O medo de Virgília

O medo de Virgília Rosa Mattos




Resenhas - O medo de Virgília


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Carolina Durães 17/05/2015

Em "O medo de Virgília" a autora Rosa Mattos decidiu abordar os medos de uma forma mais reflexiva.
O livro é dividido em duas partes e os capítulos são narrados em primeira pessoa por Virgília e em terceira pessoa pelas perspectivas dos demais personagens.

O local: A história se passa em Porto Alegre, mas existe menção de outros lugares, como por exemplo, o Rio de Janeiro. Dois cenários são os pontos centrais do livro: o apartamento de Virgília e a joalheria onde ela trabalha.

Os personagens: O livro apresenta inúmeros personagens que vão tendo seu espaço na narração.
Virgília tem 28 anos e lida com diversos medos, o maior deles é o de enlouquecer. Parece um pouco absurdo, mas ao conhecer a família da protagonista é possível compreender melhor o seu temor. Com um pai infiel, uma mãe que se faz de boba, uma irmã com sérios problemas emocionais e um irmão criminoso, manter a normalidade é complicado. Isso sem contar com os demais familiares, como tia e tio.
Os capítulos alternados contam um pouco da história de cada um desses personagens citados para fornecer um embasamento dos medos da jovem.

Alex Sampaio tem 29 anos e desde jovem convive com a brutalidade. Ele viu em primeira mão o assassinato de seu pai e o descaso das pessoas ao seu redor. Teve uma infância sofrida e carrega consigo uma grande mágoa contra as pessoas. Acontece que Alex é especial. Ele possui um dom que pode salvar ou colocar as pessoas em risco. Apesar do seu passado e de ter conseguido dar a volta por cima, ele possui um caráter duvidoso.

Enredo/ Trama/Narrativa e História: Virgília, a protagonista, é uma jovem que está a procura de um emprego e candidata-se como gerência na Joalheria Luc Prado. Lá, além de conhecer a equipe com quem irá trabalhar, conhece Alex Sampaio, um homem de 29 anos de idade que trabalha nos serviços de entrega das jóias.

Dessa forma, o caminho dos dois se cruzam e se apaixonam perdidamente. Apesar de não ser o foco principal da trama, o relacionamento entre os dois poderia ser um pouco mais desenvolvido. Sem muito contato um com o outro, eles se apaixonam em um curto período de tempo e a aceitação de Virgília sobre o dom de Alex e suas ações é praticamente imediata.

Como cada capítulo conta praticamente a história de vida de cada um dos personagens, a trama ficou um pouco superficial em alguns pontos. Talvez, eliminar algumas histórias, como da prima Celina, por exemplo, poderia dar espaço para focar-se em outros pontos.

A narrativa é concisa e direta. Não há muita enrolação nas descrições e na ambientação. A história em si é boa, mas precisa de certa lapidação.

A escrita da autora: A autora Rosa Mattos tem uma escrita envolvente e consegue criar um texto coeso e linear. Porém, a inserção de tantos personagens secundários (Celina, Emiliano, Dora, Alan, Marília, Anne, Jéssica e tantos outros) faz com que o fluxo da leitura se alterne.

Revisão/ Diagramação/ Layout e Capa: Foi realizado um bom trabalho de revisão, porém foram encontrados erros, como por exemplo, na página 166. A construção de alguns parágrafos poderia ter sido realizada de forma diferente, para dar uma maior agilidade ao texto. A diagramação é simples, porém agradável. No início de cada capítulo existe uma rosa e a capa, apesar de ter flores no fundo e uma cor chamativa, poderia ter elementos que fornecessem alguma conexão com a obra.

O livro é um drama psicológico e aborda diversos temas envolvendo a família e os medos que cada um de nós temos em nosso interior.


site: http://www.viajenaleitura.com.br/
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Ká Guimaraes 07/06/2015


Virgília é uma jovem de 28 anos que está morando em Porto Alegre no apartamento que é da família. Sua intenção é estar próxima de sua irmã Marília, que está internada em uma clínica psiquiátrica após ter tentado matá-la. Sim, sua irmã mais nova tentou matá-la. Aparentemente ela teve um surto e sem motivo, descontou em Virgília.

A protagonista está procurando um emprego para poder pagar as contas e se depara com um cargo de gerência na Joalheria Luc Prado. Apesar dos riscos de se tornar vítima de criminosos mal intencionados, ela aceita o emprego e começa a sua rotina no novo trabalho. Sua vida pessoal é um pouco vazia. Não há muitos amigos e muito menos relacionamentos, pelo menos até o momento em que ela conhece Alex Sampaio, que trabalha transportando as jóias para a joalheria.

De certa forma, Alex é muito parecido com Virgília. É uma pessoa solitária e sem ninguém em especial em sua vida. Quando os dois se conhecem é como se tivessem encontrado sua outra metade. Mas nem tudo é o que parece. Alex esconde um grande segredo...

Enquanto observamos a rotina de Virgília se desenvolver e seu apreço pelo Alex crescer, o leitor também acompanha dois criminosos que não demonstram preocupação pela vida humana e que irão cruzar o caminho da protagonista.

Anne Thompson é filha de um diplomata e tem tudo o que poderia desejar na vida. Porém, em seu íntimo, tem desejos sombrios e sonhos mórbidos e com o tempo, consegue colocar em prática suas "visões".

Alan é filho de um severo coronel e aprendeu a lidar com suas reprimendas ao longo do tempo, porém não sem antes sofrer muito. Quando se torna um adulto, ele é totalmente desprovido de emoções e não demonstra preocupação com o próximo.

O livro discute os medos que enfrentamos. Não apenas os medos das coisas "reais" como a violência, mas medos psicológicos, como a loucura e o medo da solidão.

site: http://www.acordeicomvontadedeler.com/
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Ru 31/03/2015

Resenha da Book Tour - O Medo de Virgília
O livro é sobre Virgília (duh), uma garota basicamente "perfeita", que reside em Porto Alegre. Virgília passa grande parte do seu dia, se preocupando com sua família e seus problemas.
Quando comecei a leitura, admito que muitas coisas na história me faziam pensar que aquele seria mais um livro de adolescente. E olha que eu amo esse tipo de livro, mas estava mesmo esperando outro tipo de leitura.

Nos primeiros capítulos, nós conhecemos tanto Virgília, como seus irmãos, seus pais e alguns outros personagens secundários. Acontece que é preciso que você conheça todos eles para o entendimento da história.
Virgília é uma mulher com boa imagem e que está procurando um emprego que a garanta estabilidade. Ela começa então a trabalhar em uma Joalheria no Shopping perto de sua casa.

Com o título do livro, você espera que Virgília seja uma mulher totalmente prisioneira dos medos (eu pensava assim), mas não é o que acontece. Além de corajosa e determinada, Virgília consegue ser uma mulher passiva e compreensiva, e por isso a pessoa ideal para Alex, o misterioso entregador de joias.
Alex também é muito bem apresentado na história, tendo um espaço para a explicação de sua sede de vingança, que começa quando ainda era mais novo.

Sim, você leu a descrição do livro muito bem, Alex tem essa coisa de "dom", se é que podemos chamá-lo disso. Ele é uma pessoa misteriosa pelo simples fato de esconder esse dom e as ações de seu passado.
Virgília e Alex se conhecem quando a mesma garante seu emprego de gerente da Joalheria, e preciso dizer que EU não curti muito a ideia de "amor à primeira vista", que foi inserida.
Mas prossigamos.

Depois de alguns capítulos, você percebe que a história não é amorzinho de adolescente coisa nenhuma. Começam a aparecer os reais psicopatas. E melhor ainda, você lê a história DELES.

Virgília tem um medo sim, não se engane, e esse medo é de ficar louca. Porque olha meu amigo, nesse livro você vai ver como todos são loucos. Mesmo.

Pra falar a verdade eu vi MUITOS psicopatas para um ciclo muito pequeno de personagens. Quero dizer que quase todo mundo era doido, assassino, e etc. E isso me fez achar tudo muito... Anormal. Mas não um anormal bom, do fictício, mas uma forçadinha para que tudo acontecesse só na vida de Virgília e sempre perto dela.

Não quero ser incessível, mas preciso dizer o que pensei sobre o livro. Muitas histórias secundárias chocantes foram abertas no meio da trama e eu sou fã de fechamentos perfeitos. E me decepcionei.
A autora acabou criando muitos personagens, muitas situações, e no fim... Tudo foi acabado com uma certa pressa, talvez?
Eu esperava mais dos assassinos, um final decente para Anne (que vocês logo conhecerão como a psicopata número um). Foi tudo tão apressado que me senti desolada.

Mas até que ela caprichou um pouco na questão do romance. Quero dizer, mesmo em meio ao caos, Virgília e Alex puderam aproveitar um tiquinho de amor. E um pouco de loucura também, mas isso é coisa pra você ver no livro e não aqui.
Também há muito sangue e algumas cenas bem detalhadas (gostei disso).


Em relação a escrita, não tenho a reclamar, pois ela soube usar uma linguagem que se adaptasse a todos os leitores e fizesse a leitura transcorrer tranquilamente.
Os capítulos não são compridos, até porque o livro é bem pequeno, com 200 páginas. Então não dá pra mandar aquela desculpa de não ter tempo para ler, porque ele é bem pequeno mesmo.

No fim, mesmo com algumas pequenas falhas, que já mencionei, eu acabei gostando de ter lido esse livro. Ele faz você abrir os olhos para problemas que precisam ser tratados com muita importância e nós simplesmente não ligamos. E querendo ou não, ele nos ensina que mesmo vivendo nesse mundo horrível e aterrorizante que o humanos "criaram", nós não precisamos seguir seus passos e pensamentos.

site: http://www.pequenaleitora.com/2015/03/book-tour-o-medo-de-virgilia.html
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Euflauzino 19/08/2015

O zoológico humano

No livro O medo de Virgília (Selo Jovem, 200 páginas) há o desfile de uma fauna exótica de pessoas carregadas de distúrbios psíquicos, como mania, fobia, neurose, depressão, obsessão, um leque enorme de psicopatologias que fariam a festa de profissionais da área.

De médico e louco todo mundo tem um pouco, já dizia o ditado, mas neste livro, de médico ninguém tem nada, já de alienado e maluco não posso dizer o mesmo.

Virgília é uma jovem determinada e pacífica, que sai do convívio dos seus para trabalhar na capital, em um apartamento herdado pela mãe. Além do mais, quer ficar próximo a sua irmã mais nova, Marília, que enlouqueceu:

“... Em seguida escutei o grito... Um grito de quem se liberta de um sentimento sufocante. Depois, o barulho de um copo jogado com força no chão. E, do nada... juntou o fundo do copo que ficou intacto, apenas com as beiradas quebradas e pontiagudas, saltando na direção do meu pescoço. Instintivamente, esquivei-me. E senti as pontas do vidro cravarem na altura do meu braço, Com uma força redobrada pela fúria, ela pressionou para o fundo e depois para baixo, abrindo dois cortes...”

Como podem ver as pessoas não piram simplesmente, elas enlouquecem alucinadamente, devastadoramente.

“Depois disso, sua visão ficou escura. Desligou-se da realidade. E perdeu-se num buraco negro.”

Virgília precisa trabalhar e consegue emprego em uma joalheria. Passa a conviver diariamente com várias pessoas, além do medo crescente de acontecer algo num local visado por qualquer bandido. Lá se depara com Alex e a conexão é imediata, sendo difícil para ele conviver com alguém com a sensualidade tão natural:

“Os cabelos estavam escorridos, grudados. A maquiagem desfeita. O rímel preto escorrendo no rosto. A blusa molhada no corpo, deixando à mostra o contorno dos meus seios. A saia colada nas pernas, revelando o desenho das minhas coxas. A pele arrepiada, com o contato da água fria da chuva...”

site: Leia mais em: http://www.lerparadivertir.com/2015/08/o-medo-de-virgilia-rosa-mattos.html
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Kênia Cândido 09/04/2018

Muito Bom!
Novamente tive a oportunidade de conhecer outra obra literária da autora Rosa Mattos e desta vez, com uma trama misteriosa. O Medo de Virgília trouxe uma história com diversos elementos que gostei bastante e até desejei que tivesse mais algumas páginas para que a história fosse prolongada.

Dividida em duas partes O Medo de Virgília contém a história narrada pelo ponto de vista da personagem Virgília, uma moça que muda-se da pequena cidade gaúcha chamada Cristal e vai morar em Porto Alegre, num apartamento herdado pela mãe.

No início da história, Virgília estava despertando para o dia e arrumando para o primeiro dia de trabalho na famosa joalheria Luc Prado, para assumir o cargo de gerência da loja de luxo no shopping. O gerente anterior havia sofrido um sequestro relâmpago, ficando na mira dos bandidos para entregar as chaves do cofre das joias da loja e após o fato ocorrido ele permanecia em casa traumatizado.

Quando Virgília soube deste acontecimento, ela ficou meio apreensiva de aceitar ou não aceitar um cargo que oferecia perigo para sua própria vida. Contudo as circunstâncias do destino que encarregou de levar seu irmão Augusto com a esposa Joyce e os dois filhos Bruce e Will de surpresa para o apartamento, Virgília foi obrigada aceitar o emprego.

Virgília também precisava lidar com a Marília, irmã mais nova que estava internada numa clínica psiquiátrica depois que teve um surto psicótico e tentou matar Virgília com um caco de vidro durante o almoço em família.

Mas foi durante um dia de trabalho que Virgília conheceu Alex, sócio de uma empresa de segurança. Alex ficava responsável de entregar aos clientes mais importantes da empresa e no momento que entregava as joias na joalheria conheceu Virgília.

No primeiro momento Alex sentiu algo diferente por Virgília, enquanto a jovem sentia o coração disparado pelo rapaz. No meio de um cenário difícil e pessoas desequilibradas, Virgília enxergava em Alex um porto seguro para não enlouquecer.

A leitura flui tranquilamente e dá para ler rapidamente. A história é muito boa, tem vários toques de realidade, distúrbios, temores, aflições, superações e fatos que pode ocorre perfeitamente no dia a dia de um ser humano. Sejam elas diretas ou indiretamente.

Além da história de Virgília, o livro contêm histórias dos outros personagens que estão envolvidos com Virgília. A vizinha Dora, os personagens Anne e Alan ganharam um destaque bem misterioso na história. Tem prima Celina, uma pessoa organizada e bastante perfeccionista. O tio Emiliano que tinha vários medos que previa catástrofes que provavelmente jamais fosse acontecer com ele e mais alguns protagonistas complicados.

Cada protagonista mostrou uma personalidade conturbada com temas bem construídos e o legal disso tudo, foi a Rosa Mattos detalhar o fato e a situação que os personagens viveram ou presenciaram e acabou desenvolvendo o trauma psicológico neles.

De certa forma, Virgília era cercada pelas situações complicadas, precisava ajudar as pessoas que estavam na experiências dolorosas e ao mesmo tempo, manter a sanidade mental, não deixando que o medo influenciar na sua vida. Ela é uma personagem bem honesta, muito batalhadora, mas foi um pouco ingênua com a família que abusava da boa vontade da jovem.

Alex também contém uma história bem interessante. Cresceu no meio da dificuldade, perdeu o pai muito novo e acabou desenvolvendo um dom incomum. Ele conseguia invadir a mente das pessoas, fazendo-as cometerem suicídio. Mas depois que conversou com um padre, tentava segurar seu instinto de fazer justiça usando o dom que tinha desenvolvido e superou seus traumas.

Minha única ressalta é a autora ter corrido um pouco com o desfecho da história. O enredo merecia mais páginas para ficar bem completo. Não encaro isso como ponto negativo para a história, só acho que merecia continuar com o desenvolvimento que estava tendo naturalmente. A segunda parte deixou a sensação que o final foi resumido.

A edição contém a capa correspondente a história. Cada início de capítulo possui uma ilustração de uma rosa e o nome do personagem que terá destaque no capítulo, quando não é a narrativa de Virgília e a diagramação está excelente na folhas amareladas.

Finalizo minha opinião recomendando essa história para todos os leitores que gostam de literatura nacional com uma trama envolvente e bem conduzida. Mesmo sendo uma leitura leve, o leitor terá a chance de ter vários assuntos para refletir.


site: http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com.br/
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Aninha | @pactoliterario 18/05/2019

Virgília tem apenas um medo: ficar louca igual a todos que ela convive, seu tio, prima e até a sua amada irmã, Marília, acabou por surtar e quase matar ela.

Marília sempre achou que sua mãe nunca deu o amor que ela mereceu e sempre tratou Virgília como sua filha favorita, depois de um longo tempo tentando fazer com que a mãe a ame como ama sua irmã, em um belo dia quando Virgília leva seu namorado Ian para todos conhecer, Marília surta e tenta mata-la, depois disso, acaba em um sanatório.

Mesmo com toda a resistência de sua irmã, Virgília se muda para Porto Alegre afim de ficar mais perto de sua irmã e quebrar toda a distância que Marília criou entre elas. Enquanto estadia no local ela fica em um apartamento que sua mãe herdou.

Virgília tenta conseguir um emprego, e acaba por conseguir um como gerente em uma joalheria, a "Luc Prado". Ela toma o lugar do ex-gerente que foi morto, mas antes disso havia se demitido do cargo. Nesse novo emprego, Virgília acaba conhecendo Alex, um homem que entrega as joias para a joalheria.

Alex não é normal, ele tem o poder de fazer as pessoas fazerem o que ele quer, sendo para o bem, ou para o mal. De primeira Virgília não sabe, e acaba por se apaixonar por ele, e claro, ele por ela.

O livro é divido por capítulos pequenos narrados pelos personagens principais e secundários, sendo a maioria deles narrados por Virgília. O livro tem um quê um tanto sobrenatural, temos a presença de vários personagens com poderes.

A narrativa da Rosa flui facilmente, a história é boa e um tanto interessante, porém não é algo inovador e muito diferente do que estamos acostumados ler. Contudo, recomendo a leitura.

O livro foi cedido pela Rosa para resenhar aqui no blog, gostei bastante da diagramação do livro, apesar de ser simples. As páginas são amareladas e as letras de uma tamanho que dá para ler com facilidade.

Resenha postada originalmente no blog Pacto Literário.

www.pactoliterario.blogspot.com.br
www.instagram.com.br/pactoliterario
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