Uivo

Uivo Allen Ginsberg




Resenhas - Uivo


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bob 04/11/2020

A profecia sodômica da América
Enquanto escrevo ocorrem nos EUA as eleições presidenciais marcadas pela velha idiotice bipartidária entre velhos imperialistas. Me sinto afetado pelas noções conservadoras da política mundial no século XXI, afetado pelos retrógados vigentes e pela massa que se acha uma elite em potencial.
Ginsberg foi o maldito dos malditos. Porque era isso que ele queria ser e foi isso que em sua perspicácia (talvez até mais que em sua audácia) conseguiu ser. Uma poesia que quer ser o turbilhão da alma existencial humana em seus devaneios de sexo e drogas, em sua cadência incerta, em seu lirismo inexistente e por isso tão presente. Um Uivo norte-americano na cara dos caretas.
Os EUA não estavam preparados para Ginsberg em sua época.
Os EUA não estão preparados para Ginsberg hoje.
Nós brasileiros temos nossos próprios uivos e nosso próprio leite pra jorrar marginal na cara dos caretas.
Mas Ginsberg ainda assim é uma deliciosa e libidinosa visão poética da ayuasca moderna.
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Daniel 10/09/2018

Um Uivo que não para de ecoar
Allen Ginsberg foi dos maiores - se não o maior - nome da poesia norte - americana da segunda metade do século XX. Voz potente da Geração Beat, o grupo de jovens escritores e poetas desajustados que deu origem à Contracultura e influenciou gerações de hippies, revolucionários e inconformistas, a poesia de Ginsberg é um grito contra a sociedade repressora e paranóica do pós - guerra.
A coletânea reúne as principais obras do autor, Uivo, Kaddish e outros e poemas e Sanduíche de Realidade. A poesia de Allen Ginsberg é visceral, intensa, oscilando por vezes entre o lírico e o brutal. Tanto Uivo quando Kaddish são obras primas, onde se sente toda a força da poesia. O primeiro, um canto libertário potente e melancólico. O segundo, o retrato poético do drama da morte e da tragédia familiar.
Os versos de Uivo, longos e em tom coloquial, com forte influência de nomes como Walt Whitman, Maiakovski e Artaud, relatam o drama da juventude inconformista da década de 50, sufocada pelo macartismo, o terror atômico e a ilusão do sonho americano. Já em Kaddish, termo que designa um canto fúnebre judaico, Ginsberg descreve a difícil relação com a mãe com problemas mentais, a dor da impotência diante da doença e o alívio/desespero da morte. Ao final da coletânea, os poemas refletem as "experiências místicas" de Allen com o uso de alucinógenos, as loucuras na companhia de Jack Kerouac, William Burroughs e Neal Cassady, e a preocupação com os rumos da sociedade de seu tempo.
Uma obra prima da poesia norte americana do século XX.
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Wellington Wanderley 19/12/2017

LEITURA N° 60/2017: "Uivo e Outros Poemas de Allen Ginsberg "⭐⭐⭐
A poesia de Allen Ginsberg derruba a porta dos consensos da hipocrisia e grita seu uivo nas confortáveis sals de estar da "etiqueta social":
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"Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada em busca uma dose violenta de qualquer coisa [...]"
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Primeiro livro do poeta Allen Ginsberg finalizado no PROJETO 12 POETAS, 12 CRONISTAS, 12 CONTISTAS!
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Lançado no outono de 1956, o longo e profético Uivo de Allen Ginsberg (1926-1997) foi apreendido pela polícia de San Francisco, sob a acusação de se tratar de uma obra obscena. Depois de um tumultuado julgamento, semelhante ao que foi submetida a novela de William Burroughs, Naked Lunch, o poema foi liberado pela Suprema Corte americana e vendeu milhões de exemplares. .
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Lance 26/04/2016

Poesia de primeira
Um dos mais poderosos hinos a um ente querido que morreu, Kadish (segundo poema do livro), é uma delirante exposição dos segredos e tormentas mais intímos do autor. O Uivo, poema principal, retrata como ninguém a psicodelia e loucura das décadas de 50/60 nos EUA. Por vezes sujo, mas sempre poderoso, Ginsberg é um dos grandes poetas do século 20.

site: http://www.jalobato.com/#!livros/c1gz
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Maura 18/12/2015

O Uivo da Geração Beat
Este livro realmente me inspirou, são poemas sinceros, que expressam toda a furia de Ginsberg, eu confesso que chorei lendo o poema dele para Naomi Ginsberg, foi lindo como ele escreveu um relato tão sincero sobre sua mãe, eu me emocionei.
E é por esse e outros motivos que eu amo esse livro, Allen captou o desespero da geração.
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Elder F, 01/12/2015

Mais do que máquinas, precisamos de humanidade
A publicação de "Howl and Other Poems" em 1956 deu visibilidade a um movimento de escritores que em breve seria conhecido no mundo inteiro como a Geração Beat. No meio da intensa atmosfera cultural norte-americana dos anos 50, onde juntos fervilhavam jazz, drogas, liberdade sexual e longas viagens feitas a base de caronas, Allen Ginsberg emergiu como o poeta visionário fundador de uma geração que inspirou a contracultura americana da segunda metade do século XX. Ao escrever o poema "Howl", tido como uma das grandes obras da literatura norte-americana, Ginsberg quebrou a barreira invisível que definia padrões literários e ditava regras de comportamento, influenciando, assim, as outras gerações que se seguiriam.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, veteranos de guerra voltavam para o lar de suas famílias e vidas nos subúrbios norte-americanos, casando-se e começando a viver o sonho americano que tanto sufocava Laura Brown em "The Hours" (2001). Do outro lado, estava uma juventude com nada a perder, vivendo no limite da vida e ansiando abrir os braços e voar através do tempo e espaço, buscando encontrar espiritualidade e libertação, e, acima de tudo, querendo ganhar algum dinheiro, comprar algumas bebidas e transar bastante.

O fim da Segunda Guerra levou escritores como Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs a se questionarem sobre o que era visto como padrão na sociedade, especialmente nos campos da política e cultura. O interesse em mudar a consciência e desafiar a escrita convencional os levou a diferentes níveis de experimentação literária e pessoal. A Geração Beat se destacava por travar uma batalha contra o conformismo social e os padrões literários, incentivando, assim, uma ruptura dos valores tradicionais. Enquanto os Estados Unidos caminhava em direção a calmaria, o movimento beat criava tornados e os lançava na direção dessa sociedade padronizada.

Considerado um dos primeiros trabalhos preliminares da Geração Beat, "Howl" era um apelo desesperado em uma época atormentada pela intolerância bem como uma canção de libertação. O estilo escolhido por Ginsberg soava casual e amador para muitos dos poetas tradicionais da época, fazendo com que as críticas em cima de sua obra fossem ferrenhas. Em "Howl", que mais tarde se uniria a outros poemas para se tornar "Howl and Other Poems", Allen fala sobre uma parte da sociedade que se opõe ao consumismo americano do seu tempo. Ginsberg e suas posturas pessoais e políticas exibidas em seus textos danificavam as sensibilidades morais do público em geral - e ele logo viria a saber disso.

"Howl" é divido em três partes e 112 linhas, sendo as linhas tão longas que se assemelham a um parágrafo. Ginsberg queria que cada linha fosse lida numa única respiração para que ao final da leitura de cada linha o leitor ficasse sem ar. Ao usar diferentes padrões rítmicos, "Howl" transporta o leitor em um constante movimento, ainda que nenhum lugar seja mais mencionado no texto do que a cidade de Nova York. Na cidade que nunca dorme, viajamos pelos metrôs, bares, lanchonetes, apartamentos apertados e becos escuros, onde homens com seus furtivos encontros sexuais tentam escapar da polícia.

"Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela loucura,
morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada
em busca de uma dose violenta de qualquer coisa."

Ao escrever "Howl", Ginsberg não poderia imaginar a confusão que seu livro causaria na opinião pública. Como depois confessou em entrevistas, o autor jamais esperaria que o poema fosse ser publicado e, somente por isso, ele o escreveu com total liberdade, sem preocupações quanto ao uso da linguagem, das imagens sexuais e das alusões ao uso de drogas presentes no texto. Ao abordar temas até então considerados tabu como homossexualidade e consumo de drogas, "Howl" atraiu uma grande quantidade de críticas, motivando um processo por obscenidade contra Ferlinghetti, dono da City Lights Bookstore, editora que publicava nos EUA a coletânea que continha o poema.

Ainda que alguns tenham especulado se o livro faria todo o sucesso que fez se o julgamento por obscenidade não tivesse acontecido, visto que na época o livro virou o centro das atenções, é indiscutível que “Howl” tenha aberto portas para outros escritores da Geração Beat, tanto que em 1957 Kerouac publicaria "On the Road" e, em 1959, Burroughs publicaria "Naked Lunch". A obra de Ginsberg virou notícia e polêmica por causa do julgamento, mas o mais importante foi que sua poesia e sua vida se provaram influentes em gerações posteriores. Ginsberg foi a cola que contribuiu para aproximar toda uma geração de artistas, ativistas e escritores. E "Howl" foi o uivo que uniu essa alcateia.

Em 2010, Jeffrey Friedman e Rob Epstein transformaram "Howl" em filme, mesclando na história a declamação do poema em um dia histórico para Ginsberg em São Francisco, a vida do próprio poeta, interpretado por James Franco, e o julgamento por obscenidade movido contra o editor da City Lights Bookstore. No Brasil, a obra foi traduzida por Claudio Willer e publicada pela L&PM Editores, de onde o trecho traduzido utilizado nessa resenha foi extraído. Dada a exposição do seu trabalho no mundo inteiro, Allen Ginsberg fez legiões de leitores pararem e pensarem sobre a insanidade resultante de uma sociedade que valoriza o sucesso e prega o consumismo sob a bondade humana e a solidariedade. Ginsberg, sem dúvida, deveria concordar com Chaplin: "mais do que máquinas, precisamos de humanidade."


site: http://www.oepitafio.com/2015/12/howl-and-other-poems-allen-ginsberg.html
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Fabiana 08/01/2015

Allen Ginsberg reads "Howl" | Big Table Chicago Reading, 1959
https://www.youtube.com/watch?v=WkNp56UZax4
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Victor Simião 08/01/2013

Uivo beat
Dia 7 de outubro de 1955. Um recital poético mudaria os rumos da poesia norte-americana, e do restante do mundo. Na “Six Galery” – uma espécie de café – Allen Ginsberg, juntamente com outros cinco poetas, entraram para a história. Foi naquele ambiente que a primeira parte do poema “Uivo”, que dá o nome ao livro de hoje, foi lido.

Mas você não conhece o autor e nem a obra dele? Ah, não tem problema. A resenha de hoje pode resolver este problema. Que ela comece, então.

Allen Ginsberg foi um ícone da Geração Beat e defensor dos direitos dos homossexuais. A Geração Beat foi um movimento dos anos 50 que antecederam os hippies. Ginsberg, juntamente com Jack Kerouac , Neil Cassady e alguns outros escritores, foram considerados os “pais” da contracultura norte-americana. Estes jovens escritores romperam com os paradigmas da sociedade americana e fizeram de suas viagens a própria vida, e de suas vidas, uma grande viagem.
Neste ano (2012) a Geralção Beat esteve em alta. Ao menos no cinema. O livro “On The Road”, de Jack Kerouac, considerado o livro mais importante do movimento ao lado de “Uivo e outros poemas”, foi adaptado ao cinema. Se você nem se quer ouviu falar nisso, mas já despertou interesse pelos "beats", assista o trailer clicando aqui.

Assim como “On The Road”, “Uivo e outros poemas” foi um marco na história literária americana. Ele não é feito de poemas convencionais, falando de vida, amor, amizades. Por isso já aviso: Se você foi um viciado em Caio F. Abreu, e até mesmo Carlos Drummond de Andrade, com toda certeza do mundo ficará surpreso, até mesmo assustado com o que ler neste livro.

Ele é recheado de realidade nua e crua. Sexo, drogas, aventuras, homossexualismo e histeria. Essas cinco palavras podem resumir os poemas contidos no livro, que foi escrito em 1955, publicado em 1956, e em 1957 foi censurado perlo conteúdo sexual e explícito. Ou seja: o livro mal chegou e já causou problemas!

Tais problemas só ajudaram as vendas de “Uivo e outros poemas”. Após vencer os processos e poder ser vendido, o livro vendeu milhares de cópias, fazendo com que seu autor se tornasse um líder, chamado às vezes de profeta por aquela geração que não queria se calar.

A versão que eu tenho da obra foi lançada em 2010 pela L&PM Pocket, que além dos poemas originais que vieram no livro, vem também com mais dois livros: “Kaddish e outros poemas” e “De Sanduíches de Realidade”.

“Kaddish” reúne poemas entre 1958 e 1960. O poema de abertura se chama “Kaddish para Naomi Ginsberg”. Naomi é a mãe de Allen, e é retratada no poema como um doída-comunista-judia. O poema é extenso. Lido em voz alta, ele dura aproximadamente uma hora. Sim, isso mesmo. Uma hora.

“De Sanduiches” reúne poemas concretistas, às vezes abstratos demais. Mas para quem gosta de experiências novas, vale a pena ler.

Na edição L&PM Pocket, antes de começar os poemas, há uma introdução de poeta e tradutor brasileiro Cláudio Willer, que ajuda a “clarear” um pouco mais a mente de quem for ler a obra. Em muitos momentos existem notas para explicar o que o autor quer dizer, pois existe muita alusão a outros livros dele próprio, e alguns momentos pessoais.

Um detalhe interessante é a forma como o poeta beat escreve. Existem poucas pontuações em todo o texto. Segundo o próprio autor, são “fluxos de consciência”, e devem ser lidos sem parar. É um desafio e tanto para quem não está acostumado.

O primeiro poema, “Uivo”, é dedicado a Carl Solomon, um escritor neodadaista que Allen conheceu quando esteve em um manicômio – sim, ele já esteve em um – entre 1948 e 1948.
Em minha opinião, é o melhor poema do livro. E, garanto: é impossível lê-lo só uma vez por sua qualidade, e pelo seu rompimento com as maneiras tradicionais de escrita.

Em vários momentos, o poeta cita suas próprias experiências de vida. Desde os tempos de faculdade, até as viagens que fez juntamente com seus amigos. Existem poemas que fazem referência ao judaísmo, ao budismo, à política norte-americana. Ou seja, o livro é bem interessante para quem quer conhecer a literatura beat.

Quem quer se aventurar pela Geração Beat, ou até mesmo ler algo não tão comum, deve ler obrigatoriamente “Uivo e outros poemas”.

Em 2010 foi lançado o filme "Howl", com o ator James Franco no papel de Allen Ginsberg. O filme conta a história de produção do livro, da primeira leitura no "Six Gallery" e do processo que a obra enfrentou.

Resenha publicada originalmente no blog literário Caçadora de Livros.

http://www.cacadoradelivros.com/2012/11/resenha-uivo-e-outros-poemas-allen.html
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Ferrari 11/02/2011

O nome do livro não é em vão. Uivo, um uivo de delírio. Levando em conta o uso abusivo de drogas e o a certa insanidade de Allen Ginsberg, não é estranho e tampouco incomum dizer que alguns poemas são incompreensíveis. Nem que tentássemos não conseguiríamos compreender o significado de algumas de suas metáforas, pois são completamente subjetivas, expressadas em momentos de loucura ou sensações proporcionadas pelas drogas. Tudo aparentemente sem sentido. Para nós, sem sentido. Apesar de todos esses poréns, muitos poemas (América, Sutra do girassol, Canção, Transição de música de órgão, Uivo para Carl Solomon e outros) preenchem infinitamente o vazio de dúvida que alguns outros deixam. Allen expõe de maneira delirante e quase doentia suas aflições e misérias. Aflições e misérias que também compartilhamos e ao lermos, nos sentimos tocados. Ele abre um ponto de interrogação em nossas cabeças, mas foi gentil ao nos oferecer o prazer de deliramos junto a ele.
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Norma Spagnuolo 04/07/2009

Entre o patético e o sublime
Ginsberg fala de misérias existenciais, errâncias e desatinos e sua poesia é dura, mas tem momentos sublimes como no poema "O Sutra do Girassol", que vale o livro inteiro.
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Vania :) 01/06/2009

Bah!
Não perca seu tempo se você não tem a mente aberta. E, mesmo que tenha, é complicado entender os delírios particulares de alguém que viveu muito antes do meu tempo.
Cardoso 23/03/2014minha estante
"Delírios particulares de alguém que viveu muito antes do meu tempo" foi um chute no meu par de bolas, sério; imagino você usando isso em Pau Brasil, do Oswald de Andrade, e posso cogitar o quão preguiçosa você deve ter sido pra leitura de qualquer poema do Ginsberg.




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