Minha Vez de Brilhar

Minha Vez de Brilhar Erin E. Moulton




Resenhas - Minha Vez de Brilhar


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Rose 17/08/2014

Indie Chickory não era uma garota igual a tantas outras da sua idade. Tem uma lagosta dourada de estimação além de uma verdadeira fascinação pelos bichos marítimos. Ela até sabe o nome de todos eles...
Esse negócio de se arrumar igual a uma "delicada boneca" não era com ela. Por conta disso sua adorada irmã Bibi estava mais afastada dela.
É justamente quando ela perde seu bichinho de estimação que ela decide fazer um pedido muito importante para sua estrela: reencontrar sua lagosta Monty e que Bibi volte a gostar dela. Em troca ela promete ser a melhor "Chickory" de todos os tempos.
Tentando se adaptar no mundo da irmã, e assim fazê-la amá-la novamente, Indie percebe que tem que mudar muitas de suas atitudes e características. Aos poucos Bibi e ela começam a se entender melhor.

"Agora, basta você se comportar de forma casual amanhã. Controlada - diz Bibi. (pág. 79)

Ela também está procurando Monty religiosamente, e passa a contar com a ajuda de Owen, o garoto nerd que se mudou a pouco tempo para a cidade.
Ela que está tentando fazer tudo certo para que os outros gostem dela e se orgulhem dela, começa a perceber que está pagando um preço muito alto por isso.
Quando ela está prestes a perder seu verdadeiro e único amigo, ela vê que para ser uma pessoa melhor não precisa mudar sua essência. Resta saber se ela ainda vai ter tempo para consertar todos os seus erros.

"Ela só se preocupa com si mesma e com sua maldita peça, e em ser perfeita. É ela que estraga tudo, não eu" (pág. 266)

Mais um livro do selo #irado que como eu já disse, é voltado para o público juvenil. Uma história simples e fofa, mas com uma mensagem muito importante. Em uma idade onde queremos encontrar nossa "tribo", é importante lembrar que aqueles que realmente gostam de nós, nos aceitaram do nosso jeito, com tudo o que somos e temos para oferecer. Quando precisamos mudar e podar aquilo que somos e acreditamos, é porque alguma coisa está errada. Ninguém é perfeito, seja lá a idade que temos ou o que somos.
Parabéns ao trabalho gráfico da editora, um charme a parte...

site: http://fabricadosconvites.blogspot.com.br/
Andressa 04/09/2014minha estante
Esse livro não tenho vontade de ler. Apesar de su resenha ter ficado boa e apresentado - o bem, não é meu estilo o genero juvenil!
Mas tenho certeza que é bom, apenas não gosto kkk
bjo
wwww.leituradeouro.blogspot.com


Naty 07/09/2014minha estante
Esse foi um dos livros que a NC lançou com o novo selo e me deu vontade de ler, Rose.
Gosto de livros voltados para o público juvenil. E, ainda mais, com uma mensagem a nos passar, sempre bom.


Yassui 10/09/2014minha estante
Adorei sua resenha, Rose. Faz tempo que estou curiosa para conferir os da selo Irado e com este não foi diferente. Os juvenis sempre me conquistam com a linguagem e as mensagens que transmitem bons ensinamentos.


Cinthia 16/10/2014minha estante
Pela sua resenha creio que esse livro é encantador, seria a palavra correta a usar para ele. Gosto de livros juvenis.


Clarice.Castanhola 29/05/2015minha estante
O livro em si me chamou muita atenção. Vou acrescentar na listinha dos livros que quero ler. ótima resenha




Beatriz.Vieira 16/07/2020

Leitura Leve
Esse foi o primeiro livro com mais de 100 páginas e sem ilustrações que li na vida, e é por isso que guardo um carinho especial pela obra. A leitura é rápida e a história é super leve, os personagens carismáticos, e às vezes pode parecer um pouco ''bobo'', mas pelo fato de ser um livro infantojuvenil, é interessante e bem construído.
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Iara.Antunes 28/04/2020

Esta história é contada por Indie uma menina que ama os peixes e o universo do mar. Porém no último dia de aula uma grande confusão acontece e ele decepciona sua irmã Bibi. E promete pra si mesmo que ser uma pessoa melhor e tentar se aproximar da irmã que estão afastadas.

Porém ela vai ter que ser igual a irmã deseja que elas seja, mas ela acaba fazendo amizade com Owen onde vive várias aventuras com um objetivo comum.

Porém nesse meio tempo Indie começa a questionar as atitudes da sua irmã em relação as pessoas e as escolhas que ela faz, mas tem dificuldade de expressar isso, pois não quer magoar a sua irmã.

Após acontecer um fato que muda totalmente o rumo da sua história, ele aprende que para ser uma pessoa melhor ela tem que ser ela mesmo.

Uma história leve, com uma doçura infantil onde acompanhamos as irmãs aprender sobre ser elas mesmas para realizar seus sonhos e brilharem.
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Mari Siqueira 30/06/2014

Monty Cola o/
Minha Vez de Brilhar é uma graça. A edição impecável em capa dura publicada pelo selo Irado da Editora Novo Conceito é de encher os olhos. Erin E. Moulton escreve para crianças e adolescentes e traz de forma singela um texto cheio de lições e morais. Com uma simbologia especial, é um livro gostoso de ler, que deveria ser proposto no ensino, afinal, ensina mais para a vida do que livros didáticos e leituras obrigatórias.

A autora nos apresenta Indie Lee Chickory, uma garotinha apaixonada por sua lagosta de estimação. Além de ter sido um presente do seu pai, que é pescador, a lagosta Monty Cola é especial pois é um tipo raro de lagosta dourada. As chances de encontrar uma dessas na vida são pouquíssimas, na verdade é de uma em trinta milhões.

Na escola, as outras crianças caçoam de Indie, por ser estranha, desajeitada e estar sempre cheirando à peixe. Ela finge que não liga, mas no fundo, aquilo a entristece demais. Quando um dia Monty acidentalmente cai no mar, a menina se desespera e percebe que talvez seja impossível recuperar sua companheira. Para piorar mais ainda a situação, sua irmã Bibi, agora na adolescência demonstra ter vergonha dela e as irmãs que sempre foram melhores amigas, hoje não se dão bem.

Cansada de ser humilhada e perseguida pelos colegas e em busca de aprovação da irmã, Indie decide fazer um pedido a uma estrela cadente. Ela pede para que possa ser uma Indie Lee Chickory melhor, e que assim sua irmã volte a gostar dela. Ao mesmo tempo ela não desiste de tentar salvar sua preciosa lagosta dourada.

Indie muda completamente e passa a se vestir melhor, seu comportamento robótico espelhado na perfeição da irmã agrada a todos e ela se torna popular. Bibi orgulhosa, passa a andar com ela e as duas começam a trabalhar no teatro. Bibi como atriz e Indie na oficina de cenários. No meio do pó e da serragem, ela faz um novo amigo: Owen. Um nerd, desajeitado, solitário e esquisito, que decide ajudá-lá a encontrar Monty. Os dois se divertem juntos, escapando todas as noites para um observatório improvisado à beira-mar.

A menina passa então, a viver uma vida dupla. De dia é a perfeita irmã modelo, e de noite é a Indie de sempre, desleixada, brincalhona e verdadeira. Aos poucos, como era de se esperar uma personalidade confronta a outra e a Chickory deverá escolher quem ela realmente será. Uma amizade verdadeira com Owen ou a chance de andar com sua irmã Bibi e as garotas esnobes da escola? Até que ponto devemos mudar para conquistar alguém ou alguma coisa? Quão preciosas são as verdadeiras amizades? Seriam como uma lagosta dourada? Daquelas que só se encontra uma em trinta milhões?

"Observo as estrelas por um bom tempo. Penso em mim perdendo Monty, papi ficando triste por isso, a mamãe tendo que ouvir o policial Gallson, Bibi ficando envergonhada no ônibus e no playground. Penso em Kathy McCue fechando o nariz e me chamando de Peixólatra. E penso em Monty, ferida nas ondas. Fecho bem os olhos, respiro fundo e faço o meu pedido.
- Por favor, Peixes, prometa... - Penso na melhor forma de me expressar para deixar claro para ela. - Prometa me tornar uma Indie Lee Chickory melhor." (p. 40)

site: http://loveloversblog.blogspot.com
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@APassional 20/07/2014

Minha Vez de Brilhar * Resenha por: Samantha Culceag * Arquivo Passional
Indie Chickory tem uma lagosta de estimação, uma lagosta dourada de nome Monty. Um dia, Monty entra na mochila de Indie sem que a menina veja, ela só percebe quando já está na escola. Desesperada com a possibilidade de Monty passar mal, Indie foge na hora do recreio e vai até o mar molhar a lagosta, que se assusta com a sirene de um carro de polícia e perde uma pinça. Monty some no mar.

“Monty não é um crustáceo comum; é uma lagosta dourada. Papi diz que se encontra uma lagosta dourada a cada 30 milhões de lagostas capturadas.” - Indie

Nesse mesmo dia, Bibi, a irmã mais velha de Indie, descobre que foi selecionada para participar de uma peça de teatro e fica muito feliz. No dia seguinte, Indie vai ao teatro levar o almoço para sua irmã que está ensaiando. Ela se oferece para ajudar na oficina de cenários, pois acha que seus pais ficarão orgulhosos dela. Mas Bibi fica muito brava com a irmã, pois diz que ela só a faz passar vergonha e não quer Indie trabalhando na peça.

Indie não desiste da ideia, então Bibi decide fazer uma transformação na irmã: arruma seus cabelos e a obriga a usar roupas das quais não gosta. Indie não diz nada, pois deseja que a irmã goste dela. No meio de toda essa transformação, nas idas e vindas ao teatro, Indie conhece Owen, um menino nerd que torna-se seu melhor amigo e ajuda-a na procura por Monty.

“Sabe, minha tia Peg sempre diz que, para conseguir realizar algo, 20% é o que temos que fazer e 80% é o que temos que acreditar.” - Owen

“Minha Vez de Brilhar” é um livro incrível, a trama pode parecer meio bobinha e sem sentindo no começo, mas muita coisa que acontece no livro, acontece na vida real com as pessoas. É impossível não gostar dos personagens. Indie deseja ser uma Chickory melhor e acha que para isso é preciso mudar, Owen tem um plano de auto-melhoria e Bibi deseja a perfeição. Por outro lado, Sloth, a companheira de trabalho esquisita de Indie, diz que não importa o que os outros pensam da gente. O livro fala bastante disso, sobre querer ser uma pessoa melhor, sobre ser julgado pelos outros, sobre te acharem estranho e sobre querer agradar a todos, o livro passa uma bela lição no final.

A narrativa é em primeira pessoa feita por Indie, ela fala bastante da cidade onde mora (que é na beira do mar), das pessoas que conhece e da sua opinião sobre todas as coisas. Acompanhamos de perto a busca por Monty, a execução dos cenários e até mesmo seus erros e arrependimentos. O ritmo do livro é bem rápido e fluido.

A diagramação de todos os livros da #irado é linda, este não podia ser diferente, a capa dura é perfeita, o título possui letras brilhantes (holográficas), a fonte é grande, há um desenho decorando o começo dos capítulos e peixinhos acompanham a numeração das páginas, tudo muito fofo!

Amei este livro, ele fala de assuntos interessantes para crianças de até 12 anos e passa uma bonita lição de vida. Agora estou com vontade de ler “A Jornada”, o outro livro da autora publicado pela Novo Conceito em 2011.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 14/07/2014.

site: http://www.arquivopassional.com/2014/07/resenha-minha-vez-de-brilhar-erin-e.html
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Gabeek 25/08/2015

Resenha
Olá galera!Hoje vou comentar sobre esse livro lindo que li recentemente e que adorei! O livro Minha Vez De Brilhar ,traduzido de Tracing Stars da autora Erin E. Moulton e publicado pelo grupo editorial da Novo Conceito selo #Irado irá mostrar para o leitor o verdadeiro valor de ser quem você realmente é e que não vale a pena agradar alguém,sendo que para isso você precise se anular ou fingir ser quem não é. .
Nesse livro de 388 páginas,edição capa dura e com efeito muito bonitinho na capa de brilho; o leitor encontrará muito humor , drama e aventura no desenvolver da história.
A história gira em torno da Indie, uma garota que não tem amigos humanos, mas tem uma amiga lagosta que se chama Monty. Indie tem uma irmã que valoriza as aparências mais do que o interior das pessoas. Indie sofre com isso, pois não é uma garota muito fashion e as outras crianças e a própria irmã dela falam que ela fede peixe só por ficar passando tempo demais com o peixes e lagostas. Seu pai por ser pescador, ensinou muitas coisas para Indie e uma delas foi sobre as constelações. Ele diz que a de Indie e Bibi(irmã de Indie) é a constelação de peixes. Por isso, um dia quando a lagosta de Indie some, ela pede para as estrelas que possam trazer Monty de volta.

Com o tempo, a Bibi começa a ficar legal com a Indie e o motivo disso acontecer é que Indie começa a ficar mais parecida com Bibi do que nunca! Indie também conhece um amigo que se chama Owen e que é um garoto muito nerd para a idade que tem. Juntos os dois vão tentar encontrar Monty e descobrir que para ser feliz não precisa deixar de ser quem você realmente é.
Vale muito a pena ler esse livro. É uma literatura infanto juvenil, mas que também pode ser lido por pessoas de todas as idades.

site: http://gabookeveryday.blogspot.com.br/
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luana carolino 05/11/2018

Amei!
Nossa eu amei, adorei como a menina lida com a irmã faz de tuso para que a sua irma volte a gostar dela.
E como ela não desiste fácil!
Não tive indicação de ninguem, mais se alguém me indicasse acho que não leria, a minha sorte foi que ninguém me indicou!
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Portal Caneca 10/11/2014

Nunca fui de ler livros infantis mesmo. Geralmente, os livros que pegava para ler quando criança eram, no mínimo, infanto-juvenis, quando não, lia ficção científica, romances policiais, algo assim. Mas, de uns tempos para cá, acabou que meus hábitos de leitura mudaram, em parte pelas novas parcerias que o Portal Caneca tem conseguido, em parte porque, sei lá, resolvi mudar.

Foi assim que acabei lendo um livro chamado Minha Vez de Brilhar, lançado pela Editora Novo Conceito, sob o selo #Irado e escrito pela linda Erin E. Moulton.

Confesso para vocês que a primeira impressão que tive desse livro não foi das melhores. E isso aconteceu não por achar que ele fosse ruim ou algo do tipo, mas sim porque, num primeiro momento, ele me pareceu o típico livro de menininha. E sim, eu sei que isso soa preconceituoso. E essa foi, justamente, uma das experiências mais legais que tive ao ler o livro da Erin: a da quebra de preconceitos.

Inevitavelmente, sempre que vamos a uma livraria, biblioteca ou algo do gênero, não escolhemos livros por sabermos qual a história contida nele, mas por aquilo que ele, numa primeira análise, nos transmite. Literalmente, julgamos o livro pela capa. E foi isso que fiz com Minha Vez de Brilhar.

O livro, que vem impresso numa brochura com capa dura, tem seu título impresso em letras com efeitos holográficos, aliás, fazendo jus ao título da história. O nome da autora vem impresso em um tom de rosa um tanto quanto extravagante e a imagem de fundo é uma pessoa segurando uma estrela-do-mar em direção ao céu onde, paralelamente, uma estrela brilha. Bom, isso me pareceu mesmo um típico livro de menininha.

Mas não é!

Na verdade, Minha Vez de Brilhar surpreende pela simplicidade com que leva a história. Por ser um livro voltado mais para o público infantil, tem uma linguagem mais solta e fluída, o que permite a boa compreensão e assimilação da história. A narrativa, por sua vez, não é a das mais complexas, mas cumpre bem o papel moral que a história criada por Erin E. Moulton carrega. O livro contém 288 páginas, não sendo um livro grosso demais, nem fino demais. Eu, por exemplo, o li em um dia, mas mais pelo envolvimento com a narrativa, do que pelo tamanho dele.

Não espere uma história fantástica, cheia de mistérios e aventura. Minha Vez de Brilhar é uma história até bem realista (apesar de presa a um universo particular). Ainda assim, temos uma história doce e adorável.

Tudo acontece numa pequena cidade chamada Plumtowm, na qual acompanhamos a vida de Indie Lee Chickory, uma menina prestes a terminar a quinta série (sexto ano, para os brazucas), irmã mais nova de Bibi, a jovem aspirante a atriz.

Indie e Bibi são filhas do Sr e Srª Chickory, ele pescador, ela jardineira. Nas palavras da própria Indie, seu pai é o melhor pescador de toda Plumtown e é quem captura mais lagostas. E aqui entra a Monty Cola, uma lagosta dourada muito rara e que, segundo a própria Indie, só é encontrada uma em cada 30 milhões de lagostas comuns. Por causa disso, os Chickory criam a Monty Cola como um animal de estimação qualquer, afinal, não é todo dia que se acha uma lagosta dourada. No entanto, certo dia, ao ir para a escola, Monty Cola se esconde na bolsa de Indie sem que ela perceba. Ao chegar a escola, a menina percebe a presença de Monty e decide voltar para casa para colocá-la no aquário em segurança. Quando então, a perde no meio do caminho.

A partir daqui, toda a trama se desenvolve, na qual Indie tenta voltar a ser amiga de sua irmã, já que esta anda evitando-a. E, paralelamente a isso, a menina tenta resgatar Monty Cola e, por causa disso, acaba fazendo amizade com Owen, um menino que havia se mudado temporariamente para a cidade e vivia com sua tia, uma aderecista no teatro local.

Indie e Owen se tornam melhores amigos, talvez por acaso do destino, ou simplesmente por afinidade. O fato é que, tanto ele quanto ela são duas crianças, de certo modo, deslocadas do resto da sociedade. Owen é o menino nerd, isolado do mundo e imerso em conhecimento, com o qual, aliás, consegue saber o nome científico da Monty Cola (aurum Homarus Americanus, para quem tenha curiosidade). Indie é a menina peixólatra, como ela mesma diz, que sabe tudo sobre peixes e lagostas e que não se importa em andar com o cabelo bagunçado ou vestindo calças de carpinteiro.

E é assim que ambos se juntam para procurar Monty Cola e formam uma amizade pra vida toda. Mas, como nem tudo são flores, Bibi e suas amigas do teatro (onde Indie passou a trabalhar numa tentativa de se aproximar de sua irmã) começam a pressionar nossa Indie, para saber se ela tem andado com Owen.

Daqui em diante, já não posso falar muito sem dar spoilers importantes da história. Mas, posso dizer que é aqui que Erin E. Moulton conseguiu me chamar a atenção. Quando começamos a leitura, Indie até nos é apresentada como uma garota bem deslocada, mas isso é feito de forma tão natural que você nem se dá conta disso. Até mesmo pelo fato de que a própria Indie parece lidar muito bem com essa estranheza do mundo em relação a sua pessoa. Entretanto, o mesmo não ocorre a partir do momento em que somos apresentados a Owen, o garoto nerd e esquisitão do qual ninguém parece gostar.

E nesse vai e vem de personagens, somos apresentados a outros tão diferentes e únicos (como a Sloth, a punk-vegana pela qual me apaixonei rs) que ilustram tão bem a diversidade da natureza humana.

Penso eu que este foi o maior trunfo da autora em Minha Vez de Brilhar. Apesar de simples, a história nos faz refletir sobre nossa natureza e identidade, aquilo que somos e aquilo que a sociedade quer que sejamos. Indie é a menina que só quer ser aceita por sua irmã, mas isso acaba lhe fazendo com que ela deixe de aceitar a si mesma. E isso gera consequências desagradáveis e até desastrosas. Owen só quer ser aceito por seu pai e isso acaba lhe fazendo ver a si mesmo como um desastre quando, na verdade, não é. Bibi, por sua vez, quer elevar seu status no grupo de teatro, mas isso faz com que ela acabe machucando as pessoas que realmente se importam com ela. E eu poderia citar outros exemplos aqui, mas isso não explicaria toda a beleza da história.

Claro que nenhum livro será perfeito. E esse, como qualquer outro, não escapa a isso. Gostaria que a Erin tivesse desenvolvido um pouquinho mais essa questão do dilema entre imagem pessoal e imagem social. Acho importante histórias que trabalham com isso, ainda mais numa sociedade tão excessivamente exploradora da beleza da imagem. Além disso, gostaria que ela tivesse dado um desfecho mais, digamos, intenso para a história entre Indie e Owen. As brigas entre Indie e Bibi foram tão legais e cheias de dramas, mas quando chegou no dilema com Owen, acho que ela correu demais com eles dois. Owe é um personagem tão lindo e fofo e ela simplesmente suprimiu a beleza dele no fim.

Independentemente disso, o livro é realmente encantador e vale muito a leitura. Para todos que gostam de se surpreender com novas experiências literárias, fica a dica.

site: http://portalcaneca.com.br/
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Priscila 28/09/2016

Legalzinho!!
Nesse livros vamos conhecer Indie e sua família. Indie é uma menina normal e que tem como animal de estimação uma lagosta. Mas não é uma lagosta qualquer, e sim uma lagosta dourada que seu pai conseguiu capturar após uma pesca incrível.

Mas em um determinado dia, Indie foi para a escola e descobriu que dentro de sua mochila estava a sua lagosta Monty Cola. Isso mesmo que você leu..hahahaha. Bom, Indie ficou bem surpresa quando descobriu que Monty estava dentro de sua mochila e saiu correndo da sala para molhar Monty, pois a mesma não poderia ficar desidratada.

E quando ela saí em disparada para a praia para molhar Monty, e não percebeu que tinha várias pessoas atrás dela, como o policial Gallison e uma professora da escola. Quando chegou praia para molhar a Monty, o policial chegou logo atrás e acabou assustando a lagosta. Indie conseguiu pegar apenas uma pinça dourada da lagosta, pois a mesma acabou se escondendo no mar.

Indie ficou muito chateada por ter “perdido” a sua lagosta. E em uma das vezes em que andava pela praia em busca de sua lagosta, ela avistou uma casa na árvore bem acabada e ao tentar se aproximar do local, ouviu quando lhe chamando e foi embora.

No dia seguinte, Indie foi acompanhar sua irmã Bibi a uma audição para uma peça no teatro da cidade. E ao chegarem lá, Bibi ficou toda tímida ao ver Kelsey (uma menina riquinha bem talentosa e que Bibi é bem fã). E enquanto Bibi está fazendo os testes, Indie foi explorar os bastidores e foi quando ela conheceu Owen, que estava trabalhando com sua tia na seção de adereços e também conhece Sloth, que fica na seção de construção de cenários.

Mas o que acontecerá com Indie?? Será que ela vai ganhar um novo amigo?? Será que ela vai conseguir capturar a sua lagosta??

Bom muitas coisas acontecem na história, muitas boas e outras um pouco ruins. Indie é uma garota doce que não tem amigos na escola por que acham ela estranha, só porque ela gosta de peixes e sabe todos os nomes e também por ter uma lagosta de estimação (o que para sua família é normal). E sua irmã é aquele tipo de adolescente que se deixa influenciar para que gostem dela, e Indie tem uma grande dificuldade de entender isso.

A história tem uma apego emocional bem razoável e toca assuntos como amizade e bullying de uma maneira bem sutil, mas não imperceptível. Confesso que fiquei envolvida com a história, apesar de algumas partes serem bem chatinhas. Mas isso não me fez desistir da história.

O final da história foi comovente, como tudo se resolveu e fiquei um pouco emocionada, pois não esperava que acabasse assim. Claro que esperava um final feliz, mas acho que a autora deu uma finalização bem coerente com o ruma que a história tomou. As quatro estrelas foram em cima desse julgamento.

No geral: a história é boa, bem construída e comovente com personagens bem amarrados e com personagens bons. A diagramação do livro está ótima e com algumas ilustrações lindinhas. E a contra-capa está bem organizada com todos os espaçamentos necessários. O papel utilizado nesse livro deixou a leitura bem confortável e o tamanho da tipografia foi excelente.

Enfim, recomendo a leitura.

site: http://resenhandobma.blogspot.com.br
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Zilda Peixoto 23/06/2014

Minha Vez de Brilhar
Neste fim de semana decidi ler Minha Vez de Brilhar, próximo livro do selo #irado a ser lançado pela editora Novo Conceito. Dessa vez não fiquei tão empolgada como das outras vezes, apesar do livro ser tão bonito quanto os demais livros lançados pelo selo.
A capa do livro é um espetáculo à parte com seu efeito holográfico. A diagramação e revisão do livro também estão impecáveis. Mas o que de fato faz com que o livro mereça a sua atenção? Bem, caso você esteja esperando por uma grande história, recomendo que não crie muitas expectativas. Mas, espere! Tenho algo a revelar. Minha Vez de Brilhar é um livro tão “cute”, fofo, propriamente dito, que merece sim, a vossa atenção.

A escrita de Erin E. Moulton é novidade para mim. Talvez, você já tenha lido A Jornada, outro livro da autora lançado pela editora Novo Conceito e tenha argumentos para defendê-la, ou pelo menos, para me convencer que o estilo “morno” da sua narrativa é algo comum e particular.

A história de Erin começou bem devagar. Confesso que me senti um pouco entediada e fui tentando me convencer que com o decorrer da história, as coisas poderiam mudar e tomar outro rumo. E, graças a “Nossa Senhora das Histórias Estranhas, porém Interessantes” Erin. E. Moutlton não me decepcionou. Isso é muito pessoal porque alguns leitores se sentem confortáveis quando a narrativa vai ganhando força durante seu percurso. No meu caso fico irritada, esbravejo, tenho vontade de abandonar o livro, mas no fim sempre me rendo.

Minha Vez de Brilhar narra à história das irmãs Indie e Bibi. As irmãs que sempre foram muito unidas e passavam horas admirando as estrelas, agora estão cada vez mais afastadas. Bem, isso é normal já que Indie e Bibi hoje vivem momentos diferentes.
Bibi é mais velha e está passando por aquela fase chata e entediante que todo adolescente enfrenta, a fase da autoafirmação. Bibi é perfeccionista e se preocupa com a opinião das pessoas. Ao contrário de Indie que é considerada por todos uma menina esquisita. E não é para menos, já que Indie tem uma lagosta como animal de estimação. Quem em sã consciência sairia por aí com uma lagosta a tira colo?

A história de Indie e Monty Cola – a lagosta dourada - é surreal. Foi durante um dia de pesca que o pai de Indie capturou Monty Cola. Segundo ele, Monty não é um crustáceo comum. Monty é uma lagosta dourada, e não é todo dia que se encontra uma em alto mar. Após ser capturada Monty passa a viver em um tanque de água salgada no quintal da casa de Indie.

Indie não dá a mínima para o que os outros pensam a seu respeito. Sempre carregando cabeças de peixe para as refeições de Monty e fedendo muito a peixe, ela passa a maior tempo com Monty, já que Bibi só pensa em protagonizar uma peça na escola.
Bibi é egoísta, superficial, malvada. Fiquei com ódio mortal da garota devido ao seu caráter duvidoso. Mas, com o decorrer da história conseguimos compreendê-la melhor.

Indie é uma graça de menina. Doce, engraçada, desajeitada. Gosto de personagens diferentes, particularmente estranhos e esquisitos e, Indie certamente é um tipo curioso. Até sua mania esquisita de falar nomes de peixes em ordem alfabética toda vez que se sente nervosa ou acuada é engraçada. Confesso que, inicialmente, isso me incomodou bastante, mas com o decorrer da narrativa a personagem foi me conquistando. Mas o personagem que deve ser consagrado é, sem sombras de dúvidas, Owen – o garoto nerd.

Os nerds sempre salvam qualquer história e Owen é um dos responsáveis pelo sucesso da história. Assim como Indie, Owen tenta encontrar o seu lugar no mundo. Perseguido por pessoas preconceituosas, como a patricinha fútil e asquerosa Kelsey, Owen é um garoto dócil e extremamente inteligente.

Owen nem de longe lembra aquele tipo” chato” de nerd. Aliás, a autora em momento algum se utilizou do esteriótipo ditado pela maioria. Uma das mensagens do livro é justamente esta, desconstruir a imagem daqueles que são excluídos pela maioria. Histórias que discutem e abordam o bullying surgem aos montes todos os dias, mas Erin E. Moulton conseguiu construir uma narrativa muito diferente do que estamos acostumados.
Só o fato de uma garota ter uma lagosta como animal de estimação e, consequentemente, como melhor amiga já deve ser considerado um grande diferencial, mas a ousadia de Erin vai muito além.
Minha vez de Brilhar tem uma proposta ousada, diferente. Leva um certo tempo para que você entre no ritmo da história, mas quando a narrativa começa a fluir, você nem perceberá que o livro já terminou.

A editora caprichou mais uma vez na diagramação. Ao longo das páginas vamos nos familiarizando com o universo de Indie representado por ilustrações de crustáceos e peixes na apresentação dos capítulos e no rodapé das páginas. E para deixar qualquer leitor ainda mais apaixonado, uma capa hard cover belíssima.

Como eu havia dito anteriormente a narrativa começa com um ritmo lento, pois a autora optou por descrever o cotidiano de Indie em seu último dia de aula. Nada muito interessante acontece na pacata Plumtown aonde seu "papi" possui a Famosa Peixaria Chickory & Chips. Acredito que isso contribuiu para que os primeiros capítulos fossem tão sonolentos. Sabiamente, a autora soube dar a reviravolta no seu devido momento.

Monty Cola esconde-se na mochila de Indie sem que ela perceba e decide ir à escola com Indie. No desespero de ver Monty há tanto tempo mantida na mochila, Indie corre em direção à praia de Crawdad para molhar a lagosta. Nesse momento, Monty Cola se desespera e foge para o mar, isso graças ao alarde feito pelo policial Gallson.
O sumiço de Monty Cola passa a ser um dos motivos pelo qual Indie e Owen tornam-se amigos. Porém, Indie terá que decidir de que lado ficar: entre os populares para não decepcionar a irmã Bibi ou do lado de Owen, aquele que assim como Indie sabe muito bem o quanto é difícil se ajustar?

"Só porque outras pessoas são idiotas não significa que haja algo de errado com o restante de nós _ digo, olhando para a lagosta dourada. _ Veja Monty, por exemplo. Ela é diferente, e nós a amamos."

A amizade de Indie e Owen é um dos pontos altos da narrativa. Momentos de intensa ternura e delicadeza provam o valor de uma amizade sincera.
Outro personagem bem interessante e que ganhará a sua afeição será Sloth, uma garota gótica, esquisita que adora ouvir rock pesado e, que apesar da aparência bizarra e assustadora, tem um coração gigante e se mostra uma pessoa adorável.

O que faz com a história de Erin seja tão agradável e acolhedora é justamente a maneira como ela a conduz, levando o leitor a vibrar com cada reviravolta e a respectiva transformação de seus personagens. Tanto Indie quanto Owen tentam sobreviver em meio aos caos e provam que a essência de cada um é o que ambos possuem de mais valioso. O livro mostra que ninguém é perfeito e que devemos aprender a conviver com nossas imperfeições.

Fiquei muito contente em concluir a leitura com a sensação de dever cumprido. Teria ficado frustrada se tivesse desistido da história no meio do caminho. Por esse motivo, recomendo que todos tenham paciência com a autora. No começo a história pode não atrair, mas não desista. Com o decorrer da leitura você começará a gostar tanto da narrativa que só irá deixá-la de lado somente ao concluir a última página. O final do livro é lindo e repleto de emoções.

Minha Vez de Brilhar é um livro recomendado a todas as idades. Indicado a todos que curtam histórias leves, engraçadas, protagonizadas por personagens cativantes e que, acima de tudo, nos permite refletir sobre assuntos de extrema importância. Uma história sensível e que tem tudo para conquistá-los.

site: http://www.cacholaliteraria.com.br/2014/06/resenha-minha-vez-de-brilhar-erin-e.html
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@plataformadolivro 13/01/2017

Um livro sobre amizade
Na cidade de Plumtown, Indie Lee Chickory vive fazendo suas caretas de peixe até um belo dia sua lagosta dourada de estimação entrar em sua mochila e, por uma terrível fatalidade, se perde no mar.
"Ela tem tantos piercings no rosto que parece um peixe que nunca é pego, mas continua carregando os anzóis pelo profundo mar azul."
Sua irmã Bibi vive para impressionar sua amiga Kelsey e Indie tenta ser como elas também. Acaba mudando sua forma de se vestir e negando uma amizade que não seria apropriada aos olhos delas.
Indie conhece Owen quando começa a trabalhar nos bastidores do teatro e juntos, eles tentam recriar o ambiente em que Monty Cola fora capturada pela primeira vez. Com direito à iscas de peixe com coca cola e barco.
Um livro infantil que nos faz refletir sobre o valor de uma amizade.
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Bru 28/03/2019

A busca da lagosta perdida
A história de Minha Vez de Brilhar conta a aventura da jovem Indie e do pequeno Owen, ambos atrás de uma lagosta dourada perdida.
Indie tinha uma lagosta de estimação e por um descuido perdeu a pobrezinha no mar. Ela então conhece Owen, um jovem da sua idade, muito curioso pelas coisas do mundo e explorador até o último fio de cabelo. Eles por fim formam uma parceria para encontrar a bendita Monty Cola (nome com o qual Indie batizou a lagosta dourada).
Obviamente muitas intempéries aparecem no meio do caminho. Alguns conflitos familiares acontecem. E a amizade de Indie e Owen é posta à prova.
Eu achei o livro fofinho, mas não é um tipo de leitura que me prende tanto. O livro é bem infanto-juvenil mesmo, afinal é do selo #Irado da Novo Conceito, então realmente já tem mais esse viés mesmo. Ultimamente tenho me encantado mais por livros de fantasia, distopia ou com uma pegada mais dramática. Com certeza na minha juventude eu teria adorado este livro, mas na fase literária na qual me encontro, estes tipos de leitura já não são mais meus preferidos.
De qualquer forma isso não invalida a beleza desta história. Indie é uma criança muito sincera, autêntica e de coração puro. Owen é o filho que eu queria ter, todo explorador, querendo saber tudo do mundo a sua volta. Além de Sloth que também é uma personagem bem forte e inspiradora, com seu estilo único e destemido, além de desafiador.
A história se passa em uma cidade costeira dos Estados Unidos, o que também ganha alguns pontos comigo, já que sou a louca do mar. Então todo o clima nos leva pra dentro do cenário onde se desenrola o enredo.
Mas enfim, é aquilo que eu comentei anteriormente, a história é doce e bonita, mas não é mais meu estilo de leitura. Mas aconselho aos jovens de plantão, que pode ser uma leitura válida. É bem rápida e fluida.
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C. Aguiar @coelhoobrancoo 05/08/2014

A história desse livro chega a ser encantadora e um pouco triste em alguns momentos.
O livro tem aquele ar de infantil beirando a inocência e tenho que confessar eu nunca pensei que leria um livro aonde a personagem principal tem uma lagosta de estimação.
Nesse livro temos o vislumbre da vida de Indie, uma garota que é apaixonada por animais marinhos e vive fazendo caretas iguais as que os peixes fazem, mas isso passou a incomodar sua irmã Bibi que atualmente só pensa em participar do teatro da cidade e ser popular ("aceita" por uma garota esnobe que frequenta o teatro), ou seja, é tudo questão de quem você conhece porque se a Bibi se tornar "amiga" dessa menina ela terá um papel melhor no teatro.
Indie está querendo ser "uma pessoa melhor" e acaba entrando no teatro também para trabalhar na oficina (junto com uma garota punk muito sinistra, mas ao mesmo tempo interessante).
Mas e a lagosta? Bom, Indie acabou perdendo a lagosta dourada em uma enorme confusão no último dia de aula e agora tem uma missão noturna (sim ela procura ela durante a noite) de encontra-lá, mas não irá fazer isso sozinha. Ela conhece Owen, um garoto meio nerd que registra praticamente tudo em seu caderno e Indie gosta de ser amiga dele, mas para tentar voltar a ser querida por sua irmã acaba travando uma batalha interna porque falar com Owen em público é ruim por ele ser o "perdedor" entre os adolescentes/crianças então isso só mancharia sua imagem e a de sua irmã Bibi.
Confesso que fiquei com pena de Indie porque as crianças são malvadas com ela, e com mais pena ainda de Owen porque o pessoal perturba muito ele, mas ainda sim é um livro que você tira pequenas lições de vida e além da mensagem positiva é divertido e um tanto quanto inusitado. Uma leitura válida para todas as idades.
Vale a pena dar uma conferida e a diagramação do livro é simplesmente linda.

site: http://www.seguindoocoelhobrancoo.com.br
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Jaqueline 11/09/2014

Indie quer muito que sua irmã Bibi volte a gostar dela como antes e quer encontrar sua lagosta de estimação, a Monty Cola. Para conseguir o que quer ela faz um pedido para uma estrela cadente, e com a ajuda do seu novo amigo Owen ela começa uma grande aventura.

Para melhorar a relação com sua irmã, Indie começa a agir de um modo muito diferente do que ela é, até que chega o momento em que Bibi e sua turma começam a implicar com Owen. Por ser nerd, a turma de Bibi não o considera uma pessoa normal, e vive implicando com ela, então Indie não pode deixar que descubram que ele é seu amigo.

Minha vez de brilhar é uma história bem bacana e simples. É um livro infanto-juvenil, que traz uma lição muito bonita, de que para nos tornarmos pessoas melhores não é preciso lutar para se encaixar em alguma turma especifica, devemos sim viver do nosso jeito, sem mudar o que somos para agradar alguém. Viver ao lado de pessoas que nos entende e que respeita o nosso jeito, independente de qual seja ele, é o que nos faz sentir bem.

Um trecho do livro que eu adorei. Páginas 123-124

- Não acredite no que dizem. Sobre fazer pedidos a estrelas cadentes, Indie diz Owen.
- O que você está querendo dizer? pergunto, encontrando a constelação de Peixes no céu.
- Quero dizer que, se a vida está péssima, não espere que fique ótima só porque você fez um pedido a uma estrela cadente. Não passa de um meteoro entrando na atmosfera terrestre. Ele queima ao tocar a atmosfera, o que cria aquele rastro. Não há nada de mágico nisso. É ciência.
- OK, obrigada, Senhor Spock digo, pensando no filme favorito de papi.
- Só estou dizendo que superstições como esta podem fazer pessoas se sentirem melhor no curto prazo, mas não têm fundamento verdadeiro na realidade.
- Talvez digo Mas, quando você não tem nada a perder, que mal faz pedir algo a umas estrelas cadentes?
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Lucianoasantos 10/03/2015

Há quem defenda que é uma perda de tempo que uma pessoa leia livros que são indicados para leitores de uma faixa etária menor que a dela. Bom, eu acho que é uma perda de tempo ficar se metendo na vida alheia e decidindo o que é ou não válido que ela leia. Se eu levasse esses extremistas que parecem fazer parte de uma milícia literária em conta, teria perdido uma excelente experiência com um livro infantojuvenil. Estou falando do “Minha Vez de Brilhar”.

Escrito pela autora Erin E. Moulton, que tem publicado também pela Editora Novo Conceito o “A Jornada”, que ganhou boas resenhas alguns anos atrás, o livro nos apresenta Indie Chickory, uma garota de onze anos, que sente o afastamento da irmã mais velha, antes sua amiga inseparável, mas que entrara na adolescência e agora tinha coisas mais importantes em que pensar do que travar batalhas de caretas de peixe ou deitarem no gramado olhando as estrelas nascerem, traçando as constelações com os dedos.

Como moram em uma cidade costeira, boa parte da atividade econômica se concentra na pesca e no turismo. O pai de Indie é proprietário de uma embarcação pesqueira, e de um restaurante de frutos do mar. Assim, ela tem intimidade com peixes, conhece centenas de espécies, e não sente o nojo natural que vem do cheiro de entranhas e vísceras do bicho. É tudo muito natural para ela, faz parte do seu dia-a-dia, do modus operandi de sua família, mas essa naturalidade irrita sua irmã, que tem apenas uma prioridade em sua vida: ser perfeita.

Indie sofre bullying na escola. Ela tem cabelos embaraçados, se veste como um menino, e cheira a peixe. Isso é o suficiente para que se torne um alvo, e que as outras garotas a apontem, reclamem do mal cheiro, e a chamem, entre outras coisas, de peixólatra. A princípio ela faz a linha do “não ouvi e, de qualquer forma, não me importo com o que você está dizendo”, mas essa é uma atitude vazia, todo mundo sente o baque de uma ofensa, por mais que se tente disfarçar. Indie sente o golpe, que se torna mais doloroso quando ela percebe que sua irmã, Bibi, não mais a defende.

À lista de coisas pouco usuais que se atribuem à Indie, se soma seu bicho de estimação: Monty Cola, uma lagosta dourada que, segundo seu pai, só existem uma em milhões douradas como ela. Porém, um incidente acontece, e Monty Cola se perde no mar.

Eu gostei da forma como a autora tratou dos desejos e da insegurança de Indie. Nada é muito visceral, tudo é tratado com muito tato, mas ao mesmo tempo com muito respeito ao público do livro. Indie quer coisas muito simples e que falam diretamente com o leitor, independente da idade que ele possua: se tornar uma pessoa melhor; e, claro, reencontrar Monty Cola. Elas faz esses pedidos às estrelas.

Além do que, é uma fase complicada a pré-adolescência, e a autora se insinua por uma questão que é especialmente problemática. A identidade. Indie quer se tornar uma irmã melhor, mas o preço a pagar por isso é se deixar moldar por Bibi da forma que ela bem quiser. Ela quer deixar de ser apontada e hostilizada pelas outras garotas, mas para isso tem que lidar com o fato de que admira muito Owen, um garoto nerd, que usa óculos e tem algumas manias estranhas, mas que ela reconhece como um dos garotos mais legais do mundo, sabendo que estar com ele faz dela novamente um alvo. Acho que isso se chama dilema.

Daí vem a questão: até onde é válido se transformar para agradar outra pessoa? E o que significa uma amizade?

O livro tem um toque de estranheza que agrada aos mais novos: um animal de estimação diferente, uma garota diferente, amigos diferentes. Quando tinha a idade de Indie, essas coisas me atraíam em uma leitura – fui um feliz leitor da Coleção Vaga-Lume!, e os livros com toque de mistério ou que fugiam do lugar comum eram meus preferidos – então acho que a autora acertou em cheio ao apostar nesses elementos. E, olhando mais friamente, o estranho é o normal. Existem no mundo mais gente estranha do que gente normal. Eu posso indicar dez pessoas estranhas para cada Angelinas Jolies e Cristianos Ronaldos que conheço. Assim, consegue-se também a tão bem vinda “identificação”.

Gostei muito também de como a autora introduziu no texto os paralelos entre céu e mar. Não bastasse morar em uma cidade costeira, Indie também aprecia as estrelas. E o livro perdeu um pouco na tradução do título – no original é Tracing Stars – pois os astros são um elemento importante na esperança que Indie tem de se tornar uma pessoa melhor, no que ela, enquanto criança, acredita.

O livro é mais um lançamento do selo #irado, da Editora Novo Conceito, e segue com um trabalho muito caprichado, em capa dura, e com diagramação cheia de detalhes. Eu gostei. Mesmo sendo já um tanto mais velho que o público alvo, o livro conseguiu conversar comigo. Até por que, eu posso até não ser mais aquela criança, mas ainda me lembro constantemente dela.

site: http://www.pontolivro.com/2014/06/minha-vez-de-brilhar-de-erin-e-moulton.html
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