Proposta Inconveniente

Proposta Inconveniente Meg Cabot




Resenhas - Proposta Inconveniente


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Joana 13/06/2014

PIRATAS, CARA, PIRATAS!
Eu já expliquei a tempos como funciona meu relacionamento cheio de expectativa e frustração com os romances históricos assinados pelo pseudônimo de Meg Cabot, e agora vou contar como funciona quando essas expectativas são alcançadas e o livro se torna algo muito FUCKING INCRÍVEL. Para entender tal efeito do livro na minha pessoa, foque nesse gif (que não é exatamente um gif). Este sou eu agora, eu sou este nesse momento. BUTIRAMPENDAU-IEU!

Proposta inconveniente, O MELHOR ROMANCE HISTÓRICO QUE CABOT JÁ ESCREVEU, conta sobre Payton, que foi criada praticamente em alto mar, pelo pai e irmãos mais velhos. Ela nunca teve muito contato com o mundo feminino, de fitas e anáguas, e por isso, sempre foi muito diferente das outras moças solteiras. Principalmente, muito diferente da srta. Whitby, noiva de Connor Drake, capitão de um dos barcos de seu pai, além de melhor amigo de seus irmãos. Paixão antiga de Payton também.

A sinopse já revela que Payton não é uma mocinha de romance histórico comum. Na verdade, comum é uma palavra que não se aplica à ela. Até seu irmão mais velho, Ross, casar com Georgianne, ela não tinha nenhuma influencia feminina na sua vida. Ela pragueja, usa calças, e quer um navio no seu aniversário de 19 anos. Ela é totalmente afrente da época, acreditando no feminismo, na sua capacidade de exercer função de marinheira, sendo simplesmente brilhante e irônica como toda protagonista, independente do gênero, deveria ser. Mas, né, é ainda melhor se tratando da Londres de 1830.

Esse livro é simplesmente a melhor coisa que Meg já escreveu como Patricia (e olha que sou apaixonada por Retrato do meu coração). O humor está mais afiado que nunca, a protagonista é tão ousada e sarcástica quanto suas personagens de young adults contemporâneos, e os irmãos de Payton tem os diálogos mais incríveis e realisticamente engraçados. Quando Drake está junto, então, nem se fala. Os cinco (seis quando Georgianne está junto) trocam farpas, piadas internas e falam ao mesmo tempo até que todos fiquem confusos. Mas o leitor não, ele não se perde - pois Cabot se encarregou de apenas diverti-lo, não tornar um jogo da copa do mundo com jogadores muito rápidos.

Admiro meu controle de não ter tocado nesse ponto até dado parágrafo. O elemento que ganhou, que fez diferente, que foi tão one of a kind que deveria ter sido o ponto alto da resenha, repetido desde o primeiro parágrafo. Vamos lá: esse é um romance histórico com *BUTIRAMPENDAU-DAU* piratas. PIRATAS, CARA, PIRATAS! Como a vida no mar é um elemento muito forte, e livros da autora normalmente tem um plot mais policial, dessa vez ela misturou com piratas. Sim, gente, os amigos do Hook. Piratas, saqueadores, caras maus. É TÃO AWESOME, tão único e inusitado.

Existem muitas coisas que fazem de Proposta inconveniente um livro pra lá de sensacional. Ele é diferente, em meio a tantos clichês que cercam o gênero, ele se destaca sendo extremamente divertido e bem escrito. O romance é maravilhoso e muito bem conduzido, se diferenciando pelo fato de Payton já começar a história apaixonada, e não o comum de só ter sentimentos depois. E, bem além, de lindo e bem humorados, TEM PIRATAS. Encerro meu caso. Você deve ler.

site: http://poderosasegirlies.blogspot.com.br/2014/06/proposta-inconveniente-patricia-cabot.html
Bia 03/07/2014minha estante
adorei!




Sam 13/07/2014

De verdade esperava bem mais desse livro afinal de contas é de uma das minhas autoras preferidas, porém, não foi bem assim, em minha opinião achei a estória toda um pouco maçante, repetitiva e ao casal principal faltou romantismo;Portanto perto de todo o resto que foi criado pela Patricia esse é certamente o livro que menos gostei de todos que já tive a oportunidade de ler;Uma pena mas essa é somente a minha opinião.
Silvana Barbosa 13/07/2014minha estante
Ainda não li este, mas os últimos romances desta autora achei meio repetitivos , como se ela tivesse pego os anteriores ,juntado tudo , sacolejado e tirado uns pedacinhos pra formar um novo .Uma pena , pois gosto da forma que ela escreve .


Sam 16/07/2014minha estante
Verdade Sil....não queria acreditar mas este foi meu maior desapontamento com um livro da Patricia até agora....Pena pois ela tem a receita perfeita do sucesso mas as vezes erra a mão.


Sandra 08/01/2015minha estante
Sam, concordo com vc. Cheguei a pensar em abandonar a leitura, mas acabei insistindo e no final acho que deu uma melhoradinha. Mas realmente, nada como os outros livros da autora como Aprendendo a Seduzir.


Mia Fernandes 15/08/2015minha estante
Também esperava mais dele... por ser histórico também. É o segundo histórico que eu não gosto. E olha que eu amo a Patrícia Cabot. Mas, nesse realmente faltou química nos protagonistas, mesmo com todas aquelas cenas sensuais. Ficou repetitivo, irritante e maçante. Uma pena :(


Itala 27/01/2016minha estante
Também acho que faltou romantismo pois ele só fala e demonstra que a ama quando eles estão fazendo sexo. O início prometia ser interessantes mas eu achei que aos poucos a personagem perdeu um pouco sua identidade e se transformou na pasta gosmenta que todas as personagens de romance se transformam quando são beijadas pelos amados... rs


Sol 23/02/2016minha estante
Concordo com você.




Polly 27/04/2020

Esse livro já começa com uma premissa super diferente: Payton é uma moça totalmente fora dos padrões sociais, criada por seu pai e irmãos em meio a navios e navegações. Enquanto as outras moças sonham com debut e bailes, ela sonha em ter seu próprio navio.
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No entanto, em uma época onde mulheres são criadas para fazerem bons casamentos, sonhar com tal profissão é algo que não é bem visto. Na verdade, espera-se que ela esqueça seus sonhos para fazer um casamento vantajoso.
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Como nada é fácil, o único homem por quem já foi Apaixonada, Drake, está prestes a se casar e ela testemunhará essa união.
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Drake, como o típico mocinho de livros de época, só percebe que também tem sentimentos por ela às vésperas de seu casamento.
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Todos estão reunidos para o tal casamento, Payton vê a noiva de Drake com um inimigo comercial e começa a desconfiar da moça. Claro que ninguém acredita nela.

Muitas coisas acontecem e caberá a Peyton salvar seu amado, ao mesmo tempo em que viverá uma grande aventura.
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Tudo o que disse anteriormente soa bem promissor né? Romance de época que se passa em meio a embarcações, aventura, traições... uma premissa incrível para um romance de época inesquecível... no entanto, o livro deixa a desejar.
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Payton tem 21 anos e se comporta como uma menina de 14, seus irmãos então nem se fala. Na verdade poucos são os personagens não imaturos.
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Quanto a trama, esta promete mas não cumpre. Achei o desenvolvimento bem arrastado e o climax da história é resolvido muito rápido, sem grande alarde, deixando aquele 'gosto' de: mas era só isso?
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Enfim! Foi uma leitura envolvente (a escrita da Patrícia é ótima), divertida, que foi um ótimo passatempo, no entanto, acabou não entregando o que prometia.
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Tayane Cristie 26/08/2014

Vontade de deixar essa protagonista numa ilha deserta, com uma arma munida com apenas uma bala para ela poupar o mundo de tamanha irritação.
A Trama: Payton Dixon sempre agiu como um menino, já que era apaixonada por navegação e vivia misturada com seus irmãos mais velhos, vestindo roupas de menino e agindo como tal, sem muitas frescuras de mulher. Até que Connor Drake, capitão da frota de seu pai e por quem ela sempre foi apaixonada, anuncia que se casará com Becky Whitby, uma moça órfã que eles resgataram poucos meses antes. No dia anterior ao casamento, na casa que Drake herdou do irmão morto, ele vê, pela primeira vez, Payton vestida como uma mulher, apertada em um espartilho. É aí então que ele começa a vê-la com outros olhos, principalmente por ter um corpo tão feminino que as roupas de homem não tinham deixado-o ver. Quando tem a suspeita de que a Srta. Whitby é uma espiã do maior rival dos Dixon, Sir Marcus Tyler, Payton fará de tudo para impedir esse casamento e, mesmo quando consegue, Drake e Becky partem num navio para se casarem em Nassau. É aí que o navio deles é atacado e os dois são levados reféns pelo maior inimigo pirata de Drake. Sem ver nenhuma outra alternativa, Payton fará de tudo para resgatar o homem que ama.
Sinceramente, o livro é uma trapalhada atrás da outra, e o que poderia ser uma história brilhante e de tirar o fôlego, acaba se tornando uma coisa caricata e mal trabalhada, onde os acontecimentos parecem se atropelar, com um ritmo muito acelerado que não fez nenhum bem à trama. Mesmo para a época que o livro foi escrito (em 1999), a trama é fraca e clichê, e eu não gostei nenhum pouco disso.

A Protagonista: Payton me irritou profundamente. A autora quis fazer dela uma personagem de época forte e determinada, que não deixava sua vida ser influenciada pelos homens, mas tudo o que ela fez foi uma personagem irritante e bastante idiota. Sério, Payton tomava cada atitude estúpida, que eu tive vontade de entrar no livro várias vezes e dar umas chineladas na cara dela. Tem toda aquela coisa de ela estar descobrindo sua feminilidade e sexualidade agora, o que deveria deixar a personagem mais vulnerável quando se tratasse disso, mas em questão de segundos era como se ela já fosse uma profissional do sexo u.u #falomesmo

Personagens Secundários: Sinceramente, não consegui gostar de nenhum. Drake queria passar uma cara de liberal e tolerante quanto à mulher independente, mas logo se mostra tão intolerante quanto qualquer homem da época. Isso se aplica também aos irmãos de Payton, mesmo que os dois do meio sejam os mais brincalhões. Até eles me irritaram pela falta de senso do momento que saíam se socando por aí. Georgiana, esposa do irmão mais velho, é a responsável pela liberação da mulher dentro de Payton, uma puritana que ficava de boca aberta sempre que ouvia a menina falando um palavrão. Ela é que mais me agradou na história, mas nada para se destacar.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa é linda e a presença do espartilho faz com que tenha a ver com a história. Eu me perguntava qual o motivo das flores, que não tinham nenhuma conexão aparente, mas depois de pensar um momento, cheguei a conclusão de que podem representar essa liberação da feminilidade de Payton, mas mesmo assim acho que não têm muito a ver, apesar de terem dado um ar mais bonito à capa. Adoro a fonte usada para o título e a cor, e o título e nome da autora são em relevo. A diagramação é simples e a usual da editora, ou seja: espaçamento e tamanho da fonte bons para leitura. Não compreendo a citação "Uma escrita brilhante" da Publishers Weekly na capa, nem o motivo deles terem escrito isso, porque, honestamente, a escrita não é brilhante. Meg... Ops... Patricia teve uma deficiência muito grande na criação dos personagens e das ações (na minha opinião, né gente), mas nas descrições dos lugares até que ela se deu bem. Mesmo assim, achei a narrativa fraca e falha, não me convenceu muito.

Concluindo: Devido às várias cenas de sexo durante o livro (hentai puro, gente), não recomendo para menores de 18 anos (apesar de eu saber que vocês leem essas coisas, né mocinhas? haha) e para aquelas pessoas que não gostam de livros assim. Essa foi minha primeira experiência com a Meg quanto Patricia em seus romances de época e eu não gostei nada. Tá, vamos ser justos, algumas coisinhas aqui e outras ali se salvam no livro, e as partes mais quentes, digamos assim, valem à pena para quem gosta (até eu curti), mesmo que algumas se tornem repetitivas. No final, como todos que leram o livro, cheguei à conclusão de que o título não tem conexão nenhuma com a história, em nenhum momento é feito uma proposta inconveniente, mas né... Como em alguns outros livros que eu já li dela, percebi que Meg/Patricia não sabe muito bem que nome colocar nos livros. Porém isso é questão de opinião. Bom, como sempre digo, você pode gostar do livro mais do que eu (ou menos ainda, vai saber), então se você queria ou ainda quer ler esse livro, sugiro que leia e tire suas próprias conclusões, o livro pode ser até bom para passar o tempo, mas fica aqui minha sincera opinião.

site: http://www.fomedelivros.com/2014/07/resenha-proposta-inconveniente.html
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Babi @conflito_literario 01/03/2020

Payton é uma jovem, que ao crescer numa família de marinheiros, sempre foi acostumada a passar sua vida  no mar. Mas ao completar 19 anos, seus irmãos mais velhos decidem que está na hora dela casar e deixar a vida marítima de lado.
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Mas o grande desejo de Payton é se tornar uma grande capitã e provar a seus irmãos que uma mulher pode comandar um navio tão bem quanto qualquer homem.
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Além de sua paixão pelas navegações, Payton também é apaixonada pelo Capitão Connor Drake, o melhor amigo de seus irmãos. Mas este só percebe seus sentimentos pela mocinha na véspera de seu casamento com outra mulher.
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Quando o navio dos noivos parte para as Bahamas , ele é atacado por piratas rivais e resta a Payton se infiltrar no navio inimigo e tentar salvar a vida de seu amado. O resgate faz com que Payton e Drake se unam mais ainda e a chama dos sentimentos cresça ainda mais.
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Eu amei esse romance do início ao fim! Aqui temos uma mocinha audaciosa e fora dos padrões, além de um mocinho bem encantador também. O enredo é diferente dos outros Romances de época que já li e isso tornou a historia melhor ainda.
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Nesse livro Meg (Patricia Cabot) mantém sua escrita fluida e gostosa de acompanhar, com suas mocinhas a frente de seu tempo. Por fim, só posso dizer que amei!

site: https://www.instagram.com/p/B9IWFKuDtTD/
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Aline Memória 19/09/2014

Se você quer piratas, procure outro livro...
Passei minha adolescência lendo os livros da Meg Cabot e, quando descobri seus livros como Patricia Cabot, comecei a ir atrás de todos, sendo o que mais me chamou a atenção este: basicamente por que sempre fui fascinada por histórias em navios, (com ou sem), piratas, etc...

Eu esperava uma aventura ou pelo menos uma história bem construída que unisse esses elementos, mas acabei me decepcionando com este livro, e esse não foi um dos únicos motivos.

A sacada da autora para inserir a protagonista - Payton - em um mundo tão masculino foi boa, mas o mocinho foi um desastre. O que Payton sente pelo capitão Drake eu entendo - tem toda aquela aura de primeiro amor, de crescer com o amigo dos irmãos -, mas não fica muito claro o sentimento que ele sente por ela. Pareceu algo simplesmente carnal, sexual, não só por ele ter "percebido" o que sentia por ela após ela finalmente se vestir como mulher, mas também por que toda vez que parecia que teria algum gesto de carinho entre os dois, tudo se encaminhava para o sexo... Sei que este é um dos pontos desse tipo de livro, mas o Drake era um cara experiente, não era nenhum adolescente sem experiência para sair por aí atacando a mulher como se fosse um animal... Assim, faltou sentimento entre os dois, além da atração sexual que a autora fez questão de ressaltar, em várias partes da história.

O romance mesmo, o sentimento entre os personagens, que a Meg/Patricia Cabot consegue construir tão bem, ficou totalmente de fora. A história também, e principalmente no final, parece que perdeu o foco. E o único pirata que aparece na história é tão inútil no desenrolar da mesma que até esqueci que ele existia. O final então, perde totalmente a noção, e transforma até mesmo a Payton, que era uma personagem inteligente, porém, impulsiva, em uma total idiota.

Outra coisa que me irritou foram as repetições em excesso, como quando se referiam à "nobre srta. Payton Dixon" (esse "nobre" era mesmo necessário em todo parágrafo?) ou a constante alusão aos "pequenos" seios da Payton. Já ficou bem claro o tamanho deles, achei desnecessária a quantidade de vezes em que isso foi frisado.

Sei que um livro não foi bom para mim quando o termino não pensando nos momentos bons, mas sim com raiva dos personagens e do rumo que a história tomou: foi exatamente o que ocorreu com este.

Adoro o toque de feminismo que a Cabot acrescenta em suas histórias, sendo suas heroínas sempre a frente de seu tempo, e isso é um dos (poucos) pontos positivos do livro.

Enfim, eu não recomendaria este livro da Patricia Cabot. Sei que muitos gostam dos livros da série Rawlings, mas para mim o melhor até agora é A Dama da Ilha (mesmo com sua capa horrível).
Itala 27/01/2016minha estante
Concordo. Não há demonstração de carinho do Drake sem ser no sexo. Até pra convencer ela a se casar ele tem que usar o sexo, não pode simplesmente se declarar pra ela. E o final foi muito decepcionante. Achei até que tinha mais porque... rs




ju 12/06/2020

Lindo romance de época entre uma não convencional dama e um capitão que se envolve numa farsa e é salvo pela dama apaixonada que luta contra todos por seus sonhos e seu grande amor
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Lu 29/06/2014

Eu já tive a minha fase Meg Cabot. Com o passar dos anos, comecei a gostar mais de seus livros para adultos, inclusive os romances históricos hot que ela escreve como Patricia Cabot. Deles, "A rosa do inverno" e "Retrato do meu Coração", que tratam da família Rawlings, continuam sendo os meus favoritos.

Comprei "Proposta Inconveniente" de forma impulsiva e quase automática. Só quando cheguei em casa é que eu percebi que a história girava em torno de piratas, navios... e minha mente foi diretamente para Jack Sparrow, duelos de espadas cuidadosamente coreografados e tesouros misteriosos.

Hummmm. Não. Você não vai encontrar isso aqui.

Se o que você está esperando é uma história de ação, o livro da Patricia não lhe dará isso. As poucas cenas são raras e rápidas e, devo dizer, não muito bem descritas. O foco da história está concentrado no contraste da criação meio selvagem de Payton e as regras rígidas da sociedade Vitoriana. E, é claro, em sua paixão pelo gatíssimo Capitão Drake.

Payton é uma boa protagonista. É fácil ficar o lado dela, e sentir empatia quando seu desejo de ser capitã de um navio é repetidamente negado por sua família. Ela é auêntica, corajosa e idealista. Como muitas das protagonistas criadas pela Meg. Por isso, é fácil esquecer Jack Sparrow e mergulhar em seu plano maluco de resgate. Nesse aspecto, a Patricia foi bem esperta: concentrou a maior parte dos acontecimentos na cela de Drake. Mas isso não importa: a narrativa envolvente e as cenas smoking hot protagonizadas pelos protagonistas farão com que você esquecça quaisquer queixas sobre a condução da história, desenvolvimento de personagens, etc.

É justamente nas últimas 50 páginas que o livro desanda: imagino que a autora tenha ficado sem ideias de como finalizar a história, e por isso, a história dá duas ou três reviravoltas totalmente desnecessárias. O final acaba sendo bonitinho, mas burocrático. Com gosto de filme velho da Sessão da Tarde.

Fica mais fácil ver defeitos na história quando a trama desanda assim, logo no final. Acho que é sempre algo decepcionante. É, sim, um livro divertido e envolvente... mas que não atinge todo o seu potencial, acho. Definitivamente, não é o melhor trabalho da Patricia Cabot. O que me frustra é que ele poderia ter sido, se ela tivesse tido coragem de ir um pouquinho além do arroz com feijão dos romances históricos hot.

Eu recomendo se o que você quer ler é um romance histórico hot levinho e sem grandes complicações na trama.
Aline Memória 02/09/2014minha estante
Todo livro que eu venho ver aqui ultimamente tem resenha sua, Lu! Que coincidência! haha
Eu, como uma boa fã de Patricia Cabot e piratas, aguardava ansiosamente pelo lançamento deste livro aqui no Brasil desde que vi que existia!
Só que como não estou mais acompanhando os lançamentos e nem ando mais com muito tempo pra ler (quase nada, nesse fim de faculdade), me surpreendi ao vê-lo em livraria, e logo comprei.
Assim que der um tempo, espero devorá-lo ;]


Lu 05/09/2014minha estante
Oi, Aline!

Não tenho certeza se isso é bom ou ruim! Hahahaha!

Enfim, é uma leitura leve e bastante hot. Mas ficou devendo no quesito "piratas". Depois me conte o que achou!




nathy 23/04/2016

Uma leitura despretensiosa, super agradável, encantadora e que com certeza vou lembrar com carinho e um sorriso bobo no rosto.
Estava a procura de um bom livro de romance que não tivesse grandes pretensões mais que mesmo assim me fizesse sentir aquela sensação de que a leitura apesar de simples, valeu a pena. O escolhido foi um de época, mais especificamente, Proposta Inconveniente da Patricia Cabot que foi lançado aqui no país pela Editora Record. Já adianto para você que me ler, o livro é maravilhoso na minha opinião; ele me fez lembrar o porquê os romances de banca me apaixonavam antes e me mostrou o porquê devo continuar investindo nesse tipo de leitura. O livro foi totalmente apaixonante, desde a maneira como a autora narrou à história aos próprios protagonistas.

Para quem não leu ou ainda não viu nada sobre o mesmo, Proposta Inconveniente conta a história de Payton uma jovem mulher que apesar de estar na idade de casar só deseja uma coisa na vida, além do lindo senhor Drake, comandar o seu próprio navio. Este fato aparentemente não é um problema, afinal, desde que ela se entende de gente ajuda os irmãos mais velhos nas expedições pelo ocidente. Acontece que os seus irmãos e o seu pai acreditam que ela já chegou numa idade em que teria que deixar isso de lado e que a mesma deveria se dedicar apenas a conseguir um marido, como uma boa dama de sociedade deveria fazer nos séculos XVIII e XVI.

O problema para Payton é que ela nunca viveu como uma dama "normal" da sociedade; com grandes influências das figuras masculinas que a cercavam, ela meio que se acostumou a agir como um menino- chegando até a se vestir como um, quando se encontrava em alto mar. Apesar disso, existia na Payton, uma gama de sensações bem femininas que exigiam para serem exploradas mais a fundo, e uma dessas sensações estava ligada diretamente ao Connor Drake, um amigo dos irmãos dela. O complicado é que aparentemente ele nunca a notou como mulher, sem falar que o mesmo estava de casamento marcado com outra mulher bem mais feminina e bonita do que ela.

Por essa pequena introdução não sei se dá para você se decidir se vai ou não embarcar na leitura, por isso procurei alguns pontos, nas opiniões de outras blogueiras, que falavam bem- e pude notar vários elogios- e também observei as críticas negativas que poderiam te fazer desistir antes mesmo de começar a ler o livro. Dessas últimas, vou debater mais sobre a forma de narrar da autora, as atitudes de alguns personagens e as (várias) cenas de sexo no livro.

Forma de narrar da autora: algumas pessoas criticaram à autora falando que ela acelerou algumas cenas e que por isso as situações se passavam bem rápido. Me desculpe quem pensou assim mas sinceramente, não consegui enxergar isso como um fator ruim e para mim não foi um problema, pelo contrário, acho que foi até bom pois o livro ganhou um ritmo que me deixou curiosa para saber o que ia acontecer a cada capitulo. É verdade que isso também se deu devido o uso de elementos considerados clichês, o que ao meu ver, também não foi um problema. Neste ponto eu faço uma ressalva, como podem esperar um enredo super elaborado sendo que a sinopse já mostra que a história é bem simples e que a própria autora (conhecida também como Meg Cabot, autora de livros super conhecidos voltados principalmente para os adolescentes ) sendo quem é, iria criar um enredo super original? Por favor, quem procura um livro assim aviso logo, procure outro, esse livro não tem essa finalidade.

Sobre as opiniões em relação as atitudes de alguns personagens: eu só posso concordar com os irmãos da Payton, eles tinham algumas atitudes que não condiziam em nada com as idades deles, às vezes, pareciam crianças que brigavam por qualquer besteira e em qualquer canto. Isso me incomodou um pouco, no entanto, eles não apareceram muito na trama então deu para relevar isso. Também li uma critica em relação à protagonista. Chegaram à afirmar que pela Payton estar descobrindo a sua feminilidade e sexualidade deveria ser mais recatada e tal e no entanto, ela se comportava de uma maneira libertina, como uma "profissional do sexo". Gente, como uma mulher que desde o início do livro mostra que não tem papas na língua, que fala palavras que não deveriam ser ditas por uma dama e que deseja manejar o seu próprio navio, vai ter vergonha ou vai ficar cheia de não me toques na hora de fazer sexo? A Payton é segura com o seu físico, ela sabe o que quer e isso foi uma das coisas que mais gostei nela e no livro. Ela podia até ser teimosa- o que até causou algumas confusões- mais ser libertina? Não acho.

E por último, as cenas de sexo: confesso que não esperava que o livro tivesse tantas, no entanto, isso não me desagradou, pelo contrário, eu achei as cenas maravilhosas, com certeza são os pontos fortes no livro. Não achei nada vulgar, foi mais para o sensual do que o sexual. Para quem já leu sabe do que estou falando; o sexo é uma coisa bem importante na história da Payton e do Drake, mas não é a história em si. Por isso fica o alerta, se você não gosta de livros que tenham a história um pouco mais apimentada, pode ser que Proposta Inconveniente não seja sua melhor opção.

Por fim, eu só posso convidar você que me ler a tirar suas próprias conclusões com relação à obra da Patricia Cabot. Que para mim foi uma leitura despretensiosa, super agradável, encantadora e que com certeza vou lembrar com carinho e um sorriso bobo no rosto. hehe

Espero que se você decidir ler, possa gostar também e quem sabe recomende a leitura à outras pessoas que gostam de livros de época ou até mesmo aquelas que não gostam. Eu só sei que essa pessoa que vos escreve recomenda e muitoooo. :)

site: http://ventoliterario.blogspot.com.br/2015/11/o-vento-me-disse36-proposta.html
Lu 18/05/2016minha estante
Só vim aqui para dizer que amei a resenha que vc escreveu sobre esse livro! Assino embaixo! Eu demorei mto para começar a ler os livros da Patricia e agora sou completamente apaixonada pela escrita dela. Posso dizer sem pestanejar que esse foi o meu favorito e infelizmente o último dela que eu tinha para ler :( tomara que ela lance mais!


nathy 12/06/2016minha estante
Oi Lu, obrigada pelos elogios. Confesso que ainda falta muitos livros dela para que essa pessoa que vos escreve conhecer. Realmente ela tem uma escrita maravilhosa e realmente foi uma grata surpresa. Você teria como me indicar um livro da autora que fosse bom (ou quase) tão bom como esse?




Je Fachini 08/02/2015

Lindo e gostoso de ler...
Payton sempre foi uma menina-menino. Criada pelos seus irmãos mais velhos Ross, Hudson e Raleigh e seu pai Henry Dixon. Uma família dona da Dixon e Filhos, companhia importante de navegação.
Por só ter sido criada por homens e ter vivido grande parte da sua vida no mar, além já ter viajado quase o mundo inteiro, Payton não sabia muito bem o que era ser uma mulher, sempre usou calças largas e camisetas, cabelo curto e nunca se portou como uma menina, seu corpo nunca foi cheio de curvas, porém com a chegada de sua cunhada Georgiana, isso mudou. Às vésperas do casamento do empregado da Dixon e Filhos, Capitão Connor Drake, Georgiana a obriga a usar um espartilho e um vestido. Totalmente desconfortável ela acaba atraindo a atenção de todos os homens da festa.

Capitão Connor Drake, um homem honrado e de boa família, saiu de casa cedo e achou a companhia Dixon para trabalhar. No final, acabou quase que se tornando um membro da família. Com a morte do seu irmão, Drake vira Sir Connor Drake e está pronto para desposar a Srta. Rebecca Whitby, orfã que foi salva por ele e pelos Dixons após ser roubada. Só que para sua surpresa às vésperas de seu casamento ele repara na caçula Payton e vê como ela se tornou uma mulher bem diante dos seus olhos.
Aquela menina que o acompanhou durante toda a vida nas embarcações Dixon, estava linda. Porém Connor não poderia voltar a trás já que havia feito uma promessa á Becky. No dia da cerimônia Payton não se controla, não pode deixar o amor de uma vida inteira ir embora. Não depois de seu pai dar o Constant, o navio que esperava ganhar de presente de 19 anos, à Drake. Seus dois amores estavam indo embora no mesmo dia.
O que torna tudo pior para Payton é quando descobre que Sir Marcus Tyler está planejando algo com a Srta. Whitby às escondidas. Ela definitivamente não tem dúvidas quando vê o Pirata Lucien La Fonde atacar o Constant, então Payton entra em uma luta desesperada para resgatar seu amor e recuperar seu Navio.
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Mia Fernandes 04/05/2020

Proposta Inconveniente – Patricia Cabot - volume único
É um livro da Patrícia Cabot (pseudônimo da renomada Meg Cabot). É um romance histórico. Têm piratas. Todos os gritinhos que soltei quando soube deste livro e a sinopse foram totalmente silenciados quando me deparei com a irritante Srta. Payton Dixon e os demais tripulantes deste barco que naufragou antes de conquistar a América.

“Eles a trataram como um quarto irmão a vida inteira, e agora esperavam que ela se comportasse como uma irmã submissa e respeitosa. No entanto, sempre que surgiam algum tipo de evidência de que Payton pertencia ao sexo feminino, eles se recusavam a aceitar, empacados feito mulas.”
A jovem Payton Dixon fora criada no mar, como se fosse mais um menino no meio de seus outros três irmãos. Crescera com toda a liberdade que a roupa masculina pode proporcionar, além dos todos os trejeitos de um moleque. Entretanto, debaixo daquelas calças largas e coletes, existia uma garota. E o coração desta menina deu o primeiro sinal de vida quando vira Drake Connor. Connor fora contratado pelo seu pai, para ser capitão de um nos navios da empresa da família Dixon. Mas, somente quando Connor conhece a Srta. Becky Whitby e decide casar com ela é que Payton percebe que perderá o seu capitão, por quem sempre fora apaixonada. Na véspera da cerimônia, por insistência de sua cunhada, Georgina, Payton veste o seu primeiro vestido, com aquele espartilho que faz com que respirar seja algo irrelevante. Mas, o poder do espartilho, faz com que Connor perceba que Payton é uma mulher, com suas formas femininas realçadas por aquele bendito espartilho.

Payton acaba descobrindo que a pobre órfã, Srta. Becky Whitby está mais para a Úrsula, a bruxa do mar, já que esta estava de conchavo com inimigo do capitão Connor, o pirata Vicent. Mesmo munida desta informação, ela não consegue impedir o casamento, já que ninguém dá a mínima para o que ela fala e os noivos partem no navio rumo a Nassau para se casarem por lá. Todavia, uma emboscada fora armada e Payton é a única que pode salvar Connor. Será que Payton conseguirá resgatar o homem que ama?
“Deixe a cargo da nobre Srta. Payton Dixon bagunçar o mais solene dos eventos. Ela parece ter um dom especial para descobrir a fonte mais próxima de problemas e se jogar de cabeça nela.”

Foram tantos os erros e decepções que fica bem difícil defender este livro. A protagonista que fora criada para mostrar a força da mulher e a sua independência se tornou uma personagem irritante e incoerente, e em alguns momentos submissa. Seus irmãos a criaram como um menino e quando finalmente percebem que ela é uma MENINA tentam tirar toda a liberdade que outrora ela tinha. O linguajar fora muito incoerente e em nada brilhante, com algumas palavras que não se encaixavam no contexto histórico. Os acontecimentos foram rápidos, mas o grande problema foi o final, que parecia que a autora não sabia como encerra este tormento literário.

Tem muitas cenas de sexo. Payton que era uma garota virgem, logo na sua primeira vez se torna uma profissional do sexo. #falomesmo. Foram bem carregadas na tinta e na quantidade de cenas sensuais, mas que só conseguiu me irritar do que apreciar e torcer pelo casal protagonista. Faltou química entre os personagens, por mais beijos quentes fossem descritos, eles não me convenceram.

O final perfeito para mim seria se largassem Payton e sua trupe numa dessas ilhotas com uma arma e bastante rum, para ver se de ressaca ela se torna um pouco mais tragável.

Este foi o meu terceiro livro da Patrícia Cabot. O melhor continua sendo Aprendendo a Seduzir, mas por enquanto eu a tirei da minha lista de autores favoritos. Somente vou acompanhar Meg Cabot dando vida a minha xará.

xoxo
mia fernandes.
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Caro 19/09/2014

Proposta Inconveniente Patricia Cabot

Primeiramente o que me chamou a atenção desse livro foi a capa. Comprei o livro só por que ele é lindoooo!
Quando peguei para ler, ai fui ler a resenha: Uma menina que via seu grande amor se casar e depois o navio que queria ser capitã? Oi? Como assim capitã num livro histórico? DESAMINEI, mas fui em frente!
Ah gente, me apaixonei! Amei!
Quem gosta de livros assim compre, por que o livro é fofo!
Payton é uma menina que cresceu no mar, dentro de um navio com a sua família que são 3 irmãos, pai, e capitão Drake, seu grande amor.
Mas ela não é nada feminina, aliás como poderia? Nunca teve sequer uma referência assim em sua vida. Usar roupas masculinas, como calça e camisa, era normal em sua vida. Não poderia usar saias e subir nos mastros dos navios!
Até que no casamento do capitão Drake com a nojenta e linda Srta. Whitby ela usa um espartilho e um vestido.
Claro que ninguém nunca ousou sonhar que Payton tivesse curvas, quem dirá seios! Mas Drake notou!
Ninguém imagina o porquê Drake tem que casar com a Srta. Whitby, e Payton descobre a tempo do casamento um segredo.
Mas em decorrência disso, Drake e sua noiva saem no navio Constant (o grande sonho de Payton) para Nassau, e nesse meio tempo, o navio foi interceptado pelo pirata Lucien e leva Drake como prisioneiro.
Payton não pensa duas vezes e se infiltra nesse navio para salvar seu grande amor!
O lindo é tão bom, engraçado, com grandes partes picantes. A relação do capitão com Payton, vai se reformulando, e apesar de ser clichê, é lindo!
Eu super recomendo para fãs desse gênero!
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Psychobooks 21/07/2014

Classificado com 3,5 estrelas

- Enredo aka máaaa oeeee, bora de pirata, gente!

Meg Cabot enquanto Patricia Cabot é sempre um convite à leitura, gente. Pra quem gosta de romance histórico, Cabot enquanto Patricia é a escolha certa.
Em "Proposta Inconveniente", Cabot saiu um pouco do lugar comum e resolveu levar seu romance para alto-mar.

Payton é uma garota de 18 anos que cresceu no mar na companhia de seus 3 irmãos mais velhos, Ross, Raleigh e Hudson. E quando Cabot fala que "Payton cresceu no mar", significa que desde criança acompanha a família em suas viagens comerciais enfrentando piratas e se divertindo muito a bordo do navio.
Seu maior sonho é, ao fazer 19 anos, ser presenteada com o Cobalt, um veleiro da frota da família e ser então nomeada sua capitã. Isso e claro, o coração de Connor Drake, um dos capitães da frota de seu pai e melhor amigo da família.
Aí junta essa mulher independente com um capitão Drake que não está muito aí pra ela, já que a enxerga apenas como uma menininha e o casamento dele que se aproxima. Sim, Cabot não contente em fazer o protagonista mal reparar na mocinha do livro, ainda fez com que ele estivesse prestes a se casar. E agora, gente?

- Narrativa da Cabot aka onde a magia começa

O que mais gostei nesse livro foi os desdobramentos que Cabot deu à narrativa.
Cês já repararam como todos os romances históricos são, na verdade, fanfics de Jane Austen? Verdade, somem 2 + 2! Todos acontecem na sociedade londrina, todos têm um protagonista riquérrimo, cheio de amor pra dar e uma mocinha que tá ali, meio que sem querer muito, mas até que querendo... Enfim.

Cabot tirou Payton e Connor da sociedade e os jogou no mar, assim, bem literalmente mesmo. E o resulto foi bem divertido!

A narrativa é em terceira pessoa, com a visão ora acompanhando Drake e ora acompanhando Payton. A dinâmica dos dois é o maior problema de toda a história, mas vou falar em um tópico separado.

O que sempre me atrai na narrativa de Cabot é a forma como ela não desperdiça palavras, pensamentos e ações. Mas, vejam bem, é um grande "mas", dessa vez ela exagerou exatamente nesse tópico. Achei a escrita cansatia em inúmeros pontos, com os personagens repetindo pensamentos e ações inúmeras vezes e com várias inserções desnecessárias ao bom andamento da história.

- Agora chegou a hora de falar do romance... Eike me decepcionei

Uma coisa que NUNCA falta nos livros de Cabot é química entre os personagens. Até mesmo em "Mordida", o pior livro de Cabot que já li, há química entre os protagonistas.

Payton e Drake não me convenceram por um bom tempo. Drake passa muito rápido do estágio "te enxergo como uma irmã mais nova" para "meu deus, deusa do sexo, onde você estava escondida?". Ficou tudo muito forçado, sabem?

A forma como o romance se desenrolou também não me agradou muito, mas Cabot, sempre sendo Cabot (gente, quantas vezes já escrevi Cabot? Preciso contar!), consegue dar a volta por cima e acende a chama que antes parecia inexistente e aí o livro engrena novamente.

- Concluindo a resenha e/ou Vale a pena, Alba?

Não dá pra errar lendo Cabot enquanto Patricia. Apesar dos problemas apontados, a leitura corre superbem e é divertida. A mudança de ambiente também foi bem-vinda. A única coisa que fiquei na dúvida foi quanto ao nome e a "Proposta Inconveniente". Não sei onde se encaixa... E não falo isso por terem sido poucas...

Recomendo a leitura.

"Essa, todavia, não era uma dessas ocasiões. Porque Deus - aquele mesmo que levara sua mãe embora quando ela nasceu e depois a amaldiçoara mais ainda permitindo que ela se tornasse adulta quase sem ter seios - ouvira suas preces."
Página 201


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Ceile 17/12/2014

Payton sempre sonhou ter seu próprio navio para comandar e estava esperando ganhar o Constant em seu aniversário de 19 anos que se aproximava. Única mulher entre três irmãos, ela literalmente lutava para ter seu espaço na família. Mas, para seu irmão mais velho, ela precisava se casar - e coloca sua esposa para ajudar a se tornar apresentável. E é nessa primeira tentativa de fazê-la usar um vestido que ela é notada por Connor Drake, melhor amigo dos seus irmãos e por quem ela sempre fora apaixonada. Acontece que ela este não é o melhor momento, considerando que é a noite do noivado dele. Mas o destino acaba por metê-los em uma grande confusão - ele, sem querer; ela, por vontade própria.

Muito se fala nos romances históricos da Patricia Cabot, mas eu só tinha lido um (Pode Beijar a Noiva), do qual eu tinha gostado bastante. Ao me deparar com este lançamento da Record, não hesitei em solicitar. Eu gosto muito do clima desses romances, sempre me transportam para a época, me fazendo viajar mesmo. Algo que reparei nestes dois romances da Patricia é que ela tenta inovar um pouquinho nesse mar de clichês (que são bons!) ao criar ambientes inusitados para situar suas histórias.

Payton já mostra sua personalidade nas primeiras páginas: é forte, decidida e pouco contida. Ser criada no meio de tantos homens, lidar com piratas e viver no mar fez dela uma dama nada convencional para a época - considerando que as mocinhas tinham que ser verdadeiras ladies, serem vistas pela sociedade para arrumar um casamento decente (isso, claro, não envolve necessariamente amor, mas sim títulos nobres). Ela é muito convicta das suas opiniões, apesar de não ter um parâmetro ou algo inspirador/influenciador - a referência que ela deveria ter é sua cunhada, mas ela não é muito esforçada para tal, já que diverge totalmente do que ela quer e é. Esse é o primeiro ponto positivo do livro - só pela protagonista ele já poderia entrar na sua lista de leituras.

Apesar de parecer, ele não é todo composto por melações românticas, há muito humor, principalmente nas passagens que envolvem os irmãos de Payton. Eles são rudes e, definitivamente, não sabem como tratar uma dama, mas é cômico, não grosseiro. A aventura também tem seu espaço e acho que isso já é de se esperar, afinal,como falar de piratas sem batalhas, heróis e agitação e tudo mais? Porém, o herói é na verdade uma heroína. Connor Drake fica até apagadinho perto de sua salvadora (ele é legal, tá? É fofo e tal, mas ele tem umas coisas tão idiotas que, ahn, nem sei). Eu achei o "núcleo" dos ~inimigos~ relativamente fracos, esperava motivos mais fortes (ou faltou a autora dar mais importância, de forma a fixar a ideia de perigo e tal).

O que seria de um romance histórico sem suas cenas quentes? É legal porque trata de descobertas e impulsões, mas tem suas partes eróticas avulsas, as quais, definitivamente, não fariam falta na história. Mas já que estão aí, vamos ler, né? hahaha Não é cansativo, então ok. Cansativo são as inúmeras repetições na narrativa. Começa uma página falando de uma coisa, endossa o assunto e quando chega no final da outra página, repete o que foi dito no primeiro parágrafo. Qual a necessidade? Se fosse um história narrada em primeira pessoa, eu até entenderia, nossa cabeça é assim mesmo, não é? Mas uma narrativa em terceira pessoa poderia ser mais enxuta.

Por fim, gostei do livro, mas não foi aquela maravilha toda - não bateu aquela paixão, sabe? Mas me diverti lendo, apesar da uma semana que demorei para terminá-lo. Sem dúvidas, é o tipo de leitura que vai agradar muita gente.

site: www.estejali.com
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Carol.Costa 19/07/2020

Excepcional
A história te amarra de uma forma que você consegue sentir as emoções dos personagens e compreender suas características claramente. Sensacional. Uma aventura onde os personagens são fortes e determinados, além de trazer um romance épico. Há surpresas do início ao fim do livro, a personagem principal é incrível, fora dos padrões de sua época.
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