto que prega peças em todo mundo, passa a perna em todos, mas acaba que todo mundo gosta um pouco dele. HAHA Aliás, Toots é um dos personagens mais interessantes do livro. Como era travada a relação familiar, o papel que cada membro desempenhava, o que era esperado de cada um. Outro que achei bem interessante é o Lible, o sineiro. Ele é um alcoólatra. E admite isso. E algumas das conversas mais interessantes são travadas entre ele e Arno.

Arno é aquele protagonista sensível, um pouco emo, convenhamos, hahaha, que pensa demais. Ele pensa sobre tudo. Ele fica remoendo tudo que acontece na sua vida. Essas são as partes onde conseguimos ver como eles deviam pensar, faz pouco mais de 100 anos, mas tanta coisa é diferente. Foi uma aula de história e fiquei pesquisando uma quantidade enorme de referências que o livro traz.

O livro é uma abertura linda pra um mundo nevado, que espera ansiosamente por uma primavera e o calor do sol. Super diferente da nossa cultura e do que a gente pensa que era a cultura deles. Dá vontade de acompanhar as aventuras e desventuras, porque não, de todos da escola paroquial. Saber mais de suas famílias, seus costumes, suas roupas e se o sacristão um dia vai virar uma pessoa legal. Porque olha, ô homenzinho…

site: http://www.castelodecartas.com.br/index.php/2015/12/25/primavera-feliz-natal-ogs-118/
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Italo Teixeira 21/01/2016

Primavera é um lindo livro que já se destaca pela capa. As ilustações de Sandra Jávera se encontram em todo o livro, deixando-o maravilhoso tanto por fora (capa) como por dentro. Oskar Lutz nos trás em Primavera um enredo muito rico culturalmente, onde podemos conhecer mais da cultura Estoniana.

Arno Tali é alguém que conhecemos de início, ele é um estudante em uma escola paroquial, Tali ainda é uma criança como todos os protagonistas dessa história e aos poucos ele vai descobrindo coisas novas, como por exemplo, o amor que sente por Teli Raja.

A escola paroquial é o lugar aonde a maioria dos acontecimentos do livro irão se passar, vão desde briguinhas entre alunos até uma queda em uma lago congelado. Cada acontecimento do livro faz com que fiquemos curiosos visto que se tratam de crianças sem muita experiência de vida e é ai que vemos a esperteza e a astúcia de cada um.

"É assim que o mundo funciona. Não há uma única alga que suporta que uma verdade seja dita na cara. Vá e diga mentiras, assim você será um grande homem!"

Primavera é um livro bom, Oskar Lutz fez uma obra bem interessante, só que muitas vezes o livro é parado demais o que acabou fazendo com que eu como leitor, me sentisse disperso em certos momentos, chegando muitas vezes a largar a obra para fazer outra coisa.

A edição está fantástica, as ilustrações da capa se encontram também na parte de dentro do livro, as folhas são amareladas e a fonte está em um tamanho agradável.

Recomendo Primavera para aqueles que querem conhecer novas culturas, porém, gostaria de sugerir também que o lessem intercalado com outro livro, desta forma a leitura se torna menos cansativa e mais fluida.

site: http://ler-e-ser-feliz.blogspot.com.br/2015/12/resenha-primavera-por-oskar-luts.html
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ricardo_22 30/09/2014

Resenha para o blog Over Shock
Primavera, Oskar Luts, tradução de Paulo Chagas de Souza, ilustrações de Sandra Jávera, São Paulo-SP: Biruta, 2014, 432 páginas.

A escola paroquial da zona rural da Estônia reúne muitas crianças com diferentes personalidades, como Arno Tali e sua amiga Teele Raja. Além de conviver com os problemas que atingem essa amizade, Arno e Teele precisam lidar com outros alunos, estudiosos e bagunceiros, e também suportar um sacristão que não tem nada de simpático.

É nesse ambiente, tipicamente do campo, que os alunos dessa escola passam grande parte de seus dias, fazendo novas descobertas, irritando o sacristão, tentando evitar injustiças, estudando e cantando, e aguardando a chegada da estação mais esperada do ano.

Naquele momento, Teele parecia a ele ter se tornado estranha. Antes pensava secretamente, bem no fundo do coração, que um dia se casaria com a garota, que ela sempre poderia ficar ao lado dele. Agora... ele só dava um sorriso triste ao pensar nisso. Quando os dois iam para casa, em geral ficavam calados. Teele até tentava falar, mas como Arno não respondia nada, ou só respondia monossílabos, ela também se calava (pág. 75).
Algumas vezes o interesse por uma nova cultura torna impossível ignorar uma obra, afinal, apenas a arte é capaz de nos aproximar de épocas e lugares distantes sem qualquer esforço. Sendo assim, não foi a capa, a sinopse, tampouco o fato de Primavera ser um clássico que chamou a atenção. Representar e apresentar a literatura estoniana foi o ponto motivador para a leitura do livro de Oskar Luts.

O autor, que faleceu em 1953, ainda hoje é um dos mais importantes nomes da literatura estoniana e publicou, em duas partes, seu primeiro e mais famoso livro no início da década de 1910, década em que o mundo e a própria Estônia sofreriam grandes transformações. Se por um lado a Primeira Guerra Mundial intensificou conflitos políticos e econômicos, por outro, a chamada Revolução Russa mudou, ao menos temporariamente, a história da República da Estônia.

Quando o livro Primavera foi publicado, o território estoniano ainda fazia parte da Rússia, por isso a obra possui grandes referências à cultura russa, que acaba sendo de suma importância para a construção da narrativa. Outro detalhe importante é que, diferente da ideia imaginada inicialmente, a história não é simplesmente cultural, mas principalmente social.

A exemplo de outros clássicos da literatura mundial, Primavera tem como ponto forte o convívio entre as personagens, nesse caso os alunos da escola paroquial que é cenário de grande parte da obra. São poucos os acontecimentos que mostram a cultura própria desse povo que precisa se adequar, entre outras coisas, ao inverno rigoroso, por exemplo. No entanto, esses poucos momentos sempre mostram uma diferença significativa se comparados com os nossos costumes.

site: http://www.overshockblog.com.br/2014/09/resenha-279-primavera.html
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Juh Claro 29/08/2014

Clássico da literatura estoniana
Primavera é o primeiro e mais famoso título de Oskar Luts, autor estoniano, publicado em 1912. O livro é um clássico e muito presente na matriz curricular da Estônia. Na época em que Luts estava escrevendo o livro, a Estônia ainda estava sob domínio soviético – sendo que a revolução da independência veio em 1917.

O livro narra a rotina de crianças que estudam em uma escola paroquial dirigida por um sacristão super chato exigente. Apesar de a maioria dos estudantes dormirem na escola, eles não são tão certinhos quanto o sacristão desejaria; e é sobre isso que o livro trata: descrever atrocidades infantis e o comportamento nada correto deles.

Nossos protagonistas são Arno Tali e Teele Raja, além de Toots, que é o revoltadinho da história: sempre se metendo em confusão e enganando os outros – totalmente o oposto de Arno, que é inocente (até demais) e tem um bom coração. Já Teele é aquela menina típica da época de 1900, que vem de família rica, ajuda em casa, estuda e aguarda por um pretendente. É claro que já dá para perceber que quem tem um carinho além do normal por Teele é nosso inocente Arno. Mas esse não é o propósito da trama; ela não é nem um pouco romântica.

Os acontecimentos ao longo do livro causam um certo desconforto ao leitor por conta do distanciamento do tipo de atividades “normais” entre as crianças da Estônia com as da atualidade no Brasil: eles brigam com tamanha violência de causar espanto, além de beber vodca como qualquer adulto ou andar com armas por aí. É preciso sempre relembrar que a história se passa em outra época em meio de uma cultura totalmente diferente da nossa.

Meu maior problema com essa leitura foi a falta de um clímax… De algo que envolvesse a história toda, um começo, meio e fim. Não sei explicar, mas o livro não conta algo, ele simplesmente narra o dia-a-dia do próprio autor na sua infância. Não é de todo ruim, mas para mim não funciona. Eu preciso de algo que me prenda, além da curiosidade por conhecer um país não tão conhecido.

Claro que o ponto positivo vai para as ilustrações maravilhosas de Sandra Jávera, assim como em todos os livros da Editora Biruta que já tive contato até hoje. Sempre dão um a mais para a história e facilitam a nossa imaginação.

site: http://juhclaro.com
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Camila Márcia 26/10/2014

É bom, mas...
Primavera é um dos primeiros livros do escritor e dramaturgo estoniano Oskar Luts, ele vem a ressaltar muito a cultura da Estônia ainda quando ela estava sob o domínio soviético.
Este livro vem a contar a história de um grupo de crianças que estudam e alguns vivem na escola paroquial rural, e conta o quanto essas crianças são danadas e fazem estripulias das mais vária das formas, no geral acompanhamos as histórias de Arno, Teele e Toots, que vivem a fazer peraltices e a irritar o sacristão mais rígido que já conheci.
De uma maneira interessante, podemos observar que todos as crianças/alunos estão numa fase de crescimento e descobertas da vida, sentimentos, amizade, ética e o que é certo e errado. Sabemos que as crianças estão numa constante fase de descobertas e Primavera mostra perfeitamente esta fase rebelde, engraça e inocente.
Entretanto, apesar de reconhecer o valor da obra e exaltar a cultura estoniana em especial a cultura rural e as particularidades da educação, família e religiosidade da época, este obra não passa de uma narrativa tão somente sobre as peraltices infantis.
No princípio, é muito divertido ver as estripulias das crianças e é engraçado a forma inocente que elas agem e acabam errando, mas no decorrer das páginas isso vai ficando monótono, é uma encrenca atrás da outra - algumas engraçadas, outras nem tanto - mas por ser algo repetitivo se torna monótono e enfadonho, isto é, quando terminamos uma peraltice já sabemos que outra já está por vir e assim sucessivamente.
Não vou dizer que o livro é ruim, porque não é, mas é cansativo e me deu muita preguiça de continuar lendo quando vi que depois de uma peraltice vinha outra e outra e outra... ficou previsível e me desmotivou a leitura, acredito que as mais de 400 páginas foram um terrível exagero, dava para ter reduzido a narrativa para umas 250 [ou menos] e a história não sairia no prejuízo, não, pelo contrário: teria sido até agradável.
Sobre a diagramação e o cuidado do livro: ele, sem sombra de dúvida, é lindo, encantador e cheio de ilustrações maravilhosas, mas a história me deixou a desejar. Se você tiver curiosidade de ler: fique a vontade, sempre achei que todo livro é válido.

site: www.delivroemlivro.com.br
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Dryh 09/05/2016

Primavera ♥
Primavera é a história de meninos e meninas estonian@s que estudam numa escola paroquial num vilarejo rural chamado Paunvere. Durante a narrativa, o autor nos apresenta o dia-a-dia dessas crianças, as bagunças que fazem, as brincadeiras, seus aprendizados e estudos. Conhecemos principalmente o jovem Arno Tali, um rapaz tímido e estudioso (o número 1 da classe) que tem como melhor amiga Teele, sua companheira de ida-volta da escola, por quem ele nutre sentimentos um pouco diferentes além da amizade.

Ele tinha a impressão de ser a pessoa mais feliz do mundo quando podia estar com Teele. Ele nem tinha vontade de conversar com ela. A presença dela já bastava. – página 136

O livro é repleto de travessuras dos personagens, e, felizmente, não só dos protagonistas. Conhecemos também os acontecimentos dos personagens secundários, sabemos o que eles estão sentindo ou pensando (narração em terceira pessoa), e o autor nos detalha os locais e cenas com precisão, de forma intensa e maravilhosa. Sem contar que nos dá uma aula de história e de cultura estoniana, uma das coisas que eu mais gostei neste livro.

Outra coisa que eu achei muito interessante foi a questão religiosa na obra, e também as influências russas e alemãs que a Estônia sofria na época (o livro foi escrito em 1912, o país ainda estava sob domínio Russo, e só conseguiu sua independência em 1917, quando a Rússia estava passando por uma revolução e não pôde conter os avanços estonianos, e a Alemanha estava “ocupada” na Primeira Guerra Mundial). Os personagens vivem e estudam numa escola paroquial, então estão o tempo todo rodeados de religião, de sermões, de cultos, e é interessante ver como cada personagem lida e reage com cada uma dessas coisas.

Destaco o personagem Toots, também conhecido como Leão do Kentucky, um garoto bagunceiro que é apaixonado por índios, armas de madeira e que adora infernizar a vida do sacristão que apavora as crianças da escola. Sempre aprontando, ele é um garoto que não gosta de estudar, mas que é muito curioso e esperto, além de criativo.

Já de Teele eu não gostei. No início ela até que era uma personagem bacana, mas de repente ficou chata, ignorava Tali e o tratava mal, fazendo com que o pobre garoto se sentisse muito triste e sozinho. Chega uma hora em que Tali muda completamente, nem parece mais o garoto das primeiras páginas, e me deu um aperto no coração vê-lo assim. A relação das crianças com os pais também nos é mostrada, mas raramente em comparação com as aparições da escola.

Primavera é um livro muito bonito e rico, mas também é uma leitura um tanto cansativa, e não conseguiu me prender totalmente. Não é o tipo de livro que você não vai conseguir parar de ler quando começar, ou que vai fazer seu coração se apertar quando acabar, porque você queria mais. É uma história preciosa que não dá para se ler numa tarde só, é um livro que, mesmo sendo muito interessante, você não consegue ler tudo de uma vez. Eu gostei muito dessa obra principalmente por conta de seu contexto histórico e da parte cultural, mas para quem não curte obras que focam bastante nesses dois fatores, acredito que não é o livro certo.

Poucos notam o cheiro da primavera, talvez ninguém, mas Arno está sentindo. Ela vem vindo, ela já está se aproximando de nós. Venha logo, primavera! – página 262

Já aqueles que adoram uma boa dose de cultura e de história, além de personagens jovens divertidos, é o livro perfeito. A diagramação da editora Biruta está impecável, como sempre, não encontrei nenhum erro, as páginas são amareladas, a capa linda e o livro tem alguns detalhes lindos de folha em seu interior.

site: http://shakedepalavras.blogspot.com.br
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Kétrin 20/06/2015

Em uma escola paroquial dirigida por um sacristão super exigente em uma cidade no interior da Estônia estuda Arno Tali, um menino ingênuo, inocente e muito curioso; junto com sua amiga Teele Raja, uma típica garota da época, muito inteligente que vem de uma família rica e está a espera do futuro pretendente.
A história do livro vai ser em torno do cotidiano dessas crianças que estudam na escola paroquial, algumas dormem lá e outras não. Vai contar sobre as suas travessuras e as mais diversas formas de diversão que eles são capazes de arrumar, além de nos mostrar a melhor fase da vida: a infância. As crianças estão aguardando a estação do ano mais esperada; a primavera, e enquanto ela não chega, eles estão dispostos a se divertir e fazer descobertas novas a cada dia que passa.
A narrativa do livro é sensível, confesso que na metade da leitura ela começou a ficar arrastada devido a linguagem que eu não estava acostumada, mas nada que atrapalhasse muito. Foi incrível acompanhar a leitura e imaginar os cenários da época, além do conhecimento cultural que a obra nos passa.
"É assim que o mundo funciona. Não há uma única alma que suporta que uma verdade seja dita na cara. Vá e diga mentiras, assim você será um grande homem!"
Não posso deixar de parabenizar a editora pelo trabalho magnífico, esse deve ser um dos livros mais lindos que já vi, a capa tem tudo a ver com a história e está muito linda, a diagramação do livro facilita muito na leitura e sem contar nas ilustrações que existem em algumas páginas, deixando tudo com um acabamento divino.
Oskar Luts é um autor muito renomado, sempre ouvi falar muito bem de suas obras e fiquei muito feliz de ter a oportunidade de conferir uma delas, Primavera é um livro extraordinário que deve ser lido por todos, crianças e adultos. É muito divertido acompanhar o cotidiano das crianças e as suas travessuras, e poder comparar nossa cultura atual com a cultura da época.

site: http://www.oteoremadaleitura.com/2015/06/resenha-primavera-de-oscar-luts.html
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