Minha Vez de Brilhar

Minha Vez de Brilhar Erin E. Moulton




Resenhas - Minha Vez de Brilhar


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Mari Siqueira 30/06/2014

Monty Cola o/
Minha Vez de Brilhar é uma graça. A edição impecável em capa dura publicada pelo selo Irado da Editora Novo Conceito é de encher os olhos. Erin E. Moulton escreve para crianças e adolescentes e traz de forma singela um texto cheio de lições e morais. Com uma simbologia especial, é um livro gostoso de ler, que deveria ser proposto no ensino, afinal, ensina mais para a vida do que livros didáticos e leituras obrigatórias.

A autora nos apresenta Indie Lee Chickory, uma garotinha apaixonada por sua lagosta de estimação. Além de ter sido um presente do seu pai, que é pescador, a lagosta Monty Cola é especial pois é um tipo raro de lagosta dourada. As chances de encontrar uma dessas na vida são pouquíssimas, na verdade é de uma em trinta milhões.

Na escola, as outras crianças caçoam de Indie, por ser estranha, desajeitada e estar sempre cheirando à peixe. Ela finge que não liga, mas no fundo, aquilo a entristece demais. Quando um dia Monty acidentalmente cai no mar, a menina se desespera e percebe que talvez seja impossível recuperar sua companheira. Para piorar mais ainda a situação, sua irmã Bibi, agora na adolescência demonstra ter vergonha dela e as irmãs que sempre foram melhores amigas, hoje não se dão bem.

Cansada de ser humilhada e perseguida pelos colegas e em busca de aprovação da irmã, Indie decide fazer um pedido a uma estrela cadente. Ela pede para que possa ser uma Indie Lee Chickory melhor, e que assim sua irmã volte a gostar dela. Ao mesmo tempo ela não desiste de tentar salvar sua preciosa lagosta dourada.

Indie muda completamente e passa a se vestir melhor, seu comportamento robótico espelhado na perfeição da irmã agrada a todos e ela se torna popular. Bibi orgulhosa, passa a andar com ela e as duas começam a trabalhar no teatro. Bibi como atriz e Indie na oficina de cenários. No meio do pó e da serragem, ela faz um novo amigo: Owen. Um nerd, desajeitado, solitário e esquisito, que decide ajudá-lá a encontrar Monty. Os dois se divertem juntos, escapando todas as noites para um observatório improvisado à beira-mar.

A menina passa então, a viver uma vida dupla. De dia é a perfeita irmã modelo, e de noite é a Indie de sempre, desleixada, brincalhona e verdadeira. Aos poucos, como era de se esperar uma personalidade confronta a outra e a Chickory deverá escolher quem ela realmente será. Uma amizade verdadeira com Owen ou a chance de andar com sua irmã Bibi e as garotas esnobes da escola? Até que ponto devemos mudar para conquistar alguém ou alguma coisa? Quão preciosas são as verdadeiras amizades? Seriam como uma lagosta dourada? Daquelas que só se encontra uma em trinta milhões?

"Observo as estrelas por um bom tempo. Penso em mim perdendo Monty, papi ficando triste por isso, a mamãe tendo que ouvir o policial Gallson, Bibi ficando envergonhada no ônibus e no playground. Penso em Kathy McCue fechando o nariz e me chamando de Peixólatra. E penso em Monty, ferida nas ondas. Fecho bem os olhos, respiro fundo e faço o meu pedido.
- Por favor, Peixes, prometa... - Penso na melhor forma de me expressar para deixar claro para ela. - Prometa me tornar uma Indie Lee Chickory melhor." (p. 40)

site: http://loveloversblog.blogspot.com
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Zilda Peixoto 23/06/2014

Minha Vez de Brilhar
Neste fim de semana decidi ler Minha Vez de Brilhar, próximo livro do selo #irado a ser lançado pela editora Novo Conceito. Dessa vez não fiquei tão empolgada como das outras vezes, apesar do livro ser tão bonito quanto os demais livros lançados pelo selo.
A capa do livro é um espetáculo à parte com seu efeito holográfico. A diagramação e revisão do livro também estão impecáveis. Mas o que de fato faz com que o livro mereça a sua atenção? Bem, caso você esteja esperando por uma grande história, recomendo que não crie muitas expectativas. Mas, espere! Tenho algo a revelar. Minha Vez de Brilhar é um livro tão “cute”, fofo, propriamente dito, que merece sim, a vossa atenção.

A escrita de Erin E. Moulton é novidade para mim. Talvez, você já tenha lido A Jornada, outro livro da autora lançado pela editora Novo Conceito e tenha argumentos para defendê-la, ou pelo menos, para me convencer que o estilo “morno” da sua narrativa é algo comum e particular.

A história de Erin começou bem devagar. Confesso que me senti um pouco entediada e fui tentando me convencer que com o decorrer da história, as coisas poderiam mudar e tomar outro rumo. E, graças a “Nossa Senhora das Histórias Estranhas, porém Interessantes” Erin. E. Moutlton não me decepcionou. Isso é muito pessoal porque alguns leitores se sentem confortáveis quando a narrativa vai ganhando força durante seu percurso. No meu caso fico irritada, esbravejo, tenho vontade de abandonar o livro, mas no fim sempre me rendo.

Minha Vez de Brilhar narra à história das irmãs Indie e Bibi. As irmãs que sempre foram muito unidas e passavam horas admirando as estrelas, agora estão cada vez mais afastadas. Bem, isso é normal já que Indie e Bibi hoje vivem momentos diferentes.
Bibi é mais velha e está passando por aquela fase chata e entediante que todo adolescente enfrenta, a fase da autoafirmação. Bibi é perfeccionista e se preocupa com a opinião das pessoas. Ao contrário de Indie que é considerada por todos uma menina esquisita. E não é para menos, já que Indie tem uma lagosta como animal de estimação. Quem em sã consciência sairia por aí com uma lagosta a tira colo?

A história de Indie e Monty Cola – a lagosta dourada - é surreal. Foi durante um dia de pesca que o pai de Indie capturou Monty Cola. Segundo ele, Monty não é um crustáceo comum. Monty é uma lagosta dourada, e não é todo dia que se encontra uma em alto mar. Após ser capturada Monty passa a viver em um tanque de água salgada no quintal da casa de Indie.

Indie não dá a mínima para o que os outros pensam a seu respeito. Sempre carregando cabeças de peixe para as refeições de Monty e fedendo muito a peixe, ela passa a maior tempo com Monty, já que Bibi só pensa em protagonizar uma peça na escola.
Bibi é egoísta, superficial, malvada. Fiquei com ódio mortal da garota devido ao seu caráter duvidoso. Mas, com o decorrer da história conseguimos compreendê-la melhor.

Indie é uma graça de menina. Doce, engraçada, desajeitada. Gosto de personagens diferentes, particularmente estranhos e esquisitos e, Indie certamente é um tipo curioso. Até sua mania esquisita de falar nomes de peixes em ordem alfabética toda vez que se sente nervosa ou acuada é engraçada. Confesso que, inicialmente, isso me incomodou bastante, mas com o decorrer da narrativa a personagem foi me conquistando. Mas o personagem que deve ser consagrado é, sem sombras de dúvidas, Owen – o garoto nerd.

Os nerds sempre salvam qualquer história e Owen é um dos responsáveis pelo sucesso da história. Assim como Indie, Owen tenta encontrar o seu lugar no mundo. Perseguido por pessoas preconceituosas, como a patricinha fútil e asquerosa Kelsey, Owen é um garoto dócil e extremamente inteligente.

Owen nem de longe lembra aquele tipo” chato” de nerd. Aliás, a autora em momento algum se utilizou do esteriótipo ditado pela maioria. Uma das mensagens do livro é justamente esta, desconstruir a imagem daqueles que são excluídos pela maioria. Histórias que discutem e abordam o bullying surgem aos montes todos os dias, mas Erin E. Moulton conseguiu construir uma narrativa muito diferente do que estamos acostumados.
Só o fato de uma garota ter uma lagosta como animal de estimação e, consequentemente, como melhor amiga já deve ser considerado um grande diferencial, mas a ousadia de Erin vai muito além.
Minha vez de Brilhar tem uma proposta ousada, diferente. Leva um certo tempo para que você entre no ritmo da história, mas quando a narrativa começa a fluir, você nem perceberá que o livro já terminou.

A editora caprichou mais uma vez na diagramação. Ao longo das páginas vamos nos familiarizando com o universo de Indie representado por ilustrações de crustáceos e peixes na apresentação dos capítulos e no rodapé das páginas. E para deixar qualquer leitor ainda mais apaixonado, uma capa hard cover belíssima.

Como eu havia dito anteriormente a narrativa começa com um ritmo lento, pois a autora optou por descrever o cotidiano de Indie em seu último dia de aula. Nada muito interessante acontece na pacata Plumtown aonde seu "papi" possui a Famosa Peixaria Chickory & Chips. Acredito que isso contribuiu para que os primeiros capítulos fossem tão sonolentos. Sabiamente, a autora soube dar a reviravolta no seu devido momento.

Monty Cola esconde-se na mochila de Indie sem que ela perceba e decide ir à escola com Indie. No desespero de ver Monty há tanto tempo mantida na mochila, Indie corre em direção à praia de Crawdad para molhar a lagosta. Nesse momento, Monty Cola se desespera e foge para o mar, isso graças ao alarde feito pelo policial Gallson.
O sumiço de Monty Cola passa a ser um dos motivos pelo qual Indie e Owen tornam-se amigos. Porém, Indie terá que decidir de que lado ficar: entre os populares para não decepcionar a irmã Bibi ou do lado de Owen, aquele que assim como Indie sabe muito bem o quanto é difícil se ajustar?

"Só porque outras pessoas são idiotas não significa que haja algo de errado com o restante de nós _ digo, olhando para a lagosta dourada. _ Veja Monty, por exemplo. Ela é diferente, e nós a amamos."

A amizade de Indie e Owen é um dos pontos altos da narrativa. Momentos de intensa ternura e delicadeza provam o valor de uma amizade sincera.
Outro personagem bem interessante e que ganhará a sua afeição será Sloth, uma garota gótica, esquisita que adora ouvir rock pesado e, que apesar da aparência bizarra e assustadora, tem um coração gigante e se mostra uma pessoa adorável.

O que faz com a história de Erin seja tão agradável e acolhedora é justamente a maneira como ela a conduz, levando o leitor a vibrar com cada reviravolta e a respectiva transformação de seus personagens. Tanto Indie quanto Owen tentam sobreviver em meio aos caos e provam que a essência de cada um é o que ambos possuem de mais valioso. O livro mostra que ninguém é perfeito e que devemos aprender a conviver com nossas imperfeições.

Fiquei muito contente em concluir a leitura com a sensação de dever cumprido. Teria ficado frustrada se tivesse desistido da história no meio do caminho. Por esse motivo, recomendo que todos tenham paciência com a autora. No começo a história pode não atrair, mas não desista. Com o decorrer da leitura você começará a gostar tanto da narrativa que só irá deixá-la de lado somente ao concluir a última página. O final do livro é lindo e repleto de emoções.

Minha Vez de Brilhar é um livro recomendado a todas as idades. Indicado a todos que curtam histórias leves, engraçadas, protagonizadas por personagens cativantes e que, acima de tudo, nos permite refletir sobre assuntos de extrema importância. Uma história sensível e que tem tudo para conquistá-los.

site: http://www.cacholaliteraria.com.br/2014/06/resenha-minha-vez-de-brilhar-erin-e.html
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ricardo_22 19/06/2014

Resenha para o blog Over Shock
Minha Vez de Brilhar, Erin E. Moulton, tradução de Bianca Bold, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito (#Irado), 2014, 288 páginas.

As irmãs Indie e Bibi sempre foram muito próximas, porém aos poucos o relacionamento foi se deteriorando e Bibi dá a impressão de não gostar mais de sua irmã mais nova. Indie sabe que para reconquistar o carinho da irmã ela precisa se mostrar útil, por isso aceita o desafio de ajudar no teatro em que Bibi está frequentando para realizar o sonho de se tornar uma atriz.

Mas além de reconquistar a irmã, Indie está também em busca de sua lagosta de estimação, que se perdeu após uma grande confusão no último dia de aula. Para encontrar a lagosta perdida ela conta com a ajuda de seu novo amigo, Owen, mas Bibi e sua turma começam a pegar no pé do garoto e Indie não sabe como agir. Ela sabe apenas que para conquistar tudo na vida é preciso acreditar e se dedicar com todas as forças.

“Sei que Bibi pode ser melodramática, mas talvez ser a atriz perfeita signifique para ela o mesmo que encontrar a lagosta Monty Cola significa para mim. Talvez a gente tenha a mesma sensação de coração pesado, só que por desejar coisas diferentes” (pág. 234).
Conhecida por suas histórias infantis, também consideradas contos de fadas contemporâneos, a autora Erin E. Moulton foi publicada pela primeira vez no Brasil com A Jornada (2011), livro que possui suas falhas, mas que ainda assim marca o leitor por sua simplicidade. Três anos depois um novo título é publicado, porém sem o bonito toque de magia encontrado anteriormente.

O fato de já conhecer o trabalho de Moulton cria uma inevitável expectativa, que infelizmente nem de longe é atendida com Minha Vez de Brilhar. Isso acontece ainda que não seja nenhuma novidade o estilo simples e a história leve de toque inocente, característica principal do gênero. Apesar da consciência do que será encontrado, a história de Indie é sem graça e monótona, sobretudo em seus capítulos iniciais.

Seria um grande erro, no entanto, ignorar o fato de que existe uma grande evolução em determinado momento do enredo. Indie já está com seu objetivo definido quando conhece Owen e esse, propositalmente ou não, se torna o responsável por evitar que a ideia da obra se torne descartável. A presença do garoto, nerd e por isso desprezado por várias pessoas, dá o toque necessário para a continuidade, contudo nem mesmo as aventuras dos dois novos amigos deixa a história menos boba.

É preciso ressaltar também que, apesar de não impressionar, Minha Vez de Brilhar é semelhante ao livro anterior em sua essência, ou seja, nos dois casos as crianças precisam agir pelo próprio bem e de todos ao seu redor. Com apenas o desaparecimento de sua lagosta, Indie aprende a dar valor em si mesma e também em sua família, especialmente na irmã. Para isso, a narradora aprende a ser uma pessoa melhor – a melhor Indie que ela possa ser – e ajuda que outras pessoas também melhorem.

site: http://www.overshockblog.com.br/2014/06/resenha-251-minha-vez-de-brilhar.html
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