A Verdade Sobre Nós

A Verdade Sobre Nós Amanda Grace




Resenhas - A Verdade Sobre Nós


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Caro - só troco livro por livro 08/07/2014

Querido Bennet,

Confesso que quando vi sua história, me apaixonei e li no modo mais ofensivo possível. Rápido, os olhos passando pelas letras e minha cabeça tentando desesperadamente absorver as palavras de Madelyn.

Não me leve a mal, eu não queria que essa história acabasse rápido, pelo ao contrário, mas não sei se você sabe que o meu tipo ideal são os professores.

Sim, os professores como você, empenhado e apaixonado no que faz. Um professor que não tem muitas experiências, mas que vivência tudo. Mas você é um homem lindo, elegante e apesar de ter 25 anos é um homem comprometido com o que é certo.

Sabe que quase não acreditei nas palavras da Madelyn, sim a estudante de 16 anos a qual se apaixonou por você. Ela era tão linda. Quem poderia dizer que seria tão inocente a ponto de pensar que não teria consequências mentir a você. Quem imaginaria?

Quando li isso, logo nos primeiros parágrafos de sua história, eu tinha certeza que eu coração estava envolvido em você:
Espero que, de alguma forma, você encontre forças para ler isto até o fim, até a última palavra, pois talvez, caso se lembre de como as coisas aconteceram se vir tudo como eu vejo não consiga me odiar.

Sua história foi tão bonita, tão intensa, tão frágil, que me prendeu, me envolveu. E como disse anteriormente, li em uma ânsia danada de saber A verdade sobre vocês!

E a verdade que encontrei, Bennet, é que você realmente é culpado. Culpado por me deixar com o coração na mão.

E ela sempre foi tudo o que você gostaria, não foi? Com a exceção de ela não ser a pessoa certa e na hora certa.

Desejo o melhor a você e a Madelyn, na verdade desejo o melhor a vocês!

Com amor,

Caro
Aline 26/07/2014minha estante
Terminei a história a pouco tempo e como você, fiquei completamente apaixonada pelo Bennet, não por gostar de professores, mas sim pois ele foi em todos os aspectos apaixonante, ele a respeitou em todos os momentos e a deixou quando percebeu que era um amor impossível, sinto uma pequena lastima por ela ser tão ingenua, como você mesma disse, eu senti que ela só pensava nela e que nunca imaginou que ele seria o mais prejudicado, mesmo assim a história me marcou de forma gratificante e adorei cada minuto em que pude desvendar "A verdade sobre nós", beijos!


Fran 08/10/2014minha estante
Eu também não me conformo com o final, mas pela forma como ele saiu correndo. Ele gostava dela e simplesmente sumiu!E ainda tinha lacunas que precisavam ser preenchidas.


mila 14/10/2014minha estante
nossa também amei esse livro; me envolvi com essa história incrível. O final não foi o que eu esperava; mas acho que foi o justo.


Izadora 13/11/2014minha estante
Amei o livro e também não estou conformada com o final. Acho que a autora poderia escrever uma sequência com alguma reviravolta e um reencontro.


Lari 13/01/2015minha estante
Já sofrendo muito por ele, e olha que não cheguei nem na metade.
:/


Alana Gabriela 16/01/2015minha estante
o final me matou... completamente desapontada!! Segurando-me muito para não chorar...


Thais 18/08/2015minha estante
Me apaixonei por Bennet e no final? Ele me matou.


Drika 21/07/2016minha estante
Vai pra fila!


Julia 06/08/2017minha estante
A história apesar de muito interessante, principalmente pela forma como é escrita, tem um final decepcionante e que deixa muito a desejar!

[Spoiler para quem não leu ainda]


Achei muito injusto o modo como acabou. Ela e o Bennett até poderiam não ter terminado juntos, talvez isso fosse mais realista, mas achei injusto o modo como até no final ele ainda fazia pouco caso dela, como se ela sempre tivesse sido uma garotinha que não sabe de nada, e não a mulher que ela demonstrava ser e que o conquistou. E no dia que ele descobriu sobre ela, ele tinha razão em ficar com raiva, mas depois quando eles se encontraram no futuro, ele deveria se desculpar por dizer coisas horríveis para ela como 'Você não sabe o que é amor'. Fiquei de cara como foi conveniente para ele ver a Madelyn como uma mulher na hora que eles dormiram juntos e horas depois dizer que ela era uma criança.

Por isso o meu final seria assim: Ela e o Bennett se encontrariam naquela trilha 2 anos depois, e teriam a conversa que eles precisavam ter. Depois disso, eles podiam ter uma amizade ou não, mas ele estaria de volta a cidade para uma proposta irrecusável de trabalho lá e solteiro.


Celinha 18/01/2018minha estante
Gostei do livro, mas fiquei frustrada com o final. '-'
Me senti assistindo La La Land de novo. .-.
Esses finais muito reais acabam comigo. -_-




Carol D. Torre 20/07/2014

Não sei bem porque quis tanto ler A Verdade Sobre Nós, apesar da capa ser linda eu não sou muito fã de amores impossíveis, acho que não tenho paciência para enrolação, sempre quero que os casais fiquem logo juntos. Mas assim que coloquei as mãos no livro já comecei a leitura e simplesmente não imaginava que poderia gostar tanto como aconteceu. A verdade é que fazia muito tempo que eu não era tão envolvida por uma estória.

Madelyn é a filha perfeita e a estudante perfeita que seus pais sempre exigiram. Por causa de suas notas altas, acabou entrando em projeto onde completa os últimos dois anos do colégio na faculdade, tudo que já estava planejado por seus pais para ela. Então é por isso que com dezesseis anos ela entra na sua primeira aula de Biologia na faculdade e acaba se encantando por seu lindo e jovem professor.
Por coincidência - ou pelo destino, se você acredita em tal coisa - Bennet e Medelyn acabam se esbarrando fora da sala de aula e se envolvendo mais do que esperavam e mais do que era correto. Receoso com a situação de professor e aluna Bennet propõe que escondam tudo até que o semestre acabe, mas, o que Madelyn não contou para ele, foi que mesmo depois disso ele ainda estaria se envolvendo com uma menor de dezesseis anos. Apaixonada demais para arriscar tudo ao contar a verdade ela esconde tudo até que o seu segredo vem a tona da pior forma possível. Agora Madelyn resolve explicar a verdade sobre os dois tanto para salvar Bennet quanto, e principalmente, para pedir seu perdão.

A Verdade Sobre Nós se parece em muitos sentidos com Por Isso A Gente Acabou do Daniel Handler. Assim como no segundo, A Verdade Sobre Nós é basicamente uma carta onde Madelyn conta toda a sua estória para explicar tudo o que fez ao mostrar a todos as suas motivações, ao dividir todos os seus pensamentos e todas as suas emoções. E, em ambos os livros, nós temos esse sentimento agridoce de saber, desde o começo, que não importa o que aconteça no meio do caminho nós já sabemos o final e sabemos que ele não vai ser aquele que nós queremos. Mas A Verdade Sobre Nós se torna completamente diferente de Por Isso A Gente Acabou ao se tornar uma estória muito mais acolhedora, muito mais ingênua.

Eu acredito que muita, mas muita gente mesmo, não vai gostar da Madelyn. É até mesmo possível que muitos não gostem do livro como um todo por causa dela, porque, querendo ou não, o tempo todo estamos presos na sua visão dos acontecimentos. E eu entendo que ela tem muitos defeitos, que ela age de forma errada diversas vezes, mas eu consegui entender a personagem e entender a autora por fazê-la dessa maneira já que A Verdade Sobre Nós é, acima de tudo, uma estória de crescimento pessoal.
Não diria que a Madelyn seja infantil, mas sim muito ingênua em muitos momentos. Ela está apaixonada pela primeira vez e sente tudo intensamente demais, ela faz de Bennet o centro de seu universo e acredita que só se sente segura e madura ao seu redor. E apesar de odiar esse tipo de comportamento eu entendi, entendi que tudo isso foi necessário para que ela desatasse todas as suas amarras criadas pelos seus pais e começasse a crescer e amadurecer. O que estou tentando dizer é que cada uma das ações da personagem tem um embasamento, tem um motivo coerente apontado pela autora. Então, sim, Madelyn tem defeitos, é ingênua e egoísta em muitos momentos, mas eu adoro personagens imperfeitos porque é exatamente assim que somos na vida real. E é incrível poder acompanhar uma estória pela visão de uma personagem tão apaixonada e deslumbrada.

Por outro lado é difícil falar do Bennet, já que só conhecemos ele pela visão da Madelyn e eu não considero essa uma fonte confiável já que ela está apaixonada por ele. E o mais interessante é perceber que apesar dele aparecer o livro todo e ser importantíssimo, o foco não está muito no personagem em si, em sua personalidade e em sua história, mas sim no quanto ele afeta a vida da Madelyn. A Verdade Sobre Nós é um dos raros casos onde o mocinho não rouba o papel da protagonista.

Eu fiquei encantada com a narrativa da Amanda Grace. Desde da primeira página ela conseguiu me conquistar e me envolver completamente na estória, tanto que li o livro inteiro sem pausas e terminei em menos de duas horas. Eu praticamente devorei as páginas, querendo saber o final, mas, ao mesmo tempo, sem querer que acabasse. Acredito que isso aconteceu porque, como já disse, ele conseguiu me envolver, eu me importei com os personagens, senti frio na barriga pelo romance e cheguei até mesmo a derrubar algumas lágrimas no final.
Eu gostei muito dos temas abordados pela autora. Ela falou muito sobre a pressão dos pais sobre os filhos, sobre como é errado quando os pais criam um futuro para seus filhos sem considerar quais são as vontades próprias deles. E, é claro, ela deu muito material para debate sobre relacionamentos entre professor e aluno e, principalmente, sobre a questão da idade, sobre qual é grande diferença real entre, por exemplo, uma garota de dezesseis e outra de dezoito anos. Não vou estender o assunto com as minhas opiniões pessoais porque acredito que cada um vai terminar o livro com sua própria visão sobre o assunto e ter a oportunidade de refletir sobre eles.

Se eu tivesse que achar algo para criticar seria que a Madelyn repete muito algumas coisas, mas, de novo, isso faz sentido porque são coisas que ela precisa frisar para que as pessoas que lerem a carta prestem atenção nelas. E se eu tivesse que apontar o maior acerto seria o final, porque nossa, como eu sinto falta de finais como esse.

Como eu disse, no começo, que não existiu uma explicação para o meu interesse repentino pelo livro também existe um porque exato que explique porque gostei tanto dele. Gostei do formato, do sentimento agridoce de já saber o fim, gostei da veracidade dos personagens com todos os seus defeitos e qualidades, gostei dos sentimentos puros e intensos que transbordam das páginas e gostei de retratar um crescimento pessoal tão visível e tão grande. Eu sei que muitos não vão gostar do livro, mas realmente acredito que todo mundo deveria dar uma chance. Fazia tempo que estava esperando o livro como esse e talvez vocês também estejam.

"Foi assim conosco. Um dia, éramos duas pessoas separadas. No seguinte, nos esbarramos, e nenhum de nós teve a menor chance."

"Dez anos não é muito, sabe? Se eu tivesse vinte e você, trinta, será que alguém se importaria? Parece cruel que quatro aninhos sejam tão importantes, capazes de mudar uma vida. Na verdade, só dois importavam. A diferença entre dezesseis e dezoito. A diferença entre o amor que pode durar uma vida e o amor que nunca pode acontecer."

"Eu só via você e quanto o queria. Sabia, naquele momento, que precisava fazê-lo ser meu, a qualquer preço, apostando para ver o que o futuro nos reservaria. Só queria ter sabido, naquele dia no rio, que não eram minha vida, minha dor, que estavam em jogo. Eram as suas."

" Todo mundo é egoísta, Maddie. Faz parte de ser humano."

site: http://rehabliteraria.blogspot.com.br/
Cecília 22/07/2014minha estante
Esse livro é tão real! O final é tão real! De vez em quando é bom lermos histórias como essa para a gente se dar conta de que nem sempre tudo termina como gostaríamos e como nós somos egoístas sim!


Lara 14/12/2014minha estante
Amei sua visão do livro. É do mesmo modo que eu vejo. Já li Por Isso a Gente Acabou e senti a mesma coisa. Mas nunca conseguiria expor em palavras o que senti, ou o que pensei e achei do livro. Você, o fez perfeitamente! Parabéns.


Erica.Cristina 04/07/2016minha estante
Achei um livro muito bonito, uma estória muito real, fiquei um pouco frustrada confesso, mas ao mesmo tempo emocionada. Ver a verdade que nem sempre há um felizes para sempre torna tudo mais real, nos faz refletir um pouco, mas confesso que gostaria de uma sequência.




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MiCandeloro 20/08/2014

Delicado e emocionante!
O que vocês fariam para ficar ao lado da pessoa amada? E se para isso fosse preciso mentir, enganar e trair, vocês estariam dispostos a pagar o preço?

Madelyn era uma jovem de 16 anos, que vivia na pacata cidade de Enumclaw, em Washington, com seus pais e seu irmão Travis. Genuinamente inteligente, tinha facilidade com números e só tirava notas altas no colégio. Justamente por isso, foi aceita no programa Running Start.

Este era um grande feito, pois deu a Maddie a oportunidade de estudar na Green River Community College antes mesmo de terminar o colégio. Assim, por mais dois anos, Maddie seria capaz de acumular créditos suficientes tanto para concluir o segundo grau, quanto para entrar na universidade.

Seu futuro estava traçado desde que ela havia nascido. Seu pai, que se considerava um grande fracassado, estava determinado a fazer de sua filha um grande sucesso como a mãe. A ideia era de que ela se formasse aos 20 anos e aos 22 já tivesse concluído o mestrado. Maravilhoso, certo? Seria, se este também fosse o sonho de Maddie.

Mas ela era ainda apenas uma menina, que nunca foi consultada pelos pais sobre o que realmente queria fazer. Maddie ansiava por atenção e por levar uma vida como qualquer garota da sua idade, sem ter que se preocupar em ser sempre perfeita. Mas mal sabia ela que a sua vida estava prestes a dar uma virada.

"Bem, é assim que são as coisas em minha casa. Você tem que ser perfeito, e se não for, bom, é melhor fingir muito bem."

No primeiro dia de aula da faculdade, Maddie conheceu o Sr. Cartwrigth, seu professor de Biologia. Foi amor à primeira vista. Ela sabia que ele era bem mais velho e que provavelmente não teria chance alguma com ele, mas para a sua surpresa, notou interesse por parte do professor também.

"Talvez eu ainda fosse aquela garota, já que nunca tinha dado um passo em falso, jamais fizera nada inesperado ou andara fora da linha. Até surgir você, pelo menos."

Com o passar do tempo, uma bela amizade iniciava-se, com a promessa de um amor proibido entre ambos. O problema é que Bennett não sabia que Maddie era menor de idade, fato este que ela sempre fez questão de esconder. Portanto, Bennett acabou tornando-se vítima do egoísmo da menina para quem entregou seu coração.

Numa sociedade que condena o amor entre pessoas de idades diferentes, que sempre vê com maus olhos o relacionamento entre alunos e professores, ambos passarão por maus bocados para poderem viver esse amor. Será que dará certo?

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam.

***

Desde que vi esta capa e li a sinopse, fiquei doida de vontade de ler A Verdade sobre nós. Me deu a impressão de ser um livro jovem adulto bem fofinho, e fiquei curiosa para saber sobre os segredos que permeavam a trama, porque, por mais que tivéssemos a noção do que havia acontecido entre os dois, não tínhamos como ter certeza.

A leitura me fisgou de imediato, principalmente por causa do texto de Amanda, em primeira pessoa, doce, leve e delicado, condizente com uma menina apaixonada. Maddie está descobrindo o seu primeiro amor, e como qualquer adolescente imatura e inexperiente, luta contra seus sentimentos ao mesmo tempo em que se entrega a esse relacionamento mesmo sabendo que é errado.

"Tudo que eu queria era conversar com você, quem sabe construir para nós uma arrebatadora história de amor no estilo Orgulho e preconceito."

Ela deixa claro durante todo o livro que sabe o que está fazendo, mas que não consegue parar, não consegue ficar longe de Bennett. Adorei a forma como a história é contada, por meio de cartas, mas algumas vezes, achei o desenvolvimento levemente repetitivo, já que Maddie faz questão de frisar coisas que já havia nos dito. Mas devemos lembrar de que se trata de histórias contadas por uma menina, cegamente apaixonada e vivendo um período crucial de transformação em sua vida.

Não sei explicar direito, mas esse livro mexeu demais comigo. A autora colocou frases belas e cheias de significado que me fizeram lembrar da minha adolescência. De quando eu não sabia que carreira seguir, do quanto eu queria viver uma vida diferente e parar de ser rotulada por aquilo que não era, e do quanto queria ter o poder de controlar a minha própria vida, sem depender dos outros e principalmente da minha mãe. Que adolescente não quer isso?

"Era isso que eu queria. Pintar o próprio retrato pela primeira vez, em vez de fazer o que meus pais delinearam com tanto cuidado."

Ademais, a trama central, um amor proibido entre pessoas de idades diferentes, me fez reagir contraditoriamente na medida em que avançava na leitura. Eu não deveria ter preconceitos em relação a isso, afinal, comecei a namorar meu marido quando tinha 19 anos e ele 30. Tínhamos 11 anos de diferença, assim como Maddie e Bennett tinham 10 e, do mesmo modo, nos apaixonamos de verdade e até hoje estamos juntos. Talvez por eu ser maior de idade na época, ninguém achou ruim ou nos olhou torto, como aconteceu com o casal fictício. Mas, analisando tudo sob a perspectiva de uma mãe, não tenho como dizer se não surtaria caso descobrisse que a minha filha está namorando um cara 10 anos mais velho que ela.

"Dez anos não é muito, sabe? Se eu tivesse vinte e você, trinta, será que alguém se importaria? Parece cruel que quatro aninhos sejam tão importantes, capazes de mudar uma vida."

Talvez eu tivesse reagido da mesma forma que os pais de Maddie. Talvez eu tivesse me sentido traída, como Bennett. Mas é bem provável que eu tivesse seguido os mesmos passos de Maddie, porque nessa idade, é difícil enxergarmos a frente e antevermos as consequências. Como disse, essa foi uma história que me fez refletir. Me coloquei na pele de cada um dos personagens e experimentei seus sentimentos, alegrias e angústias.

Só por isso, para mim, este livro já valeria a pena ser lido, mas no fim, uma das coisas que mais me encantou na obra, foi acompanhar a jornada de uma menina e vê-la se transformar, amadurecer, crescer, experimentar novas coisas e finalmente conseguir descobrir que ela é de verdade, buscando seu caminho. Ao testemunhar o seu esforço de se redimir, expiar seus pecados, deixando o passado e a culpa para trás para finalmente seguir em frente, me fez acreditar que somos sempre capazes de aprender com os nossos erros e de nos tornarmos pessoas melhores.

A verdade sobre nós reforça a ideia de que, às vezes, nem nós mesmos sabemos quem somos, mas que devemos dar uma chance de nos conhecermos. Esta é uma leitura emocionante, super indicada para os adolescentes e para aqueles que continuam a ser jovens, independente da idade.

Resenha originalmente publicada em: http://www.recantodami.com/2014/08/resenha-a-verdade-sobre-nos.html
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Raffafust 30/08/2014

O chato da expectativa é que ela pode gerar exatamente o que tive : frustração. Tinha achado a capa linda, imaginei que uma história envolvendo uma estudante com o professor pudesse até lembrar o ótimo Métrica, mas foi um grande balde de água fria. Primeiro porque a autora não soube dar em minuto algum um tom que fizesse o leitor ter vontade de continuar lendo a imensa carta de adeus de Madelyn. Poderia ser simples, ser lindo, mas passa longe disso. A premissa é boa : Madelyn tem apenas 16 anos e está tão adiantada que foi para faculdade. A menina está de saco cheio de sua vida perfeita onde só tira 10 em tudo e é sempre mais inteligente que todos ao seu redor. O que ela não esperava é que ao conhecer o professor Bennet se apaixonassem, muito menos achava que mentir sua idade para dois anos a mais pudesse fazer tanta diferença. Mas claro que faz, afinal ela é menor de idade, se envolve com um professor e obviamente ferra com a vida do cara.
Falta na história um embalo que nos faça ter vontade de continuar lendo, apesar de ser um livro relativamente fino ( tem 204 páginas) não achei uma leitura rápida, talvez porque não tenha me envolvido com o jeito como a história foi contada. Madelyn me pareceu sem graça , muito boba para quem se diz muito esperta. E Bennet tem aquele ar de bom moço que se sente traído e que jamais perdoa algo errado no mundo. Você aguenta? Eu não.
Atrás do Sr. Perfeito ela fica tentando se despedir já sabendo que não tem mais volta mas é através exatamente do que ela conta nas cartas que sabemos o que rolou .
O final também é sofrível, não posso soltar um baita spoiler, até porque como sempre digo, tem que ler para saber se tem a mesma opinião. Mas para mim a leitura não funcionou, pode ser que funcione para você.
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Marcella 27/10/2016

Garotas inteligentes não deveriam fazer coisas estúpidas.
Comprei este livro por uma unica razão plena: minha história tem muitos aspectos parecidos com os dela.
Ler este livro requer paciência para entender cada simples aspecto dessa história tão básica. Provando que nem sempre é necessário um final feliz para um ótimo livro, a autora deu um tapa na cara da sociedade que esta altamente acostumada com o "felizes para sempre".
A verdade sobre nós SUPER merece não só uma continuação, mas também, uma "versão Bennet" da história.
Livro cativante.
Sara 07/11/2016minha estante
Concordo com vc sobre tudo; a coisa do "final feliz" a versão do Bennett... acredito que seria bem interessante.




Jubadaue 22/01/2015

Um amor afogado em mentiras.
Antes de começar a dizer qualquer coisa, eu preciso falar isso: "O ESTILO DA NARRATIVA É HORRÍVEL"!
Odiei essa coisa "cartas para Dixie". Teve momentos em que eu fiquei bem frustrada, porque eu não conseguia sentir a emoção do momento, não conseguia acompanhar a evolução emocional dos personagens. Só mesmo, lá pela segunda parte do livro que eu consegui me conectar aos personagens e "sentir"!
Essa foi a única coisa que eu não gostei mesmo, por isso as 3 estrelas.
Agora, a história, essa sim foi sensacional.
É impressionante como o egoismo pode destruir tudo em que toca.
Madelyn foi completamente egoista. Egoista e imatura. Se ela tivesse tido um pouco de bom senso e parasse para raciocinar e pensar em todas as coisas e pessoas que poderiam ser altamente afetadas, talvez ela tivesse pensado um pouco em algo além de seu próprio umbigo.
Bennet foi muito digno durante todo o momento. Se tem algo que eu abomino completamente é a mentira. Ser enganado é como ser traído. E se ela achou que poderia fazer algo assim e acreditar que talvez tudo pudesse ficar bem, ela não é muito normal. Ainda existem pessoas com princípios e que tentam viver de acordo com eles. Bennet é uma dessas pessoas, e não é um rosto bonito que vai apagar tudo pelo qual vc vive. Como disse antes, Madelyn foi totalmente imatura, claro, o que condiz com a sua pouca idade.
No fim, as coisas terminam como na vida real. Onde o amor e a paixão não são garantia de um final feliz para ninguém, onde as coisas podem sim piorar. Realmente intrigante e sensacional! Fiquei muito satisfeita com o final e acho que a Madelyn teve aquilo que mereceu. Porque é como dizem, colhemos aquilo que plantamos.
Recomendo a leitura sim. Mas antes de sair comprando o livro, leia um capítulo gratis que é disponibilizado na internet e veja se você realmente se identifica com o estilo da narrativa.
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Carol 09/01/2017

Existe relacionamento baseado em mentiras?
"Eu só via você e quanto o queria. Sabia, naquele momento, que precisava fazê-lo ser meu, a qualquer preço, apostando para ver o que o futuro nos reservaria. Só queria ter sabido, naquele dia no rio, que não eram minha vida, minha dor, que estavam em jogo. Eram as suas."

Madelyn tem 16 anos e é uma aluna prodígio que pula dois anos do Ensino Médio para fazer um programa de jovens talentos e esta cansada de ser essa aluna prodígio, de ser perfeita, de ser a melhor filha e de todas as cobranças que esses fatos carregam: a pressão enorme de seus pais.

Em sua primeira aula de Biologia ela se apaixona perdidamente pelo seu professor Bennet de 25 anos e ela finge que tem mais de 18 anos e já terminou o Ensino Médio, assim como todos da sua turma. A cada dia ela tenta se aproximar mais do professor e aos poucos ele vai se encantando por Madelyn também, mas ele não imagina que na verdade ela é uma menina e nem imagina todos os problemas que isso pode desencadear em sua vida.

O livro é escrito a partir do PoV da Madelyn, ela escreve uma carta ao seu amado Bennet explicando tudo o que aconteceu, contando a verdade das suas ações e na primeira página você já sabe: algo terrível aconteceu.

Aos poucos nós vamos conhecendo ainda mais a história e a vida da garota, a cada página de sua carta vemos a mudança da escrita da autora Amanda Grace, começando por uma menina adolescente, porém madura, para uma pessoa desesperada pela mudança de vida, para a obsessão que teve por Bennet e para a Madelyn depressiva e solitária, o desenrolar foi o ponto que mais gostei no livro, já que a autora vai te levando por caminhos que te fazem "penetrar" na mente da personagem principal.

A capa do livro foi algo que me incomodou, e muito, na verdade, pois ela remete a um romance fofo e esse livro é muito mais por isso, além envolver o psicológico também mostra a importância da verdade em qualquer relacionamento. Como acredito no poder que de uma capa e que ela é o melhor prólogo que existe, tirei uma estrela do livro por isso, mas amei a história e super recomendo!

site: www.nossaressacaliteraria.blogspot.com.br
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Julia G 05/03/2015

A verdade sobre nós
A primeira vez que li a sinopse de A verdade sobre nós, de Amanda Grace, esperava uma história de tragédias, de dor, tudo causado por uma garota mimada que resolveu ser diferente. Mesmo com essa primeira impressão, depois das resenhas que li, percebi que a maioria dos leitores se sentia tocado pelo história; por isso, resolvi arriscar. E, que bom, eu não podia estar mais enganada.

Madelyn conta todos os detalhes da história de amor que viveu com Bennet, seu professor, por meio de uma carta endereçada a ele. Desde o início, percebe-se que ele já descobriu a verdade em relação à idade de Madelyn e que algo deu muito errado, e é esse o motivo que a faz escrever. Mas não sabemos ao certo o que aconteceu, pois a autora só deixa escapar pequenos detalhes, que só passaram a fazer sentido depois da metade do livro.

"Nossa caminhada foi em um sábado, e passei a manhã seguinte olhando sua página no Facebook, torcendo para, de alguma forma, você atualizá-la, mencionar um fim de semana incrível. Perdi as contas de quantas vezes meus dedos pairaram no botão Adicionar aos Amigos.
Eu sabia que não podia fazer aquilo. Sabia que precisávamos esconder o que quer que estivéssemos nos tornando, mas, meu Deus, eu queria algum tipo de contato com você, e ainda não havíamos trocado telefones. Então, naquele dia agonizante de sonhos e pensamentos e o desejo de vê-lo, tudo o que me restava era esperar." (p. 73)

A curiosidade para descobrir o desfecho, e mais ainda para descobrir toda a história que levou a esse desfecho, faz a leitura dinâmica e rápida. A linguagem simples não tirou a qualidade da obra. Amanda Grace conseguiu dar um toque delicado à narrativa, com algo verdadeiro, e se sentir na pele de Madelyn não era difícil. Também, conseguiu fazer de seus personagens inteligentes e divertidos, sem forçar. Por isso, é fácil se encantar por Bennet através dos olhos de Maddie, torcer para que tudo dê certo entre eles.

Para muitos, o problema do livro será exatamente a protagonista. Ela realmente é um pouco mimada, como eu imaginava, e é bastante egoísta, característica que ela mesma percebe durante o enredo. Porém, particularmente, consegui me colocar no lugar dela e não sei se, naquela situação, teria feito diferente. Talvez eu seja egoísta também por isso, mas eu não consegui julgar. Eu queria que ela fizesse diferente, mas ela não fez.

"E ali estava você, planejando o que faríamos juntos depois.
O que faríamos no dia seguinte, na semana seguinte, durante o inverno.
Você nos via juntos. Por bem mais tempo do que uma noite.
Você nunca quis que eu fosse um caso, queria que eu fosse sua namorada. Queria que eu fosse sua, assim como eu queria desesperadamente que você fosse meu." (p. 156)

Ainda que a personalidade da personagem possa ser desagradável, a obra trata exatamente do momento em que Madelyn deixa de ser uma adolescente e passa a ser adulta, o modo como ela amadurece. Mesmo que o romance seja o foco, o enredo trata dos problemas em casa, dos conflitos internos, de todos os aspectos da vida da protagonista. A partir disso, o livro mostra que nem todos são perfeitos, e que é a partir das imperfeições que se pode melhorar, tomar atitudes. E Bennet foi importante para Maddie por isso, porque ele conseguiu fazer com que ela visse que existiam outras possibilidades.

Por mais que o leitor já saiba o final da história no início do livro, ainda há aquela ponta de esperança de que algo novo surja. E, para ser sincera, surge, mas Amanda Grace novamente não segue regras e faz do jogo seu.

Mergulhei inteira em A verdade sobre nós, senti-me devastada com o que aconteceu, apesar de a tragédia ser apenas interna, tanto para mim quanto para os personagens e, ainda agora, queria mais e melhor.

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/12/a-verdade-sobre-nos-amanda-grace.html
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Leia com a gente 03/02/2018

Muito além de um romance YA
Começo essa resenha com o coração apertado, pois a história de Maddie e Bennett me tocou profundamente e agora é hora de deixá-los ir. A Verdade Sobre Nós é o tipo de livro que permanece com você por um tempo até ir se dissipando aos poucos.

“Espero que, de alguma forma, você encontre forças para ler isso até o fim, até a última palavra, pois talvez, caso se lembre de como as coisas aconteceram… se vir tudo como eu vejo… não consiga me odiar.”

A trama desenhada pela autora Amanda Grace nos faz refletir sobre até que ponto podemos ir e o que somos capazes de fazer por amor. A história é narrada pela protagonista e tudo o que sabemos sobre os acontecimentos é visto apenas sob sua perspectiva. A história começa a ser contada a partir do final, quando tudo já aconteceu, através de cartas escritas por Maddie para Bennet.

“Essas mentiras e meias verdades iniciaram algo que o arruinou, e sei que não é capaz de me perdoar, mas quero que se lembre de mim da maneira certa, de como tudo realmente aconteceu, e não da forma feia como tentarão fazer com que pareça. Então, para você, para mim, para eles, aqui está: A verdade sobre nós.”


O fato de não sabermos o que aconteceu antes de Maddie começar a narrar os fatos causa uma certa angústia, pois a ânsia de saber o que aconteceu com Bennett e como as coisas chegaram a um ponto em que aparentemente tudo deu errado consome o leitor. Eu não conseguia parar de pensar na história e aproveitava todas as brechas do meu dia para ler, tanto que terminei o livro em 2 dias!

Maddie tem 16 anos e é, como ela mesma se define, uma filha-muito-perfeita. Maddie é inteligente, estudiosa, comportada e segue a risca todos planos traçados por seus pais, que esperam dela um futuro brilhante. Mas Maddie sente-se sufocada por tantas exigências e pelo fato de já ter o futuro traçado por eles, enquanto ela mesma não sabe o que realmente quer, ou quem ela é de verdade, por trás da máscara da perfeição.

“Bem, é assim que são as coisas em minha casa. Você tem que ser perfeito, e se não for, bom, é melhor fingir muito bem.”

Em virtude de seu excelente histórico escolar, Maddie é inscrita em um programa que permite que alunos com rendimento muito superior aos demais pulem o ensino médio e comecem a cursar disciplinas em uma universidade. E assim, Maddie vai parar na faculdade, apesar de ter apenas 16 anos, entrando em um universo completamente diferente do que estava acostumada.

É nesse ambiente completamente diferente que Maddie conhece Bennet, um homem de 25 anos, extremamente charmoso e encantador. Maddie se apaixona perdidamente por Bennet e ele demonstra interesse, embora de modo contido, por ela. Existe uma atração instantânea entre eles, só existe um problema: Bennett, além de ser bem mais velho que ela é seu professor de Biologia.

“Você sorriu para mim como um garoto sorri para uma garota, e fiquei perdida em você por um instante, envolvida demais para me importar com a hipótese de aquilo tudo ser errado.”

Bennet e Maddie se aproximam aos poucos e vão construindo uma relação de amizade e companheirismo, mas a atração está ali e só faz aumentar. Quando se dão conta, estão apaixonados. Bennet sofre com um conflito moral muito forte, pois sabe que se relacionar com uma aluna não é permitido, mas ele não faz ideia de que além de ser sua aluna, Maddie é menor de idade. Maddie, a princípio, não mente sobre sua idade, mas omite a informação. Mas aos poucos se vê cada vez mais enredada em desculpas, meias verdades e por fim em mentiras e mais mentiras.

Dividida entre contar a verdade e alimentar cada vez mais a mentira, Maddie opta por ser egoísta, e deixa seu desejo em ter Bennet falar mais alto que todos os motivos que ela tem para ser honesta. Maddie, ao pensar apenas em sua vontade, acaba, mesmo sem querer, arrastando Bennet para uma situação que pode destruí-lo.

“Então, decidi ignorar o futuro, ignorar o segredo que crescia, e que em breve seria grande demais, mas que por enquanto eu guardaria, e seríamos só eu e você e mais nada.”

Cabe aqui uma consideração, nos EUA, onde se passa a história, essa questão do relacionamento entre uma menor de idade e um homem adulto é considerado um crime grave, além de ser cercada por um conflito moral muito forte. No caso de Maddie e Bennet a lei em vigor no estado onde moram diz que aos 16 anos a jovem já tem a chamada idade do consentimento, ou seja, é considerada capaz de consentir conscientemente a relação, porém há algumas restrições: se a relação for entre um adulto em posição considerada de poder ou influência e um menor a relação passa a ser considerada crime. E essa restrição se aplica a relação entre um professor e uma aluna.

Maddie ama Bennet e não quer causar nenhum mal a ele, mas como a maioria dos adolescentes vivendo sua primeira paixão, acaba deixando o egoísmo pesar mais que a razão. Bennet é um personagem apaixonante, e como Maddie, também me apaixonei por ele.

“Aquela chama ardeu em mim, cresceu e tremeluziu até virar uma fogueira, e, naquele momento, eu soube que não poderia voltar para onde estivera semanas antes, não poderia voltar atrás em relação ao que havia pensado e ao que queria.”

A relação entre eles transforma ambos. Maddie acaba se encontrando, se conhecendo, sabendo quem ela realmente é e o que quer. Bennett, por outro lado, acaba tendo seu mundo virado pelo avesso. Nenhum dos dois passará incólume por essa relação.

Uma história tocante, delicada e forte ao mesmo tempo. O final talvez não tenha sido exatamente como eu secretamente esperava, mas é perfeito e totalmente verossímil. Uma história que parece ter acontecido de verdade, em algum lugar por aí.

Leia, você não vai se arrepender!

QUOTES

“E eu gostava muito dessa ideia, gostava da perspectiva de que talvez, quando ninguém estivesse olhando, pudesse me tornar outra pessoa.”

“Era como uma vela brilhando dentro de mim, aquecendo-me, acabando com a escuridão. Era isso que você representava para mim.”

“E, para variar, se meu pai parasse de me pressionar, talvez eu deixasse de sentir que todas as minhas ações eram controladas por outra pessoa, como se minha mente e meus membros estivessem sendo puxados e manipulados por cordas.”

“Exigir, exigir, EXIGIR. Quando isso acabaria? Quando eu poderia apenas… respirar?”

“A mais estranha sensação de prazer… e de rebeldia, de certa forma, tomou conta de mim naquela manhã quando dei um passo fora de casa sabendo que teria um dia inteiro para mim, que teríamos um dia inteiro para nós e meus pais nunca descobririam, porque ir à biblioteca estudar se encaixava na imagem da filha-muito-perfeita.”

“Acho que isso é o cúmulo da ironia, poder ser eu mesma perto de alguém que achava que eu era uma pessoa completamente diferente.”

“Você era minha rota de fuga. Minha porta para outro mundo, um reflexo que se parecia mais com a pessoa que eu queria ser do que com a que era obrigada a ser.”

“Portanto, deixamos a verdade pairar ao fundo, sempre presente, mas nunca evidente.”

“Naquele momento, não havia mais nada. Nada fora daquele quarto, daquele chalé, do mundo me afastaria de você. Nem mesmo a verdade.”

“Você precisa saber que, mesmo agora, ao olhar para trás, não me arrependo de nenhum instante daquela noite, não por mim, mas me arrependo por você. Eu jamais voltaria atrás, exceto talvez para salvá-lo do que aconteceu depois.”

site: www.leiacomagente.com.br
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JulianaCalvelli 06/01/2017

Triste, mas bom !
Sabe aquele livro que você termina e depois passa uns bons minutos refletindo, e curtindo a tristeza? Então. Achei que seria um romance clichê, mas não, o livro não era nada do que eu esperava, e isso foi bom e triste ao mesmo tempo. É uma história exatamente como Titanic e One day, que você quer de todas as maneiras que o casal acabe junto, sonha com o final feliz, e simplesmente não aceita aquele desfecho absolutamente triste criado pelo autor. O livro me causou uma tristeza bem grande no final, mas percebo que ele não seria tão bom se tivesse o final que todos esperavam, assim como os filmes/livros anteriormente citados.
Considero um livro muito bom mesmo, porque cumpriu com o papel dele de passar a emoção, os sentimentos, a tristeza, e a dor para os leitores. Não teve um desfecho feliz, mas mesmo assim valeu a pena. Foi triste, mas valeu. Valeu a pena ler um romance diferente dos baseados nos contos de fadas, e eu o recomendo aos que sabem lidar com finais tristes rs.
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Jéss 16/10/2016

Histórias que dão errado também são boas histórias...
Nunca pensei que uma história de amor que não deu certo fosse me cativar tanto quanto essa. Fiquei fascinada com a escrita da autora e com seus personagens. Foi um livro que eu julguei pela capa e levei um soco com seu conteúdo.
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nathy 20/06/2015

Livro com elementos clichês mas com uma narrativa diferente e o que é melhor, um final inesperado!
A verdade sobre nós foi lançado em 2014 pela Editora Intrínseca e foi um livro que peguei sem saber de nada sobre, literalmente, não olhei a sinopse e nem procurei por nenhuma resenha, confesso, que ele estava com um preço bom, tinha gostado da capa e do titulo, então disse a mim mesma: - porque não levar? Me arrisquei na leitura e devo dizer que o saldo foi bem positivo, não pelo desenrolar da história mais sim, pelo modo como ela terminou; no fim, a leitura me deixou com aquela sensação que temos quando nós terminamos de ler um livro e ficamos pensando como teria sido se as coisas não tivesse ido por um caminho e sim por outro. É o tal do se...

O livro conta a história de Madelyn Hawkins uma menina de 16 anos que sempre seguiu aquilo o que o seus pais queriam, ou seja, era tipicamente a filha perfeita. Só que é aquela coisa, a Madelyn estava naquela fase de se descobrir, de querer seguir a vida com o seus próprios pés, ela estava cansada de ser quem não era. Num belo dia, ela recebeu a oportunidade de estudar em um programa oferecido pela escola que permitia aos alunos com notas máximas a terminarem os créditos do ensino médio na universidade, e foi a partir deste momento que ela viu seu mundo mudar.

O principal motivador dessa mudança foi o professor de Biologia, Bennett Cartwright, um homem muito inteligente e engraçado que mesmo tendo esse cargo na universidade, vê a atenção da Madelyn sobre si como uma coisa normal. Até porque a relação deles, inicialmente, é de amizade. E para deixar as coisas em claro, desde essa época ele foi levado a crer- pela própria Madelyn- que ela já tinha dezoito anos. Quando ela percebe que os sentimentos que ela já tinha por ele podia ser correspondido ela não fez nada para que ele soubesse da sua verdadeira idade. E a partir deste momento, os dois começam um relacionamento que nenhum dos podiam imaginar até onde os levaria.

Vocês agora devem estar pensando: Mais uma história clichê de uma aluna que se apaixona pelo professor! Aposto que deve ser um romance super meloso! E se não for meloso é um daqueles super hots, com várias cenas quentes, aposto! Se vocês tiveram algum destes pensamentos deixa esclarecer logo, o livro tem uma história meio clichê? Sim, entretanto, a autora soube se diferenciar. Tem cenas hots ou o romance é meloso?! Nem uma coisa e nem outra, pode acreditar.

A história desses dois tem elementos que me surpreenderam e me fizeram amar a leitura do mesmo. Devo apontar que em grande parte para que isto tenha ocorrido foi a forma que a autora, Amanda Grace, narrou a história. Ela fez uma coisa diferente do que estou acostumada a ver. O livro todo é narrado pela própria Madelyn só que através de cartas. Então, nada de capítulos, o livro tem apenas pequenas divisões, que se dá em relação às cartas, que são três no total. Cartas essas, que a protagonista direciona para o Bennett. É onde ela conta a sua versão da história.

Esse tipo de narrativa foi o principal fator que me fez gostar do que li, pois deixou a trama com um ar mais melancólico. Não sei quem o leu, mais o mesmo me deixou com a sensação de coisa mal resolvida, de que tudo poderia ter sido diferente e isso não foi ruim. Me peguei querendo por uma continuação, vocês não tem noção como eu desejei isso (e ainda desejo).

Agora, claro que nem tudo seria flores né? Um ponto negativo da trama foi algumas atitudes tomadas pela protagonista, que ao meu ver, era bem mimada e mesmo sabendo que as coisas podiam não sair tão certo, não fez nada para mudar, ao contrário, ela só contribuiu para que a história terminasse do jeito que acabou.

Enfim, mesmo tendo raiva dela durante alguns momentos, não teve como não gostar do livro. A autora me ganhou. Por isso, relevem (assim como eu) os pontos negativos e procurem ler o livro. Tenho a certeza que vocês terão sentimentos parecidos com os meus.

"Na verdade, só dois importavam. A diferença entre dezesseis e dezoito. A diferença entre o amor que pode durar uma vida e o amor que nunca pode acontecer."

site: http://ventoliterario.blogspot.com.br/2015/05/o-vento-me-disse17-verdade-sobre-nos.html
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