Eternidade Por Um Fio

Eternidade Por Um Fio Ken Follett




Resenhas - Eternidade Por Um Fio


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Luiza 27/10/2014

Amo Follet, mas... que decepção.
Follet deveria ter dividido esse livro em dois. Tratar de todo o período de Guerra Fria em um livro só foi um tiro no pé, em especial porque ele não conseguiu trabalhar nem o lado humano nem o lado histórico direito. Como romance histórico esse livro é sofrível, digno de Wikipédia com meia dúzia de conhecimentos do "Livro dos Curiosos" versão história. Follet introduziu um tema interessante que são as mudanças sócio-culturais que vieram da ou que mudaram a música, o que é um ponto interessante para análise, mas ficou tão raso e tão mal trabalhado que não acrescentou em absolutamente nada. Na verdade, ele parece partir do princípio que as mudanças culturais acontecem de uma hora para outra. Até onde me lembro, o divórcio ainda era mal visto pela sociedade nos anos 70, apesar das influências da geração hippie. No geral, como continuação e finalização tão esperada da trilogia O Século, esse livro foi um balde de água fria com direito a Follet esquecendo de sequer mencionar personagens tão presentes no livro anterior, como Erick, irmão de Carla e ex-soldado nazista. Isso me custa muito dizer, porque sou fã incondicional de Ken Follet, mas Eternidade por um Fio ficou pobre, mal trabalhado, mal finalizado e parecendo um grande resumo. Em suma, não acrescentou em nada. A Guerra Fria foi limitada a meia dúzia de páginas, enquanto as desventuras amorosas e profissionais de Dave Williams ganharam capítulos infinitos. Os conhecimentos de Follet sobre João Paulo II e a participação do Vaticano são dignos de livreco de ensino fundamental. Guerra do Vietnã, Guerra da Coréia, Tchecoslováquia, Primavera de Praga, criação do "muro Palestina-Iraque", Reconstrução da economia japonesa, Operação Blackwater, tantos temas importantíssimos e interessantíssimos de serem tratados a fundo esquecidos ou relegados a meia dúzia de comentários. Follet deveria ter lido Sashenka para conseguir construir um livro que abrangesse eras de maneira completa e quiçá complexa.
Enza Cerqueira 27/11/2014minha estante
"A Guerra Fria foi limitada a meia dúzia de páginas, enquanto as desventuras amorosas e profissionais de Dave Williams ganharam capítulos infinitos" Ai minha nossa não fala um negócio desses não! :((((( Ainda não li o livro, mas custo a acreditar que o fechamento dessa trilogia tão boa ficou ruim :(


anna v. 02/12/2014minha estante
Luiza, concordo em gênero, número e grau com sua resenha. Considero Follett um mestre, sou sua fã e leitora fiel, mas este livro ficou muito aquém dos anteriores. Parece que não deu conta de tantas histórias que se desenvolviam, e acabou meio que "passando a régua" em tudo. Pena mesmo.


MarioLuiz 08/12/2014minha estante
Também fiquei, não diria decepcionado, mas sentindo falta de mais detalhamentos e falta de alguns episódios que mudaram o mundo nos anos sessenta, setenta, como os movimentos estudantis de 68 na França e até no Brasil que foi um movimento muito forte, os festivais de Woodstock, Monterey Pop nos EUA e Ilha de Wigt na Grã-Bretanha, onde grandes astro da musica pop mundial como Joe Cocker; Jimi Hendrix; Santana; Janis Joplin; Ravi Shankar; Joan Baez; The Who; Crosby, Stills, Nash & Young; Richie Havens; Creedence Clearwater Revival; Blood, Sweat & Tears; Crosby, Stills, Nash & Young; Jethro Tull, (louco por este); Led Zeppelin; Bob Dylan e tantos outros, é muita gente boa para se lembrar de todos, se apresentaram e foi também uma grande explosão de modernidade na musica mundial, um divisor de águas, agora com respeito ao divórcio, era mal visto no Brasil e América Latina onde o divorcio só foi aprovado nas décadas de setenta para oitenta, mas EUA e centro norte da Europa onde passa a maior parte das ações da trilogia já era bem comum o divórcio, principalmente em países da Cortina de Ferro


Leticia 12/12/2014minha estante
Esse eu estou terminando e achei o mais fraco da Trilogia, os personagens não foram tão bem aproveitados, a Guerra Fria foi pouco abordada. Não foi um bom livro para terminar. Estou na página 800; mas acredito que não vou me emocionar como me emocionei com a história da Carla do último livro.


A.Abitbol 27/12/2014minha estante
Assim como o Erick, o Billy Willians também sumiu da história...


Tatiana 04/11/2016minha estante
concordo com você, não trabalhou nem o lado histórico nem o lado humano, raso e chato, muito diferente dos dois primeiros.


Mifarreg 12/06/2017minha estante
Sinceramente foi o livro no qual eu mais me envolvi e senti o suspense, sou suspeito, pois adoro a guerra fria, amei esse livro!!


Henrique 13/10/2017minha estante
Eu gostei muito do livro e não tinha pensado pelo seu ponto de vista...
Realmente alguns personagens sumiram sem explicação e outros bons eventos para serem abordados foram deixados de lado... Até Chernobyl seria um bom tema para ele incluir na história, mas sequer foi mencionado...
Mesmo assim, gostei demais do livro




Nat 21/09/2020

^^ Pilha de Leitura ^^
Último livro da trilogia O Século, e também o mais “movimentado”. Enquanto os anteriores você pode resumir em um grande evento cada, esse tinha muitos – comprovando como cada vez mais acontecem mais coisas importantes ao mesmo tempo. As partes falando da banda foram as que achei menos interessantes, apesar de com isso serem explorados outros temas como drogas. Confesso que me emocionei com o final: a queda do muro de Berlim, e o acréscimo da vitória de Obama como presidente. Esses pontos são exemplos de como esse terceiro volume trabalha mais as emoções de cada personagem. Trilogia nota dez!

site: https://www.youtube.com/c/PilhadeLeituradaNat
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Enza Cerqueira 02/02/2015

O fim do século mais agitado da humanidade
Encontrei o primeiro volume da trilogia "O Século" em meados de 2013 e não foram necessárias muitas páginas para que me apaixonasse perdidamente por ele. O primeiro livro que li do autor consagrado internacionalmente por livros como "Os Pilares da Terra" (que mais tarde viria a ler) e "Mundo sem fim" foi igualmente fantástico, um grande sucesso.

Para mim, a leitura foi encarada a princípio um desafio. Como disse na minha resenha de Queda de Gigantes, nunca havia lido nada do tipo e nada tão... grande. Mais de 900 páginas e, à medida que avançava na leitura, encontrava-me cada vez mais imersa num mundo que fora muito mais real do que gostaria de acreditar. Alegrei-me, sofri, e vivi com os personagens durante o caos da Primeira Guerra Mundial e da Revolução Russa. O mesmo aconteceu em Inverno do Mundo com a ascensão dos regimes totalitários na Europa e a barbárie que foi a Segunda Guerra Mundial.

E eis que é lançado o último volume da trilogia que narra, sob o ponto de vista de várias pessoas de diferentes nacionalidades e classes sociais, os principais acontecimentos do século XX. Eternidade por um fio foi talvez o livro mais aguardado do ano de 2014 para mim (ainda que só pudesse ter a oportunidade de lê-lo agora, em Janeiro) e, infelizmente, não atendeu às minhas expectativas.

Eu sabia que mil páginas talvez fossem poucas para trinta anos de história, mas eu confiava que se alguém pudesse escrever sobre a Guerra Fria assim, este alguém seria Ken Follett. Porque depois de ler Queda de Gigantes, Inverno do Mundo e Os Pilares da Terra... como duvidar de sua escrita brilhante?

Ao contrário dos outros dois livros, e ao contrário dos 50 anos anteriores, a Europa ocidental perde um pouco da atenção especial dedicada a ela no início do século. Isso porque após a Segunda Guerra, a ordem mundial se torna bipolar: os Estados Unidos e a União Soviética emergem como as duas potências vencedoras do conflito e querem divulgar (ou impor) o seu modo de viver socialmente, economicamente e politicamente às outras nações. Portanto, como já era de se esperar, a maioria dos eventos do livro ocorre nos dois países que dividiram o planeta por mais de 40 anos.

Grande parte da história é ambientada na década de 1960 (acredito que cerca de 60% do livro), quando ocorreram a Crise dos Mísseis, os assassinatos dos irmãos Kennedy, o início da luta pelos direitos civis nos EUA, assassinato de Martin Luther King, início da "era" hippie, etc. Mesmo com tanta coisa para ser discutida, um significativo número de páginas foi utilizado desnecessariamente para descrever aventuras amorosas dos personagens e o pior de tudo é que poderiam ter sido poupadas. Entendi que Ken Follett queria mostrar a liberdade sexual, a questão dos divórcios, relacionamentos casuais e tal, porém ele repetia tanto isso e misturava tanto os relacionamentos entre personagens que em certo ponto se tornou maçante e empobreceu muito o livro.

A Guerra do Vietnã foi outro ponto que podia ter sido infinitamente melhor trabalhado, mais aproveitado, quero dizer. Jasper - filho de Eva Murray, amiga judia de Daisy no segundo livro - foi para a Guerra, ficou lá por dois anos, mas só temos UMA cena de ação no Vietnã e, se houve mais, não foram muitas. Eu já tinha aceitado que ele nem falaria da Guerra da Coréia porque ela se passou num período de tempo bem antes ao início do livro, mas não foi dada a devida importância à Guerra do Vietnã e, na minha opinião, isso não deveria ter acontecido. Porque, bem, essa é a Guerra Fria! A Guerra Fria foi marcada por conflitos como a Guerra do Vietnã, conflitos indiretos entre as potências dominantes. A parte que Jasper está no Vietnã foi tão curta, tão óbvia que foi quase ridícula. A informação das atitudes nojentas dos soldados americanos foi bem-vinda e interessante, mas todo o conjunto de partes que narram a guerra foi pobre também. Esperava muito mais de quem narrou com tanta emoção e vivacidade o ataque à Pearl Harbor em Inverno do Mundo.

Sobre a questão cultural - o ponto mais trabalhado pelo autor -, Follett fez questão de exaltar a ruptura com as tradições do passado com a rebeldia dos filhos com os pais, muito sexo, muita droga e muita música (Rock'n'Roll!). Só com esse clichê já descreveria quase a totalidade do livro.

Gostaria de comentar sobre alguns personagens, entre eles Walli, alemão filho da Carla, que deu a sorte de fugir da Alemanha Oriental duas vezes (algo que não me convenceu, sinceramente. Era difícil atravessar uma vez, agora, duas?) detestava o "pai", queria viver da música e aderiu ao movimento hippie depois de uma decepção amorosa. Esperava um desenvolvimento melhor, um engajamento maior na política, mesmo que não fosse lá tão ativo. Ele viveu numa família com todo um histórico político e isso não teve o efeito que eu esperava sobre ele. Ele foi uma decepção para mim por conta disso. De qualquer forma, sua irmã Rebecca e até mesmo Lili acabaram atendendo às expectativas que eu tinha em relação a Walli e deram para o gasto.

Apesar de tudo, Walli foi utilizado para mostrar como o que aconteceu com os jovens que se tornaram dependentes de drogas nas décadas de 1960 e 1970: acabaram em um péssimo estado. Só que Walli conseguiu se recuperar milagrosamente após um ano e deu tudo certo: não pegou nenhuma doença sexualmente transmissível nem qualquer outra depois de anos injetando droga diretamente na veia com seringa de qualquer um e praticando o "amor livre". Prefiro nem comentar sobre a verossimilhança desse caso. Nós também vivenciamos o seu drama de ter a família dividida pelo muro, passar mais de duas décadas sem ver a própria filha e isso valeu o personagem.

Gostei do filho do casal interracial Greg e Jacky do segundo livro: George Jakes. Sem dúvida, a intenção era que ele fosse o que a Ethel e o Lloyd foram nos primeiros volumes. Aquele personagem que todo mundo torce para que dê tudo certo com ele. Só que foi bem mais fraco, fui simpática à sua luta pelos direitos civis e gostava realmente dele, mas sua vida amorosa ficou entediante em certo ponto e estragou um pouco a sua trajetória na história, no quesito Corno Manso só não perdeu para o russo Dimka (sobrinho de Volodya, neto de Grigori), que foi um saco. Os olhos do Kremlin se dedicavam mais aos seios da Natalya do que à ação em si e isso cansou MUITO. Talvez pareça um exagero, mas antes de mais nada queria dizer que sim, Follett obviamente tratou de política sim, só não tanto quanto do lado cultural e grande parte do tempo dedicado à política era para bajular os irmãos Kennedy.

Ainda com Dimka e George, como disse antes, entendi que Ken Follett quis demonstrar a liberdade sexual e o advento dos casais divorciados, dos segundos casamentos, mas as trocas de casais foram irritantes demais. Um momento George estava apaixonado por Maria, mas namorava fulana cujo nome não me lembro, só que queria dormir com Verena, depois terminou com a fulana pra sair com a Maria que começou a ter um caso com outro, então saiu com ciclana, o que não deu em nada e mais páginas foram gastas à toa.

Outra crítica vai para o fato de que praticamente TODOS os personagens ficaram famosos de certa forma. Walli e Dave fizeram sucesso na indústria musical internacional, Evie, a irmã do Dave - filhos de Lloyd - vira uma atriz global, Jasper se torna um jornalista global, Rebecca faz parte do parlamento e mais tarde ocupa um importante cargo no ministério das relações exteriores... então foi um pouco inverossímil, até mesmo para um livro de ficção. Ken Follett usou e abusou da licença poética.

Gostei muito da Tanya, irmã gêmea do Dimka, sua personalidade determinada, corajosa e sua amizade com Vasili também. Guardei uma decepção pequena porque queria ter tido pelo menos um breve relato de que o escritor - que também ficou famoso, para variar - assumira suas obras e recebera toda a fortuna que acumulara por anos com seus livros e, aproveitando a brecha, queria criticar o fato de que vários personagens foram ignorados. Tanto dos livros anteriores como Billy Williams e Erik von Ulrich), quanto desse próprio, quando o final se aproximou. Além dos personagens, Follett pareceu ter se esquecido que o socialismo não acabou com a queda do muro...

O que mais? Poderia aproveitar para dizer que Ken Follett exprimiu em cada linha sua opinião política e fez de tudo para demonizar qualquer viés contrário aos ideais que defende, mas então ficaria muito tempo discutindo sobre isso. Para resumir, eu sei que o livro é dele e ele faz o que quiser, principalmente porque tudo sobre essa trilogia envolve política, mas eu não achei lá muito legal do tom muito - além de - parcial que ele usou, o jeito como "só o partido que eu defendo que é o certo" que ele escreveu sua história. Ele poderia deixar impressa sua opinião, porém de modo mais leve porque ele nem se preocupou em disfarçar que mesmo que os democratas queridinhos da década de 1960, os irmãos Kennedy, fossem canalhas em alguns aspectos ou simplesmente imbecis eram os melhores políticos da história dos Estados Unidos ao passo que qualquer coisa que os republicanos - ou outros democratas de quem ele não gosta - fizessem era um enorme pecado e pareciam ser monstros de 7 cabeças. Sem mencionar que os comunistas pareciam uns grandes bobos, mas ok.

Enfim, esperava muito mais história, muito mais conflitos, mais acontecimentos importantes da época que mal foram mencionados e esperava personagens melhor desenvolvidos, com histórias mais críveis e de quem eu gostasse tanto quanto gostei da Maud, do Walter, do Lloyd, do Volodya...

Mais uma vez, eu sabia que era necessária uma abordagem cultural impecável da época porque foi um período de grande efervescência e ruptura com antigas ideias conservadoras, só que por dar muita importância à questão cultural, Follett acabou negligenciando outros aspectos da história.

A história não é ruim, muito pelo contrário, Ken Follett narra a luta dos negros pela igualdade com maestria, descreve a tensão da Crise dos Mísseis com tanta propriedade que nós sentimos na pele o medo que aquelas pessoas sentiram e relatou com tanto esmero o drama da construção e queda do muro de Berlim que foi impossível não se emocionar. O problema é só que eu esperava TANTO desse livro, pensava que seria espetacular e não foi, não o tempo inteiro. O início foi muito bom e o fim também, porém o autor pecou em vários elementos no meio da história, foi terrível e esmagou de vez minhas expectativas.

Follett poderia ter feito melhor.
Maurinho 05/02/2015minha estante
ótima análise. O livro é bom, se não você não vence mais de 1000 páginas, e tem passagens muito boas,...mas não achei os personagens tão carismáticos, e isso criou uma falta de empatia.


Enza Cerqueira 17/06/2015minha estante
Maurinho, o livro é bom sim. O problema se dá quando o comparamos aos anteriores que foram excepcionais (especialmente o primeiro). Os personagens, de fato, não são tão carismáticos quanto seus ancestrais e, em minha opinião, foi um ponto negativo, porque não conseguia me "prender" às suas histórias :/


Caio 20/07/2015minha estante
Ótima resenha, onde eu assino?

Também senti muita falta de certos personagens, mas a questão da parcialidade do Follett foi a que mais me incomodou, nos 2 primeiros livros ela já existe, porém no Eternidade por um Fio o autor ultrapassou todos os limites no que toca a personagens preto e branco. A glorificação de certas correntes ideológicas foi levada a um patamar extremamente forçado que na minha opinião é o principal responsável pela queda considerável de qualidade da obra quando comparada ao resto da coleção.


Enza Cerqueira 21/07/2015minha estante
Infelizmente, Caio. Nos primeiros livros, a questão do posicionamento político-ideológico dele era mais branda e, portanto suportável. No entanto ele se esbaldou nesse livro e a qualidade desse último volume da trilogia decaiu muito. Eram tantos absurdos, glorificação mesmo de certas ideologias, partidos e mesmo políticos, além da demonização de outros, que fiquei até enjoada e por vezes tinha que largar o livro.


Valério 24/08/2015minha estante
Talvez nosso maior pecado tenha sido termos ambos esperado demais.
Quando criamos demasiada expectativa, mesmo a proximidade da perfeição nos parecerá insuficiente, manca.


Roberto.Suga 26/08/2015minha estante
Ótima resenha, Enza! Realmente fica difícil acreditar que neste volume a história seja contada sob o ponto de vista de pessoas "comuns", afinal todos viram top em suas áreas, seja no lado profissional, na musica, na política etc.


Enza Cerqueira 27/08/2015minha estante
Valério, realmente. Mas como esperar algo menos do que vi em Queda de Gigantes e em Os Pilares da Terra? Impossível. Esse livro foi bem desleixado se comparado aos outros. O engano de Follett foi, por pensar que havia vivido tudo isso, suas lembranças sobre o aspecto cultural da época bastavam. O que sobrou em romance e posicionamento ideológico, faltou em conteúdo histórico. Lamentável.


Enza Cerqueira 07/09/2015minha estante
Roberto, os outros livros foram bem mais "críveis" nesse aspecto. Este exagerou demais...


Carolina Benatti 08/01/2016minha estante
Que decepção saber que o esse livro não segue o nível dos anteriores! Vou começar a ler agora, já com a expectativa reduzida rs
Parabéns pela resenha!


Fernanda DCM 23/05/2016minha estante
Pois é, foi muito assunto pra abordar, histórico, político, cultural e social, mas deu pra viver um pouco da época. Agora queria saber o que aconteceu com o irmão de Carla, com a amiga Frieda Frank, Billy Williams e filhos, que nem foram mencionados, não foram ao enterro da Ethel... também achei o livro muito imparcial, as bombas em Hiroshima e Nagasaki meceram poucas menções no segundo livro, agora quanto ao assassinato do JFK todo mundo em todo mundo parou o que tava fazendo e chorou..... exagero.


Adalberto Gonçalves 22/01/2017minha estante
Obrigado pelo ótima resenha! Terminei de ler, e você colocou em palavras o que eu não estava conseguindo explicar: o motivo de não ter me apaixonado como nos outros. Até eu que não era fã de História e não me lembro de quase nada percebi alguns exageros políticos, ideológicos, etc. e senti falta de aprofundamento, foram muitos acontecimentos em um livro só. E que falta senti de alguns personagens ;(. Enfim, disse tudo! Enquanto os dois primeiros eu li em 1 semana, este demorou quase um mês. É ótimo, só não se compara aos outros! Mas quando acaba, bate uma tristeza... Vai fazer muita falta esta trilogia..


Enza Cerqueira 08/06/2017minha estante
Adalberto, a saga poderia ter se encerrado em um nível melhor, mas aquele final corrido, as várias pontas soltas de alguns personagens, o troca-troca de casais e posicionamentos políticos um tanto exagerados, infelizmente, acabaram enfraquecendo este último volume da trilogia.




Luiza 29/09/2014

Eternidade por um fio 3o. volume Trilogia do Século, Ken Follett
Falar sobre os livros de Ken Kollet é desnecessario. Nessa trilogia, que termina com Eternidade por um fio, os leitores do nosso século podem entender e sentir como viviam as sociedades e as familias do seculo XIX e XX; como se originaram os conflitos que deram origem as guerras mundiais, o sofrimento da população dos países atingidos, e o aprendizado que nossa sociedade "poderia" ter tirado de todo acontecido. Uma verdadeira aula de História, com uma pesquisa história e social impecável de Ken Follett.
Que nós, leitores, possamos ser brindados com novos "tesouros" literários como a Trilogia do Século.
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Gisele Alves 03/09/2020

Perfeito
Essa é a melhor definição para o último livro da trilogia O Século. Conhecer um pouco da história do comunismo, da Queda do Muro de Berlim, até a eleição do primeiro negro Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda que misturado à ficção foi simplesmente sensacional. Melhor leitura do ano.
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Caroline 26/06/2015

Desfecho de uma trilogia maravilhosa...
Eternidade por um fio coroa a incrível trilogia O Século, de Ken Follett, mas, embora ainda muito bom, é o livro mais fraco – - ou menos bom – dos três.

Quando comecei Queda de Gigantes me encantei de cara com a capacidade de Follett de encaixar personagens fictícios nos momentos históricos de maneira primorosa. Uma mistura de ficção e realidade tão bem construída que nem percebemos a quantidade de páginas e logo estamos lendo o segundo livro, Inverno do Mundo, que é tão bom quanto o primeiro e nos deixa cheios de expectativas para esse terceiro volume. Como ele finalizaria a vida daquelas famílias? Que fatos históricos do pós guerra ele abordaria? Será que seria possível gostar da mesma maneira dos filhos e netos dos protagonistas das edições anteriores? Bem, foi assim, cheia de questionamentos que iniciei Eternidade por um fio.

Esse volume começa no ano de 1961 e acompanhamos toda a tensão da Guerra Fria, a aflição gerada com a Crise dos Mísseis de Cuba e as tentativas de se evitar uma nova guerra. Acompanhamos a briga pelo poder, a polarização EUA versus URSS, o comunismo versus capitalismo, a Cortina de Ferro e seu domínio soviético. Vemos erguerem o Muro de Berlim e a incalculável dor das famílias separadas. Follett fala também da Guerra do Vietnã e as inúmeras tentativas de justificá-la; nos mostra Martin Luther King e sua luta pela igualdade nos Estados Unidos. Acompanhamos os presidentes norte americanos, suas eleições e algumas de suas medidas mais importantes. Vemos políticos serem assassinados, civis serem presos. Na União Soviética, vemos entrar líder, sair líder e nada mudar. Em meio a tanta tensão, também temos o rock and roll e alguma menção ao movimento hippie. Claro, chegando à década de 80, vemos a queda do muro de Berlim e o comunismo ruir, levando consigo as barreiras que tanto causaram medo e sofrimento.

São inúmeros e importantes momentos históricos que se misturam aos personagens fictícios e nos fazem enxergar a História por diversos ângulos. Ao inserir a vida comum dos personagens, com suas paixões, medos e dúvidas, erros e acertos, glória e declínio, Follett nos aproxima da História, faz com que vejamos tudo mais de perto, um pouco menos mistificado. Não fosse a mania do autor de colocar sexo em tudo, diria que deveria ser leitura obrigatória nas escolas.

A leitura desses três livros me fez refletir sobre caráter e índole e sua relação com o posicionamento político de cada um. Follett me fez perceber que, em certos casos, mesmo estando do lado “"errado"” da política, a pessoa pode realmente acreditar que está fazendo o bem, que está lutando por melhorias. Tomando Grigori Peshkov como exemplo, foi um personagem bem querido, mesmo tendo morrido acreditando que o comunismo agia corretamente. Apesar de boa pessoa, o poder o cegou e ele não percebeu que passou a ter muitas regalias, as mesmas regalias que os monarcas tinham e que o levou às ruas para protestar no início do século XX.

O autor foi super feliz ao criar personagens verossímeis, nem completamente maus, nem totalmente santos, e conseguiu uma variedade impressionante em relação a personalidade de cada um. É incrível como ele consegue inserir pra lá de duzentos personagens e não ficamos perdidos –- ou pelo menos não completamente rsrs. Por mais que tenhamos que parar algumas vezes para pensar em quem era o pai ou avô daquela pessoa, isso não atrapalha o andamento ou a compreensão da leitura.

Sei que é natural sentir falta dos protagonistas anteriores e achar estranho vê-los sendo mencionados apenas de vez em quando, mas devo dizer que essa nova geração não me conquistou como as outras. Minha ressalva está principalmente nas mulheres que ele criou. Poxa, Ken Follett, não é possível que não tenha existido uma mulher decente sequer nessa época!!! Por que “todas” tinham que ser infiéis ou bem assanhadas?

Outra ressalva está no fato de que todos os conservadores foram pintados como vilões, com Ronald Reagan, por exemplo, sendo simplesmente um assassino.

A escrita do autor continua simples, direta, sem firulas. É um pouco seca, mas se encaixa perfeitamente no que ele quer contar. Como lhe é peculiar, não nos poupa de detalhes cruéis da guerra e das atrocidades cometidas.

Preciso dar destaque a duas matriarcas: Ethel e Maud, minhas personagens favoritas de toda a série. A vida de Ethel Williams Leckwith me fez pensar em como a vida é uma caixinha de surpresas e me fez refletir por quantos acontecimentos passa alguém que vive por muito tempo e o quanto de experiência acumula. Gostaria que ela tivesse tido mais destaque nesse livro, mas ainda assim, gostei do que li. Maud? Tudo o que Maud passa é de partir o coração desde o livro anterior. Que irônico o destino, não? Quem diria que a pobre Ethel viveria tão bem e a rica Maud terminaria na Alemanha Oriental?

Posso passar ainda parágrafos e mais parágrafos comentando sobre essa trilogia de tão boa e cheia de conhecimento que ela é. Um banho de História, daqueles livros que acrescentam, que nos faz enxergar um pouco além. Uma trilogia que merece ser lida e recomendada sempre. Para quem não costuma ler ficções históricas, aconselho a tentativa, certamente irá se surpreender. É fato, nunca mais verei a História como antes.

site: www.historiasdepapel.com.br
Maria Janir Pir 27/06/2015minha estante
Carol li o primeiro livro Queda de Gigantes em 2011 sabendo já que o segundo livro só seria lançado em 2012 e o terceiro em 2014. Comprei os dois últimos no início desse ano, pois gostei demais do primeiro e estava curiosa pelo desfechos daquelas famílias.
Acontece que estou com receio de dar continuidade sem dar uma relida no primeiro livro, afinal já se foram 4 anos e são tantos personagens, será que vou lembrar de tudo? Lendo suas resenhas como sempre maravilhosas estou tentada a dar continuidade a essas quase 2 mil páginas....rsrsrs... Bjos carinhosos para você.


Ruivo 03/07/2015minha estante
Maria, não se pegue demais ao livro anterior, ele usa os personagens e suas gerações, mas sua memória voltará conforme for lendo. As memórias do livro anterior surgirão naturalmente e onde forem necessárias. o que digo é: NÃO DEIXE DE LER..rs


Dirce 09/07/2015minha estante
Preciso tomar coragem e encarar os " tijolos" novamente, Caroline.
Excelente resenha.
bjs


Caroline 09/07/2015minha estante
Obrigada, Dirce! É tão boa essa trilogia, vale cada página :)))
Bjos


Caroline 09/07/2015minha estante
Maria,msó vi agora teu comentário. Isso mesmo que Ruivo falou, leia sem esse receio de não se lembrar. Também dei um intervalo grandes entre um e outro e dá pra acompanhar super bem :))))


Caio 20/07/2015minha estante
Caroline, gostei muito da sua resenha porque nela se vê exatamente a imparcialidade que o livro falha em demonstrar.

Óbvio que o autor tem todo o direito de "puxar sardinha" para o que ele acredita, acho inclusive que ele fez isso de uma forma bastante aceitável nos 2 primeiros livros, porém no Eternidade por um Fio a distorção é absurda, ele demoniza e glorifica personagens sem a mínima preocupação em mostrar o outro lado da moeda.

Aliás, achei engraçado você também notar a questão das personagens do livro, é incrível como "todas" são infiéis, no fim da obra eu não aguentava mais ler sobre a Verena kkkkkkkk


Caroline 05/10/2015minha estante
Caio, bem isso mesmo! Rsrs




Erika 16/10/2020

EU TENHO UM SONHO...
Terminei hoje essa trilogia, e muitas vezes durante a leitura chorei, chorei porque sei que foi real, porque pessoas passaram por isso de verdade, não teve um período menos ruim, guerras, nazismo, segregação, um muro que separa famílias e em meio a tudo isso tinha pessoas simples que lutavam pela igualdade. Quando cheguei na parte do discurso de Martin Luther King "EU TENHO UM SONHO ". não me aguentei . Na minha opinião é um livro NECESSÁRIO todos devem ler, e assim aprender a dar mais valor a VIDA.
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Priscila Thaís Lalico 05/10/2020

Sensacional
Só tenho uma coisa a dizer sobre esse livro: o final (epílogo) foi a coisa mais sensacional que já vi. Uniu passado, presente e futuro, ficção e realidade de uma forma grandiosa mas ao mesmo tempo simples, com muita emoção, reflexão e significado.
Eternidade por um fio fechou com chave de ouro a triologia que é a melhor que já li. Amei o livro todo!
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isa 23/03/2021

a arte de ter 1000 páginas e mesmo assim fazer tudo parecer superficial. recomendo mundo sem fim da trilogia dos pilares da terra esse sim vale encarar infinitas páginas
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André 04/05/2021

Fim da Trilogia
Enfim o terceiro livro da Trilogia "o século". Foram milhares de páginas acompanhando personagens fascinantes. Uma jornada de "um século" acompanhando tanto a história do mundo como a história destas pessoas e também seu envolvimento nestes mesmos acontecimentos históricos. Impossível não se envolver, não se emocionar, não se preocupar com seus destinos. Para mim foi também uma jornada de aprendizado, como alguém que ama História. Algo de que gosto muito nos livros de Follet. Ao fim dessa longa jornada, sinto que me foi extremamente prazerosa e proveitosa.
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Cristina 14/12/2020minha estante
O personagem mais aleatório foi o Jasper Murray nesse aí ?




Lucas 15/07/2021

A conclusão dessa ótima trilogia
Eternidade por um Fio cumpre seu papel: conclui bem a saga das várias famílias a nós apresentadas em Queda de Gigantes.
Provavelmente irei rever essa resenha mais para frente e editá-la, mas o que aqui posso dizer é que gostei desse último livro. Sinto, sim, que ele é o mais fraco da trilogia, e até mesmo o senti prolongado demais. Mas ele cumpre seu papel, nos lembrando que, em um mundo de constantes maldades e injustiças, precisamos diariamente lutar por aquilo que é certo.
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Monica 02/05/2021

Uma trilogia imperdível!
Termino o terceiro livro as lágrimas!
Adoro a escrita de Ken Follett e esta trilogia reforça esta sensação.
Parte da História da sociedade contada em forma de romance. Dramas de famílias que se misturam e se encontram! Maravilhoso!!!
Adorei e super indico a leitura!
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Ebenézer 05/07/2020

Enfim, li a trilogia inteira:
- Queda de Gigantes ( 908 pg)
- Inverno do Mundo ( 874 pg)
- Eternidade Por Um Fio (1069 pg)
É inegável a sobeja criatividade de Ken Follet no manejo de tantas personagens num longuíssimo enredo na cruzada bem sucedida de abarcar um recorte amplo da história contemporânea.
Numa boa mistura de ficção e realidade Ken Follet levou a bom termo seu objetivo de cativar o leitor por um tempo bastante generoso.
O foco de Ken em sua trilogia é a dramatização de muitos momentos históricos destacando aqueles de maior impacto na humanidade e que transformaram completamente a nossa sociedade. Follet procura evidenciar na sua narrativa as possíveis vivências das famílias que participaram daqueles eventos contextualizando e tornando verossímil cada situação.
Ainda que muitas personagens sejam ficcionais, há um elenco de nomes reais de pessoas (estadistas) que fizeram parte efetiva daqueles instantes. Nesse sentido Follet contribui excepcionalmente para um aprendizado histórico.
A força narrativa de Follet é bastante vigorosa uma vez que consegue transportar o leitor para o centro das tensões a que o momento se reporta. E muitos desses eventos são excruciantes e narrados com muita propriedade.
Dar conta da leitura da trilogia inteira é um exercício comparado a realizar uma corrida de longa distância, uma Maratona: o leitor/atleta tem a clara noção do que lhe está reservado.
É necessário muita paciência e persistência para vencer o longo trajeto.
Tal como numa Maratona, o princípio é leve e festivo; na metade do percurso aparece um evidente cansaço; no último quartel o corredor já questiona a sua sanidade mental...
Esse fenômeno da exaustão também fica evidente na trilogia: lentamente aparecem os indícios da perda da potência narrativa. E para manter o fio condutor do enredo e sustentar desperta a atenção do leitor o autor exagera um tanto no recurso recorrente da exposição das intimidades sexuais de seus personagens vertidas, muitas vezes, em cores escatológicas.
A comparação não é exagerada: à medida que se aproxima da Linha de Chegada é natural que o maratonista extenuado e de corpo exaurido, que já é um outro atleta totalmente diverso do início da peleja, se exaspere pelo momento que o arremate da trilogia com a Eternidade se mostre logo no horizonte.
Se valeu a pena ler a trilogia? Claro que "tudo vale a pena se a alma não é pequena".
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