Cartas de Amor aos Mortos

Cartas de Amor aos Mortos Ava Dellaira




Resenhas - Cartas de Amor Aos Mortos


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Entrelivros_efilho 29/09/2017

“Talvez ao contar histórias, por pior que sejam, não deixemos de pertencer a elas. Elas se tornam nossas.
[RESENHA] Cartas de amor aos mortos | Ava Dellaira | Editora Seguinte | 5/5 🌟

Laurel é uma garota de 15 anos, que sofre a perda de May sua irmã mais velha. Após o triste incidente que marcou sua família, seus pais se separaram e ela mora uma semana na casa da tia e uma semana na casa do pai.
No primeiro dia de aula em sua escola nova, a professora pede para que todos os alunos escrevam uma carta para pessoas que já se foram. Aparentemente uma tarefa simples, mais não tão simples para Laurel que ainda sofre a perda da irmã. .
“Quando você perde alguma coisa próxima, é como perder a si mesmo.”

Laurel começa a escrever cartas para pessoas famosas que já se foram, e conta um pouco sobre a vida de cada um deles e faz disso espécie de um diário, onde ela escreve sobre sua vida, fala sobre a falta da mãe, o luto enfrentado por ela, e a partir de cada carta vamos conhecendo seus novos amigos, seu primeiro namorado além de seus medos e traumas.

“Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos.”

Esse é um livro que deveria ser lido por todos, principalmente aqueles que passam por um momento difícil e que precisam se recuperar. O livro nos faz encarar uma realidade nua e crua e toca bem no fundo da alma.
Há um tempo atrás eu não conseguiria encarar essa leitura, é sem duvida o livro mais profundo que já li, a mensagem é incrível e vale muito a pena ser compartilhado. .
“Talvez amadurecer significa que você não precisa ser uma personagem seguindo um roteiro. É saber que você pode ser a autora.”

#resenhadavan #viciadaemleitura #amoler

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MiCandeloro 23/06/2014

Sincero, delicado e profundo!
Como sobreviver a morte de quem mais se ama? Como enfrentar a mudança de colégio, o início do ano letivo no ensino médio, o abandono da mãe, a convivência com uma tia fanática religiosa e um pai entorpecido pelo sofrimento? Como lidar com seu reflexo no espelho todos os dias sabendo ser a responsável pela destruição de tantas vidas?

Não, a vida de Laurel não estava fácil e ela tentava desesperadamente juntar seus caquinhos. May fazia tanta falta que às vezes sentia seu peito esmagar de dor. A partida de sua irmã havia deixado um vazio na sua vida. May era tudo para Laurel, seu ídolo, seu exemplo de vida, sua heroína, sua salvadora.

Laurel sempre viveu a sombra de May e, pela primeira vez na vida, se viu sozinha, sem saber o que fazer, para onde ir e quais decisões tomar. Ela precisava desesperadamente se reencontrar e reivindicar seu lugar no mundo.

E foi assim, por meio de cartas escritas para famosos mortos, uma tarefa inicialmente proposta pela professora de inglês que nunca foi entregue por ter se tornado pessoal demais, que Laurel descobriu que para ser feliz, era preciso enfrentar seus próprios demônios e ser fiel aos seus sentimentos mais profundos.

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam!

***

Cartas de amor aos mortos já me seduziu de imediato por causa desta capa deslumbrante. Comecei a ler o livro sem ter ideia do que esperar e me surpreendi por se tratar de uma história adolescente. A narrativa é feita em primeira pessoa, por Laurel, e a trama é todinha contada por meio de cartas endereçadas a famosos que já morreram e que, de alguma forma, foram ou são importantes na vida da protagonista.

Laurel é uma adolescente que está passando por um período complicadíssimo na sua vida, tendo que lidar com a morte da irmã, o abandono da mãe, a mudança de colégio e o primeiro amor. Por vezes, tive vontade de dar uns sacodes na menina, por ser tão infantil, imatura, dramática e meio medrosa. Porém, me obrigava a lembrar de que Laurel não tinha ninguém com quem conversar ou em quem se apoiar, fora o fato de que eu mesma era igualzinha a ela quando tinha 14 anos. Então, nessas horas, quis abraçá-la, embalá-la no meu colo e dizer que tudo ia ficar bem.

Achei a narrativa de Ava deliciosa. A trama é muito bem enredada e foi lindo acompanhar as desventuras de Laurel na transição do mundo infantil para o jovem adulto. Incrível perceber o amadurecimento da personagem e dos seus amigos no decorrer da história e de quantas lições preciosas nos foram ensinadas por meio dos desabafos entre Laurel e seus confidentes mortos.

As únicas coisas das quais não gostei tanto foram o fato da autora ter segurado demais os segredos de Laurel e ter revelado tão tardiamente os mistérios por trás da morte de May. Senti que a trama acabou girando demais em torno destes fatores que no fim nem foram o ponto central da história, fazendo com que o desenvolvimento, em determinada parte, se tornasse um pouco arrastado e repetitivo.

O livro é meio melancólico e muito triste, pois aborda as dificuldades enfrentadas pelos adolescentes perdidos na vida que, tentando se encontrar, acabam se envolvendo com drogas, álcool e se tornam, algumas vezes, vítimas de abuso sexual e violência doméstica, naturalmente contra as suas vontades.

"É triste quando todo mundo sabe quem você é, mas ninguém te conhece. Imagino que você tenha se sentido assim. As pessoas veem o que querem."

Tive uma dificuldade absurda para resenhar este livro, porque ele me tocou tão profundamente que fiquei dias sem conseguir falar sobre ele. Lembrei de quando perdi meu pai, de como famílias corrompidas podem desestabilizar crianças e adolescentes, do quanto é fácil se perder no mau caminho e do quanto é difícil salvar a si próprio, principalmente quando não acreditamos no nosso potencial ou quando não nos consideramos merecedores da felicidade.

"Para começo de conversa, não conheço ninguém que tenha uma família perfeita. E acho que é por isso que formamos uma nova família. Os esquisitos se juntam. Sinto isso em relação a todos os meus amigos."

A escrita de Ava é tão delicada, tão cheia de significados e belas mensagens, que tive vontade de rabiscar o livro todo. A cada passagem mais reflexiva escrita por Laurel, voava longe para lembranças doídas, analisando a minha própria vida e revendo as minhas escolhas. No final, quase chorei, compartilhando o sofrimento de uma família arrasada por tantas tragédias, mas ao mesmo tempo alegre fiquei, pelo rumo que a história tomou.

"Também não foi justo o que aconteceu com você. Nem o que aconteceu com ela. Muitas coisas não são justas. Acho que podemos ficar bravos para sempre ou simplesmente tentar melhorar o agora."

Cartas de amor aos mortos não é um livro só para adolescentes, tendo em vista que trata de assuntos que podem ser familiares a qualquer um. No fundo, ele fala sobre a efemeridade da vida, sobre o quanto é difícil para os que ficam se recuperarem, sobre as dificuldades da adolescência e do crescimento e sobre o quão importante é termos a nossa própria voz e lutarmos pelo o que achamos certo.

"Você acha que conhece alguém, mas essa pessoa sempre muda, e você também está em transformação. De repente entendi que estar vivo é isso. Nossas próprias placas invisíveis se movem em nosso corpo, e se alinham à pessoa que vamos nos tornar."

Este é um livro que me marcou e que certamente recomendo demais. Leiam e se entreguem a essa bela e difícil jornada de autodescoberta juntamente com Laurel e sua turma, e depois me digam o que acharam.

Resenha originalmente publicada em: http://www.recantodami.com/2014/06/resenha-cartas-de-amor-aos-mortos.html
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@renatavarelaescreve 05/08/2014

Resenha: Cartas de Amor aos Mortos
O livro é bem espiritual, por se tratar um pouquinho da morte. Claro, todas as pessoas a quem Laurel escreve cartas já estão mortas, e isso me fez pensar um pouquinho diferente de cada um deles. Laurel começa o livro com uma carta para o Kurt Cobain, contando-lhe como foi a primeira semana de aula num colégio novo e por que ela teve que se mudar. Ela nos introduz por meio dessa carta à história de sua vida: como ela foi parar na casa de sua tia, por que sua mãe não está mais por perto e a morte da sua irmã.
O livro inteiro nós ficamos com uma sensação de que tem algo faltando, mas não é pro mal. É o essencial pro livro, é o final da história do que aconteceu no dia da morte de May, irmã de Laurel.
O drama é centrado nisso: o dia da morte de Laurel e como esse dia mudou o ciclo das coisas. Laurel se culpa pelo acontecido, mas nós não sabemos o por quê, até as ultimas páginas, onde ela vai revelando.
O livro é bem mais que simplesmente Laurel nos contando o que aconteceu com sua irmã. Ela 'nos' conta sobre novas amizades e como é estar apaixonada pela primeira vez. Os personagens secundários são bem construídos e todos tem papel fundamental na história; nenhum aparece só por aparecer. São eles: Nathalie, Hannah e Sky.
A história é muito bem desenvolvida e por ser escrita em formato de cartas, facilita bastante a leitura, apesar de ter diálogos e tudo que um livro bom tem, é de fácil compreensão, ideal pra uma leitura rápida. Eu adorei o livro e, se realmente os boatos de filme forem verdade, será um longa com uma baita trilha sonora (The Doors, Nirvana, Amy Whinehouse, Janis Joplin, etc), o que eu adoro.

site: http://migre.me/kSvZs
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Tays 30/11/2014

Fiquei totalmente presa a esse livro.
Conta uma história de culpa, raiva, tristeza e por fim uma bonita - e razoável (ao meu ponto de vista) - superação.
Laurel perde a irmã e prefere não estudar na mesma escola que sua irmã. Na aula de inglês a professora pede aos aluno, como trabalho, uma carta para alguém que já morreu. Laurel então decide escrever, mas não para a irmã, mas para Kurt. Ela continua escrevendo cartas para artistas que já morreram, conta sobre sua vida, a irmã, primeiro amor e amizades.
O motivo que dei 4 estrelas não foi por sentir menos emoção em algumas partes ou coisa parecida, mas por achar que algumas partes não deveriam fazer parte desse livro, talvez em um outro. Porém, Cartas de amor aos mortos é um livro que recomendo totalmente.
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Naty 17/12/2015

Tocante
Quando eu vi esse livro eu fiquei muito, muito curiosa para ler, a capa é linda! Sem contar que quando li o nome do Kurt Cobain, do Heath Ledger fiquei ainda com mais vontade de ler, eu gosto dos dois, eu admito. Li ele online, e bem, nessa Black Friday (que me deixou muito pobre) eu comprei por que precisava ter ele em mãos.
É um livro interessante, sendo todo ele escrito em cartas, o que já era de se imaginar, o que nós mostra ainda mais os sentimentos da Laurel que é quem narra toda a historia.

“Querido Kurt Cobain,
Hoje a sra. Buster passou nossa primeira tarefa de inglês: escrever uma carta para uma pessoa que já morreu. Como se a carta pudesse chegar ao céu ou a uma agência de correio dos fantasmas. Acho que ela queria que a gente escrevesse para um ex-presidente ou alguém do tipo, mas preciso conversar com alguém. Eu não poderia conversar com um presidente. Mas posso conversar com você.”

O livro conta a estória de Laurel, uma adolescente que perdeu a irmã em um acidente trágico em que ela estava presente e sendo a única que realmente sabe o que aconteceu.
No decorrer do livro nós ficamos extremamente ansiosos para saber o que aconteceu com a irmã, a May que só Laurel sabe, é lindo explorar isso, por que nós sentimos que tem algo acontecendo, mas não sabemos exatamente o que.

Laurel está começando o ensino médio e muda de escola, para não ter que lidar com as pessoas com pena e perguntando sobre a May todo o tempo, May era linda, perfeita, na concepção de Laurel, May era uma boa aluna, uma boa amiga e principalmente uma boa irmã, May era tudo que Laurel mais admira, mas que não consegue ser.
Laurel começa em uma escola nova, mas tem dificuldade em fazer novos amigos, e logo no primeiro dia observa um garoto chamado Sky.

Com um tempo Laurel começa uma amizade com Hanna e Natalie, que são tão destemidas como Laurel quer ser e como May era, e isso faz com que Laurel finalmente sinta que está interagindo com as pessoas ao redor, sinta como se estivesse sendo como May.

O Livro fala sobre sentimentos, sobre romance, sobre o luto e sobre amizade.
É um livro tocante com um final inesperado, por que eu nunca imaginaria o que realmente aconteceu para a morte de May ser tão trágica.

O livro trás o valor da amizade com Hanna e Natalie, como as três se apoiam, trás o romance com Sky, que ajuda a Laurel a entender um pouco de si, e principalmente trás a verdade sobre May, que ela não era tão perfeita como Laurel esperava.
O livro nós faz refletir em como vemos as pessoas de uma forma diferente do que realmente são.

Não vou contar o final, mas espero que vocês amem esse livro como eu amei, que vocês sinta as emoções de Laurel como eu senti, que vocês consigam se surpreender com o final, como aconteceu comigo.

Boa leitura!
Bons sonhos!
Bom recomeço!
Por que no final estamos sempre recomeçando.


“Quando escrevi as primeiras cartas para vocês, encontrei minha voz. E quando minha voz surgiu, algo respondeu. Não em uma carta. Como uma canção. Como uma história contada na tela do cinema. Uma flor que surge na rachadura da calçada. O voo de uma mariposa. A lua quase cheia.
Sei que escrevi cartas para pessoas sem endereço neste mundo. Sei que vocês estão mortos. Mas posso ouvir vocês. Ouço todos vocês. Nós estivemos aqui. Nossa vida teve valor.

Beijos,
Laurel."

Ahhh observação importante, para nossa imensa alegria os direitos do livro foram comprados pela 20th Century Fox.

site: http://psicoticamenteleitor.blogspot.com.br/2015/12/resenha-cartas-de-amor-aos-mortos-ava.html
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Carol 24/04/2017

Qual a chance de se apaixonar por um livro à primeira vista?
"- O que falei sobre salvar as pessoas não é verdade.Você pode achar que quer ser salva por outra pessoa, ou que quer muito salvar alguém.Mas ninguém pode salvar ninguém, não de verdade.Não de si mesmo."

No primeiro dia de aula do Ensino Médio Laurel recebe o seguinte trabalho: escrever cartas para alguém que já morreu. A adolescente começa a escrever para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, entre outros, mas sem a intenção de entregar as cartas que agora lotam seu caderno para sua professora. Nessas cartas ela conta o dia-a-dia em sua escola nova, sobre suas novas amizades, sobre o divórcio dos seus pais e a tragédia que aconteceu com sua irmã, May, e talvez essas escritas sejam os únicos momentos em que Laurel consegue olhar para o passado e para toda a sua culpa em paz, mas será que não está na hora de olhar para toda essa dor de frente?

O livro "Carta de amor aos mortos" foi uma leitura que me impressionou desde as primeiras páginas. Primeiro por eu ter me identificado com O LIVRO mesmo, pois sou uma pessoa 8 ou 80, eu amo ou odeio, e esse livro é assim também, você ama ou odeia, e eu sou do time que o amou.

Laurel é uma menina amedrontada, que não se perdoou por coisas passadas e que, visivelmente, precisa de ajuda, precisa se abrir, conversar, falar... Nas cartas ela encontra confidentes que nunca contarão os seus segredos e assim consegue mostrar a eles sua verdadeira dor e assim não se sente mais tão sozinha. A cada carta que escreve vemos o desespero inicial, a mudança e o amadurecimento dela.

A escrita do livro é toda feita em cartas, assim como em "Simplesmente Acontece" e eu AMO esse tipo de escrita, eu AMO quem tem coragem e consegue fazer isso com maestria e é o caso de Ava Dellaira. Por mais que escreva de um jeito diferente, a autora te leva a conhecer todos os personagens, seus medos, suas dores e a sentir os mesmos sentimentos que eles.

Minhas cartas favoritas foram as para o Kurt Cobain, pela carga emocional que continham e as para Amy Winehouse, por amar suas músicas. É um livro muito musical, fica impossível ler sem escutar toda a playlist que o acompanha.

Deu para perceber o quanto eu amei esse livro? Mas o que mais amei, mais mesmo, é a relação das irmãs, amor tão grande que a culpa, o rancor e nem a morte foram capazes de destruir. Eu lia cada página pensando em minha irmã, que é a pessoa que eu mais amo no mundo, o livro já é emocionante por si só, lendo da forma que li fica mais impossível não ter o coração roubado por Ava.
Se eu recomendo? De olhos fechados!

site: www.nossaressacaliteraria.com.br
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Vanessa Vieira 05/07/2014

Cartas de Amor aos Mortos_Ava Dellaira
O livro Cartas de Amor aos Mortos, romance de estreia de Ava Dellaira, nos traz uma história bela e singular, que consegue englobar em seu interior perdas, amores, conflitos interiores e todos os demais dilemas que permeiam o universo adolescente, intercalados de forma homogênea e coesa. Os personagens são muito próximos ao real, além de terem sido bem caracterizados na trama, o que só fez com que eu me conectasse ainda mais ao enredo.

Durante uma tarefa na sala de aula, a professora de Laurel incumbe os alunos a escreverem uma carta para alguma celebridade que já faleceu. A adolescente prontamente decide escrever para Kurt Cobain, tanto por ele ser um ídolo de sua irmã May quanto por ter partido jovem, assim como ela.

Logo após escrever sua correspondência, Laurel resolve redigir muitas outras, para as mais variadas celebridades, desde Amy Winehouse até Heath Ledger, onde expressa seus anseios e dúvidas e relata suas amizades, relacionamentos amorosos e acima de tudo, o seu ingresso no ensino médio. Porém, nenhuma delas é entregue a professora...

Cartas de Amor aos Mortos é um livro escrito de modo simples e intenso, que se destaca pela sua singularidade e pela forma clara e sucinta que aborda o universo juvenil. A escrita de Ava Dellaira é encantadora e aconchegante, mostrando que a autora possui um talento ímpar para confeccionar suas histórias e transmiti-las ao público. Narrado em primeira pessoa por Laurel, através de cartas, conhecemos o seu mundo, com todos os seus sabores e dissabores, além de vibrarmos e também nos emocionarmos com sua jornada.

"Havia uma barreira entre mim e o mundo. Parecia uma grande parede de vidro, espessa demais para ser atravessada. Eu poderia fazer novos amigos, mas eles nunca me conheceriam, não de verdade, porque nunca conheceriam minha irmã, a pessoa que eu mais amava no mundo. E nunca saberiam o que eu fiz. Eu precisava aceitar que estava do outro lado de uma parede intransponível."


Laurel é uma personagem que já passou por boas e poucas. Filha de pais separados, a perda da irmã a abala profundamente. Ela tenta seguir em frente, mas não consegue, pois vários fantasmas a assombram. Apesar de parecer frágil, ela é uma menina extremamente forte, visto que padece de uma carga emocional deveras pesada e dolorida. Conforme vamos conhecendo sua história, é impossível não nos nutrirmos dos mais variados sentimentos, e até mesmo ficarmos dilacerados com seus relatos e experiências. Gostei do seu romance com Sky, tanto por não ser nada surreal como também por caracterizar todos os conflitos que envolvem um relacionamento amoroso. O seu círculo de amizades é bem heterogêneo entre si, nos trazendo um panorama bem amplo e abrangente.

"Todos nós queremos ser alguém, mas temos medo de descobrir que não somos tão bons quanto todo mundo imagina que somos".


Em síntese, Cartas de Amor aos Mortos é um romance intenso e repleto de facetas, tecido de forma delicada e até mesmo lírica. Apesar de nos impactar devido ao seu teor, não deixa de perder sua suavidade, retratando tanto o luto quanto a alegria; tanto a decepção quanto a surpresa. A capa é muito bonita e condiz bastante com o conteúdo do livro e a diagramação está ótima, com fonte em bom tamanho, diversas ilustrações e revisão de qualidade. Recomendo, com certeza!

site: http://www.newsnessa.com/2014/07/resenha-cartas-de-amor-aos-mortos-ava.html
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Max 06/07/2016

?
Ela meio q pegou varias coisas do livro "As Vantagens de Ser Invisível" q é de autor q ela gosta muito só q ficou meio q PLAGIO e o final é bem sem noção... irreal! Fora os personagens chatos.
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Mari 06/08/2017

Didático demais!
Eu estava sem expectativas pra ler esse livro, mas depois vi que a nota aqui no Skoob me animei um pouco.
Eu não gostei muito da escrita dele, tal vez tivesse gostado se tivesse lido ele aos catorze anos (não que ele seja muito infantil). Achei a personagem meio chata, meio sem saber o que quer da vida e quem ela é, o que é normal ver em uma adolescente. Outro ponto sobre a idade que eu fui ler.
Mas o que mais me incomodou no livro foi o quanto ele é didático. Foi quase uma mini biografia de cada "morto". Ache super chato!
Resumindo, acho que o livro é mais recomendável para pessoas com mentalidade entre catorze e dezesseis anos, que gostem de livros mais juvenis.
Marina 08/08/2017minha estante
Comecei agora e me parece exatamente isso ??




Lívia Gomes 15/02/2015

emocionante e intenso
Laurel é uma adolescente de 15 anos. Sua irmã mais velha, May, morreu há seis meses e desde então a vida de Laurel não é mais a mesma pois ela se culpa de todas as maneiras possíveis pelo ocorrido. Sua mãe foi embora para um ‘retiro’ na Califórnia, sem previsão de retorno, deixando-a sozinha com um pai meio melancólico e uma tia beata.
Mas Laurel entrou no ensino médio, e ela não quer que as pessoas a olhem com compaixão devido à morte de May, por isso ela decide ir para uma escola diferente e logo na primeira semana de aula ela recebe uma tarefa: escrever uma carta para alguém que já morreu.
As cartas? Laurel nunca as entrega à professora, e o que ela não poderia imaginar é que essa simples tarefa da aula de inglês acabaria se transformando numa jornada interior para superar traumas e descobrir sua verdadeira identidade.

Acredito que “Cartas de Amor aos Mortos” foi o primeiro livro que eu comprei mais atraída pela capa do que pela a sinopse em si. Mas lê-lo e descobrir a história intensa que cada capítulo carrega foi uma experiência melhor do que eu esperava. O livro no começo até pareceu um pouco bobo, e a forma como é escrito (através de cartas) me deixou meio perdida. Mas conforme a história ia se desenvolvendo descobri um livro muito forte e emocionante. Além de tratar de assuntos polêmicos como homossexualidade, abuso sexual e drogas.
Uma coisa muito interessante no livro é o fato de Laurel escrever para artistas que já morreram, e como cada ‘capítulo’ faz uma certa conexão entre a vida da protagonista com a vida do finado artista em questão. Devorei o livro em um dia pois é curtinho e a escrita é bem fácil tornando a leitura fluída.

No início fiquei com raiva da protagonista em diversos momentos porque ela é muito ingênua e totalmente influenciável. Mas no final me arrependi pois não sabia de todas as dificuldades que ela havia enfrentado, e entendi que isso acontece muito na vida real. As pessoas agem de determinada maneira e são julgadas, mas na maioria das vezes ninguém sabe os reais motivos que a levaram a agir daquela forma, motivos estes que podem ser tão tristes e profundos como os de Laurel.
“Cartas de Amor aos Mortos” é uma história sobre perda, traumas, superação, sobre auto afirmação, perdão, aceitação e amor. Recomendo este livro a todos pois cada página vale a pena!
Rafa 07/06/2015minha estante
Parabéns pela resenha!




Camila Márcia 29/06/2014

Triste, Emocionante e Sensível!!!
Laurel está sofrendo muito com a morte de sua irmã May e como forma de escapar de seu fantasma e de evitar as pessoas de perguntarem como ela está, acaba mudando de escola e tentando arriscar-se numa nova vida, mas isso não é tudo: além de lidar com a morte de May, ela tem que lidar com a vida que tem ao lado dos pais separados. Dividida entre a casa do pai e da tia, porque sua mãe a abandonou/fugiu, ela vai passar por muitas coisas ao longo do ano.
Logo nos primeiros dias de aula na escola nova, uma professora passa um trabalho: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel recebe a proposta e, mais, passa a escrever diversas cartas para pessoas que já morreram: músicos, poetas e artistas, através dessas cartas, ela acaba desabafando e ficamos sabendo tudo o que acontece com Laurel.
Na escola nova, Laurel, sempre calada e ao mesmo tempo na espera ansiosa por fazer amizades conhece Natalie e Hannah. A amizade começa simples, mas cheia de segredos. São todos adolescentes e estão descobrindo a vida e fazem isso acertando e errando. É claro que em Carta de Amor aos Mortos não poderia deixar de faltar um garoto: bonito, misterioso, inteligente e sexy – Sky. Laurel se apaixona por ele e acaba contando para ele coisas que jamais havia contado para ninguém.
Cartas de Amor aos Mortos é um livro delicado que fala de perdas, segredos e dores, não é uma receita de como as pessoas podem lidar com elas, mas é uma forma de mostrar que há diversas formas de se lidar com os problemas e de todas elas o silêncio não é indicado, na medida em que se fala e se tem alguém em quem confiar as coisas começam a fazer sentido.
Laurel escondia um segredo a respeito da morte de sua irmã, um segredo que a fazia se sentir culpada e, assim, ela só consegue se curar e seguir adiante quando se perdoa. Perdão está em cada uma das páginas desse livro.
Com uma história e uma narrativa cativante, este livro tem tudo para agradar aos mais variados públicos e leitores, inclusive consigo visualizar um lindo filme, será que um dia vira filme esse livro? Achei tão lindo! Se indico Carta de Amor aos Mortos? Claro! Entretanto, melhor não ir com muita sede ao pote, é uma história linda, triste e delicada, mas também é clichê e acontece quase que totalmente como o esperado, não há mistérios e segredos tão profundos que não sejamos capazes de deduzir logo nas primeiras páginas, mas é uma história bonita e que vale a pena ser lida.

Camila Márcia

site: http://www.delivroemlivro.blogspot.com.br/
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Rafaela B 23/07/2014

Cartas de Amor aos Mortos
Quando vi essa capa linda e esse título tão sugestivo fiquei interessada, mas não esperava o que encontrei ao abrir as páginas pela primeira vez!
Laurel tem muitos problemas que não consegue expressar, se sente sozinha, abandonada e ainda tem que enfrentar o inicio do ensino médio em uma escola nova onde não conhece ninguém. A primeira aula de inglês abre uma porta para ela quando a professora pede para que a classe escreva uma carta para alguém que já morreu. Laurel encontra sua forma de contar suas aflições, dúvidas, seu dia-a-dia, sua vida. Ela escreve a carta para o cantor Kurt Cobain, mas quando termina não consegue entregar para a professora, guarda para si e começa a escrever outras cartas para pessoas famosas mortas, pessoas que ela admira ou vai conhecendo com o tempo, como Jim Morrison, Amy Winehouse, River Phoenix... Essas pessoas, que não estão mais aqui, acabam se tornando suas grandes confidentes e a ajudam a passar por seus problemas, que com o passar da história percebemos que é uma história muito triste e muito real, quase palpável.
A autora soube tratar de forma delicada e comovente temas muito fortes como depressão, morte, abuso, preconceito. É um livro incrível, que me prendeu de forma que quando não estava com ele ficava pensando na história e só queria poder pegá-lo e continuar a leitura. Vale muito a pena conhecer!
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Mariély 17/07/2016

Toda a ideia do livro é boa. No começo fiquei interessada pelo conteúdo das cartas, mas depois de algumas páginas já consegui perceber um padrão das cartas: ela elogia o morto a quem está escrevendo a carta, fala da vida dele, se pergunta sobre a morte, se pergunta sobre May e elogia algum dos seus amigos descolados que usam drogas e enchem a cara depois da escola. Enquanto a May, para mim, parece uma narradora infantil - não daria a ela mais do que 12 anos, tudo bem que é compreensível por tudo o que ela passa, mas não condiz com as atitudes dela.
Além da inconsistência da protagonista, o fato dela ser insuportável e toda a repetição de um padrão na hora de escrever as cartas, não existe nada de diferente nesse livro. Existe uma cena que me partiu o coração, quando ela conta para May o que acontecia com ela logo antes da irmã morrer, mas não acredito que essa cena tenha salvo todo o livro/experiência pra mim.
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Rayra 16/03/2015

Carta de amor à uma personagem
Querida Laurel,
É a segunda vez que tento te escrever. É tao difícil começar, quero lhe dizer mil coisas, porém nunca fiz isso (uma resenha) antes.
Escreve, escreve, escreve Rayra.
Lembra de quando você e a May eram fadas e nada podia machucar vocês? Queria que isso fosse verdade, que ela pudesse combinar alguns ingredientes e fizesse vocês não sofrerem nunca, mas isso não aconteceu. As coisas nem sempre são como deveriam ser e tudo bem, faz parte estar de vivo.
As vezes eu tive vontade de te proteger de todos que faziam mal, mas agora sinto um orgulho imenso de ver como você passou por tudo isso, a maneira como cresceu e descobriu quem era de verdade.
A arte de perder não é nenhum mistério, porém a arte de superar a perda ainda é. Quando alguém que a gente ama nos deixa é como se levassem um pedaço de nós e é tão injusto irem embora sem nos levar como se não se importassem. Laurel, não há nenhum manual de como esquecer a saudade, mas se houvesse começaria com o perdão.
Obrigada por ter me mostrado seu mundo, sua irmã incrível (uma fada humana), seus amigos estranhos e comuns, o misterioso Sky, sua família nada perfeita (nenhuma é perfeita) e seus ídolos que agora também são meus ídolos.
Suas palavras me fizeram rir e chorar, obrigada.
Beijos,
Rayra.
P. S. Desculpa não saber fazer a resenha que você merece, eu tentei.
P. S. S. Já ouviu Imagine Dragons? É uma banda incrível, você ia gostar. Ou talvez gostasse da Sia, recomendo Chandelier porque me lembra você e tudo que você aguentou pela vida. E ambos estão vivos, então você ainda pode curtir um show.
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